Portugus: Interpretao de Textos - Gramtica

AUTORIA, PESQUISA, REVISO, ORGANIZAO: JOS CARLOS DUTRA DO CARMO.

Este arquivo uma cortesia de JOS CARLOS DUTRA DO CARMO, que sempre tem por filosofia de vida ajudar o prximo da melhor maneira possvel.

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2.298 EXERCCIOS, COM GABARITO.

Pesquisados na Internet, em centenas de SITES com exerccios e provas da Lngua Portuguesa.

TEXTO.

A Filosofia teve origem na tentativa humana de escapar para um mundo em que nada mudasse. Plato,

fundador dessa rea da cultura que hoje chamamos Filosofia, supunha que a diferena entre o passado e o futuro seria mnima.

Foi somente quando comearam a levar a Histria e o tempo a srio que os filsofos colocaram suas esperanas quanto ao futuro deste mundo no lugar antes ocupado por seu desejo de conhecer um outro mundo.

A tentativa de levar o tempo a srio comeou com Hegel, que formulou explicitamente suas dvidas

quanto tentativa platnica de escapar do tempo e mesmo quanto ao esforo de Kant em achar condies

a-histricas de possibilidade de fenmenos temporais. A Filosofia distanciou-se da questo "O que somos?"

para focalizar "O que poderamos vir a ser?"

1. Assinale a opo concordante com as idias do texto.

A. Plato no s foi o filsofo que superou as formulaes de Hegel e Kant relativas aos fenmenos temporais como foi o que cogitou na idia de futuro.

B. Inicialmente, em suas origens, a Filosofia se interessou pelas condies no-histricas das transformaes temporais a que os seres humanos se sujeitam.

C. Os filsofos sempre se preocuparam prioritariamente com a questo da passagem do tempo e das conseqentes mudanas histricas.

D. Hegel inaugurou, na Filosofia, as cogitaes relativas ao tempo e s condies histricas dos fenmenos temporais.

E. A Filosofia nasceu marcada pelo interesse do homem em sondar as suas prprias possibilidades de transformao e mudana no tempo e na Histria.

TEXTO.

Quando a justia entra em conflito com a lealdade, essa ltima geralmente leva a melhor. Muitos de ns alimentamos e protegemos nossas famlias antes de podermos pensar nas necessidades de nossos vizinhos. Muitos de ns estamos muito mais interessados no bem-estar dos nossos compatriotas do que na situao das pessoas do outro lado do mundo.

2. Em relao s idias do texto, assinale a opo incorreta.

(A) O senso de justia entre indivduos de povos diferentes superior lealdade que se dispensa aos familiares mais prximo.

(B) A lealdade geralmente prevalece sobre a justia quando h conflito entre as duas foras.

(C) O pensamento relativo s necessidades dos nossos conhecidos secundrio em relao s preocupaes com os familiares.

(D) O interesse pelas causas nacionais prioritrio em relao aos contextos do exterior.

(E) A solidariedade entre pessoas de uma mesma nacionalidade sobrepe-se solidariedade para com povos estrangeiros.

TEXTO.

Prever o futuro to arriscado que, podendo sempre errar, prefervel errar pelo otimismo. E h boas razes para ser otimista quanto democracia. Nos ltimos 20 anos, dobrou ou triplicou o nmero de pessoas que no vivem em ditadura. Talvez seja demais chamar Ucrnia ou El Salvador hoje de Estados democrticos, mas certamente h bem mais liberdade nesses pases ou no Brasil, aps a queda do comunismo e das ditaduras apoiadas pelo primeiro mundo, do que havia em 1980. A conjuntura mundial torna difcil o cenrio usual, que era a rigorosa represso ante o avano de reivindicaes populares.

3. Em relao ao texto, assinale a opo correta.

a) Pode-se inferir do texto que atualmente no h clima favorvel represso de movimentos populares.

b) At h pouco tempo no havia restries s demandas e reivindicaes de segmentos insatisfeitos da sociedade.

c) A expresso to arriscado que pode ser substituda por to arriscado quanto sem prejuzo para a correo do texto.

d) Se a palavra certamente vier entre vrgulas o texto transgride as normas de pontuao.

e) A vrgula aps usual indica que a orao a seguir restritiva.

TEXTO.

O quadro geral de apaziguamento abre espao para a expanso da democracia. Mas resta muito por fazer. Mais que tudo, preciso desenvolver a idia de que a democracia no s um regime poltico, mas um regime de vida. Quer dizer que o mundo dos afetos deve ser democratizado. preciso democratizar o amor, seja paternal ou filial; a amizade; o contato com o desconhecido: tudo o que na modernidade fez parte da vida privada. preciso democratizar as relaes de trabalho, hoje tuteladas pela propriedade privada. A democracia s vai se consolidar, o que pode tardar dcadas, quando passar das instituies eleitorais para a vida cotidiana. claro que isso significa mudar, e muito, o que significa democracia. Cada vez mais ela ter a ver com o respeito ao outro.

4. Assinale a opo que est em desacordo com as idias do texto.

a) A noo de regime poltico mais restrita que a noo de regime de vida.

b) Pode-se inferir que as relaes de trabalho tuteladas pela propriedade privada no so suficientemente democrticas.

c) A proposta de ampliao do conceito de democracia transcende as questes pblicas e polticas e invade o universo individual e privado.

d) A consolidao da democracia tem como condio a abrangncia das questes da vida cotidiana.

e) A mudana do conceito de democracia uma transformao que est ocorrendo na sociedade e seus resultados sero vistos brevemente.

TEXTO.

Na pesquisa para avaliar a gesto nas empresas em relao qualidade no setor de software, foram considerados os seguintes fatores: a elaborao de planos estratgicos, a incluso de metas consistentes, a coleta de indicadores precisos, a contabilidade adequada de custos, a implantao de programas de qualidade total e a certificao dos sistemas.

O relacionamento das empresas com seus empregados foi acompanhado a partir de aspectos da participao dos mesmos na soluo de problemas, sua satisfao e oportunidades de aperfeioamento profissional. O relacionamento com o mercado era avaliado considerando-se a realizao de pesquisas de expectativa e de satisfao junto aos clientes; a existncia de estruturas de atendimento; a resoluo de reclamaes e o uso desses tipos de dados na reviso de projetos ou na especificao de novos produtos e servios.

Procedimentos especficos para qualidade em software foram medidos por indicadores referentes adoo de mtodos de engenharia para preveno ou deteco de defeitos, utilizao de ferramentas automatizadas de desenvolvimento e ao tipo de documentao adotada. Adicionalmente, todo um conjunto de aspectos foi levantado visando caracterizao das empresas e do software desenvolvido no Brasil.

5. Em relao ao texto, assinale a opo correta.

a) As escolhas sintticas e lexicais do texto so apropriadas para um texto de relatrio.

b) Para que a pontuao do texto se torne correta necessrio substituir as quatro vrgulas aps o sinal de dois pontos por sinais de ponto e vrgula.

c) O uso da voz passiva em foi acompanhado tem o efeito estilstico de explicitar e reforar o papel do agente da ao.

d) Em O relacionamento com o mercado era avaliado, a transformao da voz passiva analtica para sinttica corresponde a: Avaliou-se o relacionamento com o mercado.

e) O uso do pretrito indica que a pesquisa a que o texto se refere est em andamento.

TEXTO.

O mundo grande

O mundo grande e cabe

Nesta janela sobre o mar.

O mar grande e cabe

Na cama e no colcho de amar.

O amor grande e cabe

No breve espao de beijar.

6. Neste poema, o poeta realizou uma opo estilstica: a reiterao de determinadas construes e expresses lingsticas, como o uso da mesma conjuno para estabelecer a relao entre as frases. Essa conjuno estabelece, entre as idias relacionadas, um sentido de:

(A) oposio.

(B) comparao.

(C) concluso.

(D) alternncia.

(E) finalidade.

TEXTO.

Oh! Que saudades

Do luar da minha terra

L na serra branquejando

Folhas secas pelo cho

Este luar c de cidade

To escuro no tem aquela saudade

Do luar l do serto!

7. Os versos acima ilustram caractersticas do Arcadismo:

a) exaltao natureza da terra natal.

b) declarada conteno dos sentimentos.

c) expresso de sentimentos universais.

d) volta ao passado para escapar das agruras do presente.

e) oposio entre o campo e a cidade.

TEXTOS.

I A parana que foi conforme estou vivo lembrado numa vereda sem nome nem fama, corguinho deitado demais, de gua muito simplificada.

II ...penetrar no universo do grande serto trilhar as veredas da poesia e, com Riobaldo, propor-se grandes questionamentos.

III Aps a batalha, os jagunos pararam para descansar num curso dgua orlado de buritis.

8. Observando as relaes entre as expresses grifadas, correto afirmar que ocorre:

a) homonmia entre I e II e antonmia entre I e III.

b) polissemia entre I e II e sinonmia entre I e III.

c) paronmia entre I e II e homonmia entre I e III.

d) homonmia entre I e II e sinonmia entre II e III.

TEXTO.

Leia o excerto abaixo extrado de uma suposta entrevista com Riobaldo, personagem de Grande serto: veredas.

Mire e veja o leitor e a leitora: se no houvesse Brasil, no haveria Grande serto: veredas, no haveria Riobaldo. Deviam ter pensado que pelo menos para isso serviu. E o resto silncio. Ou melhor, mais uma pergunta senhor Riobaldo. O que silncio?

R O senhor sabe o que o silncio ? a gente mesmo, demais.

(Alberto Pompeu de Toledo, Veja).

9. No trecho acima, predominam as seguintes funes da linguagem:

a) potica e ftica.

b) ftica e conativa.

c) expressiva e potica.

d) conativa e metalingstica.

TEXTOS.

Leia as observaes abaixo a respeito de Grande serto veredas.

I A histria narrada, durante trs dias, a algum culto, que toma notas, mas que no aparece explicitamente no corpo da narrativa. As falas desse homem da cidade no so reproduzidas no livro. Sabemos de suas intervenes somente por meio das respostas de Riobaldo.

II Como se trata da longa fala de um fazendeiro do noroeste de Minas Gerais, que foi jaguno e no teve muito estudo, a linguagem do livro marcada por expresses tpicas do lugar em que vive o narrador-perso-nagem, por provrbios e exemplos tirados do seu cotidiano rural.

III Quanto estruturao do romance, no h diviso em captulos. O incio se d com um travesso, marcando a fala de um personagem Riobaldo fala essa que s interrompida quando ele acaba de contar a histria.

IV As histrias contadas por Riobaldo desenrolam-se no serto, o espao sntese onde as aes humanas so refletidas. Nele, cada rio, cada vereda, cada rvore ou pssaro, sem deixarem de pertencer ao mundo natural, mantm profunda correspondncia com a esfera humana. Da a preocupao do autor com uma delimitao geogrfica precisa, que o mantm fiel aos nomes de rios e cidades existentes na regio.

10. Com relao ao romance de Guimares Rosa, esto corretas as assertivas:

a) I e IV.

b) I, II e III.

c) I, III e IV.

d) II, III e IV.

TEXTO.

E Maria Mutema, sozinha em p, torta magra de preto, deu um gemido de lgrimas e exclamao, berro de corpo que faca estraalha. Pediu perdo! Perdo forte, perdo de fogo, que da dura bondade de Deus baixasse nela, em dores de urgncia, antes de qualquer hora de nossa morte. E rompeu fala, por entre prantos, ali mesmo, a fim de perdo de todos tambm, se confessava.

11. Nesse episdio de Grande serto: veredas, Maria Mutema confessa ter:

a) assassinado o marido e provocado a morte do vigrio.

b) despejado chumbo derretido no ouvido do vigrio, enquanto este dormia.

c) matado o marido de desgosto ao confessar seu amor pelo vigrio.

d) mantido um relacionamento pecaminoso com o finado vigrio, com o qual teve trs filhos.

TEXTO.

O GRANDE AMOR.

Tom Jobim e Vincius de Moraes.

Haja o que houver

H sempre um homem para uma mulher

E h de sempre haver

Para esquecer um falso amor

E uma vontade de morrer

Seja como for

H de vencer o grande amor

Que h de ser no corao

Como um perdo para quem chorou.

12. Sobre o texto acima, correto afirmar que:

a) possui interdependncia entre elementos argumentativos e descritivos, os quais so transformados em poesia.

b) narra, poeticamente, a histria de um personagem que conseguiu esquecer um falso amor quando encontrou um grande amor.

c) apresenta um narrador que expe seu ponto de vista sobre o relacionamento amoroso, usando o procedimento de auto-referncia.

d) expressa a idia, por meio de elementos discursivos, arranjados numa linguagem potica-argumentativa, de que o verdadeiro amor sempre vence.

TEXTO.

Oxmoro (ou paradoxo) uma construo textual que agrupa significados que se excluem mutuamente. Para Garfield, a frase de saudao de Jon expressa o maior de todos os oxmoros.

13. Nas alternativas abaixo, esto transcritos versos retirados do poema "O operrio em construo". Pode-se afirmar que ocorre um oxmoro em:

(A) "Era ele que erguia casas

Onde antes s havia cho."

(B) "...a casa que ele fazia

Sendo a sua liberdade

Era a sua escravido."

(C) "Naquela casa vazia

Que ele mesmo levantara

Um mundo novo nascia

De que sequer suspeitava."

(D) "... o operrio faz a coisa

E a coisa faz o operrio."

(E) "Ele, um humilde operrio

Um operrio que sabia Exercer a profisso."

(Vincius de MORAES. Antologia Potica. So Paulo:Companhia das Letras, 1992).

TEXTO.

"Os progressos da medicina condicionaram a sobrevivncia de nmero cada vez maior de indivduos com constituies genticas que s permitem o bem-estar quando seus efeitos so devidamente controlados atravs de drogas ou procedimentos teraputicos. So exemplos os diabticos e os hemoflicos, que s sobrevivem e levam vida relativamente normal ao receberem suplementao de insulina ou do fator VIII da coagulao sangunea".

14. Essas afirmaes apontam para aspectos importantes que podem ser relacionados evoluo humana. Pode-se afirmar que, nos termos do texto:

(A) os avanos da medicina minimizam os efeitos da seleo natural sobre as populaes.

(B) os usos da insulina e do fator VIII da coagulao sangunea funcionam como agentes modificadores do genoma humano.

(C) as drogas medicamentosas impedem a transferncia do material gentico defeituoso ao longo das geraes.

(D) os procedimentos teraputicos normalizam o gentipo dos hemoflicos e diabticos.

(E) as intervenes realizadas pela medicina interrompem a evoluo biolgica do ser humano.

TEXTO.

Cortando fronteiras com capital e tecnologia, as multinacionais otimizam mercados, recursos naturais e polticos em escala mundial. Uma nova forma de acumular lucros, uma nova diviso internacional do trabalho.

15. A nova diviso internacional do trabalho apresentada no texto tem como causa a seguinte atuao das multinacionais:

a) aplicao de capitais em atividades agropastoris nos pases perifricos.

b) implantao de filiais em pases de mo-de-obra barata.

c) participao em mais de um ramo de atividade.

d) importao de matrias-primas do Terceiro Mundo.

e) explorao de novas fontes de energia.

TEXTO.

No trecho abaixo, o narrador, ao descrever a personagem, critica sutilmente um outro estilo de poca: o romantismo.

"Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos; era talvez a mais atrevida criatura da nossa raa, e, com certeza a mais voluntariosa. No digo que j lhe coubesse a primazia da beleza, entre as mocinhas do tempo, porque isto no romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos s sardas e espinhas; mas tambm no digo que lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha, no. Era bonita, fresca, saa das mos da natureza, cheia daquele feitio, precrio e eterno, que o indivduo passa a outro indivduo, para fins secretos da criao."

16. A frase do texto em que se percebe a crtica do narrador ao romantismo est transcrita na alternativa:

a) ...o autor sobredoura a realidade e fecha oa solhos s sardas e espinhas...

b) ...era talvez a mais atrevida criatura da nossa raa ...

c) Era bonita, fresca, saa das mos da natureza, cheia daquele feitio, precrio e eterno, ...

d) Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos...

e) ...o indivduo passa a outro indivduo, para fins secretos da criao.

TEXTOS.

Rui Guerra e Chico Buarque de Holanda escreveram uma pea para teatro chamada Calabar, pondo em dvida a reputao de traidor que foi atribuda a Calabar, pernambucano que ajudou decisivamente os holandeses na invaso do Nordeste brasileiro, em 1632.

-Calabar traiu o Brasil que ainda no existia? Traiu Portugal, nao que explorava a colnia onde Calabar havia nascido? Calabar, mulato em uma sociedade escravista e discriminatria, traiu a elite branca?

Os textos referem-se tambm a esta personagem.

Texto I: " ... dos males que causou Ptria, a Histria, a inflexvel Histria, lhe chamar infiel, desertor e traidor, por todos os sculos. "

Texto II: "Sertanista experimentado, em 1627 procurava as minas de Belchior Dias com a gente da Casa da Torre; ajudara Matias de Albuquerque na defesa do Arraial, onde fora ferido, e desertara em conseqncia de vrios crimes praticados..." (os crimes referidos so o de contrabando e roubo).

17. Pode-se afirmar que:

a) A pea e os textos abordam a temtica de maneira parcial e chegam s mesmas concluses.

b) A pea e o texto I refletem uma postura tolerante com relao suposta traio de Calabar, e o texto II mostra uma atitude contrria atitude de Calabar.

c) Os textos I e II mostram uma posio contrria atitude de Calabar, e a pea demonstra uma posio indiferente em relao ao seu suposto ato de traio.

d) A pea e o texto II so neutros com relaao suposta traio de Calabar, ao contrrio do texto I, que condena a atitude de Calabar.

e) A pea questiona a validade da reputao de traidor que o texto I atribui a Calabar, enquanto o texto II descreve aes positivas e negativas dessa personagem.

TEXTO.

Tu s, tu, puro amor, com fora crua

Que os coraes humanos tanto obriga,

Deste causa molesta morte sua,

Como se fora prfida inimiga.

Se dizem, fero Amor, que a sede tua

Nem com lgrimas tristes se mitiga,

porque queres, spero e tirano,

Tuas aras banhar em sangue humano.

Estavas, linda Ins, posta em sossego

De teus anos colhendo

Naquele engano da alma ledo e cego,

Que a fortuna no deixa durar

Nos saudosos campos do Mondego,

De teus fermosos olhos

Aos montes ensinando e s ervinhas,

O nome que no peito escrito tinhas.

18. Os Lusadas, obra de Cames, exemplificam o gnero pico na poesia portuguesa, entretanto oferecem momentos em que o lirismo se expande, humanizando os versos. O episdio de Ins de Castro, do qual o trecho acima faz parte, considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa pica. Desse episdio, como um todo, pode afirmar-se que seu ncleo central:

a) personifica e exalta o Amor, mais forte que as convenincias e causa da tragdia de Ins.

b) celebra os amores secretos de Ins e de D. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos.

c) tem como tema bsico a vida simples de Ins de Castro, legtima herdeira do trono de Portugal.

d) retrata a beleza de Ins, posta em sossego, ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha.

e) relata em versos livres a paixo de Ins pela natureza e pelos filhos e sua elevao ao trono portugus.

TEXTO.

O franciscano Roger Bacon foi condenado, entre 1277 e 1279, por dirigir ataques aos telogos, por uma suposta crena na alquimia, na astrologia e no mtodo experimental, e tambm por introduzir, no ensino, as idias de Aristteles. Em 1260, Roger Bacon escreveu:

"Pode ser que se fabriquem mquinas graas s quais os maiores navios, dirigidos por um nico homem, se desloquem mais depressa do que se fossem cheios de remadores; que se construam carros que avancem a uma velocidade incrvel sem a ajuda de animais; que se fabriquem mquinas voadoras nas quais um homem (...) bata o ar com asas como um pssaro. (...) Mquinas que permitam ir ao fundo dos mares e dos rios"

19. Considerando a dinmica do processo histrico, pode-se afirmar que as idias de Roger Bacon:

(A) inseriam-se plenamente no esprito da Idade Mdia ao privilegiarem a crena em Deus como o principal meio para antecipar as descobertas da humanidade.

(B) estavam em atraso com relao ao seu tempo ao desconsiderarem os instrumentos intelectuais oferecidos pela Igreja para o avano cientfico da humanidade.

(C) opunham-se ao desencadeamento da Primeira Revoluo Industrial, ao rejeitarem a aplicao da matemtica e do mtodo experimental nas invenes industriais.

(D) eram fundamentalmente voltadas para o passado, pois no apenas seguiam Aristteles, como tambm baseavam-se na tradio e na teologia.

(E) inseriam-se num movimento que convergiria mais tarde para o Renascimento, ao contemplarem a possibilidade de o ser humano controlar a natureza por meio das invenes.

TEXTO.

Eram cinco horas da manh e o cortio acordava, abrindo, no os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.

Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada, sete horas de chumbo.

().

O rumor crescia, condensando-se; o zunzum de todos os dias acentuava-se; j se no destacavam vozes dispersas, mas um s rudo compacto que enchia todo o cortio. Comeavam a fazer compras na venda;ensarilhavam-se discusses e rezingas; ouviam-se gargalhadas e pragas; j se no falava, gritava-se. Sentia-se naquela fermentao sangnea, naquela gula viosa de plantas rasteiras que mergulham os ps vigorosos na lama preta e nutriente da vida, o prazer animal de existir, a triunfante satisfao de respirar sobre a terra.

20. Assinale a alternativa que NO corresponde a uma possvel leitura do fragmento citado:

a) No texto, o narrador enfatiza a fora do coletivo. Todo o cortio apresentado como um personagem que, aos poucos, acorda como uma colmia humana.

b) O texto apresenta um dinamismo descritivo, ao enfatizar os elementos visuais, olfativos e auditivos.

c) O discurso naturalista de Alusio Azevedo enfatiza nos personagens de O Cortio o aspecto animalesco, rasteiro do ser humano, mas tambm a sua vitalidade e energia naturais, oriundas do prazer de existir.

d) Atravs da descrio do despertar do cortio, o narrador apresenta os elementos introspectivos dos personagens, procurando criar correspondncias entre o mundo fsico e o metafsico.

e) Observa-se, no discurso de Alusio Azevedo, pela constante utilizao de metforas e sinestesias, uma preocupao em apresentar elementos descritivos que comprovem a sua tese determinista.

TEXTO.

O trecho a seguir parte do poema "Mocidade e morte", do poeta romntico Castro Alves:

Oh! eu quero viver, beber perfumes Na flor silvestre, que embalsama os ares;

Ver minhalma adejar pelo infinito,

Qual branca vela namplido dos mares.

No seio da mulher h tanto aroma...

Nos seus beijos de fogo h tanta vida...

- rabe errante, vou dormir tarde

sombra fresca da palmeira erguida.

Mas uma voz responde-me sombria:

Ters o sono sob a ljea fria.

21. Esse poema, como o prprio ttulo sugere, aborda o inconformismo do poeta com a anteviso da morte prematura, ainda na juventude. A imagem da morte aparece na palavra:

(A) embalsama.

(B) infinito.

(C) amplido.

(D) dormir.

(E) sono.

TEXTO.

PSICOLOGIA DE UM VENCIDO.

Eu, filho do carbono e do amonaco,

Monstro de escurido e rutilncia,

Sofro, desde a epignesis da infncia,

A influncia m dos signos do zodaco.

Profundissimamente hipocondraco,

Este ambiente me causa repugnncia

Sobe-me boca uma nsia anloga nsia

Que se escapa da boca de um cardaco.

J o verme este operrio das runas

Que o sangue podre das carnificinas

Come, e vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para ro-los,

E h-de deixar-me apenas os cabelos,

Na frialdade inorgnica da terra!

22. A partir desse soneto, correto afirmar:

I. Ao se definir como filho do carbono e do amonaco, o eu lrico desce ao limite inferior da materialidade biolgica pois, pensando em termos de tomos (carbono) e molculas (amonaco), que so estudados pela Qumica, constata-se uma dimenso onde no existe qualquer resqucio de alma ou de esprito.

II. O amonaco, no soneto, uma metfora de alma, pois, segundo o eu lrico, o homem composto de corpo (carbono) e alma (amonaco) e, no fim da vida, o corpo (orgnico) acaba, apodrece, enquanto a alma (inorgnica) mantm-se intacta.

III. O soneto principia descrevendo as origens da vida e termina descrevendo o destino final do ser humano; retrata o ciclo da vida e da morte, permeado de dor, de sofrimento e da presena constante e ameaadora da morte inevitvel.

Est(o) correta(s):

a) apenas II.

b) apenas III.

c) apenas I e II.

d) apenas I e III.

e) apenas II e III.

TEXTO.

No trecho abaixo, o narrador, ao descrever a personagem, critica sutilmente um outro estilo de poca: o romantismo.

"Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos; era talvez a mais atrevida criatura da nossa raa, e, com certeza, a mais voluntariosa. No digo que j lhe coubesse a primazia da beleza, entre as mocinhas do tempo, porque isto no romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos s sardas e espinhas; mas tambm no digo que lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha, no. Era bonita, fresca, saa das mos da natureza, cheia daquele feitio, precrio e eterno, que o indivduo passa a outro indivduo, para os fins secretos da criao."

23. A frase do texto em que se percebe a crtica do narrador ao romantismo est transcrita na alternativa:

(A) ... o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos s sardas e espinhas...

(B) ... era talvez a mais atrevida criatura da nossa raa ...

(C) Era bonita, fresca, saa das mos da natureza, cheia daquele feitio, precrio e eterno, ...

(D) Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos ...

(E) ... o indivduo passa a outro indivduo, para os fins secretos da criao.

TEXTO.

O trecho abaixo parte do ltimo captulo de Dom Casmurro, de Machado de Assis.

O resto saber se a Capitu da Praia da Glria j estava dentro da de Mata-cavalos, ou se esta foi mudada naquela por efeito de algum caso incidente. Jesus, filho de Sirach, se soubesse dos meus primeiros cimes, dir-me-ia, como no seu cap. IX, vers. I: No tenhas cimes de tua mulher para que ela no se meta a enganar-te com a malcia que aprender de ti. Mas eu creio que no, e tu concordars comigo; se te lembras bem da Capitu menina, hs de reconhecer que uma estava dentro da outra, como a fruta dentro da casca.

24. Invocando aqui a memria e o testemunho do leitor de sua histria, o narrador arremata a narrativa:

a) lembrando que os cimes de Bentinho por Capitu poderiam perfeitamente ser injustificveis.

b) concluindo que a nica explicao para a traio de Capitu a fora caprichosa de circunstncias acidentais.

c) citando uma passagem da Bblia, luz da qual acaba admitindo a possibilidade da inocncia de Capitu.

d) pretendendo que a personalidade de Capitu tenha se desenvolvido de modo a cumprir uma natural inclinao.

e) se mostra reticente quanto convico de que fora trado, sugerindo que continuar ponderando os fatos.

TEXTOS.

Os textos referem-se integrao do ndio chamada civilizao brasileira.

I - "Mais uma vez, ns, os povos indgenas, somos vtimas de um pensamento que separa e que tenta nos eliminar cultural, social e at fisicamente. A justificativa a de que somos apenas 250 mil pessoas e o Brasil no pode suportar esse nus.(...) preciso congelar essas idias colonizadoras, porque elas so irreais e hipcritas e tambm genocidas.(...) Ns, ndios, queremos falar, mas queremos ser escutados na nossa lngua, nos nossos costumes."

II - "O Brasil no ter ndios no final do sculo XXI (...) E por que isso? Pela razo muito simples que consiste no fato de o ndio brasileiro no ser distinto das demais comunidades primitivas que existiram no mundo. A histria no outra coisa seno um processo civilizatrio, que conduz o homem, por conta prpria ou por difuso da cultura, a passar do paleoltico ao neoltico e do neoltico a um estgio civilizatrio."

25. Pode-se afirmar, segundo os textos, que:

(A) tanto Terena quanto Jaguaribe propem idias inadequadas, pois o primeiro deseja a aculturao feita pela "civilizao branca", e o segundo, o confinamento de tribos.

(B) Terena quer transformar o Brasil numa terra s de ndios, pois pretende mudar at mesmo a lngua do pas, enquanto a idia de Jaguaribe anticonstitucional, pois fere o direito identidade cultural dos ndios.

(C) Terena compreende que a melhor soluo que os brancos aprendam a lngua tupi para entender melhor o que dizem os ndios. Jaguaribe de opinio que, at o final do sculo XXI, seja feita uma limpeza tnica no Brasil.

(D) Terena defende que a sociedade brasileira deve respeitar a cultura dos ndios e Jaguaribe acredita na inevitabilidade do processo de aculturao dos ndios e de sua incorporao sociedade brasileira.

(E) Terena prope que a integrao indgena deve ser lenta, gradativa e progressiva, e Jaguaribe prope que essa integrao resulte de deciso autnoma das comunidades indgenas.

TEXTO.

Fragmento I.

Plida luz da lmpada sombria,

Sobre o leito de flores reclinada,

Como a lua por noite embalsamada,

Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar na escuma fria

Pela mar das guas embalada!

Era um anjo entre nuvens dalvorada

Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Fragmento II.

ela! ela! murmurei tremendo,

E o eco ao longe murmurou ela!

Eu a vi minha fada area e pura

A minha lavadeira na janela!

()

Esta noite eu ousei mais atrevido

Nas telhas que estalavam nos meus passos

Ir espiar seu venturoso sono,

V-la mais bela de Morfeu nos braos!

Como dormia! que profundo sono!

Tinha na mo o ferro do engomado

Como roncava maviosa e pura!

Quase ca na rua desmaiado!

()

ela! ela! repeti tremendo;

Mas cantou nesse instante uma coruja

Abri cioso a pgina secreta

Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!

26. Os fragmentos acima so de lvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. Comparando os dois fragmentos, podemos afirmar que:

a) no primeiro, manifesta-se o desejo de amar e a realizao amorosa se d plenamente entre os amantes.

b) no segundo, apesar de haver um tom de humor e stira, no se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso.

c) no primeiro, o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado.

d) no segundo, o poeta expressa as condies mais rasteiras de seu cotidiano, porm, atribui mulher traos de idealizao iguais aos do primeiro fragmento.

e) no segundo, ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja, o poeta confere ao tema amoroso tratamento idntico ao verificado no primeiro fragmento.

TEXTO.

Leia o texto abaixo, extrado do romance Memrias de um Sargento de Milcias, de Manuel Antnio de Almeida.

Desta vez porm Luizinha e Leonardo, no dizer que vieram de brao, como este ltimo tinha querido quando foram para o Campo, foram mais adiante do que isso, vieram de mos dadas muito familiar e ingenuamente. E ingenuamente no sabemos se se poder aplicar com razo ao Leonardo.

27. Considere as afirmaes abaixo sobre o comentrio feito em relao palavra ingenuamente na ltima frase do texto.

I. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente vida e s experincias desconhecidas do primeiro amor.

II. O narrador, por saber quem Leonardo, pe em dvida o carter da personagem e as suas intenes.

III. O narrador acentua o tom irnico que caracteriza o romance.

Quais esto corretas?

a) Apenas I.

b) Apenas II.

c) Apenas III.

d) Apenas II e III.

e) I, II e III.

TEXTO.

Leia o trecho abaixo, do conto Um homem clebre.

A fama do Pestana dera-lhe definitivamente o primeiro lugar entre os compositores de polcas; mas o primeiro lugar da aldeia no contentava a este Csar, que continuava a preferir-lhe, no o segundo, mas o centsimo em Roma.

28. Assinale a resposta correta, tendo em perspectiva o conto referido.

a) O narrador insinua que Pestana aspira a compor uma obra clssica.

b) A aluso metafrica a Csar aponta para o anseio de poder poltico da personagem.

c) Preferir o centsimo lugar em Roma significa o desejo da personagem de residir naquela cidade.

d) Ter obtido o primeiro lugar entre os compositores de polcas corresponde ao ideal artstico de Pestana.

e) A identificao com Csar remete a uma sintonia de Pestana com os ideais imperialistas.

TEXTO.

() esta aparncia de cansao ilude. Nada mais surpreendedor do que v-la desaparecer de improviso. Naquela organizao combalida operam-se, em segundos, transmutaes completas. Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias adormecidas. O homem transfigura-se.

29. Assinale a frase que, retirada de Os sertes, sintetiza o trecho citado.

a) o homem permanentemente fatigado.

b) o sertanejo , antes de tudo, um forte.

c) a raa forte no destri a fraca pelas armas, esmaga-a pela civilizao.

d) Reflete a preguia invencvel () em tudo.

e) a sua religio como ele mestia.

TEXTO.

() Estou me enganando, preciso voltar. No sinto loucura no desejo de morder estrelas, mas ainda existe a terra. porque a primeira verdade est na terra e no corpo. Se o brilho da estrela di em mim, se possvel essa comunicao distante, que alguma coisa quase semelhante a uma estrela tremula dentro de mim. Eis-me de volta ao corpo. Voltar ao meu corpo. Quando me surpreendo ao fundo do espelho assusto-me. Mal posso acreditar que tenho limites, que sou recortada e definida. Sinto-me espalhada no ar, pensando dentro das criaturas, vivendo nas coisas alm de mim mesma. Quando me surpreendo ao espelho no me assusto porque me ache feia ou bonita. que me descubro de outra qualidade. Depois de no me ver h muito quase esqueo que sou humana, esqueo meu passado e sou com a mesma libertao de fim e de conscincia quanto uma coisa apenas viva. ()

30. Assinale, entre as alternativas a seguir, aquela em que todos os itens se destacam em toda a obra de Clarice Lispector.

a) Prosa intimista; busca da essncia das coisas; os fatos em si importam menos do que a repercusso dos fatos no indivduo.

b) Prosa potica; busca da essncia das coisas; os fatos em si importam mais do que a repercusso dos fatos no indivduo.

c) Prosa intimista; busca da essncia das coisas;forte pessimismo.

d) Prosa potica; engajamento religioso; intimismo.

e) Prosa intimista; idealismo regionalista; os fatos em si importam menos do que a repercusso dos fatos no indivduo.

TEXTO.

Eis que de repente vejo que no sei nada. O gume de minha faca est ficando cego? Parece-me que o mais provvel que no entendo porque o que vejo agora difcil; estou entrando sorrateiramente em contato com uma realidade nova para mim e que ainda no tem pensamentos correspondentes e muito menos ainda alguma palavra que a signifique. mais uma sensao atrs do pensamento.

31. Neste trecho de Clarice Lispector, expe-se uma convico muitas vezes determinante para seu modo de produo ficcional:

a) o ato de narrar persegue a revelao de coisas essenciais que desafiam a expresso.

b) a narrativa deve registrar fielmente as aes sobre as quais o narrador se debrua.

c) s idias mais claras e cortantes devem corresponder as palavras mais simples.

d) toda histria tem que determinar por si mesma o movimento natural das palavras.

e) s se pode encontrar uma nova realidade quando se est liberto das puras sensaes.

TEXTO.

Leia estes trechos:

I. Dizem-se, estrias. Assim mesmo, no tredo estado em que tacteia, privo, mal-existente, o que , cabidamente, o filho tal-pai-tal; o co, tambm, na prtica verdade.

II. O pecurrucho tinha cabea chata e Macunama inda a achatava mais batendo nela todos os dias e falando pro guri:

Meu filho, cresce depressa pra voc ir pra So Paulo ganhar muito dinheiro.

32. Com base nessa leitura, INCORRETO afirmar que os dois trechos:

a) assinalam a semelhana indiscutvel entre pai e filho.

b) reescrevem, sua maneira, ditados e expresses populares.

c) referem-se a situaes que envolvem pai e filho.

d) utilizam a linguagem coloquial do povo brasileiro.

TEXTO.

Chega! Meus olhos brasileiros se fecham saudosos. Minha boca procura a Cano do Exlio. Como era mesmo a Cano do Exlio? Eu to esquecido de minha terra Ai terra que tem palmeiras onde canta o sabi!

33. Neste excerto, a citao e a presena de trechos... constituem um caso de...

a) do famoso poema de lvares de Azevedo / discurso indireto.

b) da conhecida cano de Noel Rosa / pardia.

c) do clebre poema de Gonalves Dias / intertextualidade.

d) da clebre composio de Villa-Lobos / ironia.

e) do famoso poema de Mrio de Andrade / metalinguagem.

TEXTO.

Decerto a gente daqui jamais envelhece aos trinta nem sabe da morte em vida, vida em morte, severina.

34. Neste excerto, a personagem do retirante exprime uma concepo da morte e vida severina, idia central da obra, que aparece em seu prprio ttulo. Tal como foi expressa no excerto, essa concepo s NO encontra correspondncia em:

a) morre gente que nem vivia.

b) meu prprio enterro eu seguia.

c) o enterro espera na porta.

o morto ainda est com vida.

d) vm seguindo seu prprio enterro.

e) essa foi morte morrida ou foi matada?.

TEXTO.

Olho o Tejo, e de tal arte Que me esquece olhar olhando, E sbito isto me bate De encontro ao devaneamento Que ser rio, e correr? O que est-lo eu a ver?

35. As relaes entre o homem e a natureza sempre estiveram presentes nas obras literrias. Nos versos acima, de Fernando Pessoa, ortnimo, a viso do rio Tejo produz, no eu-lrico do poema:

a) indiferena, porque no gera nenhuma reflexo.

b) oposio entre a sua alma e a do rio.

c) saudade, visto ter sido o Tejo a porta de sada dos portugueses para as grandes conquistas.

d) integrao com a natureza que o leva a refletir sobre a existncia e a contemplao do rio.

e) desiluso, porque o homem est matando o rio.

TEXTOS.

I. Ah, o mundo quanto ns trazemos. Existe tudo porque existo.

II. Da minha pessoa de dentro no tenho noo de realidade. Sei que o mundo existe, mas no sei se existo.

36. Lendo comparativamente os dois fragmentos, e considerando a proposta potica pessoana, pode-se afirmar que:

a) Tanto em Alberto Caeiro como em Fernando Pessoa ele mesmo, o eu sempre uma identidade fingida.

b) H uma espcie de neo-romantismo em Fernando Pessoa, devido ao centramento no eu.

c) Observa-se uma permanncia do naturalismo do sculo XIX, devido ao naturismo de Caeiro.

d) Em ambos, observa-se uma mesma relao entre o eu e o mundo.

TEXTO.

"Alm de parecer no ter rotao, a Terra parece tambm estar imvel no meio dos cus. Ptolomeu d argumentos astronmicos para tentar mostrar isso. Para entender esses argumentos, necessrio lembrar que, na Antigidade, imagina-se que todas as estrelas (mas no os planetas) estavam distribudas sobre uma superfcie esfrica, cujo raio no parece ser muito superior distncia da Terra aos planetas. Suponhamos agora que a Terra esteja no centro da esfera das estrelas. Neste caso, o cu visvel noite deve abranger, de cada vez, exatamente a metade da esfera das estrelas. E assim parece realmente ocorrer: em qualquer noite, de horizonte a horizonte, possvel contemplar, a cada instante, a metade do zodaco. 

Se, no entanto, a Terra estivesse longe do centro da esfera estelar, ento o campo de viso  noite no seria, em geral, a metade da esfera: algumas vezes poderamos ver mais da metade, outras vezes poderamos ver menos da metade do zodaco, de horizonte a horizonte.

Portanto, a evidncia astronmica parece indicar que a Terra est no centro da esfera de estrelas. E se ela est sempre nesse centro, ela no se move em relao s estrelas."

37. Os termos alm de, no entanto, ento, portanto, estabelecem no texto relaes, respectivamente de:

a) distanciamento - objeo - tempo efeito.

b) adio - objeo - tempo concluso.

c) distanciamento - conseqncia - concluso efeito.

d) distanciamento - oposio - tempo conseqncia.

e) adio - oposio - conseqncia concluso.

TEXTO.

I. "As palavras, paralelamente, iam ficando sem vida. J a orao era morna, depois fria, depois inconsciente..."

II. "Nas feiras, praas e esquinas do Nordeste, costuma-se ferir a madeira com o que houver mo: gilete, canivete ou prego. J nos atelis sediados entre Salvador e o Chui, artistas cultivados preferem a sutileza da goiva ou do buril."

III. "Ele s se movimenta correndo e perdeu o direito de brincar sozinho na rua onde mora - por diversas vezes j atravessou-a com sinal fechado para pedestres, desviando-se de motoristas apavorados."

38. Nos textos acima, o termo j exprime, respectivamente, a idia de:

a) tempo, causalidade, intensificao.

b) oposio, espao, tempo.

c) tempo, oposio, intensificao.

d) intensificao, oposio, tempo.

e) tempo, espao, tempo.

TEXTO.

" comum, no Brasil, a prtica de tortura contra presos. A tortura imoral e constitui crime. Embora no exista ainda na leis penais a definio do 'crime de tortura', torturar um preso ou detido abuso de autoridade somado agresso e leses corporais, podendo qualificar-se como homicdio, quando a vtima da tortura vem a morrer. Como tem sido denunciado com grande freqncia, policiais incompetentes, incapazes de realizar uma investigao sria, usam a tortura para obrigar o preso a confessar um crime. Alm de ser um procedimento covarde, que ofende a dignidade humana, essa prtica legalmente condenada. A confisso obtida mediante tortura no tem valor legal e o torturador comete crime, ficando sujeito a severas punies."

39. Pode-se afirmar que esse trecho uma dissertao:

a) que apresenta, em todos os perodos, personagens individualizadas, movimentando-se num espao e num tempo terrveis, denunciados pelo narrador, bem como a predominncia de oraes subordinadas, que expressam seqncia dos acontecimentos;

b) que apresenta, em todos os perodos, substantivos abstratos, que representam as idias discutidas, bem como a predominncia de oraes subordinadas, que expressam o encadeamento lgico da denncia;

c) que apresenta uma organizao temporal em funo do pretrito, jogando os acontecimentos denunciados para longe do momento em que fala, bem como a predominncia de oraes subordinadas, que expressam o prolongamento da idias repudiadas;

d) que consegue fazer uma denncia contundente, usando, entre outros recursos, a nfase, por meio da repetio de um substantivo abstrato em todos os perodos, bem como a predominncia de oraes coordenadas sindticas, que expressam o prolongamento das idias repudiadas;

e) que consegue construir um protesto persuasivo com uma linguagem conotativa, construda sobre metforas e metonmias esparsas, bem como com a predominncia de oraes subordinadas, prprias de uma linguagem formal, natural para esse contexto.

TEXTO.

"Acho que no pode haver discriminao racial e religiosa de espcie alguma. O direito de um termina quando comea o do outro. Em todas as raas, todas as categorias, existe sempre gente boa e gente m. No caso particular dessa msica, no posso julgar, porque nem conheo o Tiririca. Como posso saber se o que passou na cabea dele era mesmo ofender os negros? Eu, Carmen Mayrink Veiga, no tenho idia. Mas o que posso dizer que se os negros acharam que a msica uma ofensa, eles devem estar com toda razo."

a) A argumentao, desenvolvida por meio de clichs, subtende um distanciamento entre o eu / enunciador e o ele / negros.

b) A argumentao revela um senso crtico e reflexivo, uma mente que sofre com os preconceitos e, principalmente, com a prpria impotncia diante deles.

c) A argumentao, partindo de vises inusitadas, mas abalizadas na realidade cotidiana, aponta para a total solidariedade com os negros e oprimidos.

d) O discurso, altamente assumido pelo enunciador, a ponto de autocitar-se sem pejo, ataca rebeldemente a hipocrisia social, que mascara os preconceitos.

e) Impossvel conceber, como desse mesmo enunciador, essa frase: "Sempre trabalhei como uma negra", publicada semanas antes na mesma revista.

TEXTO.

DOIS VERSOS PARA GRETA GARBO.

O teu sorriso imemorial como as Pirmides

e puro como a flor que abriu na manh de hoje.

41. Assinale a alternativa correta sobre o texto.

a) O poeta descreveu o sorriso por meio de duas oraes subordinadas adverbiais comparativas e uma orao subordinada adjetiva restritiva.

b) A flor com a qual se compara o sorriso da mulher toda flor de toda manh da vida do poeta.

c) O poeta fala da mulher, musa inspiradora, mas no a posiciona como sua interlocutora.

d) Os termos que tm a funo sinttica de predicativo do sujeito insinuam figuras de um leve erotismo na descrio do sorriso da mulher.

e) A orao subordinada adjetiva explicativa, que abriu na manh de hoje, expande o conceito de flor, a que comparado o sorriso.

TEXTO.

Sou homem de tristes palavras. De que era que eu tinha tanta, tanta culpa? Se o meu pai, sempre fazendo ausncia: e o rio-rio-rio o rio pondo perptuo [grifo nosso]. Eu sofria j o comeo da velhice esta vida era s o demoramento. Eu mesmo tinha achaques, nsias, c de baixo, cansaos, perrenguice de reumatismo. E ele? Por qu? Devia de padecer demais.

De to idoso, no ia, mais dia menos dia, fraquejar o vigor, deixar que a canoa emborcasse, ou que bubuiasse sem pulso, na levada do rio, para se despenhar horas abaixo, em tororoma e no tombo da cachoeira, brava, com o fervimento e morte. Apertava o corao. Ele estava l, sem a minha tranqilidade. Sou o culpado do que nem sei, de dor em aberto, no meu foro. Soubesse se as coisas fossem outras. E fui tomando idia.

42. No quadro do Modernismo literrio no Brasil, a obra de Guimares Rosa destaca-se pela inventividade da criao esttica. Considerando-se o fragmento em anlise, essa inventividade da narrativa roseana pode ser constatada atravs do(a):

a) recriao do mundo sertanejo pela linguagem, a partir da apropriao de recursos da oralidade.

b) aproveitamento de elementos pitorescos da cultura regional que tematizam a viso de mundo simplista do homem sertanejo.

c) resgate de histrias que procedem do universo popular, contadas de modo original, opondo realidade e fantasia.

d) sondagem da natureza universal da existncia humana, atravs de referncia a aspectos da religiosidade popular.

TEXTO.

43. Numere os perodos na ordem em que formem um texto coeso e coerente, e marque o item correspondente.

( ) Essa inveno permitiu o sofisticado gosto dos reis franceses de colecionar livros, e a mesma revoluo que os degolou foi responsvel por abrir suas colees ao povo.

( ) H cerca de 2.300 anos, os homens encontraram uma maneira peculiar de guardar o conhecimento escrito juntando-o num mesmo espao. A biblioteca foi uma entre outras das brilhantes idias dos gregos, que permanecem at hoje.

( ) Apesar da resistncia da Igreja, a informao comeou a girar mais rpido com a inveno da imprensa de Gutemberg.

( ) Assim, as bibliotecas passaram a ser "servio de todos", como est escrito nos anais da maior biblioteca do mundo, a do Congresso, em Washington, que tem 85 milhes de documentos em 400 idiomas diferentes.

( ) Depois deles, a Idade Mdia trancou nos mosteiros os escritos da antigidade clssica e os monges copistas passavam o tempo produzindo obras de arte.

a) 1, 3, 5, 2, 4.

b) 3, 2, 4, 5, 1.

c) 2, 3, 5, 4, 1.

d) 4, 1, 3, 5, 2.

e) 5, 4, 1, 3, 2.

TEXTO.

Oficialmente o pas saiu da recesso. O PIB cresceu por dois trimestres consecutivos. A alta foi de 0,93% no segundo trimestre em relao ao primeiro, segundo o IBGE. Na prtica houtras questes relevantes. A primeira e mais importante saber se a recuperao sustentvel. Nesse debate os nmeros ajudam, mas no so suficientes.

44. Assinale a alternativa incorreta quanto ao fragmento do editorial jornalstico acima.

a) Esse tipo de texto analisa dados da realidade cotidiana.

b) A primeira e mais importante traz elptica a expresso prtica.

c) Predomina, no trecho, a funo referencial da linguagem.

d) Nesse debate um recurso anafrico e recupera as idias expostas em ambos os pargrafos.

e) O elemento coesivo mas possui carga semntica de oposio.

TEXTO.

Rubio interrompeu as reflexes para ler a notcia. Que era bem escrita, era. Trechos havia que releu com muita satisfao. O diabo do homem parecia haver assistido cena. Que narrao! Que viveza de estilo! Alguns pontos estavam acrescentados - confuso de memria - mas o acrscimo no ficava mal.

Julgue os itens.

I - As exclamaes, no trecho, so ndice de funo expressiva.

II - Os travesses presentes no texto so ndice de discurso direto.

III - As frases em discurso indireto livre mostram um Rubio interessado naquilo que foi escrito e no no modo como foi escrito.

IV - Os trechos em destaque mostram, em discurso indireto, o pensamento do personagem.

V - Em "O diabo do homem parecia haver assistido cena", o trecho refere-se ao personagem Rubio.

45. A quantidade de itens certos equivalente a:

a) 1.

b) 2.

c) 3.

d) 4.

e) 5.

TEXTO.

"To barato que no conseguimos nem contratar uma holandesa de olhos azuis para este anncio."

46. No texto, o vocbulo "nem" estabelece uma relao semntica de:

a) alternncia.

b) negao.

c) excluso.

d) adio.

e) intensidade.

TEXTO.

47. De acordo com o ditado popular "invejoso nunca medrou, nem quem perto dele morou".

a) o invejoso nunca teve medo, nem amedronta seus vizinhos;

b) enquanto o invejoso prospera, seus vizinhos empobrecem;

c) o invejoso no cresce e no permite o crescimento dos vizinhos;

d) o temor atinge o invejoso e tambm seus vizinhos;

e) o invejoso no provoca medo em seus vizinhos.

TEXTO.

48. A prosopopia, figura que se observa no verso "Sinto o canto da noite na boca do vento", ocorre em:

a) "A vida uma pera e uma grande pera."

b) "Ao cabo to bem chamado, por Cames, de Tormentrio, os portugueses apelidaram-no de Boa Esperana."

c) "Uma talhada de melancia, com seus alegres caroos."

d) "Oh! eu quero viver, beber perfumes, Na flor silvestre, que embalsama os ares."

e) "A felicidade como a pluma..."

TEXTO.

Folha: De todos os ditados envolvendo o seu nome, qual o que mais lhe agrada?

Sat: O diabo ri por ltimo.

Folha: Riu por ltimo.

Sat: Se por ltimo, o verbo no pode vir no passado.

49. Rejeitando a correo ao ditado, Sat mostra ter usado o presente do indicativo com o mesmo valor que tem em:

a) Romrio recebe a bola e chuta. Gooool!

b) D. Pedro, indignado, ergue a espada e d o brado de independncia.

c) Todo dia ela fez tudo sempre igual.

d) O quadrado da hipotenusa igual soma dos quadrados dos catetos.

e) Uma manh destas, Jacinto, apareo no 202 para almoar contigo.

TEXTO.

Reflita sobre o dilogo abaixo:

X Seu juzo melhorou?

Y Bom... o que diz nosso psiquiatra.

Em Y:

(1) Bom no se classifica como adjetivo.

(2) e diz esto conjugados no mesmo tempo.

(3) o pronome demonstrativo.

(4) psiquiatra o ncleo do sujeito.

50. Somando-se os nmeros esquerda das declaraes corretas com referncia a Y, o resultado :

a) 6

b) 7

c) 8

d) 9

e) 10

TEXTO.

"(...) a gria desceu o morro e j ganhou rtulo de linguagem urbana. A gria hoje o segundo idioma do brasileiro. Todas as classes sociais a utilizam."

51. Assinale a letra em que no se emprega o fenmeno lingstico tratado no texto.

a) A linguagem tida como padro, galera, a das classes sociais de maior prestgio econmico e cultural

b) Gria no linguagem s de marginal, como pensam alguns indivduos desinformados.

c) Apesar de efmera e descartvel, a gria um barato que enriquece o idioma.

d) "A gria enriquece tanto a linguagem como o poder de interao entre as comunidades. Sacou?!"

e) O economista comeou a falar em indexao, quando rolava um papo super cabea sobre babados mil.

TEXTO.

"Sou, em princpio, contra a pena de morte, mas admito algumas excees. Por exemplo: pessoas que contam anedotas como se fossem experincias reais vividas por elas e s no fim voc descobre que anedota. Estas deviam ser fuziladas.

Todos os outros crimes punveis com a pena capital, na minha opinio, tm a ver, de alguma maneira, com telefone.

Cadeira eltrica para as telefonistas que perguntam:"Da onde?"

Forca para pessoas que estendem o polegar e o dedinho ao lado da cabea quando querem imitar um telefone.

(Curiosamente, uma mmica desenvolvida h pouco. Ningum, misericordiosamente, tinha pensado nela antes, embora o telefone, o polegar e o mindinho existam h anos).

Garrote vil para os donos de telefone celular em geral e garrote seguido de desmembramento para os donos de telefone celular que gostam de falar no meio de multides e fazem questo de que todos saibam que se atrasou para a reunio porque o furnculo infeccionou.

(Claro, a condenao s viria depois de um julgamento, mas com o Aristides Junqueira na defesa.)"

52. Indique a alternativa correta:

a) em princpio (linha 1) tem sentido equivalente a por princpio;

b) como se (linha 3) estabelece, ao mesmo tempo, uma relao de aparncia e dvida;

c) deviam (linha 4) corresponde ao futuro do pretrito;

d) Em Todos os (linha 6), o artigo poderia ser dispensado;

e) tm a ver (linha 7) constitui um todo indissocivel cuja idia central expressa pelo verbo auxiliar.

TEXTO.

"O destino no s dramaturgo, tambm o seu prprio contra-regra, isto , designa a entrada dos personagens em cena, d-lhes as cartas e outros objetos, e executa dentro os sinais correspondentes ao dilogo, uma trovoada, um carro, um tiro."

53. Assinale a alternativa correta sobre esse fragmento de D. Casmurro, de Machado de Assis:

a) de carter narrativo;

b) de carter reflexivo;

c) evita-se a linguagem figurada;

d) de carter descritivo;

e) no h metalinguagem.

TEXTO.

"To barato que no conseguimos nem contratar uma holandesa de olhos azuis para este anncio."

54. No texto, a orientao semntica introduzida pelo termo nem estabelece uma relao de:

a) excluso;

b) negao;

c) adio;

d) intensidade;

e) alternncia.

TEXTO.

Ah, no sabe? No o sabes? Sabes-lo no?

Esquece.

No. Como "esquece"? Voc prefere falar errado? E o certo "esquece" ou "esquea"? Ilumine-me. Mo diga. Ensines-lo-me, vamos.

Depende.

Depende. Perfeito. No o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas no sabes-o.

Est bem. Est bem. Desculpe. Fale como quiser.

55. O texto tem por finalidade:

a) satirizar a preocupao com o uso e a colocao das formas pronominais tonas;

b) ilustrar ludicamente vrias possibilidades de combinao de formas pronominais;

c) esclarecer pelo exemplo certos fatos da concordncia de pessoa gramatical;

d) exemplificar a diversidade de tratamentos que comum na fala corrente.

e) valorizar a criatividade na aplicao das regras de uso das formas pronominais.

TEXTO.

Bem cuidado como , o livro apresenta alguns defeitos.

56. Comeando com "O livro apresenta alguns defeitos", o sentido da frase no ser alterado se continuar com:

a) desde que bem cuidado;

b) contanto que bem cuidado;

c) medida que bem cuidado;

d) tanto que bem cuidado;

e) ainda que bem cuidado.

TEXTO.

Marcela ofereceu-me(1) polidamente o refresco;minha resposta foi dar com a mo no copo e na salva; entornou-se-lhe(2) o lquido no regao, a preta deu um grito, eu bradei--lhe que se(3) fosse embora. Ficando a ss, (...) disse-lhe que ela era um monstro (...) que me(4) deixara descer a tudo...

57. Assinale a alternativa em que a funo sinttica do termo sublinhado est incorreta.

a) (1) objeto indireto

b) (2) adjunto adnominal

c) (3) sujeito

d) (4) sujeito

TEXTOS.

I - Meu pai era homem de imaginao; escapou tanoaria nas asas de um calembour. Era um bom carter, meu pai, varo digno e leal como poucos.

II - Ela tinha agora a beleza da velhice, um ar austero e maternal; estava menos magra do que quando a vi, na vez passada, numa festa de So Joo, na Tijuca.

III - Creio que prefere mais a anedota do que a reflexo, como os outros leitores, seus confrades, e acho que faz muito bem.

58. Os textos apresentam, respectivamente:

a) cacfato, eco e pleonasmo.

b) solecismo, cacfato e hiato.

c) obscuridade, eco e barbarismo.

d) galicismo, cacfato e solecismo.

TEXTO.

Preliminarmente, devo consignar que relato o presente recurso em virtude do sorteio efetuado por motivo de afastamento do Relator original do feito. No que concerne adimissibilidade, ouso discordar dos posicionamentos da Unidade Tcnica e do Ministrio Pblico junto ao Tribunal, por entender ausente o requisito intrnsico do interesse de recorrer, em razo da inexistncia de um de seus elementos constitutivos, qual seja a utilidade do recurso, que est intimamente relacionada sucumbncia, gravame ou prejuzo sofrido por uma das partes da relao processual, decorrente da deciso proferida.

59. Identifique no texto o nmero de erros de ortografia.

a) nenhum erro

b) um erro

c) dois erros

d) trs erros

e) quatro erros

TEXTO.

necessrio analisar a eficcia explicativa de conceitos como resistncia, conformismo, as polaridades nacional versus estrangeiro, tradicional versus moderno, popular versus erudito, bem como as dimenses que de fato podem ser associadas ao conceito de dominao cultural. curioso notar como continuam sendo elaborados projetos culturais de matriz nacional ou mesmo local, numa perspectiva conservacionista, quando no conservadora. Na Amrica Latina, palco da mescla e do conflito permanentes entre elementos culturais de matrizes indgena, europia, africana, essa tendncia de construir uma identidade nacional (ou local), baseada nas oposies polares h pouco mencionadas, convive com movimentos alternativos que vo exatamente na direo da construo de uma identidade cultural que incorpore, reelaborando-os, os elementos culturais hegemnicos. Nesse caso, a globalizao , apesar de tudo, plural, abrindo novos caminhos.

60. Em relao s idias do texto, assinale a opo incorreta.

a) A idia central do texto relaciona-se oposio nacional versus global.

b) A globalizao traz novos elementos que podem enriquecer, pela pluralidade, os horizontes culturais de uma regio.

c) Os conceitos associados idia de dominao cultural precisam ser revistos na atualidade.

d) A Amrica Latina tem sido a regio mais resistente aos novos elementos trazidos pelos valores culturais globalizados.

e) Nem todos os projetos culturais alcanam a modernidade da reelaborao dos valores que vm com a globalizao.

TEXTO.

A aplicao do princpio da boa-f nos contratos sempre suscitou controvrsias, pois o Cdigo Civil de 1916, ainda em vigor, no consigna expressamente nenhuma regra genrica atinente sua aplicao na formao ou execuo dos contratos. Concebido dentro de uma perspectiva individualista, voluntarista e patrimonialista do Direito Civil, o referido diploma legal consagrou o princpio da boa-f subjetiva, embasado na inteno ou na conscincia do sujeito da relao jurdica de estar agindo de acordo com o Direito e com ausncia de m-f, ou seja, sem a inteno de lesar outrem. Entretanto, tal concepo de boa-f, por demandar de seus intrpretes anlise eivada de incertezas e dificuldades, uma vez que relacionada com o aspecto psicolgico dos sujeitos, passou a no mais atender s novas exigncias criadas pela sociedade moderna que busca mais segurana e razoabilidade nos contratos firmados. Tanto assim que a doutrina e a jurisprudncia comearam a reconhecer sua observncia obrigatria, independentemente de sua positivao, por ser um imperativo das necessidades ticas inerentes a qualquer sistema jurdico.

61. Julgue se os itens a seguir, que constituem parfrases de trechos do texto, respeitam as idias deste.

I. O princpio da boa-f subjetiva, consagrado pelo Cdigo Civil de 1916, foi concebido dentro de uma perspectiva individualista, voluntarista e patrimonialista.

II. O princpio da boa-f subjetiva baseia-se na inteno ou na conscincia que o sujeito da relao jurdica tem de que age com ausncia de m-f e de acordo com o Direito.

III. O princpio da boa-f, relacionado com o aspecto psicolgico dos sujeitos, no requer de seus intrpretes uma anlise cheia de incertezas e dificuldades e passou a no atender s exigncias da sociedade moderna.

IV. O princpio da boa-f reconhece a observncia obrigatria da doutrina e da jurisprudncia como um imperativo das necessidades ticas inerentes a qualquer sistema jurdico, para sua positivao.

Esto certos apenas os itens:

A. I, II.

B. I, III.

C. III, IV.

D. I, II, IV.

E. II, III, IV.

TEXTO.

CASA DE CAMPO.

Eu quero uma casa no campo

onde eu possa compor muitos rocks rurais

e tenha somente a certeza dos amigos do peito

e nada mais

Eu quero uma casa no campo

onde eu possa ficar do tamanho da paz

e tenha somente a certeza dos limites do corpo

e nada mais

Eu quero carneiros e cabras pastando solenes

no meu jardim

Eu quero o silncio das lnguas cansadas

Eu quero a esperana de culos

um filho de cuca legal

Eu quero plantar e colher com a mo

a pimenta e o sal

Eu quero uma casa no campo

do tamanho ideal

pau-a-pique e sap

Onde eu possa plantar meus amigos

meus discos

meus livros

e nada mais

62. Sobre Casa no campo, pode-se afirmar que:

a) quando o eu-lrico diz e nada mais, revela sua desesperana em relao civilizao e ao progresso.

b) ao refugiar-se no campo, buscando o silncio das lnguas cansadas, o eu-lrico afirma sua descrena nos homens.

c) ao enaltecer o campo como espao ideal, ambiente no corrompido, o eu-lrico revela sua negao ao enfrentamento da problemtica urbana.

d) ao pretender ser o prprio produtor de seus alimentos e ao plantar amigos, discos e livros, o eu-lrico nega o progresso urbano-industrial, a arte e fundamentalmente a mquina que, numa inverso de papis, passou a produzir tudo por ele.

TEXTO.

No Sistema de Pagamentos Brasileiro, a tecnologia se toma varivel crtica e o executivo de negcios e planejamento precisa encarar este risco sob a mesma tica que encara os riscos de crdito e mercado. Doravante um problema tecnolgico pode interferir diretamente na questo da liquidez da instituio, mesmo que por poucos momentos. Trata-se de uma questo de continuidade de negcios. As interrupes no processamento da informao, ou a degradao nos sistemas de informao fazem parte da rotina nas estruturas de tecnologia de qualquer empresa, seja ela financeira ou no. Esses so eventos programados que visam atender a demandas ocasionais do negcio ou da tecnologia. O que deve preocupar os executivos de uma instituio financeira so as interrupes no-programadas. Problemas que afetam diretamente a infra-estrutura tecnolgica. So falhas de hardware e/ou sistema operacional, conflitos de aplicaes; sabotagem; desastres (incndio, inundao etc); falha humana;corrupo de dados; vrus etc. Estes acidentes causam maior impacto por serem de maior dificuldade de identificao e recuperao. O seu custo proporcional ao valor da informao afetada e ao volume de negcios interrompidos pelo evento. Dependendo da situao, a recuperao da estrutura operacional pode levar algumas horas e, no caso do SPB, afetar no s a instituio como eventuais parceiros. importante o planejamento e a implementao de uma soluo de continuidade de negcios. Os riscos no so desprezveis. Um estudo feito pela Universidade do Texas com empresas que sofreram uma perda catastrfica de dados concluiu que 43% jamais voltaram a operar, 51% faliram em dois anos e apenas 6% sobreviveram. Entre as empresas vtimas do primeiro atentado a bomba no World Trade Center (New York), 50% das que no possuam um plano de contingncia faliram em menos de 2 anos.

63. Em relao s idias do texto, assinale a opo correta.

a) A tecnologia constitui um risco insignificante se comparado ao risco natural do mercado e do crdito.

b) Nenhuma instituio pode apresentar interrupes no processamento da informao, mesmo que programadas, pois significam perdas irrecuperveis.

c) As interrupes no-programadas, que afetam a infra-estrutura rotineira da empresa, no Servio de Pagamentos Brasileiro, restringem-se prpria empresa.

d) O custo decorrente de acidentes calculado a partir do valor das informaes perdidas e do volume de negcios interrompidos pelo acontecimento.

e) No Servio de Pagamentos Brasileiro, as perdas de informao ocorridas em uma empresa circunscrevem-se a ela apenas, sem afetar outras empresas que com ela tenham negcios.

TEXTO.

SINFONIA NEOLIBERAL.

Rio de Janeiro A histria no minha. Veio numa revista estrangeira. Tampouco recente. O que confirma a velha sentena de Salomo, segundo a qual nada existe de novo sob o Sol. Vamos a ela. No mundo da modernidade e da eficincia, um presidente de empresa recebeu convite para uma audio da Sinfonia Inacabada, de Schubert. Como tinha compromisso anteriormente assumido, transferiu o convite para o segundo homem do board, pedindo-lhe um relatrio da misso. No dia seguinte recebeu um paper: 1) Durante perodos considerveis, quatro msicos que tocavam obo nada tinham para fazer. Eles podiam ser eliminados, donde: os custos seriam distribudos e haveria mais lucro. 2) Quarenta violinos tocaram notas idnticas. Um desperdcio. Essa parte poderia ser drasticamente reduzida. 3) Notou-se esforo desnecessrio na execuo de bemis e sustenidos. Se o autor os tivesse suprimido, arredondando o valor de cada um deles pela nota mais simples (o si bemol seria apenas si, o d sustenido seria r), obter-se-ia considervel economia de meios e uma execuo mais rpida e fluente. 4) No detectei nenhuma finalidade prtica na repetio pelos metais dos mesmos temas j executados pelas cordas. Se essas passagens redundantes fossem eliminadas, o concerto poderia obter os mesmos resultados com a economia aproximada de 20 minutos, donde o autor, o vienense Franz Schubert, poderia ter completado sua sinfonia inacabada. O relatrio foi apresentado na reunio semanal da diretoria. Consideraram-no excelente. Na semana seguinte, o presidente do board foi surpreendido com a aceitao de seu pedido de demisso demisso que ele no pedira. Um novo gnio do neoliberalismo ocuparia o seu lugar, justamente o segundo homem da empresa, autor do relatrio sobre a pea de Schubert. No exerccio seguinte, a empresa demitiu 3.570 empregados, fechou 18 filiais espalhadas em 12 Estados e, numa licitao pblica do Ministrio do Meio Ambiente, foi considerada a mais indicada para enlatar o ar da Sua a ser vendido no Cubato.

64. correto inferir do texto que:

A) o autor um adepto do neoliberalismo, conforme comprova o ttulo.

B) o acontecimento narrado exemplifica a sentena de Salomo e pode aplicar-se a circunstncias atuais.

C) a arte dispensvel em uma sociedade justa, moderna e eficiente.

D) Schubert no terminou a Sinfonia Inacabada porque perdeu tempo inutilmente.

E) o novo presidente da empresa teve de tomar medidas duras, porm necessrias preservao ambiental.

TEXTO.

A PAZ E A LEI.

A paz!! No a vejo. No h, como no pode existir, seno uma, a que assenta na lei, na punio dos crimes, na responsabilidade dos culpados, na guarda rigorosa das instituies livres. Outra espcie de paz, no seno a paz da servido, a paz indigna e aviltante dos pases oprimidos, a paz abjeta que a nossa ndole, o nosso regmen essencialmente repelem, a paz que humilha todos os homens honestos, a paz que nenhuma criatura humana pode tolerar sem abaixar a cabea envergonhada. Esta no a paz que eu quero. Quando peo a observncia da lei, justamente porque a lei o abrigo da tolerncia e da bondade. No h outra bondade real, Srs. Senadores, seno aquela que consiste na distribuio da justia, isto , no bem distribudo aos bons e no castigo dispensado aos maus. E a tolerncia, que vem a ser seno a observncia da igualdade legal? Porventura temos sido ns iguais perante a lei, neste regmen, nestes quatro anos de Governo, especialmente? H algum chefe de partido, h algum cabea de grupo, algum amigo ntimo da situao, algum parente ou chegado s autoridades, que no rena em sua pessoa um feixe de regalias, que no goze de prerrogativas especiais, que no tenha em torno de sua individualidade uma guarda e defesa rgia ou principesca? Essa excurso, Srs. Senadores, me levaria longe e poderia por si s absorver os meus poucos minutos de tribuna nesta sesso. Nas poucas vezes em que me atrevo a perturbar a serenidade absoluta deste recinto e a contrariar os sentimentos dos meus honrados colegas, tenho conscincia, Sr. Presidente, de ter-me colocado sempre em um plano, que no se ope nem tolerncia nem paz; que , ao contrrio, o terreno onde a paz e a tolerncia se devem estabelecer, o nico terreno em que ns todos nos poderamos aproximar e dar-nos as mos, o terreno da reconciliao com a lei, com a Repblica, com as suas instituies constantemente postergadas, debaixo da poltica sem escrpulos da atualidade.

65. Com base no texto, assinale a opo correta.

A) A paz desejada pelo autor a da servido e a dos pases oprimidos.

B) Com base nas argumentaes do autor, correto afirmar que existem, pelo menos, duas espcies de paz.

C) O tema do discurso extemporneo, uma vez que, quando o pronunciou o autor, o mundo passava por um longo perodo de paz.

D) Infere-se da afirmao A paz!! No a vejo. que o autor tinha uma grave deficincia visual.

E ) Qualquer espcie de paz melhor do que a guerra.

TEXTO.

A JUSTIA.

Esta uma carta que em sua forma grfica indica, acima de tudo, eqidade, retido, equilbrio e senso de justia. O Arcano VIII exprime, no mundo divino, a justia absoluta, j no mundo intelectual, exprime a atrao e a repulso, e no mundo fsico inclina para a justia relativa, que pode ser falvel e limitada, que naturalmente provm dos homens. Esta carta uma simbologia de uma mulher sentada em um trono, com a fronte cingida por uma coroa; tem na mo direita uma espada com ponta levantada, e na esquerda, uma balana. o antigo smbolo da justia que pesa os atos e que ope ao mal, para contrapeso, a Espada da expiao. A justia, emanada de Deus, a reao equilibrante que reconstitui a ordem, isto , o equilbrio entre o direito e o dever. A espada aqui um sinal de proteo para os bons e de ameaa para os maus. Os olhos da justia esto bem abertos para mostrar que ela penetra muito alm das razes parciais daqueles que se acham sob a sua jurisdio. Para realizar todas as coisas preciso estabelecer um equilbrio entre as foras que so postas em movimento. Toda ao produz uma reao, a vontade deve prever o choque das foras contrrias, para temper-lo e anul-lo. Todo futuro balana-se para o Bem e para o Mal. Toda inteligncia que no sabe equilibrar-se como um sol abortado.

66. Com base no texto, julgue se os itens abaixo esto certos concomitantemente dos pontos de vista do contedo e da gramtica.

I - A justia humana relativa porque, criada pelo homem, pode ser falvel e limitada.

II - Apesar da justia absoluta emanar de Deus, ela s existe de fato no mundo fsico.

III - A espada da Justia uma arma de dois gumes: o primeiro, protege os bons; o segundo, ameaa os maus.

IV - Os dois smbolos que carregam a Justia a espada e a balana representam, respectivamente, o direito e o dever.

V - A carta de tar descrita no texto e reproduzida acima ilustra plenamente o ditado popular: A justia cega.

A quantidade de itens certos igual a:

A) 1

B) 2

C) 3

D) 4

E) 5.

TEXTO.

As diferentes pocas so mais facilmente rotuladas quando coloridas de siglas e apelidos, quando tendenciosamente hierarquizadas, quer pela autoconscincia que uma gerao tem do momento em que vive, quer pela viso que, deste momento, possuir um grupo pstero de analistas.

67. Infere-se do texto que:

(A) tanto as geraes atuais quanto as vindouras aliceram-se em fatores subjetivos para a rotulao das pocas.

(B) h um grupo pstero de analistas cuja funo consiste em criticar o lado negativo de cada poca.

(C) tendenciosamente hierarquizadas, as diversas pocas alimentam-se da autoconscincia das geraes que nelas vivem.

(D) existe uma autoconscincia capaz de estabelecer confronto entre uma poca e outra.

(E) o colorido das siglas e apelidos hierarquiza e rotula as tendncias das diferentes pocas.

TEXTO.

LINHO DE GURI BAIXA TARIFA DE ENERGIA ELTRICA EM RORAIMA.

Em treze de agosto passado, o presidente Fernando Henrique Cardoso inaugurou oficialmente a linha de transmisso que interliga Boa Vista ao Complexo Hidreltrico de Guri/Macgua, na Venezuela. O Linho de Guri, como ficou conhecido o empreendimento, vai abastecer o estado de Roraima pelos prximos vinte anos. Na ocasio, o presidente anunciou a reduo na tarifa de energia paga pelos consumidores de Roraima. A reduo, segundo o presidente, deve ser de 5% a 6%. Por isso, empresas concessionrias, consumidores e o governo de Roraima esto na expectativa da deciso da Agncia Nacional de Energia Eltrica (ANEEL) sobre o assunto. Atualmente, o preo de venda da energia para o consumidor final em Roraima, de 70 dlares o megawatt (MW), o que no cobre os custos de produo, que so de 125 dlares o MW. Com a linha de transmisso de Guri, esse valor cair cerca de 80% de 125 dlares para 26 dlares.

68. Assinale a opo correta acerca da estrutura e das idias do texto.

A. empreendimento refere-se expresso Complexo Hidreltrico de Guri/Macgua.

B.a vrgula aps empreendimento pode ser eliminada sem que haja prejuzo estrutura textual.

C. sem que houvesse alterao do sentido do texto, a orao A reduo, segundo o presidente, deve ser de 5% a 6% poderia ser reescrita da seguinte forma:Segundo o presidente, a reduo pode ser de at 6%.

D. De acordo com os dados do ltimo pargrafo do texto, atualmente o preo de venda de 1 MW de energia para o consumidor final superior metade dos correspondentes custos de produo.

E. De acordo com o ltimo pargrafo do texto, com a linha de transmisso de Guri, o preo de venda da energia para o consumidor final cair para aproximadamente 44 dlares o MW.

TEXTO.

No Sistema de Pagamentos Brasileiro, a tecnologia se toma varivel crtica e o executivo de negcios e planejamento precisa encarar este risco sob a mesma tica que encara os riscos de crdito e mercado. Doravante um problema tecnolgico pode interferir diretamente na questo da liquidez da instituio, mesmo que por poucos momentos. Trata-se de uma questo de continuidade de negcios. As interrupes no processamento da informao, ou a degradao nos sistemas de informao fazem parte da rotina nas estruturas de tecnologia de qualquer empresa, seja ela financeira ou no. Esses so eventos programados que visam atender a demandas ocasionais do negcio ou da tecnologia. O que deve preocupar os executivos de uma instituio financeira so as interrupes no-programadas. Problemas que afetam diretamente a infra-estrutura tecnolgica. So falhas de hardware e/ou sistema operacional, conflitos de aplicaes; sabotagem; desastres (incndio, inundao etc); falha humana;corrupo de dados; vrus etc. Estes acidentes causam maior impacto por serem de maior dificuldade de identificao e recuperao. O seu custo proporcional ao valor da informao afetada e ao volume de negcios interrompidos pelo evento. Dependendo da situao, a recuperao da estrutura operacional pode levar algumas horas e, no caso do SPB, afetar no s a instituio como eventuais parceiros. importante o planejamento e a implementao de uma soluo de continuidade de negcios. Os riscos no so desprezveis. Um estudo feito pela Universidade do Texas com empresas que sofreram uma perda catastrfica de dados concluiu que 43% jamais voltaram a operar, 51% faliram em dois anos e apenas 6% sobreviveram. Entre as empresas vtimas do primeiro atentado a bomba no World Trade Center (New York), 50% das que no possuam um plano de contingncia faliram em menos de 2 anos.

69. Em relao s idias do texto, assinale a opo correta.

a) A tecnologia constitui um risco insignificante se comparado ao risco natural do mercado e do crdito. b) Nenhuma instituio pode apresentar interrupes no processamento da informao, mesmo que programadas, pois significam perdas irrecuperveis.

c) As interrupes no-programadas, que afetam a infra-estrutura rotineira da empresa, no Servio de Pagamentos Brasileiro, restringem-se prpria empresa.

d) O custo decorrente de acidentes calculado a partir do valor das informaes perdidas e do volume de negcios interrompidos pelo acontecimento.

e) No Servio de Pagamentos Brasileiro, as perdas de informao ocorridas em uma empresa circunscrevem-se a ela apenas, sem afetar outras empresas que com ela tenham negcios.

TEXTO.

Nas duas ltimas dcadas, os Bancos Centrais do mundo todo tm desempenhado um papel importante no sistema de pagamento dos seus pases em conseqncia da globalizao, do crescimento das atividades financeiras e da rpida evoluo tecnolgica. Por ser a base da infra-estrutura necessria para suportar as atividades econmicas do pas e um veculo crtico de penetrao em outros mercados,

o Banco Central do Brasil tem se empenhado em desenvolver um sistema nacional de pagamentos que possa, de uma maneira segura e eficiente, tratar as transferncias de grandes volumes financeiros. Estamos no caminho certo e no podemos ficar isolados do resto do mundo.

70. Em relao ao texto acima, assinale a opo correta.

a) Depreende-se do texto que globalizao e evoluo tecnolgica constituem duas importantes conseqncias do crescimento das atividades financeiras dos bancos centrais.

b) A expresso tm desempenhado pode ser substituda, sem prejuzo para a correo gramatical do perodo, por vem desempenhando.

c) Infere-se do texto que os bancos centrais tm contado com um declnio em sua importncia econmico-social, paralelamente ao seu incremento tecnolgico.

d) A articulao entre as idias dos dois pargrafos pode se realizar inserindo-se no incio do segundo pargrafo a expresso: Em consonncia com esta evidncia e por...

e) As formas verbais do ltimo perodo sinttico do texto, Estamos e podemos, esto sendo utilizadas como reforo estilstico para inserir todos os pases que tm bancos centrais no esforo da globalizao.

TEXTO.

As instituies financeiras esto obrigadas a operar dentro das regras e definies do novo sistema de pagamentos que compreende os servios de compensao de cheques e outros papis, a liquidao de ordens eletrnicas de dbitos e crditos, a transferncia de fundos e outros ativos financeiros, a compensao e liquidao de operaes na Bolsa de Mercadorias e Futuros, incluindo aquelas relativas a derivativos financeiros. Desta forma, conceitua-se o Sistema de Pagamentos Brasileiro como um conjunto de regras, procedimentos, instrumentos de controle e sistemas operacionais que devem funcionar integrados para transferir fundos do pagador para o recebedor.

71. Em relao ao texto acima, assinale a opo incorreta.

a) A expresso esto obrigadas pode ser substituda por obrigam-se, sem alterar a correo gramatical do perodo.

b) A forma verbal compreende est sendo utilizada com a mesma significao que no seguinte exemplo: O Cdigo de tica e Decoro compreende aes tanto pblicas quanto privadas de agentes pblicos.

c) Se a expresso devem funcionar integrados estivesse no singular, deve funcionar integrado, para concordar com um conjunto, o perodo estaria igualmente correto.

d) Em relativas a derivativos o uso do sinal indicativo de crase facultativo.

e) O trecho conceitua-se o Sistema de Pagamentos Brasileiro como pode ser substitudo por o Sistema de Pagamentos Brasileiro conceituado como, sem prejuzo para a correo gramatical do perodo.

TEXTO.

Nenhum Pas pode estar obrigado(1) por um tratado que ainda no ratificou:no existe regra de direito internacional geral a dizer tal coisa(2), nem poderia a regra tpica, escrita no prprio tratado, criar(3) para o Estado negociador uma obrigao independente do ato ratificatrio(4) e anterior a este salvo no domnio do mero procedimento ou ainda a conta do(5) princpio da boa-f (assim o dever de no solapar, na expectativa de vigncia, os objetivos do tratado).

72. Assinale a opo correspondente a erro gramatical, no texto acima.

a) 1

b) 2

c) 3

d) 4

e) 5

TEXTOS.

73. Em relao pontuao, assinale a opo correta.

a) O Programa Sociedade da Informao foi concebido, pelo Ministrio da Cincia e Tecnologia para preparar a nova gerao de redes, e viabilizar, assim, um novo estgio de evoluo da Internet e suas aplicaes no pas.

b) Constitui um conjunto de iniciativas que prev aes dos governos federal, estaduais, municipais, junto com a iniciativa privada, tanto na capacitao de pessoal para pesquisa, e desenvolvimento quanto na garantia de servios avanados de comunicao e informao.

c) Faz parte do Plano Plurianual 2000-2004, com investimentos previstos de R$ 3,4 bilhes, e tem o objetivo de colocar o pas em condies de operar a Internet com todos os requisitos tcnicos; j existentes nos pases mais avanados, tanto no que diz respeito velocidade de transmisso de dados, quanto a novos servios e aplicaes.

d) Sua meta criar, nos prximos quatro anos as bases para que aumente substancialmente a participao da economia da informao no Produto Interno Bruto (PIB) hoje estimada em dez por cento, tornando as empresas mais competitivas no mercado internacional.

e) Esto sendo feitas articulaes e firmadas parcerias que envolvem o governo, a iniciativa privada e o terceiro setor (entidades que prestam servios sociedade, sem objetivar lucro). A indstria e as empresas brasileiras devero ser os setores mais beneficiados da sociedade.

TEXTO.

Na pesquisa para avaliar a gesto nas empresas em relao qualidade no setor de software, foram considerados os seguintes fatores: a elaborao de planos estratgicos, a incluso de metas consistentes, a coleta de indicadores precisos, a contabilidade adequada de custos, a implantao de programas de qualidade total e a certificao dos sistemas.

O relacionamento das empresas com seus empregados foi acompanhado a partir de aspectos da participao dos mesmos na soluo de problemas, sua satisfao e oportunidades de aperfeioamento profissional. O relacionamento com o mercado era avaliado considerando-se a realizao de pesquisas de expectativa e de satisfao junto aos clientes; a existncia de estruturas de atendimento; a resoluo de reclamaes e o uso desses tipos de dados na reviso de projetos ou na especificao de novos produtos e servios.

Procedimentos especficos para qualidade em software foram medidos por indicadores referentes adoo de mtodos de engenharia para preveno ou deteco de defeitos, utilizao de ferramentas automatizadas de desenvolvimento e ao tipo de documentao adotada. Adicionalmente, todo um conjunto de aspectos foi levantado visando caracterizao das empresas e do software desenvolvido no Brasil.

74. Em relao ao texto, assinale a opo correta.

a) As escolhas sintticas e lexicais do texto so apropriadas para um texto de relatrio.

b) Para que a pontuao do texto se torne correta necessrio substituir as quatro vrgulas (linhas 4, 5, 6, 7) aps o sinal de dois pontos (linha 4) por sinais de ponto e vrgula.

c) O uso da voz passiva em foi acompanhado (linha 11) tem o efeito estilstico de explicitar e reforar o papel do agente da ao.

d) Em O relacionamento com o mercado era avaliado(linhas 15, 16), a transformao da voz passiva analtica para sinttica corresponde a: Avaliou-se o relacionamento com o mercado.

e) O uso do pretrito indica que a pesquisa a que o texto se refere est em andamento.

TEXTO.

75. Assinale a opo em que uma das sugestes incorreta para o preenchimento coeso e coerente da lacuna correspondente.

Existem hoje no Pas cerca de 3,8 milhes de computadores conectados Internet. _____1_______ o ritmo atual de crescimento, esse nmero dobrar em menos de quatro anos, podendo comprometer a velocidade e a qualidade das conexes e esgotar em pouco tempo o potencial de ingresso de novos usurios.

O programa Sociedade da Informao tem como um de seus objetivos evitar ___2_____ esgotamento e contribuir para a reduo das desigualdades sociais e regionais. Para isso, pretende ___3_____ o uso do computador em todo o territrio nacional e criar condies para que o maior nmero de brasileiros ___4___ acessar a Internet.

O programa inclui as Redes Metropolitanas de Alta Velocidade (Remavs), que j ___5____ implantadas por projetos pilotos em 14 cidades brasileiras.

Nessa etapa, o Ministrio da Cincia e Tecnologia e o Ministrio da Educao tero interligado na rede todas as instituies federais de ensino superior e institutos de pesquisa do pas.

a) 1. Se for mantido / Caso seja mantido

b) 2. esse / tal

c) 3. disseminar / difundir

d) 4. possa / chega a

e) 5. vm sendo / esto sendo

TEXTO.

76. Leia o texto e marque a afirmao incorreta.

A cincia e o processo cientfico no constituem __1__ nica forma de obteno do conhecimento. Alm da experincia cotidiana, constituindo __2__ base cultural, __3__ os saberes reflexivos da filosofia. Apenas o simples processo experimental da cincia no conduz __4__ sabedoria: necessrio submeter os seus resultados __5__ elaborao filosfico-conceitual, __6__ preceitos ticos, para torn-los verdadeiramente humanos.

a) As lacunas 1 e 2 devem ser preenchidas com a, artigo feminino singular.

b) Na lacuna 3 correto colocar h, pois o verbo haver, quando utilizado no sentido de existir, impessoal.

c) Duas opes, a e , podem ser utilizadas indistintamente na lacuna 4, uma vez que conferem sentido idntico ao perodo.

d) Estaria correto preencher a lacuna 5 com .

e) A estrutura sinttica do perodo admite que a lacuna 6 seja preenchida com aos.

TEXTOS.

77. Assinale a opo em que a redao sugerida para o fragmento est correta, coesa e coerente.

a) Diante da velocidade que ocorrem s transformaes no setor de software, principalmente quanto aos curtos ciclos de tecnologia observados e rpida evoluo dos produtos, entende-se de que no basta um profissional bem formado. preciso promover, regularmente, em termos de conhecimentos, sua atualizao.

b) Quanto a curtos ciclos de tecnologia observados e a rpida evoluo dos produtos, diante da velocidade que ocorrem as transformaes no setor de software, entende que no basta um profissional bem formado. Promover, regularmente, sua atualizao em termos de conhecimentos, preciso.

c) Diante da velocidade com que ocorrem as transformaes no setor de software, principalmente no que se refere aos curtos ciclos de tecnologia e rpida evoluo dos produtos, entende-se que no basta um profissional bem formado. preciso promover, regularmente, sua atualizao em termos de conhecimentos.

d) No setor de software, diante da velocidade em que ocorrem as transformaes, tanto quanto aos curtos ciclos de tecnologia observados e a rpida evoluo dos produtos, entendem-se que no basta um profissional bem formado. Regularmente, preciso promover sua atualizao em termos de conhecimento.

e) Ocorrem transformaes com velocidade no setor de software, no que se refere aos curtos ciclos de tecnologia observados e a rpida evoluo dos produtos, entende-se de que no basta um profissional bem formado. preciso promoverem, regularmente, suas atualizaes em termos de conhecimentos.

TEXTOS.

78. Os fragmentos abaixo constituem um texto, mas esto desordenados. Numere os itens quanto sua ordenao coesa e coerente e assinale a opo correspondente:

( ) O espao aberto para a participao dos empregados na construo dessa atmosfera constitudo por meio de reunies de trabalho, adoo de equipes, programas de sugestes e pesquisa de satisfao.

( ) Conseqentemente, as empresas, tanto quanto promover tal atualizao de seus profissionais em termos de conhecimento, procuram estabelecer uma atmosfera em que as relaes pessoais, o acesso s informaes e o esprito de equipe sejam valorizados.

( ) Entretanto, a partir dos anos 80, quase meio sculo passado desde que o controle estatstico de qualidade comeou a ser implantado nas empresas, vem-se consolidando o interesse pela qualidade dos servios associados e pelo comportamento humano.

( ) Por volta dos anos 30, o que importava para as empresas era a produo e a reduo da quantidade de peas defeituosas.

( ) Assim, alm de questes diretamente relacionadas a ganhos financeiros, os empresrios vm cuidando da qualidade tcnica, dos padres de seus produtos e servios, e tambm da qualificao dos trabalhadores.

a) 3, 2, 1, 4, 5

b) 5, 4, 2, 1, 3

c) 2, 3, 4, 5, 1

d) 1, 5, 3, 2, 4

e) 4, 1, 5, 3, 2

TEXTOS.

79. Quanto estrutura sinttica dos perodos, assinale a opo correta.

a) A busca da competitividade da indstria brasileira de software e outros produtos passam, necessariamente, pelo alcance de padres internacionalmente aceitos de qualidade e produtividade de seus produtos e servios.

b) As pesquisas de satisfao, o registro e o acompanhamento das reclamaes dos clientes revestem-se de importncia proporo que os dados coletados so utilizados pelas empresas na reviso de seus projetos ou na especificao de novos produtos ou servios.

c) As pesquisas diretas junto em empresas que desenvolvem software no Brasil vm sendo realizadas com o objetivo de acompanhar a evoluo desse setor quanto aspectos do planejamento estratgico, sistemas da qualidade e certificao para a qualidade dos produtos.

d) Estratgias e aes propostas a luz de diagnsticos objetivos e fidedignos representam uma base slida para a promoo da competio internacional dos produtos e servios brasileiros, no momento que as econo-mias mundiais passam por processos de globalizao.

e) A contabilizao de custos da qualidade est associada a ferramentas de maior complexidade, que se adaptam principalmente sistemas da qualidade em fase relativamente madura.

TEXTO.

No perodo desenvolvimentista, o Brasil foi um dos poucos pases subdesenvolvidos que conseguiu percorrer quase todos os passos previstos para o processo de industrializao retardatria, registrando uma das mais elevadas taxas mdias de crescimento mundial. De maneira que, ao ser atingido pela crise dos anos 80, o Brasil singularizava-se no contexto latino-americano pela extenso de sua indstria, pelo porte de seu setor de bens de consumo durveis e de bens de produo, pelo seu grau de articulao interindustrial, e, finalmente, pelo dinamismo de seu setor externo. Durante todo esse longo perodo, a heterogeneidade e as desigualdades sociais aumentaram e se alastraram com o desenvolvimento econmico e a urbanizao.

80. Em relao ao texto, assinale a opo incorreta.

a) A expresso quase todos os (linha 3) pode, sem prejuzo para a correo do perodo, ser substituda por grande parte dos.

b) A forma verbal de gerndio registrando (linha 5), pode ser substituda por e registrou, sem prejuzo para a correo do texto.

c) A expresso De maneira que (linhas 6, 7) estabelece com a idia do perodo anterior uma relao de natureza explicativa.

d) Em singularizava-se (linha 8) o verbo pronominal.

e) Se a expresso Durante todo esse longo perodo (linhas 13, 14) fosse substituda por ao longo desse perodo, a palavra longo pertenceria mesma classe e teria a mesma funo sinttica nas duas formulaes.

TEXTO.

O Poder Judicirio ____1____se mostrando sensvel ao problema da protelao e ___2___buscado novas solues. Encontrou na mediao um projeto promissor, uma alternativa modernizante e eficaz para solucionar conflitos, que ___3___anos nos tribunais e significativos recursos, __4__ o Judicirio e o cidado no dispem. O campo de aplicao da mediao amplo. Seu principal efeito ___5___ ser reduzir o tempo para soluo dos conflitos que chegam Justia.

81. Assinale a opo que indica o preenchimento incorreto da lacuna correspondente.

a) 1 - vem

b) 2 - tem

c) 3 - demandariam

d) 4 - os quais

e) 5 - a curto prazo

TEXTO.

No processo da mediao, o trabalho do mediador ser importantssimo, exercido por advogados assistidos, e, __1__ necessrio, por profissionais multidisciplinares. Ele ter funo diferenciada do magistrado, __2__ no julgar, __3__ propiciar __4__ partes a anlise de diferenciados pontos de vista, estimulando a discusso, apontando fatos importantes e facilitando o entendimento. Em nenhum momento estimular a contenda, __5__ o entendimento, e no tomar partido.

82. Assinale a opo que indica o preenchimento incorreto da lacuna correspondente.

a) 1 - quando

b) 2 - por que

c) 3 - mas

d) 4 - s

e) 5 - mas

TEXTO.

O emprego da mediao deve evidenciar __1__ uma sociedade plural necessita de solues diferenciadas e criativas, __2__ possam atender s divergentes demandas, vencendo alguns problemas

cruciais da Justia, como a morosidade dos processos. Os efeitos pedaggicos __3__ sociedade, provocados por esse instrumento, tambm devem ser positivos, principalmente __4__ tange cultura do entendimento e da soluo rpida e eficiente __5__ contendas que, de outra forma, demandariam dispndio significativo de tempo e recursos.

83. Assinale a opo que indica o preenchimento incorreto da lacuna correspondente.

a) 1 - que

b) 2 - as quais

c) 3 - sob a

d) 4 - no que

e) 5 - para as

TEXTO.

O secretrio da Receita Federal, na audincia pblica na comisso especial da Cmara, disse apreciar(1) a proposta de emenda constitucional que prorroga a CPMF, uma vez que(2) 4.516 pessoas fsicas isentas de tributao ou omissas movimentaram, juntas, mais de R$ 25 bilhes no ano passado com operaes individuais que(3) ultrapassaram R$ 10 milhes. Afirmou tambm que outras 2.449 pessoas jurdicas imunes, inativas, isentas, omissas ou optantes do imposto Simples movimentaram, juntas, R$ 147 bilhes. A movimentao desses "contribuintes" desproporcional e ofende o senso comum. Desse

total, 857 contribuintes j foram fiscalizados, que(4) resultou num lanamento tributrio da ordem de R$ 400 milhes, alm de outras iniciativas de ordem judicial. Qualquer tipo de imposto est sujeito a sonegao, mas a CPMF mais resistente que qualquer outro, tanto sonegao quanto (5) eliso fiscal.

84. Para que o texto fique correto, necessrio substituir:

a) disse apreciar(1) por disse que apreciava

b) uma vez que(2) por j que

c) que(3) por as quais

d) que(4) por o que

e) quanto (5) por como

TEXTO.

Max Weber, um dos analistas mais crticos da lgica da histria moderna (ou da falta dela), observou que o fenmeno que marcava o nascimento do novo capitalismo era a separao entre atividade econmica e atividade domstica em que o domstico significava a densa rede de direitos e obrigaes mtuas mantidas pelas comunidades rurais e urbanas, pelas parquias ou grupos de artesos, em que as famlias e vizinhos estavam estreitamente envolvidos. Com essa separao, o mundo dos negcios se aventurou por uma autntica terra fronteiria, uma terra de ningum, livre de problemas morais e restries legais e pronta a ser subordinada ao cdigo de conduta prprio da empresa. Como j sabemos, essa extraterritorialidade sem precedentes da atividade econmica conduziu a um avano espetacular da capacidade industrial e a um acrscimo da riqueza. Tambm sabemos que, durante quase todo o sculo XX, essa mesma extraterritorialidade resultou em muita misria humana, em pobreza e em uma quase inconcebvel polarizao das oportunidades e nveis de vida da humanidade. Por ltimo, tambm sabemos que os Estados modernos, ento emergentes, reclamaram essa terra de ningum que o mundo dos negcios considerava de sua exclusiva propriedade.

85. Em relao s idias do texto, assinale a opo incorreta.

a) Com a separao entre o mundo dos negcios e o mundo domstico, houve um grande desenvolvimento industrial e distribuio mais justa da riqueza produzida.

b) No novo capitalismo h uma separao entre a atividade econmica, ou mundo dos negcios e a atividade domstica.

c) No mundo dos negcios predomina o cdigo de conduta prprio da empresa, que livre de questes morais.

d) A noo de extraterritorialidade se ope existncia de uma densa rede de direitos e obrigaes mtuas, prprias das comunidades menores.

e) A extraterritorialidade conduziu inicialmente a um avano industrial e riqueza, mas posteriormente pobreza e desigualdade.

TEXTO.

Atualmente, o maior entrave da Justia brasileira a morosidade. E, como bem enfatizou Rui Barbosa, justia protelada negao da justia. A falta de agilidade do Judicirio compromete, principalmente, a cidadania plena, uma vez que vivemos em um pas onde as desigualdades so histricas e a distribuio da justia vem-se constituindo como um fator a mais na diferenciao entre os cidados, quando todos deveriam ter acesso igualitrio lei, sem privilgios e excees.

86. A idia central do texto :

a) Todos deveriam ter acesso igual justia.

b) Vivemos num pas em que as desigualdades so histricas.

c) A distribuio da justia fator de diferenciao entre indivduos.

d) Rui Barbosa enfatizou que a justia protelada a negao da justia.

e) A morosidade do judicirio compromete a cidadania plena e a igualdade.

TEXTO.

Globalizao significa que todos ns dependemos uns dos outros. As distncias pouco importam agora. O que acontece em um lugar pode ter conseqncias mundiais. Graas aos recursos, instrumentos tcnicos e conhecimentos adquiridos, nossas aes abrangem enormes distncias no espao e no tempo. Por mais localmente limitadas que sejam nossas intenes, erraramos se no levssemos em conta os fatores globais, pois eles podem decidir o xito ou o fracasso de nossas aes. O que fazemos (ou nos abstemos de fazer) pode influir nas condies de vida (ou de morte) de gente que vive em lugares que nunca visitaremos e de geraes que jamais conheceremos.

87. Em relao ao texto, assinale a opo correta.

a) O uso da primeira pessoa do plural confere ao texto mais formalidade, pois a voz do enunciador torna-se impessoal.

b) O segundo perodo do texto permite a inferncia de que as distncias no tero importncia no futuro.

c) Se a palavra gente (linha 13) for substituda por pessoas o texto dispensa outras alteraes.

d) Se a forma verbal erraramos (linha 9) for substituda por erraremos a forma verbal levssemos (linha 9) deve tambm ser substituda por levarmos.

e) Se a forma verbal erraramos(linha 9) for substituda por erramos a forma verbal levssemos (linha 9) dispensa alteraes.

TEXTOS.

88. Assinale a opo sintaticamente correta.

a) Durante os setenta anos da histria imperial brasileira, o velho sonho do paraso, que alimentou a vontade dos primeiros colonizados, foram sendo substitudos pela utopia da modernizao, uma idealizao explcita do modelo socieconmico das potncias da Europa do norte, e mais tarde do modelo da sociedade norte-americana.

b) At a crise mundial de 1930, o pas foi fiel ao livrecambismo e seguiu uma trajetria de crescimento e modernizao restrita as suas reas exportadoras.

c) O Brasil no era um domnio da Inglaterra (como o Canad, a Austrlia e a Nova Zelndia), mas estava submetido ao seu sistema monetrio e financeiro e Doutrina Monroe, que foi formulada, de fato, por Castlereagh, ministro de Relaes Exteriores ingls.

d) Mais tarde, no perodo da transio para a hegemonia norte-americana, o pas foi forado a adotar uma posio defensiva, comeando o caminho de construo de uma economia nacional de que s consolidou depois da Segunda Guerra Mundial.

e) O Brasil no ocupou posio relevante na geo-poltica da Guerra Fria, embora manteve um alinhamento quase automtico com a poltica internacional norte-americana, ocupando, durante esse perodo, a posio de principal scio econmico dos Estados Unidos na periferia sul-americana.

TEXTOS.

89. Os fragmentos abaixo constituem um texto, mas esto desordenados. Numere-os, observando a ordem em que devem ocorrer para constiturem um texto coeso e coerente, e assinale a seqncia correspondente.

( ) Essa incapacidade, que tambm uma impossibilidade de exercer a cidadania, fomenta a censura e a obrigatoriedade de normas como forma de conquista da ordem.

( ) A existncia de regras acrescidas desse significado individual torna o resultado mais efetivo.

( ) Para Montesquieu, quando o indivduo entrega ao Estado o poder de governar e decidir os rumos que ele deve seguir, comea a morrer a sua capacidade de auto governar-se.

( ) Por isso, na constituio da tica de controle social deve haver espao para a contribuio e estabelecimento de uma tica individual.

( ) Contudo, a coero no o caminho desejado para uma nao democrtica e moderna.

a) 4, 3, 1, 5, 2

b) 2, 5, 1, 4, 3

c) 4, 1, 3, 5, 2

d) 3, 2, 1, 5, 4

e) 3, 4, 5, 2, 1

TEXTO.

90. Assinale a opo que preenche correta e coerentemente as lacunas do texto.

Uma preocupao do governo est relacionada ___ manuteno do registro do dbito na contabilidade das empresas mesmo depois de seu pagamento. Isso pode propiciar __ contabilizao de prejuzos referentes ___ variao cambial e ___gastos com juros que na verdade no existiriam. Se o pagamento tiver sido feito, mas __ empresas tiverem mantido seus registros contbeis, isso pode reduzir artificialmente o lucro das companhias, o que prejudica ____ arrecadao do imposto.

a) a a a aos as

b) a a s a

c) a aos as a

d) a aos s

e) a a s - a

TEXTOS.

91. Assinale a opo em que as duas verses do trecho esto gramaticalmente corretas e contm a mesma informao.

a) Desde 95, o Governo tenta coibir a eliso fiscal. Uma das brechas consideradas fechadas a operao de preo de transferncia. / O Governo tenta coibir a eliso fiscal desde 95, e a operao de preo de transferncia, uma das brechas consideradas fechadas.

b) Descobriu-se que as filiais de multinacionais no Brasil estavam superfaturando importaes ou subfaturando exportaes como uma maneira de enviar recursos para suas matrizes sem tributao. / As filiais de multinacionais no Brasil estavam superfaturando importaes ou subfaturando exportaes, pois uma maneira sem tributao de enviar recursos para suas matrizes foi descoberto.

c) Casos como o de profissionais que se tornam pessoas jurdicas e so contratados para prestar servios fazem parte do grupo em relao ao qual tambm se pretende intensificar a fiscalizao. / Os profissionais que so contratados para prestar servios s pessoas jurdicas so alguns dos casos que fazem parte do grupo que tambm pretende intensificarem a fiscalizao.

d) Para pagar menos imposto, o contribuinte abre uma empresa e tributado como pessoa jurdica, pois as alquotas so menores. / O contribuinte abre uma empresa e tributado como pessoa jurdica, embora as alquotas so menores para pagar menos imposto.

e) Pelo fato de a relao entre o prestador de servio e a empresa no estabelecer vnculo empregatcio, a empresa no fica obrigada a reter encargos sociais e tampouco o Imposto de Renda Retido na Fonte. / A empresa no fica obrigada a reter encargos sociais e tampouco o Imposto de Renda Retido na Fonte, porque no se estabelece vnculo empregatcio na relao entre o prestador de servio e a empresa.

TEXTOS.

92. Assinale a assero correta acerca do segmento abaixo, que inicia reportagem sobre a reforma tributria.

Em pases organizados, duas coisas so certas para qualquer cidado:a morte e os impostos. No Brasil, so trs: a morte, os impostos e outros impostos.

a) Nas duas vezes em que ocorrem os dois pontos, servem eles para marcar uma enumerao explicativa.

b) O emprego da conjuno e para coordenar um substantivo abstrato com um concreto, como morte e impostos, revela incorreo e desrespeito s regras de coordenao.

c) Concorrerem na mesma citao termos iguais ou assemelhados como os impostos e outros impostos cria a figura da tautologia, prejudicial ao entendimento do texto.

d) A elipse marcada pela vrgula em No Brasil, so trs est mal empregada, pois provoca a seguinte leitura errnea: No Brasil, duas coisas so trs.

e) Pelo fato de o texto principiar com advrbio restritivo, depreende-se que o Brasil no um pas organizado.

TEXTOS.

93. Assinale, entre as opes propostas, aquela que se desvia, ainda que parcialmente, do conceito e da direo argumentativa expressos no perodo abaixo.

Dizia o socilogo norte-americano, Robert Merton, que o que h de mais relevante e espantoso com as profecias que elas se auto-realizam, como um vaticnio, um augrio.

a) Ao serem concebidas pela imaginao ilimitada dos homens, as profecias potencializam a chance de se transformarem em realidade, projetando e fortalecendo um desejo ou temor coletivo.

b) Pelo simples fato de que foram inventadas por algum, com ousadia e eficcia simblica, ganham existncia real, criando a probabilidade de serem incorporadas vida social em futuro imediato ou distante.

c) Quando uma grande (ou pequena) idia se cristaliza, sua fora transformadora entra em ao com os mesmos poderes que comandam as leis da Fsica.

d) Acima de profetas e messias, est o imprio da histria, que constri o futuro com seus prprios vetores e foras internas atuando revelia do desiderato e do fado humanos.

e) A histria da humanidade registra fatos que provam a existncia de uma simbiose natural entre os grandes sonhos e as grandes mudanas, fruto da magia pessoal e de uma vontade inabalvel.

TEXTO.

Nem tudo convida a manifestaes otimistas.

A dvida pblica alcana hoje algo em torno de 55% do Produto Interno Bruto (PIB), nada menos de R$ 685,286 bilhes. difcil administr-la para todo o sempre apenas com os expedientes do alongamento mediante resgate com emisso de novos ttulos a juros corrigidos. O saldo do comrcio exterior de US$ 306 milhes nos dois primeiros meses deste ano no foi obtido por meio das exportaes, mas pela reduo das importaes. Reduzir importaes compromete a entrada no pas de bens de capital e de tecnologias, fatores indispensveis qualificao do produto brasileiro. Est posta assim a necessidade de introduo urgente de poltica industrial capaz de privilegiar exportaes e substituir importaes mediante produo interna de matrizes, componentes e insumos bsicos.

94. Em relao ao texto, julgue os itens como verdadeiros (V) ou falsos (F) e marque a opo que apresenta a seqncia correta.

( ) Em a manifestaes seria igualmente correta a estrutura s manifestaes.

( ) As estruturas nada menos de, nada menos que e nada menos do que so igualmente aceitveis para o contexto em que ocorre a primeira.

( ) Em administr-la o pronome encltico retoma por substituio coesiva a expresso dvida pblica.

( ) A expresso para todo o sempre neutraliza a nfase da idia do perodo por seu tom bblico.

( ) A forma verbal compromete tem como sujeito um agente humano.

( ) Caso as palavras exportaes e importaes fossem precedidas de artigo definido no plural o perodo se tornaria incoerente.

a) V, V, V, F, F, F

b) V, V, F, F, V, V

c) F, V, F, V, F, V

d) F, F, V, F, V, F

e) F, V, V, F, F, V

TEXTO.

95. Assinale a norma gramatical que justifica, com correo e propriedade, a flexo plural do verbo ser no perodo abaixo.

J mais do que conhecido que o principal problema do sistema tributrio nacional so justamente as contribuies, e no os impostos propriamente ditos.

a) Com os verbos ser e parecer a concordncia se faz de preferncia com o predicativo, se este plural.

b) Nas frases em que ocorre a locuo invarivel que, o verbo concorda com o substantivo ou pronome que a precede, pois so eles efetivamente o seu sujeito.

c) Se tanto o sujeito como o predicativo forem personativos e nenhum dos dois for pronome pessoal, a concordncia ser facultativa (pode-se concordar com o sujeito ou o predicativo).

d) Expresses de sentido quantitativo (...) acompanhadas de complemento no plural admitem concordncia verbal no singular ou no plural. (Manual de Redao da Presidncia da Repblica)

e) Se o sujeito composto tem os seus ncleos ligados por srie aditiva enftica (...), o verbo concorda com o mais prximo ou vai ao plural (o que mais comum quando o verbo vem antes do sujeito).

TEXTO.

96. No texto abaixo, foram introduzidos erros. Para san-los, foram propostas algumas substituies. Julgue as substituies e depois assinale a opo que contm a seqncia das alteraes necessrias para adequar o texto ao padro culto formal do idioma.

O conceito de tributo, face sua interpretao nos conformes Constituio, tem essa peculiaridade: deve obedecer ao princpio da legalidade estrita. Cumpre ressaltar mais uma vez: no h possibilidade de discricionariedade na definio legislativa do tributo, mas s teremos tributo se o dever de pagar uma importncia ao Estado for vinculado previso de ter riqueza.

I. substituir face por em face de

II. substituir nos conformes por de conformidade com a

III. substituir essa por esta

IV. substituir discricionariedade por discricionaridade

V. substituir ter riqueza por existncia de riqueza

A seqncia das substituies necessrias :

a) II III IV V

b) III IV V

c) III IV

d) I II V

e) I II III V

TEXTO.

Os argumentos em favor da poltica industrial mudam, mas em geral eles continuam sofrendo da mesma falta de embasamento econmico. Um deles, que vem sendo repetido de uns tempos para c, o da economia de divisas. Identifica-se um item de peso na pauta de importaes como, por exemplo, componentes eletrnicos. Ora, se o dispndio com este produto alto, por que ento no fazer com que ele seja produzido no pas por meio de uma poltica industrial ativa, poupando-se, desta forma, moeda forte?

97. Assinale, entre as substituies sugeridas, a que est em desacordo com a norma culta.

a) em favor por a favor

b) em geral por geralmente

c) Um deles por Dentre esses argumentos

d) Identifica-se por identificado

e) poupando-se por o que pouparia

TEXTO.

98. Assinale, entre as substituies propostas, aquela que insere erro gramatical no trecho abaixo.

Nenhum pas que pretenda ser competitivo na economia global pode-se permitir a prtica de tributao cumulativa.

a) Substituir Nenhum pas por Pas algum

b) Substituir que por o qual

c) Substituir pretenda por pretende

d) Substituir pode-se permitir por pode-se anuir

e) Substituir a prtica por o uso

TEXTO.

99. Assinale a opo que preenche as lacunas de forma coesa e coerente.

As cotaes do dlar em relao ao real se apresentam estveis desde os ltimos trs meses de 2001. 0 cmbio em equilbrio desperta reaes positivas dos mercados internacionais, favorece as exportaes e ____1_____ confiana no pas. O Brasil revelou-se resistente ___2____vrias situaes adversas. Absorveu o choque causado pelo racionamento de energia, com demonstrao clara de que a populao brasileira possui alto ndice de disciplina social. E, at agora, se mantm ao largo da catstrofe econmica argentina. No _____3________ a expectativa internacional de que a economia brasileira sofreria os efeitos do furaco portenho. Completa o quadro estimulante a convico ______4________Estados Unidos voltaro a crescer entre 2,5% e 3,5% este ano.

a) infiltra, as, consumou-se, de que o

b) insinua-se, s, consumou, que os

c) instila, a, se consumou, de que os

d) introduz, as, consumando-se, que o

e) insinua, , consumando em, que os

TEXTOS.

100. Assinale a opo gramaticalmente correta.

a) Sob a tica de um Estado em particular a despeito de a Guerra Fiscal do ICMS ser prejudicial nao , h ganhos a serem obtidos se ouvesse um aumento conjuntural de receita para o Estado.

b) Se todos os Estados parassem de conceder incentivos, todos ganhariam; mas se um Estado se abstesse de tal poltica e os demais continuassem a pratic-la, esse perderia.

c) Tendo em vista a anlise histrica da Guerra Fiscal, alguns autores propuseram uma diviso de perodos que comeam com a criao do ICM e chegam at a atualidade.

d) No primeiro perodo, o Governo Central tirou dos Estados a competncia de instituir e aumentar alquotas dos impostos, e ficou estabelecido que couberiam tais atribuies somente ao Senado.

e) Pressionado pelas disputas inter-regionais, o Governo Federal interviu no incipiente mecanismo de concesso de incentivos, e, por meio de lei complementar, criou o CONFAZ.

TEXTOS.

101. Julgue os itens quanto ao emprego dos sinais de pontuao.

I. O desempenho da economia brasileira em 2001, foi aqum do necessrio para um aumento da renda mdia nacional.

II. No entanto, considerando-se os diversos constrangimentos, internos e externos que o pas precisou enfrentar ao longo de 2001, a expanso de 1,51% no Produto Interno Bruto (PIB) no foi um mau resultado, pois ao menos no se deu passos para trs.

III. Alguns desses constrangimentos esto superados. J no h mais racionamento de energia eltrica, por exemplo, e o Brasil poder crescer um pouco mais em 2002.

IV. Mas ainda ser preciso aIgum tempo para que a economia volte a se expandir aceleradamente de forma sustentada, sem criar novos gargalos que possam abortar o processo de recuperao logo adiante, num crculo vicioso.

Esto corretos apenas os itens:

a) I, II

b) II, III

c) II, IV

d) I, III

e) III, IV

TEXTO.

A compactao do tempo na sociedade tecnolgica no aceita a cronometragem tradicional e quase provoca uma simultaneidade. At o incio de nosso sculo, o homem acumulava riquezas. Hoje, o que se tem a acumulao de velocidade. Sem sair do lugar em que se encontra, uma pessoa pode estar, num timo, em toda parte.

102. Assinale a opo que completa a frase-sntese abaixo, mantendo a mesma linha de argumentao e a coerncia de idias do texto.

As modernas tecnologias dotaram o ser humano de _________________ e ________________.

a) ubiquao irremovibilidade

b) ubiqidade instantaneidade

c) ubiedade insipincia

d) onipresena intemperana

e) oniscincia intempestividade

TEXTO.

103. Indique o item que completa o texto a seguir, com correo gramatical e coerncia com a direo argumentativa e o conjunto das idias nele expressas.

O que as estatsticas mais recentes dos organismos internacionais revelam o alargamento da brecha entre ricos e pobres. As ___________ condies de competitividade ______________ um desejvel salto de qualidade no processo tecnolgico de desenvolvimento que permitisse recuperar terreno e acelerar o progresso nacional. Uma das reas essenciais a educao. O conhecimento a medida da diferena entre o progresso e a estagnao. ________________ despreparados para absorver os novos conceitos, para usar as novas tcnicas, para criar, na pesquisa, suas prprias respostas instrumentais s novas demandas, condenam-se contemplao esttica de um mundo que cada vez mais _____________________ .

a) necessrias impedem Quem estiver dele exigir

b) injustas impulsionam Dentre aqueles deles se apartar

c) desiguais desfavorecem Os que estiverem deles se afastar

d) des-humanas impelem Aqueles que estejam alijar a eles

e) inquas retardam Os brasileiros que tiverem lhe excluir dele

TEXTO.

Entre outros fatores favorveis melhoria do desempenho do Brasil na transio para o novo milnio, devem-se citar: a reduo da taxa de crescimento demogrfico, a maior racionalidade econmica resultante do abandono do dirigismo intervencionista pela economia de mercado, a melhoria de produtividade incentivada pela abertura internacional e a retomada de investimentos estrangeiros diretos, que comeou a atingir ndices expressivos a partir de 1996.

104. Em relao ao texto acima, assinale a opo incorreta.

a) A expresso melhoria pode ser substituda por com a melhoria sem prejuzo para a correo gramatical do perodo.

b) Ao se transformar a estrutura devem-se citar em passiva analtica, o particpio fica no masculino para concordar com fatores favorveis.

c) A palavra resultante pode ser substituda pela estrutura que resulta, mantendo a correo sinttica e as mesmas relaes semnticas.

TEXTO.

Chegamos a um ponto muito prximo da comunidade econmica eficaz, com seus desdobramentos sobre o quotidiano coletivo, e possvel que no nos encontremos longe de outros ideais comunitrios que as constituies preconizam, e que tm to longa histria: a integrao poltica, cultural e social. Se isso no fosse possvel ao longo de tanto tempo passado desde as projees bolivarianas, se nessa espera atravessamos um sculo e j outro bate nossa porta, h pelo menos uma convico generalizada no sentido de que os passos at agora dados so seguros, no havendo mais risco de retrocesso. E no h dvida de que o xito em empreendimentos econmicos comuns tem como pressuposto o cenrio poltico que o continente hoje apresenta.

105. Em relao aos elementos constituintes do texto acima, assinale a opo incorreta.

a) O verbo encontrar est no subjuntivo por exigncia da estrutura anterior possvel que, que confere ao perodo a idia de probabilidade e no de certeza.

b) A forma verbal preconizam est semanticamente relacionada s idias de recomendar, propugnar, estabelecer.

c) Mantm-se inalteradas as relaes temporais do texto ao se substituir a expresso Se isso no fosse possvel por Caso isso no seja possvel.

d) A palavra projees est sendo empregada no sentido de planos, projetos, conjecturas, prognsticos.

e) O emprego da expresso pelo menos refora a idia de que as duas consideraes anteriores iniciadas por se so negativas.

TEXTO.

A lei definiu no apenas as instituies financeiras propriamente ditas como tambm as que lhes so equiparadas e estendeu as suas disposies e disciplinas, no que fossem aplicveis, s bolsas de valores, companhias de seguros e de capitalizao, sociedades que efetuem distribuio de prmios imveis, mercadorias ou dinheiro, mediante sorteio e de ttulos de sua emisso ou por qualquer forma; e pessoas fsicas ou jurdicas que exeram, com habitualidade mnima, por conta prpria ou de terceiros, atividade relacionada com a compra e venda de aes e outros quaisquer ttulos, realizando, nos mercados financeiros e de capitais, operaes ou servios de natureza dos executados pelas instituies financeiras.

106. Assinale a opo que no d continuidade ao texto acima de forma coerente.

a) Temos tambm, alm das instituies financeiras propriamente ditas e das que lhes so equiparadas, outras instituies a que se aplicam as disposies e disciplinas da lei, embora no abrangidas por aquele conceito legal.

b) Essa coleta e essa intermediao por parte das instituies oficiais dizem respeito a recursos financeiros de terceiros, sendo que coletar significa arrecadar e intermediar significa repassar a outrem os recursos arrecadados.

c) A habitualidade mnima, de difcil conceituao, pois tem natureza essencialmente subjetiva, significa que a instituio financeira ou a entidade a ela equiparada precisa praticar qualquer dos atos que lhe so prprios por mais de uma vez.

d) A lei exige o carter pblico, ou seja, que a atividade da instituio financeira e das que lhe so equiparadas seja geral, divulgada, conhecida, no bastando que dela tenha conhecimento apenas determinada pessoa.

e) Lembremos ainda que o fim lucrativo inerente a qualquer espcie de aplicao feita por instituio financeira, ou por aquelas que lhe so equiparadas, pois justamente desse lucro que ela pagar a remunerao do dinheiro arrecadado de terceiros e arcar com suas despesas administrativas.

TEXTO.

Nenhum Pas pode estar obrigado(1) por um tratado que ainda no ratificou: no existe regra de direito internacional geral a dizer tal coisa(2), nem poderia a regra tpica, escrita no prprio tratado, criar(3) para o Estado negociador uma obrigao independente do ato ratificatrio(4) e anterior a este salvo no domnio do mero procedimento ou ainda a conta do(5) princpio da boa-f (assim o dever de no solapar, na expectativa de vigncia, os objetivos do tratado).

107. Assinale a opo correspondente a erro gramatical, no texto acima.

a) 1

b) 2

c) 3

d) 4

e) 5

TEXTO.

108. Escolha o conjunto de itens que preenche corretamente as lacunas do texto.

De braos abertos sobre a Guanabara e ______ mais de 700 metros de altura, ele est completando 70 anos, com o mesmo vigor _____ que o tornou conhecido em todo o mundo. Exaltado em prosa e verso, o Cristo Redentor o mais altaneiro, o mais ______________ e o mais democrtico smbolo do Rio de Janeiro: visto por todos e de quase todas as partes da cidade pelo menos _________ a especulao imobiliria no __________ muralhas de __________ para impedir sua viso.

a) / simblico / religioso / aonde / ergueu / arranhas-cus

b) h / arquitetnico / piedoso / onde / levantou / arranhas-cu

c) a / iconogrfico / fervoroso / aonde / construiu / arranha-cus

d) / austero / patritico / aonde / ergueu / arranhas-cus

e) a / simblico / conspcuo / onde / ergueu / arranha-cus

TEXTO.

Nas questes 109 e 110, marque a afirmao incorreta em relao ao texto seguinte.

A tica quixotesca est toda resumida naquele trecho da obra em que Dom Quixote confessa a Sancho no saber o que realizava custa de tantos trabalhos e de tantas penas. No se tratava, contudo, de decepo do utopista, pois essencial no confundir quixotismo com utopismo. Nosso heri no abandonou sua rotina acanhada de fidalgo manchego para fazer um mundo melhor; muito menos inspirava-o um projeto para o homem ou para a sociedade. Ele saiu em nome do ideal de emendar injustias e punir delitos cometidos contra os mais fracos, como mandava a tica cavalheiresca, no para impedir que, no futuro, eles voltassem a ser praticados. O utopista, em comum com o racionalista, tem sempre um programa muito preciso, e Dom Quixote tem um ideal, mas no tem projeto algum, o que algo eminentemente saudvel numa poca como a nossa, em que h demasiados projetos e poucos ideais.

a) O adjetivo "manchego" depreciativo e est relacionado situao de penria do heri.

b) Uma utopia pressupe um projeto que possa trazer benefcios a algum ou a algum grupo.

c) A tica quixotesca visava reparao de injustias.

d) A tica cavalheiresca hauria-se em um ideal difuso de defesa dos oprimidos.

e) Dom Quixote no tinha projeto, s tinha ideal.

a) "est toda resumida" pode ser substituda por resume-se toda.

b) A orao reduzida "no saber o que realizava custa de tantos trabalhos" pode ser substituda por orao desenvolvida iniciada pela conjuno integrante que, fazendo-se as adaptaes necessrias.

c) Em "No se tratava" o verbo impessoal.

d) Se suprimidas as vrgulas usadas no segundo perodo do texto prejudicam-se sua clareza, correo e legibilidade.

e) Em "inspirava-o" o pronome refere-se ao sintagma "mundo melhor", que o precede no enunciado.

TEXTO.

O conceito de instituio financeira adotado pela Lei n 7.492, de 16/6/1986, , de um lado, mais amplo e, de outro, mais restrito que o adotado pela Lei no 4.595/64. Na disciplina dessa ltima irrelevante a origem dos recursos, se prprios ou de terceiros, para a caracterizao da instituio financeira. J na lei penal, esses recursos so limitados aos de terceiros, o que a torna mais restrita que a outra. Por outro lado, ela mais ampla ao abranger as atividades de custdia, emisso, distribuio, negociao, intermediao ou administrao de valores mobilirios, enquanto que a Lei no 4.595/64 somente alude custdia de valor de propriedade de terceiros.

111. Assinale a opo em que a correspondncia entre os elementos lingsticos que formam a coeso do texto acima est incorreta.

a) dessa ltima = Lei n 4.595/64

b) lei penal = Lei n 7.492

c) a (antes de torna) = lei penal

d) a outra = Lei n 4.595/64

e) ela = Lei n 4.595/64

112. Assinale a opo que foi transcrita com a pontuao correta.

a) Ao criar o Conselho Monetrio Nacional e transformar, a ento, existente Superintendncia da Moeda e do Crdito no Banco Central do Brasil, a Lei n 4.595, de 31/12/1964, definiu instituio financeira.

b) Consideram-se instituies financeiras, para os efeitos da legislao em vigor as pessoas jurdicas pblicas ou privadas que tenham como atividade principal ou acessria a coleta, intermediao ou aplicao de recursos financeiros prprios ou de terceiros; em moeda nacional ou estrangeira e a custdia de valor de propriedade de terceiros.

c) Para os efeitos desta lei e da legislao em vigor, equiparam-se s instituies financeiras as pessoas fsicas que exeram qualquer das atividades referidas neste artigo, de forma permanente ou eventual.

d) Esse conceito amplo de instituio financeira, serve de sustentculo para alguns delitos constantes da Lei n 4.595/64, se bem que em nmero bastante restrito; concesso de emprstimos a diretores; quebra de sigilo; atuao sem autorizao do Banco Central.

e) , assim, de enorme amplitude a noo do que se deva entender, para os fins legais por instituio financeira.

TEXTO.

Leia o texto abaixo para responder s questes 113 e 114.

A economia brasileira, h alguns anos, apresentava fortes barreiras protecionistas, e controles cambiais provocavam a valorizao artificial do cmbio comercial, havendo gio expressivo no mercado livre. A realidade hoje outra. As barreiras tarifrias foram muito reduzidas, a taxa de cmbio flutuante e no h diferena significativa entre o mercado oficial e o paralelo. Os modelos economtricos disponveis, por menos precisos que sejam, so unnimes em apontar para uma desvalorizao do real acima do seu equilbrio de longo prazo, e no o contrrio. Logo, onde est o problema? Por que gastar escassos recursos pblicos pois no se faz poltica industrial sem eles para poupar divisas quando o mercado j est bem sinalizado nesta direo? Pode at haver outras razes para justificar a poltica proposta. Mas economia de divisas no uma delas.

113. Assinale a opo em que as duas expresses exercem a mesma funo sinttica no texto.

a) controles cambiais = fortes barreiras protecionistas

b) a valorizao artificial do cmbio comercial = A economia brasileira

c) h alguns anos = hoje

d) a taxa de cmbio = diferena significativa

e) escassos recursos pblicos = o mercado

114. Julgue as asseres abaixo e marque a opo correspondente.

I. Caso a expresso diferena significativa seja colocada no plural a forma verbal que a antecede deve ser obrigatoriamente flexionada.

II. Se o artigo em o paralelo for eliminado, prejudica-se a compreenso de que existe, antes de paralelo elipse da palavra mercado.

III. A expresso por menos precisos que sejam permite a inferncia de que o leitor pode considerar Os modelos economtricos pouco precisos.

IV. A grafia de Por que justifica-se por se tratar de conjuno explicativa.

V. O termo delas refere-se ao antecedente outras razes

A quantidade de item(ns) incorreto(s) :

a) 1

b) 2

c) 3

d) 4

e) 5

TEXTO.

Leia o texto para responder s questes 115 e 116.

O pas talvez esteja passando por perodos de descrena e desrespeito para com o patrimnio pblico, pois parece que a separao entre o bem comum e o bem privado deixa de existir ou pelo menos de ser respeitada. Essa descrena talvez seja resultado de um processo de dcadas de injustia social e de negao da identidade cidad. Uma nao constituda por pessoas que defendem e honram os seus direitos e deveres tem melhores condies de diminuir as injustias sociais, dentre elas as causadas pela corrupo, e aumentar o nvel de desenvolvimento e progresso. O desenvolvimento da Educao Fiscal torna-se primordial, pois permite informar os mecanismos de constituio do Estado, ao mesmo tempo em que torna o cidado ciente da importncia da sua contribuio, fazendo com que o pagamento de tributos seja entendido e visto como investimento para o bem comum. Com a informao, o indivduo pode se apropriar do poder de questionar e verificar a utilizao destes investimentos sociais.

115. Em relao s idias do texto, assinale a opo incorreta.

a) Os argumentos do texto defendem o poder da informao no exerccio da cidadania.

b) O respeito separao entre o bem comum e o bem privado necessrio para neutralizar a descrena.

c) Justia social, desenvolvimento e progresso esto relacionados defesa e respeito aos direitos e deveres de cada indivduo.

d) A injustia social e a negao da cidadania existentes h dcadas podem estar provocando descrena.

e) dispensvel, para que os tributos sejam considerados investimentos para o bem comum, um processo de esclarecimento ao cidado.

116. Em relao s estruturas do texto, assinale a opo incorreta.

a) A incerteza em relao s afirmaes do primeiro pargrafo reforada pelas expresses: talvez e parece.

b) A expresso para com o corresponde semanticamente a em relao ao.

c) A forma verbal tem est no singular para concordar com Uma nao.

d) Pode-se substituir fazendo com que por permitindo que, sem prejuzo para a correo gramatical do perodo.

e) A expresso torna-se primordial corresponde gramaticalmente e semanticamente a foi tornada primordial.

TEXTO.

O Governo est investigando todos os contratos de dvida externa de cerca de 8 mil empresas que tiveram seus dbitos considerados pagos pelo Banco Central. Os tcnicos querem saber se os dbitos foram realmente liquidados ou repactuados. Algumas dessas operaes podem ter sido contabilizadas de modo irregular __________________menos imposto.

117. Assinale o trecho que, ao ser inserido na lacuna, torna o perodo gramaticalmente incorreto.

a) para que se permitisse s empresas pagarem

b) para que s empresas fosse permitido pagar

c) de forma que as empresas pagassem

d) para permitirem as empresas pagarem

e) para permitir que as empresas pagassem

118. No que se refere estrutura gramatical do texto, assinale a opo correta.

a) Desde setembro, o Banco Central passou a considerar pagos todos os vencimentos de dvida externa de empresas privadas depois de decorridos 120 dias, mesmo sem ter recebido comunicao oficial das companhias.

b) Alm disso, em agosto o BC passou a considerar investimento direto, e no dvida, os emprstimos concedidos por multinacionais suas filiais no Brasil.

c) Os dois procedimentos, que seguem padres do Fundo Monetrio Internacional, reduziram h cerca de US$ 30 bilhes o montante total da dvida externa brasileira.

d) A preocupao dos tcnicos est voltada para os emprstimos com mais de 15 anos de prazo e os lanamentos de papis com prazo superior h oito anos.

e) Pela legislao vigente, as remessas de recursos ao exterior para o pagamento de juros dessa forma de operao no sofre a incidncia do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF).

TEXTO.

Leia o texto abaixo para responder s questes 119 e 120.

Mesmo sem ser includo entre os pases cujo desenvolvimento a convite foi fortemente apoiado por motivos geopolticos pelo governo americano, o Brasil transformou-se no laboratrio de uma estratgia associada pblica e privada de industrializao que contemplou todos os segmentos do capitalismo central. No se pode esquecer que, depois da vitria da Revoluo Chinesa e da Guerra da Coria, e do incio da descolonizao asitica, o desenvolvimentismo se transformou na resposta capitalista tolerada pelos liberais ao projeto socialista para os pases subdesenvolvidos. Esse foi um fator decisivo para que o projeto de industrializao e o intervencionismo estatal do novo modelo econmico contassem com o apoio de quase todos os segmentos da classe dominante brasileira e de suas elites polticas regionais. Quando essas facilidades se estreitaram, com o fim do padrodlar e a crise econmica mundial dos anos 70, e quando a poltica econmica internacional dos Estados Unidos e a geoeconomia dos pases centrais mudaram, com a restaurao liberalconservadora dos anos 80, o consenso e a coalizo desenvolvimentista se desfizeram.

119. Em relao ao texto, assinale a opo em que a substituio sugerida gramaticalmente incorreta.

a) Mesmo sem por Apesar de no.

b) transformou-se por foi transformado.

c) se transformou por transformou-se.

d) contassem por contasse.

120. Em relao s idias e estrututra do texto, assinale a opo correta.

a) A expresso o consenso e a coalizo desenvolvimentista se desfizeram a orao principal e poderia ser deslocada para o incio do perodo a que pertence.

b) O Brasil foi laboratrio de uma experincia de industrializao porque foi convidado pelo governo americano.

c) Houve uma motivao geopoltica para que o governo brasileiro recusasse a industrializao americana.

d) O desenvolvimentismo foi a resposta liberal ao capitalismo subdesenvolvido.

e) O projeto socialista dos pases subdesenvolvidos foi o modelo econmico de industrializao apoiado pelas elites regionais.

TEXTOS.

121. Numere os trechos, observando a ordem em que devem aparecer para constiturem um texto coeso e coerente, e assinale a resposta correta.

( ) Em decorrncia dessa atitude de desdm, de rejeio, no ter aparelho televisor, no assistir televiso so marcas de distino intelectual.

( ) Ela a principal difusora de informaes, entretenimento, modismos, comportamentos, valores.

( ) A popularidade da televiso torna-a suspeita aos olhos dos bem pensantes.

( ) Poucos negariam que a influncia da televiso, nas sociedades contemporneas, gigantesca.

( ) Mas a ateno dos acadmicos inversamente proporcional fora dessa difuso. Uma palavra suficiente para entender tal fenmeno: preconceito.

(Itens adaptados de Lus Felipe Miguel, Cegueira intelectual, Caderno Pensar, Correio Braziliense, 22/07/2001).

a) 2, 4, 3, 5, 1

b) 5, 2, 4, 1, 3

c) 3, 1, 2, 4, 5

d) 4, 3, 2, 1, 5

e) 4, 5, 1, 3, 2

122. Marque a palavra que pode substituir, no contexto, a palavra sublinhada, preservando o sentido do enunciado.

O lanamento do imposto pode ser diferido nas operaes ou prestaes com os produtos e servios nominados no art. 44, I, na forma do Regulamento.

a) deferido

b) indeferido

c) antecipado

d) retardado

e) anulado

TEXTO.

Leia o texto abaixo e, nas questes 123 e 124, assinale a opo incorreta.

A competncia tributria do Estado do Mato Grosso do Sul, disciplinada por este Cdigo, compreende: I- impostos sobre operaes relativas circulao de mercadorias e sobre prestao de servios de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicao, ainda que as operaes e as prestaes se iniciem no exterior;

II- taxas, em razo do exerccio de polcia ou pela utilizao, efetiva ou potencial, de servios pblicos especficos e divisveis, prestados ao contribuinte ou postos sua disposio;

III- contribuio de melhoria, decorrente de obras pblicas;

IV- contribuio, cobrada dos servidores estaduais, para o custeio, em benefcio destes, do sistema de previdncia e assistncia social.

Pargrafo nico. Para conferir efetividade aos objetivos de pessoalidade dos impostos e da sua graduao segundo a capacidade econmica do contribuinte, fica facultado Administrao Tributria, sempre que possvel e respeitados os direitos individuais e as prescries deste Cdigo, identificar o patrimnio, os rendimentos e as atividades do sujeito passivo da obrigao.

a) A segunda preposio sobre, no inciso I, pode ser substituda por .

b) Todos os sinais indicadores de crase empregados no texto so de uso obrigatrio.

c) No inciso II, em razo do pode ser substitudo corretamente por em virtude de.

d) A prclise do pronome tono no inciso I prefervel nclise.

e) A vrgula em III separa expresso de natureza explicativa.

a) O adjetivo divisveis, no inciso II, refere-se explicitamente diviso dos tributos entre Municpio, Estado e Unio.

b) No inciso IV, pode-se, corretamente, substituir dos por aos.

c) No inciso IV, do sistema de previdncia e assistncia social complemento nominal de custeio.

d) Se o sintagma as prescries deste Cdigo ocorresse imediatamente antes de os direitos individuais, no pargrafo nico, seria correto empregar-se ali respeitadas em vez de respeitados.

e) No pargrafo nico do inciso IV, sujeito passivo da obrigao refere-se a contribuinte.

TEXTO.

Leia o texto abaixo para responder s questes 125 e 126.

Antigamente, falava-se em reformismo ou socialismo, termos que, embora no isentos de ambivalncia, indicavam a inteno bsica de corrigir desequilbrios na repartio do poder poltico ou econmico em favor dos mais dbeis. Modernizao, ao contrrio, evocaria em certas condies o que foi descrito por intrpretes da evoluo histrica brasileira como "modernizao conservadora". um processo, em certos casos ambicioso, de alterao poltica, chegando mesmo s vezes mudana de regime a Independncia, a Proclamao da Repblica, a Revoluo de 30 , mas sem tocar em profundidade nas estruturas sociais e econmicas. Dirigentes antigos so substitudos por "modernos", esses dispem-se at a cooptar membros da velha classe dirigente a exemplo dos conselheiros do Imprio, Rodrigues Alves e Afonso Pena, elevados a presidentes da Repblica , mas no h transformaes para valer nas posies respectivas de dominadores e dominados em termos de poder ou de riqueza.

125. De acordo com o texto assinale a opo correta.

a) Tanto reformismo como socialismo propunham distribuio desequilibrada do poder poltico.

b) Reformismo e socialismo so termos mais exatos e precisos, que no oferecem margem de interpretao dbia.

c) A modernizao conservadora prope avanos significativos sempre dentro do mesmo regime.

d) As transformaes profundas das estruturas sociais e econmicas somente podem ocorrer no quadro proposto pelos modernos.

e) A Modernizao pode produzir profundas alteraes polticas, mas no altera a assimetria das relaes, seja no poder seja na distribuio da riqueza.

126. Em relao s estruturas do texto, assinale a opo incorreta.

a) Em falava-se o se indica indeterminao do sujeito.

b) A palavra dbeis est sendo utilizada no sentido de fisicamente fracos, doentes.

c) Em todas as ocorrncias de travesses, a substituio por parnteses estaria correta.

d) A palavra cooptar significa atrair possveis adversrios para seus objetivos, at mesmo, ignorando os procedimentos de praxe.

e) Confere-se ao texto mais formalidade ao substituir a expresso para valer por reais e significativas.

TEXTOS.

Nas questes 127 e 128, assinale a opo que corresponde a erro gramatical, ortogrfico ou relativo propriedade vocabular no texto.

127. Planos e metas no devem ser estabelecidos para serem(1) esquecidos, pois so dinmicos e exigem aperfeioamentos e mudanas contnuos(2). Um grande nmero de empresrios j reconhece(3) que investimentos em qualidade produzem resultados extremamente positivos; no fazer nada que custa caro, de tal modo que os prejuzos causados pela imagem de uma empresa associada em(4) m qualidade podem ser(5) incalculveis. No entanto, apenas 6% das empresas mantinham em 1997 contabilidade de custos da qualidade de forma sistemtica.

a) 1

b) 2

c) 3

d) 4

e) 5

128. A economia mundial passa por processos de globalizao e pela liberalizao dos mercados, as quais(1) exigem o crescimento e a modernizao da indstria e da prestao de servios, com base(2) no s na inovao e incorporao de novas tecnologias, mas(3) na capacidade gerencial das empresas, que(4) devem promover a competio de forma agressiva e em(5) crescentes nveis de qualidade e produtividade.

a) 1

b) 2

c) 3

d) 4

e) 5

TEXTO.

Para responder s questes de nmeros 129 e 130, leia o quadrinho abaixo.

Contos de fadas O Prncipe Sapo. ...ento,depois que se casaram, o prncipe pouco a pouco virou sapo

de novo...

129. De acordo com o texto, pode-se concluir que o autor faz crtica:

(A) s mes que contam histrias para suas filhas, por atrapalharem o sono das mesmas.

(B) s crianas que no dormem cedo, por falta de atividade durante o dia.

(C) s mes que deixam os filhos com a av, porque trabalham fora.

(D) aos finais das histrias infantis, por serem distantes da realidade feminina.

(E) falta de leitura na sociedade moderna, porque livros so caros.

130. Procedendo substituio da expresso depois que por assim que, os verbos do perodo devero ser alterados para:

(A) casariam, vira.

(B) casassem, viraria.

(C) casem, viram.

(D) casaram, virasse.

(E) casaro, vira.

TEXTO.

A capital de Roraima cresceu s margens do rio Branco. O marco da cidade a esttua de um garimpeiro e sua bateia, erguida na praa central. Entre os polticos e comerciantes locais, a grande preocupao lidar com os 70% de rea protegida do estado, terra indgena ou reserva ecolgica, segundo eles, o maior entrave para desenvolver a regio. Mas, at recentemente, Boa Vista sequer contava com energia eltrica regular, que era produzida por gerador a dsel.

Com relao acentuao de palavras e sintaxe do texto, assinale a opo correta.

A. A mesma regra determina os acentos presentes nas palavras s e .

B. Seria correto substituir a expresso O marco da cidade, por Cujo o marco.

C. A mesma regra determina a acentuao das palavras polticos, indgena e ecolgica.

D. As expresses a regio, e energia eltrica regular, so, respectivamente, objeto indireto e objeto direto.

E. No haver prejuzo sintaxe do texto, caso se substitua o vocbulo contava pela palavra proporcionava.

No texto haver prejuzo sua compreenso ou sua sintaxe, caso se substitua:

A. erguida por erigida.

B. lidar por esforar-se.

C. segundo por de acordo com.

D. entrave por impedimento.

E. sequer por nem ao menos.

TEXTO.

Falar de boca cheia no mais falta de educao Todo mundo concorda que educao bsico. O que muita gente no sabe que uma alimentao inadequada na primeira infncia compromete qualquer projeto de educao no futuro. A Ao Criana atua em vrios estados, garantindo alimentao para milhares de crianas, de zero a sete anos, a partir da gestao. uma entidade sem fins lucrativos, apoiada pela Organizao das Naes Unidas para a Educao, a Cincia e a Cultura (UNESCO). Ajude a alimentar o futuro desde j. Colabore com a Ao Criana.

O texto deixa claro que:

A. houve um tempo em que falar de boca cheia era considerado falta de educao.

B. o bsico, em educao, que ela seja estendida a todos os cantos do pas.

C. a alimentao, a sade dentria e a educao so fatores essenciais para as crianas do mundo inteiro.

D. a nica preocupao do Programa Ao Criana o futuro, j que ao passado no se retorna.

E. todo o cidado cuja me teve acompanhamento pr-natal tem o futuro garantido.

Assinale a opo que, embora desenvolva o assunto do texto, est incorreta quanto s normas gramaticais.

A. H crianas que tm o seu futuro educacional ameaado devido alimentao inadequada na infncia.

B. Existe postos da Ao Criana em vrios estados brasileiros, cujas capitais do alimentos milhares de crianas.

C. H preocupao maior com a nutrio infantil na faixa etria que vai de zero a sete anos, porque nesse perodo o corpo e a mente esto se formando.

D. A Ao Criana, entidade sem fins lucrativos, recebe apoio da UNESCO, com a finalidade de suprir carncias alimentares infantis.

E. A Ao Criana visa conscientizao popular a respeito da necessidade de complementao alimentar das crianas muito pobres.

TEXTO.

Eu sei que o mundo redondo, mas para mim chato, mas Ronaldo s sabe que o mundo redondo, para ele no parece chato. Porque eu estive em muitos pases e vi que l o cu tambm em cima, por isso o mundo parecia todo reto para mim. Mas Ronaldo nunca saiu do Brasil e pode pensar que s aqui que o cu l em cima, que nos outros lugares embaixo ou de lado, e ele pode pensar que o mundo s chato no Brasil, que nos outros lugares que ele no viu vai redondando. Quando dizem para ele s acreditar, para ele nada precisa parecer.

135. Infere-se do texto que:

(A) o mundo, para Ronaldo, um globo, pois sabe que ele se arredonda em outros pases, embora no os conhea.

(B) dizem que o mundo redondo, o que Ronaldo poder comprovar com sua prpria observao no dia em que puder viajar.

(C) Ronaldo s acredita naquilo que v; por esse motivo, aceita normalmente a idia de que o mundo

redondo.

(D) como nunca saiu do Brasil, Ronaldo s v o mundo como uma planura, o que o deixa atrapalhado para acreditar que o mundo redondo.

(E) se Ronaldo viajasse, constataria que o mundo parece plano em toda parte, o que lhe dificultaria aceitar a idia de que o mundo redondo.

136. De acordo com o texto, o locutor, em seu monlogo:

(A) afirma que seria muito melhor se as coisas fossem aquilo que elas parecem ser.

(B) deixa-se enganar pelo lado exterior das coisas, pois elas apresentam uma face que realmente no a sua.

(C) acredita que ser mais importante do que parecer, o que o leva a desconfiar daquilo que as coisas parecem ser.

(D) questiona a disparidade existente entre aquilo que as coisas so e aquilo que elas parecem ser.

(E) s acredita no que lhe dizem quando pode comprovar um fato com os dados de sua experincia pessoal.

TEXTO.

Tanto quanto produzir originalmente, traduzir , contempornea e futuramente, uma das condies da criao de "um mundo s" - na certeza de que a ignorncia das realidades alheias dupla fonte de mal, pela subestimao das realidades alheias e pela supervalorizao, por vezes agressiva, das realidades prprias. A conscincia plena da diversidade parece dar maior fora convico profunda da unidade humana sem preconceitos de falsos valores raciais, ticos, morais, culturais, materiais e at mesmo tecnolgicos; tanto verdade que, neste particular, em que a complexidade e diviso dos instrumentos de ao parecem dar uma medida do progresso, mesmo dos povos ditos atrasados, h formas e estruturas sociais que podem dar lies de eficcia aos povos ditos avanados.

137. De acordo com o texto:

(A) a civilizao contempornea no tem o direito de ser pretensiosa, j que nela existem ainda povos primitivos, de cultura rudimentar.

(B) a aldeia global vai sendo estabelecida medida que os escritores de cada pas encontram tradutores eficientes para melhorar suas obras.

(C) o desconhecimento de outras culturas leva ao isolamento e mediocrizao das obras literrias de um povo.

(D) a possibilidade de conhecimento das obras escritas de outros povos um fator que permite ultrapassar barreiras culturais.

(E) os preconceitos contra povos mais atrasados so rompidos quando eles tm obras escritas passveis

de traduo.

138. Infere-se do mesmo texto que:

(A) a civilizao de um povo deve ser avaliada pelo seu progresso tecnolgico.

(B) no se pode discriminar um povo por causa do nvel pouco avanado do seu estgio cultural.

(C) no existem mais, no mundo atual, povos ditos avanados e outros ditos atrasados.

(D) h instrumentos precisos para avaliar o grau de desenvolvimento de um povo, seja ele avanado ou

atrasado.

(E) o progresso de um povo est diretamente associado ao seu grau de civilizao.

TEXTO.

A iluso de uma verdade puramente exterior, existindo a priori e sem a participao do indivduo na sua realidade intrnseca, entrou a dominar a literatura europia (...). A imaginao perdeu seu poder temporal e suas prerrogativas absolutas; as construes que no tinham por base documento principiavam a vacilar, e a observao limitou o terreno da fantasia, nivelou-lhe a superfcie irregular, marcou-lhe as dimenses e determinou-lhe os confins, reduzindo-o a uma poro insignificante e quase desprezvel.

139. Marque a opo em que as duas palavras do texto NO podem ser includas na mesma regra de acentuao, embora o acento grfico de ambas incida na mesma slaba tnica.

a) intrnseca e sculo

b) superfcie e indivduo

c) intrnseca e desprezvel

d) desprezvel e superfcie

140. As palavras exterior e intrnseca, presentes no texto, apresentam, em sua estrutura mrfica, prefixos latinos que indicam circunstncias opostas. De posse desse dado, assinale o par de palavras que contm, respectivamente, prefixos gregos correspondentes aos latinos mencionados.

a) exonerar e incrustar

b) xodo e endoscpio

c) exgeno e hipertrofia

d) emigrante e imigrante

TEXTO.

Questes 141 e 142.

H duas instncias em que existem riscos significativos de aumento da desigualdade entre pases ricos e pases em desenvolvimento: a infra-estrutura de tecnologia de informao e de comunicao (cabeamento, satlites etc.) e a universalizao do acesso a essa infra-estrutura (polticas de conexo para populaes de baixa renda, regulao de tarifas). Para os especialistas, no entanto, nessas duas instncias o diagnstico e as polticas (pblicas e empresariais) so relativamente claros e at fceis de executar. Mas o grande desafio a rea em que se encontram as maiores perspectivas de rentabilidade:contedo. nesse campo que os pases em desenvolvimento deveriam demonstrar mais agilidade para colocar o Estado a seu favor. Por isso, alguns dos principais atores nos mercados brasileiros de telecomunicaes atravessam um perodo de grande agitao.

141. O texto estabelece algumas subdivises para conceitos mais abrangentes. Assinale a opo em que os dois tpicos no representam subdivises do conceito mencionado, destacado em negrito.

A. instncias de desigualdade:

infra-estrutura de tecnologia de informao e comunicao;

universalizao do acesso a essa infra-estrutura.

B. infra-estrutura de tecnologia:

de informao;

de comunicao.

C. universalizao do acesso infra-estrutura:

polticas de conexo para populaes de baixa renda;

regulao de tarifas.

D. infra-estrutura de comunicao:

diagnstico;

polticas.

E. polticas:

pblicas;

empresariais.

142. Cada uma das opes abaixo apresenta uma proposta de substituio de expresses no texto. Assinale aquela em que a substituio proposta provocaria erro de concordncia, independentemente das alteraes de sentido provocadas no texto.

A. existem riscos significativos por existe risco significativo

B. as polticas (...) so por a poltica (...)

C. encontram as maiores perspectivas por encontra a maior perspectiva

D. os pases (...) deveriam por todo pas (...) deveria

E. alguns dos principais atores (...) atravessam por o principal ator (...) atravessa

TEXTO.

Questes 143 e 144.

Ao abrir o anexo de um e-mail, voc verifica imediatamente que est vendo informaes que no poderiam ter chegado aos seus olhos. Uma tabela de preos que deveria estar em branco aparece com os dados confidenciais de um competidor, que, na concorrncia pblica em que voc est trabalhando, parceiro e subcontratado de sua empresa. Cenas como essa passaram a ser normais no cotidiano das empresas na era da tecnologia e, medida que a Internet abrange cada vez mais processos e transaes, a tecnologia da informao e as pessoas que a administram estaro cada vez mais frente das decises que tenham implicaes ticas. O debate sobre tica nos negcios no novo, mas o que novo, sem dvida, o papel central que a tecnologia da informao passa a ter em algumas das mais importantes questes relativas ao tema: privacidade, propriedade de dados e integridade das parcerias.

143. Assinale a opo em que, no texto, o emprego singular ou plural da expresso na coluna da esquerda deve-se ao nmero (plural ou singular) da expresso correspondente na coluna da direita.

A. est trabalhando / competidor

B. administram / pessoas

C. estaro / transaes

D. tenham / empresas

E. passa a ter / papel central

144. Cada uma das opes que se segue apresenta uma proposta de alterao no texto. Assinale aquela em que a alterao proposta desrespeita as idias do texto ou provoca incorreo gramatical.

A. Substituir Ao abrir por Abrindo.

B. Substituir aos seus olhos por a seus olhos.

C. Inserir vrgulas isolando a orao que deveria estar em branco

D. Suprimir a preposio na expresso em que

E. Suprimir a conjuno em mas o que

TEXTO.

Leia atentamente o texto abaixo para responder s questes 145 e 146, e assinale a alternativa correta.

LETRA PARA UMA VALSA ROMNTICA.

A tarde agoniza

Ao santo acalanto

Da noturna brisa.

E eu, que tambm morro,

Morro sem consolo,

Se no vens, Elisa!

Ai nem te humaniza

O pranto que tanto

Nas faces desliza

Do amante que pede

Suplicantemente

Teu amor, Elisa!

Ri, desdenha, pisa!

Meu canto, no entanto,

Mais te diviniza,

Mulher diferente,

To indiferente,

Desumana Elisa!

145. Segundo o poema:

A. Elisa no se humaniza porque divinizada pelo eu-lrico.

B. A ordem direta dos versos 8, 9 e 10 seria: Nas faces do amante o pranto que tanto desliza.

C. h apenas dois adjetivos referentes a Elisa.

D. Elisa, ante a splica do eu-lrico, reage com menosprezo.

E. No quarto verso da primeira estrofe (E eu, que tambm morro,), o vocbulo tambm se justifica pela afirmao do primeiro verso.

146. Quanto ao poema anterior, pode-se afirmar que:

A. apresenta a funo potica da linguagem porque exprime sentimentos e emoes individuais atravs do emprego da primeira pessoa do singular (eu, morro, meu).

B. O dcimo terceiro verso (Ri, desdenha, pisa!) caracteriza-se pelo emprego da funo ftica da linguagem.

C. O eu-lrico o poeta Manuel Bandeira.

D. A aceitao da superioridade da mulher, bem como a postura de submisso do eu-lrico ante a mulher amada justifica o adjetivo romntica do ttulo.

E. O poema narrado em primeira pessoa (narrador-personagem), predominando uma viso objetiva do sentimento amoroso.

TEXTO.

ESPRITO DE COORDENAO.

Um chefe no tem s superiores e subordinados. Em um organismo, qualquer que seja o seu desenvolvimento, h iguais que, segundo as profisses, se apelidaro entre si de colegas ou de confrades. Encarregados de um servio ou de uma tarefa anloga, contribuem, cada um de sua forma, para o bem do conjunto. A dificuldade est em conseguir de todos o esforo de uma boa coordenao, porque cada um, preocupado com a sua tarefa prpria, tem a tentao de a realizar por si prprio sem

querer ter em conta a marcha dos outros. Da podem resultar obstculos gravemente nocivos para todos e, em particular, para a eficincia do ideal comum. Verifica-se isso em todas as formas da atividade humana. No plano militar, a falta de integrao das diferentes armas e, na mesma arma, entre as diferentes unidades, pequenas ou grandes, uma das causas infalveis da derrota. Em uma oficina, se existir separao estanque entre os servios centrais, a produo e a expedio, corre-se o risco de aparecer o congestionamento, de se multiplicarem os atrasos e de sobrevir o descontentamento da clientela. No setor escolar, quando os diferentes professores de um curso no se entendem para criteriosamente combinar os exerccios a que devem sujeitar os seus alunos, estes acabam por no saber para onde se voltar e por atamancarem tudo. Na verdade, o problema da coordenao nem sempre fcil de resolver. Cada qual, com efeito, tem a tendncia para no ver seno o seu campo e para julgar que o seu setor o mais importante de todos. Por outro lado, quanto mais os chefes possurem personalidades fortes, mais se sentiro inclinados a minimizar o trabalho dos seus colegas. Da a ignor-lo no vai um passo, mas no verdade que, na prtica, eles saltam por cima? Isto exige um esforo de convivncia com os vizinhos, para manter um alinhamento com eles, para sincronizar ou, ao menos, para harmonizar os seus movimentos com os deles. Nessa altura, necessrio um esprito de sntese que, para alm dos interesses imediatos do servio, mantenha em vista o interesse superior do conjunto. por isso que so necessrias as gotas de leo da compreenso mtua e da cordialidade para que todos os carretos da engrenagem se movam uns nos outros com suavidade e sem perigo de engriparem.

147. O texto afirma que:

A. O problema da coordenao de uma equipe no de fcil soluo, pois exige um esforo no sentido da convivncia harmnica com os colegas e os subordinados.

B. Todas as organizaes civis e militares funcionam da mesma maneira: com subordinados, coordenados e autnomos.

C. O orgulho, a desmedida e o exerccio de autoridade so os principais empecilhos ao desenvolvimento de qualquer empresa.

D. A principal exigncia para que um bom chefe obtenha xito o esprito de sntese, que deve transcender os interesses imediatos do servio.

E. As gerncias de empresas particulares devem seguir o exemplo das empresas pblicas, principalmente as de natureza militar e escolar.

148. Quanto ao sentido das palavras no texto, julgue os seguintes itens.

I. superiores e subordinados tm sentidos opostos, mas no so termos antagnicos.

II. colegas e confrades, como apresentados no texto, so termos sinnimos.

III. anloga, por significar semelhante, admite, no contexto, a substituio por parecida.

IV. nocivos e eficincia admitem a substituio, respectivamente, por doloso e eficaz.

V. diferentes, em qualquer das duas ocorrncias, admite a troca por distintos, dessemelhantes ou dspares.

VI. trabalho e esforo, por serem sinnimos, podem ser intercambiados.

VII. engriparem est empregada denotativamente, no sentido de enguiarem.

A quantidade de itens certos igual a:

A. 3

B. 4

C. 5

D. 6

E. 7

TEXTO.

Leia o texto para responder s questes 149 e 150.

0 ano 2000 chegou com mudanas surpreendentes: avano espetacular da Internet, fuses e incorporaes a rodo, globalizao e queda de mitos.

0 que se convencionou chamar de Velha Economia, contudo, no se evaporou no espao. A humanidade vai entrar no novo milnio movida ainda a petrIeo e a energia eltrica e continua consumindo o po de cada dia que a velha e estressada terra produz. Ser possvel crescer nesse novo ambiente de instabilidade?

0 erro no ver que o velho e o novo continuaro convivendo por geraes, at que se estabeleam, provavelmente na segunda metade do sculo XXI, padres inteiramente novos de comportamento empresarial e individual.

Nesse contexto que se deve localizar o desafio do crescimento do Brasil. Um contexto que no envolve apenas nmeros redondos sobre o crescimento industrial, a taxa de desemprego ou o barulho provocado pela m distribuio das propriedades no campo.

149. Em relao ao texto, assinale a opo incorreta.

a) O sinal de dois pontos pode ser substitudo por vrgula e o perodo permanece correto.

b) Em O que se convencionou... O pode ser substitudo por Aquilo, sem prejuzo para a correo gramatical.

c) A prclise do se ocorre indicada pela presena do que e do no, respectivamente.

d) O uso de vrgula aps po de cada dia transforma a orao que se segue em restritiva.

e) A forma verbal continuaro admite a substituio por vo continuar, sem alterao do significado.

150. Assinale a opo que apresenta uma informao incorreta.

a) A expresso at que pode ser substituda por at quando, sem prejuzo para a correo do perodo.

b) A unio dos dois ltimos perodos do texto pode ser a transformao ...Brasil, ou seja, um contexto...

c) A estrutura se estabeleam admite substituio por seriam estabelecidos e o texto permanece correto.

TEXTO.

Leia o excerto abaixo tendo como referncia a leitura de So Bernado.

Por que que sua sobrinha no procura marido?

(D. Glria) Melindrou-se:

Minha sobrinha no feijo bichado para se andar oferecendo.

Nem eu digo isso, minha senhora. Deus me livre. um conselho de amigo. Garantir o futuro...

151. Sobre esse excerto so feitas as seguintes afirmaes:

I - Os travesses marcam a mudana de interlocutor no dilogo, e o ponto de interrogao expressa o tom irnico e provocador tpico de Paulo Honrio.

II - Os dois-pontos anunciam a entrada do interlocutor, e a vrgula isola o aposto.

III - As reticncias expressam a interrupo da fala nervosa e desconexa do interlocutor.

IV - A vrgula aps isso isola o vocativo, e os travesses podem ser substitudos por aspas.

Est(o) correta(s) a(s) afirmativa(s):

a) I, II e III.

b) I, III e IV.

c) II apenas.

d) IV apenas.

152. Observando a regncia dos verbos, assinale a alternativa em que o emprego do pronome oblquo est em desacordo com a norma padro da lngua.

a) Azevedo Gondim chamou-lhe patriota.

b) Senti-me obrigado a informar-lhe o ocorrido.

c) O poltico pediu-me as fotografias, observou-as e, ao se retirar, pagou-mas.

d) No queria presenciar a decadncia de So Bernardo, assistir-lhe seria demasiado penoso.

TEXTO.

E dizendo isso abraou-me com tal
1

mpeto, que no pude evit-lo. Separamo-nos
2

finalmente, eu a passo largo, com a camisa
amarrotada do abrao; enfadado e triste. J
no dominava em mim a parte simptica da
sensao, mas a outra. Quisera ver-lhe a
misria digna, contudo, no pude deixar de
comparar outra vez o homem de agora com o
de outrora, entristecer-me e encarar o abismo
que separa as esperanas de um tempo da
3

realidade de outro tempo...

153. Assinale, entre os fechos seguintes, o que sintetiza o captulo O abrao, de Memrias pstumas de Brs Cubas, vindo a completar com coerncia e adequao o episdio acima envolvendo Brs Cubas e Quincas Borba.

a) Ora adeus! Vamos jantar, disse comigo.

Meto a mo no colete e no acho o relgio. ltima desiluso! O Borba furtara-mo...

b) Tirei a carteira, escolhi uma nota de cinco mil-ris, a menos limpa, e
dei-lha. Ele recebeu-ma com os olhos cintilantes de cobia. Levantou a nota ao ar, e agitou-a entusiasmado.

In hoc signo vinces! bradou.

c) Procure-me, disse eu, poderei arranjar-lhe alguma coisa.

Um sorriso magnfico lhe abriu os lbios. No o primeiro que me promete alguma coisa, replicou, e no sei se ser o ltimo que no me far nada.

d) Cuidei que o pobre diabo estivesse doido, e ia afastar-me, quando ele me pegou no pulso, e olhou alguns instantes para o brilhante que eu trazia no dedo. Senti-lhe na mo uns estremees de cobia, uns pruridos de posse.

Magnfico! disse ele.

154. Sobre as oraes subordinadas sublinhadas, correto afirmar que:

a) 1, 2 e 3 so adverbiais.

b) 2 adverbial consecutiva.

c) 2 e 3 so adjetivas restritivas.

d) 3 adjetiva restritiva com pronome relativo em funo de objeto direto.

TEXTO.

Custou-lhe muito a aceitar a casa; farejara a inteno, e doa-lhe o ofcio; mas afinal cedeu. Creio que chorava, a princpio, tinha nojo de si mesma.

155. Transpondo o verbo custar para a primeira pessoa do singular, considerando a norma culta da lngua, ter-se-:

a) Custei muito aceitar a casa ...

b) Custou-me muito aceitar a casa ...

c) Custei-me muito a aceitar a casa ...

d) Me custou muito a aceitar a casa ...

156. A forma farejara exprime um processo:

a) em curso ou prolongado, equivalendo a tendo/havendo farejado.

b) que ocorreu antes de outro processo e corresponde a tinha/havia farejado.

c) concludo e localizado num momento ou perodo definido do passado, equivalendo a tem/h farejado.

d) que estava em desenvolvimento quando da ocorrncia de outro, equivalendo a teria/haveria farejado.

TEXTO.

Um operrio desenrola o arame, o outro o endireita, um terceiro corta, um quarto o afia nas pontas para a colocao da cabea do alfinete; para fazer a cabea do alfinete requerem-se 3 ou 4 operaes diferentes.

157. A respeito do texto so feitas as seguintes afirmaes:

I - Ambos retratam a intensa diviso do trabalho, qual so submetidos os operrios.

II - O texto refere-se produo informatizada, e o quadrinho, produo artesanal.

III - Ambos contm a idia de que o produto da atividade industrial no depende do conhecimento de todo o processo por parte do operrio.

Dentre essas afirmaes, apenas:

a) I est correta.

b) II est correta.

c) III est correta.

d) I e II esto corretas.

e) I e III esto corretas.

158. Os provrbios constituem um produto da sabedoria popular e, em geral, pretendem transmitir um ensinamento. A alternativa em que os dois provrbios remetem a ensinamentos semelhantes :

(A) "Quem diz o que quer, ouve o que no quer" e "Quem ama o feio, bonito lhe parece".

(B) "Devagar se vai ao longe" e "De gro em gro, a galinha enche o papo".

(C) "Mais vale um pssaro na mo do que dois voando" e "No se deve atirar prolas aos porcos".

(D) "Quem casa quer casa" e "Santo de casa no faz milagre".

(E) "Quem com ferro fere, com ferro ser ferido" e "Casa de ferreiro, espeto de pau".

TEXTO.

"Eu considerei a glria de um pavo ostentando o esplendor de suas cores; um luxo imperial. Mas andei lendo livros, e descobri que aquelas cores todas no existem na pena do pavo. No h pigmentos. O que h so minsculas bolhas dgua em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavo um arco-ris de plumas.

Eu considerei que este o luxo do grande artista, atingir o mximo de matizes com um mnimo de elementos.

De gua e luz ele faz seu esplendor, seu grande mistrio a simplicidade. Considerei, por fim, que assim o amor, oh minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz do teu olhar. Ele me cobre de glrias e me faz magnfico."

159. Nas trs "consideraes" do texto, o cronista preserva, como elemento comum, a idia de que a sensao de esplendor:

a) ocorre de maneira sbita, acidental e efmera;

b) uma reao mecnica dos nossos sentidos estimulados;

c) decorre da predisposio de quem est apaixonado;

d) projeta-se alm dos limites fsicos do que a motivou;

e) resulta da imaginao com que algum v a si mesmo.

160. Atente para as seguintes afirmaes:

I - O esplendor do pavo e o da obra de arte implicam algum grau de iluso.

II - O ser que ama sente refletir em si mesmo um atributo do ser amado.

III - O aparente despojamento da obra de arte oculta os recursos complexos de sua elaborao.

De acordo com o que o texto permite deduzir, apenas:

a) as afirmaes I e III esto corretas;

b) as afirmaes I e II esto corretas;

c) as afirmaes II e III esto corretas;

d) a afirmao I est correta;

e) a afirmao II est correta.

TEXTO.

Murilo Mendes, em um de seus poemas, dialoga com a carta de Pero Vaz de Caminha:

"A terra mui graciosa,

To frtil eu nunca vi.

A gente vai passear,

No cho espeta um canio,

No dia seguinte nasce

Bengala de casto de oiro.

Tem goiabas, melancias,

Banana que nem chuchu.

Quanto aos bichos, tem-nos muito,

De plumagens mui vistosas.

Tem macaco at demais

Diamantes tem vontade

Esmeralda para os trouxas.

Reforai, Senhor, a arca,

Cruzados no faltaro,

Vossa perna encanareis,

Salvo o devido respeito.

Ficarei muito saudoso

Se for embora daqui".

161. Arcasmos e termos coloquiais misturam-se nesse poema, criando um efeito de contraste, como ocorre em:

(A) A terra mui graciosa / Tem macaco at demais.

(B) Salvo o devido respeito / Reforai, Senhor, a arca.

(C) A gente vai passear / Ficarei muito saudoso.

(D) De plumagens mui vistosas / Bengala de casto de oiro.

(E) No cho espeta um canio / Diamantes tem vontade.

162. O setor residencial brasileiro , depois da indstria, o que mais consome energia eltrica. A participao do setor residencial no consumo total de energia cresceu de forma bastante acelerada nos ltimos anos. Esse crescimento pode ser explicado:

I. pelo processo de urbanizao no pas, com a migrao da populao rural para as cidades.

II. pela busca por melhor qualidade de vida, com a maior utilizao de sistemas de refrigerao, iluminao e aquecimento.

III. pela substituio de determinadas fontes de energia - a lenha, por exemplo - pela energia eltrica.

Dentre as explicaes apresentadas:

(A) apenas III correta.

(B) apenas I e II so corretas.

(C) apenas I e III so corretas.

(D) apenas II e III so corretas.

(E) I, II e III so corretas.

TEXTO.

O Departamento Social do Tribunal de Contas convidou seus funcionrios para uma festa de final de ano, publicando, em seu mural, o seguinte texto:

O Departamento Social realiza, no dia 31 de dezembro, a maior festa do chope de Florianpolis: comidas tpicas aorianas e muito chope distribudos gratuitamente aos funcionrios.

163. Assinale a opo correta quanto concordncia nominal:

a) O adjetivo distribudos concorda com funcionrios.

b) O adjetivo distribudos concorda com muito chope.

c) O adjetivo distribudos concorda com comidas tpicas aorianas.

d) O adjetivo distribudos concorda com comidas e chope ambos so de graa.

164. Apenas uma opo est errada quanto ao uso da crase. Assinale-a:

a) A partida de futebol comeara s dezesseis horas.

b) Entreguei o livro quele rapaz.

c) Voltei casa muito feliz.

d) Eles passaram a tarde a discutir as vantagens s quais julgavam ter direito.

TEXTO.

"Em nossa ltima conversa, dizia-me o grande amigo que no esperava viver muito tempo, por ser um "cardisplicente".

O qu?

Cardisplicente. Aquele que desdenha do prprio corao.

Entre um copo e outro de cerveja, fui ao dicionrio.

"Cardisplicente" no existe, voc inventou triunfei.

Mas seu eu inventei, como que no existe? espantou-se o meu amigo.

Semanas depois deixou em saudades fundas companheiros, parentes e bem-amadas. Homens de bom corao no deveriam ser cardisplicentes."

165. Conforme sugere o texto, "cardisplicente" :

a) um jogo fontico curioso, mas arbitrrio;

b) palavra tcnica constante de dicionrios especializados;

c) um neologismo desprovido de indcios de significao;

d) uma criao de palavra pelo processo de composio;

e) termo erudito empregado para criar um efeito cmico.

166. " Mas se eu inventei, como que no existe?"

Segundo se deduz da fala espantada do amigo do narrador, a lngua, para ele, era um cdigo aberto:

a) ao qual se incorporariam palavras fixadas no uso popular;

b) a ser enriquecido pela criao de grias;

c) pronto para incorporar estrangeirismos;

d) que se amplia graas traduo de termos cientficos;

e) a ser enriquecido com contribuies pessoais.

TEXTO.

"A triste verdade que passei as frias no calado do Leblon, nos intervalos do novo livro que venho penosamente perpetrando. Estou ficando cobra em calado, embora deva confessar que o meu momento caladnido mais alegre quando, j no caminho de volta, vislumbro o letreiro do hotel que marca a esquina da rua onde finalmente terminarei o programa-sade do dia. Sou, digamos, um caminhante resignado. Depois dos 50, a gente fica igual a carro usado, a suspenso, a embreagem, o radiador, o contraplano do rolabrequim, o contrafarto do mesocrdio epidtico, a falta da serotorpina folimolecular, o que mecnicos e mdicos disseram. A, para conseguir ir segurando a barra, vou acatando os conselhos. Andar bom para mim, digo sem muita convico a meus entediados botes, bom para todos."

167. No perodo que se inicia em "Depois dos 50...", o uso de termos (j existentes ou inventados) referentes a reas diversas tem como resultado:

a) um tom de melancolia, pela aproximao entre um carro usado e um homem doente;

b) um efeito de ironia, pelo uso paralelo de termos da medicina e da mecnica;

c) uma certa confuso no esprito do leitor, devido apresentao de termos novos e desconhecidos;

d) a inveno de uma metalinguagem, pelo uso de termos mdicos em lugar de expresses corriqueiras;

e) a criao de uma metfora existencial, pela oposio entre o ser humano e objetos.

168. Na frase "A, para conseguir ir segurando a barra, vou acatando os conselhos...". A ser corretamente substitudo, de acordo com seu sentido no texto, por:

a) Nesse lugar.

b) Nesse instante.

c) Contudo.

d) Em conseqncia.

e) Ao contrrio.

TEXTOS.

Nas conversas dirias, utiliza-se freqentemente a palavra "prprio" e ela se ajusta a vrias situaes. Leia os exemplos de dilogos:

I - A Vera se veste diferente!

- mesmo, que ela tem um estilo prprio.

II - A Lena j viu esse filme uma dezena de vezes! Eu no consigo ver o que ele tem de to maravilhoso assim.

- que ele prprio para adolescente.

III - Dora, o que eu fao? Ando to preocupada com o Fabinho! Meu filho est impossvel!

- Relaxa, Tnia! prprio da idade. Com o tempo, ele se acomoda.

169. Nas ocorrncias I, II e III, "prprio" sinnimo de, respectivamente:

(A) adequado, particular, tpico.

(B) peculiar, adequado, caracterstico.

(C) conveniente, adequado, particular.

(D) adequado, exclusivo, conveniente.

(E) peculiar, exclusivo, caracterstico.

170. I - Para o filsofo ingls Thomas Hobbes (1588-1679), o estado de natureza um estado de guerra universal e perptua. Contraposto ao estado de natureza, entendido como estado de guerra, o estado de paz a sociedade civilizada.

Dentre outras tendncias que dialogam com as idias de Hobbes, destaca-se a definida pelo texto abaixo.

II - Nem todas as guerras so injustas e correlativamente, nem toda paz justa, razo pela qual a guerra nem sempre um desvalor, e a paz nem sempre um valor.

Comparando as idias de Hobbes (texto I) com a tendncia citada no texto II, pode-se afirmar que:

(A) em ambos, a guerra entendida como inevitvel e injusta.

(B) para Hobbes, a paz inerente civilizao e, segundo o texto II, ela no um valor absoluto.

(C) de acordo com Hobbes, a guerra um valor absoluto e, segundo o texto II, a paz sempre melhor que a guerra.

(D) em ambos, a guerra ou a paz so boas quando o fim justo.

(E) para Hobbes, a paz liga-se natureza e, de acordo com o texto II, civilizao.

TEXTO.

A literatura que se produziu nos anos 30 e nos anos 40 basicamente gravitou em torno da difcil realidade gerada pela ditadura que se instalou no Brasil a partir de outubro de 1930, com a ascenso de Getlio Vargas ao poder. Cada autor passou a refletir essa poca de agonia sua maneira. Assim, por exemplo, ao lado de uma literatura regionalista, que fez realar a regio focalizando o problema social, tambm apareceu uma literatura urbana, muito intimista, em que a narrao se construiu por registros de atmosferas. A poesia enveredou, no segundo tempo modernista, para a crtica social e para o entendimento das relaes conturbadas do homem com o universo.

171. Tomando por base a leitura do texto, pode-se afirmar, sobre esse perodo de nossa literatura, que:

a) entre os autores muito intimistas no pode faltar o nome de Raquel de Queiroz com o romance Caminho de pedras, em que o enfoque psicolgico sobrepe-se ao social.

b) Grande serto: veredas e Os sertes esto entre as obras desse decnio que fazem realar uma dada regio focalizando o problema social.

c) o modo tpico de um escritor regionalista, dessa poca de agonia, conceber a personagem pode ser exemplificado pela caracterizao de Paulo Honrio.

d) o maior expoente dessa poesia que envereda para o entendimento das relaes conturbadas do homem com o universo e para a crtica social Joo Cabral de Melo Neto.

172. Assinale a alternativa que apresenta concordncia verbal correta.

a) Falam-se entre 4000 e 6800 idiomas na Terra. Podero haver menos de 1000 em 100 anos. Em 300 anos no mais do que 24.

b) possvel que se faa implantes de clulas humanas no crebro de animais para que a comunicao entre estes e os seres humanos melhore.

c) No portugus existe sons anasalados, e o final das palavras no pronunciado por completo. Quem fala espanhol fica completamente perdido com essas peculiaridades.

d) A influncia do ingls em nosso idioma est cada vez maior, haja vista os programas de televiso e os milhares de filmes e msicas que invadem nossas fronteiras desde o final da II Guerra.

TEXTO.

Estudos realizados por economistas, na dcada de 80, identificavam uma tendncia de crescimento mais acelerado nas regies mais pobres do Brasil. Discutindo com mais detalhe as explicaes para a frustrao daquelas expectativas mais positivas, chega-se a duas concluses inelutveis. Primeiro, apenas com polticas mais consistentes de desenvolvimento e atrao de investimento, ser possvel enfrentar o problema da desigualdade regional. Segundo, o padro de modernizao da economia torna ainda mais difceis os horizontes das regies mais pobres.

173. Assinale a alternativa incorreta quanto ao texto.

a) As duas concluses inelutveis explicitam-se nos perodos seguintes.

b) As expectativas mais positivas, do segundo pargrafo, um termo que se refere a uma tendncia do crescimento mais acelerado nas regies mais pobres do Brasil.

c) Embora houvesse, na dcada de 80, perspectivas de maior desenvolvimento nas regies mais pobres, estas se frustraram nos anos seguintes.

d) Trata-se da questo das desigualdades econmicas sociais entre as diferentes regies brasileiras.

e) Aprofundando-se a anlise das razes que levaram ao no crescimento das regies mais pobres, chega-se a duas concluses discutveis.

174. Assinale a alternativa correta quanto ao texto.

a) Os elementos coesivos primeiro e segundo introduzem idias que se opem frustrao, apresentada anteriormente.

b) Discutindo pressupe circunstncia de condio ou de tempo.

c) O verbo na voz ativa que abre o primeiro pargrafo expressa o eu que fala.

d) Trata-se de um trecho de natureza denotativa, ou seja, linguagem subjetiva.

e) Em: "Discutindo com mais detalhe as explicaes..." possui as mesmas relaes semnticas que "Discutindo as explicaes mais detalhadas...".

TEXTO.

O MERCOSUL uma das iniciativas mais fecundas deste final de sculo. No contexto de um mundo marcado pelo fenmeno da globalizao, a formao de blocos regionais um movimento cada vez mais abrangente, caracterizado pela busca de maior escala de produo. A integrao comercial entre os pases do Cone Sul, que surgiu como subproduto de uma poltica de abertura pela abertura, de traos indefinidos, foi evoluindo ao longo do tempo para a construo de uma agenda mais positiva, especialmente diante da necessidade de se buscarem formas eficazes para a superao da persistente crise econmica dos anos 80.

Hoje se pode afirmar, sem medo de errar, que o MERCOSUL uma tentativa de ponte para um melhor desempenho e maior insero dos nossos pases no cenrio internacional.

175. Assinale o item incorreto em relao ao texto.

a) A palavra "fecundas" tem, no texto, o mesmo significado de "produtivas".

b) O adjetivo "abrangente" est relacionado, no texto, idia de "crescimento, ampliao."

c) O substantivo "agenda", no texto, tem o significado de "programa de compromissos, plano, pauta de objetivos comuns."

d) Se a construo "se buscarem formas eficazes" for substituda por "formas eficazes forem buscadas" o texto continua correto.

e) A colocao pronominal procltica em "Hoje se pode afirmar" est adequada ao padro culto da lngua escrita.

176. Assinale o item correto em relao s idias do texto.

a) A idia do MERCOSUL j nasceu com o desenho que tem hoje.

b) O objetivo de alcanar maior nvel de produo um dos fatores que impulsiona a criao de blocos regionais, numa economia cada vez mais globalizada.

c) A crise econmica dos anos 80 dificultou e atrasou a formao de um bloco no Cone Sul.

d) O MERCOSUL tende a restringir as relaes comerciais apenas s trocas entre os pases que o integram.

e) A globalizao atinge apenas os pases do Hemisfrio Norte.

TEXTO.

No faz muito tempo assim, um deputado-cartola disse para quem quisesse ouvir que quando vendeu um craque para o La Corua, da Espanha, ele teve um trabalho para depositar numa conta na Sua parte do dinheiro devido ao jogador, como havia sido combinado. Comunicou o fato a telespectadores de uma mesa-redonda com a mesma tranqilidade com que sonegou a informao Receita. Quem tem dinheiro, poder, notoriedade ou um bom advogado no costuma passar por grandes apertos. No retrato da nossa ptria-me to distrada, jogadores de futebol so os adventcios que chegam aos andares de cima da torre social, como recompensa por um talento excepcional, o que convenhamos, mrito raro. Mas isso no lhes confere isenes fiscais.

Se o Leo ficar arisco para repentinos sinais exteriores de riqueza, vai empanturrar-se de banquetes fora dos gramados.

177. Assinale o item incorreto em relao ao texto.

a) O pronome "ele" se refere a "deputado-cartola".

b) O substantivo "jogador" se refere a "um craque".

c) O agente dos verbos "Comunicou" e "sonegou" o mesmo dos verbos "disse", "vendeu"e "teve".

d) As palavras "trabalho" e "apertos" contribuem para conferir informalidade ao texto.

e) A expresso "devido ao" indica relao sinttica de causa.

178. Assinale o item incorreto em relao ao texto.

a) A expresso "andares de cima da torre social" est sendo utilizada em sentido figurado ou metafrico.

b) Uma parfrase correta para o ltimo perodo do texto seria: "Se a Receita Federal fiscalizar rigorosamente aqueles que mostram sinais de enriquecimento sbito, vai aumentar sua arrecadao em outras reas que no apenas o futebol".

c) A palavra "adventcios" significa, no texto, "perseverantes, obstinados, msticos".

d) O uso do "se" em "Se o Leo ficar arisco" estabelece uma relao sinttica de condio.

e) O uso do "se" em "empanturrar-se"tem funo reflexiva.

TEXTO.

Passa uma borboleta por diante de mim E pela primeira vez no Universo eu reparo Que as borboletas no tm cor nem movimento, Assim como as flores no tm perfume nem cor. A cor que tem cor nas asas da borboleta, No movimento da borboleta o movimento que se move. O perfume que tem perfume no perfume da flor. A borboleta apenas borboleta E a flor apenas flor.

179. A leitura do texto nos permite concluir que Fernando Pessoa falava pela voz de:

a) Ricardo Reis, por remeter a temas e formas da potica clssica.

b) Alberto Caeiro, pelo tratamento simples da natureza com a qual se sente intimamente ligado.

c) lvaro de Campos, que representa o mundo moderno e a vanguarda futurista.

d) Pessoa, ele mesmo, por expressar traos marcantes da poesia do sculo XX.

e) Bernardo Soares, por adotar uma atitude intimista.

180. Fernando Pessoa dizia que o Padre Vieira era o imperador da lngua portuguesa. No que diz respeito criao literria, assinale a alternativa que justifica o fato de Vieira ser chamado de Imperador.

a) Embora vivesse no Brasil, defendeu posies favorveis administrao do imprio portugus.

b) Era possuidor de alta espiritualidade e por isso no se interessava por assuntos mundanos.

c) Revelava-se em seus sermes com uma arrogncia desmedida que o distanciava das pessoas.

d) Servindo-se de um sofisticado jogo de idias e conceitos, acabou por aprimorar, em grande estilo, a esteticidade do idioma portugus.

e) Utilizou-se de um discurso pedaggico e investiu-se das funes de moralizador de todas as camadas sociais.

TEXTO.

Ao pular-se do pecado original para o "homem naturalmente bom num mundo mau", abriu-se uma grande florescncia de socialismos que, em princpio, se propunham refazer a sociedade segundo uma utopia generosa. Em meados do sculo passado, veio um golpe: a teoria da evoluo das espcies, de Darwin, segundo a qual, na natureza, os seres vivos evoluam pela disputa de uns com outros no jogo da sobrevivncia do mais apto. Essa idia no foi logo entendida como ameaa pelos socialistas, porque, como os seus coetneos, tinham um profundo temor reverencial pela "cincia". No demorariam, porm, a aparecer extrapolaes como o "darwinismo social", e as idias racistas supostamente "cientficas". "Ao vencedor as batatas", como diria Machado de Assis.

181. Apesar de o texto estar claro ao leitor leigo, um estudo mais profundo traria tona um erro que modificaria totalmente o sentido do primeiro perodo desse pargrafo, pois:

a) Em princpio s aparentemente tem sentido temporal, mas, na verdade, tem valor concessivo, podendo ser substitudo por "apesar de". A expresso que indica tempo "a princpio".

b) Refazer possui o sentido de "fazer novamente"; isso daria o significado de que a sociedade no mais existia, o que no condiz com a realidade.

c) Ao pular-se denota interrupo na ao, como se uma ao abruptamente fosse interrompida, para que outra se iniciasse. O certo seria "Ao se pular".

d) Florescncia significa "iluminao", o que denotaria que os socialismos j existiam, mas o autor quis indicar que eles surgiam naquele momento.

e) Generosa qualidade que s pode ser admitida em pessoas, portanto no cabe neste texto.

182. Na frase "Essa idia no foi logo entendida como ameaa pelos socialistas...":

a) Deve-se substituir essa por esta, pois os pronomes demonstrativos que indicam algo j apresentado anteriormente no texto so este, esta, isto.

b) Deve-se colocar logo depois de entendida, pois no se deve separar os verbos que formam locuo verbal por elemento algum.

c) H dois advrbios.

d) No h emprego de preposio.

e) No se deve substituir essa por esta, pois os advrbios que indicam algo j apresentado anteriormente no texto so esse, essa, isso.

TEXTO.

BOTAFOGO ETC.

"Beiramarvamos em auto pelo espelho de aluguel arborizado das avenidas marinhas sem sol. Losangos tnues de ouro bandeira nacionalizavam os verdes montes interiores.

No outro lado azul da baa a Serra dos rgos serrava.

Barcos. E o passado voltava na brisa de baforadas gostosas. Rolah ia vinha derrapava em tneis. Copacabana era um veludo arrepiado na luminosa noite varada pelas frestas da cidade.

183. Didaticamente, costuma-se dizer que, em relao sua organizao, os textos podem ser compostos de descrio, narrao e dissertao;no entanto difcil encontrar-se um trecho que seja s descritivo, apenas narrativo, somente dissertativo.

Levando-se em conta tal afirmao, selecione uma das alternativas abaixo para classificar o texto de Oswald de Andrade:

a) Narrativo-descritivo, com predominncia do dissertativo.

b) Dissertativo-descritivo, com predominncia do dissertativo.

c) Descritivo-narrativo, com predominncia do narrativo.

d) Descritivo-dissertativo, com predominncia do dissertativo.

e) Narrativo-dissertativo, com predominncia do narrativo.

184. "Florzinha Singela, esses seus cabelos loiros enfeitiaram vorazmente um corao sedento e puro e sentimentos anteriores..."

O texto um exemplo de carta:

a) familiar.

b) amorosa.

c) crtica.

d) doutrinria.

e) comercial.

TEXTO.

Olivier Blanchar ataca o que chama de "cultura do desemprego", ou seja, a viso pessimista do futuro, baseada em estatsticas do presente e apoiada numa certa tolerncia para com o fenmeno que as redes de suporte ao desempregado asseguram, especialmente em alguns pases da Europa ocidental.

185. Em relao aos elementos do texto, assinale a opo incorreta.

A. "apoiada" significa difundida.

B. "tolerncia" significa indulgncia, consentimento.

C. "ataca"significa reprova, ope-se.

D. "redes"significa conjuntos de instituies e agncias interligadas que se destinam a prestar servios.

E. "fenmeno" significa fato de natureza social.

186. Em relao s idias do texto, assinale a opo incorreta.

(A) As redes de suporte ao desempregado garantem tolerncia em relao ao fenmeno do desemprego.

(B) Alguns pases da Europa ocidental possuem redes de suporte ao desempregado.

(C) Segundo Olivier Blanchar, 'cultura do desemprego' a viso pessimista do futuro no que se refere ao mercado de trabalho.

(D) Olivier Blanchar, diante das estatsticas do presente, defende uma viso pessimista do futuro.

(E) As estatsticas da atualidade e a tolerncia para com o fenmeno do desemprego fundamentam uma viso desemprego fundamentam uma viso pessimista do futuro.

TEXTO.

As razes do desinteresse pelas eleies, verificado neste ltimo pleito, vo desde os imprecisos limites ticos da poltica no Brasil at fatores mais gerais que tm a ver com a evoluo da democracia de massas no mundo. No importa se ela majoritria ou proporcional, parlamentarista ou presidencialista, a distncia social e poltica entre representantes e representados ficou excessiva. O dilogo entre governo e sociedade, Parlamento e sociedade, quase desapareceu.

As fronteiras ideolgicas embolaram, os valores das sociedades mudaram mais que os dogmas dos polticos esquerda e direita e as diferenas nas polticas econmicas de liberal conservadores e social democratas quase desapareceram.

187. Assinale o item que completa o texto acima com uma idia conclusiva e coerente.

a) Tudo isso contribuiu para alimentar o desinteresse de muitos cidados pela vida partidria e eleitoral.

b) Desse modo, as crises, o desequilbrio fiscal e a globalizao tambm fazem decretar a participao no regime democrtico como decisiva.

c) Por isso torna-se vlido concluir que o regime democrtico, por mais participativo e liberal que seja, est chegando aos objetivos previstos na sua origem.

d) , portanto, um caso constitucional que se abre opinio pblica: o de rever o desgaste do nacionalismo frente aos problemas originados pela descrena popular.

e) Assim, devido s pesquisas que alertam para o perigo em que se encontra a democracia, h uma crise nas fronteiras ideolgicas.

188. Marque a afirmao incorreta a respeito do emprego das expresses e palavras do texto.

a) O emprego das preposies desde e at indica a possibilidade de existir mais do que apenas as duas razes mencionadas.

b) O pronome ela refere-se a democracia.

c) O adjetivo excessiva qualifica distncia social e poltica entre representantes e representados.

d) A forma verbal embolaram admite, nesse contexto, tambm o emprego reflexivo: embolaram-se.

e) As expresses esquerda e direita indicam as diferentes direes que os valores da sociedade tomaram em suas mudanas.

TEXTO.

mais ou menos consensual que o pas precisa de uma reforma tributria, mas o acordo se desfaz quando ela comea a ser concretamente debatida. Alis, exagero dizer que haja um debate em curso. Os interesses falam mais alto e, at o presente momento, foram capazes de manter a reforma no limbo das intenes sempre reiteradas e nunca realizadas.

Nesse contexto de falta de definio, em tudo agravado pela prioridade bvia da crise financeira, vez por outra surgem idias dignas de nota. Uma delas foi apresentada pelo diretor da Agncia Nacional de Petrleo (ANP), David Zylbersztajn: uma sobretaxa para combustveis.

primeira vista, parece apenas mais um nus sobre os contribuintes e a atividade econmica. E seria mesmo, caso a medida viesse isolada, como mais um artifcio para aumentar a arrecadao algo inaceitvel.

No com tal feitio que esse tributo vem sendo discutido em pases desenvolvidos, em que encarado como instrumento econmico para obter a reduo na emisso de poluentes. A idia foi apoiada por 2 500 economistas dos EUA, liderados por dois prmios Nobel e uma estrela do brilho de (Paul Krugman).

189. Resume-se corretamente o assunto central do texto em:

(A) No contexto indefinido da crise financeira, a falta de debates voltados para nossa reforma tributria impede que sigamos a lio dos economistas dos EUA.

(B) No com medidas onerosas, como a da sobretributao dos combustveis, que se vai amenizar esta bvia crise financeira ou mesmo o nvel de poluio ambiental.

(C) Pode ser oportuna para o pas a sobretaxa para combustveis, medida que os pases desenvolvidos vm discutindo como instrumento para a reduo da emisso de poluentes.

(D) O diretor da ANP, seguindo o caminho dos economistas dos EUA, estuda medidas que tragam efetiva reduo nos impostos que assolam tambm o nosso pas.

(E) Em meio aos debates sobre a crise financeira, so oportunas as medidas, anunciadas por Paul Krugman e muitos outros economistas, relativas nossa reforma tributria.

190. Considere as seguintes afirmaes:

I. A crise financeira tornou-se um assunto mais preocupante do que a necessidade de uma reforma tributria.

II. Uma sobretaxa para combustveis, alm de colocar em debate a reforma tributria, atraente por seus efeitos ecolgicos.

III. Ser onerosa, e talvez incua, a medida do diretor da ANP, que visa a reduzir a emisso de poluentes.

Est correto, em relao ao texto, o que vem afirmado em:

(A) I, II, III.

(B) I, II, apenas.

(C) I, III, apenas.

(D) II, III, apenas.

(E) II, apenas.

191. Indique a alternativa em que, considerado o contexto, se traduz corretamente o sentido de uma expresso do texto.

(A) "mais ou menos consensual" (acordo efetivamente implcito)

(B) "no limbo das intenes"(no plano das restries)

(C) "prioridade bvia"(importncia mais que relativa)

(D) "com tal feitio" (segundo esse carter)

(E) "idias dignas de nota" (propostas facilmente avaliveis)

TEXTO.

AFC.

Os investimentos conjuntos de empresas de dois ou mais pases sero os pilares de sustentao do Mercado Comum do Cone Sul. Esse movimento do setor privado dos pases amarra definitivamente os laos que envolvem os mercados, dando a modelagem para a integrao, de forma prtica. Por isso a importncia dos nmeros que j podem ser colhidos na criao de empreendimentos conjuntos entre empresas da Argentina e do Brasil, recentemente compilados pela Embaixada da Argentina em Braslia. Nos demais pases, aes semelhantes esto em estudo.

bem verdade que os pases industrializados do Hemisfrio Norte ainda lideram com grande margem o ranking dos investidores externos no Cone Sul. Suas grandes empresas, interessadas no mercado do MERCOSUL, vm para o nosso continente em busca de oportunidades de negcios. Esse o caminho natural dos capitais e seus agregados, como as tecnologias que acompanham os investimentos dos pases avanados. Os pases do Cone Sul so atrativos. Basta ver o mercado argentino, com 35 milhes de habitantes e uma renda per capita de US$ 9 mil por ano, que apresenta os mesmos padres de consumo dos europeus.

Entretanto, os novos sinais indicam que as associaes e fuses entre capitais brasileiros e argentinos j se encaminham para setores estratgicos da economia, o que representa um passo frente, porque cria interesses permanentes em torno de objetivos a longo prazo.

192. Assinale o item que no est de acordo com as idias do texto.

a) As fuses entre capitais brasileiros e argentinos esto cada vez mais voltadas para setores perifricos, o que prejudica os interesses duradouros e os objetivos a curto prazo.

b) A Embaixada da Argentina em Braslia compilou dados sobre a criao de empreendimentos conjuntos entre empresas brasileiras e argentinas.

c) As grandes empresas do Hemisfrio Norte, com seus capitais e tecnologias, ainda lideram os investimentos externos no Cone Sul.

d) Os pases industrializados participam da economia do Cone Sul porque o mercado oferece atraentes padres de consumo.

e) As iniciativas do setor privado definem a base e o desenho das integraes entre os pases do Cone Sul.

193. Assinale o item incorreto em relao ao texto:

a) A palavra "pilares" est sendo utilizada em sentido conotativo ou metafrico.

b) A expresso "amarra definitivamente os laos" tem como parfrase correta: "consolida definitivamente as relaes."

c) A palavra "compilados" significa, no texto, "estimulados, favorecidos".

d) O acento grfico na palavra "pases" se justifica para marcar a separao das vogais do hiato.

e) A expresso "per capita" latina e significa "por cabea."

194. Assinale o item incorreto em relao ao texto.

a) O verbo "cria" (linha 18) est no singular para concordar com a palavra "economia" (linha 17).

b) O uso do sinal indicativo de crase no "a"antes de "longo prazo" indevido por tratar-se de expresso no gnero masculino.

c) O acento grfico na palavra "estratgicos" se justifica por tratar-se de uma proparoxtona.

d) Em "vm para o nosso continente" a forma verbal de 3 pessoa do plural do verbo "vir" se distingue do verbo "ver", que se grafa "vem".

TEXTO.

PRONOMINAIS.

D-me um cigarro

Diz a gramtica

Do professor e do aluno

E do mulato sabido

Mas o bom negro e o bom branco

Da nao brasileira

Dizem todos os dias

Deixa disso camarada

Me d um cigarro.

195. Assinale a opo correta.

a) O pronome oblquo no verso Me d um cigarro obedece s normas da lngua padro.

b) Em D-me e Me d o pronome oblquo me ocupa a mesma posio.

c) O pronome oblquo no verso Me d um cigarro est em posio de mesclise.

d) O pronome oblquo no verso D-me um cigarro est na posio de nclise.

196. Observe os perodos abaixo e assinale a opo que traz o perodo corretamente pontuado:

a) Entregue quele rapaz, o jovem advogado o processo que, deve ser analisado.

b) Entregue quele rapaz, o jovem advogado, o processo que deve ser analisado.

c) Entregue quele rapaz o jovem advogado o processo que, deve ser analisado.

d) Entregue quele rapaz o jovem advogado, o processo que deve ser analisado.

197. Assinale a opo que no est pontuada conforme as normas da gramtica:

a) Para pr fim s especulaes, o presidente eleito, deveria revelar de imediato, o novo ministrio.

b) A Literatura Catarinense nos deu dois grandes escritores: Cruz e Sousa, grande poeta simbolista, e Luiz Delfino, poeta romntico-parnasiano.

c) Ol! Quando eu terminar a prova, posso ir praia?

d) Muitos se esforam; poucos conseguem.

TEXTO.

A NUVEM. 

- Fico admirado como que voc, morando nesta cidade, consegue escrever uma semana inteira sem reclamar, sem protestar, sem espinafrar!

E meu amigo falou da gua, telefone, Light em geral, carne, batata, transporte, custo de vida, buracos na rua, etc. etc. etc.

Meu amigo est, como dizem as pessoas exageradas, grvido de razes. Mas que posso fazer? At que tenho reclamado muito isto e aquilo. Mas se eu for ficar rezingando todo dia, estou roubado: quem que vai agentar me ler? Acho que o leitor gosta de ver suas queixas no jornal, mas em termos.

Alm disso, a verdade no est apenas nos buracos das ruas e outras mazelas. No  verdade que as amendoeiras neste inverno deram um show luxuoso de folhas vermelhas voando no ar? E ficaria demasiado feio eu confessar que h uma jovem gostando de mim? 

Ah, bem sei que esses encantamentos de moa por um senhor maduro duram pouco. So caprichos de certa fase. Mas que importa? Esse carinho me faz bem; eu o recebo terna e gravemente;sem melancolia, porque sem iluso. Ele se ir como veio, leve nuvem solta na brisa, que se tinge um instante de prpura sobre as cinzas de meu crepsculo.

E olhem s que tipo de frase estou escrevendo! Tome tenncia, velho Braga. Deixe a nuvem, olhe para o cho - e seus tradicionais buracos.

198. correto afirmar que, a partir da crtica que o amigo lhe dirige, o narrador cronista:        

a) sente-se obrigado a escrever sobre assuntos exigidos pelo pblico;

b) reflete sobre a oposio entre literatura e realidade;

c) reflete sobre diversos aspectos da realidade e sua representao na literatura;

d) defende a posio de que a literatura no deve ocupar-se com problemas sociais;

e) sente que deve mudar seus temas, pois sua escrita no est acompanhando os novos tempos.

199. Em "E olhem s que tipo de frase estou escrevendo! Tome tenncia, velho Braga", o narrador:

a) chama a ateno dos leitores para a beleza do estilo que empregou;

b) revela ter conscincia de que cometeu excessos com a linguagem metafrica;

c) exalta o estilo por ele conquistado e convida-se a reverenci-lo;

d) percebe que, por estar velho, seu estilo tambm envelheceu;

e) d-se conta de que sua linguagem no ser entendida pelo leitor comum.

200. Com relao ao gnero do texto, correto afirmar que a crnica:

a) parte do assunto cotidiano e acaba por criar reflexes mais amplas;

b) tem como funo informar o leitor sobre os problemas cotidianos;

c) apresenta uma linguagem distante da coloquial, afastando o pblico leitor;

d) tem um modelo fixo, com um dilogo inicial seguido de argumentao objetiva;

e) consiste na apresentao de situaes pouco realistas, em linguagem metafrica.

TEXTO.

COMUNHO.

O homem que pensa uma ddiva,

como o po,

como os rios.

O homem que pensa franco e generoso,

pura chuva,

tem o corao voltado para os outros.

O homem que pensa fonte e hstia,

musgo e noite,

cor de sangue, cor de Sol a pino.

o homem que pensa justo e solidrio:

o pensamento trigo

a partilhar na mesa dos convivas;

o pensamento no fruto, todo o horto das nogueiras.

o pensamento comunho: bebei do vinho,

que esse o vinho do Homem que no morre;

o pensamento comunho

e se oferece para que o homem seja mais humano

e viva mais humanamente:

a Lua no Lua quando no vista,

porm Lua, e Lua mais terrena e mais perfeita

quando fulgura, cheia, em pleno cu,

a dar-se toda no ato de brilhar,

a desfazer-se em luz por sobre todos.

201. Em esse o vinho do Homem que no morre, a expresso grifada exemplo de:

a) perfrase.

b) hiprbole.

c) eufemismo.

d) paronomsia.

202. Analisando a orao que pensa no texto, observamos que adjetiva:

a) restritiva, pois a capacidade de pensar tida como algo inerente a todos os homens.

b) restritiva, pois a palavra homem nesse caso tem seu sentido individualizado, delimitado.

c) explicativa, pois o texto refere-se apenas queles homens que pensam, e no a todos os homens.

D) explicativa, pois apenas explicita uma idia que j sabemos estar contida no conceito de homem.

203. O homem que pensa fonte e hstia

e se oferece para que o homem seja mais humano.

Analisando os termos em destaque no texto, assinale a alternativa que aponta, respectivamente, aqueles de funo sinttica anloga de cada uma das oraes acima assinaladas.

a) franco/ humano

b) terrena/ do vinho

c) do vinho/ para os outros

d) dos convivas/ em pleno cu

TEXTO.

Mas eu ainda espero angariar as simpatias da opinio, e o primeiro remdio fugir a um prlogo explcito e longo. O melhor prlogo o que contm menos coisas, ou o que as diz de um jeito obscuro e truncado. Conseguintemente, evito contar o processo extraordinrio que empreguei na composio destas Memrias, trabalhadas c no outro mundo. Seria curioso, mas nimiamente extenso, e alis desnecessrio ao entendimento da obra. A obra em si mesma tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te no agradar, pago-te com um piparote, e adeus.

204. Sobre o fragmento em questo, pode-se afirmar que:

a) explicita o modo de composio da obra em questo, feita em estilo obscuro e truncado, alm de reticencioso, de tal modo ambguo, que quase prejudica a compreenso do sentido.

b) revela a viso artstica do autor para quem a literatura, por estar restrita a um pblico letrado na Europa e composto, principalmente, pela ala feminina, deveria atender ao gosto desse leitor.

c) expressa, por meio da ironia e desdm, a viso que Machado tinha da sociedade e do prprio leitor de seu tempo, cuja frivolidade se espelhava no gosto pelas narrativas esvaziadas de complexidade ou de apelos reflexo.

d) a excessiva preocupao com as aparncias e com angariar as simpatias da opinio conduzir a narrativa, seus avanos e recuos, e ser essa a lente que ditar a melhor conduta e, por conseguinte, o destino de Brs Cubas.

205. O termo nimiamente pode ser substitudo, sem alterar o sentido do texto, por:

a) mormente.

b) sobejamente.

c) sequiosamente.

d) paulatinamente.

206. Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a correta classificao morfossinttica dos termos em destaque.

a) pronome demonstrativo e predicativo; pronome relativo e sujeito; pronome pessoal e objeto direto; pronome relativo e objeto direto.

b) pronome pessoal e predicativo; pronome relativo e objeto direto; pronome demonstrativo e objeto direto; pronome relativo e sujeito.

c) pronome pessoal e adjunto adnominal; pronome relativo e predicativo; pronome demonstrativo e sujeito; pronome relativo e sujeito.

d) pronome demonstrativo e adjunto adnominal;conjuno e objeto direto; pronome pessoal e sujeito; pronome relativo e objeto direto.

TEXTO.

Mas, na ocasio, me lembrei dum conselho que Z Bebelo, na Nhanva, um dia me tinha dado. Que era: que a gente carece de fingir s vezes que raiva tem, mas raiva mesma nunca se deve de tolerar de ter. Porque, quando se curte raiva de algum, a mesma coisa que se autorizar que essa prpria pessoa passe durante o tempo governando a idia e o sentir da gente; o que isso era falta de soberania, e farta bobice, e fato .

207. Sobre o excerto so feitas as seguintes consideraes:

I A palavra raiva aparece trs vezes com a mesma funo sinttica.

II A palavra raiva, na orao subordinada adverbial temporal, e a palavra idia so objetos diretos.

III de algum e da gente so, respectivamente, complemento nominal e adjunto adnominal.

Dessas consideraes (so) verdadeira(s):

a) I e II.

b) I, II e III.

c) somente a II.

d) somente a III.

208. Considerando a norma culta da lngua, ao substituirmos o verbo lembrar por esquecer no excerto me lembrei dum conselho, no seria aceitvel o seguinte:

a) esqueci um conselho.

b) esqueci-me um conselho.

c) esqueceu-me um conselho.

d) esqueci-me de um conselho.

209. Assinale a alternativa que apresenta incorreo quanto ao emprego do pronome relativo.

a) Situado no norte de Minas Gerais, mas podendo estar em toda parte, o serto o reino onde formas de vida rsticas e uma paisagem selvagem e bela se espelham e por vezes se transfiguram.

b) No texto, a mistura de romance e narrativa oral toma forma de um monlogo na fala de um velho sertanejo, Riobaldo, que narra sua vida de aventuras a um interlocutor da cidade.

c) O serto o vasto campo da guerra jaguna, mas, ao mesmo tempo tambm, o espao da travessia solitria de um heri de romance que se interroga sobre o sentido da existncia.

d) Ao abrir-se o livro, o ex-jaguno surge como um contador de casos, especulando sobre a existncia do demnio, que pode estar misturado em tudo e cuja a sombra se intromete no interior de sua prpria conscincia.

TEXTO.

A famosa citao do jurista americano Potter

Stewart sobre a obscenidade I know it when I

see it (sei o que quando vejo) uma diretriz

til, mas incompleta sobre o sono. Apesar

da dificuldade em se definir o sono com preciso,

um observador pode normalmente dizer

quando uma pessoa est dormindo: aquele que

dorme exibe um certo distanciamento do ambiente

e fica, usualmente, imvel. Entre os animais,

no entanto, golfinhos e outros mamferos

marinhos nadam enquanto dormem e alguns

pssaros talvez durmam durante as longas migraes.

Em 1953, o pioneiro da pesquisa sobre o sono

Nathaniel Kleitman e seu aluno Eugene

Aserinsky, ambos da University of Chicago, derrubaram

definitivamente a crena comum de

que o sono era simplesmente uma interrupo

na maior parte da atividade cerebral. Eles descobriram

que o sono marcado por perodos

de movimentos rpidos dos olhos, conhecido

como sono REM (do ingls Rapid Eye

Movement). Sua existncia implica que alguma

coisa ativa ocorre durante o sono. Todos os mamferos

terrestres examinados tm o sono REM,

que se alterna, em ciclos regulares, com o sono

no-REM.

Mais recentemente, o maior progresso nessa

rea foi alcanado com a caracterizao da natureza

do sono na escala das clulas nervosas

(neurnios) no crebro. Nos ltimos vinte anos,

cientistas se especializaram em tcnicas para

guiar microfios (com apenas 32 mcrons de largura,

comparveis ao mais fino cabelo humano)

por vrias regies cerebrais. Esses fios no

causam dor ao ser implantados e tm sido utilizados

em humanos e em uma grande variedade

de animais de laboratrio, que podem continuar

mantendo suas atividades rotineiras, inclusive

dormir, enquanto so examinados. Esses

estudos demonstram, como poderamos esperar,

que a maioria dos neurnios cerebrais est

em seu nvel mximo de atividade, ou perto dele,

quando o paciente est acordado. As atividades

neurais durante o sono, porm, so surpreendentemente

variadas. Apesar da postura similar

e do distanciamento do ambiente demonstrados

por quem dorme, o crebro se comporta de

maneira completamente diferente nos dois estgios

do sono.

210. De acordo com a leitura completa do fragmento de texto acima, correto afirmar que:

A. as diferentes constataes a respeito do sono, amparadas ou no pelo rigor cientfico, chegaro s mesmas concluses, com maior ou menor grau de detalhamento.

B. nas linhas de 4 a 13, o autor procura deixar claro que a observao suficiente para descrever e definir o sono, o que se confirma com a famosa citao do jurista americano Potter Stewart.

C. no segundo pargrafo, afirma-se que os estudos da dcada de cinqenta foram marcantes por constatar que, durante o sono, ocorriam interrupes na maior parte da atividade cerebral, o que se confirma com o REM.

D. no ltimo pargrafo, afirma-se que, nos ltimos vinte anos, com o auxlio de microfios, alcanou-se a constatao de que os neurnios mantm, durante o sono, a mesma atividade acelerada que tm quando o indivduo est acordado.

E. os estudos mais recentes a respeito do sono, apresentados no ltimo pargrafo, permitem afirmar que as atividades neurais durante o sono so variadas.

211. De acordo com a leitura completa do fragmento de texto citado, correto afirmar que:

A. na linha 10, a expresso no entanto serve para abrir a concluso a que se pode chegar a partir da afirmao anterior, em que o autor declara que um observador pode dizer quando uma pessoa est dormindo.

B. na linha 17, a supresso da preposio de permitida pela gramtica tradicional, como se observa em: ... derrubaram definitivamente a crena comum que o sono era simplesmente uma interrupo....

C. na linha 24, o verbo ocorrer no pode ser substitudo pelo verbo haver, porque a afirmao a que se chegar incompreensvel em Lngua Portuguesa: Sua existncia implica que alguma coisa ativa h durante o sono.

D. nas linhas 24/25, a expresso todos os mamferos poderia ser substituda, sem prejuzo semntico,

desde que houvesse adaptao na flexo verbal, por todo o mamfero.

E. a afirmao que contm a conjuno porm, na linha 45, expressa a quebra da expectativa de que, durante o sono, a atividade neural no fosse variada ou de que ela tendesse a zero.

212. Considerando-se o termo os cientistas como agente do verbo alcanar em Mais recentemente, o maior progresso nessa rea foi alcanado com a caracterizao da natureza do sono na escala das clulas nervosas (neurnios) no crebro, a correta transposio da orao acima para a voz ativa aquela em que o sujeito tambm o agente da ao :

A. Os cientistas, mais recentemente, alcanaram, com a caracterizao de natureza do sono na escala das clulas nervosas (neurnios) no crebro, o maior progresso nessa rea.

B. Mais recentemente, os cientistas tm alcanado, com a caracterizao de natureza do sono na escala das clulas nervosas (neurnios) no crebro, o maior progresso nessa rea.

C. Alcanou-se, mais recentemente, com a caracterizao de natureza do sono na escala das clulas nervosas (neurnios) no crebro, o maior progresso nessa rea.

D. Mais recentemente, com a caracterizao de natureza do sono na escala das clulas nervosas (neurnios) no crebro, alcanou-se o maior progresso nessa rea.

E. Pelos cientistas, mais recentemente, foi alcanado, com a caracterizao de natureza do sono na escala das clulas nervosas (neurnios) no crebro, o maior progresso nessa rea.

TEXTO.

Meu maior temor essa coisa chamada destino:

coisa tantas vezes vivida como uma cadeia

inflexvel e inexorvel de acontecimentos, coisa

capaz de nos empurrar para a mais absoluta

impotncia e fragilidade. Destino tudo o que

nos escapa, que nos exterior e que nos atinge

no mais ntimo de ns mesmos. Na Antigidade,

os gregos designavam como anank a

esse fenmeno capaz de constranger o indivduo

sem d nem piedade, dobrando-o malgrado sua

prpria vontade e impedindo-o de desmontar todas

as iniciativas que pudessem interceptar

malefcios.

Hoje, mesmo que personagens de tempos em

que a presena constante da cincia e da tcnica

paream garantir que somos os senhores da natureza

ou ainda acreditando que, graas a agendas

polticas, podemos determinar a liberdade e a

igualdade como um objetivo a ser partilhado por

todos os homens, a figura mtica do destino continua

a nos atemorizar.

213. De acordo com a leitura completa do fragmento de texto acima, correto afirmar que:

A. na linha 2, a palavra cadeia significa priso, o que se confirma com a idia de que o destino o maior temor da autora, porque capaz de nos empurrar para a mais absoluta impotncia e fragilidade.

B. na linha 2, a palavra cadeia significa conjunto de fatos que ocorrem sucessivamente, o que se confirma com o termo que a modifica: de acontecimentos.

C. na linha 3, a palavra inexorvel significa abalvel, frgil, vulnervel, o que se confirma, no texto, com a frase ... esse fenmeno capaz de constranger o indivduo sem d nem piedade...

D. na linha 10, a palavra malgrado significa por causa de, o que se confirma, nos dois pargrafos, com a idia de que o homem escolhe seu prprio destino.

E. na linha 12, a palavra interceptar significa favorecer, o que se confirma com a idia, defendida em todo o texto, de que o homem pretende fugir a seu destino.

214. De acordo com a leitura completa do fragmento de texto citado, correto afirmar que:

A. nas linhas 1 e 2, a palavra coisa no tem a funo de retomar um termo anteriormente citado, mas serve para marcar e enfatizar, no texto, a idia de que o destino remete o homem a algo que j est escrito, mas que no conhecido.

B. nas linhas 8 a 10, a supresso das preposies e a inverso dos termos da orao no tero implicaes semnticas como se observa em: ... os gregos designavam esse fenmeno capaz de constranger o indivduo sem d nem piedade anank.

C. os pronomes oblquos destacados em dobrando-o malgrado sua prpria vontade e impedindo-o de desmontar todas as iniciativas fragmento das linhas 10 e 11 referem-se ao termo fenmeno, aluso ao destino, anteriormente citado.

D. na linha 14, o advrbio hoje serve para iniciar afirmaes a respeito do destino nos tempos atuais, em que esse conceito que tanto assustara o homem da Antigidade no atormenta os contemporneos, seguros que esto por serem senhores da natureza.

E. nas linhas de 16 a 21, afirma-se que, por considerar-se senhor da natureza e por poder determinar com clareza os conceitos de liberdade e igualdade, o homem pde, tambm, nos tempos atuais, livrar-se da figura mtica do destino.

215. Escolha a alternativa abaixo que corresponda semanticamente s afirmaes feitas no segundo pargrafo do texto. Foram destacadas as palavras modificadas.

A. Hoje, j que personagens de tempos em que a presena constante da cincia e da tcnica garantem que somos os senhores da natureza ou a fim de acreditar que, graas a agendas polticas, possamos determinar a liberdade e a igualdade como um objetivo a ser partilhado por todos os homens, a figura mtica do destino continua a nos atemorizar.

B. Hoje, conquanto personagens de tempos em que a presena constante da cincia e da tcnica paream garantir que somos os senhores da natureza ou embora acreditemos, graas a agendas polticas, determinar a liberdade e a igualdade como um objetivo a ser partilhado por todos os homens, a figura mtica do destino comea a nos atemorizar.

C. Hoje, apesar de personagens de tempos em que a presena constante da cincia e da tcnica paream garantir que somos os senhores da natureza ou ainda que acreditemos, graas a agendas polticas, poder determinar a liberdade e a igualdade como um objetivo a ser partilhado por todos os homens, a figura mtica do destino continua a nos atemorizar.

D. Hoje, apesar de personagens de tempos em que a presena constante da cincia e da tcnica garantirem que somos os senhores da natureza ou por acreditar que, graas a agendas polticas, possamos determinar a liberdade e a igualdade como um objetivo a ser partilhado por todos os homens, a figura mtica do destino continua a nos atemorizar.

E. Hoje, malgrado personagens de tempos em que a presena constante da cincia e da tcnica parecerem garantir que somos os senhores da natureza ou porque acreditamos, graas a agendas polticas, poder determinar a liberdade e a igualdade como um objetivo a ser partilhado por todos os homens, a figura mtica do destino continua a nos atemorizar.

TEXTO.

O BOM SELVAGEM E A SOCIEDADE CRUEL.

Uma das perguntas mais intratveis da vida moderna sobre se o indivduo tem precedncia sobre o ente coletivo, ou o contrrio? Prevalecer a preferncia pessoal de cada um, ou a vocao altrusta de se sacrificar pelos demais? Nas sociedades primitivas, o problema era menos complicado porque a sobrevivncia individual estava estreitamente ligada do grupo. Mas por outro lado, o egosmo grupal era implacvel. Na era moderna, o indivduo adquiriu autonomia, tornou-se cidado votante e consumidor soberano. Os conflitos entre egosmo e altrusmo foram complicados pelo anonimato, pela burocracia, e pelo gigantismo das sociedades. Fora do crculo ntimo da famlia nuclear, os laos de solidariedade tornaram-se indiretos e difusos.

216. O primeiro perodo do texto diz que:

a) H dvidas quanto a se o indivduo proveio do ente coletivo ou se foi o contrrio.

b) No se trata de elaborar perguntas na vida moderna, pois o indivduo tem preferncia sobre o ente coletivo.

c) H dvidas, na vida moderna, quanto a quem mais importante: o indivduo ou a sociedade?

d) H dvidas, na vida moderna, quanto ao que surgiu antes: o indivduo ou o ente coletivo?

e) H dvidas quanto possibilidade de se sacrificar o indivduo, para melhorar a sociedade.

217. H erros de pontuao no primeiro pargrafo do texto. Corrigindo-os, teremos:

a) "...da vida moderna, sobre, se o indivduo..."; "...complicado, porque a sobrevivncia..."

b) "...complicado, porque a sobrevivncia..."; "...Mas, por outro lado, o egosmo...";"...burocracia e pelo gigantismo..."

c) "...o problema, era menos complicado...";"...Mas, por outro lado, o egosmo..."; "...burocracia e pelo gigantismo..."

d) "...a vocao altrusta, de se sacrificar..." ; "...complicado, porque a sobrevivncia...";"...Mas, por outro lado, o egosmo..."

e) "...sociedades primitivas, o problema..."; "...foram complicados, pelo anonimato...";"... Fora do crculo ntimo da famlia nuclear..."

218. Indique a afirmao correta em relao ao texto:

a) Era mais fcil viver na sociedade primitiva, pois todos se ajudavam mutuamente.

b) Os grupos que se formavam, na sociedade primitiva, no eram isolados uns dos outros.

c) A burocracia existente na vida moderna arrefeceu os conflitos entre o egosmo e o altrusmo.

d) Em toda famlia nuclear, h laos de solidariedade.

e) A vida moderna fortaleceu os conflitos entre o individualismo e o altrusmo.

TEXTO.

A inverso de Rousseau teve conseqncias imprevistas. Se o problema residia na sociedade, bastaria ao homem transform-la para voltar ao paraso. Tentao tanto mais irresistvel quanto estava acontecendo a transio do mundo pr-industrial para os horizontes inexplorados da Revoluo Industrial. Durante trs sculos, a Era da Razo vinha abalando os alicerces intelectuais da cosmoviso religiosa que sustentara a grande unidade espiritual da Idade Mdia. E a vitria do racionalismo humanista trazia no bojo o liberalismo poltico e econmico.

219. A frase que altera a idia bsica do segundo perodo desse pargrafo :

a) J que o problema residia na sociedade, bastaria ao homem transform-la para voltar ao paraso.

b) Uma vez que o problema residia na sociedade, bastaria ao homem transform-la para voltar ao paraso.

c) Como o problema residia na sociedade, bastaria ao homem transform-la para voltar ao paraso.

d) Embora o problema residisse na sociedade, bastaria ao homem transform-la para voltar ao paraso.

e) Porquanto o problema residisse na sociedade, bastaria ao homem transform-la para voltar ao paraso.

220. Segundo o texto:

a) Trs sculos depois de Rousseau, teve incio a Idade Mdia.

b) O liberalismo poltico e econmico era uma das caratersticas do racionalismo humanista.

c) A vitria do racionalismo humanista extinguiu o liberalismo poltico e econmico.

d) A Era da Razo e a Idade Mdia so nomes para uma mesma poca.

e) O problema realmente residia na sociedade.

221. No certa a substituio de elementos do texto em:

a) "...bastaria ao homem transform-la, a fim de voltar ao paraso."

b) "...bastaria o homem transform-la, para voltar ao paraso."

c) "... a Era da Razo vinha abalando as bases intelectuais da cosmoviso religiosa..."

d) "...vinha abalando os alicerces intelectuais da concepo religiosa do mundo..."

e) "...E o triunfo do racionalismo humanista trazia no bojo o liberalismo poltico e econmico."

TEXTO.

A NUVEM.

- Fico admirado como que voc, morando nesta cidade, consegue escrever uma semana inteira sem reclamar, sem protestar, sem espinafrar!

E meu amigo falou da gua, telefone, Light em geral, carne, batata, transporte, custo de vida, buracos na rua, etc. etc. etc.

Meu amigo est, como dizem as pessoas exageradas, grvido de razes. Mas que posso fazer? At que tenho reclamado muito isto e aquilo. Mas se eu for ficar rezingando todo dia, estou roubado:quem que vai agentar me ler? Acho que o leitor gosta de ver suas queixas no jornal, mas em termos.

Alm disso, a verdade no est apenas nos buracos das ruas e outras mazelas. No verdade que as amendoeiras neste inverno deram um show luxuoso de folhas vermelhas voando no ar? E ficaria demasiado feio eu confessar que h uma jovem gostando de mim?

Ah, bem sei que esses encantamentos de moa por um senhor maduro duram pouco. So caprichos de certa fase. Mas que importa? Esse carinho me faz bem; eu o recebo terna e gravemente; sem melancolia, porque sem iluso. Ele se ir como veio, leve nuvem solta na brisa, que se tinge um instante de prpura sobre as cinzas de meu crepsculo.

E olhem s que tipo de frase estou escrevendo! Tome tenncia, velho Braga. Deixe a nuvem, olhe para o cho - e seus tradicionais buracos.

222. correto afirmar que, a partir da crtica que o amigo lhe dirige, o narrador cronista:

a) sente-se obrigado a escrever sobre assuntos exigidos pelo pblico;

b) reflete sobre a oposio entre literatura e realidade;

c) reflete sobre diversos aspectos da realidade e sua representao na literatura;

d) defende a posio de que a literatura no deve ocupar-se com problemas sociais;

e) sente que deve mudar seus temas, pois sua escrita no est acompanhando os novos tempos.

223. Em "E olhem s que tipo de frase estou escrevendo! Tome tenncia, velho Braga", o narrador:

a) chama a ateno dos leitores para a beleza do estilo que empregou;

b) revela ter conscincia de que cometeu excessos com a linguagem metafrica;

c) exalta o estilo por ele conquistado e convida-se a reverenci-lo;

d) percebe que, por estar velho, seu estilo tambm envelheceu;

e) d-se conta de que sua linguagem no ser entendida pelo leitor comum.

224. Com relao ao gnero do texto, correto afirmar que a crnica:

a) parte do assunto cotidiano e acaba por criar reflexes mais amplas;

b) tem como funo informar o leitor sobre os problemas cotidianos;

c) apresenta uma linguagem distante da coloquial, afastando o pblico leitor;

d) tem um modelo fixo, com um dilogo inicial seguido de argumentao objetiva;

e) consiste na apresentao de situaes pouco realistas, em linguagem metafrica.

TEXTO.

O PAI, HOJE E AMANH.

A civilizao industrial, entidade abstrata, nem por isso menos poderosa, encomendou cincia aplicada a execuo de um projeto extremamente concreto: a fabricao do ser humano sem pais. A cincia aplicada faz o possvel para aviar a encomenda a mdio prazo. J venceu a primeira etapa, com a inseminao artificial, que, de um lado, acelera a produtividade dos rebanhos (resultado econmico) e, de outro, anestesia o sentimento filial (resultado moral). O ser humano concebido por esse processo tanto pode considerarse filho de dois pais como de nenhum. Em fase mais evoluda, o chamado beb de proveta dispensar a incubao em ventre materno, desenvolvendo-se sob condies artificiais plenamente satisfatrias. Nenhum vnculo de memria, gratido, amor, interesse, costume direi mesmo: de ressentimento ou dio o ligar a qualquer pessoa responsvel por seu aparecimento. O smen, annimo, obtido por masturbao profissional e recolhido ao banco especializado, por sua vez ceder lugar ao gerador sinttico, extrado de recursos de naturezas vegetal e mineral. Estar abolida, assim, qualquer participao consciente do homem e da mulher no preparo e formao de uma unidade humana. Esta ser produzida sob critrios polticos e econmicos tecnicamente estabelecidos, que excluem a intil e mesmo perturbadora intromisso do casal. Pai? Mito do passado. Aparentemente, tal projeto parece coincidir com a tendncia, acentuada nos ltimos anos, de se contestar a figura tradicional do pai. Eliminando-se a presena incmoda, ter-se-ia realizado o ideal de inmeros jovens que se revoltam contra ela o pai de famlia e o pai social, o governo, a lei e aspiram vida isenta de compromissos com valores do passado. Julgo ilusria tal interpretao. O projeto tecnolgico de eliminao do pai vai longe demais no caminho da quebra de padres. A meu ver, a insubmisso dos filhos aos pais fenmeno que envolve novo conceito de relaes, e no ruptura de relaes. O pai solicitado a olhar outra vez, com olhos desprevenidos, a paisagem sabida, para identificar nela pontos de luz e sombra, diferenas, nuanas, pormenores insuspeitados ou menosprezados, seno a totalidade do panorama antes encerrado em moldura barroca ou vitoriana, e agora excedente de qualquer moldura que no seja a prpria capacidade de mirar, sentir, compreender. Isto no lhe poupar, sem dvida, o risco de ser eliminado da sociedade futura, com a oficializao do filho de laboratrio, planejado por tecnocratas insensveis graa e emoo de gerar pelas prprias entranhas o acontecimento da vida.

225. Segundo o texto:

A. A civilizao industrial ope-se cincia aplicada no sentido de que aquela visa a resultados econmicos e esta, a resultados morais.

B. O ser humano produzido por um processo artificial estar ileso, definitivamente, de perturbadores sentimentos: amor, dio, memria, ressentimentos e fraternidade.

C. O processo de inseminao artificial, de que resultou o beb de proveta, mito do passado, por causa da clonagem e das novas conquistas genticas.

D. No caminho da quebra de padres, a eliminao do pai pela cincia utpica:propondo a ruptura de relaes, busca um novo conceito de funes paternas.

E. O projeto de fabricao artificial de seres humanos cria a possibilidade da eliminao da figura paterna das sociedades futuras.

226. No texto, seria sintaticamente correto substituir:

I. encomendou cincia aplicada a execuo de um projeto extremamente concreto por encomendou-lhe cincia aplicada.

II. acelera a produtividade dos rebanhos por acelera-os.

III. o chamado beb de proveta dispensar a incubao em ventre materno por o chamado beb de proveta dispens-la-.

IV. O smen (...) ceder lugar ao gerador sinttico por O smen (...) ceder-lo- lugar.

V. critrios polticos e econmicos tecnicamente estabelecidos, que excluem a intil e mesmo perturbadora intromisso do casal por critrios polticos e econmicos, tecnicamente estabelecidos, que a excluem.

Esto certos apenas os itens.

A. I, II.

B. I, III.

C. II, IV.

D. III, V.

E. IV, V.

227. Assinale a opo cujo fragmento apresenta incorreo gramatical.

A. A participao consciente do casal no preparo e na formao de um ser humano, ser substituda por critrios polticos e econmicos, tecnicamente estabelecidos, que excluem a intil presena do feminino e a perturbadora intromisso do masculino.

B. Manifestaes de poder e de autoridade, o pai de famlia, o governo e a lei so instituies culturais contra as quais os jovens, que aspiram vida isenta de compromissos e de valores passados, rebelam-se.

C. Haver mais tempo disponvel para que os pais, com olhos sem preconceitos, admirem a paisagem esquecida; identifiquem nela pontos de luz e de sombra, diferenas, nuanas; percebam pormenores insuspeitados ou menosprezados, seno a totalidade do panorama.

D. A extenso do sentimento fraternal ao paternal, fundindo-se com este e dando-lhe novo colorido, ser a chave de um entendimento mais positivo e incomparavelmente superior atitude belicosa.

E. Em termos imperfeitos, mas compatveis com os avanos tecnolgicos de nossos dias, os moos convidam os pais e por que no dizer? os homens e as mulheres de geraes anteriores a olharem com outros olhos a vida.

TEXTO.

A integridade cultural de um povo faz-se atravs das idias. As mudanas culturais durveis se fazem atravs do debate, do confronto de opinies. perfeitamente possvel, por exemplo, de um dia para o outro, s se permitir a publicao, no pas, de livros brasileiros; perfeitamente possvel interditar totalmente a emisso, pelas estaes de rdio, de msica estrangeira;perfeitamente possvel taxar de tal modo o disco e o livro que eles se tornem inacessveis; perfeitamente vivel impedir que as emissoras de TV introduzam os enlatados nas suas programaes. Sim, no impraticvel, em nome da nossa integridade como povo, das nossas tradies e mesmo sob a alegao de combater o uso de drogas psicotrpicas segundo alguns, a msica estrangeira induziria a juventude brasileira ao consumo de entorpecentes , transformar o pas em uma ilha cultural. Mas, em primeiro lugar, tal insulamento no seria de modo algum fecundo e desejvel. Em segundo lugar, qual o valor de tais medidas se no repousam verdadeiramente em um processo de amadurecimento? Cessado o freio, voltaramos, na melhor das hipteses, mesma situao de antes, sem qualquer evoluo verdadeira. Um ser humano no muda e evolui sem que colabore com isto. Ningum muda de fora para dentro. necessrio que algum tome conscincia do seu estado, convena-se da necessidade de mudana e pode ser que com a ajuda de outros empreenda-a. Nessas condies, uma mudana tem sentido. Se um homem, porm, forado a agir diferentemente, se uma fora exterior o dobra, que houve na verdade? Desaparecendo a presso, o indivduo traz consigo os mesmos vcios. Com os povos no diferente. necessrio que os povos adquiram uma conscincia nova, que tomem conscincia do que lhes nocivo, e, de dentro para fora, empreendam suas mudanas. Isso, evidente, no se faz da noite para o dia. No ser, sequer, o trabalho de uma s gerao. Todos esses fenmenos so rduos e lentos, com idas e vindas, com avanos e recuos. Assim pensamos ns, que reverenciamos a cultura. Difere, nosso pensamento, do que julgam os indivduos penetrados da noo de autoridade. Estes, adeptos da fora, esto convencidos de que, obrigando ou proibindo, mudam tudo: tanto os indivduos como os pases.

228. Com base na leitura interpretativa do texto, assinale a opo correta.

A. No pargrafo inicial do texto, entre outras possibilidades defendidas como essenciais limpeza cultural de um povo, est a permisso exclusiva da publicao, no pas, de livros brasileiros.

B. O autor julga que perfeitamente vivel impedir que as emissoras de TV introduzam propagandas de produtos alimentcios enlatados nas suas programaes.

C. O autor aquiesce com aqueles que consideram que principalmente a msica estrangeira induz a juventude brasileira ao consumo de entorpecentes.

D. Ao afirmar que o insulamento de modo nenhum seria fecundo e ao questionar o valor das medidas proibitivas, o autor do texto posiciona-se contrrio ao avano cultural da populao.

E. No pargrafo final, o autor insere-se no texto, modestamente, colocando-se como homem apreciador de cultura, fato que fica registrado no discurso pelo emprego da primeira pessoa do plural.

229. Cada opo abaixo apresenta a reescritura de parte do texto, indicada entre aspas. Assinale a que, embora gramaticalmente correta, apresenta acrscimos ao sentido original.

A. A integridade (...) opinies Por intermdio das idias, do debate, do confronto de opinies, constri-se no s a integridade, como tambm as mudanas culturais durveis de um povo.

B. Um ser (...) com isto Um ser humano s muda e evolui se colabora com isso.

C. Se um homem (...) verdade? Caso um homem, todavia, seja forado a agir diferentemente do habitual, caso uma fora exterior o dobre, nada houve de importante na verdade.

D. necessrio (...) mudanas Necessrio que os povos adquiram uma nova conscincia, que tomem cincia do que lhes danoso, e, do interior para o exterior, faam as suas mudanas.

E. Assim pensamos (...) autoridade Ns, que reverenciamos a cultura, pensamos assim; nosso pensamento difere do que os indivduos penetrados da noo de autoridade julgam.

230. Considerando as escolhas vocabular, sinttica e semntica do texto, assinale a opo correta.

A. Logo no incio do texto, o vocbulo atravs admite a substituio pela expresso por meio de e tem o sentido de porquanto.

B. A reescritura de pas e estado com iniciais maisculas alteraria o sentido com que tais palavras foram originalmente empregadas pelo autor do texto.

C. As expresses em nome da e sob a alegao de so essencialmente sinnimas porque uma tem o mesmo significado da outra.

D. A expresso esses fenmenos refere-se a avanos e recuos.

E. O pronome demonstrativo Estes est relacionado a governantes e ditadores que esto no poder, idia subjacente a todo o texto.

TEXTO.

Hoje o povo a base e o ponto de referncia comum de todos os governos nacionais, excetuando-se os teocrticos. Isso no apenas inevitvel, como certo afinal, se o governo tem algum objetivo, s pode ser o de cuidar do bem-estar de todos os cidados e falar em nome deles. Na era do homem comum, todo governo governo do povo e para o povo, embora no possa, em qualquer sentido operacional do termo, ser exercido pelo povo. Os governos dos Estados-nao ou dos Estados territoriais modernos erguem-se sobre trs premissas. Primeira: eles tm mais poder que outras unidades que operam em seu territrio. Segunda: os habitantes de seus territrios aceitam sua autoridade mais ou menos de bom grado. Terceira: os governos podem prover aos habitantes de seu territrio servios que, de outro modo, no seriam fornecidos com eficcia igual ou nem sequer seriam fornecidos servios como lei e ordem, segundo a frase proverbial. Nos ltimos trinta ou quarenta anos, essas premissas vm deixando de ser vlidas.

231. Depreende-se do texto que:

A. O autor procura demonstrar a impossibilidade do sucesso dos Estados-nao.

B. O governo nos Estados teocrticos no tem objetivo.

C. A validade das trs premissas enumeradas no segundo pargrafo sustenta os governos dos Estados-nao.

D. Todo governo deve ser exercido operacionalmente pelo povo e destinado ao homem comum.

E. Os Estados territoriais modernos tm dificuldade para ter sua autoridade aceita por seus habitantes.

232. Assinale a opo incorreta a respeito das estruturas lingsticas do texto:

A. De acordo com o sentido textual, o gerndio em excetuando-se pode, sem prejuzo da correo gramatical, ser substitudo por excetuados.

B. Na linha 2, se o advrbio apenas for deslocado para imediatamente depois do verbo , o sentido e a correo gramatical da orao sero mantidos.

C. Na palavra composta Estados-nao, a idia de nao deve ser compreendida como uma qualificao, uma restrio da idia de Estado.

D. As formas verbais tm e vm so acentuadas de acordo com a mesma regra gramatical e, se concordassem com um nome no singular, no teriam acento grfico.

E. Na linha 6, os pronomes seu, seus e sua referem-se a habitantes.

233. Considerando que so caractersticas da linguagem oficial a clareza, a conciso, a impessoalidade e o uso do nvel formal da linguagem e que o texto faa parte de um documento oficial, assinale a opo correta.

A. Como est, o texto pode fazer parte de um parecer, com o objetivo, por exemplo, de sustentar uma opinio tcnica submetida a exame.

B. Em um relatrio, a linguagem precisaria ser mais formal, evitando-se, por exemplo, o emprego de aspas e alterando-se a regncia de prover aos habitantes para prover os habitantes.

C. Se o texto fizesse parte de um ofcio, os pronomes de terceira pessoa deveriam ser alterados para a primeira pessoa do plural ou deveria ser usada a voz passiva.

D. Como est, o texto pode fazer parte de um edital porque argumenta quanto a assunto pblico e de interesse do Estado.

TEXTO.

JORNAL.

Vai bem com caf da manh. A maior parte dos leitores de jornal o lem durante o caf da manh. Anunciar produtos matinais como cereais, sucos, manteiga, leite, queijos, iogurtes juntar a fome com a vontade de comer. Considerando que 78% dos leitores tm educao mdia ou superior e 92% tm filhos, portanto so naturalmente mais bem informados e preocupados com a qualidade da alimentao, a situao fica ainda mais favorvel para quem anuncia em jornal. Jornal. Faz de seu produto um produto muito mais interessante.

234. O texto afirma que:

A. os leitores costumam ler os anncios de jornais no caf matinal, porque assim o sabor dos alimentos aumenta.

B. os jornais destinam-se, prioritariamente, aos cidados instrudos e preocupados com a formao de seus filhos.

C. as matrias dos jornais auxiliam o crescimento demogrfico, fsico e intelectual dos anunciantes.

D. cereais, sucos, manteiga, queijos, iogurte etc. devem fazer parte do caf matinal dos leitores dos jornais.

E. quem anuncia em jornal consegue divulgar seus produtos a um pblico de melhor nvel instrucional.

235. Assinale a opo cuja reescritura mantm o sentido original da mensagem do texto e est gramaticalmente correta.

A. Grande nmero de pessoas l o jornal enquanto toma o caf da manh.

B. O anncio de produtos alimentcios abre o apitite e aumenta a vontade de comer.

C. So produto matinal lquidos, leite e sucos; pastosos: manteiga e iogurte;slidos, queijo e cereais.

D. Os leitores superiormente educados somam setenta e oito por cento e noventa e dois a percentagem dos que tem filhos.

E. A preocupao com a qualidade de vida das novas geraes passa pela qualidade da alimentao e por situao financeira mais favorveis.

236. Quanto correo gramatical e adequao s idias do texto, julgue os itens abaixo.

I. Muitos dos que lem jornal lem-no pela manh.

II. Uma multido de leitores tm o ensino mdio completo no Brasil.

III. Considerando que apenas 8% dos leitores no tm filhos, os anncios procuram vender produtos alimentcios pela manh.

IV. O sujeito do ltimo perodo do texto Faz de seu produto um produto muito mais interessante. est oculto, mas sabe-se que anncios.

V. Sendo mais bem informados e preocupados com a alimentao, os adultos so o alvo principal, se no de todos os anncios, pelo menos de anncios dos produtos de consumo matinal.

Esto certos apenas os itens:

A. I, II.

B. I, V.

D. III, IV.

C. II, III.

E. IV, V.

TEXTO.

A CRIAO DOS DIREITOS.

Quando a democracia foi inventada pelos atenienses, criou-se a tradio democrtica como instituio de trs direitos fundamentais que definiam o cidado: igualdade, liberdade e participao no poder. Igualdade significava:perante a lei e os costumes da polis, todos os cidados possuem os mesmos direitos e devem ser tratados da mesma maneira. Por esse motivo, Aristteles afirmava que a primeira tarefa da justia era igualar os desiguais, seja pela redistribuio da riqueza social, seja pela garantia de participao no governo. A mera declarao do direito igualdade no faz existir os iguais, mas abre o campo para a criao da igualdade, por meio das exigncias e demandas dos sujeitos sociais. Em 13 outras palavras, declarado o direito igualdade, a sociedade pode instituir formas de reivindicao para cri-lo como direito real. verdade que as lutas populares nos pases de capitalismo avanado ampliaram os direitos e que a explorao dos trabalhadores diminuiu muito, sobretudo com o Estado do bem-estar social. No entanto, houve um preo a pagar:a explorao mais violenta do trabalho pelo capital recaiu sobre as costas dos trabalhadores nos pases do Terceiro Mundo. Houve uma diviso internacional do trabalho e da explorao que, ao melhorar a igualdade e a liberdade dos trabalhadores de uma parte do mundo, agravou as condies de vida e de trabalho da outra parte. E no foi por acaso que, enquanto nos pases capitalistas avanados cresciam o Estado de bem-estar e a democracia social, no Terceiro Mundo eram implantadas ditaduras e regimes autoritrios, com os quais os capitalistas desses pases se aliavam aos das grandes potncias econmicas.

237. No que se refere s idias do texto, assinale a opo incorreta.

A. A democracia no existiu sempre, uma inveno humana.

B. Na Antiguidade, j existia desigualdade social.

C. O direito real depende de participao, reivindicao.

D. tarefa da justia distribuir a riqueza e garantir a participao de todos.

E. O direito declarado institui automaticamente o direito real e concreto.

238. A coerncia do texto ficaria prejudicada se a conjuno alternativa seja (...) seja fosse substituda por:

A. ou (...) ou.

B. quer (...) quer.

C. tanto (...) como.

D. nem (...) nem.

E. ora (...) ora.

239. Assinale a opo cuja frase est gramaticalmente correta.

A. No sistema democrtico dos atenienses, todos os cidados possuiam os mesmos direitos e deviam ser tratado do mesmo modo.

B. Para reinvindicar direitos, preciso primeiramente t-los.

C. Na democracia, houve um erro pagar: a explorao dos pases do Terceiro Mundo.

D. Para que houvessem igualdade e liberdade em um lugar, prejudicou-se em outro.

E. Aos capitalistas dos pases ricos aliavam-se os do Terceiro Mundo, que tinham por regime poltico, em seu pas, a ditadura.

TEXTO.

Talvez estejamos cometendo um equvoco, mas a intolerncia e o preconceito quase sempre so resultantes de uma inocncia deteriorada, que compe o cenrio moderno.

240. De acordo com o texto, correto afirmar que:

(A) atualmente todos so intolerantes e preconceituosos.

(B) a intolerncia e o preconceito esto presentes na sociedade urbana sem sombra de dvidas.

(C) h a convico de que o preconceito e a intolerncia tm a mesma origem.

(D) embora no haja certeza, a intolerncia e o preconceito podem ter a mesma origem.

(E) h srias dvidas sobre a existncia da intolerncia e do preconceito.

241. Em inocncia deteriorada, o adjetivo significa:

(A) pura, cndida.

(B) exteriorizada, externa.

(C) escondida, interna.

(D) indevida, imprpria.

(E) adulterada, estragada.

242. A palavra equvoco obedece mesma regra de acentuao das seguintes palavras:

(A) jpiter, esprito, gramtica.

(B) retrica, farmcia, sada.

(C) cardaco, tnel, frvolo.

(D) obsquio, heptico, lngua.

(E) fontica, carter, frvolo.

TEXTO.

Talvez estejamos cometendo um equvoco, mas a intolerncia e o preconceito quase sempre so resultantes de uma inocncia deteriorada, que compe o cenrio moderno.

243. De acordo com o texto, correto afirmar que:

(A) atualmente todos so intolerantes e preconceituosos.

(B) a intolerncia e o preconceito esto presentes na sociedade urbana sem sombra de dvidas.

(C) h a convico de que o preconceito e a intolerncia tm a mesma origem.

(D) embora no haja certeza, a intolerncia e o preconceito podem ter a mesma origem.

(E) h srias dvidas sobre a existncia da intolerncia e do preconceito.

244. Em inocncia deteriorada, o adjetivo significa:

(A) pura, cndida.

(B) exteriorizada, externa.

(C) escondida, interna.

(D) indevida, imprpria.

(E) adulterada, estragada.

245. A palavra equvoco obedece mesma regra de acentuao das seguintes palavras:

(A) jpiter, esprito, gramtica.

(B) retrica, farmcia, sada.

(C) cardaco, tnel, frvolo.

(D) obsquio, heptico, lngua.

(E) fontica, carter, frvolo.

TEXTO.

Uma das grandes iluses da dcada dos 90 que houve tal mudana na economia americana que precisamos de uma nova teoria econmica para explic-la. verdade que no perodo 1995/1999 houve uma acelerao do crescimento da economia acompanhada (o que parece paradoxal) por uma reduo da taxa de inflao. um paradoxo apenas na aparncia. No existe nenhuma razo para pensar que a simples e pura acelerao do crescimento deve, necessariamente, levar a um aumento da taxa de inflao. Isso s deveria ocorrer se a demanda global estivesse tentando crescer mais depressa do que a oferta global e a economia estivesse em pleno emprego. H muitas razes pelas quais no se deve aceitar tal relao de causalidade. Por exemplo, se a participao da massa salarial na renda global estiver diminuindo e a produtividade do trabalho estiver crescendo, o custo do trabalho por unidade de produto diminuir e haver um aumento de lucro. Isso estimular o investimento e a incorporao de novas tecnologias, aumentando a oferta global. Outra possibilidade a combinao de uma reduo dos preos das importaes com uma valorizao externa da moeda. Mas em que a dcada dos 90 diferente da dos 80 na economia americana? A tabela abaixo compara as duas, usando a mdia trimestral das variveis. Verificamos que as diferenas residem no aumento da produtividade do trabalho, na reduo da taxa de desemprego e na queda da taxa de inflao. Esta ltima notvel quando levamos em conta que uma taxa anual de 5,6% produz, em dez anos, uma inflao acumulada de 72%, enquanto uma taxa anual de 3% produz uma inflao acumulada, na dcada, de 34%.

246. As seguintes asseres esto corretas em relao ao texto, exceto:

a) Com relao ao crescimento mdio real da economia dos EUA, no h diferena entre as dcadas comparadas (80 e 90).

b) Na dcada dos 90, nos EUA, verificou-se um surto de crescimento produtivo e reduo da inflao.

c) Na acelerao do crescimento dos anos 90, a demanda global ultrapassou a oferta global, nos EUA.

d) A utilizao da capacidade produtiva nos EUA, no perodo analisado, est abaixo do ponto em que as presses da demanda costumam superar a oferta.

e) O uso do futuro do pretrito no verbo auxiliar (l.12) antecedendo a orao condicional indica ao leitor que o enunciado representa uma conjectura.

247. A afirmao no verdadeira:

a) A relao de causalidade (linha 17), que o autor refuta : acelerao do crescimento causa necessariamente aumento de inflao.

b) Em explic-la (linha 4) o pronome tono referese a nova teoria econmica (linhas 3, 4).

c) O segmento no perodo 1995/1999 (linha 4, 5) poderia estar entre vrgulas.

d) Para que a nfase recaia sobre a palavra crescimento (linha 6) a flexo de gnero pode ser no masculino em acompanhada (linha 6).

e) O segmento No existe nenhuma razo (linha 9) pode ser substitudo, com vantagem estilstica, por No existe razo alguma.

248. Em qual alternativa a afirmao falsa?

a) Os parnteses s linhas 6 e 7 podem ser substitudos por vrgulas, sem prejuzo da textualidade.

b) O segmento H muitas razes pelas quais... (linhas 15, 16) pode tambm ser corretamente escrito como H muitas razes por que...

c) Por uma questo estilstica, deve-se preferir a nclise do pronome ao verbo auxiliar em no se deve aceitar (linha 16).

d) O pronome Isso (linha 22) refere-se a todo o perodo anterior.

e) O complemento nominal de Outra possibilidade (linha 24), que est implcito, encerra a idia: de a acelerao do crescimento levar ao aumento da taxa de inflao.

249. A opo na qual a afirmao no verdadeira :

a) No se flexionou no plural a forma verbal do verbo haver (linha 21) porque o sintagma que se lhe segue est no singular.

b) H elipses de substantivos s linhas 28 e 29.

c) No ltimo pargrafo, comparam-se as taxas de inflao de perodos iguais de tempo.

d) linha 9, pode-se incluir o ndice de sujeito indeterminado junto ao predicado pensar que....

e) Estaria tambm correto iniciar-se o texto assim: Uma das grandes iluses da dcada dos 90 a de que houve tal mudana....

TEXTO.

O PRIMO.

Primeira noite ele conheceu que Santina no era moa. Casado por amor, Bento se desesperou. Matar a noiva, suicidar-se, e deixar o outro sem castigo? Ela revelou que, havia dois anos, o primo Euzbio lhe fizera mal, por mais que se defendesse. De vergonha, prometeu a Nossa Senhora ficar solteira. O prprio Bento no a deixava mentir. testemunha de sua aflio antes do casamento, Santina pediu perdo, ele respondeu que era tarde noiva de grinalda sem ter direito.

250. Segundo o texto, podemos afirmar que a relao entre Santina e Euzbio se deu num clima de:

A) equilbrio.

B) cumplicidade.

C) indiferena.

D) violncia.

E) permissividade.

251. No texto, h informaes que nos so passadas em linguagem figurada, ou seja, usam-se palavras em sentido conotativo. Em que alternativa percebemos isso?

A) "Casado por amor, Bento se desesperou.

B) Matar a noiva, suicidar-se, e deixar o outro sem castigo?

C) "Ela revelou que, havia dois anos, o primo Euzbio lhe fizera mal, por mais que se defendesse.

D) "... prometeu a Nossa Senhora ficar solteira.

E) O prprio Bento no a deixava mentir..."

252. Uma das seguintes alternativas apresenta erro quanto ao emprego do pronome grifado. Assinale-a.

A) Santina guardava consigo, muito tempo, aquele segredo.

B) Bento disse a Santina que precisava falar consigo.

C) O primo lhe fizera mal, mas isso ficou em segredo.

D) "Isso deve ficar entre mim e voc, poderia Bento ter dito a Santina, e tudo estaria resolvido.

E) O medo de Santina era este: ser considerada uma mulher vulgar.

253. Em todas as alternativas a regncia dos verbos est adequada ao padro culto, exceto em:

A) Bento estaria apenas obedecendo s normas da sociedade?

B) Ser que Santina no preferiria ficar solteira do que passar por aquela situao?

C) De certa forma, Santina j informara a Bento o que ocorrera com ela no passado.

D) Desculpar Santina, perdoar-lhe apagaria o passado?

E) Santina procurava justificar-se para agradar ao marido, mas nada o convencia da inocncia dela.

TEXTO.

Quais so as profisses mais perigosas? Os acidentes de trabalho tm probabilidades muito maiores de serem fatais quando ocorrem em lugares de onde impossvel escapar. o caso de mergulhadores profissionais, de trabalhadores em minas subterrneas e em plataformas petrolferas. E tambm de tcnicos de linhas de transmisso de energia, que lutam contra o vento pendurados , a 30 metros de altura, em cabos que transportam mais de 200 000 volts, diz o fsico Damsio de Aquino, da Fundao de Segurana e Medicina do Trabalho (Fundacentro), em So Paulo, rgo filiado ao Ministrio do Trabalho, que o maior centro de pesquisas sobre o assunto em toda a Amrica Latina. Por incrvel que parea, nem a Organizao Mundial do Trabalho tem um ranking estatstico ou um estudo global que aponte as profisses com os ndices de bitos por acidente mais elevados. No Brasil, porm, dados do Ministrio do Trabalho mostram que a atividade econmica com o maior nmero de vtimas fatais o setor madeireiro, com 37 bitos para 100 000 empregados durante o ano de 2000. Em segundo lugar, vm as ocupaes ligadas extrao mineral, categoria que rene duas das profisses de mais alto risco: minerao subterrnea e extrao de petrleo (principalmente nas famigeradas plataformas marinhas citadas acima). No caso da indstria madeireira, o pior que boa parte dos acidentes poderia ser evitada com mquinas mais seguras. A maioria das mortes ocorre naquelas serrarias espalhadas em cantos remotos do pas, onde no h uma presso para a melhoria das condies de trabalho e no se investe em mecanismos de proteo, afirma Damsio. O mais recente estudo do gnero nos Estados Unidos, realizado na dcada de 90, tambm apontava para o perigo das madeireiras. Um operador de serras tinha uma chance de morrer em servio 20 vezes maior que a mdia dos trabalhadores em todos ou outros setores de longe, a profisso mais perigosa do pas.

254. De acordo com o texto, pode-se afirmar que:

I. segundo estatsticas mundiais, as profisses com maior risco de fatalidade so as de tcnicos de transmisso de energia;

II. no Brasil, o setor madeireiro apresenta grande nmero de vtimas por falta de segurana nas mquinas;

III. segundo o fsico Damsio de Aquino, a indstria madeireira e a profisso de mergulhador profissional no investem em condies de trabalho;

IV. de acordo com pesquisa do Ministrio do Trabalho, os setores com maior nmero de vtimas fatais so: minerao subterrnea , extrao de petrleo e indstria madeireira.

Esto corretas as afirmaes contidas apenas em:

(A) II, III.

(B) I, IV.

(C) I, III.

(D) II, IV.

(E) III, IV.

255. Segundo o texto, pode-se concluir que:

(A) os acidentes de trabalho poderiam ser sempre evitados se houvesse maior fiscalizao do Ministrio do Trabalho.

(B) h serrarias no interior do pas que no apresentam condies de trabalho.

(C) o perigo de um operador de serras morrer em servio decorre do fato de haver serrarias em lugares muito remotos.

(D) os Estados Unidos, na dcada de 90, realizaram um estudo para evitar o excessivo nmero de acidentes de trabalho em locais inacessveis.

(E) h uma organizao mundial que se preocupa em apontar as profisses com os maiores ndices de bitos por acidentes.

256. No trecho: No Brasil, porm, dados do Ministrio do Trabalho mostram que..., a conjuno porm pode ser substituda, sem alterao de sentido, por:

(A) mas.

(B) conquanto.

(C) portanto.

(D) logo.

(E) porque.

257. Observe o trecho a seguir:

...minerao subterrnea e extrao de petrleo (principalmente nas famigeradas plataformas marinhas citadas acima). No contexto, a expresso entre parnteses indica que:

(A) as plataformas so notveis por apresentarem desenvolvimento tecnolgico de grande porte.

(B) as plataformas so afamadas pela ocorrncia de acidentes fatais.

(C) as plataformas so desconhecidas, pois esto em lugares de difcil acesso.

(D) as plataformas so responsveis por um grande nmero de acidentes fatais.

(E) as plataformas so um dos locais em que ocorrem duas das profisses de maior risco: minerao subterrnea e extrao de petrleo.

TEXTO.

LUZ NO CAMPO.

Mudando o campo da noite para o dia O governo federal, por intermdio do Ministrio de Minas e Energia e da ELETROBRS, est lanando o Programa Luz no Campo. Um projeto que vai levar energia eltrica para mais de um milho de domiclios e propriedades rurais no interior do pas. Junto com o Programa, vo chegar desenvolvimento, conforto e todos os benefcios que a energia traz. Com isso, o homem do campo vai poder continuar morando no campo. E o sonho de dona Alzira, e de todas as pessoas que estavam esperando a energia eltrica chegar, vai poder ser realizado.

258. De acordo com as idias do texto, assinale a opo correta.

A. O ttulo do texto sugere que, aps chegar a eletricidade ao campo, a natureza estar to clara, noite, que parecer um pasto verdinho durante o dia.

B. Destinado exclusivamente s comunidades pobres do Nordeste, o Programa tem alcance eficaz, porm muito limitado, geograficamente.

C. O Programa Luz no Campo apresentado no texto como uma iniciativa positiva do governo, porque estimula a eletrificao rural do pas.

D. O desenvolvimento chegar apenas s propriedades urbanas, porque elas j possuem os benefcios e o conforto proporcionados pela energia eltrica.

E. O Programa Luz no Campo vai realizar o sonho de muitas mulheres trabalhadoras, a exemplo de dona Alzira, cujo desejo possuir uma geladeira.

259. Com referncia s abreviaes e grafia de iniciais maisculas, assinale a opo correta.

A. O Programa Luz no Campo de responsabilidade do Mi.Mi.En.

B. A eletrobrs vai levar energia ao NE do pas.

C. O governo Federal vai poder realizar a aspirao de dona Alzira.

D. O Programa Luz no Campo, que vai levar luz eltrica zona rural, um subproduto do Projeto Avana Brasil.

E. O objetivo do PLC , com a eletrificao rural, mudar o Campo da Noite para o Dia.

260. _____________________ luz no campo, os moradores _______________________ algum conforto. Assinale a opo cujos termos, na ordem que so apresentados, preenchem corretamente os espaos da frase acima.

A. Se houver poder ter

B. Quando houver iro usufluir de

C. Embora haja no tem podido gozar de

D. Apesar de no haver tm podido gozar de

E. Quando haver tero

261. Assinale a opo gramaticalmente correta.

A. O governo lanar, brevemente, um projeto de alto-suficincia em energia eltrica no campo.

B. Afim de conseguir seu intento, o governo no medir esforos.

C. O projeto, que vai gerar mais energia, livrar o homem do campo de muitos impecilhos ao pogresso.

D. Seja chegando ao campo, seja chegando cidade, a energia eltrica sempre um insentivo ao progresso.

E. Dona Alzira, cujo sonho ter eletrodomsticos, agora poder cozer os seus doces favoritos.

TEXTO.

Minha infncia hoje

aquele peixe de prata

que me escorregou da mo

como se fosse sabo.

Mergulho no antigo rio

atrs do peixe vadio

Quem viu? Quem viu?

Minha infncia hoje

aquele papagaio fujo

no ar, sua muda cano.

Subo nos galhos da goiabeira

atrs do falaz papagaio

Me segura, me segura

seno eu caio.

262. No texto, as duas funes de linguagem facilmente identificveis so:

A. referencial e emotiva

B. referencial e ftica

C. potica e emotiva

D. potica e apelativa

E. emotiva e metalingstica

263. Na primeira estrofe temos:

A. uma locuo adjetiva, uma conjuno comparativa e uma conjuno integrante.

B. um pronome relativo, uma conjuno adverbial condicional e um verbo transitivo direto.

C. um verbo de ligao, uma preposio e um artigo indefinido.

D. um verbo transitivo, dois verbos de ligao e um adjetivo.

E. um verbo intransitivo, um pronome demonstrativo e um advrbio.

264. Na segunda estrofe temos dois substantivos, sendo que:

A. um deles tem funo de complemento nominal.

B. um deles tem funo de sujeito.

C. os dois tm funo de adjunto adverbial.

D. um deles tem funo de aposto.

E. um deles tem funo de objeto.

265. Na ltima estrofe temos:

A. um caso de colocao pronominal que est de acordo com a norma culta.

B. um adjunto adnominal.

C. um adjunto adverbial de tempo.

D. quatro verbos intransitivos.

E. uma conjuno adverbial concessiva.

TEXTO.

Mas h sempre algum altrusmo nas pessoas. Sero valores embutidos em nossa cultura por um legado religioso? Ou um impulso inato, recebido da natureza ao nascer? Sangue, e rios de tinta, ainda no responderam a essa pergunta. No sculo 18, J. J. Rousseau, invertendo muitos sculos da viso pessimista do homem naturalmente pecador e mau, embutida na tradio crist, substituiu-a por uma idia oposta: a do homem que nasce virtuoso, e degenera na sociedade. o "bom selvagem", uma das contribuies iniciais da descoberta do Brasil ao pensamento europeu.

266. Segundo o texto, J. J. Rousseau:

a) Afirmou que o homem naturalmente pecador e mau, mas, devido tradio cristo, quando nasce virtuoso, degenera na sociedade.

b) o bom selvagem que contribuiu para a descoberta do Brasil.

c) Errou, ao inverter a viso da Igreja, que sempre acreditou ser o homem virtuoso, mas degenerador da sociedade.

d) Contradisse a tradio crist, ao afirmar que o homem nasce virtuoso, e a sociedade o corrompe.

e) Contribuiu para a descoberta do Brasil, ao afirmar que o selvagem que aqui habitava era naturalmente bom.

267. O autor do texto:

a) Afirma que as pessoas, de alguma maneira, so solidrias com as demais.

b) Explica que existe nas pessoas algum conceito que a leva a praticar atos estranhos.

c) Discute a validade de se levarem em considerao os ensinamentos da Igreja.

d) Mostra o pensamento de um ateu, que escreveu obras contra a Igreja.

e) Revela que nossa cultura tem valores embutidos por um cidado, considerado legado religioso.

268. Considerando-se algumas palavras do texto, errado afirmar que:

a) Altrusmo est para altrusta assim como escotismo est para escoteiro.

b) Embutidos est para embutir assim como vindo est para vir.

c) Impulso est para impelir assim como decurso est para decorrer.

d) Embutida est para imbutida assim como emigrar est para imigrar.

e) Contribuies est para contribuir assim como intuies est para intuir.

269. No texto, foram empregadas em sentido conotativo as seguintes palavras:

a) viso e pecador.

b) tradio e idia.

c) altrusmo e valores.

d) cultura e legado.

e) sangue e rios.

TEXTO.

O LEO.

A menina conduz-me diante do leo, esquecido por um circo de passagem. No est preso, velho e doente, em gradil de ferro. Fui solto no gramado e a tela fina de arame escarmento ao rei dos animais. No mais que um caco de leo: as pernas reumticas, a juba emaranhada e sem brilho. Os olhos globulosos fecham-se cansados, sobre o focinho contei nove ou dez moscas, que ele no tinha nimo de espantar. Das grandes narinas escorriam gotas e pensei, por um momento, que fossem lgrimas.

Observei em volta: somos todos adultos, sem contar a menina. Apenas para ns o leo conserva o seu antigo prestgio - as crianas esto em redor dos macaquinhos. Um dos presentes explica que o leo tem as pernas entrevadas, a vida inteira na minscula jaula.

Derreado, no pode sustentar-se em p.

Chega-se um pi e, desafiando com olhar selvagem o leo, atira-lhe um punhado de cascas de amendoim. O rei sopra pelas narinas, ainda um leo: faz estremecer as gramas a seus ps.

Um de ns protesta que deviam servir-lhe a carne em pedacinhos.

- Ele no tem dente?

- Tem sim, no v? No tem fora para morder.

Continua o moleque a jogar amendoim na cara devastada do leo. Ele nos olha e um brilho de compreenso nos faz baixar a cabea: conhecido o travo amargoso da derrota.

Est velho, artrtico, no se agenta das pernas, mas um leo. De repente, sacudindo a juba, pe-se a mastigar capim. Ora, leo come verde! Lana-lhe o guri uma pedra: acertou no olho lacrimoso e doeu.

O leo abriu a bocarra de dentes amarelos, no era um bocejo. Entre caretas de dor, elevou-se aos poucos nas pernas tortas. Sem sair do lugar, ficou de p. Escancarou penosamente os beios moles e negros, ouviu-se a rouca buzina do fordeco antigo.

Por um instante o rugido manteve suspensos os macaquinhos e fez bater mais depressa o corao da menina. O leo soltou seis ou sete urros. Exausto, deixou-se cair de lado e fechou os olhos para sempre.

270. I. Embora no seja um texto predominantemente descritivo, ocorre descrio, visto que o autor representa a personagem principal atravs de aspectos que a individualizam.

II. Por ressaltar unicamente as condies fsicas da personagem, predomina a descrio objetiva no texto, com linguagem denotativa.

III. Por ser um texto predominantemente narrativo, as demais formas - descrio e dissertao - inexistem.

Inferimos que, de acordo com o texto, pode(m) estar correta(s):

a) Todas.

b) Apenas a I.

c) Apenas a II.

d) Apenas a III.

e) Nenhuma das afirmaes.

271. I. Fato principal: a morte do leo. Causas principais: o circo, que o abandonou, e a criana, que o acertou com uma pedra.

II. A decadncia fsica do leo, assunto predominante do texto, denota animalizao do ser humano.

III. A velhice do leo, assunto predominante do texto, conota marginalizao, maus tratos e decadncia fsica dos animais.

Inferimos que, de acordo com o texto, pode(m) estar correta(s):

a) Todas.

b) Apenas a I.

c) Apenas a II.

d) Apenas a III.

e) Nenhuma das afirmaes.

272. I. Conotativamente, o leo chora;denotativamente, o menino agride.

II. A decadncia do leo tanta, que nada faz lembrar a sua antiga reputao. Nem mesmo os adultos o reconhecem mais.

III. Metaforicamente, o leo, que no mais produz e no mais trabalha, pode representar a marginalizao, abandono e agresso a que so submetidos os idosos.

Inferimos que, de acordo com o texto, pode(m) estar correta(s):

a) Todas.

b) Apenas a I.

c) Apenas a II.

d) Apenas a III.

e) Nenhuma das afirmaes.

273. I. Evidencia-se explicitamente no texto uma comparao: a decadncia do leo similar a do ser humano em geral.

II. Incapaz de reagir fisicamente s provocaes, o leo, sentindo-se inconformado, morre.

III. O fato de o leo "no estar preso em gradil de ferro constitui, por parte de seus antigos donos, uma prova de gratido.

Inferimos que, de acordo com o texto, pode(m) estar correta(s):

a) Todas.

b) Apenas a I.

c) Apenas a II.

d) Apenas a III.

e) Nenhuma das afirmaes.

TEXTO.

(..) Era para ser uma semana de celebraes,

mas o governo no teve tempo de levantar a cabea

da trincheira.

O tiroteio, que havia comeado uma semana

antes com as denncias contra os presidentes do

Banco Central e do Banco do Brasil, prosseguiu

com o embate com a oposio dentro da CPI do

Banestado e com a reao forte, nos meios de

comunicao, a duas propostas encampadas pelo

Planalto: a criao da Agncia Nacional do Cinema

e a do Audiovisual e do Conselho Federal de

Jornalismo (CFJ).

Na quarta-feira, nova proposta polmica (CFJ)

entrou na linha de tiro: o governo quer proibir que

funcionrios pblicos responsveis por investigaes

passem informaes para a imprensa.

No pretendo analisar, hoje, a poltica de informao

do governo, embora esse conjunto de iniciativas

e vrias declaraes de ministros indiquem

uma tendncia a restringir a ao da imprensa e a

disciplin-la.

Vou me ater proposta do Conselho de Jornalismo,

elaborada e aprovada pela Fenaj (Federao

Nacional dos Jornalistas), modificada pela

Casa Civil da Presidncia da Repblica e encaminhada

na quinta-feira, dia 5, ao Congresso, pelo

ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, em nome

do presidente Lula.

Em primeiro lugar, deve ser dito que a proposta

foi bombardeada na imprensa, inclusive nesta

Folha. O noticirio foi predominantemente contrrio

ao projeto de lei que cria o conselho.

A Folha foi quem deu mais destaque iniciativa

e associou-a imediatamente a uma tentativa do

governo de controle da imprensa. O jornal lembrou

que a proposta se inseria num contexto de

dificuldades de relacionamento entre o governo

Lula e a imprensa, o que no est de todo errado.

Mas, ao carimb-lo como chapa-branca, o jornal

omitiu uma informao relevante: o texto tinha sido

gerado nos sindicatos profissionais.

Levantamento que fiz at sexta-feira mostra

que h uma aparente busca de imparcialidade do

jornal: contei, ao longo da semana, 15 opinies favorveis

ao CFJ dentro das reportagens publicadas

e 14 contrrias. Mas um equilbrio apenas numrico,

porque as opinies desfavorveis tiveram

mais destaque ao longo da semana e foram repetidas

diversas vezes. No mesmo perodo, foram

publicados seis artigos de opinio, apenas um de

apoio ao conselho, assinado por Ricardo Kotscho,

secretrio de Imprensa e Divulgao da Presidncia.

O jornal publicou um editorial condenando o

CFJ j no domingo (A mo sinistra). Foram

editadas 12 cartas de leitores sobre o assunto:

cinco a favor do conselho e sete contra. Esse

desequilbrio no permitiu que a proposta fosse

debatida com mais profundidade.

274. De acordo com a leitura completa do fragmento de texto acima, correto afirmar que:

A. no segundo pargrafo do texto, fica evidente que a discusso a respeito do CFJ estava inserida em um contexto adverso ao governo.

B. a inteno do autor do texto analisar a poltica de informao do governo, que, por sua vez, pretende restringir a ao da imprensa.

C. nas linhas 30 e 31, a expresso inclusive nesta Folha pretende fazer que o jornal no qual o autor escreve seja visto como diferente dos outros.

D. a conjuno mas, na linha 39, inicia um perodo que confirma a hiptese de que o CFJ uma tentativa do governo de controlar a imprensa.

E. nas linhas de 42 a 59, observa-se que o jornal em que o autor do texto trabalha imparcial no tratamento da polmica a respeito do CFJ.

275. De acordo com a leitura completa do fragmento de texto acima, correto afirmar que:

A. as expresses trincheira (linha 3), tiroteio (linha 4), linha de tiro (linha 14) e bombardeada (linha 30) foram utilizadas no sentido figurado e servem para ilustrar os conflitos e crticas sofridos pelo governo.

B. a omisso das vrgulas nas linhas 4 e 5 no teria implicao semntica no pargrafo ou no texto como um todo, j que o pronome relativo que refere-se a um termo no singular.

C. nas linhas de 17 a 21, a forma verbal indiquem flexionou-se no plural porque deve concordar com o substantivo ministros, de acordo com a regra geral de concordncia verbal.

D. na linha 38, o pronome pessoal oblquo o refere-se a governo Lula (linhas 37/38), que tambm se relaciona diretamente expresso chapa-branca.

E. nas linhas 58/59, a flexo do verbo ser, no imperfeito do subjuntivo, poderia ser alterada, sem prejuzo semntico para o texto como um todo, para a forma de presente do subjuntivo, seja.

276. Sobre o ponto de vista do autor, de acordo com a leitura completa do fragmento de texto acima, correto afirmar que:

A. o autor tende parcialidade ao longo do texto, especialmente no que diz respeito ao governo e ao jornal em que trabalha, colocando-se mais vezes a favor deste do que daquele.

B. o autor preocupa-se, ao longo do texto, em levantar aspectos favorveis ao governo na questo do CFJ, o que fica evidente nas primeiras linhas, nas quais se parte do pressuposto de que o contexto desfavorvel prejudicou o governo.

C. o autor preocupa-se, ao longo do texto, em demonstrar o quo imparcial foi, na questo do CFJ, a imprensa e, em particular, o jornal em que trabalha, de modo que as conseqncias negativas angariadas pelo governo ficam entendidas como decorrentes de sua vontade de censurar.

D. o autor tenta ser, ao longo do texto, imparcial e levantar dados que confirmem que a imprensa e o jornal em que trabalha privilegiou os ataques ao governo na questo do CFJ, apesar de notar que o governo, por sua vez, parece tender a restringir a ao da imprensa e a disciplin-la.

E. O autor, ao longo do texto, frisou que o governo restringe a ao da imprensa e pretende disciplin-la, apesar de os levantamentos feitos no jornal em que trabalha revelarem a tendncia da imprensa em atacar o CFJ.

277. Nas linhas de 17 a 21, No pretendo analisar, hoje, a poltica de informao do governo, embora esse conjunto de iniciativas e vrias declaraes de ministros indiquem uma tendncia a restringir a ao da imprensa e a disciplin-la , a palavra embora tem o mesmo valor sinttico e semntico que a palavra destacada em:

A. Caso haja outras manifestaes violentas, o policiamento ser redobrado.

B. Uma vez que o policiamento ser redobrado, no haver manifestaes violentas.

C. O policiamento ser redobrado, de modo que no haver manifestaes violentas.

D. No haver manifestaes violentas porque o policiamento ser redobrado.

E. Ainda que no haja manifestaes violentas, o policiamento ser redobrado.

TEXTO.

Existe um relativo consenso de que inmeras foram as transformaes que alteraram, no ltimo quarto de sculo, a geopoltica e a geoeconomia do mundo tal como foram organizadas depois do fim da Segunda Guerra, sob a gide da competio interestatal entre os Estados Unidos e a Unio Sovitica. A grande divergncia est na forma em que cada um interpreta o movimento mais geral, hierarquizando suas determinaes e suas conseqncias. Para alguns, trata-se de conseqncia necessria e inapelvel das transformaes tecnolgicas que, somadas expanso dos mercados, derrubaram as fronteiras territoriais e sucatearam os projetos econmicos nacionais, promovendo uma reduo obrigatria e virtuosa da soberania dos Estados. A partir da, a prpria globalizao econmica e a fora dos mercados promoveriam tambm uma homogeneizao progressiva da riqueza e do desenvolvimento das naes, e para os mais otimistas, em algum tempo mais, um governo global, uma paz perptua e uma democracia cosmopolita. No necessrio dizer que essa leitura dos acontecimentos reproduz a utopia liberal que desde o sculo XVIII vem anunciando e propondo, reiteradamente, esse mesmo objetivo terminal para a economia capitalista: um mercado global desvencilhado dos problemas impostos pelos particularismos nacionais e os protecionismos estatais.

278. Assinale a opo que est de acordo com as idias do texto.

a. O movimento econmico mundial, ao contrrio do que se possa imaginar, impediu transformaes tecnolgicas em vrios territrios que antes estavam liderando o processo produtivo internacionalizado.

b. A divergncia em relao s grandes transformaes econmicas dos ltimos 25 anos diz respeito a quais so as suas causas e quais so as suas conseqncias no panorama do desenvolvimento das naes.

c. As grandes transformaes econmicas do final do sculo coincidem com o fim da estratgia de poder imperial que vem se impondo ao mundo a partir de seu eixo anglo-saxo.

d. Uma viso menos positiva do fenmeno da globalizao prev a sobrevivncia e a ampliao da soberania dos Estados Nacionais.

e. Compreende-se que a globalizao necessita adotar os mesmos ideais propagados pela utopia liberal da economia capitalista desde o sculo XVIII.

279. Assinale a opo que apresenta uma seqncia coesa e coerente para o texto.

a. E o que essencial: essas transformaes, que se aceleram a partir da dcada de 70, no suprimiram as leis de movimento e tendncias de longo prazo do sistema capitalista.

b. E todas as grandes transformaes do sistema capitalista envolveram, simultaneamente, decises e mudanas no campo da concorrncia e acumulao do capital e da luta e centralizao do poder poltico.

c. Nem sua forma de evoluir disruptivamente, impulsionados pelos movimentos simultneos e interrelacionados da acumulao do poder e da riqueza, estimulados, a um s tempo, pela competio interestatal e pelas relaes e conflitos de dominao entre os poderes dominantes e os grupos sociais e pases subordinados.

d. Por isso, desde a constituio do capitalismo como um sistema econmico global e nacional, a um s tempo, e durante toda sua expanso, nos ltimos cinco sculos, a partir da Europa do Norte, os estados territoriais e os capitais demonstraram a mesma vocao compulsiva e competitiva ao imprio e globalidade.

e. Entretanto, essa velha utopia envelheceu e o fenmeno da globalizao econmica no uma imposio tecnolgica, nem um fenmeno puramente econmico, pois envolve novas formas de dominao social e poltica que resultaram de conflitos, estratgias e imposio vitoriosa de determinados interesses, internacionais e nacionais.

280. Indique a opo em que o trecho foi transcrito em desacordo com a norma escrita culta.

a. Muitos economistas transferem para o plano analtico o que sua obsesso ideolgica: a eliminao da poltica e do conflito de interesses das classes e dos estados.

b. Por isso, vem intenes ou construes conspiratrias onde, na verdade, o que existe o desenvolvimento histrico de um sistema de criao da riqueza que inseparvel do processo de acumulao do poder poltico.

c. Razo pela qual a explicao dos acontecimentos e da evoluo de mdio e longo prazos do prprio sistema envolvem o acompanhamento e a anlise permanente do seu jogo de poder, no plano internacional como no plano local.

d. Para eles bem mais simples desqualificar o poder poltico como conspirao, e as prprias conspiraes concretas como se elas tampouco existissem e no fossem um processo de deciso poltica absolutamente corriqueiro.

e. Com isso conseguem descartar tanto o mundo dos interesses contraditrios como o das hierarquias estabelecidas, e, ao mesmo tempo, desvalorizar o momento da vontade, da organizao, da deciso e da coragem para questionar e mudar os rumos daquilo que consideram ser mera imposio tecnolgica ou do mercado.

281. Indique a opo que resume as idias principais do texto.

Uma das grandes mudanas do sculo a que responde pelo nome de revoluo tecnolgica, cujas invenes e descobertas fundamentais ocorreram durante a Segunda Guerra Mundial. Sua utilizao econmica s ocorreu, porm, a partir da crise econmica dos anos 70. Os resultados, sobretudo no campo da microeletrnica, dos computadores e da telecomunicao, afetaram diretamente a extenso, o custo e a velocidade de circulao das informaes, facilitando a integrao em tempo real de todos os mercados financeiros e provocando alteraes produtivas e gerenciais que tm permitido aumentos de produtividade e lucratividade, sobretudo depois de 1990, s custas, em grande medida, de uma reduo gigantesca dos postos de trabalho.

a. A revoluo tecnolgica intensificou a circulao de informaes, integrando os mercados financeiros e provocando produtividade e lucratividade, mas tambm desemprego.

b. A circulao de informaes que ocorreu em conseqncia do aumento de produtividade e de lucratividade, intensificou os efeitos positivos da revoluo tecnolgica.

c. A integrao dos mercados financeiros depois da Segunda Guerra Mundial, em conseqncia das telecomunicaes, provocou a reduo da lucratividade e dos postos de trabalho.

d. A utilizao econmica dos produtos da revoluo tecnolgica, a partir dos anos setenta, provocou um avano da microeletrnica prejudicando o custo das informaes.

e. Aps 1990, o aumento da produtividade das empresas de microeletrnica, de computadores e de telecomunicaes afetou de forma negativa a circulao das informaes e os postos de trabalho.

TEXTO.

O uso inadequado da linguagem oral, assim como o da escrita, pode ocasionar situaes embaraosas. Um humorista, aproveitando-se do grotesco de tais situaes, costuma reproduzi-las para veicular ensinamentos. Dessa maneira, o humor, ao mesmo tempo que descontrai, educa. o que se v noi caso abaixo.

Amigo de Lampio

O empresrio Joo, dono de uma grande rede de supermercado, dizia que no tinha o menor constrangimento de lembrar de sua formao modesta. A sua bem-sucedida carreira empresarial comeou com uma pequena padaria onde, certa ocasio, teve como fregueses os cangaceiros de Lampio.

- Os homens comeram quase todo o nosso estoque, mas, na hora de pagar, usei de prudncia e no cobrei nada. Lampio ficou meu amigo at a morte.

Seu Joo garante que foi um bom comerciante porque tinha uma soluo pronta para tudo. Certa vez, ele encomendou algumas toneladas de sal, mas quando a mercadoria chegou era cal.

Prontamente ele protestou. Mas o vendedor mostrou o pedido e l estava escrito cal com sua prpria letra.

A ele balanou a cabea e falou:

- Pois , era sal que eu queria. S que eu esqueci a cedilha.

282. Assinale a opo que, alm de gramaticalmente correta, mantm as idias originais do pargrafo introdutrio do texto.

a) Os usos inadequados da linguagem oral e escrita, podem ocasionar situaes embaraosas a um bom humorista. Este, aproveitando-se de tais situaes, costuma reproduzir-lhes, para veicular ensinamentos. Desta maneira, o humor e ao mesmo tempo que descontrai educa; isto se v no caso abaixo.

b) O uso inadequado da linguagem oral, tambm assim o da escrita, pode ocasionar situaes embaraosas. Aproveitando-se do grotesco de tais situaes, um bom humorista costuma reproduzi-las para veicular ensinamentos. Dessa forma, ao mesmo tempo que descontrai, o humor educa. Isso o que se v no caso abaixo.

c) Usando inadequadamente as linguagens oral e escrita, pode-se ocasionar situaes embaraosas que um bom humorista aproveita, costumando reproduzi-las para veicular ensinamentos. o que se v no caso abaixo em que, o humor descontrai e educa.

d) Os usos inadequados da linguagem oral e tambm da escrita, podem ocasionar situaes embaraosas. Um humorista bom, aproveitando bem o grotesco de tais embaraos, costuma reproduzi-los para veicular ensinamentos. Dessa feita, o humor descontrai educando. Isto se v no caso abaixo.

e) O uso inadequado no s da linguagem oral, mas o da escrita, pode provocar situaes embaraosas. Dessa maneira, o aproveitamento do humor por um bom humorista, ao mesmo tempo que descontrai, educa; o que se v no caso abaixo.

283. Evidenciando a compreenso do caso apresentado no texto, assinale a opo correta.

a) O narrador do texto disse que os homens de Lampio tinham comido quase todo o estoque.

b) O empresrio Joo contou que, na hora de ele pagar tinha usado de prudncia.

c) Joo ficou amigo de Lampio porque no cobraria nada dos seus capangas, at na hora de sua morte.

d) Seu Joo, conforme diziam, fora bom comerciante porque possua uma resposta pronta para tudo.

e) Ao mostrar que o pedido tinha sido de cal, e no de sal, o vendedor defendeu-se perante Joo, mostrando que o erro fora deste, e no daquele.

284. Assinale a opo que respeita a norma culta da lngua portuguesa.

a) A opinio da gerncia no satisfaz porque, veio ao encontro de nossos projetos.

b) Haja visto os ltimos acontecimentos, tomaremos as medidas que se impe.

c) Foi-me feita uma solicitao: para mim, cuidadosamente, avaliar os passos da obra.

d) Encaminho inclusa a mercadoria solicitada, mas os cheques seguem apensos ao recibo a ser assinado.

e) Participamos e apreciamos, muito, o conserto musical oferecido pela diretoria ontem.

285. Para a seleo de candidatos a gerente de marketing publicitrio, uma empresa publicou um anncio exigindo dos pretendentes o seguinte:

formao superior em publicidade ou marketing, preferencialmente com ps-graduao;

excelente redao, incluindo a capacidade de analisar e editar textos alheios;

talento para criar e analisar layouts e peas publicitrias;

capacidade para criar e implementar aes promocionais.

Com base nessas informaes, assinale a opo que contempla de forma correta todas as exigncias contidas nos tpicos listados acima.

a) Exige-se dos candidatos a formao superior em publicidade ou marketing ps-graduao preferencialmente -, excelente capacidade de redao e de analisar ou editar textos alheios, talento para criar ou analisar layouts e peas publicitrias e capacidade para criao e implementao de aes promocionais.

b) Os candidatos devem ser formados em publicidade ou marketing, com ps-graduao, principalmente, ter excelente capacidade de redao, incluindo anlise e edio de textos diversos, ter talento para a criao e anlise de layouts e peas publicitrias e ter desenvolvido a capacidade da criao e implementao de aes promocionais.

c) Os candidatos devem possuir formao superior em publicidade ou marketing com ps-graduao, preferencialmente; saber redigir primorosamente, demonstrando tambm capacidade de analisar e editar textos alheios; ter capacidade para criar e analisar, com talento, peas publicitrias e layouts e para criar e implementar aes promocionais.

d) Exige-se dos pretendentes: preferencialmente a ps-graduao em publicidade ou marketing; a redao exmia e a capacidade de analisar e editar textos diversos; o talento para criar e analisar layouts e pacas publicitrias; a capacidade de implementar as aes promocionais.

e) Para se candidatar, o profissional deve ser formado em marketing ou publicidade, principalmente com ps-graduao, e demonstrar capacidade de:excelente redao, anlise e edio de textos alheios, criao e anlise de layouts e peas publicitrias e criao e implementao de aes promocionais.

TEXTO.

As questes de nmeros 286 e 287 baseiam-se no texto abaixo.

Eu sei que o mundo redondo, mas para mim chato, mas Ronaldo s sabe que o mundo redondo, para ele no parece chato. Porque eu estive em muitos pases e vi que l o cu tambm em cima, por isso o mundo parecia todo reto para mim. Mas Ronaldo nunca saiu do Brasil e pode pensar que s aqui que o cu l em cima, que nos outros lugares embaixo ou de lado, e ele pode pensar que o mundo s chato no Brasil, que nos outros lugares que ele no viu vai redondando. Quando dizem para ele s acreditar, para ele nada precisa parecer.

286. Infere-se do texto que:

(A) o mundo, para Ronaldo, um globo, pois sabe que ele se arredonda em outros pases, embora no os conhea.

(B) dizem que o mundo redondo, o que Ronaldo poder comprovar com sua prpria observao no dia em que puder viajar.

(C) Ronaldo s acredita naquilo que v; por esse motivo, aceita normalmente a idia de que o mundo

redondo.

(D) como nunca saiu do Brasil, Ronaldo s v o mundo como uma planura, o que o deixa atrapalhado para acreditar que o mundo redondo.

(E) se Ronaldo viajasse, constataria que o mundo parece plano em toda parte, o que lhe dificultaria aceitar a idia de que o mundo redondo.

287. De acordo com o texto, o locutor, em seu monlogo:

(A) afirma que seria muito melhor se as coisas fossem aquilo que elas parecem ser.

(B) deixa-se enganar pelo lado exterior das coisas, pois elas apresentam uma face que realmente no a sua.

(C) acredita que ser mais importante do que parecer, o que o leva a desconfiar daquilo que as coisas parecem ser.

(D) questiona a disparidade existente entre aquilo que as coisas so e aquilo que elas parecem ser.

(E) s acredita no que lhe dizem quando pode comprovar um fato com os dados de sua experincia pessoal.

As questes de nmeros 288 e 289 baseiam-se no texto abaixo.

Tanto quanto produzir originalmente, traduzir , contempornea e futuramente, uma das condies da criao de "um mundo s" - na certeza de que a ignorncia das realidades alheias dupla fonte de mal, pela subestimao das realidades alheias e pela supervalorizao, por vezes agressiva, das realidades prprias. A conscincia plena da diversidade parece dar maior fora convico profunda da unidade humana sem preconceitos de falsos valores raciais, ticos, morais, culturais, materiais e at mesmo tecnolgicos; tanto verdade que, neste particular, em que a complexidade e diviso dos instrumentos de ao parecem dar uma medida do progresso, mesmo dos povos ditos atrasados, h formas e estruturas sociais que podem dar lies de eficcia aos povos ditos avanados.

288. De acordo com o texto:

(A) a civilizao contempornea no tem o direito de ser pretensiosa, j que nela existem ainda povos primitivos, de cultura rudimentar.

(B) a aldeia global vai sendo estabelecida medida que os escritores de cada pas encontram tradutores eficientes para melhorar suas obras.

(C) o desconhecimento de outras culturas leva ao isolamento e mediocrizao das obras literrias de um povo.

(D) a possibilidade de conhecimento das obras escritas de outros povos um fator que permite ultrapassar barreiras culturais.

(E) os preconceitos contra povos mais atrasados so rompidos quando eles tm obras escritas passveis

de traduo.

289. Infere-se do mesmo texto que:

(A) a civilizao de um povo deve ser avaliada pelo seu progresso tecnolgico.

(B) no se pode discriminar um povo por causa do nvel pouco avanado do seu estgio cultural.

(C) no existem mais, no mundo atual, povos ditos avanados e outros ditos atrasados.

(D) h instrumentos precisos para avaliar o grau de desenvolvimento de um povo, seja ele avanado ou

atrasado.

(E) o progresso de um povo est diretamente associado ao seu grau de civilizao.

TEXTO.

Diz-se habitualmente que uma das desvantagens dos pases subdesenvolvidos de hoje o efeito de emulao. Tendem a imitar prematuramente os hbitos de consumo dos pases ricos, e com isso desviam para o consumo recursos que deveriam empregar para aumento do capital produtivo. Mas j o professor Wallich lana uma nesga de dvida sobre essa tese. Talvez a nsia de adquirir artefatos de luxo o rdio, a televiso ou o automvel provoque um enorme aumento do esforo do trabalhador, despertando-lhe a ambio de apurar o seu treinamento tcnico e tornar-se mais eficiente e produtivo, a fim de conseguir dinheiro para acesso ao suprfluo. Donde ser possvel que o consumo de bens dispensveis venha a facilitar a absoro de tecnologia, e, por via indireta, provocar aumento de produtividade e acelerar a formao de capital.

290. Segundo o texto, o efeito de emulao nos pases subdesenvolvidos:

a) tende a limitar a aquisio dos bens de consumo.

b) compromete, a longo prazo, o aumento do capital produtivo.

c) constitui-se numa imitao prematura que em nada favorece a economia.

d) talvez concorra para melhorar o desempenho dos trabalhadores.

e) implica num desprezo pelo suprfluo e, com isso, leva ao aumento do capital produtivo.

291. A propsito do texto, preencha os parnteses com V (verdadeiro) ou F (falso):

( ) O professor Wallich condena, nos pases subdesenvolvidos, o desvio para o consumo de recursos que deveriam ser usados para aumentar o capital produtivo.

( ) A imitao dos hbitos dos pases ricos, por parte dos pases subdesenvolvidos, seria prematura por estes ltimos visarem ao aumento do capital produtivo em detrimento do consumo.

( ) Eficincia e produtividade s ocorrem quando os pases subdesenvolvidos imitam os hbitos de consumo dos pases ricos.

( ) Nem sempre a absoro de tecnologia e o aumento da produtividade decorrem apenas da destinao de recursos para o aumento do capital produtivo.

A alternativa correspondente seqncia correta :

a) FVFV

b) FFVV

c) VFFV

d) FFFV

e) VFVV

292. Segundo o texto, os pases subdesenvolvidos so mulos dos pases ricos, ou seja:

a) deles desconfiam.

b) com eles se parecem.

c) deles se aproximam.

d) com eles competem.

e) deles se afastam.

293. Considere o fragmento: ...recursos que deveriam empregar para aumento do capital produtivo.. Na voz passiva, a construo verbal que substitui corretamente a expresso grifada :

a) deveriam ser empregados.

b) deveria empregarem-se.

c) deveria serem empregados.

d) deveria ser empregados.

e) dever-se-ia empregarem.

294. O valor semntico do termo entre parnteses classifica-se ERRADAMENTE em:

a) ...e com isso desviam para o consumo recursos... (direo).

b) ...desviam (...) recursos que deveriam empregar para aumento do capital produtivo. (finalidade).

c) Mas j o professor Wallich lana uma nesga de dvida sobre essa tese. (conseqncia).

d) ...despertando-lhe a ambio de (...) tornar-se mais eficiente e produtivo... (intensidade).

e) Donde ser possvel que o consumo de bens dispensveis venha a facilitar a absoro de tecnologia... (concluso).

TEXTO.

JUSTIA E RAZO.

Os legisladores e os juzes, que dispem da sano e da coero para garantir o respeito s leis e a execuo dos julgamentos, tm de exercer suas funes dentro do esprito em que elas lhes foram conferidas:devem elaborar leis justas, porque conformes s aspiraes da comunidade de que so os representantes; devem aplic-las dentro de um esprito de eqidade, conforme s tradies da comunidade de que so os magistrados. Mas o filsofo no , como o juiz, encarregado de fazer que se respeite a ordem estabelecida:tampouco deve, como o poltico, se amoldar aos desejos de seus eleitores para ganhar-lhes os votos. Se existe uma misso, que seria a do filsofo, a de ser o porta-voz da razo e o defensor dos valores universais, que se supem vlidos para todos os homens. Como escrevia Husserl: Somos, em nosso trabalho filosfico, funcionrios da humanidade.

295. Faz-se uma afirmao NO AUTORIZADA pelo texto na opo:

a) compete aos juzes agir com esprito de eqidade;

b) os filsofos sistematizam os costumes de cada sociedade para orientar os legisladores;

c) compete aos legisladores elaborar leis conformes s aspiraes da sociedade;

d) legisladores e juzes tm tarefas distintas, mas que se complementam em funo do interesse pblico;

e) compete aos filsofos exprimir os contedos da razo e defender os valores universais.

296. O comentrio correto sobre o emprego de conformes e de conforme encontra-se na opo:

a) ambos so adjetivos e esto concordando em nmero com os termos a que se referem;

b) conformes concorda em nmero com o substantivo leis e conforme invarivel por ser advrbio;

c) h erro gramatical no uso de conformes, pois este vocbulo invarivel;

d) h erro de concordncia em conforme, que deveria estar no plural concordando com -las (= as leis);

e) no h erro nas formas adotadas no texto porque, no caso, a concordncia facultativa.

297. As opes abaixo apresentam novas redaes do enunciado Mas o filsofo no , como o juiz, encarregado de fazer que se respeite a ordem estabelecida. Feitas as modificaes, o contedo original do enunciado S foi preservado na opo:

a) Tanto quanto o juiz, o filsofo no , contudo, encarregado de fazer que se respeite a ordem estabelecida;

b) Entretanto, assim como o filsofo, o juiz encarregado de fazer que se respeite a ordem estabelecida:

c) No entanto, diferentemente do juiz, o filsofo no encarregado de fazer que se respeite a ordem estabelecida;

d) Assim como o juiz, todavia, o filsofo no encarregado de fazer que se respeite a ordem estabelecida;

e) Mas o filsofo no , consoante o juiz, encarregado de fazer que se respeite a ordem estabelecida.

298. O pronome LHES tem com o verbo a que se prende na frase tampouco deve, como os polticos, se amoldar aos desejos de seus eleitores para ganhar-lhes os votos as mesmas relaes sintticas e de sentido que se encontram no exemplo da opo:

a) se seus irmos quiserem, posso emprestar-lhes meu carro durante o fim de semana;

b) os uniformes das crianas j esto desbotados, mas s lhes posso comprar outros no ms que vem;

c) eles so nossos amigos; no podemos negar-lhes ajuda em um momento to difcil;

d) os Romanos, crendo-se superiores aos povos germnicos, chamavam-lhes brbaros;

e) o policial ameaava os detidos a fim de arrancar-lhes uma confisso.

299. Em tampouco deve (...) se amoldar aos desejos de seus eleitores..., tampouco substituvel, sem prejuzo do sentido, por:

a) sobretudo no;

b) ainda assim no;

c) tambm no;

d) apesar disso no;

e) particularmente no.

TEXTO.

VERDADE E LIBERDADE.

O problema da verdade no da competncia exclusiva da filosofia, como pretendem os filsofos acadmicos e oficiais, porque envolve, tambm, pressupostos ticos e polticos que esses filsofos no julgam prudente reconhecer.

Essa implicao entre a verdade e a poltica j se acha presente no processo de Scrates, condenado, por um tribunal poltico, a beber cicuta na priso de Atenas. O mestre de Plato no era, porm, um agitador, um agente subversivo, mas um filsofo, preocupado exclusivamente com a procura e a definio da verdade. Se era inocente, se no cometera crime algum, por que o condenaram? Condenaram-no a pretexto de que corrompia a mocidade e subvertia a religio tradicional, sustentculo ideolgico da cidade grega que, como se sabe, repousava na escravido.

Ao processo de Scrates deveremos sempre voltar porque, como tudo o que grego, apresenta um aspecto exemplar, paradigmtico que, at hoje, nos serve de escarmento e edificao. O filsofo, porque procurava e dizia a verdade, foi condenado e morto, quer dizer, assassinado. Os motivos alegados na denncia eram fteis, meros pretextos, como se verifica ao ler esse texto admirvel que a Apologia de Plato. A defesa do acusado, no entanto, feita por ele prprio, embora fosse irrespondvel, no logrou demover a maioria do tribunal, que se pronunciou em funo de motivos polticos, que diziam respeito aos seus interesses e paixes e nada tinham em comum com a verdade.

Essa tragdia, que est no prtico da filosofia ocidental, prefigura o destino do filsofo que, na sociedade dividida entre senhores e escravos, correu sempre, ao denunciar a injustia e a violncia, o risco de provocar a ira e as represlias dos senhores. Sim, porque os senhores sempre permitiram que tudo fosse dito, menos que eram os senhores porque escravizavam, porque oprimiam e espoliavam. Essa verdade, que revelava e desmascarava o segredo de que eram os beneficirios, no devia ser dita, embora fosse, de todas, a mais importante a revelar.

Com base no texto, responda s questes de 16 a 20:

300. Na nova redao dada a algumas passagens do texto, cometeu-se ERRO de concordncia verbal na opo:

a) No se podia denunciar nem a justia nem a violncia;

b) Alegaram-se na denncia motivos muito fteis;

c) A maioria dos jurados pronunciou-se em funo de interesses polticos;

d) Nem a justia nem a violncia podiam ser denunciadas;

e) Deviam haver interesses e paixes que nada tinham em comum com a verdade.

301. INCOMPATVEL com o contedo deste texto a afirmao de que:

a) para os filsofos acadmicos e oficiais o problema da verdade da competncia exclusiva da filosofia;

b) para Roland Corbisier, os gregos so o modelo de cultura e pensamento das sociedades ocidentais modernas;

c) o processo de Scrates serve para mostrar que o poder dos senhores se sustenta na ocultao da verdade;

d) a subverso da religio e a corrupo da juventude foram pretextos usados para condenar Scrates;

e) na histria das sociedades os grandes julgamentos sempre se basearam em motivos polticos.

302. A cada expresso do texto destacada abaixo segue-se outra destinada a substitu-la. Esta substituio, porm, alteraria o sentido original do texto em:

a) no logrou demover no conseguiu dissuadir;

b) oprimiam e espoliavam coagiam e pilhavam;

c) paradigmtico modelar;

d) corrompia (...) e subvertia pervertia e desorganizava;

e) escarmento e edificao projeto e construo.

303. Na nova redao dada a algumas passagens do texto, cometeu-se ERRO de regncia verbal na opo:

a) O problema da verdade no compete exclusivamente filosofia;

b) Alguns filsofos desconhecem que o problema da verdade implica aspectos polticos;

c) Ao processo de Scrates devemos sempre recorrer;

d) Os senhores jamais permitiriam que fosse desvendado o segredo que lhes beneficiava;

e) Scrates fez de si prprio uma defesa a que os juzes foram incapazes de responder.

304. A escolha dos instrumentos de conexo sinttica como as preposies, conjunes e respectivas locues atende, muitas vezes, a sutis intenes do enunciador. Dentre as opes abaixo, a substituio do conectivo original acarretou outra interpretao para a inteno do enunciador em:

a) Condenaram-no porque corrompia a mocidade e subvertia a religio tradicional;

b) A defesa do acusado, no obstante irrespondvel, no logrou demover a maioria do tribunal;

c) O filsofo, porquanto procurava e dizia a verdade, foi condenado e morto;

d) Essa verdade (...) no devia ser dita, conquanto fosse, de todas, a mais importante a revelar;

e) Ao processo de Scrates devemos sempre voltar porque, a exemplo de tudo o que grego, apresenta um aspecto exemplar.

TEXTO.

ENCARANDO A FERA.

A demisso um dos momentos mais difceis na carreira de um profissional. A perda de um emprego costuma gerar um srie de conflitos internos: mgoa, revolta, incerteza em relao ao futuro e dvidas sobre sua capacidade. Mesmo sendo uma possibilidade concreta na vida de qualquer profissional, somos quase sempre pegos de surpresa pela notcia. Apesar de se uma situao delicada, possvel, sim, transformar esse fantasma em algo bem menos assustador e, conseqentemente, dar a volta por cima de forma mais rpida.

Em primeiro lugar, preciso ter conscincia de que ningum intocvel. No no mercado competitivo de hoje. Esteja, portanto, preparado para essa possibilidade. Isso nada tem haver com o pessimismo. Trata-se de manter os ps no cho e saber que as empresas trabalham com equipes cada dia mais enxutas. As mudanas acontecem em um ritmo frentico e h sempre risco de algum no se adaptar a uma determinada filosofia.

Em segundo lugar, no espere ser demitido para comear a pensar nessa possibilidade. Mesmo estando bem empregado, continua sua network. Ou seja: mantenha contato permanente com pessoas que possam ajuda-lo futuramente a uma possvel colocao. Geralmente, a pessoa s se lembra de que precisa desenvolver sua network quando est desempregado, afirma Carlos Monteiro, diretor de recursos humanos. Essa, no entanto, uma lio de casa que deve ser feita todos os dias. Ele recomenda ainda manter o currculo, permanentemente atualizado, criar o hbito de retornar todos os recados e responder aos e-mails rapidamente. Em resumo, fundamental ser acessvel. Um exemplo disso foi a carta que Monteiro recebeu recentemente de um executivo que comunicava sua mudana de empresa. Ele falava do novo desafio em sua carreira e informava o nmero de seu novo telefone. Ele tinha um novo emprego, mas nem por isso abandonou os contatos. O melhor momento para a network no quando se precisa dela, mas quando se est bem colocado. Isso faz a demisso ser menos traumtica.

305. A respeito das idias desenvolvidas no texto, assinale a opo incorreta.

a) Embora seja uma possibilidade na vida de qualquer profissional, a demisso consiste em um dos momentos mais difceis na carreira profissional de qualquer individuo.

b) No mercado competitivo de hoje, a possibilidade de demisso iminente porque as empresas operam com equipes cada vez mais reduzidas.

c) Em virtude de as mudanas acontecerem em ritmo muito rpido, algum, no se adaptando a essa veloz realidade, ser inevitavelmente descartado do mercado de trabalho.

d) Entre as recomendaes apresentadas para lidar melhor com a demisso, esto manter o currculo atualizado, responder a todos o recados e manter contatos com as pessoas convenientes.

e) possvel transformar o temor da demisso em algo racionalmente controlvel e reverter a situao de maneira mais favorvel.

306. A respeito das idias do texto, julgue os itens abaixo.

I - O trecho A demisso um dos momentos mais difceis na carreira de um profissional (linhas 1 a 3) mantm as mesmas relaes de idias de A perda do emprego a situao mais temida na carreira de um profissional.

II - A seqncia de conflitos internos: mgoa, revolta, incerteza em relao ao futuro e dvidas sobre sua capacidade (linhas 5 a 7) corresponde, semanticamente, a revolta, incerteza com referncia ao futuro,mgoas e dvidas acerca de sua capacidade.

III - A afirmao uma possibilidade concreta na vida de qualquer profissional (linhas 8 a 10) equivale, semanticamente, assertiva a concreta possibilidade na vida de um profissional qualquer.

IV - Possuem as mesmas relaes de sentidos as afirmativas: somos quase sempre pegos de surpresa pela notcia (linhas 10, 11) e somos sempre quase pegos de surpresa pela notcia.

V - O perodo situado nas linhas de 12 a 16 apresenta as mesmas condies de idias de Mesmo ao ser uma situao delicada, possvel, certamente, transformar esse fantasma em algo bom menos assustador e, por conseguinte, dar a volta por cima rapidamente.

A quantidade de itens certos igual a:

a) 1b) 2 c) 3 d) 4 e) 5

307. Assinale a opo em que a reescrita do trecho do terceiro pargrafo do texto, alm de apresentar correo gramatical mantm as idias da redao original do texto.

a) Linhas de 29 a 35: Em segundo lugar, no espere ser demitido para comear a pensar nessa possibilidade: mesmo estando bem empregado, construa a sua network; ou seja, mantenha contato permanente com pessoas, que possam ajuda-lo futuramente em uma possvel recolocao.

b) Linhas de 36 a 40: Geralmente, a pessoa s se lembra de que precisa desenvolver sua network quando est desempregada afirma Carlos Monteiro diretor de recursos humanos: essa no entanto uma lio de casa que deve ser feita dia-a-dia.

c) Linhas de 41 a 44: Ele recomenda ainda manter o currculo permanentemente atualizado: criar o hbito retornar todos os recados; e responder aos e-mails rapidamente. Em resumo fundamental ser acessvel.

d) Linhas de 46 a 51: Foi um exemplo disso a carta que Monteiro recebeu, recentemente, de um executivo que comunicava sua mudana de empresa: ele falava de novo desafio em sua carreira informava o nmero de seu telefone.

e) Linhas de 51 a 56: Ele tinha um novo emprego, mas nem por isso abandonou os contatos (...) O melhor momento para a network, no quando se precisa dela, mas, quando se est bem colocado, isso faz a demisso ser menos traumtica.

308. O texto apresenta, no ltimo pargrafo, uma srie de recomendaes ao leitor. Assinale a opo que, alterando a pessoa gramatical relativa ao destinatrio da mensagem, mantm unidade de tratamento e correo gramatical frente norma culta da lngua portuguesa.

a) No espera a sua demisso para comear a pensar na possibilidade de teu desemprego.

b) Crie o hbito de retornar todos os recados enviados a voc e responda aos e-mails de seus correspondentes.

c) Mantenham contatos com pessoas que possam ajudar-lhe no futuro e seja acessvel.

d) Faa a sua lio de casa diariamente e mantenham cpias de currculo atualizado.

e) Mesmo voc est bem empregado, constri a tua network rapidamente.

309. Com base na organizao sinttica do texto, julgue os itens que se seguem.

I - sua (linha 6) refere-se a de um profissional (linhas 2 e 3);

II - possibilidade concreta (linha 8) a demisso (linha 1) ou a perda do emprego (linha 3);

III - nessa possibilidade (linhas 30, 31) refere-se a ser demitido (linhas 29, 30);

IV - Essa (linha. 40) refere-se necessidade de se desenvolver a prpria network;

V - Ele (linha 50) refere-se a Carlos Monteiro (linha 39).

A quantidade de itens certos igual a:

a) 1b) 2 c) 3 d) 4 e) 5

TEXTO.

Aps a devastao geral provocada pelo neoliberalismo triunfante, firma-se, em todos os continentes, a convico de que o capitalismo substitui, aos poucos, o Estado totalitrio como o principal adversrio da democracia e dos direitos humanos. Para suscitar a esperana preciso, pois, urgentemente, apontar humanidade as vias de resistncia a esse seu inimigo irreconcilivel. Elas passam por um esforo combinado de reconstruo, tanto na cpula quanto na base do edifcio social. Na cpula, trata-se de instituir a supremacia do poder poltico sobre as foras econmicas, tanto na esfera nacional quanto na internacional.

310. Assinale a opo que constitui uma seqncia coesa e coerente para o texto acima.

a) Porquanto, em janeiro de 2001, ao mesmo tempo que os mais ricos vo se reunir, como fazem todos os anos, em Davos (Sua), Porto Alegre acolher os participantes do Primeiro Frum Social Mundial.

b) O caminho que conduz essa justia um s: fortalecimento do poder poltico, com efetiva participao e controle popular, ou seja, a soberania dos povos (no dos Estados nem dos grandes grupos empresariais), com o integral respeito aos direitos humanos. Em suma, a boa e verdadeira democracia.

c) Bem como um nmero crescente de movimentos e associaes articula-se para denunciar, nas ruas e praas de todo o globo, a ao predatria das grandes organizaes internacionais que regulam as finanas do mundo.

d) Conquanto, nunca, em toda a histria das civilizaes, uma sociedade poltica foi militarmente to poderosa quanto os EUA o so hoje. Seu oramento militar 12 vezes superior soma de todos os demais oramentos do mundo.

e) Uma desproporo comparvel se desenvolve em termos de preponderncia militar e capacidade de espionagem graas ao concurso de vrios satlites de transmisso, 50.000 especialistas em informtica e macrocomputadores que processam 95% das telecomunicaes que se fazem nos diversos pases.

TEXTO.

A viso destes anos 80 mostra uma sociedade cindida de ponta a(A) ponta e em cada detalhe da vida social por conflitos heterogneos, fragmentados, violentos, mobilizantes. Cada movimento destes se faz por conflitos distintos e reconhece a(B) si mesmo em espao poltico prprio. E o Estado, em cujo espao institucional se traduzem os efeitos de uma sociedade plural e desigual, formaliza suas reaes a(C) mobilizao social. Nestes tempos turbulentos os governantes imaginaram uma forma de exerccio de poder que conciliasse a(D) emergncia dos novos direitos com os limites autoritrios de sua gerncia. O Executivo se lana, ento, a(E) experincias vrias de conteno social.

311. Indique o item em que, de acordo com as regras gramaticais, o a deve receber o acento indicativo de crase.

a) A

b) B

c) C

d) D

e) E

312. Os fragmentos abaixo constituem um texto que foi transcrito com erros. Assinale a opo gramaticalmente correta.

a) partir de 1995, com o fim da espiral inflacionria, os governantes tiveram de lidar com a verdade dos nmeros pblicos. A correta gesto dos recursos tornou mais urgente do que nunca.

b) Paralelamente, um novo fenmeno comeou a surgir no Pas, ainda que de forma tmida: o exerccio da cidadania. As pessoas passaram a conscientizar que pagam impostos e servios pblicos de qualidade so obrigao do Estado.

c) Nesse contexto, foi concebida e comeou a ser implementada uma ampla e radical reforma do Estado brasileiro, com mudanas constitucionais; novos procedimentos em gesto, controle e operao de rgos pblicos; uso mais intensivo de tecnologia da informatizao e, sobretudo, uma nova relao com o usurio dos servios pblicos, o cidado.

d) Buscando a profissionalizao do servidor, o governo elaborando a Poltica Nacional de Capacitao dos Servidores Pblicos Federais, alm de implantar o Plano de Qualidade para a Administrao Pblica em todos os rgos da administrao federal.

e) Novas carreiras, equiparao de salrios defasados em relao ao que pagam o mercado e a realizao de concursos pblicos (h muito interrompidos), alm do oferecimento de oportunidades de treinamento, tudo isso foi feito tendo em vista a prioridade de conferir o melhor atendimento ao cidado-cliente.

TEXTO.

Entre os recentes avanos da economia brasileira, _________destacar a privatizao ou a liquidao de muitos bancos comerciais controlados pelos governos estaduais. A estratgia de controle dos dficits pblicos de Estados e municpios, _________________apoiada pelo governo federal desde o segundo semestre de 1995, quando se registrou parte da responsabilidade daqueles na formao do dficit consolidado de 5% do PIB, tem sido a de ___________ o acesso a diferentes fontes de financiamento, internas ou externas. Esta estratgia _____________, tambm, reestruturao dos sistemas financeiros estaduais, atravs de um programa especial coordenado pelo Banco Cenntral.

313. Assinale a opo que preenche de forma correta as lacunas do texto.

a) podemos / a qual vm sendo / dificultar a eles / se estende

b) devemos / em qual vem sendo / dificultar eles / extende-se

c) deve-se / de qual vem sendo / dificultar para eles / extende-se

d) h que se / que vem sendo / dificultar-lhes/ estende-se

e) necessrio / por qual veio sendo / lhes dificultar / se extende

TEXTO.

Embora, desde 1983, tenham sido criados diversos programas de assistncia e de recuperao dos bancos estaduais, a maioria destes continuou a conviver com dificuldades operacionais e patrimoniais, as quais acabaram ampliando o nvel de desequilbrio das contas pblicas. A questo do desequilbrio financeiro e patrimonial desses bancos de natureza estrutural e vinha desafiando diferentes administraes do governo federal e dos governos estaduais.

314. Assinale a nica opo que inadequada e incorreta como seqncia sinttica para o texto.

a) Um de seus maiores problemas vinha sendo o excesso de agncias deficitrias mantidas em operao sob argumentos polticos, inconsistentes e precrios.

b) A concentrao de operaes de crdito apenas com governos e suas empresas foi um dos fatores que acentuou de forma crtica a fragilidade dessas instituies.

c) Observou-se que um dos problemas freqentes nesses estabelecimentos era o dos emprstimos ao setor privado com precria anlise de risco.

d) A desprofissionalizao da alta administrao como mecanismo de sustentao de interesses polticos clientelsticos intensificou a crise dessas instituies.

e) Observando anis burocrticos que tornam inslitas muitas prticas de crditos e de financiamentos e quando emperram o fluxo de circulao desejvel.

TEXTO.

A globalizao um fato. Os desafios institucionais que ela vem gerando devem ser compreendidos utilizando os prprios instrumentos metodolgicos que ela produziu. Embora o Brasil no tenha uma autntica tradio de livre mercado e de competio, se se lograr superar a inrcia, ser fcil ao pas lanar-se na vanguarda da modernidade, precisamente porque nossa reconhecida desvantagem, a de no possuirmos instituies estveis e bem arraigadas, poder ser, afinal, o nosso trunfo nesta vertiginosa era das comunicaes.

315. Em relao ao texto, assinale a opo incorreta.

a) O pronome ela, em suas duas ocorrncias, refere-se palavra globalizao.

b) A forma utilizando os, sem prejuzo para a correo do perodo, pode ser assim substituda: por meio da utilizao dos.

c) Em lanar-se o pronome se indica indeterminao do sujeito.

d) A estrutura se se lograr, sem prejuzo para a correo do perodo, pode ser assim substituda:caso se logre.

e) As vrgulas aps desvantagem e aps arraigadas podem ser corretamente substitudas por travesses ou parnteses.

TEXTOS.

316. Assinale a opo em que a estrutura sinttica est incorreta.

a) Se o crescimento um dado meramente econmico e quantitativo, o desenvolvimento, ao contrrio, enquanto qualitativo e pressupe uma administrao e uma legislao racionalizadas, a difuso do ensino, o recrutamento dos homens de empresa e a formao do capital de investimento necessrio.

b) O crescimento um dado meramente econmico e quantitativo, mas o desenvolvimento, ao contrrio, qualitativo e pressupe administrao e legislao racionalizadas, difuso do ensino, recrutamento dos homens de empresa e formao do capital de investimento necessrio.

c) O crescimento um dado meramente econmico e quantitativo. Entretanto, o desenvolvimento qualitativo, pressupondo administrao e legislao racionalizadas, difuso do ensino, recrutamento dos homens de empresa e formao do capital de investimento necessrio.

d) O desenvolvimento qualitativo e pressupe administrao e legislao racionalizadas, difuso do ensino, recrutamento dos homens de empresa e formao do capital de investimento necessrio, enquanto, ao contrrio, o crescimento um dado meramente econmico e quantitativo.

e) Enquanto o crescimento um dado meramente econmico e quantitativo, o desenvolvimento, ao contrrio, qualitativo e pressupe uma administrao e uma legislao racionalizadas, a difuso do ensino, o recrutamento dos homens de empresa e a formao do capital de investimento necessrio.

TEXTO.

(1) a globalizao tem aspectos altamente positivos, criando pontes entre as naes, em substituio aos antigos muros que as separavam, e permitindo (2) uma ampla divulgao e utilizao das tecnologias mais modernas. (3), evidente que a globalizao pode tornar-se, em determinados casos, um elemento destruidor da cultura nacional e da escala de valores de uma sociedade. Cabe (4) ao Estado, tendo em vista o contexto nacional, ser um fiscal e catalisador eficiente do nvel adequado da globalizao que interessa ao pas, abrindo a sua economia, num mundo que no mais admite que as naes se transformem em verdadeiras autarquias, (5), protegendo adequadamente os valores humanos, econmicos, intelectuais e morais do Pas e dos cidados.

317. Assinale a opo incorreta em relao s lacunas do texto.

a) O texto permaneceria correto se iniciado pela expresso No h dvida de que (1).

b) opcional o uso de tambm, entre vrgulas, em (2).

c) Como se trata de uma oposio de idias, correto o uso de Entretanto em (3).

d) O articulador sinttico correto para (4) conquanto.

e) Em (5), para acentuar a oposio de idias, seria correto colocar todavia.

TEXTO.

318. Assinale a seqncia de sinais de pontuao que preenche corretamente os espaos numerados do seguinte fragmento. Ignore a necessidade de letras maisculas.

Toda estrutura da nossa sociedade colonial teve sua base fora dos meios urbanos (1) preciso considerar esse fato para compreender exatamente as condies que (2) por via direta ou indireta (3) nos governaram at muito depois de proclamada nossa independncia poltica e cujos reflexos no se apagaram ainda hoje (4) efetivamente nas propriedades rsticas que toda vida da colnia se concentra durante os sculos iniciais da ocupao europia (5) as cidades so virtualmente simples dependncias delas.

a) :,. ,-

b) .,,.:

c) ;-,,.

d) ,-;:;

e) ?:,..

319. Assinale a opo em que o texto apresenta pontuao correta.

a) H no mundo regies que agora enfrentam problemas generalizados, infinitamente mais graves que, aqueles com que nos confrontamos em nossos piores momentos do passado.

b) Mas parece reinar, em toda parte a certeza de que hoje faz sentido lanar idias mesa e trabalhar sobre elas.

c) Tantas passagens remotas ou recentes da histria, foram marcadas pela esterilidade, pela convico coletiva de que nada do que se pensasse, dissesse, fizesse, tentasse, ousasse adiantaria alguma coisa, to bloqueadas eram as perspectivas.

d) Hoje vivemos o contrrio disso. Sabemos que idias, palavras e gestos tm o poder de fecundar o terreno do sculo que termina, do sculo que comea e que, vale a pena, por isso viver esse momento.

e) Se aproveitamos com integridade, inteligncia, trabalho e sentido de criao, no h limite para o que nos pode vir em troca. Se perdermos essa oportunidade, se nos perdermos em banalidades neste ponto da histria que reclama grandeza, sobrar depois um profundo remorso.

TEXTO.

Um dos traos marcantes do atual perodo histrico (...) o papel verdadeiramente desptico da informao. (...) As novas condies tcnicas deveriam permitir a ampliao do conhecimento do planeta, dos objetos que o formam, das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrnseca. Todavia, nas condies atuais, as tcnicas da informao so principalmente utilizadas por um punhado de atores em funo de seus objetivos particulares. Essas tcnicas da informao (por enquanto) so apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas, aprofundando assim os processos de criao de desigualdades. desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais perifrica, seja porque no dispe totalmente dos novos meios de produo, seja porque lhe escapa a possibilidade de controle.

O que transmitido maioria da humanidade , de fato, uma informao manipulada que, em lugar de esclarecer, confunde.

320. Julgue os itens abaixo.

I - Predomina no texto a linguagem objetiva - denotativa.

II - Trata-se de um texto predominantemente argumentativo.

III - Deduz-se do texto que a humanidade, por mais que avance tecnologicamente, no ser capaz de superar o egosmo.

a) Os itens I e III esto corretos.

b) Somente o item III est correto.

c) Os itens I e II esto corretos.

d) Somente o item II est correto.

e) Somente o item I est correto.

321. Assinale a alternativa correta.

a) "Um dos traos marcantes do atual perodo..." equivale semanticamente a "marcantes traos do perodo atual...".

b) Em: "As novas condies tcnicas deveriam permitir a ampliao..." pode ser reescrito sem alterao semntica:"As novas condies tcnicas permitem a ampliao..."

c) O vocbulo "o", linha 3, nas duas ocorrncias possui o mesmo referente - "conhecimento".

d) "Todavia" (linha 4) pode ser substitudo por "Portanto", sem provocar quaisquer alteraes semnticas.

e) A expresso "de fato" (linha 10) tem carter ratificativo.

322. Observe os sinnimos indicados entre parnteses.

I - "o papel verdadeiramente desptico (= tirnico) da informao.

II - "dos homens em sua realidade intrnseca (= inerente)

III - "so apropriadas (= adequadas) por alguns Estados".

Considerando-se os textos, a relao de sinonmia est correta apenas em:

a) I.

b) II.

c) III.

d) I e II.

e) I e III.

323. No trecho: "Todavia, nas condies atuais, as tcnicas da informao so principalmente utilizadas..."

O termo destacado estabelece relao semntica de:

a) oposio.

c) condio.

c) concluso.

d) causa.

e) explicao.

324. Assinale a alternativa correta.

a) O pronome oblquo "lhe" (linha 8) est procltico, mas deveria ser colocado aps a forma verbal.

b) Pode-se omitir o acento indicativo da crase na linha 10, sem provocar, no texto, alteraes sinttico-semnticas.

c) Os vocbulos: histrico, desptico, tcnicas, perifrico e intrnseca so acentuados pela mesma razo de: carter, louvvel e fnix.

d) O pronome relativo "que" (linha 3), nas duas ocorrncias, exerce a mesma funo sinttica - sujeito.

e) O vocbulo "Estados" (linha 6) poderia ser grafado com letra minscula sem, contudo, provocar quaisquer alteraes semnticas no texto.

TEXTO.

UMA CARTA INDITA A DRUMMOND.

Querido Carlos, afetuoso abrao.

Leio nos jornais que voc pediu demisso. Sem dvida uma pena para o Brasil, mas voc est correto. E outros dias viro.

Pessoalmente, no posso deixar de lhe agradecer tantas finezas que voc me prestou, sempre to solicitamente, quando no exerccio do cargo.

Confirmo meu telegrama de hoje, pedindo-lhe o favor de me representar no almoo de sbado prximo, e de transmitir minha solidariedade declarao de princpios do 1 Congresso de Escritores.

Abandonei a colaborao n'A Manh, se bem que estivesse gostando, pois me deva um certo treino de escrever prosa, e alm disso os 800 cruzeiros me eram necessrios, nas circunstncias atuais de minha vida. Mas o governo excedeu-se, perdeu todo o controle, divorciou-se por completo das aspiraes populares, e esgotou o seu j fraco contedo. De qualquer forma, continuar os artigos seria uma espcie de colaboracionismo.

Como voc sabe, continuo em regime de sade, por isso no posso tomar parte pessoalmente na campanha que se desenrola. Entretanto, estou bastante atento mesma; por isso - caso voc julgue oportuno - poder divulgar que eu estou solidarizado com a campanha democrtica, e absolutamente contra os mtodos do governo. Se acharem interessante, poderei escrever, mesmo sobre assunto poltico, pequenas crnicas e notas - desde que minha sade o permita.

Que coisa a morte do Mrio, hein? Fiquei muito sentido, e, sabendo que vocs eram muito amigos, o caso de se apresentar psames a voc.

Em que p est o nosso livro? E o seu?

Ento, querido Carlos, lembranas a Dolores e Maria Julieta.

O abrao amigo do Murilo

P. S. Lembranas tambm ao Joo Cabral.

325. Com relao aos elementos lingsticos utilizados no texto, correto afirmar que:

a) o advrbio to, em "to solicitamente", enfatiza a presteza e o empenho de Drummond no atendimento ao amigo;

b) a orao intercalada "caso voc julgue oportuno" tira de Murilo a responsabilidade de se envolver mais profundamente com a campanha, porque estava doente;

c) a condicional "se acharem interessante"aponta para a insegurana de Murilo em escrever prosa, at porque foi consagrado como poeta;

d) o termo destacado em "Lembranas tambm ao Joo Cabral" revela a necessidade de incluir Joo Cabral entre as pessoas lembradas;

e) todas as alternativas esto corretas.

326. O pargrafo pode ser considerado um microtexto;dessa forma, deve conter introduo (tpico frasal), desenvolvimento e concluso. 

Com base nesta afirmativa, releia o 4 pargrafo e identifique a alternativa correta em relao sua estrutura:

a) O tpico frasal inicia em "Abandonei" e se estende at "gostando".

b) O tpico frasal contm uma atitude concessiva justificada no desenvolvimento.

c) Na concluso, fica explicitado seu desejo de no colaborar com as atitudes do governo, seja de forma direta ou indireta.  

d) Todas esto corretas.

e) Nenhuma das anteriores.

327. Identifique as justificativas incorretas com relao ao uso das conjunes e das locues conjuntivas no 4 pargrafo.

a) "se bem que" permite compreender que a atitude de abandonar o que fazia no se relaciona ao fato de estar ou no gostando;

b) nas, em "nas circunstncias atuais", introduz uma idia de tempo;

c) o 2 pargrafo contm 4 oraes que indicam as alternativas do leitor em relao s atitudes do governo;

d) "pois" introduz justificativas que corroboram o gosto pelo que fazia e precisou abandonar;

e) "Mas" introduz uma idia contrria ao "estava gostando" e precede os verdadeiros motivos pelos quais abandonou o que fazia.

328. No 5 pargrafo, Murilo Mendes usa muitas condies e concesses para falar de sua doena e do seu desejo de trabalhar. Com base nisto, identifique a alternativa cujo trecho contm, pelo menos, uma condio ou concesso.

a) "Entretanto, estou bastante atento mesma;por isso - caso voc julgue oportuno-."

b) "Como voc sabe, continuo em regime de sade..."

c) "...continuo em regime de sade, por isso no posso tomar parte pessoalmente na campanha que se desenrola."

d) "...poder divulgar que estou solidarizado com a campanha democrtica, e absolutamente contra os mtodos do governo."

e) Todas as alternativas esto erradas.

329. Com relao ao texto, correto afirmar que:

a) Trata-se de uma carta familiar, por isto percebem-se muitas informaes, lembranas e questionamentos colocados proporo que vinham lembrana do remetente.

b) O remetente pode se utilizar do post scriptum para acrescentar lembranas que no tenham ocorrido em tempo.

c) Apesar da familiaridade da carta, no foram esquecidos o local, a data, o vocativo, a despedida e a assinatura, necessrios, inclusive nas cartas oficiais.

d) A intimidade entre remetente e destinatrio permite a elaborao de um texto cuja profunda compreenso obriga o leitor a recorrer a muitos elementos localizados fora do texto.

e) todas as alternativas esto corretas.

TEXTO.

TTN 98.

Na ltima tera-feira, fiscais da Receita Federal fizeram uma blitz no Porto de Santos com resultados surpreendentes. Eles apreenderam 122 contineres com uma carga de 1.500 toneladas de mercadoria importada de maneira fraudulenta. Num deles, mochilas chinesas, dessas que a crianada usa na escola, por um preo declarado de 70 centavos de dlar a dzia ou 5 centavos a unidade, o que um valor impraticvel mesmo na China. Em outro, que deveria carregar "peas diversas" segundo o documento de importao, acharam uma perua van. No total, os produtos confiscados valem 41 milhes de reais. Essa foi a maior apreenso feita pela Receita Federal em sua histria e aponta para um problema que est crescendo sombra da abertura comercial. Na gria dos fiscais, ele se chama "importabando". Nessa operao, o importador malandro declara Receita um valor muito menor do que realmente pagou por aquilo que est trazendo. O objetivo recolher menos impostos e concorrer em posio de vantagem com o comerciante que importou de maneira legal.

No h um clculo oficial sobre o volume de contrabando, ou de importaes com documentao fraudada, que est ingressando no pas, mas apenas uma estimativa feita pela confederao Nacional de Comrcio. Ela calcula que, no ano passado, produtos no valor de 15 bilhes de dlares foram importados irregularmente, causando uma perda fiscal de 4 bilhes.

Nas questes de 330 a 333, marque a afirmativa que no verdadeira.

330. a) Os emprstimos lingsticos "contineres" e "dlar" j tiveram sua grafia aportuguesada, o que no ocorreu ainda com "blitz".

b) O acento indicador de crase "" (linha 10) obrigatrio.

c) "fraudulenta" (linha 3) e "fraudada" (linha 14) podem-se substituir mutuamente, sem prejuzo do sentido dos enunciados onde aparecem.

d) "crianada" (linha 4) uma expresso freqente na linguagem coloquial.

e) A expresso "mesmo na China" foi usada no texto de modo pejorativo, j que se origina no dito popular "nem aqui, nem na China".

331.

a) Em "valor impraticvel" (linha 5) o adjetivo deriva-se do verbo "praticar" no seu emprego prprio do jargo da Economia: "praticar preos".

b) Na formao da gria "importabando" foi usado o processo morfolgico de aglutinao.

c) A expresso " sombra" (linhas 8, 9) foi empregada com sentido conotativo, como no conhecido verso de Casimiro de Abreu " sombra das bananeiras, debaixo dos laranjais".

d) Em "Num deles, mochilas chinesas...", (linha 3) h um verbo elptico.

e) A primeira vrgula do texto pode ser dispensada.

332.

a) O sujeito de "acharam" (linha 6) indeterminado.

b) O excerto da opo c abaixo pode tambm ser escrito, com correo, da seguinte forma: "Em outro, que deveria carregar peas diversas, segundo o documento de importao...

c) Em "Em outro, que deveria carregar peas diversas segundo o documento de importao,..." (linhas 5, 6) as vrgulas isolam orao explicativa.

d) O pronome "Essa" (linha 7) pode ser substitudo pelo pronome "Esta".

e) Em "Na gria dos fiscais, ele se chama "importabando" (linha 9) o pronome tono tambm poderia vir encltico ao verbo.

333.

a) Em "com o comerciante que importou de maneira legal" (linha 12), se a orao relativa for separada por vrgula, altera-se o sentido do enunciado.

b) "pas", na orao da opo abaixo pode ser grafado com letra maiscula.

c) A orao "que est ingressando no pas"(linha 14) pode ser empregada na voz passiva sem prejuzo do sentido no texto.

d) A conjuno "mas" (linha 14) pode ser suprimida, sem alterar a correo do perodo.

e) "impostos" (linha 11) pode ser usado no singular.

TEXTO.

A crise que explodiu de forma indita nos presdios de So Paulo comprova a falncia definitiva do sistema penitencirio fechado e exclusivamente punitivo, em que a nfase a disciplina, e no a recuperao do criminoso. O problema antigo e no s nosso. Todos os seminrios e discusses sobre o sistema penal condenam, h dcadas, o que os especialistas descrevem como a prevalncia da idia de segurana sobre a idia da recuperao. E condenam, tambm, a iluso de que a segurana da sociedade consiste em trancafiar todo e qualquer tipo de criminoso, e no apenas aqueles de alta periculosidade. A afirmao acima foi tirada de uma conferncia feita em 1980 por um dos grandes advogados de So Paulo, Manoel Pedro Pimentel (1922-91), que viveu de perto o problema por ter sido Secretrio de Justia e de Segurana. Ele era bem explcito: Acho que no h mais dvida de que o sistema das prises fechadas no tem condies de promover a reabilitao social de um indivduo. Uma das provas da falncia a taxa altssima de reincidncia. Estudos diferentes mostram que entre 40% a 60% dos criminosos acabam voltando para a priso.

334. correto afirmar que no texto o autor, principalmente:

(A) condena as sociedades que buscam manter afastados, em presdios mal administrados e com pouca segurana, aqueles que no cumprem suas regras.

(B) defende a opinio de que importante em qualquer sociedade proteger os cidados de situaes de violncia, mantendo presos os que agem de maneira contrria s suas normas.

(C) desenvolve a idia de que o sistema carcerrio deve privilegiar a reabilitao do criminoso e no apenas mant-lo obrigatoriamente afastado do convvio social.

(D) considera que, na violenta sociedade atual, os bandidos gozam de mais privilgios do que os cidados comuns, j que o sistema penitencirio antigo e pouco eficiente.

(E) baseia-se em estudos feitos recentemente em vrios pases, para propor novos mtodos de recuperao de criminosos, inclusive por meio de severas punies.

335. O que os especialistas descrevem como a prevalncia da idia de segurana sobre a idia da recuperao. O segmento destacado significa, considerando-se o contexto, que:

(A) mais importante punir com o encarceramento do que recuperar o indivduo marginalizado.

(B) nem sempre a punio se torna fator de recuperao dos indivduos encarcerados.

(C) s ocorre a recuperao do criminoso se houver a devida punio da infrao cometida.

(D) a recuperao de criminosos e a segurana da sociedade so noes que tm o mesmo valor.

(E) a punio de criminosos deve ter mais importncia, para garantir a segurana da sociedade.

336. Estudos diferentes mostram que entre 40% a 60% dos criminosos acabam voltando para a priso. A afirmao do texto foi usada para comprovar que:

(A) falta mais disciplina nos presdios atualmente, tanto para criminosos quanto para os responsveis.

(B) nem sempre necessrio manter os criminosos afastados da sociedade, em prises fechadas.

(C) a ausncia de controle dos prisioneiros dentro das penitencirias elevada, por falta de especialistas em segurana.

(D) um sistema penitencirio fechado e baseado apenas na imposio da disciplina no apresenta bons resultados, como deveria.

(E) possvel recuperar praticamente todos os criminosos, desde que eles estejam dentro das prises.

337. H dois trechos do texto que esto entre aspas porque eles:

(A) introduzem idias de outra pessoa, que so contrrias ao desenvolvimento do texto.

(B) so uma citao fiel das palavras de especialistas em segurana pblica.

(C) interrompem o desenvolvimento lgico das idias do texto.

(D) indicam o assunto principal do texto, do qual partem as idias secundrias.

(E) resumem os problemas discutidos habitualmente pelas autoridades em suas reunies.

338. A conferncia foi feita em 1980 por um dos grandes advogados de So Paulo. Transpondo-se a frase acima para a voz ativa, a forma verbal passa a ser:

(A) foram feitas.

(B) tinha feito.

(C) fizeram.

(D) fez-se.

(E) fez.

TEXTO.

O ESTRANHO COMPORTAMENTO DOS GAMBS.

H alguns animais que se fingem de mortos. Em vez de correr ou lutar contra o inimigo, eles se deitam imveis, parecendo mortos. Isso confunde muitos predadores, que preferem se alimentar de animais vivos. Esse tipo de comportamento dos gambs norte-americanos deu origem expresso brincar de morrer. Quando atacados, eles mancam, caem e rolam no cho, fecham os olhos e ficam com a lngua para fora o suficiente para afugentar a maioria de seus inimigos!

339. Alguns animais se fingem de mortos para:

(A) lutar contra o inimigo.

(B) devorar os animais vivos.

(C) enganar seus inimigos.

(D) brincar com seus amigos.

340. Os gambs, quando atacados, preferem:

(A) deitar-se, ficando sem se mexer.

(B) andar de olhos fechados.

(C) lutar com todas as foras.

(D) correr para bem longe.

341. Assinale a alternativa que contm uma afirmao do texto.

(A) Todos os animais se fingem de mortos quando so atacados.

(B) Muitos animais gostam de ter como alimento animais vivos.

(C) Alguns animais, como o gamb, lutam at ficar com a lngua para fora.

(D) A expresso brincar de morrer refere-se ao comportamento dos predadores dos gambs.

342. Na frase: ...eles se deitam imveis, parecendo mortos. , o sentido contrrio da palavra grifada :

(A) sem medo.

(B) quietos.

(C) parados.

(D) em movimento.

343. Em seus inimigos, no final do texto, seus refere-se a inimigos:

(A) de animais que foram mortos.

(B) do povo norte-americano.

(C) dos animais predadores.

(D) dos gambs.

TEXTO.

Estava toa na vida, o meu amor me chamou

Pra ver a banda passar cantando coisas de amor.

A minha gente sofrida despediu-se da dor

Pra ver a banda passar cantando coisas de amor.

O homem srio que contava dinheiro parou.

O faroleiro que contava vantagem parou.

A namorada que contava estrelas parou para ver,

ouvir e dar passagem.

A moa triste que vivia calada sorriu.

A rosa triste que vivia fechada se abriu.

A meninada toda se assanhou pra ver a banda

passar cantando coisas de amor. (...)

344. A passagem da banda provocou no povo da cidade:

(A) indignao com o tumulto.

(B) apatia diante do fato.

(C) hesitao quanto s atitudes a serem tomadas.

(D) intransigncia com a desordem.

(E) transformao do comportamento.

345. Na expresso minha gente, o uso do pronome possessivo minha indica:

(A) indiferena.

(B) desprezo.

(C) ironia.

(D) cortesia.

(E) afeto.

346. A orao pra ver a banda passar pode ser substituda por outra de sentido equivalente, apresentada na alternativa:

(A) porque viu a banda passar.

(B) quando viu a banda passar.

(C) a fim de que eu visse a banda passar.

(D) assim que a banda passou.

(E) embora tivesse visto a banda passar.

347. Assinale a alternativa em que determinada palavra est empregada em sentido figurado.

(A) O homem srio que contava dinheiro parou.

(B) O meu amor me chamou...

(C) A moa triste que vivia calada sorriu.

(D) A rosa triste que vivia fechada se abriu.

(E) A meninada toda se assanhou.

348. No trecho pra ver a banda passar, cantando coisas de amor , tem-se o seguinte:

(A) passar como ao posterior a cantando.

(B) passar como ao anterior a cantando.

(C) passar como ao simultnea a cantando.

(D) ver como ao anterior a passar.

(E) ver como ao posterior a passar.

TEXTO.

J disse, numa expresso feliz, que a contribuio brasileira para a civilizao ser de cordialidade daremos ao mundo o "homem cordial". A lhaneza no trato, a hospitalidade, a generosidade, virtudes to gabadas por estrangeiros que nos visitam, representam, com efeito, um trao definido do carter brasileiro, na medida, ao menos, em que permanece ativa e fecunda a influncia ancestral dos padres de convvio humano, informados no meio rural e patriarcal. Seria engano supor que essas virtudes possam significar "boas maneiras", civilidade. So antes de tudo expresses legtimas de um fundo emotivo extremamente rico e transbordante. Na civilidade h qualquer coisa de coercitivo ela pode exprimir-se em mandamentos e em sentenas. Entre os japoneses, onde, como se sabe, a polidez envolve os aspectos mais ordinrios do convvio social, chega a ponto de confundir-se, por vezes, com a reverncia religiosa J houve quem notasse este fato significativo, de que as formas exteriores de venerao divindade, no cerimonial xintosta, no diferem essencialmente das maneiras sociais de demonstrar respeito. Nenhum povo est mais distante dessa noo ritualista da vida do que o brasileiro. Nossa forma ordinria de convvio social , no fundo, justamente o contrrio da polidez. Ela pode iludir na aparncia e isso se explica pelo fato de a atitude polida consistir precisamente em uma espcie de mmica deliberada de manifestaes que so espontneas no "homem cordial": a forma natural e viva que se converteu em frmula. Alm disso, a polidez , de algum modo, organizao de defesa ante a sociedade. Detm-se na parte exterior, epidermica do indivduo, podendo mesmo servir, quando necessrio, de pea de resistncia. Equivale a um disfarce que permitir a cada qual preservar intatas sua sensibilidade e suas emoes.

349. A passagem em que se explicita o dilogo entre as idias do autor e as do leitor :

(A) "Equivale a um disfarce..."

(B) "... so, antes de tudo, expresses legtimas ..."

(C) "Nossa forma ordinria de convvio social..."

(D) "Na civilidade h qualquer coisa de coercitivo."

(E) "Seria engano supor ..."

350. A expresso "espcie de mmica deliberada" retoma a idia de:

(A) "... noo ritualista da vida..."

(B) "... trao definido do carter brasileiro..."

(C) "... influncia ancestral dos padres do convvio humano..."

(D) "... virtudes to gabadas por estrangeiros que ..."

(E) "... fundo emotivo rico e transbordante."

351. "... pelo fato de a atitude polida consistir ..." Nesta passagem no se d a contrao da preposio de com o artigo a porque:

(A) o autor fez uma opo estilstica

(B) a preposio "de" integra a expresso "pelo fato de"

(C) se trata de um perodo composto

(D) "a atitude polida" sujeito da orao do verbo consistir

(E) o substantivo "atitude" vem seguido do adjetivo "polida"

352. "... virtudes to gabadas por estrangeiros que nos visitam ..." O perodo que apresenta uma orao de classificao semelhante anterior, :

(A) Estava to cansado, que logo foi deitar-se.

(B) O colgio onde foram realizadas as palestras to antigo!

(C) Eram funcionrios to necessrios quanto os outros.

(D) Quanto mais o conheo, mais o estimo.

(E) Foram pessoas to admiradas enquanto estiveram aqui!

353. Assinale a alternativa que contm erro de concordncia.

(A) So cinco questes que falta resolver.

(B) Os veres terrveis que fazia ali desesperavam a todos.

(C) Existiam televisores e rdios para todos os habitantes.

(D) Fui eu quem denunciou as irregularidades.

(E ) As questes que haviam no livro eram difceis.

TEXTO.

O MEDO SOCIAL.

No Rio de Janeiro, uma senhora dirigia seu automvel com o filho ao lado. De repente foi assaltada por um adolescente, que a roubou, ameaando cortar a garganta do garoto. Dias depois, a mesma senhora reconhece o assaltante na rua. Acelera o carro, atropela-o e mata-o, com a aprovao dos que presenciaram a cena. Verdica ou no, a histria exemplar. Ilustra o que a cultura da violncia, a sua nova feio no Brasil. Ela segue regras prprias. Ao expor as pessoas a constantes ataques sua integridade fsica e moral, a violncia comea a gerar expectativas, a fornecer padres de respostas. Episdios truculentos e situaes-limite passam a ser imaginados e repetidos com o fim de caucionar a idia de que s a fora resolve conflitos. A violncia torna-se um item obrigatrio na viso do mundo que nos transmitida. Cria a convico tcita de que o crime e a brutalidade so inevitveis. O problema , ento, entender como chegamos a esse ponto. Como e por que estamos nos familiarizando com a violncia, tornando-a nosso cotidiano. Em primeiro lugar, preciso que a violncia se torne corriqueira para que a lei deixe de ser concebida como o instrumento de escolha na aplicao da justia. Sua proliferao indiscriminada mostra que as leis perderam o valor normativo e os meios legais de coero, a fora que deveriam ter. Nesse vcuo, indivduos e grupos passam a arbitrar o que justo ou injusto, segundo decises privadas, dissociadas de princpios ticos vlidos para todos. O crime , assim, relativizado em seu valor de infrao. Os criminosos agem com conscincias felizes. No se julgam fora da lei ou da moral, pois conduzem-se de acordo com o que estipulam ser o preceito correto. A imoralidade da cultura da violncia consiste justamente na disseminao de sistemas morais particularizados e irredutveis a ideais comuns, condio prvia para que qualquer atitude criminosa possa ser justificada e legtima.

354. No Rio de Janeiro, uma senhora dirigia seu automvel com o filho ao lado. De repente foi assaltada por um adolescente...; a passagem do pretrito imperfeito para o pretrito perfeito marca a mudana de:

a) um texto descritivo para um texto narrativo;

b) a fala do narrador para a fala do personagem;

c) um tempo passado para um tempo presente;

d) um tempo presente para um tempo passado;

e) a mudana de narrador.

355. De repente foi assaltada por um adolescente...; esta frase, na voz passiva analtica, tem como correspondente na voz ativa a frase:

a) De repente assaltou-se um adolescente;

b) Um adolescente, de repente, assaltou (a senhora)...;

c) De repente, uma senhora foi assaltada...;

d) De repente, um adolescente assalta (uma senhora)...;

e) Um adolescente foi assaltado por uma senhora, de repente.

356. ...que a roubou, ameaando cortar a garganta do garoto.; o bom uso do gerndio requer que sua ao seja simultnea do verbo principal, como ocorre nesse segmento do texto. Assim, exemplo de mau uso do gerndio a frase:

a) O assaltante gritou, abrindo a porta...;

b) O motorista acovardou-se, abaixando o vidro;

c) O assaltante entrou, sentando-se no banco traseiro;

d) O marginal ameaou-o, mostrando a arma;

e) O motorista obedeceu, acelerando o carro.

357. A narrativa contida no primeiro pargrafo tem a funo textual de:

a) exemplificar algo que vai ser explicitado depois;

b) justificar a reao social contra a violncia;

c) despertar a ateno do leitor para o problema da violncia;

d) mostrar a violncia nas grandes cidades;

e) relatar algo que vai justificar uma reao social.

358. A idia no contida no texto :

a) a violncia cria regras prprias;

b) os criminosos agem segundo regras particulares;

c) a violncia aparece socialmente justificada;

d) a violncia aparece como algo inevitvel;

e) a violncia requer uma ao governamental eficiente.

TEXTO.

PERDO.

Perdoar algum renunciar ao ressentimento, ira ou a outras reaes justificadas por algo que essa pessoa tenha feito. Isso levanta um problema filosfico: essa pessoa tratada de forma melhor do que ela merece; mas como pode exigir-se, ou mesmo como permitir-se, tratar algum de uma maneira que no merece? Santo Agostinho aconselhava-nos a detestar o pecado, mas no o pecador, o que tambm indica uma atitude objetiva ou impessoal para com o pecador, como se o carter do agente estivesse apenas acidentalmente ligado ao carter detestvel de suas aes.

359. Perdoar algum renunciar ao ressentimento...; o vocbulo renunciar equivale semanticamente (sinnimo) a:

a) denunciar;

b) anunciar;

c) abandonar;

d) retirar;

e) condenar.

360. O termo algum da primeira frase do texto aparece referido com outras palavras no desenvolvimento do texto; o nico termo destacado que NO o repete :

a) ....por algo que essa pessoa tenha feito.;

b) ... tratada de forma melhor do que ela merece; ...;

c) ...a detestar o pecado, mas no o pecador, ...;

d) ...como se o carter do agente...;

e) ...ligado ao carter detestvel de suas aes.

361. O verbo perdoar est com sua regncia errada na frase:

a) Devemos perdoar a nossos ofensores;

b) Seria bom que perdoassem s nossas dvidas;

c) Perdoai-lhes os pecados;

d) Perdoei os erros ao pobre rapaz;

e) difcil perdoar aos pecadores.

362. Isso levanta um problema filosfico: essa pessoa tratada de forma melhor do que ela merece;...; esse segmento do texto diz-nos, implicitamente, que:

a) todos devem ser tratados segundo seus atos;

b) devemos tratar a todos de forma semelhante;

c) todos devem ser tratados de forma melhor do que merecem;

d) todos devem ser tratados de forma pior do que merecem;

e) ningum deve ser maltratado.

363. Santo Agostinho ensina que:

a) no devemos confundir agente e paciente;

b) devemos separar ato e agente;

c) devemos confundir agente e ao;

d) devemos perdoar o ato e condenar o agente;

e) agente e ato so elementos idnticos.

TEXTO.

Maria Berlini no mentira quando dissera que no trabalhava, nem estudava. Mas trabalhara pouco depois de chegada ao Rio, com minguados recursos, que se evaporaram como por encanto. A tentativa de entrar para o teatro fracassara. Havia s promessas. No era fcil como pensara. Mesmo no tinha a menor experincia. Fora estrela estudantil em Guar. Isso, porm, era menos que nada! Acabado o dinheiro, no podia viver de brisa! Em oito meses, fora sucessivamente chapeleira, caixeira de perfumaria, manicura, para se sustentar. Como chapeleira, no agentara dois meses, que era duro!, das oito da manh s oito da noite, e quantas vezes mais, sem tirar a cacunda da labuta no era possvel! As ambies teatrais no haviam esmorecido, e cad tempo? Conseguira o lugar de balconista numa perfumaria com ordenado e comisso. Tinha jeito para vender, sabia empurrar mercadoria no fregus. Os cobres melhoravam satisfatoriamente. Mas tambm l passara pouco tempo. O horrio era praticamente o mesmo, e o trabalho bem mais suave - nunca imaginara que houvesse tantos perfumes e sabonetes neste mundo! Contudo continuava numa priso. No nascera para prises. Mesmo como seria possvel se encarreirar no teatro, amarrada num balco todo o santo dia? Precisava dar um jeito. Arranjou vaga de manicura numa barbearia, cujo dono ia muito perfumaria fazer compras e que se engraara com ela. Dava conta do recado mal e porcamente, mas os homens no so exigentes com um palmo de cara bonita. Funcionava bastante, ganhava gorjetas, conhecera uma matula de gente, era muito convidada para almoos, jantares, danas e passeios, e tinha folgas - uf, tinha folgas! Quando cismava, nem aparecia na barbearia, ia passear, tomar banho de mar, fazer compras, ficava dormindo...

364. Em nenhuma parte do texto est expressa a idia de que:

(A) uma profisso mais honrada do que a outra.

(B) a protagonista efetivamente queria ser atriz.

(C) a beleza ajuda nas relaes empregatcias.

(D) certas profisses exigem uma dose de sacrifcio.

(E) o dinheiro essencial sobrevivncia.

365. A protagonista do texto caracterizada de diferentes maneiras. Assinale a opo cuja qualidade no se aplica a ela.

(A) ingnua

(B) inexperiente

(C) altrusta

(D) ambiciosa

(E) esperta

366. Entende-se por pargrafo a unidade da escrita em que, por meio de uma srie de frases, se desenvolve uma idia. Analisando a distribuio das idias do texto, assinale a opo em que h uma coerente proposta de distribuio dos pargrafos.

(A) Dois pargrafos: 1 . - da linha 1 at "No era possvel!" (linha 7) e2. - de As ambies" (linha 7) at dormindo..." (linha 18).

(B) Trs pargrafos: 1 . - da linha 1 at "sustentar." (linha 6), 2. - de "Como chapeleira'' (linha 6) at "santo dia?" (linhas 12, 13) e 3. - de "Precisava" (linha 13) at "dormindo..." (linha 18).

(C) Quatro pargrafos: 1 . - da linha 1 at encanto." (linha 2). 2. - de "A tentativa'' (linha 2) at "comisso." (linha 8), 3.- de "Tinha jeito" (linha 9) at "para prises." (linha 12) e 4. - de "Mesmo'' (linha 12) at "dormindo..." (linha 18).

(D) Cinco pargrafos:1. - da linha 1 at "sustentar." (linha 6), 2. - de "Como chapeleira" (linha 6) at "cad tempo?"(linha 8). 3. - de "Conseguira" (linha 8) at "mundo!" (linha 11), 4. - de "Contudo" (linha 11 ) at "jeito." (linha13) e 5. - de "Arranjou" (linha 13) at "dormindo..." (linha 18).

(E) Seis pargrafos: 1 . - da linha 1 at "encanto." (Linha 2), 2. - de "A tentativa'' (linha 2) at "de brisa!" (linha 5), 3. - de "Em oito meses" (linha 5) at "para se sustentar." (linhas 5, 6), 4. - de "Como chapeleira" (linha 6) at "comisso."(linha 8), 5.- de "Tinha jeito" (linha 9) at "fregus."(linha 9) e 6. - de "Os cobres" (linha 9) at "dormindo..." (linha 18).

367. O primeiro perodo do texto constitudo por:

(A) duas oraes coordenadas. somente.

(B) duas oraes subordinadas, somente.

(C) trs oraes, sendo duas subordinadas e uma coordenada.

(D) trs oraes, sendo duas coordenadas e uma subordinada.

(E) quatro oraes; entre elas, duas subordinadas e uma coordenada e subordinada, ao mesmo tempo.

368. Sabe-se que o h uma letra diferente das demais, pois no corresponde a um fonema. Em certos casos, porm, associada a uma consoante, constitui um dgrafo. Assinale a opo em que todas as palavras apresentam dgrafos formados com a letra h.

(A) trabalhava, chegada, horrio

(B) horas, havia, chuva

(C) manh, melhoravam, homenagem

(D) trabalho, chapeleira, banho

(E) homens, ganhava, hotel

TEXTO.

Tal como a chuva cada

Fecunda a terra no estio

Para fecundar a vida.

O trabalho se inventou.

Feliz quem pode orgulhoso

Dizer: - Nunca fui vadio

E se hoje sou venturoso,

Devo ao trabalho o que sou.

369. Compreender um texto implica apreender os valores que so defendidos por quem o prope. Assinale a opo que apresenta a afirmativa valorizada pelo autor.

(A) O trabalho assim como a felicidade so prprios do ser humano.

(B) O trabalhador rural tem mais valor do que o urbano.

(C) A vadiagem e o orgulho so prejudiciais ao homem.

(D) venturoso quem trabalha sem reclamar.

(E) O trabalho dignifica a vida.

370. Segundo o texto, a finalidade do trabalho :

(A) deixar o homem orgulhoso

(B) prover o homem de recursos sobrevivncia.

(C) evitar a malandragem.

(D) semear a terra e produzir bons frutos.

(E) garantir a felicidade.

371. Considerando a sentena contida nos versos 5 e 6, quanto morfossintaxe, assinale a opo incorreta.

(A) O adjetivo ''orgulhoso'' est exercendo a funo de predicativo do objeto.

(B) "Feliz'' e "vadio" so adjetivos que exercem as funes de predicativos de seus sujeitos.

(C) "Nunca" um advrbio que atualiza as circunstncias de tempo e de negao, simultaneamente.

(D) Na locuo verbal "pode ... Dizer", o primeiro verbo auxiliar e o segundo o principal.

(E) Reescrevendo a sentena na ordem direta, em discurso indireto, tem-se: Quem pode dizer orgulhoso que nunca foi vadio feliz.

372. Em "se hoje sou venturoso, Devo ao trabalho o que sou.", h apenas:

(A) duas vezes o sujeito eu.

(B) um pronome pessoal do caso oblquo.

(C) um pronome relativo e um pronome demonstrativo.

(D) dois predicados verbais.

(E) trs predicados nominais.

373. Seguindo as normas gramaticais da lngua culta, a sugesto "Seja trabalhador e voc tambm ser venturoso.", se for expressa na terceira pessoa do plural tornar-se-:

(A) Sede trabalhadores e vs tambm sereis venturosos.

(B) Sejam trabalhadores e vs tambm sejais venturosos.

(C) S trabalhadores e vocs tambm sero venturosos.

(D) Sejam trabalhadores e vocs tambm sero venturosos.

(E) Sejais trabalhadores e vocs tambm sero venturosos.

TEXTO.

Aqui, ali, por toda a parte, encontravam-se trabalhadores, uns ao sol, outros debaixo de pequenas barracas feitas de lona ou de folhas de palmeira. De um lado cunhavam pedra cantando; de outro a quebravam a picareta; de outro afeioavam lajedos a ponta de pico; mais adiante faziam paraleleppedos a escopro e macete. E todo aquele retintim de ferramentas, e o martelar da forja, e o coro dos que l em cima brocavam a rocha para lanarlhe ao fogo, e a surda zoada ao longe, que vinha do cortio, como de uma aldeia alarmada; tudo dava a idia de uma atividade feroz, de uma luta de vingana e dio. Aqueles homens gotejantes de suor, bbedos de calor, desvairados de insolao, a quebrarem, a espicaarem, a torturarem a pedra, pareciam um punhado de demnios revoltados na sua impotncia contra o impassvel gigante que os contemplava com desprezo, imperturbvel a todos os golpes e a todos os tiros que lhe desfechavam no dorso, deixando sem um gemido que lhe abrissem as entranhas de granito.

374. Assinale a opo que completa adequadamente as lacunas da sentena abaixo.

No texto, aparecem operrios trabalhando em uma ______________, utilizando ferramentas como o(a) ________em um clima de __________________.

(A) barraca - picareta - revolta

(B) pedreira - macete - agitao

(C) construo civil - pico - desvario

(D) mina de prata - escopro - alegria

(E) extrao paraleleppedo - ferocidade

375. O que leva o autor a comparar os trabalhadores a um "punhado de demnios" (linha 7) :

(A) a persistncia com que executam sua tarefa.

(B) o carter sanguinrio dessas pessoas.

(C) a ferocidade de suas habituais aes.

(D) a impotncia para realizarem a tarefa.

(E) o estado fsico em que se encontram aps um perodo de trabalho.

376. Assinale a opo em que aparecem antnimos das palavras sublinhadas na seguinte passagem: "tudo dava a idia de uma atividade feroz, de uma luta de vingana e dio.'' (linhas 5, 6).

(A) branda / descanso / perdo / amor

(B) mansa / repouso / dignidade / amizade

(C) calma / pacfica /docilidade / afeto

(D) nociva / alegria / calma / amizade

(E) fecunda / regozijo / brandura / amor

377. No fragmento "gotejantes de suor, bbedos de calor, desvairados de insolao" (linhas 6, 7), no h:

(A) substantivo concreto.

(B) substantivo derivado.

(C) adjunto adnominal.

(D) complemento nominal.

(E) paralelismo.

378. Analise o emprego dos conectivos que sublinhados no fragmento a seguir: "o impassvel gigante que os contemplava com desprezo, imperturbvel a todos os golpes e a todos os tiros que lhe desfechavam no dorso, deixando sem um gemido que lhe abrissem as entranhas de granito" (linhas 8-10). Assinale a opo correta.

(A) Nas trs ocorrncias, o que pronome relativo.

(B) Na primeira ocorrncia, o que sujeito da orao seguinte.

(C) Na segunda ocorrncia, o que expletivo, podendo ser retirado da sentena sem prejuzo do sentido.

(D) Na terceira ocorrncia, o que o objeto direto do verbo deixar.

(E) Nas duas ltimas ocorrncias, o que conjuno subordinativa integrante, no exercendo funo sinttica.

TEXTO.

Ento, quando se casa, D. lsmnia?

Em maro. Cavalcnti j est formado e...

Afinal a filha do general pde responder com segurana pergunta que se lhe vinha fazendo h quase cinco anos. O noivo finalmente encontrara o fim do curso de dentista e marcara o casamento para da a trs meses. A alegria foi grande na famlia; e, como em tal caso, uma alegria no poderia passar sem um baile, uma festa foi anunciada para o sbado que se seguia ao pedido da pragmtica.

As irms da noiva, Quinota, Zizi, Lal e Vivi, estavam mais contentes que a irm nubente. Parecia que ela lhes ia deixar o caminho desembaraado, e fora a irm quem at ali tinha impedido que se casassem. Noiva havia quase cinco anos, lsmnia j se sentia meio casada. Esse sentimento junto a sua natureza pobre f-la no sentir um pouco mais de alegria. Ficou no mesmo. Casar, para ela, no era negcio de paixo, nem se inseria no sentimento ou nos sentidos: era uma idia, uma pura idia. Aquela sua inteligncia rudimentar tinha separado da idia de casar o amor, o prazer dos sentidos, uma tal ou qual liberdade, a maternidade, at o noivo. Desde menina, ouvia a mame dizer:"Aprenda a fazer isso, porque quando voc se casar..." ou seno:Voc precisa aprender a pregar botes, porque quando voc se casar..."

A todo instante e a toda hora, l vinha aquele "porque, quando voc se casar..." e a menina foi se convencendo de que toda a existncia s tendia para o casamento. A instruo, as satisfaes ntimas, a alegria, tudo isso era intil; a vida se resumia numa coisa: casar.

De resto, no era s dentro de sua famlia que ela encontrava aquela preocupao. No colgio, na rua, em casa das famlias conhecidas, s se falava em casar. "Sabe, D. Maricota, a Lili casou-se; no fez grande negcio, pois parece que o noivo no l grande coisa"; ou ento. "A Zez est doida para arranjar casamento, mas to feia, meu Deus!...

379. Segundo o texto, pode-se afirmar que a relao do casal de nubentes era:

A) de amor, pois j fazia quase cinco anos de noivado.

B) de acomodao, pois, pelo menos da parte de lsmnia, no havia paixo.

C) de equilbrio, uma vez que no havia mais os arrebatamentos da paixo.

D) desejada pela famlia, apesar de esta no cobrar casamento das filhas.

E) de cumplicidade, pois sendo um relacionamento horizontal, os dois partilhavam sentimentos, projetos e decises.

380. Em relao ao texto, todas as alternativas abaixo so verdadeiras, exceto:

A) A submisso anula a identidade do ser humano, faz dele um autmato sem desejos, sentimentos ou sonhos.

B) Quando se adestra um ser humano em vez de educ-lo, quando seu destino traado pela cultura de que faz parte, prejudica-se o seu desenvolvimento afetivo e intelectual.

C) O machismo diminui a figura feminina na sociedade a ponto de faz-la pensar que, sem um marido, no consegue ser algum ou at頠 mesmo viver.

D) O autor tratou o assunto sem fazer uso do humor ou da ironia. uma vez que esse um tema srio que precisa ser visto e discutido pela sociedade.

E) O casamento, visto como fim em si mesmo, no representa a realizao afetiva da mulher, mas o nico objetivo de sua vida.

381. Podemos afirmar que lsmnia representa:

A) a mulher comedida, cautelosa que, para se defender da sociedade machista, no se deixa arrebatar pelas paixes desenfreadas.

B) o perfil de companheira ideal, pois sabe ser paciente e tolerante a ponto de esperar a formatura do noivo para traar os planos para o casamento.

C) a mulher-objeto que no foi educada para sentir, para ser, mas para desempenhar apenas o papel de coadjuvante na sociedade.

D) o equilbrio, pois mesmo sendo cobrada pela sociedade, esperou que seu noivo conclusse o curso superior para marcar a data do casamento.

E) uma exceo, pois dificilmente as mulheres de sua poca seriam ou agiriam como ela.

382. As palavras dentista, casamento e finalmente foram formadas pelo processo de:

A) derivao.

B) composio.

C) reduo.

D) hibridismo.

E) derivao parassinttica.

383. grande a dvida quanto ao emprego de a (preposio) e h (forma verbal). Em qual das alternativas abaixo houve erro quanto ao emprego de uma dessas palavras?

A) H muito tempo a mulher luta por um espao na sociedade.

B) Daqui a algum tempo, existiro ainda vestgios de preconceito contra a mulher.

C) H cerca de trinta anos a mulher brasileira vem conquistando espaos na sociedade.

D) Ser que somente a alguns anos o problema do machismo vem sendo discutido?

E) O preconceito tambm tem a ver com a formao cultural de um povo.

384. Que alternativa apresenta as palavras que preenchem corretamente as lacunas abaixo?

1. lsmnia casar-se-ia por ___________ que fossem as conseqncias (pior).

2. As irms da noiva, elas _____________ estavam mais felizes que a nubente. (mesmo)

3. No haveria ___________ motivos para que o casamento se realizasse? (bastante)

A) pior, mesmas, bastante

B) piores, mesmas, bastantes

C) pior, mesmo, bastante

D) piores, mesmas, bastante

E) pior, mesmo, bastantes

385. A construo sinttica "uma festa foi anunciada para o sbado", sem modificar-lhe o sentido, pode ser substituda por:

A) Uma festa esteve anunciada para o sbado.

B) Uma festa tinha sido anunciada para o sbado.

C) Anunciava-se uma festa para o sbado.

D) Anunciou-se uma festa para o sbado.

E) Anunciara-se uma festa para o sbado.

386. Com base no texto, marque a opo em que feita uma comparao:

A) "... lsmnia j se sentia meio casada.

B) "...estavam mais contentes que a irm㠠 nubente.

C) "... f-la no sentir um pouco mais de alegria.

D) ... o noivo no l grande coisa...

E) "... mas to feia, meu Deus! ..."

TEXTO.

Os seguros de vida, embora tenham crescido em um percentual semelhante aos dos seguros de sade, ainda tm um papel relativamente pequeno no mercado. Aparentemente, hbitos arraigados levam o brasileiro a se preocupar menos com a sorte de sua famlia, na falta de seu chefe, do que com o automvel ou o padro de vida aps a aposentadoria. Mas h outras explicaes para tal fato.

Nos tempos da hiperinflao, formou-se a convico de que a indenizao seria corroda pela desvalorizao da moeda e nenhum seguro de vida seria suficiente para garantir o bem-estar da famlia. Apenas os seguros de vida em grupo, por serem baratos, atraam algum interesse.

Com a estabilizao da moeda, o crescimento do seguro de vida individual deveria ser mais rpido, mas isto no ocorreu. Por isso, as empresas pleiteiam que o governo elimine o IOF de 7% incidente sobre os prmios. No se pode ignorar que o seguro de vida uma forma de criao de reservas, ou seja, de poupana de longo prazo.

387. Em relao ao texto, assinale a opo correta.

a)Se a expresso o brasileiro estivesse no plural, a forma verbal preocupar, para respeitar as exigncias de concordncia da norma culta, deveria estar na terceira pessoa do plural.

b) A expresso tal fato refere-se ao fato de o brasileiro se preocupar mais com a segurana do automvel que com a aposentadoria.

c) O termo formou-se indica uso da voz passiva, de forma que, gramaticalmente, o agente responsvel pela formao no explicitado.

d) As expresses no futuro do pretrito seria corroda e nenhum ... seria suficiente so utilizadas para indicar certeza de que os fatos referidos ocorreram.

e) Para que a forma verbal do verbo pleitear fique correta, deve ser corrigida para pleiteam.

388. Assinale a opo que est em desacordo com o texto.

a) A forma verbal atraam est no pretrito imperfeito do indicativo para se referir aos tempos da hiperinflao, que, conforme o texto, esto no passado.

b) O fato de que o seguro espcie de poupana um argumento favorvel ao pleito das empresas junto ao governo.

c) A convico de que a inflao iria corroer a indenizao uma das outras explicaes para a atitude reticente do brasileiro em relao ao seguro de vida.

d) Durante o perodo de hiperinflao, apenas os seguros de vida em grupo resistiram corroso provocada pela desvalorizao da moeda.

e) A velocidade de crescimento dos investimentos em seguro de vida, mesmo diante da estabilizao da moeda, no tem correspondido expectativa dos empresrios.

389. No que se refere pontuao do texto, assinale a opo correta.

a) As seguradoras brasileiras aumentaram seu faturamento de R$ 20,3 bilhes, em 1999, para R$ 23,4 bilhes, em 2000, ou seja, apresentaram um crescimento de 14,8%.

b) um sinal de que os brasileiros esto destinando mais recursos proteo do patrimnio, da sade e da renda futura (aposentadoria), seguindo, portanto, ainda que de longe, os hbitos dos consumidores de pases desenvolvidos.

c) Entre as preocupaes com segurana, as famlias tm colocado, em primeiro lugar seus automveis, cujos ndices de furto so anormalmente elevados em relao aos de outros pases. O crescimento do seguro de automveis foi de 17,4%, passando de R$ 6,3 bilhes para R$ 7,4 bilhes.

d) O setor que apresentou maior crescimento percentual, no entanto, foi o da aquisio de planos de previdncia privada, cujo faturamento apresentou um aumento de 52,1%. uma indicao de que vem aumentando, a confiana dos brasileiros nos mecanismos de seguridade privada, que permitem complementar a previdncia do INSS.

e) Os brasileiros continuam gastando pouco em seguros de vida. No ano passado, o gasto total foi de apenas R$ 4 bilhes, ou seja cerca de 17% do total pago em seguros e pouco mais da metade do que dispendido com a proteo dos automveis. um percentual bem inferior, ao apresentado em outros pases.

390. Numere os trechos de forma a compor um texto coeso e coerente e assinale a seqncia correta.

( ) Mas, atualmente, uma nova forma de garantia est comeando a se tornar comum no mercado. a chamada garantia estendida ou complementar, que garante o produto por um prazo alm da garantia legal e contratual e oferecida a quem adquire bens durveis.

( ) Esse alongamento do prazo de garantia adquirido como um servio parte do produto, pelo qual o consumidor desembolsa um determinado valor, no ato da compra, e oferecido, em geral, por outra empresa, no pelo fabricante do produto adquirido.

( ) Essa a garantia legal, conforme o Cdigo de Defesa do Consumidor (CDC). Em seu artigo 26 estipula 30 dias de garantia para produtos no-durveis (alimentos, cosmticos, etc.) e 90 para produtos durveis.

( ) Sempre que adquire um produto ou contrata um servio, o consumidor deve ter suas expectativas correspondidas, no que diz respeito sua quantidade, qualidade e eficincia.

( ) Alm dessa garantia legal, a maioria dos produtos conta tambm com a garantia contratual, oferecida pelo fabricante, por meio do termo de garantia, no qual o prazo e o lugar em que ela deve ser exigida devem estar explicitamente informados.

a) 4, 5, 2, 1, 3

b) 3, 1, 5, 4, 2

c) 2, 4, 3, 5, 1

d) 1, 2, 4, 3, 5

e) 5, 3, 1, 2, 4

391. Assinale a opo em que o texto est de acordo com as exigncias da norma culta escrita.

a) A deciso de vender a garantia como um seguro dar ao consumidor uma segurana maior, uma vez que, se tiver problemas, ele poder recorrer um rgo regulador e fiscalizador.

b) As montadoras de automveis, com poucas diferenas entre suas propostas, foram as primeiras oferecer garantia estendida no Pas.

c) A pessoa pode escolher o tipo de cobertura que quizer, de acordo com os benefcios que achar importante. A estenso pode ser de 12 ou 24 meses.

d) A garantia prolongada funciona como uma aplice de seguro, sendo varivel a cobertura e o prazo, e podem ser adquirida em qualquer concessionria.

e) H um programa por meio do qual a garantia de fbrica pode ser estendida por mais 24 meses. No momento da compra do automvel, firmado um contrato de adeso que garante ao proprietrio a realizao de reparos, com exceo dos casos que envolvam peas de desgaste normal.

TEXTO.

O crime no ocorre por acaso. Antes de atacar, o bandido costuma observar atentamente sua vtima. Estuda seus movimentos e pontos fracos e avalia os riscos da investida. A no ser que esteja drogado, quem pratica uma ao criminosa pesa todos esses fatores antes de decidir se vale a pena arriscar. Facilidade de ataque e fuga, fragilidade do alvo e possibilidade de bons ganhos so fatores que pesam na deciso. Analisando dessa forma, fica fcil entender o que se deve fazer para diminuir o risco de se tornar alvo preferencial, sujeito a ataques a qualquer momento. O melhor recorrer ao bom senso. No ostentar jias nem outros objetos de valor, evitar lugares desertos, procurar estar sempre acompanhado, somente utilizar caixas eletrnicas em locais pblicos e prestar ateno quando estiver no trnsito. Apesar de amplamente conhecidos, esses cuidados costumam ser negligenciados pelas pessoas. A tendncia imaginar que coisas ruins s acontecem com os outros. Para evitar o risco de engrossar as estatsticas da criminalidade, a melhor ttica seguir os conselhos de policiais e profissionais especialistas em segurana. Ao caminhar pela calada, por exemplo, os ladres preferem abordar pessoas distradas e que aparentam ter algo de valor. aconselhvel ficar afastado das aglomeraes e andar com bolsas e sacolas junto ao corpo. A observao do movimento tambm ajuda. Uma pessoa precavida tem muito mais chance de um caminho livre de bandidos.

392. De acordo com o texto, o crime acontece:

(A) muitas vezes com pessoas que esto muito prximas de ns, sem que possamos ajud-las.

(B) pela ausncia de um policiamento eficaz, especialmente em lugares mais afastados.

(C) por no haver informaes seguras s pessoas em geral, dadas por especialistas na rea.

(D) com a colaborao involuntria da vtima, que se expe desnecessariamente aos bandidos.

(E) principalmente devido ao uso de drogas, que facilita a ao dos bandidos, tornando-os mais geis.

393. Esses cuidados costumam ser negligenciados pelas pessoas. Transpondo-se a frase acima para a voz ativa, a forma verbal passa a ser:

(A) costumam negligenciar.

(B) costuma-se negligenciar.

(C) negligenciam.

(D)) tinham negligenciado.

(E) esto sendo negligenciados.

394. O melhor recorrer ao bom senso. A mesma regncia exigida pelo verbo grifado est na frase:

(A) Estuda seus movimentos e pontos fracos.

(B) No ostentar jias nem outros objetos de valor.

(C) que coisas ruins s acontecem com os outros.

(D) e andar com bolsas e sacolas junto ao corpo.

(E)) A observao do movimento tambm ajuda.

395. Todas as palavras recebem acento pela mesma razo que o justifica em tendncia na alternativa:

(A) fenmeno, aconselhvel, espcie.

(B) vtima, Taubat, trajetria.

(C)) propcio, pblicos, fcil.

(D) presdios, secretrio, providncias.

(E) jias, trnsito, especficas.

396. Num assalto ...... mo armada, aconselhvel que a vtima obedea ...... ordens do bandido, evitando expor-se ainda mais ...... qualquer tipo de agresso. As lacunas da frase acima esto corretamente preenchidas por:

(A) a - as -

(B) - s - a

(C) - s -

(D) a - as - a

(E) - as -

397. Encontram-se palavras escritas de maneira INCORRETA na frase:

(A))Altas tachas de reincidncia, apesar de reconhecidas, no so levadas em considerao

quando se avaliam os resultados negativos do sistema carcerrio no Brasil.

(B) As associaes de criminosos, existentes nos presdios, demonstram que nem sempre as lideranas se manifestam de forma positiva, levando a aes perversas.

(C) aconselhvel entregar a um bandido tudo aquilo que ele est exigindo, sem discusso nem reao, ou tentativa de convenc-lo a mudar de idia.

(D) Pesquisas recentes revelam a preocupao dos brasileiros com o aumento da criminalidade, especialmente nos grandes centros urbanos.

(E) Todos devem, ao entrar e sair de casa, agir com precauo para reduzir as possibilidades de serem vtimas acessveis de assaltantes.

TEXTO.

REINAUGURAO.

Entre o gasto dezembro e o florido janeiro,

entre a desmitificao e a expectativa,

tornamos a acreditar, a ser bons meninos,

e como bons meninos reclamamos

a graa dos presentes coloridos.

Nossa idade - velho ou moo - pouco importa.

Importa nos sentirmos vivos

e alvoroados mais uma vez, e revestidos de beleza que vem

dos gestos espontneos

e do profundo instinto de subsistir

enquanto as coisas em redor se derretem e somem

como nuvens errantes no universo estvel.

Prosseguimos. Reinauguramos. Abrimos olhos gulosos

a um sol diferente que nos acorda para os

descobrimentos.

Esta a magia do tempo.

Esta a colheita particular

que se exprime no clido abrao e no beijo comungante,

no acreditar na vida e na doao de viv-la

em perptua procura e perptua criao.

E j no somos finitos e ss.

Somos uma fraternidade, um territrio, um pas

que comea outra vez no canto do galo de 1 de janeiro

e desenvolve na luz o seu frgil projeto de felicidade.

398. O pronome relativo QUE exerce, nos versos 13, 17 e 22, as funes sintticas de:

a) sujeito - objeto direto - predicativo;

b) objeto direto - predicativo - sujeito;

c) objeto direto - objeto direto - objeto direto;

d) sujeito - sujeito - sujeito;

e) predicativo - predicativo - predicativo.

399. Expectativa (verso 2) e espontneo (verso 8) esto corretamente grafadas, assim como as palavras:

a) espectador e exceo;

b) extenso e esplosivo;

c) estermnio e excessivo;

d) esclarecedor e expontaneidade;

e) expansivo e extender.

400. A cada palavra abaixo segue-se a justificativa de sua acentuao. Essa justificativa est INCORRETA em:

a) pas (verso 21) oxtono terminado em -is;

b) estvel (verso 11) paroxtono terminado em -l;

c) perptua (verso 19) paroxtono terminado em ditongo;

d) clido (verso 17) proparoxtono;

e) j (verso 20) monosslabo tnico em a.

401. Encontra apoio no texto a afirmao de que:

a) somente crianas bondosas tero presentes;

b) a vida tem valor apenas para a mocidade;

c) s a velhice merecedora da vida;

d) a crena na vida uma eterna busca;

e) a felicidade humana sempre forte.

402. Ao final do texto, conclui-se que:

a) cada um deve buscar o seu caminho;

b) a fraternidade incompatvel com a convivncia humana;

c) a integrao prevalece sobre o isolamento;

d) a individualidade deve ser preservada;

e) a solido nossa principal caracterstica.

403. Das construes abaixo, a que NO apresenta anteposio do adjetivo ao substantivo :

a) gasto dezembro (verso 1);

b) profundo instinto (verso 9);

c) colheita particular (verso 16);

d) clido abrao (verso 17);

e) frgil projeto (verso 23).

TEXTO.

JUVENTUDE, DELINQNCIA OU ESPERANA.

Jovens de classe mdia e mdia alta tm freqentado o noticirio policial. Crimes, vandalismo, consumo e trfico de drogas deixaram de ser uma marca registrada das favelas e da periferia das grandes cidades. O novo rosto da delinqncia, perverso e cruel, transita nos bares badalados, vive nos condomnios fechados, estuda nos colgios da moda e no se priva de regulares viagens aos points da Flrida.

O fenmeno das gangues bem-nascidas, aparentemente surpreeendente, reflexo acabado de uma montanha de equvocos. O novo mapa do crime no fruto do acaso. o resultado acabado da crise da famlia, da educao permissiva e do bombardeio de uma mdia que se empenha em apagar qualquer vestgio de valores objetivos.

Os pais da gerao transgressora tm grande parcela de culpa. Choram os delitos que medraram no terreno fertilizado pelo egosmo e pela omisso. Compensam a ausncia com valores materiais. O delito no apenas reflexo da falncia da autoridade familiar: uma agresso, um bilhete revoltado. A pobreza material castiga o corpo, mas a falta de amor corri a alma. Os adolescentes, disse algum, necessitam de pais morais e no de pais materiais.

Certas teorias no campo da educao, cultivadas em colgios que fizeram uma opo preferencial pela permissividade, esto apresentando sua fatura. Uma legio de desajustados, crescida

sombra do dogma da educao traumatizante, est mostrando a sua face anti-social. A despersonalizao da culpa e o anonimato da responsabilidade, caracterstica da educao permissiva, esto gerando delinqentes de luxo.

Ao traar o perfil da sociedade americana, o socilogo Christopher Lasch sublinha as dramticas conseqncias que esto ocultas sob a aparncia da tolerncia: Gastamos a maior parte da nossa energia no combate vergonha e culpa, pretendendo que as pessoas se sentissem bem consigo mesmas. O saldo, no entanto, uma gerao desnorteada, desfibrada, incapacitada para assumir seu papel na comunidade. A forja do carter, compatvel com o clima de autntica liberdade, comea a ganhar contornos de soluo vlida. ɠ a sstole da distole da Histria. A pena que tenhamos de pagar um preo to alto para reencontrar o bvio.

As pginas de comportamento, carregadas de frivolidade, transmitem uma falsa viso da felicidade. O inchao do ego e o emagrecimento da solidariedade esto na raiz de inmeros problemas.

Outra juventude, no entanto, livre e amadurecida, emerge dos escombros. Toda uma gerao, detectada em dados de vrias pesquisas de opinio, est escandalizando a antiga estirpe dos pais moderninhos. Ao contrrio do iderio dos seus genitores, muitos deles tardiamente atormentados com a ressaca de dcadas de liberao, acreditam em valores como amizade, fidelidade, amor, respeito.

H uma demanda reprimida de normalidade. Por isso, o futuro no ser conservador na acepo pejorativa que a manipulao semntica imps ao termo. Ser, estou certo, um perodo de recuperao do verdadeiro humanismo.

404. Pela leitura do texto chega-se concluso de que:

a) a violncia das cidades vem das favelas;

b) as gangues bem-nascidas esto na periferia da cidade;

c) os pais dos delinqentes no tm qualquer responsabilidade nesse processo;

d) a opo de alguns colgios por uma educao mais liberal combateu a criminalizao;

e) o surgimento de jovens idealistas d esperanas de um futuro melhor.

405. Com base no trecho A pobreza material castiga o corpo, mas a falta de amor corri a alma. Os adolescentes, disse algum, necessitam de pais morais e no de pais materiais, podemos afirmar que:

a) o esprito humano no suporta a falta de recursos materiais;

b) os jovens precisam mais de carinho do que de conforto;

c) o corpo humano valorizado pelos pais morais;

d) a alma humana tem a ateno dos pais materiais;

e) os adolescentes preferem a riqueza pobreza.

406. Em ...pretendendo que as pessoas se sentissem bem consigo mesmas, a forma pronominal sublinhada est corretamente empregada, o que tambm ocorre em:

a) psiu, quero falar consigo;

b) ele quer falar conosco mesmos;

c) ela conversar com ns;

d) o pai pensava consigo mesmo;

e) eu s discutirei o assunto consigo.

407. Levada ao plural de diferentes formas, a frase H uma demanda reprimida de normalidade s estaria correta em:

a) vo haver demandas reprimidas de normalidade;

b) pode haver demandas reprimidas de normalidade;

c) deve existir demandas reprimidas de normalidade;

d) haviam demandas reprimidas de normalidade;

e) vai ocorrer demandas reprimidas de normalidade.

408. As opes abaixo apresentam variaes da frase Outra juventude, no entanto, livre e amadurecida, emerge dos escombros. A opo em que, feitas as mudanas, uma norma de emprego da vrgula foi contrariada :

a) Livre e amadurecida, no entanto, emerge dos escombros outra juventude.

b) No entanto, outra juventude, livre e amadurecida, emerge dos escombros.

c) Dos escombros, livre e amadurecida, emerge, no entanto, outra juventude.

d) No entanto, outra juventude, emerge livre e amadurecida dos escombros.

e) Livre e amadurecida, emerge dos escombros, no entanto, outra juventude.

409. Ao substantivo agresso e ao adjetivo transgressora correspondem os verbos agredir e transgredir, que se conjugam exatamente da mesma forma em todos os modos, tempos e pessoas. Diferentemente deles, porm, apresentam flexes distintas no presente do indicativo os verbos:

a) provir e vir;

b) prover e ver;

c) conferir e preferir;

d) conter-se e abster-se;

e) consumir e presumir.

TEXTO.

DIREITA OU ESQUERDA?

Todos sabem que a principal diferena entre os helicpteros e os avies est nas asas: naqueles, elas so rotativas e nestes, fixas. Mas, dentre todas as diferenas entre os dois tipos de aparelhos mais-pesados-que-o-ar h uma bem interessante: nos avies, o piloto solo ou comandante ocupa o assento da esquerda e, nos helicpteros, ele ocupa o da direita. Voc j parou para pensar no porqu disso?

Vamos analisar os dois casos separadamente. Primeiro os avies. Geralmente tenta-se justificar que o piloto, nos avies lado a lado, senta-se esquerda devido aos circuitos de trfego nas aproximaes, que geralmente so feitos para a esquerda, o que lhes facilitaria a viso da pista para o pouso. Mas, o que surgiu primeiro, o avio, a pista ou o circuito de trfego? Considerando que o avio foi realmente o primeiro, se o piloto ocupasse o lado direito da cabine, a maioria das aproximaes seriam executadas para a direita.

A hiptese que melhor justifica a posio do piloto , curiosamente, a mesma que explica o trfego de automveis pela esquerda em pases como a Inglaterra, por exemplo. E tudo comeou quando no existiam automveis e muito menos avies.

Na Idade Mdia, os cavaleiros transitavam pelo lado esquerdo das estradas porque mantinham a espada na mo direita. E, no sentido contrrio, poderia se aproximar um inimigo. Portanto, a mo esquerda segurava as rdeas e a direita permanecia livre para o caso de luta.

Os primeiros pilotos, principalmente os que lutaram na Primeira Guerra Mundial, eram cavaleiros e, a partir da colocao de assentos lado a lado nos avies (o primeiro com essa disposio teria sido o Farman Goliath, de 1916), os cavaleiros-pilotos teriam preferido manter-se esquerda e com a mo direita mais livre que a outra.

Depois disso vieram as pistas com circuitos de trfego e, inclusive, diferentemente dos automveis, nos pases onde o trfego pela direita, as ultrapassagens no ar so feitas por este mesmo lado, no pela esquerda como os carros.

Agora os helicpteros: os primeiros com mais de um lugar seguiram o arranjo interno dos avies, e o piloto sentava-se esquerda. Entretanto, logo foi percebido que no era uma boa idia, pois os primeiros aparelhos de asas rotativas eram instveis, e nem sempre o piloto poderia tirar a mo direita do cclico, principal comando dos helicpteros, para acionar outros instrumentos ou comandos. Era prefervel soltar a mo esquerda do comando coletivo, o que oferecia menos problemas ao vo.

Portanto, nos avies, a mo mais livre do piloto solo ou comandante a direita, ou a que est do lado interno da cabine, pronta para cuidar da potncia, instrumentos, etc. J no caso dos helicpteros, a mo direita cuidar do comando principal (o cclico) e a esquerda estar mais livre (igualmente ser do lado interno da cabine).

410. De acordo com o texto, na Idade Mdia, os cavaleiros transitavam pelo lado esquerdo, porque:

a) mantinham a espada na mo direita.

b) seguravam as rdeas com a mo esquerda.

c) permitiam, assim, a passagem do inimigo pela direita.

d) poderiam defender-se facilmente, pois carregavam a espada na mo esquerda.

411. O texto acima afirma, no primeiro pargrafo, que:

a) o piloto solo de avio ocupa o assento do lado oposto ao do piloto solo de helicptero.

b) apenas as asas so as responsveis pela diferena entre os avies e os helicpteros.

c) a principal diferena entre os avies e os helicpteros que nestes as asas so fixas e naqueles, rotativas.

d) os pilotos de ambas as aeronaves sentam-se em lugares diferentes para diferenciar os tipos de aeronave.

412. Leia com ateno:

I. Para explicar a diferena entre avies e helicpteros, a autora inicia analisando primeiro um (helicptero) e depois outro (avio).

II. Chega-se concluso de que a visualizao da pista de pouso determinou a posio do assento do piloto.

III. A melhor hiptese para a posio, na aeronave, do assento do piloto a mesma que justifica o trfego de automveis pela esquerda.

Est (o) correta (s) a (s) afirmativa (s):

a) I, II.

b) I apenas.

c) II apenas.

d) III apenas.

413. Segundo o texto, os primeiros aparelhos de asas rotativas possuam assento do lado esquerdo para o piloto solo ou comandante, entretanto:

a) os pilotos estavam habituados com o assento do lado direito.

b) era preciso soltar a mo esquerda do comando principal para acionar os demais.

c) a melhor posio era o lado esquerdo, pois assim os pilotos ficavam com a mo direita livre.

d) no foi boa idia, pois os pilotos, muitas vezes, no tinham a mo direita disponvel para acionar outros instrumentos.

414. Observe este excerto:

Um dia Azevedo Gondim trouxe boatos de revoluo. O sul revoltado, o centro revoltado, o nordeste revoltado. Faz-se referncia a movimento militar de marcante influncia na trama de So Bernardo, pela crise que provoca nas oligarquias rurais do pas. Trata-se da:

a) Coluna Prestes.

b) Revoluo de 30.

c) Campanha do Contestado.

d) Revolta do General Isidoro D. Lopes.

415. Atente para este excerto de Sarapalha :

Estremecem, amarelas, as flores da aroeira. H um frmito nos caules rosados da erva-de-sapo. A erva-de-anum crispa as folhas, longas, como folhas de mangueira. Trepidam, sacudindo as suas estrelinhas alaranjadas, os ramos da vassourinha. Tirita a mamona, de folhas peludas, como o corselete de um cassununga, brilhando em verde-e-azul. A pitangueira se abala, do jarrete grimpa. E o aoita-cavalos derruba frutinhas fendilhadas, entrando em convulses. Observando-se nele vrias palavras da rea semntica de tremer, pode-se dizer que, com esse recurso estilstico, o narrador busca sugerir o reflexo na natureza de relevante fato da narrativa:

a) estouro de boiada.

b) morbidez de malria.

c) prenncio de vendaval.

d) aproximao do caipora.

TEXTO.

Para acabar com uma contradio na legislao trabalhista, o Brasil reafirmou Organizao Inter nacional do Trabalho (OIT), em junho, que menores de 16 anos esto proibidos de trabalhar no pas - a no ser na condio de aprendizes, a partir dos 14 anos. Antes, havia uma ambigidade entre a constituio e os compromissos assumidos no plano inter nacional. A lei brasileira exige que a idade mnima para o trabalho seja de 16 anos. Ao mesmo tempo, o Pas havia fixado, na OIT, 14 anos como idade mnima para trabalhar.

A deciso do gover no , ao mesmo tempo, uma notcia boa e outra no to boa assim. Boa, porque mostra a preocupao em proteger jovens e crianas. E no to boa, porque agora o Pas ter de intensificar e ampliar os programas de combate e erradicao do trabalho infanto-juvenil, alm de melhorar a fiscalizao, a fim de realmente impedir o trabalho irregular de menores de 16 anos. Caso contrrio, corre o risco de ser alvo de denncias em organizaes como a OIT e a Organizao Mundial do Comrcio (OMC).

Em 1995, as exportaes de calados brasileiros foram prejudicadas por denncias de uso de mo-de-obra infantil em Franca, no interior de So Paulo. O problema hoje est superado, mas na poca levou mobilizao dos empresrios do setor, que criaram o Instituto Pr-Criana, para combater o trabalho infantil na indstria de calados. Agora, com a mudana da idade limite na OIT, o setor est sendo forado a reorganizar-se, para adaptar-se s novas regras.

Nem todos os segmentos, porm, tm programas e aes estruturadas para combater o trabalho infantil. O Brasil tem uma legislao mais protetora do que muitos pases, mas a realidade socioeconmica e o desaparecimento do emprego formal so os maiores problemas, porque o jovem acaba sendo empurrado para o mercado de trabalho. A prpria OIT admite uma legislao mais flexvel - desde que no prejudique a sade, a educao e o desenvolvimento psquico - como o trabalho em famlia e artsticos leves. A flexibilizao poderia ser uma forma de evitar as denncias e combater o principal problema do trabalho infanto-juvenil no pas: a informalidade.

416. A contradio referida no texto est:

A) na escolha dos setores industriais em que os menores de idade podem trabalhar, de acordo com a legislao atual.

B) na determinao da idade mnima permitida para que jovens possam trabalhar no Brasil.

C) nas denncias feitas por organizaes internacionais contra o trabalho infantil no pas.

D) nos programas de preparao para o trabalho que atendem a jovens, formando aprendizes.

E) em situaes que podem ser favorveis ou no, dependendo da opinio das organizaes internacionais.

417. O texto permite concluir corretamente que as maiores dificuldades para controlar o trabalho infantil esto:

A) nos limites impostos pela legislao aos acordos comerciais com outros pases e venda de alguns produtos brasileiros.

B) na falta de programas sociais destinados a formar jovens mais capacitados para o trabalho nas empresas.

C) nas denncias feitas por organizaes internacionais de desrespeito aos limites de idade impostos pela legislao.

D) nos problemas socioeconmicos da populao brasileira e na ampliao do mercado de trabalho informal.

E) na proteo que as leis brasileiras oferecem aos jovens e s crianas que necessitam trabalhar, para ajudar a famlia.

418. O texto afirma que a notcia no to boa assim porque:

A) a mo-de-obra infantil far muita falta no emprego informal, pois garante lucros no comrcio com outros pases.

B) no existe uma legislao especfica para controlar o trabalho infantil, especialmente em algumas cidades do interior.

C) haver muita dificuldade dos rgos responsveis em controlar o uso da mo-de-obra infantil no pas, por vrias razes.

D) so poucos os empresrios que se preocupam com os jovens e as crianas, oferecendo-lhes condies favorveis de trabalho.

E) no se conseguiu, ainda, modificar as disposies da lei que impede o trabalho regular de menores de 16 anos.

419. A frase que resume o assunto do texto :

A) Organizao Internacional do Trabalho prejudica negcios brasileiros.

B) Mudanas na Constituio brasileira reduzem idade mnima para o trabalho.

C) Legislao brasileira impede venda de produtos industrializados para outros pases.

D) Instituto internacional favorece a utilizao de mo-de-obra infantil em empresas.

E) rgos responsveis tero de fiscalizar ainda mais o trabalho infantil no Brasil.

420. ...e combater o principal problema do trabalho infanto-juvenil no pas: a informalidade. O emprego dos dois pontos na ltima frase do texto serve para introduzir uma:

A) causa.

B) explicao.

C) condio.

D) conseqncia.

E) finalidade.

421. ... mostra a preocupao em proteger jovens e crianas. A expresso sublinhada na frase est corretamente substituda por um pronome em:

A) proteg-los.

B) proteger-nos.

C) proteger-os.

D) proteger-lhes.

E) proteger eles.

TEXTO.

O drama dos sem-terra, que volta s manchetes da imprensa brasileira e excita o debate poltico, no , como a alguns parece, uma questo recente. Remonta s razes de nossa colonizao, agrava-se com o fim do modelo escravagista, no final do sculo passado, e recrudesce com a vertiginosa urbanizao do pas nas ltimas dcadas.

A palavra chave, como de hbito, concentrao. H muita terra nas mos de poucos e inexiste uma poltica agrria no Pas. Fala-se em reforma agrria sem que a tenha precedido qualquer forma de organizao agrria. O drama social de milhares de famlias nmades, em busca de um pedao de terra onde possam se estabelecer e produzir, o fermento que alimenta a violncia na periferia das grandes cidades. Esse grande nmero de trabalhadores sem especializao no absorvido pelo mercado de trabalho, cada vez mais exigente, e acaba presa fcil do crime organizado - sobretudo do narcotrfico.

422. Assinale a opo que conclui o texto de forma coesa e coerente.

(A) No entanto , esse segmento precisou, para alcanar esse benefcio, ocupar os espaos mais representativos nos meios de comunicao e no debate poltico nacional.

(B) Quem observa tal estado de coisas pode inferir que a situao dos direitos humanos e da distribuio de riquezas no Brasil tm evoludo com rapidez.

(C) Tem-se a a sntese da tragdia brasileira contempornea atualizao do drama de Canudos, descrito magistralmente, h quase um sculo, por Euclides da Cunha.

(D) Preliminarmente, necessrio considerar as desigualdades sociais inerentes a um sistema concentrador para ento compreender as reinvidicaes do segmento patronal.

(E) A questo do xodo rural seria analisada tambm com igual rigor e brilho por Graciliano Ramos em seu livro Vidas Secas.

423. Em relao aos elementos do texto, assinale a opo incorreta.

(A) A expresso "como a alguns parece" (linha 2) pode ser substituda por como parece a alguns sem alterar o significado do perodo.

(B) Os verbos "Remonta" (linha 2), "agrava-se" (linha 2) e "recrudesce" (linha 3) referem-se a "O drama dos sem-terra"(linha 1).

(C) O pronome se, em "Fala-se" (linha 6) , indica indeterminao do sujeito.

(D) A omisso da vrgula antes de "que", na linha 1, mudaria a funo sinttica da orao "que volta s manchetes da imprensa brasileira e excita o debate poltico (linha 1).

(E) Na expresso "sem que a tenha precedido" (linha 6), o a se refere a "organizao agrria" (linhas 6, 7).

424. Em relao ao texto, assinale a opo correta.

A. A palavra "nmade" (linha 7) significa pessoas que vagueiam sem residncia fixa.

B. A palavra "fermento" (linha 8) est sendo utilizada em sentido denotativo.

C. Em "acaba presa fcil" (linha 10) , a palavra "presa" verbo.

D. A palavra "absorvido" (linha 9) tem a mesma raiz de absolvio.

E. A palavra "narcotrfico" (linha 10) formada por derivao imprpria.

425. Quanto s exigncias da norma culta, assinale a opo cujo texto est correto.

A. Embora seja capaz de dominar feras e de enfrentar tempestades, e esteja habituado a guerrear, a conquistar montanhas e abismos sem mostrar medo, o homem possui um inimigo que o aterroriza e do qual prefere nem pensar: a dor.

B. A idia de sofrimento intenso e intolervel, qual est associado o conceito de dor, torna-a um flagelo do qual necessrio escapar de qualquer mane'.

C. Uma dor no pode causar a morte, mas os mecanismos psicolgicos que associam a ela podem levar nesse resultado.

D. Uma grande dor pode provocar um espasmo coronariano, que leve no infarto, ou causar um pico de hipertenso que, por sua vez, leve numa embolia pulmonar fatal.

E. H casos que a dor, tornando-se insuportvel, leva o indivduo a morte por suicdio.

426. Quanto concordncia verbal, assinale a opo incorreta.

A. H hoje, no mundo, o equivalente a 13 brasis sem empregos ou vivendo precariamente do subemprego.

B. O nmero total de desempregados ou subemprego alcanam 800 milhes de pessoas, segundo a Federao Internacional de Empregados Tcnicos.

C. No h soluo vista nem sequer consenso com relao a causas e solues para a crise do emprego, o mais srio problema estrutural na virada do sculo.

D. O emprego pode ser visto como uma doena diabolicamente complexa e revestida, tal como o cncer, de uma multiplicidade de aspectos, cujos mecanismos permanecem mal conhecidos e mal explorados.

E. Depois da Segunda Guerra Mundial , as economias ocidentais ofereceram salrios e emprego para toda uma gerao. Mas, a partir dos anos 70, instalou-se no mundo rico uma ntida dicotomia entre emprego e salrio.

427. Quanto concordncia verbal, assinale a opo incorreta.

(A) Nos prximos 50 anos, o mercado de trabalho mundial estar de tal forma alterado que ser impossvel evitar altssimas taxas de desemprego, a no ser que radicais mudanas polticas comecem a ser adotadas logo.

(B) Atualmente o nmero de desempregados no mundo to assustador quanto na Depresso dos anos 30, e a terceira grande revoluo industrial vai muito diferente das ante.

(C) Na primeira Revoluo Industrial, que perdeu emprego na cultura foi para as indstrias. Na segunda, quem saiu das indstrias foram para os se servios.

(D) Agora, quando o setor e servios sendo "desmontado" pela tecnologia, no h opo.

(E) Os empresrios esto satisfeitos tendncia atual de se usar a fora de trabalho temporria, sem vnculos empregatcios e, portanto, sem nus trabalhistas.

TEXTO.

AS MARCAS DO BEM.

Nos anos 30, Charles Chaplin empenhava toda a sua criatividade na produo de filmes como Tempos Modernos. Na obra, que se passa durante a Depresso Econmica, o genial Carlitos torna-se operrio de uma grande indstria e vira lder grevista por acaso. O filme uma crtica industrializao desenfreada, s relaes desumanas nas linhas da produo e ao descaso com os deserdados em geral, especialmente os operrios.

A engraada nem por isso pouco cida crtica de Carlitos j no cabe a um grupo de empresas que, nos anos mais recentes, introduziram nos seus plano estratgicos e a preocupao com a responsabilidade social. Essa nova postura pressupe o resgate de valores, como o humanitarismo e a solidariedade, alm de adoo de princpios ticos na sua relao com empregados, clientes, fornecedores, comunidade e meio ambiente. So empresas que abandonaram a posio acomodada de doar um chefe, periodicamente, a instituies em apuros. Essa postura foi substituda por outra, na qual o aprendizado coletivo um dos itens mais importantes, na definio de Guilherme Leal, presidente do conselho consultivo do Instituto Ethos, entidade fundada recentemente para aglutinar empresrios que compartilham idias parecidas, quando o assunto responsabilidade social.

Nessa nova concepo de apoio, o dinheiro quase nunca chega sozinho s entidades sociais. Junto com ele, os empresrios transferem o aprendizado que acumulam ao longo dos anos no prprio gerenciamento de seus negcios. Queremos fortalecer as entidades que apoiamos, diz Antnio Meireles, diretor-presidente de uma das empresas associadas ao Instituto Ethos. H, pelo menos, duas conseqncias dessa postura, que est muito distante do paternalismo e da caridade descompromissada. Uma delas o surgimento de instituies bem gerenciadas e que, por isso mesmo tm mais condies de captar recursos na sociedade. Par destaca-las j existe at um prmio, o Bem Eficiente.

O apoio a projetos que nascem na prpria comunidade propriedade das empresas socialmente solidrias. Um dos exemplos o programa Crer para Ver. Mantido pela Fundao Abrinq Pelos Direitos da Criana, financiou, em 1998, projetos em 1.103 escolas pblicas, localizadas em 16 estados, atendendo a 154.000 crianas. Todas as idias vieram da comunidade e foram submetidas a anlise de um comit tcnico. O dinheiro para manter o programa foi captado com a venda de cartes de Natal.

As experincias vividas no trabalho comunitrio enriquecem tambm o dia-a-dia dentro das empresas. Essa troca possvel porque algumas corporaes liberam empregados para ir a campo e fazer trabalho social.

Os motivos que levam as empresas adotarem posturas solidrias no so necessariamente humanitrios, mas inegvel que seus projetos aglutinam pessoas dispostas a doar parte de seu tempo e experincia a quem nasce com a sina de perdedor em uma cidade cada vez mais excludente. O consumidor est atento e prefere as marcas de quem faz o bem. No Brasil, ainda no existem dados sobre isso, mas, nos Estados Unidos, pesquisa mostram que mais de 60% das pessoas optam por artigos de fabricantes politicamente corretos. Os benefcios imagem so inegveis. O diferencial competitivo tambm. Do lado dos colaboradores, h mais envolvimento.

428. Com referncia tipologia textual, o texto:

a) fundamentalmente argumentativo; o redator posiciona-se favoravelmente ao comprometimento de empresas com os problemas sociais, pelo resgate de valores humanitrios e solidrios;

b) essencialmente a descrio do programa Cr para Ver, pois quantifica as metas alcanadas ao longo de um ano de atividades;

c) compara, narrando a histria do tratamento dado questo social nas ltimas seis dcadas, os resultados de pesquisas acerca do assunto no Brasil e nos Estados Unidos da Amrica;

d) principalmente dissertativo porque desenvolve o assunto das relaes desumanas na sociedade industrial contempornea, exemplificando com iniciativas no sentido da soluo desse problema;

e) uma propaganda do Instituto Ethos, pois visa estimular os empresrios a adquirirem seus produtos incentivando o consumo.

429. De acordo com as idias do texto, assinale a opo correta.

a) Charles Chaplin com filmes como Tempos Modernos (linha 3) criticava as causas da Depresso Econmica: a industrializao desenfreada, as relaes de trabalho desumanas e o descaso com os empregados.

b) Atualmente, no h mais espao para a crtica de Carlitos, pois as empresas introduziram nos seus planos estratgicos a preocupao com a responsabilidade social (linhas 16 a 18).

c) O dinheiro quase nunca chega sozinho s entidades sociais (linhas 38/39): em geral, os prprios empresrios o levam.

d) O programa Crer para Ver, por ter sido criado por empresas, no constitui um exemplo de experincias vividas no trabalho comunitrio (linha 69).

e) Embora as razes das empresas no tenham sempre carter humanitrio, a postura empresarial solidria por elas adotada leva o consumidor a optar por produtos ligados a esse tipo de ao.

430. Segundo o texto, so politicamente corretas:

a) todas as experincias vividas no trabalho comunitrio, iniciando com Carlitos, na dcada de 30;

b) todas as razes que levam as empresas adotarem postura solidria;

c) as aes de empresas preocupadas com a responsabilidade social que, fugindo da postura paternalista, propem o humanitarismo e a solidariedade;

d) as trocas que algumas corporaes fazem com os empregados, liberando-os da carga horria contratual para a prestao de servios de assistncia social;

e) somente as iniciativas que visam ao bem-estar da empresa e tambm dos empregados e de seus familiares.

431. No texto, no se estabelece nenhuma relao entre:

a) trabalho e alienao;

b) capital e educao;

c) industrializao e desumanizao;

d) economia e tica;

e) empresariado e responsabilidade social.

432. No sero respeitadas as idias do texto caso se substitua:

a) empenhava (linha 2) por aplicava;

b) desenfreada (linha 9) por descomedida;

c) descompromissada (linha 50) por descomprometida;

d) anlise (linha 66) por apreciao;

e) liberam (linha 73) por concedem.

433. Assinale a opo correta quanto regncia e ao emprego do sinal indicativo da crase:

a) O filme de Carlitos traa a crtica a um processo de industrializao desenfreado.

b) O texto manifesta-se contrrio s relaes desumanas nas linhas de produo e indiferena para com as camadas deserdadas, na sociedade em geral.

c) A crtica de Carlitos no se sustenta frente a mais de uma dezena de empresa que, s vezes, introduzem para os seus planos estratgias visando a minimizao dos problemas atinentes as conjunturas sociais.

d) A contribuio pecuniria quase nunca chega sozinha quelas entidades sociais favorecidas; junto com ela, as empresas transferem na aprendizagem acumulada no longo dos anos.

e) O apoio iniciativas pertinentes a prpria comunidade prioridade junto as entidades socialmente solidrias.

TEXTO.

LONGEVIDADE.

Pouqussimas so as longevidades justificveis. Curta ou longa, a vida deveria encerrar-se logo ao cessar a misso de quem viveu: criar um filho, realizar uma obra, fazer uma guerra, perpetrar um crime... Existncias exemplares que souberam quando terminar! Desgraadamente essa cincia a mais ningum hoje se concede, empenhada que anda a medicina em proporcionar meras e miserveis sobrevivncias.

434. O termo longevidade significa:

(A) vida intil;

(B) vida distante;

(C) vida indiferente;

(D) vida miservel;

(E) vida longa.

435. Pouqussimas s no eqivale semanticamente a:

(A) mnimas;

(B) rarssimas;

(C) muito poucas;

(D) extremamente raras;

(E) bastante poucas.

436. Existncias exemplares so aquelas que:

(A) realizaram obras benficas;

(B) tiveram longevidades injustificveis;

(C) souberam quando terminar;

(D) no cumpriram misses negativas;

(E) recusaram sobrevivncias miserveis.

437. A cincia a que se refere o autor do texto :

(A) a medicina, encarregada da sobrevivncia humana;

(B) a competncia de criar um filho;

(C) a possibilidade de realizar uma misso, curta ou longa;

(D) a de ter conscincia de saber quando morrer;

(E) a possibilidade de ampliar a extenso da vida humana.

438. O autor critica a Medicina porque ela:

(A) desconhece a origem dos males;

(B) aceita misses positivas e negativas;

(C) prolonga vidas inteis;

(D) no ensinada de forma competente a mais ningum;

(E) s propicia vida melhor para uns poucos privilegiados.

439. Curta ou longa um exemplo de anttese, em que se opem dois vocbulos de significao oposta; o item abaixo em que os dois vocbulos indicados possuem oposio semntica :

(A) encerrar-se/iniciar-se;

(B) realizar/imaginar;

(C) pouqussimas/reduzidssimas;

(D) cessar/interromper;

(E) exemplares/inteis.

TEXTO 1.

(1) O real no constitudo por coisas. Nossa experincia direta e imediata da realidade nos leva a imaginar que o real feito de coisas (sejam elas naturais ou humanas), isto , de objetos Fsicos, psquicos, culturais oferecidos nossa percepo e s nossas vivncias.

(4) Assim, por exemplo, costumamos dizer que uma montanha real porque uma coisa. No entanto, o simples fato de que essa "coisa"possua um nome, que a chamemos "montanha", indica que ela , pelo menos, uma "coisapara-ns", isto , algo que possui um sentido em nossa experincia. Suponhamos que pertencemos a (7) uma sociedade cuja religio politesta e cujos deuses so imaginados com formas e sentimentos humanos, embora superiores aos dos homens, e que nossa sociedade exprima essa superioridade divina fazendo que os deuses sejam habitantes dos altos lugares. A montanha j no uma coisa: a morada dos deuses Suponhamos, (10) agora, que somos uma empresa capitalista que pretende explorar minrio de ferro e que descobrimos uma grande jazida numa montanha. Como empresrios, compramos a montanha, que, portanto, no uma coisa, mas propriedade privada. Visto que iremos explor-la para obteno de lucros. no uma coisa, mas capital. Ora, sendo propriedade privada capitalista, s existe como tal se for lugar de trabalho. Assim, a montanha no (14) coisa, mas relao econmica e, portanto, relao social. A montanha, agora, matria-prima num conjunto de foras produtivas, entre as quais se destaca o trabalhador. Suponhamos, agora, que somos pintores. Para ns, a montanha forma, cor, volume, linhas, profundidade - no uma coisa, mas um campo de visibilidade.

440. Com base nas idias do texto, assinale a opo correta.

A) O conhecimento da realidade causa imediata dos objetos Fsicos, psquicos e culturais.

B) A percepo da realidade depende do modo como os homens relacionam-se entre si e com a natureza; depende dos propsitos dos investimentos simblicos de cada cultura.

C) O exemplo da montanha, estendido a todos os entes reais, utilizado no texto para provar que s a propriedade privada oferece campo real de trabalho, independentemente da ideologia adotada.

D) necessria uma viso de artista e uma sensibilidade de pintor para absorver todas as possibilidades de existncia de uma "coisa", como a montanha, por exemplo.

E) Seria mantida a coerncia na argumentao se a primeira orao do texto fosse substituda por: O real constitudo apenas de idias.

441. A ligao, a conexo entre palavras, frases ou expresses de um texto chama-se coeso. Os elementos que retomam um mesmo referente formam os elos de uma cadeia coesiva. Assinale a opo em que os elementos sublinhados e numerados no formam uma cadeia coesiva.

A) O simples fato de que essa "coisa" possua um nome, que a chamemos "montanha", indica que ela , pelo menos, uma "coisa-para-ns".

B) Pertencemos a uma sociedade cuja religio politesta e cujos deuses so imaginados com formas e

sentimentos humanos.

C) Somos uma empresa capitalista que pretende explorar minrio de ferro e que descobrimos uma grande jazida numa montanha.

D) Compramos a montanha, que, portanto, no uma coisa, mas propriedade privada. Visto que iremos explor-la para obteno de lucros, no uma coisa.

E) Sendo propriedade privada capitalista, s existe como tal se for lugar de trabalho.

442. Assinale a opo que apresenta erro de pontuao.

A) O real feito de coisas, sejam elas naturais ou humanas; isto , de objetos fsicos, psquicos e culturais oferecidos nossa percepo.

B) O simples fato de que essa "coisa" possua um nome - que a chamemos "montanha" - indica que ela uma coisa para ns.

C) A montanha j no uma coisa. a morada dos deuses.

D) Assim, costumamos dizer; uma montanha real porque uma coisa.

E) Para ns, a montanha forma cor, volume, linhas, profundidade. No uma coisa, mas um campo de visibilidade.

Leia o texto 2 abaixo para responder s questes 29 a 32.

TEXTO 2.

(1) Antes de continuar esta leitura, pare um instante e olhe sua volta O mundo que voc v real ou imaginrio? A luz que se projeta a seu redor seria observada e sentida da mesma forma se voc no estivesse aqui? Os sons produziriam o efeito se no existissem ouvidos para capt-los? Tudo o que voc v, ouve e sente reflete o mundo exterior.

(5)A forma como algum percebe, interpreta ou reage a isso, no entanto, pura criao do crebro, a mais maravilhosa e elaborada produo da vida na Terra. "O que o crebro faz o tempo todo, dormindo ou acordado, criar imagens", diz o neurocientista Rodolfo Llinas. "Luz nada mais do que radiao (8)eletromagntica a Cores no existem fora da nossa mente. Nem os sons. O som um produto da relao entre uma vibrao externa e o crebro. Se no existisse crebro, no haveria som, nem cores, nem luz, nem escurido."

(11)Desde que os seres humanos adquiriram a capacidade de pensar sobre sua prpria existncia, o crebro um desafio, o permanente ao entendimento. Nada se compara, porm, aos avanos obtidos nessa rea nos ltimos anos. Uma infinidade de novas descobertas, feitas em laboratrios e centros de estudos, tem revelado o crebro como um rgo mais fascinante, complexo e poderoso do que antes se imaginava.

(15)Descobriu-se que, ao contrrio dos outros rgos do corpo humano, ele pode melhorar seu desempenho durante a vida. A nica exigncia que seja permanentemente treinado e exercitado em atividades intelectuais.

443. Assinale a opo correta quanto s idias do texto.

A) O texto defende a tese de que tudo o que existe no mundo irreal ou imaginrio.

B) A argumentao do texto demonstra que as atividades do crebro humano dependem da viso de mundo de cada indivduo.

C) As afirmaes expressas no terceiro pargrafo so desmentidas no pargrafo seguinte.

D) A aventura humana de desvendar os segredos da mente uma curiosidade despertada apenas recentemente.

E) O conhecimento que o ser humano tem do mundo exterior um reflexo que o crebro produz dos fenmenos experienciados.

444. Assinale a opo correta a respeito da organizao dos pargrafos no texto.

A) O texto comea dirigindo-se ao leitor porque se desenvolve em forma de carta.

B) Dirigir-se diretamente ao leitor, como se estivesse conversando com ele, uma estratgia argumentativa para atra-lo para os pontos de vista que sero defendidos.

C) O texto dirige-se, inicialmente, ao leitor, pata que este explicite suas respostas, necessrias ao desenvolvimento das teses que sero defendidas nos pargrafos seguintes; sem as respostas do leitor, perde-se a coerncia do texto.

D) Referir-se ao leitor como "voc" (linha 1 ), no primeiro pargrafo, e mudar para "algum" (linha 5) e depois para "seres humanos"(linha 11), no pargrafo seguinte, torna a argumentao do texto vaga e imprecisa.

E) O primeiro pargrafo deveria ter sido omitido porque as respostas do leitor s perguntas nele apresentadas poderiam pr em risco a argumentao do texto.

445. Assinale a opo que no constitui uma continuao coerente s idias do ltimo pargrafo textual.

A) Dessa forma, ler, estudar e desenvolver aes mentalmente desafiadoras imprescindvel para manter e aprimorar a capacidade cerebral.

B) Assim, buscar atividades cerebrais novas e originais, fora do cotidiano, salutar para provocar um alargamento no campo de atuao das funes cognitivas.

C) Logo, para memorizar melhor, um caminho associar aquilo que se quer lembrar com outras atividades cerebrais, como imagens, emoes, sons ou qualquer conhecimento j familiar.

D) Desse modo, o crebro bem estimulado em tarefas como resoluo de problemas matemticos pode manter em atividade por mais tempo a capacidade cognitiva e mental de uma pessoa.

E) Por isso, o crebro, que uma mquina maravilhosa, com pouco mais de um quilo, representa apenas 2% do peso de um homem adulto e desempenha mltiplas tarefas biolgicas.

446. Aps comparar o texto 1 e o texto 2, julgue os itens que se seguem.

I - Os dois textos tm em comum a idia de que a apreenso da realidade no direta: sociocultural, no primeiro; mental, no segundo.

II - Os dois textos completam-se quando uma afirmao do texto 2 explica a primeira afirmao do texto 1: o "real no constitudo por coisas"(texto 1, linha 1 ) porque "pura criao do crebro" (texto 2, linha 5).

III - A figura da "montanha", no texto 1, tem a funo de ilustrar a argumentao; no texto 2, essa mesma funo desempenhada pela figura do "crebro".

Assinale a opo correta

A) Apenas o item I est certo

B) Apenas o item II est certo.

C) Apenas o item III est certo.

D) Apenas os itens I e II esto certos.

E) Apenas os itens I e III esto certos.

TEXTO.

A LINHA E O LINHO.

a sua vida que eu quero bordar na minha

Como se eu fosse o pano e voc fosse a linha

E a agulha do real nas mos da fantasia

Fosse bordando ponto a ponto nosso dia-a-dia

E fosse aparecendo aos poucos nosso amor

Os nossos sentimentos loucos, nosso amor

O ziguezague do tormento, as cores da alegria

A curva generosa da compreenso

Formando a ptala da rosa da paixo

A sua vida, o meu caminho, nosso amor

Voc a linha e eu o linho, nosso amor

Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa

Reproduzidos no bordado

A casa, a estrada, a correnteza

O sol, a ave, a rvore, o ninho da beleza.

447. Quanto ao uso das classes gramaticais no texto, so feitas algumas afirmaes. Analise-as. A seguir, assinale a opo correta:

I. A linha e o linho, no ttulo, indicam flexo de gnero.

II. Dia-a-dia e ziguezague so substantivos compostos.

III. Em A sua vida, o meu carinho, nosso amor, as palavras sublinhadas so pronomes possessivos adjetivos.

IV. Em Fosse bordando e E fosse aparecendo, os verbos destacados esto no particpio.

a) Esto corretas somente as afirmativas I e III.

b) Esto corretas somente as afirmativas I e IV.

c) Esto corretas somente as afirmativas II e III.

d) Esto corretas somente as afirmativas I, III e IV.

448. Assinale a opo correta. Em Os nossos sentimentos loucos..., temos, em seqncia:

a) artigo indefinido pronome demonstrativo substantivo adjetivo.

b) artigo definido pronome possessivo adjetivo substantivo adjetivo.

c) artigo indefinido pronome possessivo adjetivo adjetivo substantivo.

d) artigo definido pronome demonstrativo adjetivo adjetivo.

449. Considere as seguintes afirmaes e assinale a opo correta:

a) A palavra ninho tem um encontro consonantal.

b) Fonemas e letras so a mesma coisa.

c) Os fonemas sublinhados em pes pais pas pe so semivogais.

d) A palavra excesso tem sete letras e cinco fonemas e obsesso tem oito letras e sete fonemas.

450. Observe o perodo abaixo e indique a opo em que todas as expresses so apropriadas para substituir as expresses sublinhadas, sem prejuzo para o sentido do enunciado: Parecia estar prestes a acontecer a desclassificao do time, pois os jogadores demonstraram usar mtodos pouco sbios na realizao dos treinos finais para a partida.

a) iminente insipientes consecuo

b) eminente insipientes conseqncia

c) eminente incipientes concecusso

d) iminente incipientes concecuo

451. Assinale a opo que contm a conjuno adequada para reescrever o enunciado: Seja racional, pois aqui no cabem critrios subjetivos, sem alterar a idia. Comece pela parte final: Aqui no cabem critrios subjetivos ________ seja racional.

a) portanto

b) visto que

c) enquanto

d) posto que

452. Assinale a opo em que tanto a como b esto adequados modalidade escrita padro, na afirmao feita e nos exemplos:

a) a. Dgrafo o conjunto de duas letras que representam mais de um fonema: chove guincho excelente.

b. H encontros consonantais separveis ou disjuntos, pois ficam em slabas separadas: rit-mo as-pe-cto apti-do.

b) a. As letras que formam os dgrafos rr, ss, sc, s, xc devem ser separadas na diviso silbica: bar-ro, as-sun-to, des-cer, nas-o, ex-ce-to.

b. Contm dgrafos voclicos: limpo, milho, nenhum.

c) a. Grupos consonantais que ocorrem no incio dos vocbulos so inseparveis: psi-co-se, dra-ma, pneu-mo-ni-a.

b. Os hiatos so separados em duas slabas: du-e-tos, a-mn-do-a, ca-a-tin-ga.

d) a. O encontro vogal + semivogal chamado de ditongo decrescente: moita, tesoura, gratuito.

b. Tritongo a seqncia formada por uma semivogal, uma vogal e uma semivogal: Paraguai, nasais, Blumenau.

453. Assinale a opo em que h erro de grafia:

a) comprido (longo), suar (transpirar), discrio (reserva, modstia)

b) horizonte, anti-heri, eletricista

c) autorisar, enxada, compreeno

d) abolir, vultoso (volumoso), submisso

TEXTO.

E, por falar em saudade, onde anda voc?

Onde andam seus olhos, que a gente no v?

454. Agora assinale a opo que faz uma afirmao correta:

a) A palavra por uma forma verbal, por isso no est acentuada.

b) Voc e v so, respetivamente, palavras oxtona e monosslaba tnica terminadas em e.

c) H uma palavra proparoxtona no trecho citado.

d) O que no est acentuado porque uma conjuno integrante.

455. Preencha a coluna II de acordo com a coluna I, considerando as expresses sublinhadas, e assinale a opo que indica a funo sinttica correta, na seqncia de cima para baixo:

COLUNA ICOLUNA II

1. sujeito( ) Os empresrios cederam tentao do lucro.

2. vocativo( ) Alimentos e roupas andam carssimos.

3. objeto direto( ) A situao mudou muito ultimamente.

4. objeto indireto( ) A seca trouxe consigo a fome.

5. adjunto adverbial( ) Participao crtica, jovens, o caminho para um Brasil melhor.

a) 1 5 3 2 4

b) 4 1 5 3 2

c) 3 1 4 5 2

d) 2 1 5 4 3

456. Observe os seguintes perodos e assinale a opo que indica aqueles em que as palavras esto corretamente acentuadas:

I. Ai est mais um resultado da sua imprudncia no respeito as leis de trnsito.

II. O eucalipto exige muita gua para sua sobrevivncia.

III. Gases de baixa temperatura tem menos movimento molecular.

IV. Essa ideia que voc tm de que h um universo s seu esquisita mesmo.

a) Est correto somente o perodo II.

b) Est correto somente o perodo III.

c) Esto corretos somente os perodos I e III.

d) Esto corretos somente os perodos I, II e IV.

457. Assinale a opo em que tanto a como b no obedecem norma culta, no que diz respeito regncia verbal:

a) a. A cidade que moramos j no mais to calma.

b. O objetivo a que visamos ser alcanado.

b) a. Almejo um futuro melhor, em 2003, ao povo brasileiro.

b. Isso um direito que pertence para todos ns.

c) a. Todos os candidatos aspiravam o primeiro lugar no concurso.

b. Comprei alguns livros que voc gosta.

d) a. Custamos para enxergar o bvio.

b. Cidadania implica direitos e deveres.

458. Preencha os espaos com uma das alternativas entre parnteses e assinale a opo que indica a seqncia correta:

I. Refiro-me _____ diretora do colgio. (a, )

II. Assisti ____ jogos memorveis no ltimo domingo. (a, )

III. Refiro-me ____ Vossa Excelncia. (a, )

IV. Virei ____ Florianpolis neste vero. (a, )

V. Cheguei a este local ____ 14 horas. (as, s)

a) a a s

b) a a a s

c) a as

d) a a as

459. Assinale a opo em que est correta a regncia nominal, de acordo com a norma culta:

a) No h oposio a que ele entre no grupo.

b) Estou ansioso de que esse problema seja resolvido rpido.

c) O povo est desejoso em que se encontre uma sada para a crise.

d) Existe gente insensvel por misria.

460. Assinale a opo que permite reescrever as frases abaixo, substituindo, em seqncia, as lacunas pelas formas verbais que tornam correta a concordncia, de acordo com a lngua padro:

I. ___________ s pressas da sala os ltimos candidatos.

II. ___________ na estrada poeirenta a ltima boiada da fazenda.

III. No se ____________ nos planos.

IV. Os Estados Unidos no ______________ o acordo comercial.

V. Perto de vinte candidatos ____________ hoje.

a) Saram, Sumiam, confiava, aceitara, faltara

b) Saa, Sumia, confiavam, aceitaram, faltara

c) Sara, Sumiam, confiavam, aceitara, faltaram

d) Saram, Sumia, confiava, aceitaram, faltaram

TEXTO.

O MITO E O MUNDO MODERNO.

MOYERS: Por que mitos? Por que deveramos im-portarnos com os mitos? O que eles tm a ver com minha vida?

CAMPBELL: Minha primeira resposta seria: ''V em frente, viva a sua vida, uma boa vida - voc no precisa de mitologia''. No acredito que se possa ter interesse por um assunto s porque algum diz que isso importante. Acredito em ser capturado pelo assunto, de uma maneira ou de outra. Mas voc poder descobrir que, com uma introduo apropriada, o mito capaz de captur-lo. E ento, o que ele poder fazer por voc, caso o capture de fato?

Um de nossos problemas, hoje em dia, que no estamos familiarizados com a literatura do esprito. Estamos interessados nas notcias do dia e nos problemas do momento. Antigamente, o campus de uma universidade era uma espcie de rea hermeticamente fechada, onde as notcias do dia no se chocavam com a ateno que voc dedicava vida interior, nem com a magnfica herana humana que recebemos de nossa grande tradio - Plato, Confcio, o Buda, Goethe e outros, que falam dos valores eternos, que tm a ver com o centro de nossas vidas. Quando um dia voc ficar velho e, tendo as necessidades imediatas todas atendidas, ento se voltar para a vida interior, a bem, se voc no souber onde est ou o que esse centro, voc vai sofrer.

As literaturas grega e latina e a Bblia costumavam fazer parte da educao de toda gente. Tendo sido suprimidas, toda uma tradio de informao mitolgica do Ocidente se perdeu. Muitas histrias se conservaram, de hbito, na mente das pessoas. (...).

461. A leitura do texto permite afirmar que a conjuno e, presente no ttulo, sugere idia de:

A) adio.

B) explicao.

C) conseqncia.

D) alternncia.

E) contraste.

462. Dando outra forma ao ttulo do texto, de acordo com o sentido, obtm-se:

A) Mitos? Por qu?

B) Mitos: Porque?

C) Mitos? Por que?

D) Mitos: Porqu?

E) Mitos? Por que?

463. Considerando que ironia seja um recurso com o qual se afirma o contrrio do que se enuncia, aponte a alternativa em que tal recurso se manifesta.

A) (...) as notcias no se chocavam com a ateno que voc dedicava vida interior.

B) E ento, o que ele poder fazer por voc, caso o capture de fato?

C) (...) o campus de uma universidade era uma espcie de rea hermeticamente fechada.

D) V em frente, viva a sua vida, uma boa vida - voc no precisa de mitologia.

E) Quando um dia voc ficar velho (...), se voc no souber onde est (...), voc vai sofrer.

464. Com a substituio de voc por tu, a frase ''V em frente, viva a sua vida, uma boa vida - voc no precisa de mitologia'', dever, obedecendo norma culta, ser:

A) Vais em frente, vives a tua vida, uma boa vida - tu no precisas de mitologia.

B) Vai em frente, vive a tua vida, uma boa vida - tu no precisas de mitologia.

C) Vai em frente, vivas a tua vida, uma boa vida - tu no precisar da mitologia.

D) V em frente, vivas a sua vida, uma boa vida - tu no precisars da mitologia.

E) V em frente, vive a tua vida, uma boa vida - tu no precisas de mitologia.

465. Na frase ''(...) uma espcie de rea (...) onde as notcias do dia no se chocavam (...)'', o emprego da palavra destacada obedece - evidente - norma culta. O mesmo ocorre em:

A) A Diretoria Central quer informaes sobre onde voc vai.

B) Dessa conversa surgiu o pensamento onde se refletiu sobre nossa vida.

C) preciso investigar o escritrio onde se esconderam os ladres.

D) O prximo domingo ser o dia onde se tratar desse tema.

E) Cuidado com aquele grupo de pessoas, onde o lder agressivo.

466. Da leitura do texto, pode-se depreender que:

A) entre outros, Plato, Confcio, Goethe e Buda so os responsveis pela mitologia.

B) a satisfao das necessidades imediatas dos velhos propicia-lhes uma sobrevida feliz.

C) o centro interior do homem idoso foi definido por Plato, Confcio, Buda e Goethe, entre outros.

D) o possvel sofrimento do velho depende, entre outras coisas, da preocupao com a sua vida interior.

E) a literatura do esprito no acolhida nos campus das universidades declaradamente fechadas.

467. Com a substituio de voc por um pronome de tratamento formal, a orao ''Quando um dia voc ficar velho'' dever, obedecendo norma culta, transformar-se em:

A) Quando um dia Sua Excelncia ficar velha.

B) Quando um dia Vossa Excelncia ficar velho.

C) Quando um dia Vossa Excelncia ficares velha.

D) Quando um dia Sua Excelncia ficardes velha.

E) Quando um dia Vossa Excelncia ficardes velho.

TEXTO.

A CPI E A IMPRUDNCIA DO LEGISLATIVO.

H mais de dez anos a magistratura clama por ampla reforma do Poder Judicirio. Logo aps sua instalao em 1987, um conjunto de sugestes oriundo de rgos superiores da Justia foi levado ao exame da Assemblia Nacional Constituinte. Magistrados, membros do Ministrio Pblico, juristas, conselheiros da Ordem dos Advogados do Brasil, professores, enfim a representao mais autntica do universo jurdico sustentou na Assemblia debate ativo e esclarecedor sobre o tema. Mas o legislador constituinte ignorou as propostas mais consistentes para destinar ao Poder Judicirio os instrumentos aptos a lev-lo progressiva dinamizao de suas atividades. Conquanto o modelo que viesse a ser posto na Constituio no fosse suficiente para alcanar resultados automticos, pelo menos abriria os espaos autorizativos para as transformaes futuras. Todavia, as mudanas mal arranharam os subrbios do problema. Agora, o poder que agiu de forma imprudente, desidiosa, se julga portador de autoridade moral para submeter o Judicirio ao corrosiva, desmoralizante, de uma Comisso Parlamentar de Inqurito. E indispensvel anotar que as deficincias na atividade judicial resultam, de maneira substancial, de leis dissimuladas, contraditrias, aberrantes elaboradas pelo Congresso. No mais, a instituio no pode elevar os seus nveis de operacionalidade diante de uma legislao processual que consagra nmero quase infinito de rituais e formalidades. Como tambm se acha manietada pelas oportunidades recursais, que opem distncia insuportvel entre o direito ofendido e a reparao via sentena irrecorrvel. Por trs da noo mesquinha que as elites no poder cultivam em relao ao Judicirio viceja a ignorncia. O Legislativo e o Executivo no se do conta de que o magistrado no funcionrio pblico. Caso fosse, seu dever de lealdade no seria com a sociedade, cujos direitos e garantias lhe cumpre tutelar, mas com o Estado. O juiz antes um agente da sociedade, por isso sua atividade est protegida pelo manto da independncia. A CPI um golpe contra a magistratura independente.

468. Com base no contedo do texto, assinale a opo correta.

A) O autor francamente favorvel instalao de uma CPI para investigar os atos do Poder Judicirio.

B) O clamor popular por uma ampla reforma do Poder Judicirio manifestou-se, h mais de dez anos, antes da instalao da Assemblia Nacional Constituinte.

C) Uma CPI para a investigao do Poder Judicirio foi instalada em 1987.

D) O legislador constituinte procurou incorporar atual Constituio brasileira todas as propostas que visavam tornar o Poder Judicirio mais dinmico e eficiente.

E) Profissionais ligados ao universo jurdico muito contriburam para que a questo da reforma do Poder Judicirio fosse ativa e esclarecedoramente debatida durante a Assemblia Nacional Constituinte.

469. Tendo como referncia as idias contidas no texto, assinale a opo incorreta.

A) As elites no poder tm em boa opinio o Poder Judicirio porque esto cientes dos problemas enfrentados pela Justia brasileira.

B) O conjunto de sugestes enviado pelos rgos superiores da Justia aos legisladores constituintes tinha objetivos a serem alcanados a longo prazo.

C) Se a Justia brasileira ineficiente, isso se deve, em parte, legislao elaborada pelo Congresso Nacional.

D) A atual legislao processual brasileira ritualstica e formalista.

E) A facilidade em impetrar recursos parcialmente responsvel pela morosidade da Justia brasileira.

470. Ainda com base no texto, assinale a opo correta.

A) Se o magistrado fosse de fato um funcionrio pblico, o seu dever de lealdade seria antes com a sociedade do que com o Estado.

B) Os congressistas brasileiros tm a noo mesquinha de que o Poder Judicirio constitudo por um bando de ignorantes.

C) O Poder Legislativo, que agiu de forma imprudente e desidiosa, no tem, na opinio do autor, autoridade moral para julgar os atos do Poder Judicirio.

D) O manto aludido na linha 18 refere-se toga do juiz.

E) A CPI um golpe da magistratura independente contra o Poder Judicirio.

471. No texto, haver alterao de sentido caso se substitua:

A) Conquanto por Mesmo que; manietada por entravada.

B) subrbios por arrabaldes; tutelar por defender.

C) desidiosa por conflituosa.

472. Nas opes abaixo, os fragmentos so reescrituras do texto. Assinale aquela em que o fragmento reescrito apresenta sentido diferente do encontrado no texto.

A) A magistratura clama, h mais de dez anos, por ampla reforma do Poder Judicirio.

B) A Assemblia Nacional Constituinte levou a exame, logo aps sua instalao em 1987, um conjunto de sugestes oriundo de rgos superiores da Justia.

C) Enfim, a representao mais autntica do universo jurdico magistrados, membros do Ministrio Pblico, juristas, conselheiros da Ordem dos Advogados do Brasil, professores sustentou, sobre o tema, debate ativo e esclarecedor na Assemblia.

D) Viceja, por trs da noo mesquinha que as elites no poder cultivam em relao ao Judicirio, a ignorncia.

E) Caso fosse, seu dever de lealdade seria com o Estado, no com a sociedade, cujos direitos e garantias lhe cumpre tutelar.

473. Assinale a opo correta.

A) Na palavra rgos, o til exerce dupla funo: indica a nasalidade do fonema a e a slaba tnica do vocbulo.

B) Do ponto de vista da diviso silbica, os vocbulos a seguir esto todos corretamente segmentados: Ad-vo-ga-dos, cons-tituin-te, vi-es-se, su-fi-ci-en-te, i-gno-rn-cia.

C) O neologismo autorizativos significa autorizados.

D) Em Todavia, as mudanas mal arranharam os subrbios do problema, tem-se um exemplo de linguagem metafrica.

E) Na expresso de leis dissimuladas, a preposio pode, sem alterao de sentido, ser substituda por em.

TEXTO.

O Brasil entrou no sculo XXI justificando o lugar comum do sculo passado: continua sendo um pas de contrastes. Isso o que revelam os nmeros iniciais do Censo 2000, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE). No ltimo ano da dcada passada, em comparao com o primeiro 1991 , muito mais brasileiros estavam estudando, tinham carros, eletrodomsticos, telefones, luz, gua encanada, esgoto e coleta de lixo, e muito menos brasileiros morriam antes de completar um ano de vida. A mortalidade infantil caiu 38%: de 48 por mil nascimentos para 29,6. A queda foi maior do que os especialistas haviam projetado no incio da dcada. Isso, a despeito de a maioria da populao continuar vivendo com rendimentos franciscanos: pouco mais da metade dos 76,1 milhes de membros da populao economicamente ativa ganhava at dois salrios mnimos por ms (ou R$ 302,00 data do recenseamento e R$ 400,00 hoje) e apenas 2,4% ganhavam mais de vinte salrios mnimos, ou seja, R$ 4 000,00 um salrio relativamente modesto nas sociedades desenvolvidas. Por esse ngulo, pode-se dizer que o Brasil um pas igualitrio: ostenta a dramtica igualdade na pobreza. Os nmeros agregados escondem que o consumo se distribui de forma acentuadamente desigual pelo territrio e entre os diversos grupos de renda. Enquanto no Sul e no Sudeste os domiclios com carro somam mais de 40%, no Norte e no Nordeste no chegam a 15%. De certo modo, quem pode consumir bens durveis acaba consumindo por si e por quem no pode. O desequilbrio regional e social do consumo acompanha, obviamente, a concentrao da capacidade aquisitiva. Os dados que apontam para a intolervel persistncia da igualdade na pobreza entre os brasileiros tm relao manifesta com o desempenho da economia. Se verdade que, em matria de expanso dos benefcios sociais e do acesso a bens indispensveis no mundo contemporneo, como o telefone, os anos 1990 foram uma dcada ganha, no que toca ao crescimento econmico foram uma dcada das mais medocres, desde a transformao do Pas em sociedade industrial. Entre 1991 e 2000, o Brasil cresceu, em mdia, parcos 2,7% ao ano. Mesmo em 1994, o melhor ano do perodo, o Produto Interno Bruto (PIB) no chegou a 6% muito abaixo dos picos registrados na dcada de 1970, a do "milagre brasileiro". bvio que a retomada do desenvolvimento condio sine qua para a elevao da renda do povo.

474. De certo modo, quem pode consumir bens durveis acaba consumindo por si e por quem no pode. A afirmao acima aponta para:

(A) a melhoria real do padro de vida da populao brasileira, registrando existncia de consumo mesmo entre os mais pobres.

(B) resultados estatsticos aparentemente otimistas, mas que deixam de mostrar dados pouco animadores da situao econmica e social da populao brasileira.

(C) um equilbrio final da capacidade de consumo da populao nas vrias regies brasileiras, igualando

os resultados de cada uma delas.

(D) o paradoxo que resulta dos dados do ltimo censo, pois eles indicam o consumo de bens durveis por uma populao que no tem poder aquisitivo.

(E) a falsidade do resultado de certas pesquisas, cujos dados desvirtuam a realidade, especialmente a da classe social mais desfavorecida.

475. Considere as afirmativas abaixo, a respeito do texto. O Censo 2000:

I. indica o avano do Brasil, idntico ao de algumas sociedades desenvolvidas, especialmente quanto garantia de emprego, apesar de um valor modesto para o salrio mnimo.

II. apresenta ndices positivos de melhoria na qualidade de vida do povo brasileiro, ao lado de disparidades acentuadas, em todo o territrio nacional.

III. assinala um aumento geral do poder aquisitivo do povo brasileiro, reduzindo a um mnimo as diferenas regionais.

Est correto o que se afirma SOMENTE em:

(A) I, II

(B) II, III

(C) I

(D) II

(E) III

476. Por esse ngulo, pode-se dizer que o Brasil um pas igualitrio. correto afirmar que a concluso acima tem um carter:

(A) acentuadamente irnico, pela constatao que se segue a ela.

(B) bastante otimista, por ter sido possvel constatar melhorias na distribuio de renda.

(C) de justificado orgulho, pela melhoria da qualidade de vida no Brasil.

(D) de extremo exagero, considerando-se os dados indicativos do progresso brasileiro.

(E) pessimista, tendo em vista a impossibilidade de aumento do salrio mnimo.

477. H, no texto, relao de causa e efeito entre:

(A) retomada do desenvolvimento e elevao da renda do povo.

(B) a dcada do "milagre brasileiro" e a persistncia da situao de pobreza do povo.

(C) situao econmica do Brasil no sculo XX e a que se apresenta no incio do sculo XXI.

(D) queda dos ndices de mortalidade infantil e valor do salrio mnimo.

(E) consumo maior no Sul e no Sudeste e acentuadamente menor no Norte e no Nordeste.

478. A mortalidade infantil caiu 38%: de 48 por mil nascimentos para 29,6. O emprego dos dois pontos assinala:

(A) uma restrio afirmao do perodo anterior.

(B) a ligao entre palavras que formam uma cadeia na frase.

(C) a incluso de um segmento explicativo.

(D) a citao literal do que consta no relatrio do IBGE.

(E) a brusca interrupo da seqncia de idias.

479. Os nmeros iniciais do Censo 2000 revelam melhorias. A queda das taxas de mortalidade infantil foi maior do que o esperado. Boa parte da populao brasileira continua vivendo na pobreza. As frases acima formam um nico perodo, com correo e lgica, em:

(A) Se as taxas de mortalidade infantil entraram em queda maior do que era esperada, a populao brasileira continua vivendo na pobreza, apesar das melhorias que o Censo 2000, revelam em seus dados iniciais.

(B) A populao brasileira em boa parte continua vivendo na pobreza, os nmeros iniciais do Censo 2000 revelam as melhorias, onde as taxas de mortalidade infantil em queda, maior do que se esperava.

(C) Com a queda das taxas de mortalidade infantil, e os nmeros iniciais do Censo 2000 revela que foi maior que o esperado, mas boa parte da populao brasileira continua vivendo na pobreza.

(D) Os nmeros iniciais do Censo 2000 melhoraram, com a queda das taxas de mortalidade infantil, que foi maior do que se esperavam, onde boa parte da populao brasileira continua vivendo na pobreza.

(E) Boa parte da populao brasileira continua vivendo na pobreza, conquanto os nmeros iniciais do Censo 2000 revelem melhorias, como a queda das taxas de mortalidade infantil, maior do que o esperado.

480. A concordncia nas frases abaixo, adaptadas do texto, est correta em:

(A) Os nmeros iniciais do Censo 2000 mostram que o consumo nas diversas regies brasileiras so distribudas de maneira desigual e contrastante.

(B) Constituem uma proporo relativamente pequena as famlias brasileiras que podem dar-se ao luxo de serem sustentadas por um nico membro.

(C) Alguns dados resultantes do Censo 2000 parece incompatvel com aqueles que assinalam o aumento do consumo de bens durveis, no mesmo perodo.

(D) A qualidade de vida dos brasileiros, refletida principalmente na sade, dependem de aspectos importantes na rea de servios, como a de saneamento bsico.

(E) Os dados referentes economia informal no captados pelas estatsticas, o que geram algumas situaes aparentemente contraditrias.

TEXTO.

S DI QUANDO EU RIO.

S fico vontade

na minha cidade.

Volto sempre a ela,

feito criminosa...

Doce e dolorosa,

a minha histria escorre aqui.

H quem no se importe

mas a Zona Norte

feito cigana

lendo a minha sorte:

sempre que nos vemos

ela diz quanto eu sofri.

E Copacabana,

a linda meretriz-princesa.

Loura Me de Santo

com sua gargantilha acesa...

ela me ensinou pureza e pecado,

a respirao do mar revoltado...

Rio de Janeiro, favelas no corao.

481. H uma afirmao FALSA a respeito do texto na opo:

a) a cidade do poeta apresentada como um ser vivo;

b) Copacabana deu ao poeta lies de vida opostas;

c) no ttulo h uma ironia;

d) uma parte da cidade tem predominncia de ciganos;

e) forte a ligao do autor com a sua cidade.

482. Sobre Copacabana, encontra apoio no texto o seguinte comentrio:

a) a expresso meretriz-princesa (verso 14) ressalta seus aspectos positivos;

b) a expresso loura Me de Santo (verso 15) destaca seu catolicismo;

c) a expresso gargantilha acesa (verso 16) refere-se a suas joalherias;

d) a expresso pureza e pecado (verso 17) constitui uma oposio de sentido;

e) no penltimo verso o poeta refere-se a um afogamento.

483. O sinal grave indicador da crase est corretamente empregado na locuo vontade (verso 1), o que NO ocorre com a locuo sublinhada em:

a) falvamos respeito de privatizao;

b) medida que o tempo passa, a crise aumenta;

c) estava espera de vocs;

d) vive s custas do pai;

e) saiu s escondidas.

484. Em H quem no se importe (verso 7), est correta a colocao do pronome se, assim como a do pronome sublinhado em:

a) Deus abenoe-te, meu filho!;

b) tem comportado-se muito mal aquele jogador;

c) poderia-se adiar esse encontro para a prxima semana;

d) os rebeldes no entregar-se-iam facilmente;

e) para ajudar-me, era capaz de tudo.

485. Em sempre que nos vemos, ela diz... (versos 11, 12), o verbo ver est no presente do indicativo. No futuro do subjuntivo, exigiria a seguinte construo:

a) sempre que nos veremos, ela dir;

b) sempre que nos virmos, ela dir;

c) sempre que no veramos, ela diria;

d) sempre que nos vssemos, ela diria;

e) sempre que nos vermos, ela dir.

486. Em sempre que nos vemos(verso 11) e volto sempre a ela (verso 3), os pronomes pessoais esto empregados segundo as normas do portugus escrito culto. Entre os exemplos abaixo, o que tambm est de acordo com essas normas :

a) ela trouxe o livro para mim ler;

b) entre eu e voc tudo acabou;

c) no estou lhe reconhecendo;

d) parece que o filme no o agradou;

e) estivemos muito prximos, mas no lhe vi o rosto.

487. O verbo da frase ela me ensinou pureza e pecado (verso 17) apresenta a mesma regncia do que aparece sublinhado em:

a) pouco me importa o resultado;

b) no me atraem esses passeios;

c) lembrei-me do ocorrido;

d) o boletim nada me informou de novo;

e) ocorreu-me uma idia.

TEXTO.

A JUSTIA.

De uma colina, onde se descortinava toda a cidade, dois homens mantinham silncio olhando os dois corpos que balanavam lado a lado no patbulo da praa. Um dos homens era o juiz mais sbio e justo de todo o pas, e o outro, um lenhador, seu amigo.

E o lenhador quebrou o silncio:

- Senhor juiz, nunca houve uma sentena sua que eu no aceitasse como a suprema justia. Mas, desculpe minha infinita ignorncia, por que enviar forca uma mulher que no julgamento perdoou ao frio assassino do filho? Qual a razo desta sentena, senhor juiz?

E o juiz grave, solene, respondeu:

- A justia, meu amigo.

- Mas como a justia, meritssimo? Essa mulher era uma santa. Perdoava a todos; at ao assassino do filho.

E o juiz, do fundo da sua sabedoria, disse:

- A esse crime ela no tinha o direito de dar o seu perdo.

488. A ilogicidade do texto est em que:

A) ningum perdoa, de fato, o assassino do prprio filho;

B) o fato de perdoar no pode ser visto como ato criminoso;

C) no h mais a utilizao da forca nas penas de morte;

D) a profisso de lenhador j est extinta;

E) um juiz que condena morte seja considerado sbio.

489. Na forma verbal mantinham, a irregularidade est:

A) na alterao do radical do infinitivo;

B) na utilizao de desinncia fora do modelo regular;

C) no novo sentido atribudo ao verbo;

D) na utilizao do imperfeito pelo perfeito;

E) em estar anteposto ao sujeito.

490. O vocbulo perdo, presente no texto, tem como plural perdes; o item abaixo em que todos os vocbulos podem fazer o plural do mesmo modo :

A) cidado, vulco, capelo;

B) escrivo, aldeo, razo;

C) capelo, situao, alazo;

D) corrimo, cidado, escrivo;

E) vulco, aldeo, alazo.

491. Pode-se inferir do texto que os dois corpos ''que balanavam lado a lado no patbulo da praa'' eram:

A) do juiz e do lenhador;

B) do assassino e da me do filho assassinado;

C) do assassino e de algum no mencionado no texto;

D) da me do filho assassinado e de algum desconhecido;

E) de dois criminosos condenados.

492. Sentena e justia so vocbulos grafados com ;o item abaixo em que um dos vocbulos est erradamente grafado com essa letra :

A) caarola, adereo, mao;

B) alapo, canio, dana;

C) distoro, terol, tio;

D) novio, piaaba, maante;

E) presuno, preveno, asceno.

493. O item abaixo que apresenta erradamente uma separao de slabas :

A) trans-o-ce--ni-co;

B) cor-rup-te-la;

C) sub-li-nhar;

D) pneu-m-ti-co;

E) e-co-no-mi-a.

494. Senhor pode ter como abreviatura Sr. ; o item abaixo que apresenta uma forma abreviada erradamente :

A) Vossa Majestade - V. M.;

B) Vossa Alteza - V. A.;

C) Vossa Excelncia - V. Excia.;

D) Vossa Senhoria - V. S .;

E) Vossa Santidade - V. S.

495. O item abaixo em que o acento grfico marca o timbre :

A) constri;

B) construdo;

C) construram;

D) construste;

E) construsse.

TEXTO.

01               Dentre as ocupaes valorizadas e mais bem remuneradas, h duas categorias. A primei-

02 ra a dos cientistas, engenheiros e muitos outros profissionais cuja preparao requer o dom-

03 nio de tcnicas complexas e especializadas alm das competncias genricas. Ningum

04 vira engenheiro eletrnico sem longos anos de estudo. Mas pelo menos a metade das ocupa-

05 es que requerem diploma superior exige conhecimentos especficos limitados. Essas ocupa-

06 es envolvem administrar, negociar, coordenar, comunicar-se e por a afora. Pode-se aprend-

07 las por experincia ou em cursos curtos. Mas somente quem dominou as competncias genricas

08 trazidas por uma boa educao tem a cabea arrumada de forma a aprend-las rapidamente. Por

09 isso, nessas ocupaes h gente de todos os tipos de diploma. Nelas esto os graduados em econo-

10 mia, direito e dezenas de outras reas. tolo pensar que esto fora de lugar ou mal aproveita-

11 dos, ou que se frustou sua profissionalizao, pois no a exercem. interessante notar que as

12 grandes multinacionais contratam especialistas para posies subalternas e, para boa parte

13 das posies mais elevadas, pessoas com a melhor educao possvel, qualquer que seja o

14 diploma.

15A profissionalizao mais duradoura e valiosa tende a vir mais do lado genrico que do espe-

16               cializado. Entender bem o que leu, escrever claro e comunicar-se, inclusive em outras lnguas,

17 so os conhecimentos mais valiosos. Trabalhar em grupo e usar nmeros para resolver18 problemas, pela mesma forma, profissionalizao. E quem suou a camisa escrevendo 19 ensaios sobre o existencialismo, decifrando Cames ou Shakespeare, pode estar mais bem20 preparado para uma empresa moderna do que quem aprendeu meia dzia de tcnicas, mas no

21 sabe escrever.

496. No texto NO h a mnima indicao sobre:

A. que profissional o mercado de trabalho mais valoriza.

B. quais so as competncias genricas.

C. para que serve uma boa educao.

D. por que em algumas ocupaes o que importa no o tipo de diploma.

E. que fatores contribuem para a modernizao das empresas.

497. De acordo com o ponto de vista do autor, o melhor profissional o que:

A. sabe cada vez mais sobre cada vez menos.

B. consegue pensar e agir de forma abrangente.

C. domina uma rea especfica.

D. conhece as ltimas teorias da moda.

E. dedica-se apenas leitura dos clssicos.

498. Considere as afirmaes sobre os recursos empregados na argumentao desenvolvida.

I O autor compara os tipos de profissionais e suas chances no mercado de trabalho.

II O autor procura analisar, sem desqualificar, opinies contrrias s suas.

III O autor apia-se em idias de conhecidos escritores da literatura ocidental.

Quais esto corretas?

A. Apenas I.

B. Apenas II.

C. Apenas I e II.

D. Apenas II e III.

E. I, II e III.

499. O verbo envolver tem o mesmo sentido em Essas ocupaes envolvem administrar, negociar, coordenar, comunicar-se (linhas 05 e 06) e na alternativa

A. A especializao extrema envolve reduo das oportunidades de colocao em reasmais competitivas.

B. Os processos de seleo nas multinacionais envolvem anlise de currculo, testes,entrevistas e, s vezes, at a participao dos candidatos em atividades grupais.

C. Constantes denncias de sonegao envolvem os dirigentes dessa empresa, mas no afetam a produo.

D. Os preparativos para a Semana do Meio Ambiente envolveram todos os funcionrios da fbrica, da direo produo.

E. A beleza dos versos de Cames, recitados no incio da cerimnia, envolveu todos os presentes entrega do prmio de Melhor Empresrio do Ano.

500. Considerando o emprego que as expresses destacadas tm no texto, NO est correta a substituio da alternativa:

A. Essas ocupaes (linhas 05 e 06) por Tais ocupaes.

B. somente quem dominou as competncias (linha 07) por apenas quem dominou as compe-tncias.

C. gente de todos os tipos de diploma (linha 09) por gente com todos os tipos dediploma.

D. Nelas esto os graduados em economia (linhas 09 e 10) por Onde esto os graduados em economia.

E. interessante notar que as grandes multinacionais contratam (linhas 11 e 12) por interessante notar como as grandes multinacionais contratam.

501. Considere as seguintes afirmaes sobre a pontuao no texto.

I Uma vrgula poderia substituir o travesso na linha 03, mas isso atenuaria o destaque idia acrescentada aps esse sinal.

II Uma vrgula poderia ser acrescentada depois da palavra educao na linha 08, para assinalar a pausa necessria boa leitura do texto.

III O paralelismo entre os termos enumerados nas linhas 12 e 13 seria melhor evidenciado com a colocao de uma vrgula antes de para posies subalternas.

Quais esto corretas?

A. Apenas I.

B. Apenas II.

C. Apenas I e II.

D. Apenas II e III.

E. I, II e III.

502. A alternativa que apresenta uma transformao correta da frase Mas pelo menos a metade das ocupaes que requerem diploma superior exige conhecimentos especficos limitados (linhas 04 e 05) :

A. Mas exige-se conhecimentos especficos limitados em pelo menos a metade das ocupaes que requerem diploma superior.

B. Mas pelo menos a metade das profisses tem como requisito diploma superior, exigindo conhecimentos especficos limitados.

C. Mas so limitados os conhecimentos especficos que se exige em pelo menos a metade das profisses que tem como requisito diploma superior.

D. Mas, pelo menos na metade das profisses em que se requer diploma superior, limitado os conhecimentos especficos exigidos.

E. Mas, em pelo menos a metade das profisses que requerem diploma superior, exigem-se conhecimentos especficos limitados.

503. O perodo em que devem ser utilizados dois acentos indicativos de crase :

A. A despeito da falta de tcnicos especializados entre ns, o mercado tende a valorizar o profissional de formao mais genrica.

B. Quem est a par do que acontece na economia brasileira fica a espera de uma ao mais enrgica das autoridades.

C. O articulista no faz meno apenas aquilo que acontece nas grandes potncias, mas tambm a situao de pases em desenvolvimento, como o Brasil.

D. As empresas tambm cabe zelar pela qualidade da educao a que os filhos de seus funcionrios tm acesso.

E. A formao direcionada a reas especializadas pode no ser bem sucedida se a ela no se integrar um conhecimento mais amplo do mundo e das pessoas.

TEXTO.

UM SONHO DE SIMPLICIDADE.

Ento, de repente, no meio dessa desarrumao feroz da vida urbana, d na gente um sonho de simplicidade. Ser um sonho vo? Detenho-me um instante, entre duas providncias a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos cigarros? Eles no me do prazer algum; apenas me fazem falta. So uma necessidade que inventei. Por que beber usque, por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vs, brilhar um pouco, saber intrigas?

Uma vez, entrando numa loja para comprar uma gravata, tive de repente um ataque de pudor, me surpreendendo assim, a escolher um pano colorido para amarrar ao pescoo.

Mas, para instaurar uma vida mais simples e sbia, seria preciso ganhar a vida de outro jeito, no assim, nesse comrcio de pequenas pilhas de palavras, esse ofcio absurdo e vo de dizer coisas, dizer coisas... Seria preciso fazer algo de slido e de singelo; tirar areia do rio, cortar lenha, lavrar a terra, algo de til e concreto, que me fatigasse o corpo, mas deixasse a alma sossegada e limpa.

Todo mundo, com certeza, tem de repente um sonho assim. apenas um instante. O telefone toca. Um momento! Tiramos um lpis do bolso para tomar nota de um nome, de um nmero... Para que tomar nota? No precisamos tomar nota de nada, precisamos apenas viver sem nome, nem nmero, fortes, doces, distrados, bons, como os bois, as mangueiras e o ribeiro.

504. Em seu sonho de simplicidade, o cronista Rubem Braga idealiza sobretudo:

A) uma depurao maior no seu estilo de escrever, marcado por excessivo refinamento.

B) as pequenas necessidades da rotina, que cada um de ns cria inconscientemente.

C) uma relao mais direta e vital do homem com os demais elementos da natureza.

D) o aperfeioamento do esprito, por meio de reflexes constantes e disciplinadas.

E) a paixo ingnua que pode nascer com a voz de uma mulher na penumbra.

505. Considere as seguintes afirmaes:

I. O cronista condiciona a conquista de uma vida mais simples possibilidade de viver sem precisar produzir nada, sem executar qualquer tipo de trabalho, afora o da pura imaginao.

II. Alimentar um tal um sonho de simplicidade , na perspectiva do cronista, uma caracterstica exclusiva dos escritores que no mantm relaes mais concretas com o mundo.

III. Cigarros, gravatas e telefones so elementos utilizados pelo cronista para melhor concretizar o mundo que representa uma anttese ao seu sonho de simplicidade.

Em relao ao texto, est correto SOMENTE o que se afirma em:

A) I.

B) II.

C) III.

D) I e II.

E) II e III.

506. Na frase: Mas, para instaurar uma vida mais simples e sbia, seria preciso ganhar a vida de outro jeito, no assim, nesse comrcio de pequenas pilhas de palavras, esse ofcio absurdo e vo de dizer coisas, dizer coisas... o cronista:

A) ressalta, com a repetio de dizer coisas, a importncia de seu trabalho de escritor, pelo qual revela aos outros as verdades mais profundas.

B) justifica com a expresso comrcio de pequenas pilhas de palavras a viso depreciativa que tem de seu prprio ofcio.

C) apresenta como conseqncia de instaurar uma vida mais simples e sbia o fato de ganhar a vida de outro jeito.

D) utiliza a expresso no assim para apontar uma restrio vida que seria preciso ganhar de outro jeito.

E) se vale da expresso ofcio absurdo e vo para menosprezar o trabalho dos escritores que se recusam a profissionalizar-se.

507. Est correta a grafia de todas as palavras na frase:

A) O sonho do cronista parece estravagante, mas h que se reconhecer nele a beleza de uma vida a ser levada com muito mais disteno.

B) Quem vive de forma mais displiscente no o homem distrado das obrigaes, mas aquele que atribue importncia exclusiva aos negcios e rotina urbana.

C) Um telefone corta abruptamente nossa evazo imaginria, e anotamos nomes e nmeros, na sugeio aos velhos hbitos e compromissos.

D) Se uma vida mais natural nos restitui a extinta simplicidade, que empecilhos to fortes nos impedem de desfrut-la?

E) A singeleza de uma vida natural exclue, obvio, aqueles valores suprfluos que encorporamos sem nunca os analisar.

508. As normas de concordncia verbal esto inteiramente respeitadas SOMENTE na frase:

A) Quando se fatigam os corpos, as almas restam mais sossegadas e limpas.

B) O que aflige o autor os compromissos e os ofcios vos, com os quais se envolvem permanentemente.

C) No dura seno um rpido instante os vislumbres de uma vida mais simples.

D) Todas as coisas que se sonha nascem de carncias reais.

E) Se houvessem mais coisas simples em nossa vida, no sonharamos tanto com elas.

509. Transpondo-se para a voz passiva a frase ''Eles no me do prazer algum'', resultar a forma verbal:

A) tm dado.

B) dado.

C) tem sido dado.

D) teriam dado.

E) foi dado.

510. Todas as formas verbais esto corretamente flexionadas na frase:

A) Se todos se detessem mais do que um instante, um sonho seria mais que um sonho.

B) Como nunca te conviu sonhar, deduzo que sejas feliz.

C) O cronista prov de sonhos sua vida, ainda que sejam fugazes.

D) De onde proviram as gravatas, que se ostentam to vaidosamente?

E) Ah, se retssemos por mais tempo os sonhos que valham a pena sonhar...

511. Est inteiramente adequada a pontuao da seguinte frase:

A) Tive, sim um ataque de pudor, quando olhando-me com a gravata, tomei conscincia de que pretendia ficar elegante com um pano colorido que mecanicamente, amarrara ao pescoo.

B) Tive sim um ataque de pudor quando, olhando-me com a gravata tomei conscincia, de que pretendia ficar elegante com um pano colorido, que mecanicamente amarrara, ao pescoo.

C) Tive, sim, um ataque de pudor quando olhando-me, com a gravata, tomei conscincia, de que pretendia ficar elegante com um pano, colorido, que mecanicamente amarrara ao pescoo.

D) Tive, sim, um ataque de pudor; quando olhando-me com a gravata, tomei conscincia de que pretendia ficar elegante: com um pano colorido que, mecanicamente, amarrara ao pescoo.

E) Tive, sim, um ataque de pudor quando, olhando-me com a gravata, tomei conscincia de que pretendia ficar elegante com um pano colorido que, mecanicamente, amarrara ao pescoo.

TEXTO.

A INTELIGNCIA ANIMAL.

H muito vem sendo estudada a possibilidade de haver, no reino animal, outros tipos de inteligncia alm da humana. Vejam, por exemplo, o golfinho. Dizem que esses simpticos mamferos pensam mais rpido do que o homem, tm linguagem prpria e tambm podem aprender uma lngua humana. Alm disso, chegam a adquirir lceras de origem psicolgica e sofrem stress por excesso de atividade.

512. ...sofrem stress por excesso de atividade.; o item abaixo que substitui INADEQUADAMENTE a preposio por nesse segmento do texto :

a) em razo do;

b) por causa do;

c) devido ao;

d) visto o;

e) aps o.

513. A semelhana entre o golfinho e o homem s NO est:

a) na possibilidade de sofrer distrbios psicolgicos;

b) na presena de inteligncia;

c) no uso da linguagem;

d) na impossibilidade de aprender;

e) na utilizao de vrias linguagens.

514. O golfinho serve de exemplo comprovador de que:

a) h animais que no pensam to rpido quanto o homem;

b) outros animais tambm possuem inteligncia humana;

c) o homem no pode falar com os golfinhos;

d) outros mamferos tambm podem falar a nossa lngua;

e) h animais que pensam como os humanos.

515. Ao dizer Vejam..., o autor do texto refere-se:

a) aos amigos que o escutam;

b) a todos os homens;

c) aos que no crem no que diz;

d) aos possveis leitores;

e) aos bilogos, em geral.

516. A palavra que, no texto, se refere a golfinho, evitando a sua repetio, :

a) animal;

b) mamfero;

c) inteligncia;

d) reino;

e) linguagem.

517. Dizem que esses simpticos mamferos...; a utilizao da forma verbal dizem mostra que:

a) a cincia j estudou a questo;

b) h certeza no que se diz;

c) o autor no acredita no que dito por outros;

d) ainda h possibilidades de haver erro no que dito;

e) ainda no houve livros publicados a respeito desse assunto.

518. Aps a leitura do texto, podemos dizer que os golfinhos:

a) no so inteligentes;

b) so pouco inteligentes;

c) so humanamente inteligentes;

d) so diferentemente inteligentes;

e) talvez sejam inteligentes como os humanos.

519. EXCESSO vocbulo grafado com XC; o item abaixo em que h erro porque o vocbulo NO deveria ser escrito com esse dgrafo :

a) excelente;

b) exceo;

c) exceder;

d) excitar;

e) rexciso.

TEXTO 2.

As fronteiras polticas das naes-estados so estreitas e limitadas demais para definir o escopo e o alcance da empresa moderna.

TEXTO 3.

As estruturas polticas mundiais so inteiramente obsoletas. No mudaram em pelo menos cem anos e esto lamentavelmente desafinadas como progresso tecnolgico.

520. O vocbulo escopo, presente no texto 2, significa:

a) o tipo;

b) o investimento;

c) a qualidade;

d) o objetivo;

e) a estrutura.

521. A vogal E do vocbulo obsoletas deve ser pronunciado com o mesmo timbre dessa mesma vogal em uma das palavras abaixo:

a) obeso;

b) fecho;

c) espelho;

d) topete;

e) maqueta.

522. Dizer que as estruturas polticas mundiais so inteiramente obsoletas corresponde a afirmar que essas estruturas devem ser:

a) preservadas por seus valores tradicionais;

b) mantidas em funo de sua obsolescncia;

c) substitudas por outras mais baratas;

d) modernizadas por serem agora inadequadas;

e) alteradas, apesar de seu carter nacionalista.

523. A afirmao correta em relao aos textos 2 e 3:

a) o texto 2 narrativo enquanto o texto 3 dissertativo;

b) o texto 2 trata de tema menos amplo que o texto 3;

c) ambos os textos mostram que a tecnologia prejudicial;

d) s o texto 3 defende a alterao das fronteiras polticas atuais;

e) os dois textos tm carter descritivo.

524. Vocbulo que, dentro do contexto dos textos 2 e 3, destoa dos demais, por seu valor semntico, :

a) estreitas;

b) limitadas;

c) obsoletas;

d) desafinadas;

e) moderna.

525. O verbo estar, presente no texto 3, classificado como irregular, como provam as formas abaixo, exceto uma:

a) estiveste;

b) estou;

c) estavam;

d) estejam;

e) estiver.

526. No mudaram em pelo menos cem anos; o vocbulo cem classificado como numeral. A frase em que no ocorre nenhum tipo de numeral :

a) A maioria das empresas se modernizou em funo da globalizao;

b) Ambos motivos fizeram com que as fronteiras polticas perdessem a importncia;

c) O item a do regulamento deve ser alterado;

d) Um tero das empresas necessita modernizar-se;

e) Somos o penltimo pas do mundo em distribuio de renda.

527. A funo sinttica de estreitas e limitadas (texto 2) a mesma do termo:

a) das naes (texto 2);

b) moderna (texto 2);

c) mundiais (texto 3);

d) desafinadas (texto 3);

e) tecnolgico (texto 3).

TEXTO.

CULTURA E SOCIEDADE.

Creio que somente na dcada de 40 que se pode considerar seriamente a presena de uma srie de atividades vinculadas a uma cultura popular de massa no Brasil. Claro, sempre possvel recuarmos no passado e encontrarmos exemplos que atestam a existncia dos meios de comunicao. A imprensa j havia consagrado desde o incio do sculo formas como os jornais dirios, as revistas ilustradas, as histrias em quadrinhos. Mas no a realidade concreta dos modos comunicativos que institui uma cultura de mercado, necessrio que toda a sociedade se reestruture para que eles adquiram um novo significado e uma amplitude social. Se apontamos os anos 40 como o incio de uma sociedade de massa no Brasil porque se consolida neste momento o que os socilogos denominaram de sociedade urbano-industrial. No nos cabe retomar as anlises j realizadas sobre este tema, mas importante lembrar que a sociedade brasileira, particularmente aps a Segunda Guerra Mundial, se moderniza em diferentes setores. A velha sociologia do desenvolvimento costumava descrever essas mudanas sublinhando fenmenos como o crescimento da industrializao e da urbanizao, a transformao do sistema de estratificao social com a expanso da classe operria e das camadas mdias, o advento da burocracia e das novas formas de controle gerencial, o aumento populacional, o desenvolvimento do setor tercirio em detrimento do setor agrrio. dentro desse contexto mais amplo que so redefinidos os antigos meios (imprensa, rdio e cinema) e direcionadas as tcnicas como a televiso e o marketing. Sabemos que nas grandes cidades que floresce este mundo moderno; a questo que se coloca conhecermos como ele se estrutura, e em que medida determina parmetros novos para a problemtica da cultura. Por isso se faz necessrio entender como se articulam no perodo os diversos ramos de produo e de difuso de massa.

528. O contedo presente ao longo do texto e que lhe garante unidade de assunto :

a) Surgimento de uma cultura de massa no Brasil;

b) Influncia da sociedade industrial nos costumes da populao brasileira;

c) Teses da sociologia do desenvolvimento sobre a sociedade brasileira;

d) Expanso da classe operria e das camadas mdias da populao;

e) Presena dos meios de comunicao na formao social brasileira.

529. O emprego da primeira pessoa do plural tem duplo valor no texto: ora refere-se apenas ao autor, ora inclui outros indivduos. A alternativa em que ambas as formas de primeira pessoa do plural se referem apenas ao autor :

a) recuarmos sabemos;

b) sabemos no nos cabe;

c) recuarmos no nos cabe;

d) apontamos sabemos;

e) no nos cabe apontamos.

530. No trecho o desenvolvimento do setor tercirio em detrimento do setor agrrio, a locuo sublinhada significa:

a) em proveito de;

b) a despeito de;

c) por causa de;

d) em prejuzo de;

e) em conseqncia de.

531. Na nova redao dada a certas passagens do texto, cometeu-se um erro gramatical na opo:

a) A imprensa j consagrara desde o incio do sculo formas como os jornais dirios;

b) Sabemos que so nas grandes cidades que floresce este mundo moderno;

c) Por isso faz-se necessrio entender como se articulam no perodo os diversos ramos de produo e de difuso de massa;

d) So sempre possveis o recuo no passado e o encontro de exemplos que atestam a existncia dos meios de comunicao;

e) No a realidade concreta dos modos comunicativos, todavia, que institui uma cultura de mercado.

532. A alternativa em que o deslocamento do pronome oblquo tono foi efetuado de acordo com as normas do padro culto escrito do portugus :

a) que pode considerar-se seriamente;

b) que toda a sociedade reestruture-se;

c) como articulam-se;

d) A questo que coloca-se;

e) No cabe-nos retomar as anlises.

533. As quatro ocorrncias da palavra que no trecho abaixo Sabemos que nas grandes cidades que floresce este mundo moderno; a questo que se coloca conhecermos como ele se estrutura, e em que medida determina parmetros novos para a problemtica da cultura esto corretamente classificadas na opo:

a) conjuno integrante pronome relativo palavra expletiva pronome relativo;

b) pronome indefinido palavra expletiva pronome relativo conjuno integrante;

c) conjuno integrante palavra expletiva - pronome relativo pronome indefinido;

d) pronome indefinido conjuno integrante palavra expletiva pronome relativo;

e) palavra expletiva pronome relativo pronome indefinido conjuno integrante.

534. Se compararmos a frase nas grandes cidades que floresce este mundo moderno com sua variante Este mundo moderno floresce nas grandes cidades, notaremos que a primeira construo d realce parte sublinhada graas ao emprego de ... que. A opo que apresenta outro exemplo desse mesmo tipo de construo :

a) ... necessrio que toda a sociedade se reestruture;

b) ...a questo que se coloca conhecermos como ele se estrutura...;

c) dentro desse contexto mais amplo que so redefinidos os antigos meios...;

d) ...mas importante lembrar que a sociedade brasileira (...) se moderniza em diferentes setores.;

e) ... sempre possvel recuarmos no passado....

535. O verbo FLORESCER escreve-se com o dgrafo SC, tanto quanto CRESCER e NASCER. Dentre as alternativas abaixo, cometeu-se erro de grafia pelo uso indevido desse dgrafo em:

a) suscitar descer - prescindir;

b) rejuvenescer suscinto ressuscitar;

c) piscina ascenso disciplina;

d) rescindir remanescente abscesso;

e) miscigenao recrudescer condescender.

TEXTO.

QUEM FICA COM O TOT?

O aposentado Antnio Fernando Noceti, de 59 anos, tem um casal de filhos mimados. Eles j completaram 10 anos, mas ainda dormem na cama do papai. E ai de quem tentar expuls-los. Noceti anda inconsolvel. Ocila Ramos, sua ex-mulher, quer tirar dele seus dois xods. A disputa foi parar na justia de Braslia. Na audincia, o choro do aposentado no sensibilizou o juiz. Noceti perdeu em primeira instncia, mesmo tendo o laudo de um especialista, que alertava: seus filhotes poderiam sofrer de depresso, fobias e automutilao. As crianas de Noceti chamam-se Paquito e Laika. So dois ces. Derrotado, o aposentado solta os cachorros: Vou lutar at o fim pelos meus filhos. Como nos Estados Unidos, o divrcio j provoca a disputa de animais. No Brasil, at pouco tempo, pais e mes de tots eram mansos. Na separao, selavam acordos informais. O caso de Noceti o primeiro de que se tem notcia nos tribunais do pas.

536. De acordo com o texto, correto afirmar que:

(A) Noceti tem dois meninos de 10 anos que ainda dormem na cama do pai.

(B) Noceti tem dois cachorros que so tratados como filhos.

(C) Noceti tem um casal de filhos e um casal de cachorros.

(D) Noceti o nome de um cachorro.

537. Paquito e Laika so nomes:

(A) de dois garotos.

(B) de um menino e de uma menina.

(C) de um casal de ces.

(D) do aposentado e de sua mulher.

538. ..., sua ex-mulher, quer tirar dele seus dois xods. No texto, a palavra xods transmite sentimento de:

(A) desprezo.

(B) vingana.

(C) espanto.

(D) afeto.

539. Derrotado, o aposentado solta os cachorros: Vou lutar at o fim pelos meus filhos. A expresso solta os cachorros quer dizer que o aposentado:

(A) ficou de mau humor.

(B) ficou satisfeito.

(C) mostrou-se despreocupado.

(D) libertou os cachorros.

Para responder s questes de nmeros 17 e 18, considere a seguinte frase: No Brasil, at pouco tempo, pais e mes de tots eram mansos.

540. O adjetivo mansos refere-se a:

(A) pais.

(B) mes.

(C) tots.

(D) pais e mes.

541. O adjetivo mansos foi empregado com o sentido de:

(A) domesticados.

(B) calmos.

(C) imveis.

(D) malcriados.

542. Assinale a alternativa que contm a frase cujas palavras esto escritas corretamente.

(A) Os cachoros tanbm amam seus donos.

(B) Os cachorros tanbm amo seus donos.

(C) Os cachorros tambm amam seus donos.

(D) Os cachoros tambm amo seus donos.

543. Vou lutar at o fim pelos meus cachorros. Sem alterar o sentido, est correto dizer essa mesma frase da seguinte maneira:

(A) Lutava at o fim pelos meus cachorros.

(B) Lutaria at o fim pelos meus cachorros.

(C) Lutarei at o fim pelos meus cachorros.

(D) Lutei at o fim pelos meus cachorros.

TEXTO.

A dificuldade de criar regimes democrticos em pases rabes decorre de fatores histricos e culturais, mas se agrava hoje em dia em razo de dois aspectos. De um lado, existe um estado permanente de beligerncia, pela vizinhana com Israel, o que tende a concentrar o poder nas mos de um lder ou de um grupo. O constante clima de guerra, alm do mais, torna prioridade o fortalecimento do Exrcito, do servio de inteligncia, da polcia secreta, da guarda nacional, instituies que tambm servem para conter aspiraes populares malvistas pelos dirigentes. De outro lado, a comunidade rabe dividida pela glria e pela desgraa do petrleo. Quem tem senta-se sobre ele. Quem no tem usa sua influncia junto aos pases ricos em petrleo para garantir investimentos e ajuda externa. Assim, tanto os com-petrleo quanto os sem-petrleo, excessivamente amarrados dependncia do capital externo, tendem a ignorar as demandas internas por maior participao popular.

544. O texto apresenta como tema principal o (a):

a) clima de violncia que impera nos pases rabes.

b) dificuldade de implantar a democracia em pases rabes.

c) diviso dos pases rabes pela glria e pela desgraa do petrleo.

d) dependncia de pases rabes ao capital estrangeiro.

e) estratgia de manuteno do poder nos pases rabes.

545. De acordo com o texto, causa de um estado permanente de beligerncia nos pases rabes o (a):

a) concentrao do poder nas mos de um lder ou de um grupo.

b) fortalecimento de instituies que servem para conter aspiraes populares.

c) vizinhana com Israel.

d) diviso da comunidade rabe pela glria e pela desgraa do petrleo.

e) auto-suficincia dos com-petrleo.

546. A propsito do texto, afirma-se:

I. Os sem-petrleo so mais sensveis que os com-petrleo aos apelos da populao rabe por uma maior participao poltica.

II. A diviso dos pases rabes entre os que tm e os que no tm petrleo alimenta-lhes o interesse pela democracia.

III. O fato de que uns tm petrleo, e outros no, agrava entre os pases rabes a dificuldade de criar regimes democrticos.

Das afirmaes acima, est(o) correta(s) apenas:

a) I

b) II

c) III

d) I, II

e) I, III

547. Considere os fragmentos:

I. ...decorre de fatores histricos e culturais, mas se agrava hoje em dia em razo de dois aspectos.

II. ....o que tende a concentrar o poder nas mos de um lder ou de um grupo.

III. Quem no tem usa sua influncia junto aos pases ricos em petrleo para garantir investimentos e ajuda externa.

Os termos neles grifados tm, respectivamente, valor:

a) opositivo, aditivo e modal.

b) concessivo, alternativo e locativo.

c) adversativo, explicativo e final.

d) opositivo, alternativo e final.

e) adversativo, alternativo e consecutivo.

548. A construo Quem tem senta-se sobre ele. sugere, nos pases que possuem o petrleo, uma atitude de:

a) ganncia e insatisfao.

b) tolerncia e resignao.

c) vigilncia e comodismo.

d) orgulho e generosidade.

e) humildade e temor.

549. Apresentam hiato todos os vocbulos da alternativa:

a) criar/ pases/ prioridade.

b) criar/ razo/ inteligncia.

c) pases/ mos/ vizinhana.

d) instituies/ prioridade/ aspiraes.

e) inteligncia/ petrleo/ beligerncia.

550. No fragmento: A dificuldade de criar regimes democrticos em pases rabes decorre de fatores histricos e culturais, mas se agrava hoje em dia em razo de dois aspectos., pertencem mesma classe gramatical as palavras:

a) de/mas.

b) de/em.

c) hoje/dois.

d) dificuldade/rabes.

e) democrticos/fatores.

551. S NO ocorre dgrafo nas palavras da alternativa:

a) decorre/glria/vizinhana.

b) assim/garantir/permanente.

c) criar/clima/glria.

d) decorre/assim/glria.

e) vizinhana/clima/permanente.

552. Considere o trecho: A dificuldade de criar regimes democrticos em pases rabes decorre de fatores histricos e culturais, mas se agrava hoje em dia em razo de dois aspectos.. Segundo a norma culta da lngua, outra forma correta de pontu-lo seria:

a) A dificuldade de criar regimes democrticos, em pases rabes decorre de fatores histricos e culturais, mas se agrava hoje em dia em razo de dois aspectos..

b) A dificuldade de criar regimes democrticos em pases rabes decorre de fatores histricos e culturais, mas se agrava hoje em dia em razo, de dois aspectos..

c) A dificuldade de criar regimes democrticos em pases rabes decorre, de fatores histricos e culturais, mas se agrava hoje em dia em razo de dois aspectos..

d) A dificuldade de criar regimes democrticos em pases rabes decorre de fatores, histricos e culturais, mas se agrava hoje em dia em razo de dois aspectos..

e) A dificuldade de criar regimes democrticos, em pases rabes, decorre de fatores histricos e culturais, mas se agrava hoje em dia em razo de dois aspectos..

TEXTO.

CORPO.

Na doena que descobrimos que no vivemos sozinhos, mas sim encadeados a um ser de um reino diferente, de que nos separam abismos, que no nos conhece e pelo qual nos impossvel fazer-nos compreender: o nosso corpo. Qualquer assaltante que encontremos numa estrada, talvez consigamos torn-lo sensvel ao seu interesse particular, seno nossa desgraa. Mas pedir compaixo a nosso corpo, discorrer diante de um polvo, para quem as nossas palavras no podem ter mais sentido que o rumor das guas, e com o qual ficaramos cheios de horror de ser obrigados a viver.

553. Segundo o texto, o nosso corpo:

(A) tem plena conscincia de viver encadeado a um ser diferente;

(B) conhece perfeitamente o outro ser a que est encadeado;

(C) separado de nossa alma por um abismo intransponvel;

(D) se torna conhecido pouco a pouco;

(E) s na doena que tem sua existncia reconhecida.

554. No segmento Na doena que descobrimos que no vivemos sozinhos...:

(A) o sujeito de descobrimos diferente do sujeito de vivemos;

(B) a expresso que atua como expresso de realce;

(C) Na doena indica uma idia circunstancial de lugar;

(D) que no vivemos sozinhos complemento do verbo ser;

(E) no advrbio de negao ligado a sozinhos.

555. A conjuno mas (linha 1) ope basicamente duas palavras do texto, que so:

(A) descobrimos/vivemos;

(B) sozinhos/encadeados;

(C) vivemos/encadeados;

(D) doena/reino;

(E) sozinhos/ser.

556. ...pelo qual nos impossvel fazer-nos compreender.; esse segmento do texto quer dizer que:

(A) no nos possvel fazer com que nosso corpo nos compreenda;

(B) impossvel compreender o nosso corpo;

(C) possvel fazer com que alma e corpo se entendam;

(D) impossvel ao corpo compreender o ser humano;

(E) o corpo humano pode compreender mas no pode ser compreendido.

557. Qualquer assaltante apresenta sentido diferente de um assaltante qualquer; o par abaixo que no apresenta diferena significativa de sentido :

(A) pobre homem/homem pobre;

(B) funcionrio competente/competente funcionrio;

(C) grande mulher/mulher grande;

(D) folha branca/branca folha;

(E) bom menino/menino bom.

558. Qualquer assaltante que encontremos...; nesse segmento, o uso do subjuntivo mostra uma:

(A) certeza;

(B) comparao;

(C) possibilidade;

(D) previso;

(E) condio.

559. O item abaixo em que o pronome sublinhado tem seu antecedente corretamente indicado :

(A) ...ao seu interesse particular...: corpo;

(B) ...para quem as nossas palavras...: assaltante;

(C) ...de que nos separam abismos...: sozinhos;

(D) ...e com o qual ficaramos...: guas;

(E) ...talvez consigamos torn-lo...: assaltante.

560. ...seno nossa desgraa.; o vocbulo sublinhado eqivale, nesse segmento, a:

(A) ou;

(B) exceto;

(C) salvo;

(D) e no;

(E) se.

561. ... discorrer diante de um polvo.; esse segmento do texto representa uma tarefa:

(A) trabalhosa;

(B) intil;

(C) frutfera;

(D) temerosa;

(E) destemida.

TEXTO.

FAMLIA.

Na cabeceira da mesa, a toalha manchada de coca-cola, o bolo desabado, ela era a me. A aniversariante piscou. Eles se mexiam agitados, rindo, a sua famlia. E ela era a me de todos. E se de repente no se ergueu, como um morto se levanta devagar e obriga mudez e terror aos vivos, a aniversariante ficou mais dura na cadeira, e mais alta. Ela era a me de todos. E como a presilha a sufocasse, ela era a me de todos e, impotente cadeira, desprezava-os. E olhava-os piscando. Todos aqueles seus filhos e netos e bisnetos que no passavam de carne de seu joelho, pensou de repente como se cuspisse. Rodrigo, o neto de sete anos, era o nico a ser a carne de seu corao, Rodrigo, com aquela carinha dura, viril e despenteada. Cad Rodrigo? Rodrigo com olhar sonolento e intumescido naquela cabecinha ardente, confusa. Aquele seria um homem. Mas, piscando, ela olhava os outros, a aniversariante. Oh o desprezo pela vida que falhava. Como?! como tendo sido to forte pudera dar luz aqueles seres opacos, com braos moles e rostos ansiosos? Ela, a forte, que casara em hora e tempo devidos com um bom homem a quem, obediente e independente, ela respeitara; a quem respeitara e que lhe fizera filhos e lhe pagara os partos e lhe honrara os resguardos. O tronco fora bom. Mas dera aqueles azedos e infelizes frutos, sem capacidade sequer para uma boa alegria. Como pudera ela dar luz aqueles seres risonhos, fracos, sem austeridade? O rancor roncava no seu peito vazio. Uns comunistas, era o que eram; uns comunistas. Olhou-os com sua clera de velha. Pareciam ratos se acotovelando, a sua famlia. Incoercvel, virou a cabea e com fora insuspeita cuspiu no cho. Mame! gritou mortificada a dona da casa. - Que isso, mame! gritou ela, passada de vergonha, e no queria sequer olhar os outros, sabia que os desgraados se entreolhavam vitoriosos como se coubesse a ela dar educao velha, e no faltaria muito para dizerem que ela j no dava mais banho na me, jamais compreenderiam o sacrifcio que ela fazia. - Mame, que isso! disse baixo, angustiada. - A senhora nunca fez isso! Acrescentou alto para que todos ouvissem, queria se agregar ao espanto dos outros, quando o galo cantar pela terceira vez renegars tua me. Mas seu enorme vexame suavizou-se quando ela percebeu que eles abanavam a cabea como se estivessem de acordo que a velha no passava agora de uma criana. - Ultimamente ela deu pra cuspir, terminou ento confessando contrita para todos.

562. Assinale a alternativa que NO condiz com o texto.

a) Algumas reflexes da protagonista denunciam uma viso machista quanto ao comportamento da mulher na famlia.

b) Embora haja uma livre associao de idias aparentemente desconexas, a protagonista consegue estabelecer com propriedade a dicotomia aparncia X essncia.

c) Abandonada pelo narrador, a personagem central entrega-se ao monlogo interior, resultando disso um feitio frasal catico tanto no plano da expresso quanto no plano do contedo.

d) Percebe-se uma reflexo sobre o papel do idoso em nossa sociedade, na medida em que se apresenta a matriarca reacionria, inconformada com a mediocridade da sua famlia.

563. correto dizer que em Famlia:

a) aparecem em igual proporo denotao e conotao; a primeira, nas reflexes da protagonista; e a segunda, na fala do narrador.

b) h predomnio da linguagem denotativa, pois a interpretao do texto depende de cada leitor e das experincias pessoais de cada um.

c) predomina a linguagem objetiva, estabelecendo uma comunicao eficaz e informativa, que privilegia a forma em detrimento do contedo.

d) prevalece a linguagem conotativa, utilizada a partir de uma viso pessoal da protagonista, que faz uso de comparaes para caracterizar alguns membros de sua famlia.

564. Descartando-se qualquer considerao relativa liberdade artstica, pode-se dizer que falta uma vrgula preconizada pela norma culta da lngua em:

a) (...) quando o galo cantar pela terceira vez renegars tua me.

b) (...) no faltaria muito para dizerem que ela j no dava mais banho na me (...)

c) Mas seu enorme vexame suavizou-se quando ela percebeu que eles abanavam a cabea (...)

d) (...) sabia que os desgraados se entreolhavam vitoriosos como se coubesse a ela dar educao velha (...)

565. As formas verbais respeitara, fizera, pagara e honrara tm como equivalentes, respectivamente:

a) respeitou, fez, pagou e honrou.

b) respeitava, fazia, pagava e honrava.

c) tinha respeitado, havia feito, havia pago e tinha honrado.

d) tivesse respeitado, houvesse feito, houvesse pago e tivesse honrado.

566. Aponte o par de frases do texto em que determinadas palavras tm a mesma funo sinttica.

a) E olhava-os piscando.

(...) a aniversariante ficou mais dura na cadeira (...)

b) Oh o desprezo pela vida que falhava.

(...) pudera (ela) dar luz aqueles seres opacos (...)

c) Olhou-os com sua clera de velha.

- Que isso, mame! gritou ela passada de vergonha (...)

d)(...) terminou ento confessando contrita para todos.

Eles se mexiam agitados, rindo, a sua famlia.

567.O rancor roncava no seu peito vazio.

(...) quando o galo cantar pela terceira vez renegars tua me.

Ocorrem nessas frases, respectivamente, as figuras de linguagem:

a) ironia e perfrase.

b) aliterao e aluso.

c) onomatopia e pleonasmo.

d) personificao e preterio.

568. Observe estes excertos:

I. - Que isso, mame! gritou ela, passada de vergonha, e no queria sequer olhar os outros, sabia que os desgraados se entreolhavam vitoriosos como se coubesse a ela dar educao velha, e no faltaria muito para dizerem que ela j no dava mais banho na me (...)

II. O tronco fora bom. Mas dera aqueles azedos e infelizes frutos, sem capacidade sequer para uma boa alegria. Como pudera ela dar luz aqueles seres risonhos, fracos, sem austeridade? O rancor roncava no seu peito vazio.

Ocorrem nos dois textos, sucessivamente:

a) discurso direto, discurso indireto e discurso direto.

b) discurso indireto, discurso direto e discurso indireto livre.

c) discurso direto, discurso indireto e discurso indireto livre.

d) discurso indireto, discurso indireto livre e discurso indireto livre.

569. Em relao a encontros voclicos e consonantais, correto afirmar que as palavras aniversariante, austeridade e compreenderiam contm, respectivamente:

a) ditongo; hiato e encontro consonantal; hiato e hiato.

b) hiato; ditongo e encontro consonantal; ditongo, hiato e ditongo.

c) encontro consonantal e hiato; hiato; encontro consonantal, hiato e ditongo.

d) encontro consonantal e hiato; ditongo e encontro consonantal; encontro consonantal, hiato e ditongo.

570. Marque a alternativa que ordena as frases abaixo, formando um pargrafo coerente e coeso, respeitando as relaes expressas entre parnteses.

I. ainda existisse Rodrigo, com aquela carinha dura e viril (oposio, por subordinao, ao pensamento principal)

II. fora forte, impetuosa e austera (atributo do sujeito de III)

III. ela desprezava todos aqueles seus azedos e infelizes frutos (idia principal)

IV. seria a nica carne de seu corao (atributo do sujeito de I)

a) Ela que fora forte, impetuosa e austera desprezava todos aqueles seus azedos e infelizes frutos, contudo ainda existisse Rodrigo, que seria a nica carne de seu corao, com aquela carinha dura e viril.

b) Ela fora forte impetuosa e austera e desprezava todos aqueles seus azedos e infelizes frutos, ainda que existisse Rodrigo que seria a nica carne de seu corao, com aquela carinha dura e viril.

c) Ela, que fora forte, impetuosa e austera, desprezava todos aqueles seus azedos e infelizes frutos, embora ainda existisse Rodrigo, que seria a nica carne de seu corao, com aquela carinha dura e viril.

d) Se bem que ainda existisse Rodrigo, que seria a nica carne de seu corao, com aquela carinha dura e viril, ela desprezava todos aqueles seus azedos e infelizes frutos, embora tivesse sido forte, impetuosa e austera.

TEXTO.

A dificuldade de criar regimes democrticos em pases rabes decorre de fatores histricos e culturais, mas se agrava hoje em dia em razo de dois aspectos. De um lado, existe um estado permanente de beligerncia, pela vizinhana com Israel, o que tende a concentrar o poder nas mos de um lder ou de um grupo. O constante clima de guerra, alm do mais, torna prioridade o fortalecimento do Exrcito, do servio de inteligncia, da polcia secreta, da guarda nacional, instituies que tambm servem para conter aspiraes populares malvistas pelos dirigentes. De outro lado, a comunidade rabe dividida pela glria e pela desgraa do petrleo. Quem tem senta-se sobre ele. Quem no tem usa sua influncia junto aos pases ricos em petrleo para garantir investimentos e ajuda externa. Assim, tanto os com-petrleo quanto os sem-petrleo, excessivamente amarrados dependncia do capital externo, tendem a ignorar as demandas internas por maior participao popular.

571. O texto apresenta como tema principal o(a):

A) clima de violncia que impera nos pases rabes.

B) dificuldade de implantar a democracia em pases rabes.

C) diviso dos pases rabes pela glria e pela desgraa do petrleo.

D) dependncia de pases rabes ao capital estrangeiro.

E) estratgia de manuteno do poder nos pases rabes.

572. De acordo com o texto, causa de um estado permanente de beligerncia nos pases rabes o(a):

A) concentrao do poder nas mos de um lder ou de um grupo.

B) fortalecimento de instituies que servem para conter aspiraes populares.

C) vizinhana com Israel.

D) diviso da comunidade rabe pela glria e pela desgraa do petrleo.

E) auto-suficincia dos com-petrleo.

573. A propsito do texto, afirma-se:

I. Os sem-petrleo so mais sensveis que os com-petrleo aos apelos da populao rabe por uma maior participao poltica.

II. A diviso dos pases rabes entre os que tm e os que no tm petrleo alimenta-lhes o interesse pela democracia.

III. O fato de que uns tm petrleo, e outros no, agrava entre os pases rabes a dificuldade de criar regimes democrticos.

Das afirmaes acima, est(o) correta(s) apenas:

A) I.

B) II.

C) III.

D) I e II.

E) I e III.

574. Considere os fragmentos:

I. ''...decorre de fatores histricos e culturais, mas se agrava hoje em dia em razo de dois aspectos.''

II. ''....o que tende a concentrar o poder nas mos de um lder ou de um grupo.''

III. ''Quem no tem usa sua influncia junto aos pases ricos em petrleo para garantir investimentos e ajuda externa.''

Os termos neles grifados tm, respectivamente, valor:

A) opositivo, aditivo e modal.

B) concessivo, alternativo e locativo.

C) adversativo, explicativo e final.

D) opositivo, alternativo e final.

E) adversativo, alternativo e consecutivo.

575. A construo ''Quem tem senta-se sobre ele.'' sugere, nos pases que possuem o petrleo, uma atitude de:

A) ganncia e insatisfao.

B) tolerncia e resignao.

C) vigilncia e comodismo.

D) orgulho e generosidade.

E) humildade e temor.

576. Apresentam hiato todos os vocbulos da alternativa:

A) criar/ pases/ prioridade.

B) criar/ razo/ inteligncia.

C) pases/ mos/ vizinhana.

D) instituies/ prioridade/ aspiraes.

E) inteligncia/ petrleo/ beligerncia.

577. No fragmento: ''A dificuldade de criar regimes democrticos em pases rabes decorre de fatores histricos e culturais, mas se agrava hoje em dia em razo de dois aspectos.'', pertencem mesma classe gramatical as palavras:

A) de/mas.

B) de/em.

C) hoje/dois.

D) dificuldade/rabes.

E) democrticos/fatores.

578. S NO ocorre dgrafo nas palavras da alternativa:

A) decorre/glria/vizinhana.

B) assim/garantir/permanente.

C) criar/clima/glria.

D) decorre/assim/glria.

E) vizinhana/clima/permanente.

579. Considere o trecho: ''A dificuldade de criar regimes democrticos em pases rabes decorre de fatores histricos e culturais, mas se agrava hoje em dia em razo de dois aspectos.'' Segundo a norma culta da lngua, outra forma correta de pontu-lo seria:

A) ''A dificuldade de criar regimes democrticos, em pases rabes decorre de fatores histricos e culturais, mas se agrava hoje em dia em razo de dois aspectos.''

B) ''A dificuldade de criar regimes democrticos em pases rabes decorre de fatores histricos e culturais, mas se agrava hoje em dia em razo, de dois aspectos.''

C) ''A dificuldade de criar regimes democrticos em pases rabes decorre, de fatores histricos e culturais, mas se agrava hoje em dia em razo de dois aspectos.''

D) ''A dificuldade de criar regimes democrticos em pases rabes decorre de fatores, histricos e culturais, mas se agrava hoje em dia em razo de dois aspectos.''

E) ''A dificuldade de criar regimes democrticos, em pases rabes, decorre de fatores histricos e culturais, mas se agrava hoje em dia em razo de dois aspectos.''

TEXTO.

DISSO QUE O BRASIL PRECISA.

O grau de maturidade econmica de uma sociedade pode ser aferido com a ajuda de ndices conhecidos, como o produto interno bruto do pas. O estgio de maturidade poltica tambm conta com alguns indicadores. Um deles a ocorrncia seqenciada de eleies livres, sem sustos nem sobressaltos. E como descobrir o grau de maturidade social de uma nao? ndices que medem a violncia e a criminalidadeso teis para a avaliao. Mas de um tempo para c surgiu um dado novo: a taxa de envolvimento das pessoas com o trabalho social. No que a filantropia seja novidade ou inveno moderna. Mas a onda do bem tornou-se um fenmeno especialmente notvel nos ltimos trinta anos.

Nos pases mais civilizados, a presena da filantropia, tambm chamada de terceiro setor, mais perceptvel. Nas naes menos desenvolvidas socialmente, o trabalho voluntrio mais embrionrio. O Brasil est num meiotermo. Do ponto de vista do resultado financeiro, est entre os pases que menos investem no social. Mas, quando se analisa o voluntariado pelo exrcito envolvido, alguma coisa espantosa est acontecendo. H milhes de brasileiros dedicando-se a tarefas sociais (...).

580. Indique a alternativa que, sem contrariar a norma culta e o sentido, pode substituir o ttulo do texto.

A) disso de que o Brasil necessita.

B) isso de que o Brasil exige.

C) isso de que o Brasil carece.

D) disso que o Brasil requer.

E) disso a que o Brasil aspira.

581. Da leitura do texto, depreende-se que o pronome isso,do ttulo, aponta para:

A) o grau de maturidade social de uma comunidade.

B) a ocorrncia seqenciada de eleies livres.

C) grau de maturidade econmica de uma nao.

D) o envolvimento das pessoas no trabalho social.

E) a eliminao da distncia entre ricos e pobres.

582. Reescrevendo o trecho: ''O grau de maturidade econmica de um povo pode ser aferido ...'', de acordo com a norma culta e mantendo o sentido, obtm-se:

A) possvel o auferir...

B) Se pode lhe avaliar...

C) Pode-se inferi-lo...

D) exeqvel examinar-lhe...

E) possvel estim-lo...

583. A preposio com na expresso ''com a ajuda de ndices conhecidos'' possui idia de:

A) companhia.

B) instrumento.

C) causa.

D) concesso.

E) dvida.

584. Observe a frase:

''ndices que medem a violncia e a criminalidade so teis para a avaliao''.

Passando-se avaliao para o plural, mantendo-se o sentido original e obedecendo-se norma culta, o termo destacado poder ser substitudo por:

A) adequados s avaliaes.

B) desnecessrios as avaliaes.

C) convenientes com as avaliaes.

D) imprestveis s avaliaes.

E) aproveitveis as avaliaes.

585. Em lugar de filantropia poderia, no texto, figurar:

A) antropofobia.

B) humanidade.

C) humanismo.

D) humanitarismo.

E) misantropia.

586. Em ''Nos pases mais civilizados, (...) a presena da filantropia (...) mais perceptvel.'', depreende-se um julgamento de valor, segundo o qual o Brasil no compe o grupo desses pases. De acordo com o texto, pode-se contrapor a essa assero:

A) o nmero de voluntrios do trabalho social.

B) o acanhado investimento financeiro no social.

C) o surgimento do voluntariado nessas naes.

D) a presena, nesses pases, do terceiro setor.

E) a atuao do terceiro setor em tais pases.

587. Antepostos ou pospostos a outros, alguns vocbulos podem sofrer alterao de sentido, como ocorre, por exemplo, com novo: novo escrivo e escrivo novo. Indique a alternativa em que se manifesta um desses vocbulos.

A) O estgio de maturidade econmica tambm conta com bons indicadores.

B) No que a filantropia seja novidade ou inveno moderna.

C) (...) alguma coisa espantosa est acontecendo.

D) (...) est entre os pases que menos investem socialmente.

E) (...) a onda do bem tornou-se um fenmeno especialmente notvel.

588. Em ''ndices que medem a violncia e a criminalidade so teis...'', o termo destacado poder, sem prejuzo do sentido e com a necessria adequao sinttica, ser substitudo por:

A) mensurveis.

B) incomensurveis.

C) mensurais.

D) dimensveis.

E) mensuradores.

TEXTO.

A terceira revoluo industrial no ocorre no campo da indstria para depois, por irradiao, ir-se propagando pelos demais setores econmicos da sociedade, at revolucionar seu modo de vida como um todo, como foi a caracterstica das revolues anteriores. Antes de tudo, ela uma transformao que ocorre no campo do pensamento e no tanto no dos objetos. Surge primeiro no mundo da pesquisa tecnocientfica para da, ento, implantar-se de forma generalizada nos demais setores do sistema econmico e da vida social. Ela , fundamentalmente, uma revoluo informtica.

589. Em relao ao texto, assinale a opo incorreta.

a) A palavra irradiao est sendo utilizada no texto com o sentido de ao que se transmite de um centro para as partes perifricas.

b) O pronome seu concorda com modo de vida e refere-se a sociedade.

c) Estaria gramaticalmente correta a seguinte redao: e no apenas no campo dos objetos.

d) Em implantar-se, a eliminao do pronome encltico mantm a correo sinttica do perodo.

TEXTO.

Existem hoje no Pas cerca de 3,8 milhes de computadores conectados Internet. _____1_______ o ritmo atual de crescimento, esse nmero dobrar em menos de quatro anos, podendo comprometer a velocidade e a qualidade das conexes e esgotar em pouco tempo o potencial de ingresso de novos usurios.

O programa Sociedade da Informao tem como um de seus objetivos evitar ___2_____ esgotamento e contribuir para a reduo das desigualdades sociais e regionais. Para isso, pretende ___3_____ o uso do computador em todo o territrio nacional e criar condies para que o maior nmero de brasileiros ___4___ acessar a Internet.

O programa inclui as Redes Metropolitanas de Alta Velocidade (Remavs), que j ___5____ implantadas por projetos pilotos em 14 cidades brasileiras.

Nessa etapa, o Ministrio da Cincia e Tecnologia e o Ministrio da Educao tero interligado na rede todas as instituies federais de ensino superior e institutos de pesquisa do pas.

590. Assinale a opo em que uma das sugestes incorreta para o preenchimento coeso e coerente da lacuna correspondente.

a) 1. Se for mantido / Caso seja mantido

b) 2. esse / tal

c) 3. disseminar / difundir

d) 4. possa / chega a

e) 5. vm sendo / esto sendo

TEXTO.

591. Leia o texto e marque a afirmao incorreta.

A cincia e o processo cientfico no constituem __1__ nica forma de obteno do conhecimento. Alm da experincia cotidiana, constituindo __2__ base cultural, __3__ os saberes reflexivos da filosofia. Apenas o simples processo experimental da cincia no conduz __4__ sabedoria: necessrio submeter os seus resultados __5__ elaborao filosfico-conceitual, __6__ preceitos ticos, para torn-los verdadeiramente humanos.

a) As lacunas 1 e 2 devem ser preenchidas com a, artigo feminino singular.

b) Na lacuna 3 correto colocar h, pois o verbo haver, quando utilizado no sentido de existir, impessoal.

c) Duas opes, a e , podem ser utilizadas indistintamente na lacuna 4, uma vez que conferem sentido idntico ao perodo.

d) Estaria correto preencher a lacuna 5 com .

e) A estrutura sinttica do perodo admite que a lacuna 6 seja preenchida com aos.

592. Assinale a opo em que a redao sugerida para o fragmento est correta, coesa e coerente.

a) Diante da velocidade que ocorrem s transformaes no setor de software, principalmente quanto aos curtos ciclos de tecnologia observados e rpida evoluo dos produtos, entende-se de que no basta um profissional bem formado. preciso promover, regularmente, em termos de conhecimentos, sua atualizao.

b) Quanto a curtos ciclos de tecnologia observados e a rpida evoluo dos produtos, diante da velocidade que ocorrem as transformaes no setor de software, entende que no basta um profissional bem formado. Promover, regularmente, sua atualizao em termos de conhecimentos, preciso.

c) Diante da velocidade com que ocorrem as transformaes no setor de software, principalmente no que se refere aos curtos ciclos de tecnologia e rpida evoluo dos produtos, entende-se que no basta um profissional bem formado. preciso promover, regularmente, sua atualizao em termos de conhecimentos.

d) No setor de software, diante da velocidade em que ocorrem as transformaes, tanto quanto aos curtos ciclos de tecnologia observados e a rpida evoluo dos produtos, entendem-se que no basta um profissional bem formado. Regularmente, preciso promover sua atualizao em termos de conhecimento.

e) Ocorrem transformaes com velocidade no setor de software, no que se refere aos curtos ciclos de tecnologia observados e a rpida evoluo dos produtos, entende-se de que no basta um profissional bem formado. preciso promoverem, regularmente, suas atualizaes em termos de conhecimentos.

593. Os fragmentos abaixo constituem um texto, mas esto desordenados. Numere os itens quanto sua ordenao coesa e coerente e assinale a opo correspondente:

( ) O espao aberto para a participao dos empregados na construo dessa atmosfera constitudo por meio de reunies de trabalho, adoo de equipes, programas de sugestes e pesquisa de satisfao.

( ) Conseqentemente, as empresas, tanto quanto promover tal atualizao de seus profissionais em termos de conhecimento, procuram estabelecer uma atmosfera em que as relaes pessoais, o acesso s informaes e o esprito de equipe sejam valorizados.

( ) Entretanto, a partir dos anos 80, quase meio sculo passado desde que o controle estatstico de qualidade comeou a ser implantado nas empresas, vem-se consolidando o interesse pela qualidade dos servios associados e pelo comportamento humano.

( ) Por volta dos anos 30, o que importava para as empresas era a produo e a reduo da quantidade de peas defeituosas.

( ) Assim, alm de questes diretamente relacionadas a ganhos financeiros, os empresrios vm cuidando da qualidade tcnica, dos padres de seus produtos e servios, e tambm da qualificao dos trabalhadores.

a) 3, 2, 1, 4, 5

b) 5, 4, 2, 1, 3

c) 2, 3, 4, 5, 1

d) 1, 5, 3, 2, 4

e) 4, 1, 5, 3, 2

594. Quanto estrutura sinttica dos perodos, assinale a opo correta.

a) A busca da competitividade da indstria brasileira de software e outros produtos passam, necessariamente, pelo alcance de padres internacionalmente aceitos de qualidade e produtividade de seus produtos e servios.

b) As pesquisas de satisfao, o registro e o acompanhamento das reclamaes dos clientes revestem-se de importncia proporo que os dados coletados so utilizados pelas empresas na reviso de seus projetos ou na especificao de novos produtos ou servios.

c) As pesquisas diretas junto em empresas que desenvolvem software no Brasil vm sendo realizadas com o objetivo de acompanhar a evoluo desse setor quanto aspectos do planejamento estratgico, sistemas da qualidade e certificao para a qualidade dos produtos.

d) Estratgias e aes propostas a luz de diagnsticos objetivos e fidedignos representam uma base slida para a promoo da competio internacional dos produtos e servios brasileiros, no momento que as economias mundiais passam por processos de globalizao.

e) A contabilizao de custos da qualidade est associada a ferramentas de maior complexidade, que se adaptam principalmente sistemas da qualidade em fase relativamente madura.

Nas questes 595 e 596, assinale a opo que corresponde a erro gramatical, ortogrfico ou relativo propriedade vocabular no texto.

595. Planos e metas no devem ser estabelecidos para serem(1) esquecidos, pois so dinmicos e exigem aperfeioamentos e mudanas contnuos(2). Um grande nmero de empresrios j reconhece(3) que investimentos em qualidade produzem resultados extremamente positivos; no fazer nada que custa caro, de tal modo que os prejuzos causados pela imagem de uma empresa associada em(4) m qualidade podem ser(5) incalculveis. No entanto, apenas 6% das empresas mantinham em 1997 contabilidade de custos da qualidade de forma sistemtica.

a) 1

b) 2

c) 3

d) 4

e) 5

596. A economia mundial passa por processos de globalizao e pela liberalizao dos mercados, as quais(1) exigem o crescimento e a modernizao da indstria e da prestao de servios, com base(2) no s na inovao e incorporao de novas tecnologias, mas(3) na capacidade gerencial das empresas, que(4) devem promover a competio de forma agressiva e em(5) crescentes nveis de qualidade e produtividade.

a) 1

b) 2

c) 3

d) 4

e) 5

597. Em relao pontuao, assinale a opo correta.

a) O Programa Sociedade da Informao foi concebido, pelo Ministrio da Cincia e Tecnologia para preparar a nova gerao de redes, e viabilizar, assim, um novo estgio de evoluo da Internet e suas aplicaes no pas.

b) Constitui um conjunto de iniciativas que prev aes dos governos federal, estaduais, municipais, junto com a iniciativa privada, tanto na capacitao de pessoal para pesquisa, e desenvolvimento quanto na garantia de servios avanados de comunicao e informao.

c) Faz parte do Plano Plurianual 2000-2004, com investimentos previstos de R$ 3,4 bilhes, e tem o objetivo de colocar o pas em condies de operar a Internet com todos os requisitos tcnicos; j existentes nos pases mais avanados, tanto no que diz respeito velocidade de transmisso de dados, quanto a novos servios e aplicaes.

d) Sua meta criar, nos prximos quatro anos as bases para que aumente substancialmente a participao da economia da informao no Produto Interno Bruto (PIB) hoje estimada em dez por cento, tornando as empresas mais competitivas no mercado internacional.

e) Esto sendo feitas articulaes e firmadas parcerias que envolvem o governo, a iniciativa privada e o terceiro setor (entidades que prestam servios sociedade, sem objetivar lucro). A indstria e as empresas brasileiras devero ser os setores mais beneficiados da sociedade.

TEXTO.

598. Para que o fragmento de texto abaixo respeite as regras de regncia da norma culta, assinale a opo que preenche corretamente as lacunas na ordem indicada.

Desde julho de 2000 a revista BANCO HOJE vem estimulando debate em torno das transformaes que envolvem _____ implementao do SPD. O esforo empreendido muito inferior ______ vantagens no que diz respeito ____evoluo do sistema financeiro nacional e _____ oportunidades de integrao com o mercado global.

a) - as - - s

b) a - s - a - s

c) - s - - as

d) a - s - - s

e) a - s - a - as

599. Assinale a opo incorreta a respeito das estruturas lingsticas do texto abaixo.

Temos uma legislao processual com dispositivos que permitem ao devedor, a pretexto de questionar uma clusula contratual ou uma garantia dada em uma operao, deixar de pagar o principal. O que isso traz de conseqncia? Traz um aumento muito grande de inadimplncia, que se traduz em um aumento de custo para o tomador. O prejuzo operacional sofrido pela instituio financeira, em decorrncia dessa inadimplncia, faz com que os bons pagadores acabem arcando com parte dessa conta, suportando uma taxa de juro maior e at desestimulando outros tomadores, que gostariam de expandir ou crescer seus empreendimentos com apoio no crdito.

a) A forma verbal Temos, ao iniciar o texto, indica que autor e leitores partilham a situao que vem descrita a seguir.

b) A orao deixar de pagar o principal, apesar de no ter sujeito gramatical, refere-se semanticamente a devedor.

c) O pronome que refere-se a inadimplncia e constitui o sujeito da orao em que ocorre.

d) A orao reduzida sofrido pela instituio financeira corresponde idia que tambm pode ser expressa pela orao que a instituio financeira sofreu.

e) dessa inadimplncia constitui o sujeito da orao que tem como predicado faz.

600. Assinale a opo em que o termo sublinhado apresenta incorreo gramatical.

No Mxico e no Chile, persistem expectativas de que a distenso(1) caracterstica de suas polticas monetrias contribuam(2) para a sustentao do nvel de atividade. Na Argentina, a operao de troca da dvida exerceu efeitos favorveis sobre a percepo dos investidores, mas ainda persistem(3) as incertezas em relao capacidade de retomada do crescimento econmico, para o qual(4) no contribuir o perfil retrativo(5) da poltica fiscal.

a) 1

b) 2

c) 3

d) 4

e) 5

601. Assinale a opo que apresenta pontuao incorreta.

a) O ritmo de atividade econmica permaneceu robusto ao longo do primeiro trimestre de 2001 - perodo no qual a economia brasileira cresceu 4,13% em relao ao mesmo perodo do ano passado.

b) Entre os setores do PIB destaca-se o crescimento da indstria: 5,09% em relao ao primeiro trimestre de 2000. Por outro lado, a agropecuria, na mesma base de comparao, cresceu apenas 1,82%, ou seja, menos que o esperado.

c) O setor de servios - que representa aproximadamente 60% do PIB - registrou crescimento de 2,76% em relao ao mesmo perodo, do ano passado.

d) O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica tambm divulgou nova estimativa para o PIB de 2000, com crescimento de 4,46%, revisando para cima a estimativa anterior de 4,20%.

e) No entanto, a piora acentuada dos cenrios econmico e poltico internos desde a ltima anlise - com o surgimento de novos fatores de incerteza - tende a reduzir a taxa de crescimento do PIB em 2001.

602. Assinale a opo em que o trecho transcrito apresenta pontuao correta.

a) Aplicativos que visam consolidar notcias e informaes internas e externas sobre as instituies, calcular e acompanhar os limites operacionais e a concentrao das aplicaes (maiores devedores) e das captaes (maiores depositantes) ainda encontram-se em fase de desenvolvimento.

b) Tais sistemas possibilitam o acesso a dados contbeis com o intuito de diagnosticar situaes de anormalidade; ou de risco, e acompanhar, tanto individualmente como de forma comparativa o comportamento das instituies com base em indicadores econmico-financeiros.

c) Outros sistemas aplicativos permitem tambm, obter informaes relativas ao cadastro de instituies e de pessoas fsicas que atuem, na condio de administradores no Sistema Financeiro Nacional, e movimentao das reservas bancrias e operaes de emprstimos de liquidez.

d) Permitem tambm, obter informaes quanto: ao registro e controle do trnsito de processos; s taxas e ndices praticados ou utilizados pelo mercado e ao controle de ocorrncias, de irregularidades praticadas por instituio financeira.

e) Com base no Sistema de Informaes do Banco Central, cujo uso franqueado s instituies do Sistema Financeiro Nacional; a fiscalizao utiliza intensivamente inmeras informaes atravs de diversos sistemas aplicativos.

603. Os trechos a seguir constituem um texto. Assinale a opo que apresenta erro de regncia.

a) Desde abril, j possvel perceber algum decrscimo da atividade econmica, com queda da produo de bens de consumo durveis, especialmente eletrodomsticos, e do faturamento real do comrcio varejista.

b) Apesar da queda da inflao em maio, esperase acelerao no terceiro trimestre, fenmeno igual ao observado nos dois ltimos anos, em decorrncia da concentrao de aumentos dos preos administrados.

c) Os principais focos de incerteza em relao s perspectivas para a taxa de inflao nos prximos anos referem-se a evoluo do preo internacional do petrleo, o comportamento dos preos administrados domsticos e o ambiente econmico externo.

d) Desde maio, porm, entraram em foco outros fatores: o racionamento de energia eltrica, a intensificao da instabilidade poltica interna e a depreciao acentuada da taxa de cmbio.

e) A mais nova fonte de incerteza o choque derivado da limitao de oferta de energia eltrica no Pas, pois h grande dificuldade em se avaliar seus efeitos com o grau de preciso desejvel.

604. Assinale a opo em que o trecho foi transcrito com erro de concordncia verbal.

a) Antes da criao do Banco Central, as autoridades monetrias brasileiras eram a Superintendncia da Moeda e do Crdito - SUMOC, o Banco do Brasil - BB e o Tesouro Nacional que, em conjunto, exerciam funes tpicas de um banco central, paralelamente ao desempenho de suas atribuies prprias.

b) A SUMOC, criada com a finalidade de exercer o controle monetrio e preparar a organizao de um banco central, fixava os percentuais de reservas obrigatrias dos bancos, as taxas do redesconto e da assistncia financeira de liquidez, bem como os juros sobre depsitos bancrios.

c) Alm de receberem os depsitos compulsrios e voluntrios dos bancos comerciais, o Banco do Brasil, por sua vez, desempenhava as funes de controlador das operaes de comrcio exterior, executor de operaes cambiais em nome de empresas pblicas e do Tesouro Nacional, executor das normas estabelecidas pela SUMOC e pelo Banco de Crdito Agrcola, Comercial e Industrial.

d) O Tesouro Nacional era o rgo emissor de papel-moeda, cujo processamento, por ser complexo, acabava envolvendo diversos rgos do governo. No ato da criao do Banco Central, no entanto, no ocorreu o seu completo aprimoramento institucional.

e) Embora o Tesouro Nacional fosse o banco emissor, realizava as emisses em funo das necessidades do Banco do Brasil e no detinha com exclusividade os depsitos das instituies financeiras, que recolhiam suas reservas voluntrias ao Banco do Brasil, alm de diversas outras disfunes.

605. Assinale a opo em que a regncia est de acordo com as regras da norma culta.

a) As funes de autoridade monetria foram sendo transferidas progressivamente do Banco do Brasil para o BC, enquanto as atividades atpicas exercidas por esse ltimo, como as relacionadas ao fomento e administrao da dvida pblica federal, foram transferidas para o Tesouro Nacional.

b) A Constituio de 1988 consagra dispositivos importantes para a atuao do BC, como ao do exerccio exclusivo da competncia da Unio para emitir moeda e o da necessidade de aprovao prvia pelo Senado Federal, em votao secreta, aps argio pblica, dos designados pelo Presidente da Repblica para os cargos de presidente e diretores.

c) A Constituio vedou o BC a concesso direta ou indireta de emprstimos ao Tesouro Nacional. A Constituio de 1988 prev ainda, em seu artigo 192, a elaborao de Lei Complementar do Sistema Financeiro Nacional, que dever substituir a Lei 4.595, abrangendo vrios e importantes aspectos da estruturao e atuao do Banco Central.

d) Em 1998 o Banco Central retomou o processo de Planejamento Institucional, com realizao de um encontro de planejamento ao nvel estratgico, contando pela participao do Presidente e diretores, e de encontros de planejamento no nvel ttico, que contaram com a participao do corpo gerencial das unidades especial, centrais e regionais.

e) No encontro ao nvel estratgico foram definidos a misso do Banco, seus macroprocessos e os objetivos estratgicos para o horizonte de trs anos, alm das diretrizes balizadoras das aes para assegurar estabilidade do poder de compra da moeda nacional.

606. Assinale a opo em que o texto foi transcrito com erro gramatical.

a) Para praticar a poltica monetria atravs das reservas compulsrias, a autoridade monetria exige que algumas instituies financeiras especificamente bancos comerciais, bancos mltiplos com carteira comercial e caixas econmicas sejam obrigadas a manter uma parcela de seus recursos no Banco Central, constituindo as reservas bancrias compulsrias.

b) Essa prtica universal impede que as instituies financeiras receptoras de depsitos possam emprestar recursos ao pblico indefinidamente, exigindo que os depsitos sejam um mltiplo de seus encaixes denominados reservas obrigatrias e reservas voluntrias.

c) Os recolhimentos compulsrios sobre depsitos e os recursos em trnsito de terceiros, depsitos sob aviso, cobrana e arrecadao de tributos e cheques administrativos representa o mais tradicional instrumento de poltica monetria, no que diz respeito modificao estrutural que provocam no nvel global das reservas bancrias.

d) Esse instrumento decorre da exclusiva capacidade de criar moeda escritural que tm as instituies financeiras captadoras de recursos ao conceder crdito em conta-corrente a seus clientes.

e) Ao realizar crdito em conta-corrente, uma instituio bancria cria meios de pagamento que, ao serem utilizados pelo tomador de crdito, geram depsito em outra instituio financeira, que passa a dispor da capacidade de gerar novo crdito a outro cliente, e assim por diante.

TEXTO.

O SONO QUE MATA A FOME E ECONOMIZA ENERGIA.

A hibernao um estado de entorpecimento completo ou parcial a que esto sujeitas certas espcies animais no inverno. Quando hibernam, esses animais passam por uma espcie de sono letrgico, no qual se mantm completamente imveis, privando-se de alimentos e diminuindo a intensidade de sua respirao e circulao sangnea. (....) A explicao para isso que, durante o inverno, os alimentos so escassos e a diminuio dos processos normais de metabolismo e crescimento economizam energia e evitam que os animais tenham de procurar por comida. (....)

607. Quanto ao ttulo dado ao texto, podemos dizer que:

(A) se centraliza nos efeitos do sono sobre os animais que hibernam;

(B) discute apenas um dos aspectos abordados no texto;

(C) bastante breve, j que se trata somente de um apelo leitura;

(D) apresenta a hibernao sob os lados positivo e negativo;

(E) adequado j que o sono, de fato, mata a fome.

608. Hibernao est para inverno, considerados os vrios aspectos de sua formao, como:

(A) crescimento est para crescer;

(B) diminuio est para diminuir;

(C) mensal est para ms;

(D) liberdade est para livre;

(E) animao est para alma.

609. O texto comea por uma definio do termo hibernao; toda definio deve comear por um termo geral, seguido das especificidades que individualizam o termo geral. So, respectivamente, termo geral e especificidades:

(A) estado / de entorpecimento completo ou parcial a que esto sujeitas certas espcies animais no inverno;

(B) entorpecimento / completo ou parcial;

(C) estado de entorpecimento / completo ou parcial a que esto sujeitas certas espcies animais no inverno;

(D) estado de entorpecimento completo ou parcial / a que esto sujeitas certas espcies animais no inverno;

(E) entorpecimento completo ou parcial / a que esto sujeitas certas espcies animais no inverno.

610. ...entorpecimento completo ou parcial...; a relao semntica existente entre os adjetivos completo e parcial repete-se em:

(A) inverno e vero;

(B) tranqilo e agitado;

(C) paralisados e imveis;

(D) branco e claro;

(E) amarelo e amarelado.

611. Os vocbulos que NO possuem formao completamente idntica so:

(A) hibernao / entorpecimento;

(B) parcial / letrgico;

(C) explicao / diminuio;

(D) intensidade / completamente;

(E) sangnea / normais.

612. A hibernao um estado de entorpecimento completo ou parcial a que esto sujeitas certas espcies animais no inverno.; o comentrio correto a respeito desse segmento do texto :

(A) a ordem direta da segunda orao, substituindo-se que por seu antecedente, :certas espcies animais no inverno esto sujeitas [ hibernao];

(B) os adjetivos completo e parcial referem-se ao substantivo hibernao;

(C) a forma sujeitas concorda com o substantivo animais;

(D) o uso da preposio a est ligado presena do adjetivo sujeitas;

(E) certas forma de adjetivo.

613. ...respirao e circulao sangnea. ; na Nova gramtica do portugus contemporneo, pgina 265, o professor Celso Cunha diz: (Quando o adjetivo vem depois dos substantivos), se os substantivos so do mesmo gnero e do singular, o adjetivo toma o gnero dos substantivos e, quanto ao nmero, vai: para o singular (concordncia mais comum) ou para o plural (concordncia mais rara). Assim sendo:

(A) o adjetivo sangnea poderia tambm aparecer com a forma sangneas;

(B) o autor preferiu a concordncia mais rara mais comum;

(C) o autor do texto cometeu um erro de concordncia;

(D) razes semnticas fazem que a nica forma possvel do adjetivo seja sangnea;

(E) a nica forma correta do adjetivo sangneas.

614. Sangnea uma forma tremada porque:

(A) o U uma vogal pronunciada;

(B) o U uma semivogal tona;

(C) GU formam um dgrafo;

(D) o U tnico;

(E) o grupo GU sempre tem trema.

615. No segmento Quando hibernam..., mostra-se:

(A) um tempo em que se realizam os fatos citados a seguir;

(B) uma condio para que os fatos seguintes se realizem;

(C) um lugar em que se realizam os fatos apontados na continuidade do texto;

(D) uma situao concessiva, quando relacionada aos fatos seguintes;

(E) uma explicao causadora dos fatos citados a seguir.

TEXTO.

(...) Mas mesmo o Renascimento, com sua afirmao autoral, marcado pelo desejo de entender a ordem divina. Trata-se, portanto, antes e depois de tudo, de um respeito que sinto por essa tradio. E de uma aceitao tranqila da crena dos que necessitam da idia de Deus como disse no New York Review of Books o extraordinrio fsico e ensasta Freeman Dyson: "Para mim, adorar a Deus significa reconhecer que a mente e a inteligncia so costuradas no tecido do nosso universo de uma forma que ultrapassa nossa compreenso."Dyson um dos maiores defensores mundiais da cincia, mas sabe que a maioria das pessoas a teme, pois a v, sobretudo desde a bomba atmica, como inimiga do humanismo humanismo que um conceito que deriva diretamente dos evangelhos cristos. Mas a religio pode ser um campo de discrdia, de fomento ao anti-humanismo, to nocivo quanto ou mais nocivo ainda. Vide Oriente Mdio. E a cincia, bem entendida, pode no s colaborar com o desenvolvimento humano dos pases, mas tambm ser um ensinamento da dvida e da tolerncia, os dois valores fundamentais do humanismo. Numa recm-lanada coletnea de artigos publicados no mesmo New York Review of Books, o genial fsico Steven Weinberg chama a cincia de "arte liberal" e diz mais ou menos o que o bilogo Richard Dawkins diz: que o universo tem um "design", mas no um "designer". Ser religioso acreditar na existncia de um ente superior, de vontade prpria. Ser a favor da cincia no significa reconhecer que existem coisas acima do sujeito, mas exatamente o contrrio e pode cham-las de Natureza. Os valores morais que as religies cultivaram ao longo dos sculos como a solidariedade e a simplicidade , assim como a admirao por seus produtos estticos, no so incompatveis com o desconfiar de seus dogmas. Mas desconfiar de dogmas, inclusive os que vm da cincia, uma lio que a cincia tambm d.

616. Considere as afirmativas que seguem, relativas ao texto.

I. Tanto religiosos quanto cientistas podem igualar-se na dvida, que sempre uma lio de como viver

em harmonia.

II. Cientistas no costumam aceitar a idia de religio, pois ela diverge de seus pressupostos bsicos.

III. Cincia e religio imbricam-se em seus valores e conseqncias, que podem ser tanto bons quanto

maus.

De acordo com o texto, correto o que se afirma SOMENTE em:

(A) I.

(B) II.

(C) III.

(D) I, II.

(E) II, III.

617. ...pois a v, sobretudo desde a bomba atmica, como inimiga do humanismo.

O comentrio destacado na frase acima justifica-se pelo fato de que:

(A) o desenvolvimento cientfico teve incio com a descoberta do tomo e a exploso da bomba, no sculo passado.

(B) a exploso da bomba atmica separou Ocidente e Oriente de forma radical, assim como se separam

cincia e religio.

(C) pode haver erros em projetos de base cientfica, como o da bomba atmica, com seu imenso poder de destruio.

(D) a cincia chegou ao seu limite mximo com a construo da bomba atmica e seus efeitos danosos.

(E) um avano cientfico pode vir a tornar-se instrumento de destruio da humanidade, em vez de trazer-lhe benefcios.

618. Vide Oriente Mdio. A frase, considerando-se o contexto:

(A) o argumento utilizado pelo autor para comprovar a tese proposta.

(B) marca o incio da concluso a que o autor quer chegar, em defesa da religio.

(C) constitui um exemplo de como a religio pode impedir o desenvolvimento cientfico.

(D) aponta para uma opinio isolada dentro do contexto, interrompendo o fluxo das idias.

(E) localiza um fato que se ope, pela conciso, ao desenvolvimento da tese proposta.

619. E a cincia, bem entendida, pode no s colaborar com o desenvolvimento humano dos pases, mas tambm ser um ensinamento da dvida e da tolerncia. Os segmentos destacados mantm o mesmo sentido em:

(A) no pode colaborar - nem ser ensinamento.

(B) pode no colaborar - mas ser ensinamento.

(C) s no pode colaborar - e ser ensinamento.

(D) tanto pode colaborar - quanto ser ensinamento.

(E) enquanto colaborar - pode ser ensinamento.

620. como a solidariedade e a simplicidade Foram usados travesses para:

(A) interromper intencionalmente o pensamento.

(B) incluir um segmento explicativo.

(C) concluir, com uma hesitao, uma idia secundria.

(D) preencher uma lacuna dentro do perodo.

(E) enunciar um fato com entoao exclamativa.

621. Est correta a frase:

(A) Alguns cientistas pensam de que possvel conciliar informaes trazidas pela cincia e a crena em Deus.

(B) A maioria das pessoas acredita com que se deve temer o uso das descobertas cientficas contra a humanidade.

(C) Supe-se em que o universo seja o resultado da vontade soberana de um ente superior, acima da humanidade.

(D) Os pesquisadores, cujo o conhecimento cientfico deve ser notvel, costumam ignorar a idia de uma fora sobrenatural no universo.

(E) A religio, de cuja importncia os cientistas costumam duvidar, pode ser usada por extremistas para desencadear o mal.

622. A concordncia est de acordo com a norma padro, na frase:

(A) Tratam-se de opinies diversas sobre um e outro campo, que marcaram o desenvolvimento da humanidade.

(B) So aspectos seja da cincia, seja da religio que ultrapassa nossa possibilidade de compreenso do universo.

(C) H conceitos, derivados diretamente do Evangelho, que podem ser interpretados de maneira que os torne extremamente nocivos.

(D) Sabe-se que as pessoas temem as descobertas cientficas, pois as v como prejudiciais, muitas vezes, humanidade.

(E) Mesmo os postulados da cincia podem trazer, embutido neles, ensinamentos muito prximos da dvida e da tolerncia.

623. Est correta a flexo do verbo na frase:

(A) Alguns cientistas at crem que existe no universo uma ordem que ultrapassa a compreenso dos homens.

(B) Muitas vezes, no decorrer da histria, o progresso cientfico deteu-se em nome dos dogmas religiosos.

(C) Em todos os tempos adviram situaes de conflito, devido tanto a posturas religiosas quanto a descobertas cientficas.

(D) At hoje, representantes das altas esferas religiosas vm o desenvolvimento cientfico como um inimigo da f popular.

(E) Descobertas cientficas, em todo tempo, anteporamse aceitao de dogmas, questionando-os.

624. Muitas pessoas costumam permanecer ...... espera de solues apontadas quer pela religio, quer pela cincia, mesmo que caiba ...... elas duvidar de postulados ...... que todos so submetidos.

As lacunas da frase acima esto corretamente preenchidas por:

(A) - - a

(B) - a - a

(C) - -

(D) a - a -

(E) a - a - a

TEXTO.

A reao mais comum das pessoas diante da criminalidade um sentimento de revolta e medo. O que difere a forma como cada um lida com o problema. Alguns acreditam que no h como escapar quando a violncia bate sua porta. A sada entregar todos os seus pertences e torcer para que no haja nenhum tipo de violncia fsica. Outros imaginam que possvel reagir, enfrentar o bandido e venc-lo. So essas pessoas que portam armas ou as tm guardadas em casa para se proteger. Quem a favor do porte e do uso desses instrumentos sustenta que, se eles fossem proibidos, os bandidos reinariam absolutos contra o cidado j indefeso pela ineficincia da polcia. Outra argumentao que os delinqentes sempre escolhem como vtimas os que so incapazes de resistir. A arma teria um efeito preventivo ao criar algum grau de dificuldade. Por mais razoveis que paream, esses argumentos so apenas fraes da verdade. As estatsticas policiais revelam que andar armado nem sempre sinnimo de estar protegido. Ao contrrio. Usar uma arma, mais do que perigoso, pode ser letal - especialmente quando se tenta reagir a um assalto.

22. Um dos argumentos apresentados no texto em defesa do porte de arma :

(A) ela permitiria que a vtima continuasse com seus pertences e no os entregasse aos bandidos.

(B) possvel, com ela, enfrentar e subjugar os bandidos, saindo-se bem de qualquer assalto.

(C) pessoas mais fracas, mesmo sem a ajuda da polcia, poderiam desarmar os bandidos.

(D) pessoas comuns no teriam como defender-se de bandidos, pois somente estes fariam uso delas.

(E) no somente a polcia que deve proteger os cidados e, portanto, eles precisam usar armas para

defender-se.

625. A arma teria um efeito preventivo ao criar algum grau de dificuldade. Observa-se no segmento acima uma relao de:

(A) explicao e restrio.

(B) tempo e espao.

(C) proporo e finalidade.

(D) condio e concluso.

(E) causa e conseqncia.

626. ...entregar todos os seus pertences. ...os delinqentes escolhem suas vtimas. Substituindo-se os termos grifados pelos pronomes correspondentes, a forma correta ser:

(A) entreg-los - escolhem-nas

(B) entreg-los - escolhem elas

(C) entregar-lhes - escolhem-as

(D) entrega-lhes - escolhem-nas

(E) entreg-los - escolh-las

627. ...os bandidos reinariam absolutos contra o cidado j indefeso... O emprego da forma verbal grifada na frase indica:

(A) um fato real, que se segue a outro, anterior.

(B) uma situao provvel, que depende de certa condio.

(C) a continuidade, no presente, de uma ao realizada no passado.

(D) uma ao real, terminada no passado, sem limites precisos.

(E) a repetio de uma ao que se projeta no futuro.

628. ...para que no haja nenhum tipo de violncia fsica. O verbo que apresenta o mesmo tempo e modo da forma grifada est na frase:

(A) se fossem proibidos...

(B) os delinqentes sempre escolhem como vtimas ...

(C) a arma teria um efeito preventivo ...

(D) por mais razoveis que paream ...

(E) quando se tenta reagir a um assalto...

629. ...como cada um lida com o problema. A mesma regncia exigida pelo verbo grifado est na frase:

(A) um sentimento de revolta e medo.

(B) entregar todos os seus pertences.

(C) os que so incapazes de resistir.

(D) a arma teria um efeito preventivo.

(E) quando se tenta reagir a um assalto.

630. A concordncia, nas frases adaptadas do texto, est feita em desrespeito norma culta em:

(A) As reaes mais comuns so sentimentos de revolta e medo.

(B) A diferena est nas formas como alguns lidam com os problemas.

(C) Os dados indicam que o uso de armas podem ser perigosos, resultando em graves ferimentos.

(D) Nem sempre possvel, para uma vtima, reagir contra os bandidos e domin-los.

(E) A sada torcer para que no haja agresses fsicas durante os assaltos.

631. O bandido tem .......... seu favor o elemento surpresa e a vtima, geralmente indefesa, nem sempre resiste ........ agresso pois, se o fizer, poder ser ferida ou mesmo morta .......... tiros. As lacunas da frase apresentada esto corretamente preenchidas por:

(A) a - -

(B) a - - a

(C) a - a - a

(D) - - a

(E) - a -

632. Encontram-se palavras escritas de maneira INCORRETA na frase:

(A) O modelo carcerrio, tal como se apresenta, em vez de recuperar delinqentes, acaba sendo uma escola de pervercidade e de incensats.

(B) Diz um ditado popular que o crime no compensa, mas nem todos os delinqentes recebem a devida punio pelos atos cometidos.

(C) Haver sempre opinies divergentes a respeito do porte de armas a cidados inexperientes, que acabam sendo vtimas de atitudes violentas.

(D) Agir com bom senso, no se expondo demasiadamente, uma forma de as pessoas se protegerem da violncia de um marginal.

(E) Alguns assaltantes agem por impulso, mas a maioria planeja bastante bem suas aes, embora tambm esteja sob presso, como sua vtima, no momento

do ataque.

TEXTO.

ETERNO ENQUANTO DURA.

As linhas continuam inconfundveis. E talvez resida nesse detalhe o grande fator do sucesso j anunciado para o New Beetle, o Fusca do ano 2000, cuja verso definitiva a que estar nas revendas este ano foi apresentada esta semana, pela Volkswagen, no 82 Salo de Detroit.

O New Beetle est sendo fabricado no Mxico, nico pas do mundo que ainda produz o velho Fusca. (...)Embora sua importao para o Brasil ainda seja incerta, especula-se que o modelo viria a custar em torno de R$ 25 mil no Brasil.

Para os brasileiros, em especial, que ainda convivem com a maior e mais importante criatura de Ferdinand Porsche, o encontro com a novssima gerao do Beetle tem muito simbolismo. Foi particularmente agradvel deparar com um Fusca sculo 21, equipado com air-bag e ABS, entre outros itens de segurana. (...)

A nova linhagem do Besouro acena com duas opes bsicas de motor:2.0, semelhante ao Golf, e 1.9. (...) Somente a verso 2.0 poder ser importada para o Brasil.

A sofisticao do cmbio automtico tambm impressiona, principalmente para quem no esqueceu o tempo do brasileirssimo P-de-boi. Apresentado como veculo destinado a quatro passageiros, o New Beetle, no entanto, pode levar a quinta pessoa como seus antecessores esto cansados de fazer. O espao no problema ou, para ser mais exato continua sendo o mesmo problema.

633. Todas as opes esto corretas, exceto:

A) A avaliao do novo Fusca foi positiva.

B) O sistema de segurana do Fusca motivo de orgulho nacional.

C) A verso 2.0 poder ser vendida no Brasil.

D) A verso popular P-de-boi foi sucesso no Brasil.

E) O Brasil no est produzindo o novo Fusca.

634. Assinale a opo em que o vocbulo apresentado segue a mesma regra de acentuao de veculo.

A) agradvel

B) potncia

C) cmbio

D) faris

E) pas

635. Com referncia ao processo de formao de palavras, enumere a 2 coluna de acordo com a 1 e marque a opo correta.

( 1 ) Palavra primitiva

( 2 ) Palavra derivada

( ) vlvula

( ) envidraada

( ) tradicional

( ) semelhante

( ) besouro

( ) dimenso

A) 1, 2, 1, 2, 1, 2

B) 2, 1, 2, 2, 2, 1

C) 1, 2, 2, 2, 1, 1

D) 1, 1, 1, 2, 2, 1

E) 1, 2, 2, 1, 2, 2

636. Em Embora sua importao para o Brasil ainda seja incerta, especula-se (...), a reao indicada pela expresso conectora de:

A) causa

B) conseqncia

C) condio

D) conformidade

E) concesso

637. No ltimo pargrafo, sem que o sentido se modifique, a expresso no entanto pode ser substituda por:

A) embora.

B) contudo.

C) ainda que.

D) por causa de.

E) tanto que.

638. Marque a opo em que h construo na voz passiva.

A) O velho quebra-ventos coisa do passado

B) Foi particularmente agradvel deparar com um Fusca verso sculo 21.

C) O pra-brisas amplo prolongando-se pelo teto.

D) A verso definitiva foi apresentada esta semana.

E) Seus antecessores esto cansados de levar a quinta pessoa.

639. Marque a opo em que no h erros de acentuao grfica.

A) Antes de comprar um automvel vocs veem vrios.

B) Sero inmeros Fuscas novos a serem distribudos pelo mundo.

C) O para-choques foi todo renovado para encarar a concorrncia.

D) H um intercmbio de tecnologia entre os paises fabricantes do Fusca.

E) Testado em todo o mundo, o Fusca apresenta timos rendimentos para as emprsas usurias.

640. Marque a opo em que a lacuna pode ser preenchida pelos dois verbos entre parnteses, sem incorrer em erros.

A) A quantia de R$ 25 mil ________ para comprar o novo Fusca (dar daro)

B) No novo Fusca, _________ air bag e ABS, entre outros itens de segurana. (haver havero)

C) O New Beetle ____________ duas opes de motor (tem tm)

D) _____________ muitos anos que foi lanado o primeiro Fusca. (fazem faz)

E) A maioria dos brasileiros j _________ um Fusca. (possuiu possuram)

641. Marque a opo correta graficamente.

A) A avaliao do sitema de segurana ainda no foi realisada no Brasil.

B) A nova verso do Fusca j anssiada pelo pblico.

C) Para o Brasil, o excesso de produo de Fusca nunca foi problema.

D) Atualmente o Brasil no s importa como tambm esporta Fuscas.

E) Para os aficionados, o primeiro Fusca motivo de lembranas.

TEXTO.

LADAINHA.

Por se tratar de uma ilha deram-lhe o nome de Ilha de Vera Cruz.

Ilha cheia de graa

Ilha cheia de pssaros

Ilha cheia de luz

Ilha verde onde havia

Mulheres morenas nuas

Anhangs a sonhar com histrias de luas

E cantos brbaros de pajs em poracs batendo os ps.

Depois mudaram-lhe o nome

Pra Terra de Santa Cruz

Terra cheia de graa

Terra cheia de pssaros

Terra cheia de luz.

A grande Terra girassol onde havia guerreiros de tanga

E onas ruivas deitadas sombra das rvores mosqueadas de sol.

Mas como houvesse, em abundncia,

Certa madeira cor de sangue cor de brasa

E como o fogo da manh selvagem

Fosse um brasido no carvo noturno da paisagem,

E como a Terra fosse de rvores vermelhas

E se houvesse mostrado assaz gentil,

Deram-lhe o nome de Brasil.

Brasil cheio de graa

Brasil cheio de pssaros

Brasil cheio de luz.

642. Cassiano Ricardo procura traduzir a religiosidade do povo brasileiro (marque a resposta que NO SERVE).

a) No prprio ttulo do poema

b) Atravs da denominao de Brasil nossa terra

c) Na denominao Terra de Santa Cruz

d) Na denominao Ilha de Vera Cruz

643. A expresso Terra girassol s no encontra apoio nas passagens:

a) ... a sonhar com histrias de lua...

b) Terra cheia de luz

c) Ilha cheia de graa

d) ...rvores mosqueadas de sol

644. O poema vem calcado predominantemente sobre imagens:

a) Auditivas.

b) Tteis

c) Olfativas

d) Visuais

645. Conduzindo o poema no sentido de explicar a denominao de Brasil, o autor emprega diversas palavras da rea semntica de vermelho. Marque a alternativa que a palavra corresponda a essa rea semntica:

a) Madeira

b) Sangue

c) Carvo

d) Gentil

646. Em que poca voc situaria o quadro apresentado no poema?

a) Por ocasio do Descobrimento do Brasil

b) Por ocasio da Independncia do Brasil

c) Por ocasio da primeira Guerra Mundial

d) Por ocasio da Abolio da Escravatura

647. O processo de formao de palavras o mesmo nos substantivos da opo:

a) Briga, relgio, cesta

b) Igreja, busca, amparo

c) Castigo, ataque, pesca

d) Preto, casa, amparo

648. Indique a opo que apresenta regncia verbal INCORRETA:

a) Os alunos no se dignaram em ouvir as razes dos professores.

b) Poucos alunos se deram o trabalho de ler o programa.

c) O edital do concurso visa a estabelecer as regras para a sua realizao.

d) A comisso examinadora s visa selecionar os melhores candidatos.

649. A justificativa para a concordncia verbal usada em Fazia horas que procuravam uma sombra a mesma para todas as concordncias grifadas nas frases abaixo, EXCETO para:

a) Devia haver corujas em seus ninhos pelo coro.

b) Havia j uns trs meses, mas aquilo lhe doa como no primeiro instante.

c) Havia, nas manhs cheias de sol, de entusiasmo, as mones da ambio.

d) Todo esse amor haveria de revelar em seus versos.

650. Qual a afirmativa INCORRETA quanto pontuao?

a) Havia, na reunio, representantes de todas as camadas da sociedade.

b) O aumento da produo, nos prximos seis meses, deve implicar um aumento na oferta de empregos.

c) Voc precisa definir: ou casa, ou compra uma bicicleta.

d) Ajude-a a se sentar pois ela tem uma deficincia motora.

TEXTO.

RACISMO.

A imprensa brasileira vem noticiando uma proposta milionria do Lazio da Itlia, que pretende adquirir o passe do zagueiro Juan por 10 milhes de dlares. Este o time cuja torcida j agrediu o jogador brasileiro Antonio Carlos, do Roma, e perdeu o mando de campo por incitamento racista em pleno estdio. Aqui fica uma sugesto a este jovem negro, atleta brasileiro de 22 anos, com um brilhante futuro profissional: recuse o convite e no troque o Brasil pela Itlia, pois moedas no resgatam a dignidade. Diga no aos xenfobos e racistas.

651. A imprensa brasileira vem noticiando...; com a utilizao do tempo verbal destacado, o autor do texto quer referir-se a uma ao que:

a) acaba de terminar;

b) acaba de comear;

c) se iniciou antes de outra ao passada;

d) se iniciou h pouco tempo e permanece no presente;

e) se repete no passado e no presente.

652. Noticiando forma do gerndio do verbo noticiar; a frase em que a forma verbal destacada pode NO estar no gerndio :

a) As notcias esto chegando da Itlia cada vez mais rapidamente;

b) Transformando-se o dio em amor, acabam-se as guerras;

c) Vindo o resultado, os clientes comearam a protestar;

d) Os jogadores italianos esto reclamando dos estrangeiros;

e) O atleta viajou, completando sua misso.

653. Este o time cuja torcida j agrediu o jogador brasileiro; este segmento do texto fruto da unio das duas oraes seguintes:

a) Este o time / A torcida deste time j agrediu o jogador brasileiro;

b) Este o time / o jogador brasileiro j foi atingido pela torcida deste time;

c) A torcida j agrediu o torcedor brasileiro / Esta a torcida deste time;

d) A torcida j agrediu o jogador brasileiro / Este o time cuja;

e) Este o time cuja / a torcida agrediu o jogador brasileiro.

654. Considerando que a ao de agredir o jogador brasileiro Antonio Carlos ocorreu antes de o Lazio perder o mando do campo, ao tambm passada, o verbo agredir deveria estar no:

a) mais-que-perfeito do indicativo;

b) imperfeito do indicativo;

c) futuro do pretrito;

d) imperfeito do subjuntivo;

e) presente do subjuntivo.

655. O tom final do texto de:

a) advertncia;

b) alerta;

c) conselho;

d) ordem;

e) repreenso.

656. recuse o convite e no troque o Brasil pela Itlia.; se em lugar da terceira pessoa, o autor do texto empregasse a segunda pessoa do singular, as formas convenientes dos verbos seriam:

a) recusa / no troca;

b) recusas / no trocas;

c) recusa / no troques;

d) recuse / no troca;

e) recuses / no trocas.

657. A relao entre verbo e substantivo INADEQUADA :

a) pretender pretenso;

b) adquirir aquisio;

c) agredir agresso;

d) perder perdida;

e) recusar recusa.

658. ...pois moedas no resgatam a dignidade.; reescrevendo-se este segmento do texto, mantendo-se o seu sentido original, a nica forma INADEQUADA :

a) visto que a dignidade no resgatada por moedas;

b) porque moedas no so o resgate da dignidade;

c) porquanto a dignidade no se resgata com moedas;

d) j que por moedas no resgatada a dignidade;

e) pela razo de que a dignidade no resgatada por moedas.

659. O adjetivo abaixo de valor nitidamente subjetivo :

a) imprensa brasileira;

b) proposta milionria;

c) incitamento racista;

d) jovem negro;

e) brilhante futuro.

TEXTO.

COMPADRISMO.

O compadrismo uma autntica instituio nacional, nascida dessa nossa tendncia para a aproximao e a camaradagem. Tambm a nossa poltica anda impregnada desses mesmos sentimentos, que tm levado o Brasil beira do abismo, porque o governo tem de ser muito pessoal e individualista, cheio de vantagens e protees, de abraos e intimidades.

660. Deduz-se da leitura do texto que:

(A) o compadrismo deve ser abolido para que a poltica brasileira tenha atuao positiva;

(B) o compadrismo uma instituio nacional que se limita poltica;

(C) os governos devem ser pessoais e individualistas para que no se contaminem pelo compadrismo;

(D) as vantagens e as protees governamentais so frutos da recusa do compadrismo em nossa poltica;

(E) o compadrismo uma instituio americana e tem feito a desgraa poltica de muitas naes do continente.

661. Palavra que NO formada por derivao sufixal :

(A) compadrismo;

(B) camaradagem;

(C) nacional;

(D) aproximao;

(E) vantagens.

662. Ao dizer que o compadrismo uma autntica instituio nacional, o autor no indica a que nao se refere, mas os leitores sabem que ele se refere ao Brasil; esse conhecimento deriva do fato de que:

(A) o autor brasileiro;

(B) o texto foi produzido no Brasil e para ser lido aqui;

(C) a lngua utilizada no texto a portuguesa;

(D) s o Brasil possui o compadrismo;

(E) as informaes do texto se referem ao Brasil.

663. Ao dizer que o compadrismo nasce da nossa tendncia para a aproximao e a camaradagem, o autor do texto comete um erro argumentativo, que :

(A) atribuir a um efeito a posio de causa;

(B) partir de uma inferncia para o seu raciocnio;

(C) misturar mtodo dedutivo e indutivo;

(D) formular inadequadamente um silogismo;

(E) partir do geral para o particular.

664. O autor empregou a palavra impregnada a fim de:

(A) mostrar a enorme participao do compadrismo em nossas decises polticas;

(B) indicar uma viso negativa do compadrismo em nosso governo;

(C) melhorar o nvel de linguagem empregada em texto destinado a leitores cultos;

(D) demonstrar sua preocupao com a clareza da linguagem utilizada;

(E) contaminar o texto com a linguagem mdica, a fim de implicitamente dar a conhecer a sua profisso.

665. ... impregnada desses mesmos sentimentos,...; termo do texto que desempenha a mesma funo sinttica do termo sublinhado :

(A) autntica instituio nacional (linha 1);

(B) a nossa poltica (linha 3);

(C) beira do abismo (linha 5);

(D) muito pessoal e individualista (linha 6);

(E) de vantagens e protees, de abraos e intimidades (linhas 6, 7).

666. ... porque o governo tem de ser muito pessoal e individualista,... nesse caso, o autor:

(A) indica um caminho a ser seguido pelos bons governos;

(B) mostra como deveria ser a realidade poltica nacional;

(C) condena a ausncia do compadrismo na poltica;

(D) mostra uma tendncia derivada do compadrismo;

(E) elogia a atitude de um governo democrtico.

667. ... desses mesmos sentimentos que tm levado o Brasil beira do abismo,...;a forma verbal tm levado indica uma ao:

(A) que j terminou;

(B) anterior a outra ao passada;

(C) habitual no passado;

(D) iniciada no passado que continua no presente;

(E) iniciada no presente que continua no futuro.

668. O texto pode ser classificado como:

(A) narrativo;

(B) argumentativo;

(C) informativo;

(D) publicitrio;

(E) descritivo.

TEXTO.

Estava toa na vida, o meu amor me chamou

Pra ver a banda passar cantando coisas de amor.

A minha gente sofrida despediu-se da dor

Pra ver a banda passar cantando coisas de amor.

O homem srio que contava dinheiro parou.

O faroleiro que contava vantagem parou.

A namorada que contava estrelas parou para ver,

ouvir e dar passagem.

A moa triste que vivia calada sorriu.

A rosa triste que vivia fechada se abriu.

A meninada toda se assanhou pra ver a banda

passar cantando coisas de amor. (...)

669. A passagem da banda provocou no povo da cidade:

(A) indignao com o tumulto.

(B) apatia diante do fato.

(C) hesitao quanto s atitudes a serem tomadas.

(D) intransigncia com a desordem.

(E) transformao do comportamento.

670. Na expresso minha gente (verso 3), o uso do pronome possessivo minha indica:

(A) indiferena.

(B) desprezo.

(C) ironia.

(D) cortesia.

(E) afeto.

671. A orao pra ver a banda passar (verso 2) pode ser substituda por outra de sentido equivalente, apresentada na alternativa:

(A) porque viu a banda passar.

(B) quando viu a banda passar.

(C) a fim de que eu visse a banda passar.

(D) assim que a banda passou.

(E) embora tivesse visto a banda passar.

672. Assinale a alternativa em que h uma palavra empregada em sentido figurado.

(A) O homem srio que contava dinheiro parou.

(B) O meu amor me chamou...

(C) A moa triste que vivia calada sorriu.

(D) A rosa triste que vivia fechada se abriu.

(E) A meninada toda se assanhou.

673. No trecho pra ver a banda passar, cantando coisas de amor (verso 2) , tem-se o seguinte:

(A) passar como ao posterior a cantando.

(B) passar como ao anterior a cantando.

(C) passar como ao simultnea a cantando.

(D) ver como ao anterior a passar.

(E) ver como ao posterior a passar.

674. Assinale a alternativa em que a colocao pronominal est correta.

(A) Me disseram que hoje chover.

(B) As pessoas nem importaram-se com o ocorrido.

(C) Se visse-a, no teria dvidas sobre sua conduta.

(D) Nunca se deve acreditar em fofocas.

(E) Ele disse que amava-me muito.

675. Muito ........., disse ela. Vocs procederam ........., considerando meu ponto de vista e minha argumentao ......... .

(A) obrigada, certo, sensatos

(B) obrigado, certo, sensato

(C) obrigada, certos, sensatos

(D) obrigados, certo, sensatos

(E) obrigada, certas, sensata

676. Nenhum de ns ......... dizer ......... o cidado portou-se to ......... .

(A) soubemos, porque, eminente, mau

(B) soubemos, por qu, iminente, mal

(C) soube, por que, eminente, mal

(D) soube, porque, eminente, mau

(E) soube, porqu, iminente, mal

677. Dirigi-me ......... essa professora a fim de colocar-me ......... disposio para o trabalho planejado ......... tanto tempo.

(A) a, a, a

(B) , , a

(C) , a, h

(D) a, ,

(E) a, , h

TEXTO.

DESAPARECIMENTO DOS ANIMAIS.

Tente imaginar esta cena: homens, animais e florestas convivendo em harmonia. Os homens retiram das plantas apenas os frutos necessrios e cuidam para que elas continuem frutificando; no matam animais sem motivo, no sujam as guas de seus rios e no enchem de fumaa seu ar. Em outras palavras: as relaes entre os seres vivos e o ambiente em que vivem, bem como as influncias que uns exercem sobre os outros, esto em equilbrio. (...) Nossa preocupao (de brasileiros) no s controlar a explorao das florestas, mas tambm evitar uma de suas piores conseqncias: a morte e o desaparecimento total de muitas espcies de animais. Apesar de nossa fauna ser muito variada, a lista oficial das espcies que esto desaparecendo j chega a 86 (dentre elas, a anta, a ona, o mico-leo, a ema e o papagaio). E a extino desses animais acabar provocando o desequilbrio do meio ambiente, pois o desaparecimento de um deles faz sempre com que aumente a populao de outros. Por exemplo: o aumento do nmero de piranhas nos rios brasileiros conseqncia do extermnio de seus trs inimigos naturais o dourado, a ariranha e o jacar.

678. O autor prope ao leitor que imagine uma cena para que ela funcione como:

a) um ideal a ser alcanado;

b) uma fantasia que nunca se realizar;

c) um objetivo a que se deve dar as costas;

d) uma finalidade dos grupos religiosos;

e) uma mensagem de fraternidade crist.

679. ...homens, animais, florestas e oceanos convivendo em harmonia.; na continuidade do texto, o autor mostra que:

a) esqueceu-se de referir-se aos rios;

b) o homem o agente desequilibrador da natureza;

c) os animais no matam seus semelhantes sem motivo;

d) a poluio do ar tambm tem causas naturais;

e) os seres vivos vivem em equilbrio no mundo atual.

680. O item em que o elemento sublinhado tem um vocbulo correspondente indicado de forma adequada :

a) ...convivendo em harmonia.- harmoniosas;

b) ...no matam animais sem motivo,...- impensadamente;

c) ...influncias que uns exercem sobre os outros...- recprocas;

d) ...esto em equilbrio. - equilibradamente;

e) ...controlar a explorao das florestas...- ecolgica.

681. Os homens retiram das plantas apenas os frutos necessrios...; esta parte da cena proposta pelo autor defende que:

a) no deixe para amanh o que pode fazer hoje;

b) Deus prover o dia de amanh;

c) se souber usar no vai faltar;

d) a cincia prev para poder prover;

e) quem espera sempre alcana.

682. No final do primeiro pargrafo aparecem dois parnteses com pontos; isso significa que:

a) o autor deixou de dizer outras coisas importantes;

b) o texto deixou de reproduzir uma parte do texto original;

c) parte do original do texto estava ilegvel;

d) nesse espao havia uma ilustrao que foi omitida;

e) havia originalmente trechos em outras lnguas.

683. O que o primeiro pargrafo tenta defender :

a) o equilbrio ecolgico;

b) a extino dos animais;

c) a despoluio ambiental;

d) o reflorestamento;

e) a proteo dos rios e oceanos.

684. Nossa preocupao (de brasileiros)...; o que vai entre parnteses, nesse caso, :

a) a retificao de uma ambigidade;

b) a explicao de um termo anterior;

c) a particularizao de um significado;

d) a incluso de uma idia j explcita;

e) um comentrio para o leitor.

685. O risco a que se refere o autor do texto com o ltimo perodo do texto :

a) a extino dos jacars, ariranhas e dourados;

b) o excesso de piranhas nos rios brasileiros;

c) a mortandade de outros peixes provocada pelas piranhas;

d) a desarmonia populacional das espcies animais;

e) a falta de alimento para o povo brasileiro.

686. A relao entre a morte do dourado e a piranha a de:

a) causa / conseqncia;

b) efeito / causa;

c) agente / paciente;

d) fato / agente;

e) motivao / ao.

687. Falando dos perigos que o desaparecimento dos animais provoca em nosso ambiente, o autor apela para a:

a) seduo do leitor, mostrando as belezas do mundo natural;

b) intimidao do leitor, indicando os males que da advm;

c) a provocao do leitor, desafiando-o a mudar seu comportamento;

d) o constrangimento do leitor, deixando-o envergonhado por suas atitudes;

e) a tentao do leitor, prometendo-lhe uma recompensa por seus atos.

TEXTO.

XENOFOBIA E RACISMO.

As recentes revelaes das restries impostas, h mais de meio sculo, imigrao de negros, judeus

e asiticos durante os governos de Dutra e Vargas chocaram os brasileiros amantes da democracia. Foram atos injustos, cometidos contra estes segmentos do povo brasileiro que tanto contriburam para o engrandecimento de nossa nao. J no Brasil atual, a imigrao de estrangeiros parece liberalizada e imune s manchas do passado, enquanto que no continente europeu marcha-se a passos largos na direo de conflitos raciais onde a marca principal o dio dos radicais de direita aos imigrantes. Na Europa, a histria se repete com o mesmo enredo centenrio: imigrantes so bem-vindos para reforar a mo-de-obra local em momentos de reconstruo nacional ou de forte expanso econmica; aps anos de dedicao e engajamento vida local, comeam a ser alvo da violncia e da segregao.

688. A seleo vocabular do primeiro perodo do texto permite dizer que:

a) o adjetivo recentes traz como inferncia que as revelaes referidas no texto ocorreram nos dias imediatamente antes da elaborao do artigo;

b) a escolha do substantivo revelaes se refere a um conjunto de informaes que, para o bem do pas, deveria permanecer oculto;

c) o substantivo restries indica a presena de limitaes oficiais na poltica migratria do pas;

d) o adjetivo impostas se liga obrigatoriamente a um poder discricionrio, como o presente nas ditaduras de Dutra e Vargas;

e) em razo das referncias histricas imprecisas do texto, o segmento h mais de meio sculo se refere a uma quantidade de anos superior a 50 e inferior a 100.

689. Se as restries de imigrao eram impostas a negros, judeus e asiticos, podemos dizer que havia, nesse momento, uma discriminao de origem:

a) racial e religiosa;

b) exclusivamente racial;

c) econmica e racial;

d) racial e geogrfica;

e) religiosa, econmica, racial, geogrfica e cultural.

690. Em relao ao primeiro perodo do texto, o segundo:

a) explicita quais as revelaes referidas;

b) indica, como informao nova, que os atos cometidos eram negativos;

c) esclarece qual a razo dos atos referidos terem chocado os brasileiros;

d) mostra a conseqncia dos fatos relatados anteriormente;

e) comprova as afirmativas iniciais do jornalista com dados histricos.

691. Ao classificar os atos restritivos imigrao de injustos, o autor do texto mostra:

a) somente a opinio dos brasileiros amantes da democracia;

b) a sua opinio e a de alguns brasileiros;

c) a sua opinio e a dos leitores;

d) somente a sua opinio;

e) a sua opinio e a dos brasileiros em geral.

692. Ao escrever que os atos injustos foram cometidos contra esses segmentos do povo brasileiro..., o autor do texto mostra que:

a) a populao brasileira da era Vargas sofria pela discriminao oficial;

b) negros, judeus e asiticos so vistos como brasileiros pelo autor do texto;

c) o povo brasileiro constitudo de raas e credos distintos;

d) alguns segmentos de nosso povo foram autores de atos injustos;

e) o Brasil e seu povo j passaram por momentos histricos difceis.

693. Assim como engrandecimento, derivado de engrandecer, outros verbos possuem substantivos derivados de verbos com o sufixo mento; o item em que todos os verbos citados possuem substantivos desse tipo :

a) esmagar coroar desenvolver;

b) descobrir prover - entregar;

c) receber pagar publicar;

d) preparar envolver reter;

e) deslocar colocar alocar.

694. O segundo pargrafo do texto introduzido pelo segmento J no Brasil atual...; tal segmento indica:

a) uma oposio de local e tempo;

b) uma oposio de tempo;

c) uma conseqncia do primeiro pargrafo;

d) uma comparao de duas pocas;

e) uma indicao das causas dos fatos relatados.

695. Ao escrever que a imigrao de estrangeiros parece imune s manchas do passado, o autor do texto quer indicar que:

a) os estrangeiros j esqueceram as injustias de que foram vtimas;

b) a imigrao ainda traz marcas dos atos injustos do passado;

c) os imigrantes atuais desconhecem os fatos passados;

d) nada mais h que possa manchar o nosso passado histrico;

e) o processo migratrio atual em nada lembra os erros do passado.

696. ...enquanto que no continente europeu marcha-se a passos largos na direo de conflitos raciais...; o item abaixo em que SE tem o mesmo valor sinttico que apresenta no segmento em destaque :

a) A histria se repete na Europa;

b) O lder declarou que, se levado ao poder, deportar imigrantes;

c) As manifestaes contra imigrantes se transformaram em praga internacional;

d) Encontram-se muitas injustias nas relaes com os imigrantes;

e) Precisa-se de novos imigrantes para a lavoura brasileira.

697. De todas as idias expressas abaixo, aquela que NO est contida direta ou indiretamente no texto :

a) Os imigrantes so bem-vindos no Brasil de hoje;

b) A atual situao dos imigrantes na Europa faz prever conflitos futuros;

c) Os estrangeiros acabam sendo perseguidos, em alguns pases, apesar de seus bons servios;

d) A expanso econmica da Europa provocou a sada de emigrantes;

e) Os imigrantes so fator de colaborao para o progresso das naes.

TEXTO 1.

PETRLEO.

Os fatos desta vez deram razo a Monteiro Lobato. Existe o petrleo. Resta saber, e o grande escritor morreu antes que pudesse observ-lo, resta saber se o cobiado lquido brindar os brasileiros com uma vida decente, ou far do pas outra Venezuela, onde, h um quarto de sculo, se pe fora, sem proveito para o povo, a maior fartura petrolfera da Amrica Latina.

TEXTO 2.

PETRLEO.

Esse produto o sangue da terra; a alma da indstria moderna; a eficincia do poder militar; a soberania; a dominao. T-lo ter o ssamo abridor de todas as portas. No t-lo ser escravo.

698. O que explcito num enunciado pode gerar informaes implcitas; os dois primeiros perodos do texto 1 nos permitem deduzir alguns dados implcitos, EXCETO:

(A) Monteiro Lobato defendia a existncia de petrleo no pas;

(B) nem sempre as posies de Monteiro Lobato tinham apoio nos fatos;

(C) Monteiro Lobato era figura conhecida na poca de elaborao do texto;

(D) os fatos no so apoio incontestvel de argumentos;

(E) os fatos a que alude o texto dizem respeito descoberta de petrleo no Brasil.

699. Os fatos desta vez deram razo a Monteiro Lobato.; a(s) forma(s) INADEQUADA(s) de reescrever-se esse mesmo perodo, mantendo-se o sentido original, (so):

I - A Monteiro Lobato foi dada razo pelos fatos, desta vez;

II - A Monteiro Lobato deram razo, desta vez, os fatos;

III - A Monteiro Lobato, foi-lhe dada razo pelos fatos, desta vez.

(A) nenhuma;

(B) III;

(C) I-III;

(D) II;

(E) II-III.

700. O texto 1 apresenta duas vezes o segmento resta saber; tal fato deve ter ocorrido por:

(A) distrao do autor do texto;

(B) querer o autor referir-se a mais de um fato;

(C) distanciamento dessa forma verbal de seu complemento;

(D) necessidade de enfatizar o valor de Monteiro Lobato;

(E) impossibilidade de substitu-lo por uma forma sinonmica.

701. A relao entre o texto 1 e o texto 2 est:

(A) na presena de Monteiro Lobato ligada ao mesmo tema: o petrleo;

(B) no fato de as palavras de M. Lobato (texto 2) se realizarem no texto 1;

(C) na semelhana de preocupaes com a riqueza do petrleo;

(D) na explorao dos pases mais ricos sobre os mais pobres;

(E) no valor do petrleo como instrumento de dominao.

702. ...e o grande escritor morreu antes que pudesse observ-lo,... (texto 1);neste segmento do texto, o pronome LO:

(A) substitui petrleo, referido anteriormente no texto;

(B) se refere a um termo ainda no expresso no texto;

(C) se liga a fatos, no primeiro perodo do texto;

(D) deveria estar colocado antes do auxiliar: o pudesse observar;

(E) expletivo, ou seja, pode ser retirado do texto sem prejuzo da mensagem.

703. ...resta saber se o cobiado lquido brindar os brasileiros...; para evitar a repetio do termo petrleo, o autor do texto se utilizou, no segmento em destaque, de um processo que tambm aparece em:

(A) ... e o grande escritor morreu antes que pudesse observlo...; (texto 1)

(B) ...se pe fora, sem proveito para o povo, a maior fartura petrolfera da Amrica Latina.; (texto 1)

(C) ...brindar os brasileiros com uma vida decente, ou far do pas outra Venezuela,...; (texto 1)

(D) Esse produto o sangue da terra; a alma da indstria moderna;; (texto 2)

(E) No t-lo ser escravo. .

704. Ao dizer ...se o cobiado lquido brindar os brasileiros com uma vida decente, ou far do pas outra Venezuela,..., o autor do texto 1 mostra que:

(A) o Brasil ter uma vida pouco decente se a Venezuela igualar-se a ele;

(B) na Venezuela no h tanto petrleo quanto no Brasil;

(C) o petrleo o nico responsvel pelo progresso de um pas;

(D) deseja que o Brasil tenha tanto petrleo quanto tem a Venezuela;

(E) nem sempre o petrleo garantia de bem-estar.

705. A idia de o petrleo ser uma panacia universal aparece no texto de Monteiro Lobato (texto 2), e de forma mais especfica no segmento:

(A) Esse produto o sangue da terra;

(B) a alma da indstria moderna;

(C) a eficincia do poder militar;

(D) a soberania; a dominao;

(E) t-lo ter o ssamo abridor de todas as portas.

706. Ao dizer, no texto 2, que o petrleo o sangue da terra, Monteiro Lobato apela para um processo expressivo que estruturado:

(A) numa comparao entre dois elementos por meio de uma semelhana;

(B) numa representao mgica, de fundo inverossmil;

(C) por meio de uma personalizao do primeiro elemento;

(D) por meio de uma substituio de um termo concreto por um abstrato;

(E) por meio da troca entre causa e efeito.

707. T-lo ter o ssamo abridor de todas as portas. No t-lo ser escravo. (texto 2); essa afirmao:

(A) repetida no texto 1;

(B) contrariada integralmente pelas afirmaes do texto 1;

(C) formada por termos antitticos;

(D) funciona como explicao das afirmaes anteriores do texto 2;

(E) aparece como resumo do texto 1.

TEXTO.

CIDADANIA E IGUALDADE.

Mais do que em outras pocas da nossa histria, o momento em que ingressamos num novo sculo exige a construo da cidadania e a implementao dos direitos humanos como tarefa de urgncia. Realiz-la implica uma srie de atitudes que envolvem, antes de mais nada, o indivduo, o seu grupo, a comunidade e os diversos segmentos da sociedade. Impe-se a cada pessoa o desafio de acreditar ou voltar a acreditar, se perdeu tal crena na possibilidade de uma sociedade justa e solidria, exercitando uma nova conscincia crtica, conhecendo a realidade em suas vrias nuances e mudando o que precisa ser mudado para uma vida melhor. Ter conscincia crtica significa tambm saber analisar, com realismo, as causas e os efeitos das situaes que precisam ser enfrentadas, para, a partir dessa atitude, descobrir os melhores caminhos na busca da transformao social, poltica, econmica e cultural. Significa, do mesmo modo, abrir-se para as mudanas e capacitar-se, de todas as formas, para absorv-las. H hoje cada vez mais espaos para aes de parceria voltadas ao desenvolvimento sustentado e realizao dos direitos humanos. O desafio apresenta-se de duas formas. De um lado, preciso abrir-se para alm dos crculos fechados em que as pessoas normalmente vivem, estimulando o respeito e a cooperao por uma sociedade com menores desigualdades, e de outro, para exercer o direito de cobrar das instituies do Estado a sua responsabilidade na preservao dos direitos humanos. O desafio essencial de cada um de ns e sempre ser fazer respeitar a nossa condio de ser humano vocacionado a uma vida digna e solidria. O princpio de igualdade a base da cidadania e fundamenta qualquer constituio democrtica que se proponha a valorizar o cidado. No diferente com a nossa. Na Constituio de 1988, o direito igualdade destaca-se como tema prioritrio logo em seu artigo 5: Todos so iguais perante a lei, sem distino de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no pas a inviolabilidade do direito vida, liberdade, igualdade, segurana e propriedade (...)

708. A realizao da tarefa de urgncia, de que trata o primeiro pargrafo do texto, exige:

(A) iniciativas enrgicas por parte do poder estatal.

(B) a defesa do convvio em crculos sociais restritos.

(C) uma nova reforma constitucional.

(D) uma alterao no fundamento da Constituio de 1988.

(E) novas atitudes dos indivduos e dos grupos sociais.

709. Considere as seguintes afirmaes:

I. As "duas formas" de desafio de que trata o 3 pargrafo acentuam a importncia do papel da iniciativa do Estado.

II. A frase No diferente com a nossa, no penltimo pargrafo, lembra que o princpio da igualdade bsico tambm na Constituio brasileira.

III. O direito igualdade, tratado no artigo 5 da Constituio de 1988, amplo em relao aos cidados brasileiros e restrito em relao a todos os demais.

Em relao ao texto, est correto o que se afirma em:

(A) I, somente.

(B) II, somente.

(C) I e II, somente.

(D) II e III, somente.

(E) I, II e III.

710. O texto manifesta a necessidade premente de se evitar:

(A) uma anlise realista das causas e efeitos das situaes que precisam ser enfrentadas.

(B) a prtica de cobrar de setores do Governo suas responsabilidades constitucionais.

(C) a tendncia de se viver no interior de crculos sociais fechados e estanques.

(D) a discriminao social, a no ser nos casos previstos no artigo citado da atual Constituio.

(E) qualquer desafio que diga respeito a mudana de atitude ou de hbitos tradicionais.

711. No contexto do 1 pargrafo, os elementos que constituem a enumerao o indivduo, o seu grupo, a comunidade e os diversos segmentos sociais:

(A) esto dispostos numa ordem casual e arbitrria.

(B) obedecem seqncia lgica do mais geral para o mais particular.

(C) so todos eles alternativos e excludentes entre si.

(D) esto dispostos numa progresso do particular para o geral.

(E) so todos eles sinnimos entre si.

712. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de uma frase do texto em:

(A) em suas vrias nuances = em seus diversos aspectos.

(B) implementao dos direitos humanos = preservao da assistncia humanitria.

(C) vocacionado a uma vida solidria = ambientado no regime da privacidade.

(D) tema prioritrio = questo de alguma relevncia.

(E) inviolabilidade do direito vida = protelao da garantia de vida.

713. A frase Ter conscincia crtica significa tambm saber analisar, com realismo, as causas e os efeitos das situaes, que precisam ser enfrentadas articula o segundo ao primeiro pargrafo. Considerando-se essa articulao, a palavra tambm tem o sentido de:

(A) ainda assim.

(B) apesar de tudo.

(C) alm disso.

(D) sobretudo.

(E) antes de mais nada.

714. Est correta a grafia de todas as palavras do seguinte comentrio sobre o texto:

(A) Uma das iniciativas encontornveis da cidadania est em se ezercer a conscincia crtica, aplicada aos fatos da realidade.

(B) Recusando os privilgios dos que se habituaram a viver em grupos autnomos, o texto prope o acesso de todos a todas as instncias sociais.

(C) Ningum deve se ezimir de cobrar do Estado a prezervao do princpio de igualdade como um direito bsico da cidadania.

(D) Constitue dever de todos manter ou readquirir a crena em que seja possvel a vijncia social dos princpios da igualdade e da solidariedade.

(E) O que se atribue a um cidado, como direito bsico, deve constituir-se em direito bsico de todos os cidados, indescriminadamente.

715. As normas de concordncia verbal esto plenamente respeitadas na seguinte frase:

(A) uma tolice imaginar-se que no se devam satisfaes queles que no pertenam ao mbito do nosso prprio grupo social.

(B) No nos cabem, nos dias que correm, ignorar o fato de que novas atitudes so absolutamente necessrias a uma nova ordem social.

(C) A base da cidadania se firmam nos princpios que postulam a inviolabilidade dos direitos bsicos de todo cidado.

(D) Assim como nas dos outros pases, encontram-se em nossa Constituio, em palavras que no deixam dvida, o princpio democrtico da igualdade.

(E) As duas formas em que se apresentam para ns o desafio de acreditar na igualdade so a abertura para os outros e a vigilncia quanto s funes do Estado.

716. Transpondo-se para a voz passiva a frase O desafio essencial ser fazer respeitar a nossa condio de ser humano, o segmento sublinhado ser substitudo por:

(A) fazer com que respeitemos.

(B) fazermo-nos respeitados.

(C) ter feito respeitar.

(D) fazer ser respeitada.

(E) fizermos respeit-la.

717. Est clara e correta a redao da seguinte frase:

(A) Viver em crculos fechados o que muita gente gosta apesar de serem pouco beneficiados em razo disto.

(B) Quando se obedece princpios de igualdade a cidadania de que todos almejamos torna-se no apenas provvel quanto possvel.

(C) bem melhor gozar de um direito coletivamente do que cada um por si, o mesmo ocorrendo com os demais.

(D) Verifica-se hoje muitas aes de parceria, onde a meta o desenvolvimento sustentado, alm de ser voltado realizao dos direitos humanos.

(E) Se h algumas razes para que se tenha deixado de crer na possibilidade de uma sociedade justa, h muitas mais para que se aceite o desafio de voltar a crer.

TEXTO.

PRECAUES.

Produto inflamvel. Manter longe do fogo e de superfcies aquecidas. Manter afastado de crianas e de animais domsticos. Evitar contato prolongado com a pele, lavando as mos aps o uso. Se houver contato com os olhos, lavar com bastante gua. Se inalado em excesso, remover a pessoa para local ventilado. Se ingerido, no provocar vmito. Beber vagarosamente gua em abundncia e encaminhar ao mdico.

718. De acordo com o rtulo, o produto:

A. fere a pele.

B. mancha a roupa.

C. slido.

D. serve para colar.

E. pega fogo com facilidade.

719. Assinale a opo incorreta de acordo com o uso das palavras no rtulo acima.

A. PRECAUES sinnimo de CUIDADOS.

B. inalado tem o mesmo sentido de digerido.

C. ventilado sinnimo de arejado.

D. ingerido tem o mesmo sentido de engolido.

E. abundncia sinnimo de grande quantidade.

720. No reutilizar a embalagem vazia para outros fins.

Assinale a opo que mais se aproxima do que quer dizer o aviso anterior, colocado na embalagem de um detergente.

A. A embalagem pode servir para guardar alimentos.

B. Somente aproveite a embalagem quando ela estiver completamente vazia.

C. Quando utilizar a embalagem novamente, tenha cuidado.

D. A embalagem til para vrias finalidades.

E. Quando o detergente terminar, inutilize a embalagem.

721. Convidamos todos os empregados para as comemoraes do quinto aniversrio da empresa Catil, que sero realizadas no dia 30 de novembro, no ptio central. A programao a seguinte: 17 h Culto ecumnico de ao de graas. 18 h Cerimnia de entrega do prmio ao operrio nota 10. 20 h Churrasco e seresta luz de lamparinas. Esclarecemos que os convites para os familiares e acompanhantes devem ser retirados na secretaria, com antecedncia mnima de trs dias da data do evento.

Com base no texto acima, assinale a opo incorreta.

A. Haver uma cerimnia de entrega de um prmio de 10 mil reais para o melhor operrio do ano.

B. O texto um convite dos diretores da empresa Catil.

C. Os empregados podem levar outras pessoas para as comemoraes.

D. A empresa est completando mais um ano de existncia.

E. At trs dias antes das comemoraes, os convites estaro disposio na secretaria.

722. Joaquim, por favor, antes de encaminhar a correspondncia ao setor de expedio, organize a sala de reunies para o seminrio e distribua as pastas conforme os lugares dos participantes; em seguida, avise ao Dr. Jos que chegarei s 10 horas; pea, ento, ao pessoal da copa, caf e gua para todos. Agradeo, Dr. Roberto.

Conforme o bilhete acima, a tarefa que Joaquim deve cumprir por ltimo :

A. organizar a sala de reunies.

B. distribuir as pastas dos participantes.

C. avisar ao Dr. Jos que o Dr. Roberto chegar s 10 horas.

D. encaminhar a correspondncia ao setor de expedio.

E. pedir caf e gua para todos.

723. AVISO. Os funcionrios que trabalham no turno da noite devem redobrar a ateno quanto economia de energia eltrica, pois ainda no conseguimos cumprir nossa meta de reduo de gastos.

As palavras redobrar e reduo, escritas em negrito no texto, tm, respectivamente, o mesmo significado de:

A. cobrar e confirmao.

B. reforar e diminuio.

C. reduzir e limitao.

D. pedir e ampliao.

E. solicitar e redirecionamento.

724. Se os funcionrios _______________________ realmente, ______________ cumprir a meta de economia de energia.

Assinale a opo que contm as palavras que completam corretamente a frase acima, na ordem apresentada.

A. colaborem, pudssemos

B. colaborarem, pudssemos

C. colaborassem, poderamos

D. colabore, poderemos

E. colaborem, podia

725. Os funcionrios tentaram, mas no conseguiram cumprir a meta de economia de energia.

Na orao anterior, a palavra que no pode substituir mas, pois provoca alterao do sentido, :

A. porque.

B. porm.

C. contudo.

D. no entanto.

E. todavia.

726. Informamos aos encarregados que os pacotes de detergente no ____________ nas gavetas do armrio do almoxarifado e devem ser refeitos.

Assinale a opo com a palavra que completa corretamente a frase.

A. coberam

B. caberam

C. couberam

D. cuberam

E. cubero

727. Assinale a opo correta dos pontos de vista da grafia, da acentuao e da pontuao.

A. Todo usurio final, obrigado a devolver a bateria usada a um ponto de venda.

B. No descarte a bateria usada no lixo domstico ou particular, pois ela, contem substncias qumicas perigosas.

C. Devolva a bateria usada ao revendedor, que tm obrigao de aceit-la, no ato da troca.

D. Os revendedores so obrigados a aceitar a devoluo da bateria usada, bem como a devolv-la ao fabricante para reciclagem.

E. A composio bsica de uma bateria perigosa: xumbo, cido sufrico diluido e plstico.

TEXTO.

A misria tem um componente inercial. O problema no foi criado por este ou aquele governo, mas ao longo da histria do Pas, e se avoluma ano a ano. Entre as famlias mais pobres, registra-se hoje uma taxa de natalidade de cinco filhos, maior que a mdia entre as faixas mais altas da pirmide social. Perpetua-se assim a pobreza, que cresce num ritmo maior que a capacidade de gerao de riqueza e empregos da economia. O primeiro contingente de miserveis surgidos no pas foram os escravos. Mesmo depois da Abolio, eles continuaram vivendo numa situao de pobreza extrema. Essa herana reflete-se at hoje em estatsticas como as taxas de analfabetismo e de mortalidade infantil, proporcionalmente maiores na populao negra. Nos anos 30, o Pas comeou a dar seus primeiros passos para se tornar mais urbano e industrial. O ento presidente Getlio Vargas promoveu mudanas significativas nas relaes trabalhistas, o que certamente beneficiou muita gente, mas foi um desenvolvimento seletivo. Quem tinha emprego e estava nas cidades passou a ter a profisso regulamentada e a ganhar 13 salrio, entre outros benefcios. Melhorou de vida. Os que na poca estavam fora do mercado de trabalho continuaram na pobreza. A partir dos anos 50, durante o governo de Juscelino Kubitschek, o Brasil entrou num processo de industrializao convulsiva, simbolizado pelo slogan "Cinqenta anos em cinco". Financiadas pelo Estado, surgiram a malha rodoviria, a indstria automobilstica, diversas universidades e as grandes usinas de energia. De 48o PIB mundial na dcada de 60, o Pas saltou para a 8a posio, vinte anos depois. O progresso trouxe alguns efeitos colaterais:aumentou as diferenas regionais entre o Sudeste, onde se concentraram os investimentos da indstria, e o Nordeste, que permaneceu atrelado a uma economia rural atrasada sujeita a intempries como a seca. As faixas mais altas da pirmide social foram as mais beneficiadas por esse processo de desenvolvimento, que teve seu auge na dcada de 70. Sua renda cresceu num ritmo mais acentuado que o das camadas pobres. Foi sempre assim. Com uma singela exceo:o perodo inicial do Plano Real, quando milhes de pobres se beneficiaram do fim do imposto inflacionrio e passaram a ter renda mnima para a sobrevivncia.

728. Foi sempre assim. Considerando-se o contexto, correto afirmar que a frase:

(A) analisa os fatos a que o autor se refere no pargrafo anterior.

(B) introduz uma ressalva ao conjunto de situaes abordadas.

(C) indica a causa que desencadeou os fatos anteriores.

(D) conclui a argumentao que vem sendo desenvolvida no texto.

(E) estabelece a condio necessria para uma soluo dos problemas apontados.

729. correto afirmar que, de acordo com o texto:

(A) as taxas de natalidade, maiores que as de mortalidade infantil, so ndices que confirmam a melhoria das condies de vida da populao brasileira.

(B) a indstria brasileira, especialmente a automobilstica, trouxe bem-estar para toda a populao do norte ao sul do Pas.

(C) convm que o Estado evite a ingerncia dos rgos oficiais na economia do Pas, a qual deve basear-se na propriedade e nas atividades particulares.

(D) a faixa mais alta da pirmide social mantm-se em posio de destaque em razo da mdia mais elevada de natalidade.

(E) a populao negra ainda permanece refm de problemas no solucionados, que se originaram na poca da escravido.

730. O componente inercial da pobreza (1 linha) a que se refere o texto diz respeito:

(A) ao ndice de natalidade, que maior nas camadas sociais mais baixas da populao.

(B) ausncia de controle da produo industrial, principalmente na regio sudeste.

(C) ao desinteresse poltico dos governantes em controlar as taxas de natalidade.

(D) ao atraso da economia brasileira, que ainda se fundamenta na atividade rural.

(E) aos problemas derivados do clima, especialmente s secas da regio nordeste.

731. Sua renda cresceu num ritmo mais acentuado que o das camadas pobres. O pronome grifado na frase acima substitui, no texto:

(A) seu auge.

(B) o ritmo.

(C) o progresso.

(D) o perodo inicial.

(E) um processo de desenvolvimento.

732. Que tinha emprego... O mesmo tempo e o mesmo modo da forma verbal anterior acima repetem-se na frase:

(A) e se avoluma ano a ano.

(B) mas foi um desenvolvimento seletivo.

(C) os que estavam fora do mercado de trabalho...

(D) o Pas saltou para a 8a posio.

(E) onde se concentraram os investimentos da indstria.

733. ...que teve seu auge na dcada de 70. O emprego da forma verbal na frase indica:

(A) uma ao terminada num tempo passado.

(B) uma hiptese a concretizar-se no futuro.

(C) a continuidade da ao at o momento presente.

(D) a repetio, no presente, de uma ao passada.

(E) uma ao realizada dentro de limites de tempo imprecisos.

734. A concordncia deixa de seguir a norma padro na frase:

(A) Registram-se, hoje, nas famlias mais pobres, taxas de natalidade maiores que a mdia brasileira.

(B) O nmero de pobres cresce mais do que as possibilidades de gerao de riqueza.

(C) As condies de pobreza so perpetuadas, num ciclo vicioso, pois no existem postos de trabalho suficientes.

(D) Muitos empregados foram beneficiados com as mudanas nas relaes trabalhistas, melhorando as condies de vida.

(E) Com isso, cresceu as diferenas regionais entre o Sudeste e o Nordeste, regio sujeita a um clima inspito.

735. O problema no foi criado por este ou aquele governo. Transpondo-se a frase para a voz ativa, a forma verbal passa a ser:

(A) criara.

(B) criou.

(C) criaram-se.

(D) tinha criado.

(E) era criado.

736. Quem tinha emprego passou a ter a profisso regulamentada. Melhorou de vida. Continuaram na pobreza os que estavam fora do mercado de trabalho. As trs afirmativas encontram-se unidas num s perodo, com correo e clareza, mantendo o sentido original do texto, em:

(A) Enquanto melhorou de vida, quem tinha emprego passou a ter a profisso regulamentada e, em compensao, continuou na pobreza os que estavam fora do mercado de trabalho.

(B) Os que tinham emprego, houve melhora de vida, que passou a ter profisso regulamentada, e continuou na pobreza os que estavam fora do mercado de trabalho.

(C) Porque melhorou de vida, quem tinha emprego e passou a ter a profisso regulamentada, continuaram a pobreza, visto que estavam fora do mercado de trabalho.

(D) Quem tinha emprego, passou a ter profisso regulamentada e melhorou de vida, embora tenham continuado na pobreza os que estavam fora do mercado de trabalho.

(E) Em que pese o emprego, melhorou de vida com a profisso regulamentada, o que, em oposio, continuaram na pobreza os que estavam fora do mercado de trabalho.

737. Encontram-se palavras escritas com desrespeito norma culta da lngua na frase:

(A) H, no pas, bolses de pobreza, em que inexistem recursos mnimos indispensveis para a sobrevivncia da populao.

(B) A escasss de chuvas um fato que caracterisa a regio Nordeste desencadeia srios problemas socioeconmicos de difcil soluo.

(C) O grande nmero de miserveis que vivem abaixo da linha de pobreza no tem acesso a, no mnimo, uma refeio nutritiva bsica diria.

(D) Uma grande porcentagem indica o nmero de brasileiros que, apesar da origem humilde, conseguiram prestgio profissional e ascenso social.

(E) O Brasil um pas rico, o que torna inexplicvel a pobreza extrema de 23 milhes de brasileiros, problema at agora mal resolvido.

738. Est correta a pontuao no perodo:

(A) Como conseqncia do emprego inadequado de recursos, o Brasil aparece todos os anos nas listagens internacionais como um dos pases com maior concentrao de renda do planeta.

(B) Como conseqncia do emprego inadequado de recursos, o Brasil aparece todos os anos nas listagens internacionais como um dos pases, com maior concentrao, de renda do planeta.

(C) Como conseqncia do emprego inadequado de recursos o Brasil, aparece todos os anos nas listagens internacionais, como um dos pases com maior concentrao de renda do planeta.

(D) Como conseqncia do emprego, inadequado de recursos, o Brasil aparece todos os anos nas listagens, internacionais como um dos pases com maior concentrao de renda do planeta.

(E) Como conseqncia do emprego inadequado de recursos o Brasil aparece todos os anos, nas listagens internacionais como, um dos pases com maior concentrao de renda do planeta.

TEXTO.

UM SONHO DE SIMPLICIDADE.

Ento, de repente, no meio dessa desarrumao feroz da vida urbana, d na gente um sonho de simplicidade. Ser um sonho vo? Detenho-me um instante, entre duas providncias a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos cigarros? Eles no me do prazer algum; apenas me fazem falta. So uma necessidade que inventei. Por que beber usque, por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vs, brilhar um pouco, saber intrigas? Uma vez, entrando numa loja para comprar uma gravata, tive de repente um ataque de pudor, me surpreendendo assim, a escolher um pano colorido para amarrar ao pescoo. Mas, para instaurar uma vida mais simples e sbia, seria preciso ganhar a vida de outro jeito, no assim, nesse comrcio de pequenas pilhas de palavras, esse ofcio absurdo e vo de dizer coisas, dizer coisas... Seria preciso fazer algo de slido e de singelo; tirar areia do rio, cortar lenha, lavrar a terra, algo de til e concreto, que me fatigasse o corpo, mas deixasse a alma sossegada e limpa. Todo mundo, com certeza, tem de repente um sonho assim. apenas um instante. O telefone toca. Um momento! Tiramos um lpis do bolso para tomar nota de um nome, de um nmero... Para que tomar nota? No precisamos tomar nota de nada, precisamos apenas viver sem nome, nem nmero, fortes, doces, distrados, bons, como os bois, as mangueiras e o ribeiro.

739. Em seu sonho de simplicidade, o cronista Rubem Braga idealiza sobretudo:

(A) uma depurao maior no seu estilo de escrever, marcado por excessivo refinamento.

(B) as pequenas necessidades da rotina, que cada um de ns cria inconscientemente.

(C)) uma relao mais direta e vital do homem com os demais elementos da natureza.

(D) o aperfeioamento do esprito, por meio de reflexes constantes e disciplinadas.

(E) a paixo ingnua que pode nascer com a voz de uma mulher na penumbra.

740. Considere as seguintes afirmaes:

I. O cronista condiciona a conquista de uma vida mais simples possibilidade de viver sem precisar

produzir nada, sem executar qualquer tipo de trabalho, afora o da pura imaginao.

II. Alimentar um tal um sonho de simplicidade , na perspectiva do cronista, uma caracterstica exclusiva dos escritores que no mantm relaes mais concretas com o mundo.

III. Cigarros, gravatas e telefones so elementos utilizados pelo cronista para melhor concretizar o mundo que representa uma anttese ao seu sonho de simplicidade.

Em relao ao texto, est correto SOMENTE o que se afirma em:

(A) I.

(B) II.

(C) III.

(D) I, II.

(E) II, III.

741. Na frase: Mas, para instaurar uma vida mais simples e sbia, seria preciso ganhar a vida de outro jeito, no assim, nesse comrcio de pequenas pilhas de palavras, esse ofcio absurdo e vo de dizer coisas, dizer coisas... o cronista:

(A) ressalta, com a repetio de dizer coisas, a importncia de seu trabalho de escritor, pelo qual revela aos outros as verdades mais profundas.

(B) justifica com a expresso comrcio de pequenas pilhas de palavras a viso depreciativa que tem de

seu prprio ofcio.

(C) apresenta como conseqncia de instaurar uma vida mais simples e sbia o fato de ganhar a vida de outro jeito.

(D) utiliza a expresso no assim para apontar uma restrio vida que seria preciso ganhar de outro jeito.

(E) se vale da expresso ofcio absurdo e vo para menosprezar o trabalho dos escritores que se recusam a profissionalizar-se.

742. Est correta a grafia de todas as palavras na frase:

(A) O sonho do cronista parece estravagante, mas h que se reconhecer nele a beleza de uma vida a ser levada com muito mais disteno.

(B) Quem vive de forma mais displiscente no o homem distrado das obrigaes, mas aquele que atribue importncia exclusiva aos negcios e rotina urbana.

(C) Um telefone corta abruptamente nossa evazo imaginria, e anotamos nomes e nmeros, na sugeio aos velhos hbitos e compromissos.

(D) Se uma vida mais natural nos restitui a extinta simplicidade, que empecilhos to fortes nos impedem de desfrut-la?

(E) A singeleza de uma vida natural exclue, obvio, aqueles valores suprfluos que encorporamos sem nunca os analisar.

743. As normas de concordncia verbal esto inteiramente respeitadas SOMENTE na frase:

(A) Quando se fatigam os corpos, as almas restam mais sossegadas e limpas.

(B) O que aflige o autor os compromissos e os ofcios vos, com os quais se envolvem permanentemente.

(C) No dura seno um rpido instante os vislumbres de uma vida mais simples.

(D) Todas as coisas que se sonha nascem de carncias reais.

(E) Se houvessem mais coisas simples em nossa vida, no sonharamos tanto com elas.

744. Transpondo-se para a voz passiva a frase Eles no me do prazer algum, resultar a forma verbal:

(A) tm dado.

(B) dado.

(C) tem sido dado.

(D) teriam dado.

(E) foi dado.

745. Todas as formas verbais esto corretamente flexionadas na frase:

(A) Se todos se detessem mais do que um instante, um sonho seria mais que um sonho.

(B) Como nunca te conviu sonhar, deduzo que sejas feliz.

(C) O cronista prov de sonhos sua vida, ainda que sejam fugazes.

(D) De onde proviram as gravatas, que se ostentam to vaidosamente?

(E) Ah, se retssemos por mais tempo os sonhos que valham a pena sonhar...

746. Est correto o emprego da expresso sublinhada na frase:

(A) Tirar areia do rio e cortar lenha so atividades a que o cronista se entregaria com amor.

(B) Ele julga ridcula a tira de pano colorido do qual se pretende ficar elegante.

(C) A pessoa cujo o nome anotamos, significar de fato algo para ns?

(D) O ribeiro e o boi, aos quais o cronista deseja pactuar, so exemplos de simplicidade.

(E) Com que providncias haveremos de tomar, para mudar nossa vida?

747. Est clara e correta a redao da seguinte frase:

(A) Deu-lhe um sonho de simplicidade em face dessas desarrumaes na vida, que alis acomete a qualquer um, nestes tempos modernos de hoje que atravessamos.

(B) O cronista demonstra, talvez, excesso de rigor, quando considera seu ofcio no mais que uma banal operao, com a qual amontoa pequenas pilhas de palavras inteis.

(C) Se estamos emersos num sonho e o telefone toca, samos deste e perdemos toda a continuidade do

devaneio que vale mais pena do que viver assim mecanicamente.

(D) A verdade que nem mesmo certo prazer mais obtido pelo cigarro, cujo vcio alimentamos sem pensar, assim como ocorrem em outros fatos da vida.

(E) Apenas viver simplesmente torna-se um sonho em nosso tempo, onde a rotina nos faz mergulharmos em inteis atividades que nem paramos para pensar nelas.

748. Est inteiramente adequada a pontuao da seguinte frase:

(A) Tive, sim um ataque de pudor, quando olhando-me com a gravata, tomei conscincia de que pretendia ficar elegante com um pano colorido que mecanicamente, amarrara ao pescoo.

(B) Tive sim um ataque de pudor quando, olhando-me com a gravata tomei conscincia, de que pretendia ficar elegante com um pano colorido, que mecanicamente amarrara, ao pescoo.

(C) Tive, sim, um ataque de pudor quando olhando-me, com a gravata, tomei conscincia, de que pretendia ficar elegante com um pano, colorido, que mecanicamente amarrara ao pescoo.

(D) Tive, sim, um ataque de pudor; quando olhando-me com a gravata, tomei conscincia de que pretendia ficar elegante: com um pano colorido que, mecanicamente, amarrara ao pescoo.

(E) Tive, sim, um ataque de pudor quando, olhando-me com a gravata, tomei conscincia de que pretendia ficar elegante com um pano colorido que, mecanicamente, amarrara ao pescoo.

TEXTO.

PRTICAS E CONVENES.

Os direitos e deveres estabelecem-se primeiro na prtica, depois por conveno. O senso do que justo, do que socialmente desejvel, mesmo do que moral, firma-se em valores culturais, cujo acatamento coletivo muitas vezes demanda as prescries de um cdigo. Ocorre que a legitimidade desse cdigo pode vir a se tornar mera e vazia conveno, quando seus postulados j no refletem a evoluo dos fatos da cultura. As revises dos dispositivos da lei fazemse, por vezes, com tal atraso, que apenas retiram de um texto caduco aquilo que as pessoas h muito removeram de suas prticas sociais. As recentes alteraes no Cdigo Civil brasileiro, elogiveis em tantos aspectos, esto longe de representar algum avano mais profundo, refletindo, apenas hoje, valores que, na prtica social, firmaram-se h dcadas. No que diz respeito ao papel da mulher na modernidade, essas alteraes no fazem mais que formalizar (quase diria: envergonhadamente) direitos conquistados ao longo das lutas feministas, desde que a mulher tomou para si a tarefa que lhe cabia: demarcar com clareza e soberania o territrio de sua atuao, territrio que h muito seu, no por conveno, mas pela ao cotidiana que se fez histrica.

749. Segundo o texto, as prticas sociais e o estabelecimento dos textos legais:

(A) ocorrem simultaneamente, com influncias recprocas.

(B) constituem, respectivamente, o plano das convenes e o plano da vida cultural.

(C) ocorrem simultaneamente, sem influncia de um em outro.

(D) constituem, respectivamente, o plano da vida cultural e o plano das convenes.

(E) constituem, respectivamente, o plano dos valores ideais e o plano dos valores histricos.

750. Considere as seguintes afirmaes:

I. As recentes alteraes no Cdigo Civil brasileiro, no que diz respeito ao papel da mulher na sociedade moderna, revelam-se anacrnicas, ignorando direitos h muito firmados na prtica.

II. As lutas feministas constituem um claro exemplo de que, antes de se sistematizarem num texto legal, os valores e os direitos se afirmam na prtica das aes sociais.

III. A legitimidade de um cdigo legal depende de que este se apresente sem nenhum defeito formal, constituindo-se plenamente numa clara conveno.

Em relao ao texto est correto SOMENTE o que se afirma em:

(A) I.

(B) II.

(C) III.

(D) I, II.

(E) II, III.

751. Para preencher de modo correto a lacuna da frase, o verbo indicado entre parnteses dever adotar uma forma do plural em:

(A) As normas que num cdigo legal se ...... (estipular) devem acompanhar a prtica das aes sociais.

(B) As recentes alteraes que ...... (haver) no Cdigo Civil brasileiro so elogiveis em muitos aspectos.

(C) No nos ...... (dizer) respeito definir o que ou no legtimo, se no distinguimos entre o que e o que no um fato social.

(D) Se dos postulados dos cdigos ...... (nascer) todo direito, a justia humana seria uma simples conveno.

(E) Ao longo das lutas feministas tanta coisa se ...... (conquistar) que muitos dispositivos legais se tornaram imediatamente obsoletos.

752. Os tempos verbais esto adequadamente articulados na frase:

(A) As mulheres muito lutariam para que possam ter seus direitos respeitados.

(B) Esses valores se instituram na prtica, e s muito depois houveram sido formalizados.

(C) Firma-se o senso do que justo proporo que passassem os anos.

(D) So de se elogiar as alteraes apresentadas pelo Cdigo que recentemente se lanou.

(E) Coube s mulheres lutar para que sejam reconhecidos os direitos que lhes negssemos.

753. A expresso de cujo preenche corretamente a lacuna da frase:

(A) um processo de luta ...... sucesso muitas se empenham.

(B) As novidades do novo Cdigo Civil, ...... muito se falou, so um tanto tmidas.

(C) As lutas feministas, ...... sucesso ningum mais duvida, travaram-se ao longo de muitas dcadas.

(D) A grande tarefa do legislador, ...... esforo devemos reconhecer, acompanhar a evoluo dos fatos da cultura.

(E) As prticas sociais, ...... valor nenhum outro deveria se sobrepor, so por vezes ignoradas.

754. Considere os seguintes casos:

I. Os homens, que ignoram os direitos da mulher, passaro a acat-los.

Os homens que ignoram os direitos da mulher passaro a acat-los.

II. Somente, agora o Cdigo Civil brasileiro incorporou as mudanas ocorridas.

Somente agora o Cdigo Civil brasileiro incorporou as mudanas ocorridas.

III. O valor de um cdigo, estabelecido por conveno, deve ser comprovado na prtica.

O valor de um cdigo estabelecido por conveno deve ser comprovado na prtica.

A alterao na pontuao provoca alterao de sentido em:

(A) I, somente.

(B) I, II, somente.

(C) I, III, somente.

(D) II, III, somente.

(E) I, II, III.

755. A nica frase corretamente construda :

(A) Espero que Vossa Excelncia aprecieis o novo cdigo.

(B) Se o senhor preferir, aguardarei que termines a leitura integral do cdigo.

(C) Se passares os olhos pela nova redao, poder ver que so pequenas as alteraes.

(D) Conserva contigo esse exemplar do novo cdigo; no v perd-lo, por favor.

(E) Se Vossa Senhoria no fizer objeo, levo-lhe ainda hoje a nova redao do cdigo.

756. Est inteiramente clara e correta a redao da frase:

(A) na constncia da prtica que os valores culturais se retificam, confirmando-se assim como valores

onde sua legitimidade torna-se indiscutvel.

(B) Embora elogiveis sobre muitos aspectos, as alteraes do novo cdigo no obtiveram mais do que

buscar acompanhar fatos h muito consolidados.

(C) O autor do texto ao tratar de prticas e convenes est referindo s aes nas quais cujos seus valores nem sempre so imediatamente acompanhados pela legislao vigorosa.

(D) A demarcao de um campo de direitos no prescinde de muita luta, tal como pode observar quem venha acompanhando o processo das batalhas feministas.

(E) No obstante haja quem o discorde, muitos acreditam que o que justo decorre do texto legal, no se passando o mesmo com a prtica das aes.

757. preciso corrigir a redao da seguinte frase:

(A) Li o novo cdigo e, no fundamental, nada tenho a lhe opor.

(B) louvvel, reconhea-se, a coragem com que as feministas pioneiras se lanaram luta.

(C) Os povos primitivos orientam-se por uma tradio de valores mais precisos e mais permanentes que os nossos.

(D) H sempre quem discuta as leis; mais difcil haver quem discuta os valores j estabelecidos na prtica social.

(E) Se contra fatos no h argumentos, esta uma afirmao autoritria, na qual no se deve recorrer.

758. A necessidade ou no do sinal de crase est inteiramente observada na frase:

(A) Deve-se luta das feministas o respeito aos direitos que cabem tambm s outras parcelas de injustiados que integram a nossa sociedade.

(B) Encontra-se a disposio dos interessados a nova edio do Cdigo Civil, qual, alis, j se fizeram

objees torto e direito.

(C) vista do que dispe o novo cdigo, no caber ningum a condio "natural" de cabea de casal, qual, at ento, se reservava para o homem.

(D) Pode ser que curto prazo o novo cdigo esteja obsoleto em vrios pontos, exemplo do que ocorreu com o antigo.

(E) No se impute uma mulher a culpa de no ter lutado por seus direitos; todas as presses sociais sempre a conduziram quela "virtuosa" resignao.

TEXTO.

O PARTO E O TAPETE.

Rio de Janeiro - Big nem era minha, era de um cunhado. Naquele tempo eu ainda no gostava de cachorros, pagando por isso um preo que at hoje me maltrata. Mas, como ia dizendo, Big no era minha, mas estava para ter ninhada, e meu cunhado viajara. De repente, Big procurou um canto e entrou naquilo que os entendidos chamam de trabalho de parto. Alertado pela cozinheira, que entendia mais do assunto, telefonei para o veterinrio que era amigo do cunhado. No o encontrei. Tive de apelar para uma emergncia, expliquei a situao, 15 minutos depois veio um veterinrio. Examinou Big, achou tudo bem, pediu um tapete. Providenciei um, que j estava desativado, tivera alguma nobreza, agora estava pudo e desbotado. O veterinrio deitou Big em cima, pediu uma cadeira e um caf. Duas horas se passaram, Big teve nove filhotes e o veterinrio me cobrou 90 mil cruzeiros, eram cruzeiros naquela poca, e dez mil por filhote. Valiam mais tive de admitir. No dia seguinte, com a volta do cunhado, chamou-se o veterinrio oficial. Quis informaes sobre o colega que me atendera. Contei que ele se limitara a pedir um tapete e pusera Big em cima. Depois pedira um caf e uma cadeira, cobrando-me 90 mil cruzeiros pelo trabalho. O veterinrio limitou-se a comentar: timo! Voc

teve sorte, chamou um bom profissional!. Como? A cincia que cuida do parto dos animais se limita a colocar um tapete em baixo? Exatamente. Se tivesse me encontrado, eu faria o mesmo e cobraria mais caro, moro longe. Nem sei por que estou contando isso. Acho que tem alguma coisa a ver com a sucesso presidencial. Muitas especulaes, um parto complicado, que requer veterinrios e curiosos. Todos daro palpites, todos se esbofaro para colocar o tapete providencial que receber o candidato ungido, que nascer por circunstncias que ningum domina. E todos cobraro caro.

759. A associao entre o episdio narrado e a sucesso presidencial apia-se:

(A) no argumento de que dos dois nascer algo de grande valia e importncia.

(B) na idia de que, num e noutro caso, cumprem-se rituais que pouco interferem nos fatos, mas que tm alto preo.

(C) no fato de que sempre se estendem tapetes aos lderes poderosos que esto por vir.

(D) na suposio de que as emergncias so iguais por mais diferentes que paream.

(E) na constatao de que a sucesso requer o envolvimento de especialistas e muita preciso.

760. Observe as frases I e II, extradas do texto.

I. Big nem era minha, era de um cunhado.

II. Big no era minha, mas estava para ter ninhada, e meu cunhado viajara.

correto dizer que o narrador:

(A) em I, sugere estar desobrigado em relao ao animal; em II, faz ressalva a essa desobrigao.

(B) em I, afirma ser estranho ao animal; em II, reitera sua indiferena em relao a este.

(C) em I, exprime desprezo pelo animal; em II, manifesta um mnimo de considerao pelo destino deste.

(D) em I, nega ter vnculos com o animal; em II, critica o cunhado que se ausentou, deixando Big aos cuidados de outrem.

(E) em I, mostra-se longe de ter responsabilidade pelo animal; em II, invoca a responsabilidade do legtimo proprietrio.

761. Ao afirmar tive de admitir, o narrador dos fatos est indicando que:

(A) constatou a verdadeira importncia do profissional que assistira Big, em seu trabalho de parto.

(B) tomou conscincia de que pagara mais do que valiam os filhotes de Big no mercado.

(C) se curvou ao argumento empregado pelo veterinrio para justificar o preo de seu servio.

(D) se estarreceu com o valor que um filhote pode atingir e com o preo que cobram os veterinrios.

(E) pagou pelos filhotes um preo justo, j que valiam mais do que dez mil cruzeiros.

762. Assinale a alternativa em que h correta equivalncia entre as formas verbais simples e compostas no perodo.

(A) eu faria o mesmo / tinha feito o mesmo.

(B) meu cunhado viajara / haveria viajado.

(C) eu ainda no gostava de cachorro / tinha gostado.

(D) todos daro palpite / haveriam dado.

(E) tivera alguma nobreza / tinha tido.

763. "Muitas especulaes, um parto complicado, que requer veterinrios e curiosos. Todos daro palpites (...)." A verso adaptada deste trecho, que apresenta correta correlao dos tempos verbais, :

(A) possvel que haja muitas especulaes, um parto complicado, que talvez requeira veterinrios e curiosos. Talvez todos dem palpites.

(B) Quem sabe foram muitas especulaes, um parto complicado, que j requeria veterinrios e curiosos. Talvez todos tm dado palpites.

(C) Pode ser que se fazem muitas especulaes, um parto complicado, que requerer veterinrios e curiosos. Todos vm dando palpites.

(D) Quem sabe ocorreram muitas especulaes, um parto complicado, que talvez requeria veterinrios e curiosos. Talvez todos tinham dado palpites.

(E) possvel que fizeram muitas especulaes, um parto complicado, que talvez vinha requerendo veterinrios e curiosos. Todos vinham dando palpites.

764. "Se tivesse me encontrado, eu faria o mesmo e cobraria mais caro, moro longe." O significado do perodo est corretamente expresso em:

(A) Mesmo que tivesse me encontrado, eu faria o mesmo cobrando mais caro, portanto moro longe.

(B) Caso tivesse me encontrado, eu faria o mesmo, mas cobraria mais caro, pois moro longe.

(C) Embora tivesse me encontrado, eu faria o mesmo, porm cobraria mais caro; moro longe, pois.

(D) Desde que tivesse me encontrado, eu faria o mesmo, pois cobraria mais caro, contanto que moro longe.

(E) Salvo se tivesse me encontrado, eu faria o mesmo, porque cobraria mais caro, mesmo morando longe.

765. A palavra que expressa corretamente o significado de ungido, em ... colocar o tapete presidencial que receber o candidato ungido ..., :

(A) sacrificado.

(B) usurpado.

(C) surgido.

(D) proposto.

(E) sagrado.

766. Assinale a alternativa cuja frase apresenta concordncia correta, obedecendo regra empregada em: "Chamou-se o veterinrio oficial."

(A) Alugou-se imveis novos.

(B) Trataram-se de assuntos pouco usuais.

(C) Indicaram-se as medidas cabveis.

(D) Presenciou-se cenas desagradveis.

(E) Precisam-se de balconistas com prtica.

767. Assinale a alternativa cujas palavras so acentuadas segundo as regras que determinam a acentuao, respectivamente, de: emergncia; pudo; poca.

(A) Cincia; idia; martimo.

(B) Circunstncias; sava; ningum.

(C) Espcie; razes; at.

(D) Veterinrio; fasca; timo.

(E) Antagnico; usque; pra.

768. A frase que traz implcita a idia de mudana de situao :

(A) Naquele tempo eu ainda no gostava de cachorros.

(B) Nem sei por que estou contando isso.

(C) Examinou Big, achou tudo bem, pediu um tapete.

(D) Quis informaes sobre o colega que me atendera.

(E) timo! Voc teve sorte, chamou umbom profissional.

TEXTO.

O MITO E O MUNDO MODERNO.

MOYERS: Por que mitos? Por que deveramos importar-nos com os mitos? O que eles tm a ver com minha vida?

CAMPBELL: Minha primeira resposta seria: V em frente, viva a sua vida, uma boa vida voc no precisa de mitologia. No acredito que se possa ter interesse por um assunto s porque algum diz que isso importante. Acredito em ser capturado pelo assunto, de uma maneira ou de outra. Mas voc poder descobrir que, com uma introduo apropriada, o mito capaz de captur-lo. E ento, o que ele poder fazer por voc, caso o capture de fato? Um de nossos problemas, hoje em dia, que no estamos familiarizados com a literatura do esprito. Estamos interessados nas notcias do dia e nos problemas do momento. Antigamente, o campus de uma universidade era uma espcie de rea hermeticamente fechada, onde as notcias do dia no se chocavam com a ateno que voc dedicava vida interior, nem com a magnfica herana humana que recebemos de nossa grande tradio Plato, Confcio, o Buda, Goethe e outros, que falam dos valores eternos, que tm a ver com o centro de nossas vidas. Quando um dia voc ficar velho e, tendo as necessidades imediatas todas atendidas, ento se voltar para a vida interior, a bem, se voc no souber onde est ou o que esse centro, voc vai sofrer. As literaturas grega e latina e a Bblia costumavam fazer parte da educao de toda gente. Tendo sido suprimidas, toda uma tradio de informao mitolgica do Ocidente se perdeu. Muitas histrias se conservaram, de hbito, na mente das pessoas. [...]

769. A leitura do texto permite afirmar que a conjuno e, presente no ttulo, sugere idia de:

(A) adio.

(B) explicao.

(C) conseqncia.

(D) alternncia.

(E) contraste.

770. Dando outra forma ao ttulo do texto, de acordo com o sentido, obtm-se:

(A) Mitos? Por qu?

(B) Mitos: Porque?

(C) Mitos? Por que?

(D) Mitos: Porqu?

(E) Mitos? Por que?

771. Considerando que ironia seja um recurso com o qual se afirma o contrrio do que se enuncia, aponte a alternativa em que tal recurso se manifesta.

(A) [...] as notcias no se chocavam com a ateno que voc dedicava vida interior.

(B) E ento, o que ele poder fazer por voc, caso o capture de fato?

(C) [...] o campus de uma universidade era uma espcie de rea hermeticamente fechada.

(D) V em frente, viva a sua vida, uma boa vida voc no precisa de mitologia.

(E) Quando um dia voc ficar velho [...], se voc no souber onde est [...], voc vai sofrer.

772. Com a substituio de voc por tu, a frase V em frente, viva a sua vida, uma boa vida voc no precisa de mitologia, dever, obedecendo norma culta, ser:

(A) Vais em frente, vives a tua vida, uma boa vida tu no precisas de mitologia.

(B) Vai em frente, vive a tua vida, uma boa vida tu no precisas de mitologia.

(C) Vai em frente, vivas a tua vida, uma boa vida tu no precisar da mitologia.

(D) V em frente, vivas a sua vida, uma boa vida tu no precisars da mitologia.

(E) V em frente, vive a tua vida, uma boa vida tu no precisas de mitologia.

773. Na frase [...] uma espcie de rea [...] onde as notcias do dia no se chocavam [...], o emprego da palavra destacada obedece evidente norma culta. O mesmo ocorre em:

(A) A Diretoria Central quer informaes sobre onde voc vai.

(B) Dessa conversa surgiu o pensamento onde se refletiu sobre nossa vida.

(C) preciso investigar o escritrio onde se esconderam os ladres.

(D) O prximo domingo ser o dia onde se tratar desse tema.

(E) Cuidado com aquele grupo de pessoas, onde o lder agressivo.

774. Da leitura do texto, pode-se depreender que:

(A) entre outros, Plato, Confcio, Goethe e Buda so os responsveis pela mitologia.

(B) a satisfao das necessidades imediatas dos velhos propicia-lhes uma sobrevida feliz.

(C) o centro interior do homem idoso foi definido por Plato, Confcio, Buda e Goethe, entre outros.

(D) o possvel sofrimento do velho depende, entre outras coisas, da preocupao com a sua vida interior.

(E) a literatura do esprito no acolhida nos campus das universidades declaradamente fechadas.

775. Com a substituio de voc por um pronome de tratamento formal, a orao Quando um dia voc ficar velho dever, obedecendo norma culta, transformar-se em:

(A) Quando um dia Sua Excelncia ficar velha.

(B) Quando um dia Vossa Excelncia ficar velho.

(C) Quando um dia Vossa Excelncia ficares velha.

(D) Quando um dia Sua Excelncia ficardes velha.

(E) Quando um dia Vossa Excelncia ficardes velho.

776. Em As literaturas grega e latina e a Bblia costumam fazer parte da educao de toda a gente, tem-se, nos termos em destaque, um procedimento de concordncia nominal que se repete em:

(A) No conheo as culturas africanas e asiticas.

(B) Michel conhece a lngua e literatura portuguesas.

(C) Marta estuda os idiomas francs e ingls.

(D) Nutria estima elevada e sincera pelo amigo.

(E) Paulo encomendou presentes e uma jia cara.

777. Aponte a alternativa em que a reescrita da frase Tendo sido suprimidas, toda uma tradio de informao mitolgica do Ocidente se perdeu conserva, de acordo com o texto, o contedo original.

(A) Aps sua preservao, no se assegurou a transmisso da mitologia ocidental.

(B) Com sua supresso, desapareceu a tradio inteira de informao mitolgica do Ocidente.

(C) O suprimento dessas literaturas acarretou o fim da mitologia ocidental.

(D) Com seu desaparecimento, frustrou-se a mitologia do Ocidente.

(E) Sua eliminao determinou o desaparecimento de toda a mitologia do Ocidente.

778. Aponte a alternativa em que os vocbulos devem, respectivamente, ser acentuados pelos mesmos motivos de deveramos, algum e notcias.

(A) rabe detm cnscio.

(B) revlver tambm vo.

(C) lmpido vm apio.

(D) enxges armazm crtex.

(E) flego tm frteis.

TEXTO.

DISSO QUE O BRASIL PRECISA.

O grau de maturidade econmica de uma sociedade pode ser aferido com a ajuda de ndices conhecidos, como o produto interno bruto do pas. O estgio de maturidade poltica tambm conta com alguns indicadores. Um deles a ocorrncia seqenciada de eleies livres, sem sustos nem sobressaltos. E como descobrir o grau de maturidade social de uma nao? ndices que medem a violncia e a criminalidade so teis para a avaliao. Mas de um tempo para c surgiu um dado novo: a taxa de envolvimento das pessoas com o trabalho social. No que a filantropia seja novidade ou inveno moderna. Mas a onda do bem tornou-se um fenmeno especialmente notvel nos ltimos trinta anos. Nos pases mais civilizados, a presena da filantropia, tambm chamada de terceiro setor, mais perceptvel. Nas naes menos desenvolvidas socialmente, o trabalho voluntrio mais embrionrio. O Brasil est num meiotermo. Do ponto de vista do resultado financeiro, est entre os pases que menos investem no social. Mas, quando se analisa o voluntariado pelo exrcito envolvido, alguma coisa espantosa est acontecendo. H milhes de brasileiros dedicando-se a tarefas sociais [...].

779. Indique a alternativa que, sem contrariar a norma culta e o sentido, pode substituir o ttulo do texto.

(A) disso de que o Brasil necessita.

(B) isso de que o Brasil exige.

(C) isso de que o Brasil carece.

(D) disso que o Brasil requer.

(E) disso a que o Brasil aspira.

780. Da leitura do texto, depreende-se que o pronome isso, do ttulo, aponta para:

(A) o grau de maturidade social de uma comunidade.

(B) a ocorrncia seqenciada de eleies livres.

(C) grau de maturidade econmica de uma nao.

(D) o envolvimento das pessoas no trabalho social.

(E) a eliminao da distncia entre ricos e pobres.

781. Reescrevendo o trecho: "O grau de maturidade econmica de um povo pode ser aferido ...", de acordo com a norma culta e mantendo o sentido, obtm-se:

(A) possvel o auferir...

(B) Se pode lhe avaliar...

(C) Pode-se inferi-lo...

(D) exeqvel examinar-lhe...

(E) possvel estim-lo...

782. A preposio com na expresso com a ajuda de ndices conhecidos possui idia de:

(A) companhia.

(B) instrumento.

(C) causa.

(D) concesso.

(E) dvida.

783. Observe a frase: ndices que medem a violncia e a criminalidade so teis para a avaliao. Passando-se avaliao para o plural, mantendo-se o sentido original e obedecendo-se norma culta, o termo destacado poder ser substitudo por:

(A) adequados s avaliaes.

(B) desnecessrios as avaliaes.

(C) convenientes com as avaliaes.

(D) imprestveis s avaliaes.

(E) aproveitveis as avaliaes.

784. Em lugar de filantropia poderia, no texto, figurar:

(A) antropofobia.

(B) humanidade.

(C) humanismo.

(D) humanitarismo.

(E) misantropia.

785. Em Nos pases mais civilizados, [...] a presena da filantropia [...] mais perceptvel., depreende-se um julgamento de valor, segundo o qual o Brasil no compe o grupo desses pases. De acordo com o texto, pode-se contrapor a essa assero:

(A) o nmero de voluntrios do trabalho social.

(B) o acanhado investimento financeiro no social.

(C) o surgimento do voluntariado nessas naes.

(D) a presena, nesses pases, do terceiro setor.

(E) a atuao do terceiro setor em tais pases.

786. Antepostos ou pospostos a outros, alguns vocbulos podem sofrer alterao de sentido, como ocorre, por exemplo, com novo: novo escrivo e escrivo novo. Indique a alternativa em que se manifesta um desses vocbulos.

(A) O estgio de maturidade econmica tambm conta com bons indicadores.

(B)No que a filantropia seja novidade ou inveno moderna.

(C) [...] alguma coisa espantosa est acontecendo.

(D) [...] est entre os pases que menos investem socialmente.

(E) [...] a onda do bem tornou-se um fenmeno especialmente notvel.

787. Em ndices que medem a violncia e a criminalidade so teis..., o termo destacado poder, sem prejuzo do sentido e com a necessria adequao sinttica, ser substitudo por:

(A) mensurveis.

(B) incomensurveis.

(C) mensurais.

(D) dimensveis.

(E) mensuradores.

788. Indique a alternativa em que a pontuao da frase obedece norma culta.

(A) Nos ltimos anos empresrios, pegaram, firme, na questo da responsabilidade social.

(B) Associaram-se em fundaes que, captam recursos, e orientam trabalhos.

(C) Outros, como era de se esperar, foram estimulados, pelos empregados, a olhar, para os desfavorecidos.

(D) O Brasil tem, segundo critrios do IBGE 20 milhes de pessoas, vivendo abaixo da linha da pobreza.

(E) Para os que recebem ajuda, essa multiplicao bem vinda, mas est longe de representar uma soluo.

TEXTO.

A MISRIA DE TODOS NS.

Como entender a resistncia da misria no Brasil, uma chaga social que remonta aos primrdios da colonizao? No decorrer das ltimas dcadas, enquanto a misria se mantinha mais ou menos do mesmo tamanho, todos os indicadores sociais brasileiros melhoraram. H mais crianas em idade escolar freqentando aulas atualmente do que em qualquer outro perodo da nossa histria. As taxas de analfabetismo e mortalidade infantil tambm so as menores desde que se passou a registr-las nacionalmente. O Brasil figura entre as dez naes de economia mais forte do mundo. No campo diplomtico, comea a exercitar seus msculos. Vem firmando uma inconteste liderana poltica regional na Amrica Latina, ao mesmo tempo que atrai a simpatia do Terceiro Mundo por ter se tornado um forte oponente das injustas polticas de comrcio dos pases ricos. Apesar de todos esses avanos, a misria resiste.

Embora em algumas de suas ocorrncias, especialmente na zona rural, esteja confinada a bolses invisveis aos olhos dos brasileiros mais bem posicionados na escala social, a misria onipresente. Nas grandes cidades, com aterrorizante freqncia, ela atravessa o fosso social profundo e se manifesta de forma violenta. A mais assustadora dessas manifestaes a criminalidade, que, se no tem na pobreza sua nica causa, certamente em razo dela se tornou mais disseminada e cruel. Explicar a resistncia da pobreza extrema entre milhes de habitantes no uma empreitada simples.

789. O ttulo dado ao texto se justifica porque:

A. a misria abrange grande parte de nossa populao;

B. a misria culpa da classe dominante;

C. todos os governantes colaboraram para a misria comum;

D. a misria deveria ser preocupao de todos ns;

E. um mal to intenso atinge indistintamente a todos.

790. A primeira pergunta Como entender a resistncia da misria no Brasil, uma chaga social que remonta aos primrdios da colonizao?:

A. tem sua resposta dada no ltimo pargrafo;

B. representa o tema central de todo o texto;

C. s uma motivao para a leitura do texto;

D. uma pergunta retrica, qual no cabe resposta;

E. uma das perguntas do texto que ficam sem resposta.

791. Aps a leitura do texto, s NO se pode dizer da misria no Brasil que ela:

A. culpa dos governos recentes, apesar de seu trabalho produtivo em outras reas;

B. tem manifestaes violentas, como a criminalidade nas grandes cidades;

C. atinge milhes de habitantes, embora alguns deles no apaream para a classe dominante;

D. de difcil compreenso, j que sua presena no se coaduna com a de outros indicadores sociais;

E. tem razes histricas e se mantm em nveis estveis nas ltimas dcadas.

792. O melhor resumo das sete primeiras linhas do texto :

A. Entender a misria no Brasil impossvel, j que todos os outros indicadores sociais melhoraram;

B. Desde os primrdios da colonizao a misria existe no Brasil e se mantm onipresente;

C. A misria no Brasil tem fundo histrico e foi alimentada por governos incompetentes;

D. Embora os indicadores sociais mostrem progresso em muitas reas, a misria ainda atinge uma pequena parte de nosso povo;

E. Todos os indicadores sociais melhoraram exceto o indicador da misria que leva criminalidade.

793. As marcas de progresso em nosso pas so dadas com apoio na quantidade, exceto:

A. freqncia escolar;

B. liderana diplomtica;

C. mortalidade infantil;

D. analfabetismo;

E. desempenho econmico.

794. No campo diplomtico, comea a exercitar seus msculos.; com essa frase, o jornalista quer dizer que o Brasil:

A. j est suficientemente forte para comear a exercer sua liderana na Amrica Latina;

B. j mostra que mais forte que seus pases vizinhos;

C. est iniciando seu trabalho diplomtico a fim de marcar presena no cenrio exterior;

D. pretende mostrar ao mundo e aos pases vizinhos que j suficientemente forte para tornar-se lder;

E. ainda inexperiente no trato com a poltica exterior.

795. Segundo o texto, A misria onipresente embora:

A. aparea algumas vezes nas grandes cidades;

B. se manifeste de formas distintas;

C. esteja escondida dos olhos de alguns;

D. seja combatida pelas autoridades;

E. se torne mais disseminada e cruel.

796. ...no uma empreitada simples equivale a dizer que uma empreitada complexa; o item em que essa equivalncia feita de forma INCORRETA :

A. no uma preocupao geral = uma preocupao superficial;

B. no uma pessoa aptica = uma pessoa dinmica;

C. no uma questo vital = uma questo desimportante;

D. no um problema universal = um problema particular;

E. no uma cpia ampliada = uma cpia reduzida.

797. ...enquanto a misria se mantinha...; colocando-se o verbo desse segmento do texto no futuro do subjuntivo, a forma correta seria:

A. mantiver;

B. manter;

C. manter;

D. manteria;

E. mantenha.

798. A forma de infinitivo que aparece substantivada nos segmentos abaixo :

A. Como entender a resistncia da misria...;

B. No decorrer das ltimas dcadas...;

C. ...desde que se passou a registr-las...;

D. ...comea a exercitar seus msculos.;

E. ...por ter se tornado um forte oponente....

TEXTO.

O CONSUMO ALIENADO.

Em um mundo em que predomina a produo

alienada, tambm o consumo tende a ser alienado.

A produo em massa tem por corolrio o consumo

de massa.

O problema da nossa sociedade de consumo

que as necessidades so artificialmente estimuladas,

sobretudo pelos meios de comunicao de

massa, levando os indivduos a consumirem de

maneira alienada.

A organizao dicotmica do trabalho a que nos

referimos anteriormente - pela qual se separa a

concepo e a execuo reduz as possibilidades

do empregado de encontrar satisfao na

maior parte da sua vida, enquanto se obriga a tarefas

desinteressantes. Da a importncia que assume

para ele a necessidade de se dar prazer pela

posse de bens. A civilizao tecnicista no uma

civilizao de trabalho, mas do consumo e do bem

estar. O trabalho deixa, para um nmero crescente

de indivduos, de incluir fins que lhe so prprios e

torna-se um meio de consumir, de satisfazer as

necessidades cada vez mais amplas.1

A estimulao artificial das necessidades provoca

as aberraes do consumo: podemos montar

uma sala completa de som, sem gostar de

msica; podemos comprar uma biblioteca a

metro, deixando volumes virgens nas estantes;

podemos adquirir quadros famosos, sem saber

apreci-los (ou para mant-los no cofre). A

obsolescncia dos objetos, que rapidamente se

tornam fora de moda, exerce uma tirania invisvel,

obrigando as pessoas a comprarem uma nova

televiso, refrigerador ou carro porque o design

se tornou antiquado ou porque uma nova

engenhoca se mostra indispensvel.

(...)

Como esse consumo no um meio, mas um

fim em si, ele se torna um poo sem fundo, um

desejo nunca satisfeito, um sempre querer mais.

A nsia do consumo perdeu toda relao com as

necessidades reais do homem, o que faz com que

as pessoas gastem sempre mais do que tm.

799. De acordo com o texto, possvel afirmar que:

A. os indivduos, devido estimulao artificial de suas necessidades, provocam aberraes de consumo e tornam-se alienados.

B. os indivduos so tiranos com os objetos que esto fora de moda e obrigam as pessoas a adquirirem novos designs indispensveis.

C. o trabalho no um meio, mas um fim em si; ele se torna o princpio de satisfazer as necessidades

cada vez mais amplas dos indivduos.

D. os indivduos que trabalham so reduzidos s funes que desempenham, da a sua necessidade de adquirir prazer pela posse de bens.

E. os indivduos, de tanto que consomem, j no consomem mais apenas objetos que apresentam relao com as necessidades reais do homem.

800. No primeiro pargrafo do texto, o vocbulo corolrio apresenta o mesmo sentido de:

A. importncia;

B. conseqncia;

C. influncia;

D. necessidade;

E. desinteresse.

801. Na orao: Em um mundo em que predomina a produo alienada, tambm o consumo tende a ser alienado., a expresso em destaque poderia ser substituda, sem que houvesse alterao de sentido, por:

A. que;

B. o qual;

C. aonde;

D. o que;

E. onde.

802. No seguinte fragmento em destaque: Da a importncia que assume para ele a necessidade de se dar prazer pela posse de bens, a palavra importncia recebe acento pela mesma regra que recebe a palavra:

A. da;

B. ;

C. dicotmica;

D. apreci-los;

E. prprios.

803. Observando a grafia e a acentuao, indique a alternativa em que todas as palavras esto corretas:

A. alis; gs; gazolina;

B. anlize, talves, despreso, busina;

C. atravz; empreza, nazal; cartaz;

D. feroz; xadrez; colizo, catalizar;

E. atrs; invs; azar; magazine.

804. Selecione a alternativa que completa corretamente a frase a seguir: Os jogadores usaro camisetas ______________ como uniforme do time.

A. amarelas-ouros;

B. amarelas-ouro;

C. amarela-ouro;

D. amarelo-ouro;

E. amarelos-ouro.

805. Assinale a alternativa que foi construda de acordo com a norma culta da lngua portuguesa.

A. O ator a cuja casa fomos muito jovem.

B. O ator cuja casa estivemos aposentado.

C. O ator cujas peas assisti competente.

D. H plantas cujas sementes os pssaros se alimentam.

E. Esses so os animais cuja carne o homem se alimenta.

806. Assinale a alternativa que est de acordo com a norma culta quanto flexo do particpio dos verbos.

A. O homem tinha aceso a lmpada do quarto.

B. A lareira foi acendida pelo homem.

C. Os alunos j haviam pego papel e caneta.

D. Tenho estado ocupada ultimamente.

E. Ana tinha abrido a janela do quarto.

807. Assinale a alternativa correta quanto ao uso da crase.

A. Chegar Pernambuco e ir a praia.

B. Retornar a casa de D. Lusa, escrever a D. Cndida e levar as crianas a escola.

C. Assistiu pea com entusiasmo.

D. Esse mdico assistiu populao flagelada.

E. O pai no perdoar a filha.

808. Assinale a alternativa que est de acordo com a norma culta da lngua portuguesa.

A. Que oito meses?

B. Era quase oito horas da noite, quando ele ligou.

C. Batia oito horas no relgio da igreja, quando ele acordou.

D. Oito anos sempre so alguma coisa.

E. O mais so rvores velhas.

TEXTO.

Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo as colunas de mrmore, quanto mais a coraes de cera! So as afeies como as vidas, que no h mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. So como as linhas, que partem do centro para a circunferncia, que, quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino; porque no h amor to robusto que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza, o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que j no atira;embota-lhe as setas, com que j no fere; abre-lhe os olhos, com que v que no via; e faz-lhe crescer as asas com que voa e foge. A razo natural de toda essa diferena porque o tempo tira a novidade s coisas, descobre- lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para no serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor? O mesmo amar causa de no amar e o ter amado muito, de amar a menos.

809. Considerando o perodo contido na 1 linha, assinale as opes corretas.

(a) um perodo composto, com cinco oraes coordenadas assindticas.

(b) Em todas as oraes h sujeito simples expresso: o pronome substantivo indefinido "tudo".

(c) Substituindo-se o verbo esquecer por sua forma pronominal no haveria alterao no campo semntico da respectiva orao.

(d) O segmento formado com a alterao citada no item anterior geraria o segmento:" ... tudo faz esquecer-se..." em que o "se", pronome reflexivo, exerceria a funo de objeto indireto.

(e) Em todas as oraes do perodo verificam-se verbos transitivos diretos.

810. Em relao ao perodo " Atreve-se o tempo a colunas de mrmore, quanto mais a coraes de cera!" (linhas 1 e 2), s no ser correta a opo:

(a) O tempo atreve-se a colunas de mrmore, quanto mais a coraes de cera!

(b) Atreve-se o tempo s colunas de mrmore, quanto mais aos coraes de cera!

(c) Em "colunas de mrmore", o termo preposicionado exerce a funo sinttica de adjunto adnominal.

(d) No texto, a locuo adjetiva "de mrmore" poderia ser substituda por "marmreas" sem que houvesse prejuzo semntico.

(e) Os monosslabos o, a e a que aparecem nos dois primeiros perodos (linhas 1 e 2) so, respectivamente, artigo, preposio e preposio.

811. Assinale a opo incorreta em relao acentuao grfica.

(a) Os acentos agudo e circunflexo foram usados para acentuar os monosslabos tnicos "j" (linha 8) e "v"(linha 9), seguindo a respectiva regra de acentuao e tambm para indicar, respectivamente, som aberto e fechado.

(b) Poderamos dizer que os vocbulos "mrmore" (linha 2) e "circunferncia" (linha 4) foram acentuados pela mesma regra.

(c) A forma verbal "v" (linha 9), na 3 pessoa do plural, passa a ser "vm".

(d) Os derivados dos verbos "ter" e "vir", na 3 pessoa do singular do presente do indicativo, so acentuados por serem vocbulos oxtonos.

812. Marque a alternativa em que o "se" no tem o mesmo valor que nas expresses "Atreve-se o tempo..." (linhas 1 e 2) e "Gasta-se o ferro com o uso..." (linha 12).

(a) Antnio Vieira referia-se transitoriedade do amor.

(b) Naquela poca, discordava-se do autor...

(c) Segundo o autor, com o tempo tudo se desgasta...

(d) Antnio Vieira preocupava-se com o amor...

(e) O autor queixava-se do tempo...

813. Indique, nas expresses abaixo, aquela em que o vocbulo assinalado no segmento "O mesmo amar causa de no amar"(linhas 13 e 14) foi empregado corretamente e exerce funo adverbial.

(a) As pessoas mesmas esquecem do amor.

(b) Com o passar do tempo, o amor no o mesmo.

(c) O tempo faz mesmo tudo mudar.

(d) Ns mesmo vivemos essa realidade.

(e) H desgaste no amor por fazermos sempre a mesma coisa.

814. Em qual das alternativas seguintes a palavra "que" no pertence mesma classe gramatical das demais?

(a) So como as linhas, que partem do centro da circunferncia...(linha 4).

(b) De todos os instrumentos com que o armou a natureza... (linha 7).

(c) Afrouxa-lhe o arco, com que j no atira;... (linha 8).

(d) ...e faz-lhe crescer as asas com que foge e voa... (linha 9).

(e) ...enfastia-lhe o gosto e basta que sejam usadas... (linhas 11 e 12).

815. Escolha, dentre as alternativas, aquela em que o pronome oblquo exerce funo equivalente assinalada no texto: "Afrouxa-lhe o arco, com que j no atira;... (linha 8).

(a) Era-nos importante aquela matria.

(b) A me, desesperada, apalpava-lhe o coraozinho.

(c) Bastava-lhe que o amassem um pouco; mas, sinceramente.

(d) Deixei-o ficar puramente por caridade.

(e) Aos mestres, devo-lhes tudo quanto sou e virei a ser.

816. No perodo "Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba." as vrgulas separam oraes coordenadas assindticas. Nas alternativas, h uma em que a justificativa da vrgula no est correta. Assinale-a.

(a) "Em todos os agrupamentos humanos indispensvel comunicar pensamentos e emoes; a comunicao , portanto, a principal funo da linguagem." Usou-se a vrgula para separar uma conjuno conclusiva deslocada; usou-se, em conseqncia, o ponto-e-vrgula para separar as oraes.

(b) "Longe da ptria, sob um cu diverso, chorei saudades do meu lar querido." Usaram-se as vrgulas para separar um aposto explicativo...

(c) O aperfeioamento das relaes humanas, a sua crescente complexidade, o progresso e a civilizao exigiram da linguagem a flexibilidade de moldar-se s novas necessidades. As vrgulas separam termos coordenados, isto , de mesma funo sinttica.

(d) "Andrada, arranca esse pendo dos ares! Colombo, fecha as portas dos teus mares". Ambas as vrgulas separam vocativos.

(e) "A noite no acabava, e, s vezes, a misria se reproduzia..." Justifica-se o emprego das vrgulas do seguinte modo: a 1 vrgula separa orao coordenada sindtica aditiva com sujeito prprio e diferente do sujeito da orao anterior; a 2 e a 3 intercalam entre a conjuno e a respectiva orao coordenada um adjunto adverbial deslocado e anteposto ao verbo.

817. No perodo, "A razo natural de toda essa diferena porque o tempo tira a novidade s coisas, descobre-lhe os perodos abaixo, verificando quais os corretos e os incorretos; depois, escolha a alternativa que espelhe suas concluses.

1. A corrupo e a depravao empanou a honra do Governo e da Nao brasileira.

2. Para o Brasil progredir e sair da crise, bastariam apenas resolver alguns problemas socioeconmicos urgentes.

3. Nas ltimas semanas, o dlar foi supervalorizado e, com certeza, seremos ns quem pagar a conta.

4. Notcias alarmistas inundaram o pas e preocuparam a populao, porm a maioria eram boatos sem quaisquer verossimilhanas.

5. Observa-se, com cautela e ansiedade, pequenas, mas alvissareiras mudanas no comportamento do homem urbano brasileiro.

(a) todos os cinco perodos esto corretos;

(b) h quatro perodos corretos;

(c) h trs perodos corretos;

(d) h dois perodos corretos;

(e) somente um perodo est correto.

818. Observando-se a construo "...embota-lhe as setas, com que j no fere;...(linha 8), verifica-se que a preposio "com", antes do pronome relativo "que", deve-se regncia do verbo "ferir" (quem fere, fere-se com...). Analise os perodos abaixo, sob o aspecto da regncia, verificando quais os corretos e os incorretos, depois escolha a alternativa que retrate suas concluses.

1. O meritssimo juiz da 3 vara recomendou que se proceda a uma reviso minuciosa do processo, pois deparoudois equvocos da promotoria, os quais muito lhe desagradaram.

2. A sentena determinava que se pagasse incontinenti todos os empregados demitidos por ocasio da greve, mesmo que isso implicasse pesados nus empresa.

3. A petio no foi acolhida prontamente porque o magistrado custou a alcanar o pleito dos advogados.

4. No Brasil, a Justia to lenta que alguns querelantes esquecem das aes impetradas e no comparecem nos tribunais no momento azado.

5. Embora residindo em Braslia h mais de quinze anos, no sabia aonde se localizava a sede do Ministrio Pblico da Unio.

(a) todos os cinco perodos esto corretos;

(b) h quatro perodos corretos;

(c) h trs perodos corretos;

(d) h dois perodos corretos;

(e) somente um perodo est correto.

TEXTO.

A MISRIA DE TODOS NS.

Como entender a resistncia da misria no Brasil, uma chaga social que remonta aos primrdios da colonizao? No decorrer das ltimas dcadas, enquanto a misria se mantinha mais ou menos do mesmo tamanho, todos os indicadores sociais brasileiros melhoraram. H mais crianas em idade escolar freqentando aulas atualmente do que em qualquer outro perodo da nossa histria. As taxas de analfabetismo e mortalidade infantil tambm so as menores desde que se passou a registr-las nacionalmente. O Brasil figura entre as dez naes de economia mais forte do mundo. No campo diplomtico, comea a exercitar seus msculos. Vem firmando uma inconteste liderana poltica regional na Amrica Latina, ao mesmo tempo que atrai a simpatia do Terceiro Mundo por ter se tornado um forte oponente das injustas polticas de comrcio dos pases ricos. Apesar de todos esses avanos, a misria resiste.

Embora em algumas de suas ocorrncias, especialmente na zona rural, esteja confinada a bolses invisveis aos olhos dos brasileiros mais bem posicionados na escala social, a misria onipresente. Nas grandes cidades, com aterrorizante freqncia, ela atravessa o fosso social profundo e se manifesta de forma violenta. A mais assustadora dessas manifestaes a criminalidade, que, se no tem na pobreza sua nica causa, certamente em razo dela se tornou mais disseminada e cruel. Explicar a resistncia da pobreza extrema entre milhes de habitantes no uma empreitada simples.

819. O ttulo dado ao texto se justifica porque:

(A) a misria abrange grande parte de nossa populao;

(B) a misria culpa da classe dominante;

(C) todos os governantes colaboraram para a misria comum;

(D) a misria deveria ser preocupao de todos ns;

(E) um mal to intenso atinge indistintamente a todos.

820. A primeira pergunta Como entender a resistncia da misria no Brasil, uma chaga social que remonta aos primrdios da colonizao?:

(A)    tem sua resposta dada no ltimo pargrafo;

(B)    representa o tema central de todo o texto;

(C)    s uma motivao para a leitura do texto;

(D)    uma pergunta retrica, qual no cabe resposta;

(E)    uma das perguntas do texto que ficam sem resposta.

821. Aps a leitura do texto, s NO se pode dizer da misria no Brasil que ela:

(A)    culpa dos governos recentes, apesar de seu trabalho produtivo em outras reas;

(B)    tem manifestaes violentas, como a criminalidade nas grandes cidades;

(C)    atinge milhes de habitantes, embora alguns deles no apaream para a classe dominante;

(D)    de difcil compreenso, j que sua presena no se coaduna com a de outros indicadores sociais;

(E)    tem razes histricas e se mantm em nveis estveis nas ltimas dcadas.

822. O melhor resumo das sete primeiras linhas do texto :

(A)    Entender a misria no Brasil impossvel, j que todos os outros indicadores sociais melhoraram;

(B)    Desde os primrdios da colonizao a misria existe no Brasil e se mantm onipresente;

(C)    A misria no Brasil tem fundo histrico e foi alimentada por governos incompetentes;

(D)    Embora os indicadores sociais mostrem progresso em muitas reas, a misria ainda atinge uma pequena parte de nosso povo;

(E)    Todos os indicadores sociais melhoraram exceto o indicador da misria que leva criminalidade.

823. As marcas de progresso em nosso pas so dadas com apoio na quantidade, exceto:

(A)    freqncia escolar;

(B)    liderana diplomtica;

(C)    mortalidade infantil;

(D)    analfabetismo;

(E)    desempenho econmico.

824. No campo diplomtico, comea a exercitar seus msculos.; com essa frase, o jornalista quer dizer que o Brasil:

(A)    j est suficientemente forte para comear a exercer sua liderana na Amrica Latina;

(B)    j mostra que mais forte que seus pases vizinhos;

(C)    est iniciando seu trabalho diplomtico a fim de marcar presena no cenrio exterior;

(D)    pretende mostrar ao mundo e aos pases vizinhos que j suficientemente forte para tornar-se lder;

(E)    ainda inexperiente no trato com a poltica exterior.

825. Segundo o texto, A misria onipresente embora:

(A)  aparea algumas vezes nas grandes cidades;

(B)  se manifeste de formas distintas;

(C)  esteja escondida dos olhos de alguns;

(D)  seja combatida pelas autoridades;

(E)  se torne mais disseminada e cruel.

826. ...no uma empreitada simples equivale a dizer que uma empreitada complexa; o item em que essa equivalncia feita de forma INCORRETA :

(A)    no uma preocupao geral = uma preocupao superficial;

(B)    no uma pessoa aptica = uma pessoa dinmica;

(C)    no uma questo vital = uma questo desimportante;

(D)    no um problema universal = um problema particular;

(E)    no uma cpia ampliada = uma cpia reduzida.

827. ...enquanto a misria se mantinha...;colocando-se o verbo desse segmento do texto no futuro do subjuntivo, a forma correta seria:

(A)    mantiver;

(B)    manter;

(C)    manter;

(D)    manteria;

(E)    mantenha.

828. A forma de infinitivo que aparece substantivada nos segmentos abaixo :

(A)    Como entender a resistncia da misria...;

(B)    No decorrer das ltimas dcadas...;

(C)    ...desde que se passou a registr-las...;

(D)    ...comea a exercitar seus msculos.;

(E)    ...por ter se tornado um forte oponente....

TEXTO.

UM ARRISCADO ESPORTE NACIONAL.

01 Os leigos sempre se medicaram por conta prpria, j que de

02 mdico e louco todos temos um pouco, mas esse problema jamais

03 adquiriu contornos to preocupantes no Brasil como atualmente.

04 Qualquer farmcia conta hoje com um arsenal de armas de

05 guerra para combater doenas de fazer inveja prpria indstria

06 de material blico nacional. Cerca de 40% das vendas realizadas

07 pelas farmcias nas metrpoles brasileiras destinam-se a pessoas

08 que se automedicam. A indstria farmacutica de menor porte e

09 importncia retira 80% de seu faturamento da venda ''livre'' de

10 seus produtos, isto , das vendas realizadas sem receita mdica.

11 Diante desse quadro, o mdico tem o dever de alertar a

12 populao para os perigos ocultos em cada remdio, sem que

13 necessariamente faa junto com essas advertncias uma sugesto

14 para que os entusiastas da automedicao passem a gastar mais

15 em consultas mdicas. Acredito que a maioria das pessoas se

16 automedica por sugesto de amigos, leitura, fascinao pelo

17 mundo maravilhoso das drogas ''novas'' ou simplesmente para

18 tentar manter a juventude. Qualquer que seja a causa, os

19 resultados podem ser danosos.

20 comum, por exemplo, que um simples resfriado ou uma

21 gripe banal leve um brasileiro a ingerir doses insuficientes ou

22 inadequadas de antibiticos fortssimos, reservados para

23 infeces graves e com indicao precisa. Quem age assim est

24 ensinando bactrias a se tornarem resistentes a antibiticos. Um

25 dia, quando realmente precisar de remdio, este no funcionar.

26 E quem no conhece aquele tipo de gripado que chega a uma

27 farmcia e pede ao rapaz do balco que lhe aplique uma

28 ''bomba'' na veia, para cortar a gripe pela raiz? Com isso, poder

29 receber na corrente sangnea solues de glicose, clcio,

30 vitamina C, produtos aromticos - tudo sem saber dos riscos que

31 corre pela entrada sbita destes produtos na sua circulao.

829. Sobre o ttulo dado ao texto - um arriscado esporte nacional -, a nica afirmao correta :

A) mostra que a automedicao tratada como um esporte sem riscos;

B) indica quais so os riscos enfrentados por aqueles que se automedicam;

C) denuncia que a atividade esportiva favorece a automedicao;

D) condena a pouca seriedade daqueles que consomem remdio por conta prpria;

E) assinala que o principal motivo da automedicao a tentativa de manter-se a juventude.

830. Os leigos sempre se medicaram por conta prpria,... Esta frase inicial do texto s NO eqivale semanticamente a:

A) Os leigos, por conta prpria, sempre se medicaram;

B) Por conta prpria os leigos sempre se medicaram;

C) Os leigos se medicaram sempre por conta prpria;

D) Sempre se medicaram os leigos por conta prpria;

E) Sempre os leigos, por conta prpria, se medicaram.

831. O motivo que levou o Dr. Geraldo Medeiros a abordar o tema da automedicao, segundo o que declara no primeiro pargrafo do texto, foi:

A) a tradio que sempre tiveram os brasileiros de automedicar-se;

B) os lucros imensos obtidos pela indstria farmacutica com a venda ''livre'' de remdios;

C) a maior gravidade atingida hoje pelo hbito brasileiro da automedicao;

D) a preocupao com o elevado nmero de bitos decorrente da automedicao;

E) aumentar o lucro dos mdicos, incentivando as consultas.

832. Um grupo de vocbulos do texto possui componentes sublinhados cuja significao indicada a seguir; o nico item em que essa indicao est ERRADA :

A) blico - guerra;

B) metrpoles cidade;

C) antibiticos - vida;

D) glicose - acar;

E) clcio - osso.

833. O item em que o segmento sublinhado tem forma equivalente corretamente indicada :

A) ...j que de mdico e louco todos temos um pouco. - uma vez que;

B) ...vendas realizadas pelas farmcias... - entre as;

C) ...sem que necessariamente faa junto com essas advertncias... - embora;

D) ...para que os entusiastas da automedicao... - afim;

E) Quem age assim est ensinando bactrias... - mal.

834. ...jamais adquiriu contornos to preocupantes no Brasil como atualmente; ...sem que necessariamente faa junto com essas advertncias...; ...quando realmente precisar de remdio...; os advrbios sublinhados indicam, respectivamente:

A) tempo, modo, afirmao;

B) tempo, modo, tempo;

C) tempo, tempo, tempo;

D) modo, tempo, modo;

E) modo, modo, afirmao.

835. O item em que o par de palavras NO est acentuado em funo da mesma regra ortogrfica :

A) prpria / advertncias;

B) farmcia / bactrias;

C) indstria / clcio;

D) importncia / razes;

E) remdio / circunstncia.

836. Palavra que NO pertence ao mesmo campo semntico das demais :

A) arsenal;

B) armas;

C) guerra;

D) combater;

E) inveja.

837. O termo sublinhado que exerce funo diferente dos demais :

A) ...venda de seus produtos...;

B) ...dever de alertar...;

C) ...sugesto de amigos...;

D) ...fascinao pelo mundo...;

E) ...fazer inveja indstria...

838. Ao indicar as provveis razes pelas quais os brasileiros se automedicam, o Dr. Geraldo Medeiros utiliza um argumento baseado em opinio e no numa certeza; o segmento que comprova essa afirmao :

A) comum...(linha 20);

B) Acredito...(linha 15);

C) ...por exemplo...(linha 20);

D) Com isso...(linha 28);

E) Qualquer que...(linha 18).

TEXTO.

DVIDA PBLICA CRESCE R$101,9 BILHES.

A alta dos juros e a desvalorizao do real em relao ao dlar j elevaram a dvida lquida do setor pblico de 50,2% do PIB (Produto Interno Bruto) para 51,9% , um aumento de R$29,796 bilhes entre maro e maio deste ano. Neste ms, a dvida deve superar os 53% do PIB, percentual elevado para o Brasil, que chegou a prometer ao Fundo Monetrio Internacional (FMI) a estabilizao em 46,5% do PIB.

Para evitar o crescimento explosivo da dvida, devido farta oferta de ttulos atrelados ao cmbio para deter a alta do dlar, o governo ser obrigado a fazer um novo aperto fiscal. ''Se a dvida crescer muito, o pas ter que gerar ganhos fiscais para pag-la'', afirma Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do Banco Central.

De qualquer forma, a dvida vai crescer. Mas se ela se estabilizar em torno de 54% do PIB no haver grandes problemas, afirma o consultor Raul Veloso, especialista no assunto.

A dificuldade, segundo ele, ser estancar a tendncia do crescimento. Isso exigir ''um sacrifcio maior'' da sociedade para que o governo possa aumentar o supervit primrio, o que significa aumentar a arrecadao de impostos e reduzir as despesas.

839. ''...o governo ser obrigado a fazer um novo aperto fiscal.'' ; isto significa que o governo ser obrigado a:

A) modificar alguns impostos;

B) intensificar a fiscalizao;

C) combater a sonegao;

D) arrecadar mais com impostos;

E) reduzir a devoluo de impostos.

840. O ttulo do texto (a manchete do jornal) destaca:

A) o aspecto mais favorvel ao governo;

B) o fator de maior apelo afetivo;

C) o elemento mais inesperado do processo;

D) o sucesso maior do plano econmico;

E) o item de maior interesse pblico.

841. Como texto informativo que , o texto lido:

A) pretende divulgar algo que do interesse exclusivo do informante;

B) apia suas informaes em dados objetivos e em depoimentos de autoridades;

C) tenta criar suspense e expectativa nervosa nos leitores;

D) tem a inteno de ser claro em assunto que do domnio comum;

E) de interesse momentneo e s pertinente rea econmica.

842. O interesse do leitor comum ao ler o texto acima no jornal :

A) ilustrao cultural;

B) informao privilegiada;

C) atualizao de conhecimentos;

D) curiosidade mrbida;

E) atrao pelo pitoresco.

843. S NO pode estar entre os interesses do jornal ao publicar a informao contida no texto lido:

A) criar confiabilidade do leitor em relao ao jornal;

B) mostrar a situao difcil em que se encontram as finanas nacionais;

C) combater politicamente o governo atual;

D) criticar implicitamente a poltica econmica do governo;

E) demonstrar a ineficincia do setor pblico em comparao com o privado.

844. Ao indicar a traduo da sigla PIB entre parnteses, o autor do texto mostra que:

A) entende pouco do setor econmico no nvel internacional;

B) escreve de forma especfica para economistas;

C) pretende ser entendido pelo grande pblico;

D) a sigla de criao recente e pouco conhecida;

E) tem a inteno clara de mostrar a influncia do FMI em nossa economia.

845. Segundo o primeiro pargrafo do texto:

A) o FMI deve tomar medidas punitivas em relao ao Brasil;

B) o Brasil vai mal economicamente por no seguir as normas do FMI;

C) o PIB aumentou progressivamente de 1999 a 2001;

D) a alta de juros e a desvalorizao do real aumentaram o PIB;

E) o aumento da dvida pblica visto por maior percentual do PIB.

846. Segmento do texto que NO traz, explcita ou implcita, uma ameaa populao :

A) ''...o governo ser obrigado a fazer um novo aperto fiscal.'';

B) ''Se a dvida crescer muito, o pas ter que gerar ganhos fiscais para pag-la'';

C) ''De qualquer forma, a dvida vai crescer.'';

D) ''...para que o governo possa aumentar o supervit primrio,...'';

E) ''Mas se ela se estabilizar em torno de 54% do PIB no haver grandes problemas.''

847. O latinismo supervit significa:

A) o lucro obtido com a venda de produtos;

B) o aumento da arrecadao de impostos;

C) a diferena favorvel entre arrecadao e despesas;

D) a reduo das despesas;

E) a diferena entre a alta dos juros e a desvalorizao do real.

848. ''De qualquer forma a dvida vai crescer. Mas se ela se estabilizar em torno de 54% do PIB no haver grandes problemas.'' ; esta afirmao do consultor Raul Veloso, reescrita de forma a manter-se o sentido original :

A) A dvida vai crescer inevitavelmente, independente de estabilizar-se em torno de 54% do PIB, o que no trar grandes problemas;

B) No haver grandes problemas se a dvida se estabilizar em torno de 54% do PIB, mas, inevitavelmente, a dvida vai crescer;

C) Se a dvida crescer at 54% do PIB no haver grandes problemas, mas seu crescimento inevitvel;

D) Se a dvida vai crescer ininterruptamente, no haver grandes problemas se houver estabilizao dos dbitos em torno de 54% do PIB;

E) De qualquer forma a dvida vai crescer embora a estabilizao em torno de 54% do PIB traga grandes problemas.

TEXTO.

POEMA DE DUAS MOZINHAS.

"E aquelas mozinhas,

to leves,

to brancas,

riscavam as paredes,

quebravam os bonecos,

armavam castelos de areia

na praia,

viviam as duas

qual Joo mais Maria.

boca da noite

o Cata-piolhos

rezava baixinho:

"Pelo sinal

da Santa Cruz

livre-nos Deus

Nosso Senhor".

E aquelas mozinhas

dormiam unidinhas

qual Joo mais Maria.

"Dedo-mindinho,

So vizinho,

O Pai-de-todos,

So Fura-bolos,

Cata-piolhos,

quede o toicinho?

- o gato comeu."

Nas noites de lua

cheinhas de estrelas,

So Fura-bolos

contava as estrelas...

O Pai-de-todos

cuidava dos outros:

nasciam berrugas

no Cata-piolhos.

E aquelas mozinhas

viviam sujinhas

qual Joo mais Maria...

Um dia (que dia!)

O Dedo-mindinho

Feriu-se num espinho...

E boca da noite

O Cata-piolhos deixou de rezar;

e Joo mais Maria, juntinhos,

ligados,

pararam em cruz cobertos de fitas

que nem dois bonecos

sem molas, quebrados...

Quem compra um boneco da loja deDeus?

849. Nos versos iniciais do texto, a partcula to expressa a noo de:

A. inferioridade;

B. igualdade;

C. intensidade;

D. anterioridade;

E. posterioridade.

850. As mos a que o autor se refere esto sempre sujas porque:

A. rezam baixinho;

B. so muito brancas;

C. dormem unidas;

D. fazem travessuras;

E. contam estrelas.

851. A comparao entre as mos e certas personagens infantis leva em considerao:

A. a cor;

B. o formato;

C. o tamanho;

D. a beleza;

E. a irrequietude.

852. De acordo com a superstio popular, nascem berrugas no cata-piolhos quando:

A. as mos riscam as paredes;

B. o fura-bolos aponta as estrelas;

C. a noite est enluarada;

D. o cu se cobre de nuvens;

E. o dedo-mnimo ferido.

853. Assinale a passagem que caracteriza determinada brincadeira infantil:

A. "- o gato comeu";

B. "quebravam os bonecos";

C. "dormiam unidinhas";

D. "cuidava dos outros";

E. "feriu-se num espinho".

854. Segundo o contexto, a expresso que dia!, colocada entre parnteses, revela o sentimento de:

A. alegria incontida;

B. dor dissimulada;

C. profunda tristeza;

D. fria passageira;

E. amarga ironia.

855. A expresso popular quede equivale pergunta:

A. por que ?

B. como ?

C. quando ?

D. onde est?

E. como est?

856. De acordo com o contexto, o emprego freqente de diminutivos reala, principalmente, a idia de:

A. delicadeza;

B. pequenez;

C. harmonia;

D. compaixo;

E. ternura.

857. Indique o trecho em que a presena da morte se faz sentir de forma acentuada:

A. "armavam castelos de areia";

B. "o Cata-piolhos deixou de rezar";

C. "E aquelas mozinhas viviam sujinhas";

D. "viviam as duas qual Joo mais Maria";

E. So Fura-bolos contava as estrelas".

858. A indagao final, contida no ltimo verso, deixa claro que:

A. a vida humana insubstituvel;

B. as criaturas so como bonecos;

C. h outra vida depois da morte;

D. no se compram seres humanos;

E. a eternidade da alma est garantida.

TEXTO.

FAZER RENASCER O NATAL.

Abaixo Papai Noel! Viva o menino Jesus!

O melhor da festa esperar por ela, diz o provrbio. O melhor do Natal ter passado por ele, sentem muitos sem dizer.

insuportvel a fissura desencadeada pelas festas de fim de ano. O consumo compulsrio de produtos, o apetite compulsivo de comilanas, a mscara da alegria estampada no rosto para encobrir o bolso furado, a corrida aos espaos de lazer, as estradas engarrafadas, as filas interminveis nos supermercados, os sinos de papel envoltos nas fitas vermelhas dos shopping centers, aquela mesma musiquinha marota, tudo satura o esprito.

Seria esse anticlima um castigo divino nossa reverncia pag figura de Papai Noel?

Natal pouco verso e muito reverso. Em pleno trpico, nosso mimetismo enfeita de neve de algodo a rvore de luzinhas intermitentes. O estmago devora castanhas, nozes, avels e amndoas, quando a sade pede saladas e legumes.

J que o esprito arde de sede daquela gua Viva do poo de Jac (Joo 4), afoga-se o corpo em lcool e gorduras. A gula de Deus busca, em vo, saciar-se no ato de se empanturrar mesa.

Talvez seja no Natal que nossas carncias fiquem mais expostas. Damos presentes sem nos dar, recebemos sem acolher, brindamos sem perdoar, abraamos sem afeto, damos mercadoria um valor que nem sempre reconhecemos nas pessoas. No ntimo, estamos inclinados simplicidade da manjedoura. O mal-estar decorre do fato de nos sentirmos mais prximos dos sales de Herodes.

(...)

Mudemos ns e o Natal. Abaixo Papai Noel, viva o Menino Jesus! Em vez de presentes, presena - junto famlia, aos que sofrem, aos enfermos, aos soropositivos, aos presos, s famlias das vtimas de crimes, s crianas de rua, aos dependentes de droga, aos deficientes fsicos e mentais, aos excludos.

Faamos da ceia cesta a quem padece fome e do abrao lao de solidariedade a quem clama por justia. Instalemos o prespio no prprio corao e deixemos germinar Aquele que se fez po e vinho para que todos tenham vida com fartura e alegria.

Abandonemos a um canto a rvore morta coberta de lantejoulas e plantemos no fundo da alma uma orao que sacie nossa fome de transcendncia.

Deixemo-nos, como Maria, engravidar pelo Esprito de Deus. Ento, algo de misteriosamente novo haver de nascer em nossas vidas.

859. A frase em que, segundo o uso culto escrito, so lcitas tanto a prclise quanto a nclise do pronome oblquo tono :

A) ''afoga-se o corpo em lcool e gorduras'';

B) ''no ato de se empanturrar mesa'';

C) ''Mudemos ns e o Natal'';

D) ''Aquele que se fez po e vinho'';

E) ''Deixemo-nos, como Maria, engravidar''.

860. No texto, os adjetivos compulsrio e compulsivo podem ser substitudos, respectivamente, por:

A) necessrio / exagerado;

B) exagerado / desenfreado;

C) obrigatrio / incontrolvel;

D) incontrolvel / desenfreado;

E) necessrio / obrigatrio.

861. A partir de certo ponto, o texto passa a exprimir uma exortao. O fato que assinala essa mudana :

A) o emprego de frases imperativas;

B) o uso da 1a pessoa do plural;

C) o verbo iniciando o pargrafo;

D) o uso do ponto de exclamao;

E) a referncia ao Menino Jesus.

862. A nova redao de algumas passagens do texto apresenta erro de concordncia verbal em:

A) ento, podero haver coisas misteriosamente novas em nossas vidas;

B) afogam-se o corpo e a alma em lcool e gorduras;

C) abandonem-se a um canto as rvores mortas cobertas de lantejoulas;

D) hoje, o Natal so presentes e comilanas;

E) pode-se envolver os sinos de papel em fitas vermelhas.

863. O emprego da preposio NO se deve regncia nominal em:

A) ''um castigo divino nossa reverncia pag'';

B) ''gua Viva do poo de Jac'';

C) ''nossa reverncia pag figura de Papai Noel'';

D) ''estamos inclinados simplicidade da manjedoura'';

E) ''o consumo compulsrio de produtos''.

864. O uso do sinal indicador da crase facultativo em:

A) ''castigo duro nossa reverncia'';

B) ''reverncia pag figura de Papai Noel'';

C) ''ato de se empanturrar mesa'';

D) ''damos mercadoria um valor'';

E) ''estamos inclinados simplicidade da manjedoura''.

865. Em cada alternativa abaixo apresenta-se, entre parnteses, um comentrio sobre a pontuao de algum segmento do texto. A alternativa em que o comentrio inadequado ao respectivo exemplo :

A) ''o estmago devora castanhas, nozes, avels e amndoas...'' (Normalmente no se usa vrgula antes do ''e'' que encerra uma seqncia de elementos com mesmafuno'');

B) ''j que o esprito arde de sede daquela gua Viva do poo de Jac, afoga-se o corpo em lcool e gorduras'' (A vrgula separa a orao adverbial da principal, que a sucede);

C) ''plantemos no fundo da alma uma orao que sacie nossa fome de transcendncia''. ( opcional o emprego de vrgula entre o pronome relativo e seu antecedente);

D) ''talvez seja no Natal que nossas carncias fiquem mais expostas. Damos presentes sem nos dar, recebemos sem acolher...'' . (O ponto depois de ''expostas'' poderia ser trocado por dois pontos);

E) ''abandonemos a um canto a rvore morta''. ( Aexpresso ''a um canto'' poderia estar entre vrgulas).

866. No trecho ''(...) uma orao que sacie nossa fome de transcendncia'', encontra-se o verbo SACIAR, que regular. Pelo modelo do verbo SACIAR tambm se flexionam os verbos da opo:

A) ansiar, negociar, caluniar, rodopiar;

B) assobiar, odiar, amaciar, desviar;

C) policiar, aliviar, incendiar, contrariar;

D) anunciar, remediar, espiar, acariciar;

E) arriar, apreciar, renunciar, vigiar.

867. No texto, a frase ''Em pleno trpico, nosso mimetismo enfeita de neve de algodo a rvore de luzinhas intermitentes'' encerra uma crtica relacionada:

A) ao costume de enfeitarmos rvores de Natal com luzinhas;

B) s imitaes indevidas que fazemos de outras culturas;

C) preocupao que temos com as aparncias no Natal;

D) ao fato de no nevar em pases tropicais;

E) aos gastos excessivos com enfeites de Natal num pas pobre.

868. ''No ntimo, estamos inclinados simplicidade da manjedoura. O mal-estar decorre do fato de nos sentirmos mais prximos dos sales de Herodes''. No texto, essas frases significam que:

A) a manjedoura simboliza a simplicidade do Menino-Deus;

B) somos atrados pelas festas dos ''sales de Herodes'';

C) a simplicidade da manjedoura vale mais que o luxo dos ''sales de Herodes'';

D) no Natal acabamos por contrariar nossos sentimentos mais profundos;

E) entre a simplicidade e o luxo, a nossa tendncia escolher o luxo.

TEXTO.

DA INFLUNCIA DOS ESPELHOS.

Tu lembras daqueles grandes espelhos cncavos ou convexos que em certos estabelecimentos os proprietrios colocavam entrada para atrair os fregueses, achatando-os, alongando-os, deformando-os nas mais estranhas configuraes?

Ns, as crianas de ento, achvamos uma bruta graa, por saber que era tudo iluso, embora talvez nem conhecssemos o sentido da palavra ''iluso''.

No, ns bem sabamos que no ramos aquilo!

Depois, ao crescer, descobrimos que, para os outros, no ramos precisamente isto que somos, mas aquilo que os outros vem.

Cuidado, incauto leitor! H casos, na vida, em que alguns acabam adaptando-se a essas imagens enganosas, despersonalizando-se num segundo ''eu''.

Que pode uma alma, ainda por cima invisvel, contra o testemunho de milhares de espelhos?

Eis aqui um grave assunto para um conto, uma novela, um romance, ou uma tese de mestrado em Psicologia.

869. Nesta crnica, Mrio Quintana:

A) vale-se de um incidente de seu tempo de criana, para mostrar a importncia que tem a imaginao infantil.

B) alude s propriedades ilusrias dos espelhos, para mostrar que as crianas sentiam-se inteiramente capturadas por eles.

C) lembra-se das velhas tticas dos comerciantes, para concluir que aqueles tempos eram bem mais ingnuos que os de hoje.

D) alude a um antigo chamariz publicitrio, para refletir sobre a personalidade profunda e sua imagem exterior.

E) vale-se de um fato curioso que observava quando criana, para defender a tese de que o mundo j foi mais alegre e potico.

870. Considere as seguintes afirmaes:

I. O autor mostra que, quando criana, no imaginava a fora que pode ter a imagem que os outros fazem de ns.

II. As crianas deixavam-se cativar pela magia dos espelhos, chegando mesmo a confundir as imagens com a realidade.

III. O autor sustenta a idia de que as crianas so menos convictas da prpria identidade do que os adultos.

Em relao ao texto, est correto o que se afirma em:

A) I, II e III.

B) III, apenas.

C) II e III, apenas.

D) I e II, apenas.

E) I, apenas.

871. Est INCORRETO o seguinte comentrio acerca do emprego de termos ou expresses do texto:

A) A expresso ''H casos, na vida'' indica que o autor est interessado em generalizar e absolutizar a verdade da tese que acaba de expor.

B) Na frase ''Ns bem sabamos que no ramos aquilo'', o termo sublinhado acentua bem a distncia e a superioridade com que as crianas avaliavam suas imagens deformadas.

C) Na frase ''No ramos precisamente isto que somos, mas aquilo que os outros vem'', os pronomes sublinhados reforam a oposio entre somos e vem.

D) Ao afirmar que algumas pessoas despersonalizam-se ''num segundo 'eu' '', o autor deixa implcito que todos temos um ''eu'' original e autntico.

E) No penltimo pargrafo, ''uma alma invisvel'' e ''testemunho de milhares de espelhos'' representam, respectivamente, a personalidade verdadeira e suas imagens enganosas.

872. Na interrogao ''Que pode uma alma, ainda por cima invisvel, contra o testemunho de milhares de espelhos?'' h a admisso de que:

A) s a fora do olhar e do interesse alheio capta as verdades de nossa alma.

B) a verdade essencial da alma no tem como se opor s imagens que lhe atribuem.

C) o essencial da alma s reconhecvel na soma de suas mltiplas imagens.

D) a fragilidade da alma s superada quando adquire a consistncia de uma imagem.

E) a legitimidade do nosso modo de ser depende inteiramente do reconhecimento alheio.

873. Segundo Mrio Quintana, a despersonalizao num segundo ''eu'':

A) a causa, e as ''imagens enganosas'' so a sua conseqncia.

B) e a adaptao s imagens enganosas so fatos paralelos e independentes.

C) uma conseqncia, cuja causa a adaptao s imagens enganosas.

D) uma conseqncia, cuja causa a invisibilidade da alma.

E) a causa, cuja conseqncia a invisibilidade da alma.

874. Todas as palavras esto corretamente grafadas e acentuadas na frase:

A) A reminicncia dos espelhos cncavos e convexos levou o autor a expecular sobre a consistncia da alma.

B) A assepo da palavra iluso era desconhecida pelas crianas, o que no impedia que elas descriminassem entre o que era fato e o que era impresso.

C) Quando somos condecendentes com as imagens que os outros tm de ns, tornamos-nos cumplices do equivoco alheio.

D) Acreditar na consistncia da imagem que os outros fazem de ns em nada contribui para o reconhecimento da nossa personalidade ntegra e verdadeira.

E) No ambito de uma pequena crnica, o autor trata de um tema que bem poderia ser objeto de uma ampla pesquiza em Psicologia.

875. Est inteiramente correta a frase:

A) Se nos vermos exatamente como os outros nos vem, talvez nos surpreendemos.

B) Ele j havia despersonalizado-se, de tanto se preocupar com a prpria imagem.

C) O autor acha prudente que nos acautelemos diante das imagens enganosas.

D) como se o olhar alheio fosse um espelho que contesse para sempre a nossa alma.

E) Uma vez perdida a nossa identidade, haver um modo de a reouver?

876. As normas de concordncia verbal esto inteiramente respeitadas na frase:

A) Aos incautos leitores recomendam-se cautelas com os poderes do olhar alheio.

B) O autor nos adverte de que, em sua pequena crnica, condensa-se muitas idias para fico ou cincia.

C) Para muitos, as imagens que os outros lhes fornecem tudo o que lhes interessam.

D) No parece atemorizar as crianas as imagens deformadas que vem nos espelhos.

E) Quando houverem dvidas sobre quem de fato somos, ser prudente confiarmos nos espelhos?

877. Transpondo para a voz passiva a frase Talvez nem conhecssemos o sentido da palavra ''iluso'', a forma verbal resultante ser:

A) tivesse sido conhecido.

B) seria conhecido.

C) fossem conhecido.

D) tivssemos conhecido.

E) fosse conhecido.

878. Os tempos verbais esto corretamente articulados entre si no perodo:

A) Se olhssemos para aquelas imagens, no nos reconheceremos nelas.

B) medida que se adaptem s imagens enganosas, alguns se despersonalizaram.

C) Que poderes ter tido uma alma contra milhares de espelhos que venham a refleti-la?

D) Depois que tivermos crescido que poderemos avaliar a importncia que tem o olhar alheio.

E) No acreditssemos que ramos aquilo, apenas nos riremos de nossas imagens.

TEXTO.

PAS DO FUTURO.

Rio de Janeiro - Lembra-se de quando o Brasil era o pas do futuro?

Primeiro foi um gigante adormecido (''em bero esplndido''), que um dia iria acordar e botar pra quebrar.

Depois tornou-se o pas do futuro, um futuro de riqueza, justia social e bem-aventurana.

Eram tempos, aqueles, de postergar tudo o que no podia ser realizado no presente. A dureza do regime militar deixava poucas brechas para que se ousasse fazer alguma coisa que no fosse aquilo j previsto, planejado, ordenado pelos generais no poder.

S restava ento aguardar o futuro, que nunca chegava (mais uma vez vale lembrar: foram 21 anos de regime autoritrio).

O pior que, mesmo depois de redemocratizado o pas, a coisa continuou e continua meio encalacrada, com muitos sonhos tendo de ser adiados a cada dia, a cada nova dificuldade. Com a globalizao, temos que encarar (e temer) at as crises que ocorrem do outro lado do mundo.

Todavia h que se aguardar o futuro com otimismo, e alguma razo para isso existe.

Dados de uma pesquisa elaborada pela Secretaria de Planejamento do governo de So Paulo revelam que o Brasil chegar ao prximo sculo, que est logo ali na esquina, com o maior contingente de jovens de sua histria.

Conforme os dados da pesquisa, somente na faixa dos 20 aos 24 anos sero quase 16 milhes de indivduos no ano 2000.

Com esses dados, o usual seria prever o agravamento da situao do mercado de trabalho, j to difcil para essa faixa de idade, e de problemas como a criminalidade em geral e o trfico e o uso de drogas em particular.

Mas por que no inverter a mo e acreditar, ainda que forando um pouco a barra, que essa massa de novas cabeas pensantes simboliza a chegada do tal futuro? Quem sabe sair do acmulo de energia renovada dessa gerao a soluo de problemas que apenas se perpetuaram no fracasso das anteriores?

Nada mal comear um milnio novinho em folha com o vio, a ousadia e o otimismo dos que tm 20 anos.

879. Encontra apoio no texto a afirmao contida na opo:

A) A existncia de 16 milhes de jovens brasileiros no ano 2000 constituir um problema insolvel;

B) Com a populao jovem brasileira na casa dos 16 milhes, s se pode esperar o pior;

C) No se pode pensar de forma otimista em relao ao prximo sculo;

D) Pode-se pensar positivamente em relao ao nosso futuro, apesar de alguns problemas;

E) Pode-se pensar de forma positiva sobre nosso futuro a partir da previso do agravamento do desemprego.

880. A idia de futuro vem representada no texto por uma seqncia de conceitos. A opo que indica essa seqncia :

A) expectativa - gigantismo - idealizao - otimismo;

B) otimismo - expectativa - idealizao - gigantismo;

C) gigantismo - otimismo - idealizao - expectativa;

D) expectativa - idealizao - otimismo - gigantismo;

E) gigantismo - idealizao - expectativa - otimismo.

881. A linguagem coloquial empregada no texto pode ser exemplifica pela expresso:

A) ''em bero esplndido'';

B) ''botar pra quebrar'';

C) bem-aventurana;

D) dados de uma pesquisa;

E) somente na faixa.

882. Postergar significa:

A) polemizar;

B) preterir;

C) manifestar;

D) difundir;

E) incentivar.

883. So acentuadas conforme a mesma regra as palavras constantes da opo:

A) j - s - - trfico;

B) pas - autoritrio - h - milhes;

C) indivduos - acmulo - milnio - tm;

D) at - chegar - est - sair;

E) esplndido - prximo - sculo - difcil.

884. Na nova redao dada a algumas passagens do texto, cometeu-se um erro gramatical em:

A) Segundo os dados da pesquisa, somente na faixa dos 20 aos 24 anos sero quase 16 milhes de indivduos nos anos 2000;

B) Nada mau comear um milnio novinho em folha com o vio, a ousadia e o otimismo dos que tm 20 anos);

C) Todavia h que se aguardar o futuro com otimismo, e alguma razo h para isso;

D) Uma pesquisa elaborada pela Secretaria de Planejamento do governo de So Paulo revela que o Brasil chegar ao prximo milnio com o maior contingente de jovens de sua histria;

E) A soluo de problemas que apenas se perpetuaram no fracasso das anteriores sairo do acmulo de energia renovada.

885. Encontram-se no texto palavras relacionadas a verbos formados com a terminao - izar, escrita com Z: redemocratizao, globalizao, simboliza. Nas opes abaixo, todas as palavras se escrevem com Z, EXCETO em:

A) utili - ar, catequi - ar, embele - ar, arbori - ar;

B) atuali - ar, rubori - ar, minimi - ar, parali - ar;

C) horrori - ar, suavi - ar, mobili - ar, moderni - ar;

D) sonori - ar, pressuri - ar, fertili - ar, particulari - ar;

E) reve - ar, martiri - ar, penali - ar, hospitali - ar.

886. Em ''o maior contingente de jovens de sua histria'', o substantivo ''jovens'', embora masculino, refere-se tanto aos rapazes quanto s moas. comum, porm, que na distino de gneros haja referncia a contedos distintos. Nas alternativas abaixo, a dupla de substantivos cuja diferena de gneros NO corresponde a uma diferena de significados :

A) novos cabeas - novas cabeas;

B) vrios personagens - vrias personagens;

C) outro guia - outra guia;

D) o faixa preta - a faixa preta;

E) algum capital - alguma capital.

887. A classificao gramatical dos vocbulos abaixo sublinhados est CORRETA na opo:

A) Em ''Primeiro foi um gigante adormecido'', primeiro um adjetivo que concorda em gnero e nmero com o substantivo ''gigante'';

B) Em ''Conforme os dados da pesquisa'', dados o particpio do verbo ''dar'';

C) Em ''com o maior contingente de jovens de sua histria'', maior o superlativo relativo de superioridade do adjetivo ''grande'';

D) Em ''Com esses dados, o usual seria prever o agravamento da situao do mercado de trabalho'', seria uma forma do pretrito imperfeito do indicativo do verbo ''ser'';

E) Em ''foram 21 anos de regime autoritrio'', foram forma do pretrito perfeito do verbo ''ir''.

888. Em ''...comear um milnio novinho em folha com o vio, a ousadia e o otimismo dos que tm 20 anos'', a parte sublinhada substituvel, sem mudana do significado, por:

A) a juventude, a audcia;

B) a competncia, a imaginao;

C) a criatividade, a perseverana;

D) a criatividade, a coragem;

E) a imaginao, o destemor.

TEXTO.

PROTESTO TMIDO.

Ainda h pouco eu vinha para casa a p, feliz da minha vida e faltavam dez minutos para a meia-noite. Perto da Praa General Osrio, olhei para o lado e vi, junto parede, antes da esquina, algo que me pareceu uma trouxa de roupa, um saco de lixo. Alguns passos mais e pude ver que era um menino.

Escurinho, de seus seis ou sete anos, no mais. Deitado de lado, braos dobrados como dois gravetos, as mos protegendo a cabea. Tinha os gambitos tambm encolhidos e enfiados dentro da camisa de meia esburacada, para se defender contra o frio da noite. Estava dormindo, como podia estar morto. Outros, como eu, iam passando, sem tomar conhecimento de sua existncia. No era um ser humano, era um bicho, um saco de lixo mesmo, um traste intil, abandonado sobre a calada. Um menor abandonado.

Quem nunca viu um menor abandonado? A cinco passos, na casa de sucos de frutas, vrios casais de jovens tomavam sucos de frutas, alguns mastigavam sanduches. Alm, na esquina da praa, o carro da radiopatrulha estacionado, dois boinas-pretas conversando do lado de fora. Ningum tomava conhecimento da existncia do menino.

Segundo as estatsticas, como ele existem nada menos que 25 milhes no Brasil, que se pode fazer? Qual seria a reao do menino se eu o acordasse para lhe dar todo o dinheiro que trazia no bolso? Resolveria o seu problema? O problema do menor abandonado? A injustia social?

(....)

Vinte e cinco milhes de menores - um dado abstrato, que a imaginao no alcana. Um menino sem pai nem me, sem o que comer nem onde dormir - isto um menor abandonado. Para entender, s mesmo imaginando meu filho largado no mundo aos seis, oito ou dez anos de idade, sem ter para onde ir nem para quem apelar. Imagino que ele venha a ser um desses que se esgueiram como ratos em torno aos botequins e lanchonetes e nos importunam cutucando-nos de leve - gesto que nos desperta mal contida irritao - para nos pedir um trocado. No temos disposio sequer para olh-lo e simplesmente o atendemos (ou no) para nos livrarmos depressa de sua incmoda presena. Com o sentimento que sufocamos no corao, escreveramos toda a obra de Dickens. Mas estamos em pleno sculo XX, vivendo a era do progresso para o Brasil, conquistando um futuro melhor para os nossos filhos. At l, que o menor abandonado no chateie, isto problema para o juizado de menores. Mesmo porque so todos delinqentes, pivetes na escola do crime, cedo terminaro na cadeia ou crivados de balas pelo Esquadro da Morte.

Pode ser. Mas a verdade que hoje eu vi meu filho dormindo na rua, exposto ao frio da noite, e alm de nada ter feito por ele, ainda o confundi com um monte de lixo.

889. Uma crnica, como a que voc acaba de ler, tem como melhor definio:

A) registro de fatos histricos em ordem cronolgica;

B) pequeno texto descritivo geralmente baseado em fatos do cotidiano;

C) seo ou coluna de jornal sobre tema especializado;

D) texto narrativo de pequena extenso, de contedo e estrutura bastante variados;

E) pequeno conto com comentrios, sobre temas atuais.

890. O texto comea com os tempos verbais no pretrito imperfeito - vinha, faltavam - e, depois, ocorre a mudana para o pretrito perfeito - olhei, vi etc.; essa mudana marca a passagem:

A) do passado para o presente;

B) da descrio para a narrao;

C) do impessoal para o pessoal;

D) do geral para o especfico;

E) do positivo para o negativo.

891. ''...olhei para o lado e vi, junto parede, antes da esquina, ALGO que me pareceu uma trouxa de roupa...''; o uso do termo destacado se deve a que:

A) o autor pretende comparar o menino a uma coisa;

B) o cronista antecipa a viso do menor abandonado como um traste intil;

C) a situao do fato no permite a perfeita identificao do menino;

D) esse pronome indefinido tem valor pejorativo;

E) o emprego desse pronome ocorre em relao a coisas ou a pessoas.

892. ''Ainda h pouco eu vinha para casa a p,...'';veja as quatro frases a seguir:

I - Daqui h pouco vou sair.

II - Est no Rio h duas semanas.

III - No almoo h cerca de trs dias.

IV - Estamos h cerca de trs dias de nosso destino.

As frases que apresentam corretamente o emprego do verbo haver so:

A) I II.

B) I III.

C) II IV.

D) I IV.

E) II III.

893. O comentrio correto sobre os elementos do primeiro pargrafo do texto :

A) o cronista situa no tempo e no espao os acontecimentos abordados na crnica;

B) o cronista sofre uma limitao psicolgica ao ver o menino;

C) a semelhana entre o menino abandonado e uma trouxa de roupa a sujeira;

D) a localizao do fato perto da meia-noite no tem importncia para o texto;

E) os fatos abordados nesse pargrafo j justificam o ttulo da crnica.

894. Boinas-pretas um substantivo composto que faz o plural da mesma forma que:

A) salvo-conduto;

B) abaixo-assinado;

C) salrio-famlia;

D) banana-prata;

E) alto-falante.

895. A descrio do menino abandonado feita no segundo pargrafo do texto; o que NO se pode dizer do processo empregado para isso que o autor:

A) se utiliza de comparaes depreciativas;

B) lana mo de vocbulo animalizador;

C) centraliza sua ateno nos aspectos fsicos do menino;

D) mostra preciso em todos os dados fornecidos;

E) usa grande nmero de termos adjetivadores.

896. ''Estava dormindo, como podia estar morto''; esse segmento do texto significa que:

A) a aparncia do menino no permitia saber se dormia ou estava morto;

B) a posio do menino era idntica de um morto;

C) para os transeuntes, no fazia diferena estar o menino dormindo ou morto;

D) no havia diferena, para a descrio feita, se o menino estava dormindo ou morto;

E) o cronista no sabia sobre a real situao do menino.

897. Alguns textos, como este, trazem referncias de outros momentos histricos de nosso pas; o segmento do texto em que isso ocorre :

A) ''Perto da Praa General Osrio, olhei para o lado e vi...'';

B) ''...ou crivados de balas pelo Esquadro da Morte'';

C) ''...escreveramos toda a obra de Dickens'';

D) ''...isto problema para o juizado de menores'';

E) ''Escurinho, de seus seis ou sete anos, no mais''.

898. ''... era um bicho...''; a figura de linguagem presente neste segmento do texto uma:

A) metonmia;

B) comparao ou smile;

C) metfora;

D) prosopopia;

E) personificao.

TEXTO.

UM SENTIDO PARA A EDUCAO SEXUAL.

A proposta de educao sexual nos currculos da escola de ensino mdio uma idia que surge mais fortemente agora no Brasil. Um dos argumentos a favor da implantao da educao sexual nas escolas o grande nmero de gestaes na adolescncia e o problema da Aids. Entretanto, no se observa reduo nem no nmero de gestaes indesejadas nem nas doenas sexualmente transmissveis onde a educao sexual foi adotada como soluo para este problema.

Nos Estados Unidos, a educao sexual foi considerada como a soluo e a implantao dos programas aconteceu intensamente; no entanto, os resultados so deplorveis.

Por que a educao sexual tal como foi implantada no a soluo? O desastre comea no prprio conceito. A educao sexual apresentada no toma como base valores morais, e se orienta para a informao restrita de contracepo e preveno de doenas.

Isso no educao sexual. Educao sexual parte de algo mais complexo na vida do ser humano, e por isso no se pode restringir informao sobre anatomia e fisiologia, ensino de meios contraceptivos e preveno da Aids e outras doenas sexualmente transmissveis.

Educao sexual antes de tudo educao de valores, educao do verdadeiro amor, amor de doao, incluindo-se a sexualidade. [....]

preciso que alm de uma slida base filosfica de valores exista a parceria com os pais. Cabe aos pais dar um conjunto de valores slidos, ensinados por palavras e exemplos.

O mundo virou uma grande feira de sexo, com exploso de adultrio, divrcio, Aids e outras doenas sexualmente transmissveis, aborto, prostituio, pornografia, estupro, perverso e gravidez na adolescncia. O fortalecimento da autoridade dos pais, conferida por Deus e alimentada pela experincia, uma exigncia urgente que pode reverter esse quadro.

Um programa de educao sexual nos moldes pretendidos no trar benefcio algum, pelo contrrio, ir exacerbar a j muito forte sexualidade dos jovens e direcion-la para fins no legtimos. E qual a soluo? Certamente no ser um programa de educao sexual visando preveno de doenas ou de gravidez como est sendo pretendido.

Um programa de educao sexual encontra a sua essncia na proposta de vida regida pela castidade. No tenhamos medo desta palavra. Educar para o amor educar para a castidade, soluo para uma vida de amor pleno. Praticar sexo seguro esperar at o casamento, e viver o casamento na fidelidade. Por isso o valor da castidade nos planos religioso e psicolgico deve ser ensinado aos jovens. Todo projeto de educao sexual deve ter como ncleo a castidade, enfatizada na sua relao com o amor e apresentada em seu significado mais profundo.

899. O ttulo do texto, um sentido para a educao sexual, refere-se a(o):

A) novo posicionamento da autora do texto diante da educao sexual presente nos currculos das escolas;

B) novo direcionamento da educao sexual dirigido ao combate gravidez precoce e Aids;

C) orientao de educao sexual preferencialmente regida por valores mdicos;

D) conduo da educao sexual nas escolas com a ajuda das palavras e exemplos dos pais e mestres;

E)moderna concepo de educao sexual, apoiada na castidade, fidelidade matrimonial, uso de preservativos e preveno da Aids.

900. ''A proposta de educao sexual nos currculos da escola de ensino mdio uma idia que surge mais fortemente agora no Brasil.''; o que NO se pode inferir desse segmento do texto que:

A) a mesma idia j surgiu anteriormente no Brasil;

B) a educao sexual j foi implantada fora do ensino mdio;

C) a educao sexual referida ainda no foi implantada;

D) a proposta de educao sexual recente considerada a data de publicao do texto;

E) a educao sexual referida tem por objetivo os jovens.

901. ''Um dos argumentos a favor da implantao sexual nas escolas o grande nmero de gestaes na adolescncia e o problema da Aids.''; da se pode dizer que:

A) se no houvesse grande nmero de gestaes na adolescncia e preocupaes com a Aids, a educao sexual no seria implantada;

B) o grande nmero de gestaes na adolescncia tem ntimas relaes com o problema da Aids;

C) o fundamento da implantao da educao sexual de base moral;

D) apesar da implantao da educao sexual, a Aids e as gestaes na adolescncia continuaro preocupando;

E) a preocupao demonstrada pelos autores da proposta se centraliza na sade do adolescente.

902. No terceiro pargrafo do texto, a educao sexual referida na primeira linha :

A) a que j foi anteriormente implantada no Brasil;

B) a que est sendo implantada no Brasil;

C) a que foi implantada nos Estados Unidos e anteriormente implantada no Brasil;

D) a que foi implantada nos Estados Unidos e recentemente implantada no Brasil;

E) a que foi implantada nos Estados Unidos.

903. Os argumentos da autora do texto a favor de uma nova educao sexual tm base prioritariamente:

A) religiosa;

B) econmica;

C) poltica;

D) mdica;

E) higinica.

904. Entre os elementos que caracterizam a ''feira do sexo'' citada pela autora, os que caracterizam, respectivamente, problema prioritariamente legal, mdico e social so:

A) adultrio / estupro / divrcio;

B) prostituio / Aids / divrcio;

C) estupro / aborto / Aids;

D) aborto / prostituio / pornografia;

E) perverso / doenas / estupro.

905. ''O mundo virou uma grande feira de sexo,...''; a comparao entre o mundo e uma feira, levando-se em conta o que dito no texto logo a seguir, se apia no(na):

A) variedade;

B) comercializao;

C) popularismo;

D) facilidade;

E) ilegalidade.

906. A ''contracepo'' citada na ltima linha do terceiro pargrafo refere-se a:

A) mtodos para evitar a fecundao;

B) processos abortivos;

C) tcnicas mdicas de controle da libido;

D) sistema de proteo a adolescentes grvidas;

E) tratamento de combate a doenas sexuais.

907. '' preciso que alm de uma slida base filosfica de valores exista a parceria com os pais.''; a presena da locuo ALM DE nesse segmento do texto faz supor o aparecimento futuro de:

A) uma ratificao do que foi dito;

B) um termo de maior importncia que o anterior;

C) um acrscimo de um novo elemento;

D) a explicao de um segmento anterior;

E) a complementao de algo inacabado.

908. ''...e direcion-la para fins no legtimos.'';segundo a autora, seria um fim no legtimo da sexualidade dos jovens o(a):

A) divrcio;

B) Aids;

C) castidade;

D) fidelidade;

E) estupro.

TEXTO.

No h, no universo, duas coisas iguais. Muitas se parecem umas s outras. Mas todas entre si diversificam. Os ramos de uma s rvore, as folhas da mesma planta, os traos da polpa de um dedo humano, as gotas do mesmo fluido, os argueiros do mesmo p, as raias do espectro de um s raio solar ou estelar.

A regra da igualdade no consiste seno em quinhoar desigualmente os desiguais, na medida em que se desigualam. Nesta desigualdade social, proporcionada desigualdade natural que se acha a verdadeira lei da igualdade. O mais so desvarios da inveja, do orgulho ou da loucura. Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e no igualdade real. Os apetites humanos conceberam inverter a norma universal da criao, pretendendo no dar a cada um na razo do que vale, mas atribuir o mesmo a todos, como se todos se equivalessem.

Esta blasfmia contra a razo e a f, contra a civilizao e a humanidade, a filosofia da misria, proclamada em nome dos direitos do trabalho; e, executada, no faria seno inaugurar, em vez da supremacia do trabalho, a organizao da misria.

Mas, se a sociedade no pode igualar os que a natureza criou desiguais, cada um, nos limites da sua energia moral, pode reagir sobre as desigualdades nativas, pela educao, atividade e perseverana. Tal a misso do trabalho.

909. No texto, predomina o uso de verbos no presente do indicativo. Esse fato reala a inteno de:

A) dar universalidade s afirmaes;

B) sugerir que as observaes so corretas;

C) mostrar que o enunciador do discurso est atualizado;

D) manter o clima da cena.

910. Basicamente, o texto interpreta e analisa dados da realidade por meio de:

A) aspectos simultneos de um objeto;

B) mudanas de estado das personagens;

C) conceitos abstratos;

D) aes progressivas.

911. No texto, o enunciador no se destaca porque pretende:

A) ocultar a sua opinio;

B) neutralizar as informaes;

C) enfatizar as idias expostas;

D) diluir o impacto da sua opinio.

912. Quando o autor declara: ''O mais so desvarios da inveja, do orgulho ou da loucura'', visa a:

A) ampliar a argumentao;

B) restringir a validade dos seus argumentos;

C) dar consistncia argumentao;

D) desacreditar opinies contrrias s suas.

913. O texto declara que, em relao regra de igualdade social, a verdadeira igualdade consiste em:

A) dar diferentemente a iguais entre si;

B) dar a cada um na razo do que vale;

C) dar igualmente aos diferentes entre si;

D) dar igualmente a todos.

914. Segundo o texto, a impotncia da sociedade para compensar as diferenas naturais pode ser suprida:

A) pela ao do direito;

B) pela distribuio de bens;

C) pela ambio pessoal;

D) pelo trabalho de cada um.

915. A frase entre: ''Os ramos de uma s rvore...'' at ''...de um s raio solar ou estelar.'' no apresenta verbo explcito. Qual destes verbos se aplicaria coerentemente ao esprito do texto?

A) diferem;

B) se igualam;

C) se parecem;

D) provm.

916. Assinale a alternativa em que todas as palavras esto corretamente grafadas.

A) extino, anteontem, beneficiente;

B) crneo, esquisito, conseqncia;

C) despender, engolir, quesito;

D) tijela, meretssimo, extorso.

917. Assinale a alternativa em que todas as palavras esto corretamente acentuadas.

A) juzes, propr, acrdo;

B) varo, desgua, carter;

C) papis, hfen, debnture;

D) polcia, gratuto, sava.

918. Assinale a frase correta quanto ao uso do verbo ''haver''.

A) No havero, no universo, duas coisas iguais.

B) No havia, no universo, duas coisas iguais.

C) No haviam, no universo, duas coisas iguais.

D) No haveriam, no universo, duas coisas iguais.

TEXTO.

EUGNIO.

Atravessou o ptio interno da fbrica. Os grandes pavilhes de concreto pareciam estremecer ao ritmo das mquinas. Eugnio ouviu aquela pulsao surda que lhe sugeria o bater dum enorme corao subterrneo. Ela lhe dava uma vaga angstia, causava-lhe um indefinvel temor: dir-se-ia a aflio dum homem que sente no subsolo o agitar-se duma sub-humanidade que trabalha com silenciosos propsitos de destruio. O atroar das mquinas era um rudo ameaador.

O escritrio lhe pareceu mais frio e convencional que nos outros dias. Sentou-se mesa, abriu uma das gavetas, remexeu nos papis... No encontrando os que procurava, chamou a secretria, uma rapariga magra de ar cansado

- Boa tarde, D. Ilsa. Algum me procurou?

- No senhor, ningum.

- Onde esto aquelas folhas que vo para o Ministrio do Trabalho?

- Na gaveta do centro.

Tornou a abrir a gaveta e encontrou os papis.

- Tem razo, c esto eles.

P-los em cima da mesa, tomou da caneta.

- A senhora anda muito plida e com jeito de cansada. Por que no tira umas frias?

Assinava os papis automaticamente, sem revis-los. Sentia agora um interesse fraternal pela secretria. A criatura tinha um jeito encolhido de passarito doente.

- E a dor nas costas... ainda no passou?

- s vezes, quando me deito, ela vem.

- Deve ser da posio em que fica quando escreve mquina. Precisa cuidar-se D. Ilsa.

A moa sorria, meio constrangida.

Eugnio se perguntava a si mesmo por que era que de repente se fazia assim to solcito, to atencioso, como um irmo mais velho. Concluiu que era porque tinha pena da moa: pena de todos os que sofriam. Por um breve instante se sentiu reconciliado consigo mesmo. Entretanto seu eu puro e implacvel lhe cochichou que se ele se mostrava assim to fraternal para com a secretria e para com os outros empregados da fbrica era para com essa atitude comprar a cumplicidade, a boa vontade e a simpatia deles. Porque todos ou Quase todos sabiam da sua situao de inferioridade naquela firma. No passava dum manequim, dum autmato que assinava papis preparados pelos que realmente entendiam do negcio, pelos que trabalhavam de verdade mas que no entanto, em questes de ordenado, se achavam muito abaixo dele. Aquela gente sabia que ele ali era apenas o marido da filha do patro.

919. O ritmo das mquinas, para o narrador, de acordo com o texto, era:

A) um desafio sua compreenso.

B) um rudo ameaador.

C) um agito no subsolo.

D) como se uma parede de concreto estivesse caindo.

E) um fator psicolgico que lhe causava muita angstia.

920. No dilogo entre Eugnio e a secretria D. Ilsa, esta responde:

A) quatro vezes.

B) duas vezes.

C) trs vezes.

D) cinco vezes.

E) seis vezes.

921. Das caractersticas abaixo, uma NO corresponde secretria. Assinale-a.

A) Plida e com jeito de cansada.

B) Com dor nas costas.

C) Jeito encolhido de passarito doente.

D) Procurava comprar tolerncia.

E) Rapariga magra de ar cansado.

922. O ltimo pargrafo do texto permite afirmar que:

A) Eugnio executava o seu trabalho conforme a vontade de sua esposa.

B) a questo salarial que determinou a ascenso de Eugnio chefia, em detrimento dos demais administradores.

C) ao procurar comprar a cumplicidade e a boa vontade dos empregados da firma, Eugnio seria reconhecido como administrador de empresa.

D) ser solcito, atencioso e simptico so instrumentos que devem ser utilizados por todos os empresrios em situao idntica de Eugnio.

E) tanto os empregados da firma quanto ele (Eugnio) estavam conscientes da situao pattica dele na fbrica.

923. Considerando as regras de acentuao grfica, assinale a alternativa CORRETA.

A) Quando est acompanhado da garota, ele nunca pra o carro na sinaleira.

B) Todos tem ataque de nervos quando vem os barulhentos de sempre.

C) Aps o susto, ele disse: ''- No quero por a mo naquilo outra vez.''

D) Os fabricantes de remdios falsos vem causando srios problemas populao brasileira.

E) Neste ano, no plito de outubro, escolheremos o novo Governador do Estado.

924. Assinale a alternativa em que a palavra em destaque foi empregada CORRETAMENTE.

A) Esse dilogo foi mau interpretado pelos jornalistas presentes.

B) Hoje, estou a fim de acertar todas as questes desta prova.

C) No domingo passado fui ao jogo de futebol aonde me diverti muito.

D) Infelizmente, deixarei a minha terra, mais um dia voltarei.

E) Algumas reinvindicaes nunca foram atendidas por quem de direito.

925. Quanto concordncia verbal, assinale a alternativa CORRETA.

A) Nunca houveram tantas obras na cidade como agora.

B) Aluga-se cobertores para as noites mais frias do ano.

C) Ao consultar o relgio, disse: ''- Meu Deus, j onze horas''.

D) Falharam a previso e os resultados obtidos na corrida de ontem.

E) J fazem dias que a notcia foi divulgada pela imprensa.

926. Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao emprego da crase.

A) Sentou-se mesa, abriu uma das gavetas, remexeu papis...

B) Perfuraram-se vrios lugares, procura de alguma jazida de pedras preciosas.

C) Mesmo estando muito cansado, levantou-se s 8 e 15 para participar do evento.

D) Sua jaqueta de couro semelhante que comprei numa loja do shopping.

E) Viajava semanalmente Braslia para conseguir recursos federais.

927. Assinale a alternativa cuja forma verbal preenche CORRETAMENTE a frase abaixo.

Ele ......... numa questo difcil de ser resolvida e ....... seus bens graas ao bom senso do mediador.

A) interveio reouve.

B) interveio reaveu.

C) interviu reaveu.

D) interviu reouve.

E) interviu reaver.

928. Complete os espaos da frase abaixo com UMA das alternativas indicadas.

......... a entrada de pessoas estranhas no recinto. No entanto, uma vez l dentro, o ambiente, que.............. pela .............. das pessoas, muito agradvel.

A) proibido - caracteriza-se expontaneidade.

B) proibida - se caracteriza expontaneidade.

C) proibido - se caracteriza espontaneidade.

D) proibido - caracteriza-se espontaneidade.

E) proibida - se caracteriza espontaneidade.

TEXTO.

As condies em que vivem os presos, em nossos crceres superlotados, deveriam assustar todos os que planejam se tornar delinqentes. Mas a criminalidade s vem aumentando, causando medo e perplexidade na populao.

Muitas vozes tm se levantado em favor do endurecimento das penas, da manuteno ou ampliao da Lei dos Crimes Hediondos, da defesa da sociedade contra o crime, enfim, do que se convencionou chamar ''doutrina da lei e da ordem'', apostando em tais caminhos como forma de dissuadir novas prticas criminosas. Geralmente valem-se de argumentos retricos e emocionais, raramente escorados em dados de realidade ou em estudos que apontem ser esse o melhor caminho a seguir. Embora sedutora e aparentemente sintonizada com o sentimento geral de indignao, tal corrente aponta para o caminho errado, para o retorno ao direito penal vingativo e irracional, to combatido pelo iluminismo jurdico.

O coro dessas vozes aumenta exatamente quando o governo acaba de encaminhar ao Congresso o anteprojeto do Cdigo Penal, elaborado por renomados juristas, com participao da sociedade organizada, com o objetivo de racionalizar as penas, reservando a privao da liberdade somente aos que cometerem crimes mais graves e, mesmo para esses, tendo sempre em vista mecanismos de reintegrao social. Destaca-se o emprego das penas alternativas, como a prestao de servios comunidade, a compensao por danos causados, a restrio de direitos etc.

Contra a idia de que o bandido um facnora que optou por atacar a sociedade, prevalece a noo de que so as vergonhosas condies sociais e econmicas do Brasil que geram a criminalidade; enquanto essas no mudarem, no h mgica: os crimes vo continuar aumentando, a despeito do maior rigor nas penas ou da multiplicao de presdios.

929. O autor do texto mostra-se:

A) identificado com o coro das vozes que se levantam em favor da aplicao de penas mais rigorosas.

B) identificado com doutrina que se convencionou chamar ''da lei e da ordem''.

C) contrrio queles que encontram nas causas sociais e econmicas a razo maior das prticas criminosas.

D) contrrio corrente dos que defendem, entre outras medidas, a ampliao da Lei dos Crimes Hediondos.

E) contrrio queles que defendem o emprego das penas alternativas em substituio privao da liberdade.

930. Considere as seguintes afirmaes:

I. No mais do que uma simples coincidncia o fato de que a intensificao das vozes favorveis ao endurecimento das penas ocorre simultaneamente ao envio ao Congresso do anteprojeto do Cdigo Penal.

II. A afirmao de que h vozes em favor da manuteno da Lei dos Crimes Hediondos deixa implcito que a vigncia futura dessa lei est ameaada.

III. Estabelece-se uma franca oposio entre os que defendem a ''doutrina da lei e da ordem'' e os que julgam ser o bandido um facnora que age por opo.

Em relao ao texto, est correto SOMENTE o que se afirma em

A) I.

B) II.

C) III.

D) I e II.

E) II e III.

931. Est corretamente traduzido o sentido de uma expresso do texto, considerando-se o contexto, em:

A) Embora sedutora e aparentemente sintonizada = Malgrado atrativa e parcialmente sincronizada.

B) forma de dissuadir = modo de ratificar.

C) to combatido pelo iluminismo jurdico = de tal modo restringido pelo irracionalismo jurdico.

D) a despeito do maior rigor nas penas = em conformidade com o agravamento das punies.

E) mecanismos de reintegrao social = meios para reinsero na sociedade.

932. Por ''iluminismo jurdico'' deve-se entender a:

A) doutrina jurdica que defende o carter vindicativo da legislao.

B) corrente dos juristas que representam a ''doutrina da lei e da ordem''.

C) tradio jurdica assentada em fundamentos criteriosos e racionalistas.

D) doutrina jurdica que se vale de uma argumentao retrica.

E) corrente dos juristas que se identificam com o sentimento geral de indignao.

933. Est correta a grafia de todas as palavras em:

A) A reivindicada exumao da vtima sequer foi analisada pelo magistrado.

B) Sem maiores preambulos, ps-se a vosciferar injrias contra o indefeso escrivo.

C) Obsecado pelo cumprimento das leis, incapaz de considerar a falibilidade da justia.

D) A neglijncia na aplicao da lei ocorre em relao aos previlegiados de sempre.

E) A impunidade dos ricos insultosa diante da rigidez consernente aos pobres.

934. Quanto ao emprego de abreviaturas e de maisculas, est inteiramente correta a frase:

A) No se entende que a Comp. que fornece eletricidade aumente sem aviso as txs. de seus servios.

B) No cabe ao estado agir como uma s/a, mas como a principal Instncia de representao dos interesses pblicos.

C) Abriram-se vagas no Minis. pblico, em obedincia determinao da Procur. Estadual.

D) A Medicina e a Matemtica desenvolveram-se bastante na antiga U.R.S.S.

E) Na intr. de seu livro, o eminente Autor valeu-se de uma citao Horaciana.

935. A partio silbica ocorre de modo correto em todas as seguintes palavras:

A) ADJUN-O; MIS-CE-L-NE-A; OBS-TRU-CI-O-NIS-MO.

B) SOR-RI-A; CO-O-PE-RAR; HE-RO-S-MO.

C) PERS-PI-C-CI-A; DI-SS-DIO; R-TMI-CO.

D) DIS-PERS-O; IG-N-BIL; VA-LEN-TIA.

E) RE-PU-GNN-CI-A; FLU--DO; CIR-CUI-TO.

936. Est correto e coerente o emprego do termo sublinhado no contexto da frase:

A) Se o piloto no ratificar a trajetria do vo, haver uma coliso.

B) Diz-se que inamovvel a pessoa que pouco ou nunca se emociona.

C) Diz-se que um criminoso contumaz quando ele modifica seus costumes.

D) Ele indolente, no hesita em despender esforos na realizao de suas tarefas.

E) Em vez de reiterar seu julgamento, preferiu retific-lo.

937. Quanto ao emprego dos numerais, a frase inteiramente correta :

A) A Independncia do Brasil ocorreu na terceira dcada do sculo XVIII.

B) Vov morreu logo depois de completar seu nongen-tsimo aniversrio.

C) Pouco antes das doze, na undcima hora, ele desistiu da compra.

D) Como so seis os herdeiros, caber a cada um o sxtuplo das aes.

E) Ele inverteu a ordem correta dos captulos, colocando o LXIV depois do LXIII.

938. Quanto ao emprego da forma sublinhada, est correta a frase:

A) A razo porque ele se absteve compete a ele esclarecer.

B) Sem mais nem porque, ele resolveu nos deixar.

C) Recusou-se a nos esclarecer o por qu da sua deciso.

D) Que ele renunciou, todo mundo sabe, mas ningum sabe por qu.

E) Ele se limita a responder apenas: - Por que sim...

TEXTO.

UM P DE MILHO.

Os americanos, atravs do radar, entraram em contato com a Lua, o que no deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu p de milho.

Aconteceu que, no meu quintal, em um monte de terra trazida pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um p de capim - mas descobri que era um p de milho. Transplantei-o para o exguo canteiro da casa. Secaram as pequenas folhas; pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo, veio um amigo e declarou desdenhosamente que aquilo era capim. Quando estava com dois palmos, veio um outro amigo e afirmou que era cana.

Sou um ignorante, um pobre homem da cidade. Mas eu tinha razo. Ele cresceu, est com dois metros, lana suas folhas alm do muro e um esplndido p de milho. J viu o leitor um p de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais - mas diferente.

Um p de milho sozinho, em um canteiro espremido, junto do porto, numa esquina de rua - no um nmero numa lavoura, um ser vivo e independente. Suas razes roxas se agarram no cho e suas folhas longas e verdes nunca esto imveis. Detesto comparaes surrealistas - mas na lgica de seu crescimento, tal como vi numa noite de luar, o p de milho parecia um cavalo empinado, de crinas ao vento e em outra madrugada, parecia um galo cantando.

Anteontem aconteceu o que era inevitvel, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu p de milho pendoou. H muitas flores lindas no mundo, e a flor de milho no ser a mais linda. Mas aquele pendo firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma fora e uma alegria que me fazem bem. alguma coisa que se afirma com mpeto e certeza. Meu p de milho um belo gesto da terra. Eu no sou mais um medocre homem que vive atrs de uma chata mquina de escrever: sou um rico lavrador da rua Jlio de Castilhos.

939. A expresso sublinhada no segmento ''Os americanos, atravs do radar...'', indica:

A) lugar;

B) instrumento;

C) meio;

D) causa;

E) condio.

940. A crnica acima foi escrita h mais de vinte anos por Rubem Braga; o segmento do texto que mostra sua no-atualidade :

A) ''Os americanos, atravs do radar, entraram em contato com a Lua,...'';

B) ''...sou um rico lavrador da Rua Jlio de Castilhos'';

C) ''Anteontem aconteceu o que era inevitvel...'';

D) ''Sou um ignorante, um pobre homem da cidade'';

E) ''Detesto comparaes surrealistas...''.

941. Entre os dois perodos do primeiro pargrafo do texto, a oposio mais importante para o prprio texto :

A) estrangeiros X brasileiros;

B) emocionante X frio;

C) universal X particular;

D) csmico X terrestre;

E) tecnolgico X rudimentar.

942. ''...nasceu alguma coisa que podia ser um p de capim...'', ''...e declarou desdenhosamente que aquilo era capim.''; os dois elementos sublinhados no texto indicam, respectivamente:

A) desprezo / desconhecimento;

B) desconhecimento / desprezo;

C) desconhecimento / desconhecimento;

D) desprezo / desprezo;

E) afetividade / menosprezo.

943. O motivo que levou o autor a escrever a crnica foi:

A) os americanos terem estabelecido comunicao com a lua;

B) ter nascido um p de milho em seu canteiro;

C) o p de milho de seu canteiro ter pendoado;

D) o p de milho de seu canteiro ter conseguido sobreviver ao transplante;

E) ter sido confirmada a sua opinio de que o que nascia era um p de milho.

944. ''...no um nmero numa lavoura, um ser vivo e independente''; o segmento que confirma o que est sublinhado :

A) ''Suas razes roxas se agarram no cho...'';

B) ''...suas folhas longas e verdes nunca esto imveis'';

C) ''...meu p de milho pendoou'';

D) ''Meu p de milho um belo gesto da terra'';

E) ''...afirmou que era cana''.

945. Considerando o segundo e o terceiro pargrafos do texto, o segmento que pode ser considerado uma interrupo da narrativa :

A) ''Quando estava com dois palmos, veio outro amigo e afirmou que era cana'';

B) ''-mas descobri que era um p de milho'';

C) ''Mas ele reagiu'';

D) ''Sou um ignorante, um pobre homem da cidade'';

E) ''Ele cresceu, est com dois metros...''.

946. A substituio correta do termo sublinhado por um sinnimo est em:

A) ''Transplantei-o para o exguo canteiro...'' = raso;

B) ''...e declarou desdenhosamente que aquilo era capim'' = depreciativamente;

C) ''...veio enriquecer o nosso canteirinho vulgar...'' = popular;

D) ''Anteontem aconteceu o que era inevitvel...'' = imprevisvel;

E) ''...que se afirma com mpeto e certeza'' = velocidade.

947. A substituio da expresso sublinhada por um s termo INADEQUADA em:

A) ''Sou um ignorante, um pobre homem da cidade'' = urbano;

B) ''...tal como vi numa noite de luar...'' = enluarada;

C) ''...beijado pelo vento do mar...'' = marinho;

D) ''...exguo canteiro da casa.'' = domstico;

E) ''... um belo gesto da terra.'' = terrestre.

948. Em todos os segmentos abaixo h um sintagma construdo por um substantivo + adjetivo (ou vice-versa); o sintagma em que a troca de posies entre esses vocbulos pode trazer mudana de sentido :

A) ''Transplantei-o para o exguo canteiro da casa'';

B) ''Secaram as pequenas folhas'';

C) ''Sou um ignorante, um pobre homem da cidade'';

D) ''...e um esplndido p de milho'';

E) ''...em um canteiro espremido...''.

TEXTO.

A MARCA DA MORTE NOS CIGARROS.

A partir de 1. de fevereiro, comea a circular no Brasil a nova safra de maos de cigarros impressos de acordo com a resoluo da Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria. A regra diz que as sessenta marcas vendidas no pas devem estampar no verso da embalagem uma entre nove imagens associadas aos malefcios do cigarro. A iniciativa foi copiada de uma experincia bem-sucedida no Canad. Com imagens explcitas, agressivas at - uma boca com dentes podres e a gengiva inflamada, um corao infartado ou um crebro com as artrias estouradas - a campanha do Canad provocou uma primeira reao negativa da sociedade, principalmente entre os no-tabagistas. que muita gente no queria ser obrigada a conviver com as cenas repugnantes. O saldo final, no entanto, foi timo. Uma pesquisa realizada pela Sociedade Canadense do Cncer, com mais de 2000 pessoas, revela que a contrapropaganda surtiu efeitos positivos. Por causa das ilustraes, cerca de 45% dos fumantes ficaram motivados a abandonar o cigarro.

949. O ttulo do texto se justifica porque:

A) o vcio do fumo provoca doena em milhares de pessoas;

B) a maioria dos fumantes no sabe os riscos que corre;

C) as embalagens de cigarro vo aludir aos males que provoca;

D) fabricantes vo esconder dos fumantes os riscos que correm;

E) o vcio do fumo est aumentando os bitos por cncer.

950. ''...comea a circular a nova safra de maos de cigarros...''; a palavra safra aparece deslocada, j que se refere comumente a:

A) produtos vegetais e vinhos;

B) bebidas em geral e frutos;

C) produtos vegetais e bebidas em geral;

D) alimentos e produtos de exportao;

E) vinhos e produtos de exportao.

951. O fato de virem impressas cenas agressivas nos maos de cigarros:

A) fruto de iniciativa dos prprios fabricantes;

B) uma exigncia dos no-fumantes;

C) resultante de uma imposio legal;

D) mostra a fora dos consumidores sobre a indstria;

E) demonstra a preocupao dos fabricantes com a sade.

952. O fato de vir por extenso a denominao ''Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria'' em lugar da forma abreviada ANVS, mostra que:

A) o texto 1 no pretende apresentar-se em forma resumida;

B) em textos informativos no se usam abreviaturas;

C) o pblico a que se dirige o texto no da classe culta;

D) o texto pretende enfatizar o poder legal;

E) para o jornalista, nem sempre as abreviaturas so claras.

953. A resoluo da ANVS e o texto-imagem dos maos de cigarros so respectivamente representantes de textos dos tipos:

A) didtico/informativo;

B) informativo/normativo;

C) normativo/publicitrio;

D) publicitrio/expressivo;

E) expressivo/didtico.

954. As fotos presentes nos maos de cigarros apelam, a fim de convencerem o pblico, para a:

A) seduo;

B) provocao;

C) coao;

D) intimidao;

E) tentao.

955. ''A regra diz que as sessenta marcas vendidas no pas devem estampar no verso da embalagem uma entre nove imagens associadas aos malefcios do cigarro''; o comentrio INCORRETO sobre esse segmento do texto 1 :

A) a regra aludida se refere resoluo da ANVS;

B) todas as marcas vendidas no pas esto sujeitas lei;

C) sero nove as imagens possivelmente veiculadas pelos maos;

D) todas as imagens so mensagens contrrias ao fumo;

E) os maos devem selecionar somente as imagens negativas.

956. ''A iniciativa foi copiada de uma experincia bem-sucedida no Canad.''; em outras palavras, pode-se afirmar que:

A) a iniciativa do Canad foi bem-sucedida porque foi copiada;

B) embora a iniciativa do Canad tenha sido bem-sucedida, ela foi copiada no Brasil;

C) se a iniciativa do Canad for bem-sucedida, ela ser copiada no Brasil;

D) para que a iniciativa do Canad seja bem-sucedida, ela vai ser copiada no Brasil;

E) j que a iniciativa do Canad foi bem-sucedida, ela foi copiada no Brasil.

957. ''Com imagens explcitas, agressivas at...'';entre os adjetivos explcitas e agressivas h um aumento de intensidade, que tambm ocorre em:

A) Com belas imagens, bonitas...;

B) Com idias ultrapassadas, antiquadas...;

C) Com cenas movimentadas, dinmicas...;

D) Com conceitos antigos, remotos...;

E) Com medos eternos, permanentes...

958. Os dentes podres, a gengiva inflamada, o corao infartado, as artrias estouradas de um crebro so, respectivamente, para fumantes e no-tabagistas:

A) intimidadoras e sedutoras;

B) atemorizadoras e repugnantes;

C) constrangedoras e nocivas;

D) repugnantes e atemorizadoras;

E) nocivas e alarmantes.

TEXTO.

A CINCIA.

I - A cincia permanecer sempre a satisfao do desejo mais alto da nossa natureza, a curiosidade; ela fornecer sempre ao homem o nico meio que ele possui para melhorar a prpria sorte.

II - A cincia, que devia ter por fim o bem da humanidade, infelizmente concorre na obra de destruio e inventa constantemente novos meios de matar o maior nmero de homens no tempo mais curto.

III - Faz-se cincia com fatos, como se faz uma casa com pedras; mas uma acumulao de fatos no uma cincia, assim como um monto de pedras no uma casa.

959. A(s) opinio(es) que traduz(em) uma viso negativa da cincia (so):

A) I;

B) II;

C) III;

D) I, II;

E) II, III.

960. Segundo o segmento I, a curiosidade :

A) a satisfao de nosso desejo;

B) o caminho de melhorar a prpria sorte;

C) o nico meio de obter satisfao;

D) o desejo mais alto da nossa natureza;

E) sinnimo da prpria cincia.

961. O ''desejo mais alto'', citado no segmento I significa o desejo:

A) mais contido;

B) mais difcil;

C) mais problemtico;

D) mais intenso;

E) mais espiritual.

962. O emprego do futuro do presente do indicativo no segmento I significa:

A) certeza dos fatos futuros;

B) possibilidade de fatos futuros;

C) incerteza dos fatos futuros;

D) dvida sobre os fatos futuros;

E) desejo do autor sobre os fatos futuros.

963. ''...para melhorar a prpria sorte.''; o vocbulo sorte, nesse segmento, eqivale semanticamente a:

A) futuro;

B) felicidade;

C) infortnio;

D) horscopo;

E) destino.

964. No segmento II, o uso do pretrito imperfeito do indicativo em ''...devia ter por fim o bem da humanidade...'', significa que:

A) a finalidade da cincia est equivocada;

B) o ideal da cincia, no passado, era o bem da humanidade;

C) a realidade diferente da finalidade ideal da cincia;

D) a realidade confirma o ideal cientfico;

E) sob certas condies a cincia atinge o seu ideal.

965. ''...infelizmente concorre na obra de destruio...''; nesse segmento, o verbo concorrer eqivale semanticamente a:

A) compete;

B) rivaliza;

C) prejudica;

D) colabora;

E) combate.

966. ''...bem da humanidade...'', ''...obra de destruio...'', ''...novos meios de matar...''; as expresses sublinhadas so respectivamente correspondentes a:

A) humano, destrutiva, mortferos;

B) humanitrio, destruidora, homicidas;

C) humanista, destrutiva, assassinos;

D) humano, destruidora, violentos;

E) humanitrio, destruidora, mortais.

967. Vocbulos que no segmento II mostram a opinio do autor do texto sobre o contedo veiculado :

A) infelizmente/devia;

B) constantemente/infelizmente;

C) por fim/devia;

D) destruio/cincia;

E) constantemente/destruio.

968. ''...matar o maior nmero de homens no tempo mais curto'' , como aparece no segmento II, demonstra:

A) violncia intil;

B) crueldade necessria;

C) qualidade suprema;

D) eficcia positiva;

E) eficincia mrbida.

TEXTO.

TRINTA ANOS DE UMA FRASE INFELIZ.

Ele no podia ter arrumado outra frase? V l que haja perpetrado grande feito indo Lua, embora tal empreendimento soe hoje extico como uma viagem de Gulliver. Mas Neil Armstrong, o primeiro astronauta a pisar na Lua, precisava ter dito: ''Este um passo pequeno para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade''? No podia ter se contentado com algo mais natural (''Quanta poeira'', por exemplo), menos pedante (''Quem diria, conseguimos''), mais til como informao (''Andar aqui fcil/difcil/gostoso/di a perna'') ou mais realista (''Estou preocupado com a volta'')?

No podia. Convencionou-se que eventos solenes pedem frases solenes. Era preciso forjar para a ocasio uma frase ''histrica''. No histrica no sentido de que fica guardada para a posteridade _______ a posteridade guarda tambm frases debochadas, como ''Se eles no tm po, comam brioches''. Histrica, no caso, equivale frase edificante. a histria em sua verso, velhusca e fraudulenta, de ''Mestra da Vida'', a Histria rebaixada a ramo da educao moral e cvica. luz desse entendimento do que ''histrico'', Armstrong escolheu sua frase.

Armstrong teve tanto tempo para pensar, no longo perodo de preparativos, ou outros tiveram tempo de pensar por ele, no caso de a frase lhe ter sido oferecida de bandeja, junto com a roupa e os instrumentos para a misso, e foi sair-se com um exemplar do primeiro gnero. Se era para dizer algo bonito, por que no recitou Shakespeare? Se queria algo inteligente, por que no encomendou a Gore Vidal ou Woody Allen?

969. O tema central do texto :

A) a indignao pelos poucos dados enviados sobre a aventura da ida do homem Lua.

B) a narrativa da aventura do primeiro homem a pisar na Lua.

C) a importncia do acontecimento do homem ter chegado Lua.

D) a discordncia com respeito a frase escolhida para um momento grandioso.

E) o impacto da frase dita no momento em que o homem pisou na lua.

970. A propsito do texto, o autor classifica a frase de Armstrong como infeliz, porque:

A) apesar de ter sido edificante, a frase no foi humilde.

B) apesar de ter sido bonita, a frase foi superficial.

C) apesar de ter ficado para a posteridade, a frase foi superficial, pedante, intil e irreal.

D) apesar de ter sido solene, a frase foi extica.

E) apesar de ter sido inteligente, a frase no foi edificante.

971. ''... embora tal empreendimento soe hoje extico como uma viagem de Gulliver.'' O autor do texto expressa:

A) certa decepo, com o passar dos anos, quanto ida do homem Lua.

B) a importncia capital que teve o evento para a humanidade.

C) o encantamento com que a ida do homem Lua vista at hoje.

D) a necessidade de que o homem volte Lua.

E) Certa incredulidade quanto ida do homem Lua.

972. Para Roberto Pompeu de Toledo, a frase em apreo deveu-se ao fato de que:

A) o astronauta recebeu a frase j pronta, junto com a roupa e os instrumentos para a misso.

B) Armstrong no teve tempo para pensar em algo melhor.

C) Armstrong foi motivado pela conveno de que eventos solenes pedem frases solenes.

D) Armstrong quis ser original, no copiando Shakespeare, Gore Vidal e Woody Allen.

E) o astronauta no acreditou no xito da misso.

973. Na opinio do autor do ensaio:

A) s frases edificantes so histricas.

B) a frase de Armstrong revela uma viso ultrapassada da Histria.

C) s frases bonitas ou inteligentes so histricas.

D) eventos solenes pedem frases solenes.

E) A frase de Armstrong foi rapidamente esquecida.

974. ''Elegeu-se deputado pelo prestgio''. O termo destacado na orao classificado sintaticamente como:

A) adjunto adverbial;

B) predicativo do sujeito;

C) objeto direto;

D) aposto;

E) objeto indireto.

975. Indique a alternativa que apresenta orao subordinada substantiva predicativa.

A) importante que todos compaream.

B) Quando o professor chegar, comear a aula.

C) Segundo me informaram, acabou a promoo.

D) O importante foi que eles venceram.

E) Faltei a reunio porque chovia demais.

976. A figura de linguagem encontrada na frase ''Com muito suor o funcionrio conseguiu a promoo'' :

A)catacrese;

B) prosopopia;

C) sinestesia;

D) metonmia;

E) metfora;

977. Qual das alternativas apresenta erro de concordncia verbal?

A) Faltaram, naquele dia, oito candidatos.

B) Algum de ns receberam a encomenda.

C) Chegaram o livro e os cadernos.

D) Quinhentos reais muito.

E) Sou eu quem duvida.

978. Indique a alternativa onde h erro de regncia verbal.

A) Chegamos finalmente a Santos.

B) Sua atitude implicar demisso.

C) O vestibulando aspirava a uma classificao melhor.

D) Esqueci-me do seu nome.

E) Voc lembra do dia do pagamento?

TEXTO.

O MERCADO MANDA MESMO?

01 Quem se dedicar hoje a ler todos os livros, manuais e artigos sobre o que ser um ''bom

02 profissional'' certamente vai desistir de tentar qualquer emprego. Em primeiro lugar, as

03 descries que encontramos so sempre de ''super-homens'', que nunca tm estresse, no

04 se cansam, so capazes de infinitas adaptaes, nunca brigam com a famlia... Ou seja,

05 no descrio de gente.

06 Em segundo lugar, o conjunto dessas frmulas francamente contraditrio. O que uns di-

07 zem que bom outros acham que no. como se cada autor, cada consultor, cada

08 articulista pegasse uma idia, transformasse em regra e quisesse aplic-la a todos os seres

09 humanos, de qualquer sexo e de qualquer cultura.

10 No preciso muita sociologia para perceber que esse emaranhado todo, ao pretender indi-

11 car o bom caminho para o profissional, desenha uma espcie de ''tipo ideal'' de trabalhador

12 para as necessidades do mercado. E como o prprio mercado todo cheio de ambigidades

13 e necessidades que so contrrias umas s outras, o que sobra para ns uma grande

14 perplexidade.

15 Ento que tal parar um pouco de pensar no mercado e pensar em voc mesmo? Qual o

16 ''algo a mais'' que voc, com sua personalidade, suas aptides, seu jeito de ser, qual esse

17 ''algo'' que voc pode desenvolver? preciso saber que formao a mais adequada para

18 voc, no a formao mais adequada para o mercado.

19 As diferentes cartilhas, as diversas teorias, as frmulas mgicas servem apenas para tentar

20 conduzir todo mundo para o mesmo lugar. O desafio sair desse lugar e se tornar algum

21 incomum, de acordo com seus desejos e interesses. Ento, no ser apenas uma questo

22 de ''empregabilidade'', como dizem, mas de vida.

23 Pode at no parecer, mas ns somos seres humanos, com dignidade. No mercado, h

24 obviamente mercadorias, simplesmente com preo. E fazer o melhor por si mesmo, e no

25 pelo mercado, algo que no tem preo.

979. A principal relao de idias presente no texto a oposio entre mercado e:

A) sociedade.

B) emprego.

C) consultores.

D) teorias.

E) indivduo.

980. A crtica do autor dirige-se s publicaes que, para vender a imagem do ''bom profissional'', apresentam orientaes:

A) extraordinrias e incoerentes com o mercado.

B) inaceitveis e muito cheias de regras.

C) extravagantes e indiferentes cultura de cada um.

D) irrealizveis e incompatveis entre si.

E) enganadoras e pouco criativas.

981. Com a expresso ''super-homens'' (linha 03), o autor tem a inteno de:

A) fazer aluso ao potencial extraordinrio das pessoas que buscam o constante aperfeioamento profissional.

B) ressaltar a admirao que os modelos de profissional apresentados pelos manuais despertam no leitor.

C) evidenciar a distncia entre o que se recomenda nos livros e o que, de fato, as pessoas conseguem ser.

D) incitar os futuros profissionais a se equipararem com os heris modernos.

E) reforar a necessidade de preparao para que os jovens possam acompanhar, com um mnimo de segurana, os ''vos'' do mercado.

982. As expresses abaixo, extradas do texto, referem-se todas ao contedo dos livros, manuais e artigos criticados pelo autor, EXCETO a da alternativa:

A) ''as descries que encontramos'' (linhas 2, 3).

B) ''o conjunto dessas frmulas'' (linha 6).

C) ''esse emaranhado todo'' (linha 10).

D) ''uma grande perplexidade'' (linhas 13, 14).

E) ''as diversas teorias'' (linha 19).

983. Para o autor, o mais importante na busca do sucesso profissional :

A) fazer-se notar pela melhor formao, mesmo pagando caro por isso.

B) descobrir o que h de melhor em si mesmo e nisso investir.

C) esquecer o mercado para dedicar-se a algo mais interessante.

D) sacrificar tudo o que for preciso para conseguir um emprego digno.

E) seguir o que dizem as cartilhas, mas sem abrir mo da dignidade.

984. A alternativa que melhor corresponde ao sentido da palavra ''francamente'' na frase da linha 6 :

A) claramente.

B) honestamente.

C) diretamente.

D) cordialmente.

E) espontaneamente.

985. No texto, as palavras ''indicar'' (linhas 10, 11) e ''conduzir'' (linha 20) significam, respectivamente:

A) citar e acompanhar.

B) demonstrar e seguir.

C) expor e transmitir.

D) mencionar e transferir.

E) sugerir e encaminhar.

986. A estrutura que, ao completar a frase abaixo, altera a recomendao apresentada na linha 15 : O autor sugeriu que:

A) voc parasse um pouco de pensar no mercado para pensar em voc mesmo.

B) voc, ao pensar um pouco no mercado, parasse para pensar em voc mesmo.

C) voc, em vez de pensar tanto no mercado, pare um pouco para pensar em voc mesmo.

D) voc pensasse mais em voc mesmo, parando um pouco de pensar no mercado.

E) voc, sem pensar tanto no mercado, parasse um pouco para pensar em voc mesmo.

987. A informao da frase ficaria alterada, caso fosse suprimida do texto a expresso:

A) ''que so'' (linha 13).

B) ''formao''(linha 18).

C) ''se'' (linha 20).

D) ''at'' (linha 23).

E) ''mesmo'' (linha 24).

988. A palavra ''que'' retoma uma palavra anterior na alternativa:

A)''as descries que encontramos so sempre de super-homens'' (linhas 2, 3).

B) ''uns dizem que bom'' (linhas 6 e 7).

C) ''outros acham que no'' (linha 7).

D) ''Ento que tal parar um pouco'' (linha 15).

E) '' preciso saber que formao a mais adequada'' (linha 17).

TEXTO.

RELATRIO.

Senhor Superintendente,

Tendo sido designado por Vossa Senhoria para apurar as denncias de irregularidades ocorridas no aeroporto de Marlia, submeto apreciao de Vossa Senhoria o relatrio das diligncias que nesse sentido efetuei.

No dia 23 de julho de 1988 dirigi-me ao senhor Raimundo Alves Correia, encarregado do aeroporto daquela cidade, para que permitisse fosse interrogado o funcionrio Joo Romo, acusado de ter furtado uma mquina de escrever Olivetti n. 146.801, pertencente ao patrimnio do aeroporto. O acusado relatou-nos que realmente havia levado a mquina para casa na sexta-feira - 18 de maro de 1988 - apenas para executar alguma tarefa de carter particular. No a devolveu na segunda-feira, dia 21 de maro, porque faltou ao servio por motivo de doena. Quando retornou ao servio dia 28 de maro, devolveu a mquina. A doena do acusado est comprovada pelo atestado que segue anexo ao presente relatrio; a devoluo da mquina no dia 28 de maro foi confirmada pelo senhor Raimundo Alves Correia.

Do exposto conclui-se que me parece infundada a acusao. No houve vontade de subtrair a mquina, mas apenas negligncia do acusado em levar para casa um bem pblico para executar tarefa particular. Foi irresponsvel. No cometeu qualquer ato criminoso.

No me convence seja necessrio impor-se a instaurao de processo administrativo. O funcionrio deve ser repreendido pela negligncia que cometeu. o que me cumpre levar ao conhecimento de Vossa Senhoria.

Aproveito a oportunidade para apresentar-lhe protestos de minha distinta considerao.

989. O relatrio um texto de tipo:

A) descritivo;

B) narrativo;

C) argumentativo;

D) potico;

E) dramtico.

990. A finalidade principal do texto :

A) orientar o superior na tomada de uma deciso;

B) documentar oficialmente um ato irregular;

C) discutir um tema polmico;

D) fornecer dados para uma investigao;

E) indicar funcionrios passveis de punio.

991. No consta(m) do relatrio lido:

A) o cargo da autoridade a quem dirigido;

B) o relato dos fatos ocorridos;

C) uma preocupao literria do autor;

D) as concluses dos fatos analisados;

E) uma frmula de cortesia final.

992. ''Tendo sido designado por Vossa Senhoria...'';esta orao inicial do texto tem valor:

A) concessivo;

B) temporal;

C) conclusivo;

D) causal;

E) consecutivo.

993. O item em que se mostra a forma abreviada correta de Vossa Senhoria :

A) V. Sria.

B) V. Sra.

C) V. S.

D) V. Senh.

E) V. S.

994. ''...submeto apreciao de Vossa Senhoria...'';o acento grave indicativo da crase neste segmento se deve a que:

A) ocorre a unio da preposio a com o artigo definido feminino singular;

B) a regncia do verbo submeter exige o uso da preposio a;

C) h a obrigatoriedade do emprego do artigo definido feminino singular;

D) faa parte de uma locuo adverbial;

E) faa parte de uma locuo prepositiva.

995. O estilo burocrtico se caracteriza, entre outras coisas, pelo emprego de palavras desnecessrias; no primeiro pargrafo do texto so exemplos desse caso:

A) denncias; ocorridas; apreciao;

B) ocorridas; apreciao; relatrio;

C) apreciao; relatrio; nesse sentido;

D) relatrio; denncias; ocorridas;

E) nesse sentido; ocorridas; apreciao.

996. As datas presentes no texto tm a finalidade textual de:

A) mostrar a evoluo dos acontecimentos;

B) documentar os fatos citados;

C) criar a falsa impresso de verdade;

D) valorizar o trabalho do autor do relatrio;

E) facilitar a leitura do relatrio.

997. ''... que se anexa ao presente relatrio.''; o item abaixo em que a concordncia do vocbulo anexo est correta :

A) Vai anexa o atestado mdico;

B) Vo anexo o atestado e a foto do funcionrio;

C) Esto em anexas as fotografias pedidas;

D) Est em anexo a declarao do ru;

E) Est anexo os documentos solicitados.

998. O plural do verbo e do pronome em ''dirigi-me'' :

A) dirigi-nos;

B) dirugimos-nos;

C) dirigimos-me;

D) dirigis-nos;

E) dirigimo-nos.

TEXTO.

ENTREVISTA.

01 O ensasta canadense Alberto Manguel, autor de Uma

02 Histria da Leitura, explica por que a palavra escrita a grande

03 ferramenta para entender o mundo.

04 Veja - Numa poca em que predominam as imagens, por que a

05 leitura ainda importante?

06 Manguel - A atual cultura de imagens superficialssima, ao

07 contrrio do que acontecia na Idade Mdia e na Renascena,

08 pocas que tambm eram marcadas por uma forte imagtica.

09 Pense, por exemplo, nas imagens veiculadas pela publicidade.

10 Elas captam a nossa ateno por apenas poucos segundos, sem

11 nos dar chance para pensar. Essa a tendncia geral em todos os

12 meios visivos. Assim, a palavra escrita , mais do que nunca, a

13 nossa principal ferramenta para compreender o mundo. A

14 grandeza do texto consiste em nos dar a possibilidade de refletir e

15 interpretar. Prova disso que as pessoas esto lendo cada vez

16 mais, assim como mais livros esto sendo publicados a cada ano.

17 Bill Gates, presidente da Microsoft, prope uma sociedade sem

18 papel. Mas, para desenvolver essa idia, ele publicou um livro.

19 Isso diz alguma coisa.

999. Na introduo da entrevista, o segmento autor de Uma Histria da Leitura est entre vrgulas; o item abaixo que apresenta a utilizao de vrgulas pela mesma razo :

A) Pense, por exemplo, nas imagens veiculadas... (linha 9);

B) Assim, a palavra escrita , mais do que nunca, a nossa principal ferramenta... (linhas 12, 13);

C) Bill Gates, presidente da Microsoft, prope uma sociedade sem papel. (linha 17);

D) Mas, para desenvolver essa idia, ele publicou um livro. (linha 18);

E) A atual cultura de imagens superficialssima, ao contrrio do que acontecia na Idade Mdia e na Renascena,... (linhas 6, 7).

1000. ...explica por que a palavra escrita a grande ferramenta para entender o mundo. (linhas 2, 3); o item abaixo cuja grafia do termo sublinhado se explica exatamente pelas mesmas razes que justificam a grafia em duas palavras do termo em destaque :

A) Por que a leitura ainda indispensvel?

B) Ler ainda til por qu?

C) Ler ainda o caminho por que se v o mundo.

D) O autor declara por que ler ainda indispensvel.

E) Ler, por que ainda fazer isso?

1001. ...a palavra escrita a grande ferramenta para entender o mundo. (linhas 2, 3); o item abaixo que representa o papel da palavra escrita no entendimento do mundo o de:

A) instrumento;

B) motivo;

C) objetivo;

D) modo;

E) processo.

1002. ...a palavra escrita a grande ferramenta para entender o mundo. (linhas 2, 3); o item abaixo em que o vocbulo grande apresenta o mesmo valor semntico que possui nesse segmento do texto :

A) Por um grande tempo pensou-se que o livro iria ser substitudo pelo computador.

B) Bill Gates tem grande interesse em mostrar a inutilidade da palavra escrita no mundo moderno.

C) O computador ainda tem uma grande estrada a percorrer at atingir a importncia do livro.

D) O entrevistado Alberto Manguel um dos grandes conhecedores do valor da lngua escrita.

E) Os computadores mais modernos atingem grandes preos no mercado.

1003. O item abaixo em que o elemento destacado tem seu valor semntico corretamente indicado :

A) ...a grande ferramente PARA entender o mundo - meio;

B) ...explica POR QUE a palavra escrita... - finalidade;

C) ...por que a leitura AINDA importante? - concesso;

D) ...pocas TAMBM marcadas por uma forte imagtica. - acrscimo;

E) ...ASSIM COMO mais livros esto sendo publicados a cada ano. - modo.

1004. Numa poca em que predominam as imagens,...(linha 4); a poca a que se refere o reprter :

A) indeterminada;

B) a dos dias de hoje;

C) a da Idade Mdia e da Renascena;

D) a de um passado prximo;

E) hipottica.

1005. Na pergunta do reprter h uma oposio implcita entre imagens e leitura porque:

A) os livros tericos no possuem ilustraes;

B) imagens s esto presentes em livros infantis;

C) a leitura s a possibilidade de criar imagens;

D) as imagens independem de leitura;

E) as letras no possuem sentido sem imagens.

1006. Segmento do texto que NO mostra, direta ou indiretamente, uma viso negativa da cultura de imagens :

A) A atual cultura de imagens superficialssima...(linha 6);

B) Essa a tendncia geral em todos os meios visivos. (linhas 11, 12);

C) Elas captam a nossa ateno por apenas poucos segundos,... (linha 10);

D) ...sem nos dar chance para pensar. (linhas 10, 11);

E) Bill Gates, presidente da Microsoft, prope uma sociedade sem papel. (linhas 17, 18).

1007. Considerando que os vocbulos imagtica e visivos aparecem h pouco tempo nos dicionrios de lngua portuguesa, isto pode significar que:

A) so vocbulos erradamente criados pelo autor do texto;

B) tais vocbulos so tradues inadequadas de vocbulos estrangeiros;

C) representam realidades ainda ausentes de nosso cenrio cultural;

D) se trata de neologismos j reconhecidos oficialmente;

E) os dicionrios atuais no esto atualizados.

1008. Segundo o que se depreende da resposta do entrevistado, em termos de cultura de imagens, a poca moderna, em relao Idade Mdia e Renascena:

A) bem mais superficial no tratamento das imagens;

B) prefere imagens profanas, ao invs de religiosas;

C) apresenta semelhanas nas imagens publicitrias;

D) mostra idnticas preocupaes formais;

E) possui tecnologia bem mais avanada.

TEXTO.

QUE PAS...

Dissecando os gastos pblicos no Brasil, um economista descobriu barbaridades no Oramento da Unio deste ano. Por exemplo:

Considerada a despesa geral da Cmara, cada deputado federal custa ao pas, diariamente, R$ 3.700. Ou R$ 1,3 milho por ano.

Entre os senadores, a loucura ainda maior, pois o custo individual dirio pula para R$ 71.900. E o anual, acreditem, para R$ 26 milhes.

Comparados a outras ''rubricas'', os nmeros beiram o delrio. o caso do que a mesma Unio despende com a sade de cada brasileiro - apenas R$ 0,36 por dia.

E, com a educao, humilhantes R$ 0,20.

1009. Considerando o sentido geral do texto, o adjetivo que substitui de forma INADEQUADA os pontos das reticncias do ttulo do texto :

A) autoritrio;

B) injusto;

C) estranho;

D) desigual;

E) incoerente.

1010. O gerndio da primeira frase pode ter como forma verbal desenvolvida adequada ao texto:

A) embora dissecasse;

B) porque dissecou;

C) enquanto dissecava;

D) j que dissecou;

E) logo que dissecou.

1011. O termo ''gastos pblicos'' se refere exclusivamente a:

A) despesas com a educao pblica;

B) Pagamentos governamentais;

C) salrios da classe poltica;

D) gastos gerais do Governo;

E) investimentos no setor oficial.

1012. A explicao mais plausvel para o fato de o economista citado no texto no ter sido identificado :

A) no ser essa uma informao pertinente;

B) o jornalista no citar suas fontes de informaes sigilosas;

C) evitar que o economista sofra represlias;

D) desconhecer o jornalista o nome do informante;

E) no ser o economista uma pessoa de destaque social.

1013. O item do texto em que o jornalista NO inclui termo que indique sua opinio sobre o contedo veiculado pelo texto :

A) ''...um economista descobriu barbaridades no Oramento da Unio...'';

B) ''Entre os senadores, a loucura ainda maior...'';

C) ''E com a educao, humilhantes R$ 0,20'';

D) ''...os nmeros beiram o delrio.'';

E) ''...cada deputado federal custa ao pas, diariamente, R$3.700.''.

1014. O Oramento da Unio um documento que:

A) esconde a verdade da maioria da populao;

B) s consultado nos momentos crticos;

C) mostra a movimentao financeira do Governo;

D) autoriza os gastos governamentais;

E) traz somente informaes sobre as casas do Congresso.

1015. Os exemplos citados pelo jornalista:

A) atendem a seu interesse jornalstico;

B) indicam dados pouco precisos e irresponsveis;

C) acobertam problemas do Governo;

D) mostram que os gastos com a classe poltica so desnecessrios;

E) Demonstram que o pas no dispe de recursos suficientes para as despesas.

1016. ''Considerada a despesa geral da Cmara, cada deputado federal custa ao pas, diariamente, R$ 3.700.''; o clculo para se chegar ao custo dirio de cada deputado federal foi feito do seguinte modo:

A) a despesa geral da Cmara foi dividida pelo nmero de deputados federais;

B) a despesa com os deputados federais foi dividida igualmente por todos eles;

C) os gastos gerais da Casa foram repartidos por todos os funcionrios;

D) os gastos da Cmara com os deputados foram divididos pelo seu nmero total;

E) as despesas gerais da Cmara foram divididas entre os deputados federais.

1017. Na orao ''Ou R$ 1,3 milho por ano.'':

A) o termo milho deveria ser substitudo por milhes;

B) a conjuno ou tem valor de retificao do termo anterior;

C) o signo $ se refere ao dlar americano;

D) o termo milho concorda com a quantidade da frao;

E) o numeral 1,3 classificado como multiplicativo.

1018. ''Comparados a outras 'rubricas', os nmeros beiram o delrio.''; o comentrio correto sobre o significado dos elementos desse segmento do texto :

A) o termo rubricas, escrito entre aspas, tem valor irnico;

B) o delrio refere-se aos gastos nfimos com sade e educao;

C) as outras rubricas referidas no texto so a educao e a sade;

D) comparados com a educao, os gastos citados so humilhantes;

E) os nmeros referem-se grande quantidade de deputados e senadores.

TESTE.

AS VIRTUDES DA INTROMISSO.

A imprensa peca mais pela omisso que pela intromisso. Essa mxima muitas vezes esquecida em meio investigao, s vezes obsessiva, que as revistas e os jornais brasileiros fazem da vida de polticos e autoridades, tendncia que se acentuou muito nos ltimos anos. Os rgos de imprensa correm nesses casos o risco de parecer persecutrios ou de estar patrocinando campanhas gratuitas, movidas por interesses inconfessveis, contra determinadas figuras pblicas. Esta revista marcou sua presena na vida brasileira justamente pela convico de que esse um risco que vale a pena correr. dever da imprensa investigar e divulgar os fatos que cercam a ascenso dos polticos. Mesmo que, s vezes, eles estejam enterrados em pontos remotos de suas biografias. Quando esses fatos passados servem para iluminar a personalidade atual do poltico ou para desnudar as entranhas da atividade pblica, eles precisam ser expostos sociedade.

1019. Entre as ''virtudes da intromisso'' est:

A) investigar obsessivamente a vida de polticos brasileiros;

B) patrocinar campanhas meritrias;

C) desenterrar pontos remotos das biografias de polticos;

D) explicar a prosperidade atual de polticos e autoridades;

E) arriscar-se a fazer campanhas gratuitas.

1020. Omisso e intromisso so vocbulos que diferem pelo prefixo que se junta ao mesmo radical; o mesmo ocorre em:

A) querer / requerer;

B) deter / conter;

C) haver / reaver;

D) contratempo / passatempo;

E) finalizar / finalidade.

1021. ''A imprensa peca mais pela omisso que pela intromisso''; deduz-se desse primeiro perodo do texto que a imprensa:

A) se intromete mais do que deve;

B) peca pela omisso e pela intromisso;

C) deveria omitir-se mais;

D) se intromete mais do que se omite;

E) no peca quando se intromete.

1022. ''... as revistas e os jornais brasileiros...'';com o deslocamento dos termos da frase, a nica forma INCORRETA :

A) as brasileiras revistas e jornais;

B) os brasileiros jornais e revistas;

C) os brasileiros revistas e jornais;

D) os jornais e as revistas brasileiras;

E) os jornais e as revistas brasileiros.

1023. ''Os rgos de imprensa correm nesses casos o risco de parecer persecutrios''; a forma MENOS adequada de reescrever-se essa mesma frase por ser menos clara, :

A) Nesses casos, os rgos de imprensa correm o risco de parecer persecutrios;

B) Os rgos de imprensa, nesses casos, correm o risco de parecer persecutrios;

C) Os rgos de imprensa correm, nesses casos, o risco de parecer persecutrios;

D) Os rgos de imprensa correm o risco, nesses casos, de parecer persecutrios;

E) Correm o risco de parecer persecutrios, nesses casos, os rgos de imprensa.

1024. Relao INCORRETA entre palavras do texto em razo de grafia errada :

A) omisso / omitir;

B) convico /convencer;

C) ascenso / ascender;

D) obsessiva /obsecar;

E) persecutrios / perseguir.

1025. ''Essa mxima muitas vezes esquecida em meio investigao,...''; o comentrio correto a respeito dos componentes desse segmento do texto :

A) em meio equivale a no meio da;

B) mxima equivale a sentena moral;

C) esquecida equivale a esqueceram-se;

D) muitas vezes equivale a progressivamente;

E) muitas equivale a vrias.

1026. Segundo o texto, a revista VEJA:

A) peca mais pela omisso que pela intromisso;

B) patrocina campanhas gratuitas, desinteressadas;

C) movida por interesses inconfessveis;

D) corre o risco consciente de investigar;

E) evita expor sociedade fatos escabrosos.

1027. O item em que a omisso do vocbulo QUE foi feita de forma INADEQUADA :

A) que as revistas e os jornais brasileiros fazem - feita pelas revistas e jornais brasileiros;

B) tendncia que se acentuou muito nos ltimos anos - tendncia muito acentuada nos ltimos anos;

C) convico de que esse um risco... - convico de ser esse um risco;

D) divulgar os fatos que cercam a ascenso dos polticos - divulgar os fatos cerceadores da ascenso dos polticos;

E) Mesmo que, s vezes, eles estejam enterrados...- embora, s vezes, eles estejam enterrados...

1028. O texto tem a finalidade clara de:

A) denunciar os maus polticos;

B) incentivar a denncia de crimes;

C) promover a prpria revista;

D) mostrar a face oculta de muitos polticos;

E) justificar a omisso da revista em alguns casos.

TEXTO.

CO E HOMEM.

Se voc recolher um cachorro que morre de fome e o tornar prspero, ele no o morder. esta a a diferena principal entre um co e um homem.

1029. O defeito humano criticado pelo autor do texto :

A) a violncia;

B) a ingratido;

C) o egosmo;

D) o preconceito;

E) a inveja.

1030. Se na frase ''Se voc recolher um cachorro'', substituirmos o complemento um cachorro pelo pronome oblquo adequado, a forma correta dessa frase ser:

A) Se voc recolher-lo;

B) Se voc recolher-lhe;

C) Se voc o recolher;

D) Se voc recolhe-lo;

E) Se voc lhe recolher.

1031. O adjetivo que substitui convenientemente a orao que morre de fome :

A) famigerado;

B) moribundo;

C) defunto;

D) faminto;

E) necessitado.

1032. O conectivo abaixo que apresenta seu valor corretamente indicado :

A) SE voc recolher... - concesso;

B) morre DE fome - causa;

C) E o tornar prspero - adversidade;

D) QUE morre de fome - explicao;

E) ENTRE um co e um homem - distncia.

1033. ''...e O tornar prspero, ele no O morder.'' ;as duas ocorrncias do vocbulo em maisculas retomam, respectivamente:

A) o cachorro /o cachorro;

B) o homem /o homem;

C) voc / voc;

D) o cachorro / voc;

E) voc /o cachorro.

1034. ''...ele no o morder.'' ; se retirarmos a negativa no desse segmento do texto, a forma correta da frase ser:

A) ele morde-lo-;

B) ele lhe morder;

C) ele o morder;

D) ele morder-lhe-;

E) ele morder-lo-.

1035. ''entre um co e um homem.''; a forma correta da construo da preposio ENTRE seguida de pronomes pessoais :

A) entre mim e tu;

B) entre eu e ela;

C) entre ela e eu;

D) entre ti e eu;

E) entre mim e ti.

1036. Ao escrever co em lugar de cachorro na ltima parte do texto, o autor:

A) demonstra que se esqueceu do vocbulo que havia usado anteriormente;

B) mostra que quer mostrar diferena de sentido entre os dois vocbulos;

C) economiza espao grfico ao preferir um vocbulo melhor;

D) prefere co porque este vocbulo tem sentido negativo;

E) procura evitar a repetio de vocbulos idnticos.

1037. O verbo tornar possui sentido diferente do que aparece no texto em:

A) Os avies se tornaram armas;

B) Tornar-se rico o anseio do jovem;

C) Ele se tornou estrangeiro;

D) Nunca mais tornou a falar;

E) Elas se tornaram impacientes.

1038. O vocbulo cachorro, no plural, mantm a mesma pronncia de o fechado na segunda slaba; o vocbulo que muda o timbre da vogal o para aberto no plural :

A) contorno;

B) bolso;

C) bolo;

D) rolo;

E) fofo.

TEXTO.

''ARRUMAR O HOMEM''.

No boto a mo no fogo pela autenticidade da estria que estou para contar. No posso, porm, duvidar da veracidade da pessoa de quem a escutei e, por isso, tenho-a como verdadeira. Salva-me, de qualquer modo, o provrbio italiano: ''Se no verdadeira... muito graciosa!''

Estava, pois, aquele pai carioca, engenheiro de profisso, posto em sossego, admitido que, para um engenheiro, sossego andar mergulhado em clculos de estrutura. Ao lado, o filho, de 7 ou 8 anos, no cessava de atorment-lo com perguntas de todo jaez, tentando conquistar um companheiro de lazer.

A idia mais luminosa que ocorreu ao pai, depois de dez a quinze convites a ficar quieto e a deix-lo trabalhar, foi a de pr nas mos do moleque um belo quebra-cabea trazido da ltima viagem Europa. ''V brincando enquanto eu termino esta conta''. sentencia entre dentes, prelibando pelo menos uma hora, hora e meia de trgua. O peralta no levar menos do que isso para armar o mapa do mundo com dos cinco continentes, arquiplagos, mares e oceanos, comemora o pai-engenheiro.

Quem foi que disse hora e meia? Dez minutos depois, dez minutos cravados, e o menino j o puxava triunfante: ''Pai, vem ver!'' No cho, completinho, sem defeito, o mapa do mundo.

Como fez, como no fez? Em menos de uma hora era impossvel. O prprio heri deu a chave da proeza: ''Pai, voc no percebeu que, atrs do mundo, o quebra-cabea tinha um homem? Era mais fcil. E quando eu arrumei o homem, o mundo ficou arrumado!''

''Mas esse garoto um sbio!'', sobressaltei, ouvindo a palavra final. Nunca ouvi verdade to cristalina: ''Basta arrumar o homem (to desarrumado quase sempre) e o mundo fica arrumado!''

Arrumar o homem a tarefa das tarefas, se que se quer arrumar o mundo.

1039. Assinale o item cuja afirmativa est de acordo com o primeiro pargrafo do texto:

A) embora o autor do texto no confie na veracidade da estria narrada, conta-a por seu valor moral;

B) como o autor do texto confia na pessoa que lhe narrou a estria, ele a transfere para o leitor, mesmo sabendo que no autntica;

C) A despeito de ser bastante graciosa a histria narrada, o autor do texto tem certeza de sua inautenticidade;

D) O autor do texto nos narra uma histria de cuja autenticidade no est certo, apesar de ter sido contada por pessoas dignas de confiana;

E) a estria narrada possui autenticidade, veracidade e , alm disso, certa graa.

1040. O ttulo dado ao texto:

A) representa a tarefa que deveria ser executada pelo menino;

B) indica a verdadeira finalidade do jogo de quebra- cabea;

C) mostra a desorganizao reinante na famlia moderna;

D) assinala a tarefa bsica inicial para a organizao do mundo;

E) demonstra a sabedoria precoce do menino da estria narrada.

1041. Na continuidade de um texto, algumas palavras referem-se a outras anteriormente expressas; assinale o item em que a palavra destacada tem sua referncia corretamente indicada:

A) No boto a mo no fogo pela autenticidade da estria que estou para contar - refere-se autenticidade da estria narrada;

B) No posso, porm, duvidar da veracidade da pessoa de quem a escutei... - refere-se veracidade da estria narrada;

C) ...e, por isso tenho-a como verdadeira. - refere-se a no poder duvidar da veracidade da pessoa que lhe narrou a estria;

D) ...tenho-a como verdadeira. - refere-se pessoa que lhe narrou a estria do texto;

E) Salva-me de qualquer modo, o provrbio italiano. - refere-se pessoa de cuja veracidade o autor do texto no pode duvidar.

1042. O item em que o vocbulo sublinhado est tomado em sentido no- figurado :

A) No boto a mo no fogo pela autenticidade da estria...

B) Estava, pois, aquele pai carioca...

C) ...no cessava de atorment-lo com perguntas...

D) ...comemora o pai-engenheiro.

E) Mas esse garoto um sbio!

1043. ...por nas mos do moleque um belo quebra-cabea...; o substantivo quebra-cabea forma o plural de modo idntico a um dos substantivos abaixo:

A) guarda-chuva;

B) tenente-coronel;

C) tera-feira;

D) ponto-de-vista;

E) caneta-tinteiro.

1044. O item em que o vocbulo destacado tem seu sinnimo corretamente indicado :

A) Salva-me, de qualquer modo, o provrbio italiano... - citao;

B) ...com perguntas de todo jaez... - tipo;

C) ...tentando conquistar um companheiro de lazer. - aventuras;

D) ...prelibando pelo menos uma hora... - desejando;

E) o peralta no levar menos do que isso... - revolucionrio.

1045. V brincando enquanto eu termino esta conta; se fossem dois engenheiros querendo trabalhar e dois os meninos, esta mesma frase, mantidas as pessoas, deveria ter a seguinte forma:

A) Vo brincando enquanto ns terminamos esta conta;

B) Ide brincar enquanto eu termino esta conta;

C) Vamos brincando enquanto ns terminamos esta conta;

D) Vade brincando enquanto eles terminam esta conta;

E) Vai brincando enquanto ns terminamos esta conta.

1046. O segmento do texto que NO apresenta qualquer processo de intensificao vocabular :

A) Arrumar o homem a tarefa das tarefas...;

B) Em menos de uma hora era impossvel;

C) Era mais fcil;

D) Nunca ouvi verdade to cristalina;

E) A idia mais luminosa que ocorreu ao pai...

1047. A frase do menino: E quando eu arrumei o homem, o mundo ficou arrumado! mostra que:

A) o pai do menino desconhecia a brilhante inteligncia do filho;

B) o menino tinha uma viso critica do mundo bastante apurada;

C) o menino j havia feito a mesma tarefa antes;

D) o autor do texto quer mostrar a sabedoria do menino;

E) o menino descobrira um meio mais fcil de completar a tarefa.

1048. Mas esse garoto um sbio...; esta frase do autor do .texto introduzida por uma conjuno adversativa que marca, nesse caso, a oposio entre:

A) a idade e a sabedoria;

B) a autoridade e a desobedincia;

C) o trabalho e o lazer;

D) a teoria e a prtica;

E) a ignorncia e o conhecimento.

TEXTO.

A primeira vez que ouvi falar do mundo, o mundo para mim no tinha nenhum sentido, ainda; de modo que no me interessavam nem o seu comeo, nem o seu fim. Lembro-me, porm, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo cu, responsvel pelo acontecimento que elas tanto temiam.

Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas; ns, crianas, existamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lenol, e, estremunhada, levaram-me janela para me apresentarem fora ao temvel cometa. Aquilo que at ento no me interessara nada, que nem vencia a preguia dos meus olhos, pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavo branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro de sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no cu, como h lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam to apavoradas? A mim no me causara medo nenhum.

Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo no se acabou, talvez tenha ficado um pouco triste - mas que importncia tem a tristeza das crianas?

Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. No duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se v haver um sentido do mundo peculiar a cada um.

1049. No primeiro pargrafo do texto, a autora afirma que, quando menina:

A) os adultos tinham preocupaes de que ela compartilhava.

B) afligia-se vagamente com os anncios do fim do mundo.

C) a significao do mundo era uma questo a que buscava responder.

D) a significao do mundo em nada lhe importava.

E) preocupou-se com o sentido do mundo quando soube que ele ia acabar.

1050. Considere as seguintes afirmaes:

I. Para as crianas, mais importavam seus prprios jogos do que as crendices dos adultos.

II. As mulheres ''que choravam, meio desgrenhadas'' estabeleciam uma relao de causa e efeito entre a passagem do cometa e o fim do mundo.

III. O ''acontecimento que elas tanto temiam'' era a viso do cometa no cu.

Est correto o que se afirma em:

A) I, II e III.

B) I e II, apenas.

C) I e III, apenas.

D) II e III, apenas.

E) II, apenas.

1051. Quando foi levada janela para ver o cometa, a menina:

A) experimentou pela primeira vez a sensao do temor.

B) reconheceu que o espetculo era belo, alm de assustador.

C) associou imagens fantsticas ao que viu no cu.

D) entendeu, finalmente, as razes do temor que os adultos sentiam.

E) pde confirmar que nada havia nele de to extraordinrio.

1052. No ltimo pargrafo do texto, a autora afirma que:

A) a viso do cometa provocara-lhe a descoberta do sentido do mundo.

B) as pessoas sbias concordam quanto ao verdadeiro sentido do mundo.

C) o sentido do mundo se manifesta de acordo com a viso de cada um.

D) passou a ter a convico de qual o verdadeiro sentido do mundo.

E) fortaleceu sua indiferena de menina em relao ao sentido do mundo.

1053. Considere as seguintes afirmaes:

I. Ao empregar o termo ''ainda'', no primeiro perodo do texto, a autora indica que algo viria a se modificar, em seus pensamentos.

II. O sentido da expresso ''me apresentarem fora ao temvel cometa'' equivale ao da expresso ''fui apresentada fora do temvel cometa''.

III. O sentido da expresso ''nada disso se entendia comigo'' equivale ao sentido da expresso ''nada disso me dizia respeito''.

Est correto o que se afirma em:

A) I, II e III.

B) II e III, apenas.

C) II, apenas.

D) I e III, apenas.

E) I e II, apenas.

1054. Todas as palavras esto corretamente grafadas na frase:

A) As crianas ficaram frustadas depois que o cometa passou.

B) Foi facinante e inouvidvel a viso que a menina teve naquela noite.

C) A viso do cometa sucitou na menina a de uma noiva indo para a cerimonia nupcial.

D) Talvez a autora quizesse dizer que o cometa lhe lembrava a cauda de um pavo branco.

E) O xtase daquela viso extraordinria imprimiu-se para sempre na memria da autora.

1055. Est correta a forma verbal sublinhada na frase:

A) As crianas reteram para sempre a viso do cometa.

B) A menina jamais supusera que viesse a se preocupar com o sentido do mundo.

C) O que entretia as crianas eram a goiabeira e o tapete.

D) Se a autora revesse o cometa, teria a mesma sensao de quando menina?

E) Os astros que se vm no cu constituem um eterno espetculo.

1056. A menina foi ver o cometa, admirou a beleza do cometa de tal forma que a beleza do cometa jamais se apagou de sua memria.

Evitam-se as desagradveis repeties do perodo acima substituindo-se os elementos sublinhados, respectivamente, por:

A) admirou-lhe a beleza esta;

B) lhe admirou a sua beleza - a mesma;

C) admirou-o a beleza esta;

D) admirou-lhe a sua beleza - a cuja;

E) o admirou a beleza - a mesma.

1057. A concordncia verbal est inteiramente respeitada na frase:

A) Entre as crianas, ningum se preocupavam com o fim do mundo.

B) Por que haveria as crianas de se preocupar com o fim do mundo?

C) Ocorreram menina, quando viu o cometa, as imagens de um pavo e de uma noiva.

D) Toda vez que aludia ao cometa, os adultos estavam a pensarem no fim do mundo.

E) Vises fantsticas como a daquele cometa no mais se repete numa vida.

1058. Est correto o emprego da expresso sublinhada na frase:

A) O espetculo de que a menina assistiu foi inesquecvel.

B) As imagens com que a menina associou ao cometa foram as de uma noiva e de um pavo.

C) Foi um acontecimento cuja beleza ningum mais se esqueceria.

D) O cometa, cuja luminosidade encantou a menina, no demorou a passar.

E) Eram altos os telhados sobre quem o cometa sobrevoava.

TEXTO.

''Para as finalidades empresariais as fronteiras que separam uma nao da outra, so to reais como o equador. Consistem meramente de demarcaes convenientes de entidades tnicas, lingsticas e culturais. No definem necessidades empresariais nem tendncia de consumidores. Uma vez que a administrao compreenda e aceite essa economia mundial, a sua maneira de encarar a praa do mercado - e de planej-la - necessariamente se expande''.

1059. A comparao presente no primeiro perodo do texto quer mostrar que:

A) as finalidades empresariais tm carter bastante subjetivo;

B) os empresrios desconhecem a realidade geogrfica dos pases que exploram;

C) as fronteiras dos pases so obstculos para os negcios empresariais;

D) os negcios empresariais no so limitados por fronteiras geogrficas;

E) os hemisfrios sul e norte no se misturam nos negcios empresariais.

1060. A mesma estrutura semntica presente em ''...so to reais como o equador'' se repete em:

A) so to desenvolvidas como os Estados Unidos;

B) so to calmas como o Oriente Mdio;

C) so to grandes como o Brasil;

D) so to extensas como o Amazonas;

E) so to brilhantes como o sol.

1061. O segundo perodo do texto poderia ligar-se ao primeiro, mantendo sua significao dentro do texto, por meio do conector:

A) embora;

B) pois;

C) no entanto;

D) porque;

E) porquanto.

1062. ''Consistem meramente de demarcaes convenientes...''; o adjetivo convenientes poderia ser equivalentemente substitudo por:

A) que convm;

B) que convm;

C) que convem;

D) que convenham;

E) que convinham.

1063. No segundo perodo do texto, o termo que modaliza o contedo expresso :

A) meramente;

B) convenientes;

C) tnicas;

D) lingsticas;

E) culturais.

1064. ''...entidades tnicas...'' so as que se referem a:

A) aspectos folclricos;

B) traos religiosos;

C) qualidades especficas;

D) hbitos sociais;

E) elementos raciais.

1065. Ainda que muitos digam o contrrio, o trema ainda est em vigor e, por isso mesmo, o vocbulo lingsticas aparece grafado com trema. A razo que nos obriga a empreg-lo, nesse caso, :

A) mostrar que o encontro UI um hiato e no um ditongo;

B) indicar que o U no deve ser pronunciado;

C) assinalar para o leitor que o U semivogal;

D) demonstrar que o U um sinal diacrtico;

E) indicar que a vogal U tona.

1066. ''Consistem meramente de demarcaes...''; o vocbulo demarcao tem seu plural corretamente formado no texto. O item abaixo em que h um vocbulo cuja forma plural unanimemente considerada como equivocada :

A) escrives - tabelies - cidados;

B) aldeos - aldees - aldees;

C) artesos - camalees - vulces;

D) arteses - corrimos - veres;

E) guardies - guardies - charlatos.

1067. ''No definem necessidades empresariais nem tendncias de consumidores.''; este mesmo segmento, se colocado na voz passiva analtica, com a explicitao de seu agente, ficaria da seguinte forma:

A) Necessidades empresariais nem tendncias de consumidores so definidas pelos empresrios;

B) No so definidas necessidades empresariais nem tendncias de consumidores pelas fronteiras;

C) No se definem necessidades empresariais nem tendncias de consumidores pelas finalidades;

D) As necessidades empresariais no so definidas pelas tendncias dos consumidores;

E) As tendncias dos consumidores no so definidas pelas necessidades empresariais.

1068. I empresarial;

II mundial;

III cultural;

IV real.

So formados pelo mesmo processo, apresentando o mesmo valor semntico do sufixo, os seguintes vocbulos acima:

A) I - III;

B) I - II - III;

C) II - IV;

D) I - II - III - IV;

E) II - III - IV.

TEXTO.

O AEROPLANO.

01 Quisera ser um s para voar bem alto

02 sobre a cidade de meu bero!

03 Bem mais alto que os lamentos bronze

04 Das catedrais catalpticas;

05 Muito rente do azul quase a sumir no cu

06 Longe da casaria que diminui

07 Longe, bem longe deste cho de asfalto...

08 Eu quisera pairar sobre a cidade!...

09 O motor cantaria

10 No anfiteatro azul apainelado

11 A sua roncante sinfonia...

12 Oh! voar sem pousar no espao que se estira

13 Meu, s meu;

14 Atravessando os ventos assombrados

15 Pela minha ousadia de subir

16 At onde s eles atingiram!...

17 Girar no alto

18 E em rpida descida

19 Cair em torvelinhos

20 Como ave ferida...

21 Dar cambalhotas repentinas

22 Loopings fantsticos

23 Saltos mortais

24 Como um atleta elstico de ao

25 O ranger rascante do motor...

26 No anfiteatro com painis de nuvens

27 Tambor...

28 Se um dia

29 O meu corpo escapasse do aeroplano,

30 Eu abriria os braos com ardor

31 Para o mergulho azul na tarde transparente...

32 Como seria semelhante

33 A um anjo de corpo desfraldado

34 Asas abertas, precipitado

35 Sobre a terra distante...

36 Riscando o cu na minha queda brusca

37 Rpida e precisa,

38 Cortando o ar em xtase no espao

39 Meu corpo cantaria

40 Sibilando

41 A sinfonia da velocidade

42 E eu tombaria

43 Entre os braos abertos na cidade...

44 Ser aviador para voar bem alto!

1069. Assinale a alternativa que MELHOR define o desejo do eu-lrico.

A) Ser aviador.

B) Visualizar a cidade l de cima.

C) Voar mais alto que as catedrais.

D) Mergulhar no azul da tarde transparente.

1070. Considere os versos:

''O motor cantaria / A sua roncante sinfonia...''(versos 9 e 11).

''Meu corpo cantaria / Sibilando / A sinfonia da velocidade ''(versos 39 a 41).

Pode-se afirmar que o/a:

A) aviador e a mquina permanecem, durante todo o poema, como seres autnomos.

B) aviador e a mquina se afastam, medida que se concretizam suas caractersticas.

C) aviador e a mquina fundem-se como se fossem um nico ser.

D) mquina supera o aviador por sua roncante sinfonia.

1071. Considerando o texto, assinale a alternativa INCORRETA.

A) O cenrio pastoril embeleza o poema, justificando a harmonia por todo o texto.

B) Quando o eu-lrico se refere a ''ave ferida'', considera a possibilidade de cair do azul do cu.

C) O poema uma exaltao mquina, velocidade, coragem e, sobretudo, ao movimento.

D) A 1 estrofe retrata o desejo de voar bem alto e sumir no azul.

1072. Assinale a alternativa em que a relao palavra e sinnimo est INCORRETA.

A) catalptico rgido;

B) torvelinho redemoinho;

C) sibilar - parece arranhar;

D) apainelado - dividido em painis.

1073. Observe as palavras destacadas nos seguintes versos:

''Atravessando os ventos assombrados / Pela minha ousadia de subir''

''Cair em torvelinhos / Como ave ferida...''

Como procedimento estilstico, tm-se, respectivamente:

A) metfora e hiprbole.

B) metfora e metonmia.

C) prosopopia e metfora.

D) prosopopia e comparao.

1074. Todos os versos abaixo so decasslabos, EXCETO:

A) ''A sinfonia da velocidade'';

B) ''Longe da casaria que diminui'';

C) ''Entre os braos abertos na cidade...'';

D) ''Atravessando os ventos assombrados''.

1075. O poema O aeroplano mostra-nos um eu-lrico eufrico ante loopings fantsticos e alturas extasiantes. Analisando o tempo verbal das formas cantaria, abriria, seria e tombaria, pode-se dizer que o poema:

A) exprime um fato atual, que ocorre no momento da fala.

B) enfatiza fatos concludos num momento ou perodo definido do passado.

C) transmite uma idia de continuidade, de processo que no passado era constante.

D) exprime um futuro hipottico, que talvez nem venha a ocorrer.

1076. Assinale a alternativa em que todos os vocbulos apresentam ditongos crescentes orais.

A) meu, catedrais, cantaria;

B) qualquer, areos, pessoas;

C) duas, embaixadas, oceanogrfica;

D) conferncia, humanitrio, retaguarda.

1077. Considere as seguintes assertivas quanto correta diviso silbica:

I - A palavra bisav admite somente a seguinte diviso:bis-a-v, pois o prefixo deve-se separar do radical.

II - A palavra obsquio admite a seguinte diviso:ob-s-qui-o, pois termina em ditongo oral crescente, que se pode transformar em hiato.

III - A palavra vo forma uma nica slaba, pois constituda por um ditongo oral decrescente.

Pode-se afirmar que est(o) correta(s) apenas:

A) I.

B) II.

C) III.

D) I e II.

1078. Indique a alternativa que apresenta as duas seqncias em que as palavras NO esto corretamente separadas.

I - in-ter-na-cio-nal; i-d-ia; as-som-bra-dos;

II - o-ce-a-no-gr-fi-ca; pa--ses; des-tru-i-o;

III - a--re-os; ca-ta-l-pti-cas; pai-nis;

IV - a-vi-a-dor; a-pai-ne-la-do; cons-ti-tu--do.

A) I e II.

B) I e III.

C) II e III.

D) II e IV.

TEXTO.

O MEU GURI.

01 Quando seu moo nasceu meu rebento

02 No era o momento dele rebentar

03 j foi nascendo com cara de fome

04 E eu no tinha nem nome pra lhe dar

05 Como fui levando, no sei lhe explicar

06 Fui assim levando ele a me levar

07 E na sua meninice ele um dia me disse

08 Que chegava l

09 Olha a

10 Olha a

11 Olha a, a o meu guri, olha a

12 Olha a, o meu guri

13 E ele chega

14 Chega suado e veloz do batente

15 E traz sempre um presente pra me encabular

16 Tanta corrente de ouro, seu moo

17 Que haja pescoo pra enfiar

18 Me trouxe uma bolsa j com tudo dentro

19 Chave, caderneta, tero e patu

20 Um leno e uma penca de documentos

21 Pra finalmente eu me identificar, olha a

22 Olha a, ai o meu guri, olha a

23 Olha a, o meu guri

24 E ele chega

(...)

25 Chega estampado, manchete, retrato

26 Com venda nos olhos, legenda e as iniciais

27 Eu no entendo essa gente, seu moo

28 Fazendo alvoroo de mais

29 O guri no mato, acho que t rindo

30 Acho que t lindo de papo pro ar

31 Desde o comeo eu no disse seu moo

32 Ele disse que chegava lEle disse que chegava l

33 Olha a, olha a

34 Olha a, a o meu guri, olha a

35 Olha a, o meu guri

1079. A expresso ''Que chegava l'', retirada da linha 8, mostra que o menino tinha:

A) otimismo;

B) desconfiana;

C) pessimismo;

D) incredulidade.

E) medo.

1080. Qual a nica palavra que no seria sinnimo da expresso ''fazendo alvoroo''? (linha 28).

A) confuso;

B) silncio;

C) balbrdia;

D) agitao;

E) tumulto.

1081. Por que nas manchetes o guri vinha somente com ''legenda e as iniciais''? (linha 26).

A) porque o espao do jornal pequeno e no cabe o nome todo.

B) porque ele menor de idade e no pode ser identificado.

C) porque os jornalistas no sabiam o nome do guri.

D) porque a me no permitiu que colocassem o seu nome completo.

E) porque pobre no sai no jornal.

1082. Assinale a nica alternativa onde o verbo intransitivo.

A) Foi feira com a me.

B) Quero a minha liberdade.

C) Vendeu as flores.

D) Enviou as cartas ao pai.

E) Ela concluiu o trabalho.

1083. S h uma opo onde o verbo est no modo indicativo. Assinale-a:

A) Se ela me amasse.

B) Sejais feliz.

C) Jamais serei o mesmo.

D) Tenhas calma.

E) H mais de uma opo correta.

1084. Em qual das alternativas o adjunto adverbial de causa?

A) Caminhava lentamente, na praia.

B) A mendiga morreu de fome.

C) Sonhou noite toda com ele.

D) Saiu cedo para rua.

E) Gostamos muito de vocs.

1085. Assinale a opo onde o termo sublinhado foi classificado erradamente.

A) Necessito de bons alunos. (objeto indireto).

B) O livro foi comprado pelo aluno. (agente da passiva).

C) O mecnico consertou o carro. (ncleo do sujeito).

D) Certamente, no devolverei seus livros! (adjunto adnominal).

E) Encontrei o velho cado. (predicativo do objeto).

1086. Em qual das alternativas todos os verbos so irregulares?

A) amar partir ser beber;

B) sonhar cantar por sair;

C) ficar beijar viajar cantar;

D) ir ser vir pedir;

E) As alternativas A e B esto corretas.

1087. Assinale a opo onde o sujeito inexistente.

A) H meses no chove.

B) Algum chegou cedo.

C) Vendeu-se um automvel.

D) Dizem que a vida vai melhorar.

E) Desobedecemos aos mais velhos.

1088. Qual o verbo que exprime uma idia de qualidade, de estado?

A) Verbo transitivo direto.

B) Verbo intransitivo.

C) Verbo transitivo indireto.

D) verbo de ligao.

E) Nenhuma das opes responde a pergunta.

TEXTO.

01 A urna eletrnica foi recebida pelo cidado como uma conquista democrtica, vez que

02 afastou do cenrio eleitoral a possibilidade da prtica de fraudes para as quais se

03 revelavam vulnerveis as cdulas, tanto na votao como na apurao.

04 Trata-se de empreendimento no qual nosso pas pioneiro, motivo de orgulho para o

05 cidado brasileiro, vez que no se tem notcia de qualquer outra nao que utilize

06 a votao eletrnica na escala utilizada no Brasil, cujo eleitorado composto de

07 aproximadamente cento e dez milhes de eleitores.

08 De todo modo, cabe Justia Eleitoral esclarecer as dvidas levantadas sobre a

09 votao ele trnica, a fim de que o eleitorado possa continuar a nela depositar a

10 confiana indispensvel credibilidade do nosso sistema eleitoral.

11 evidente que a Justia Eleitoral a maior interessada em preservar a segurana

12 do sistema de votao, pois tem como uma de suas principais misses zelar para que

13 a vontade do eleitor se faa valer na escolha de seus representantes.

1089. No texto, as palavras fraudes e vulnerveis (linha 2) podem ser substitudas, respectivamente, sem mudana de sentido da frase em que se encontram, por:

A) maracutaias / aceitveis;

B) propinas / adequadas;

C) burlas / atacveis;

D) intrigas / imprescindveis.

1090. Depreende-se, pela leitura do texto, que o brasileiro se sente orgulhoso, porque:

A) o eleitor no utiliza mais as cdulas eleitorais tradicionais.

B) os brasileiros sabem utilizar a urna eletrnica.

C) a Justia Eleitoral esclarece as dvidas na escolha dos seus representantes.

D) nosso pas pioneiro, com sucesso, no uso da votao eletrnica.

1091. O autor empregou duas vezes a expresso vez que (linhas 1 e 5). Ela pode ser substituda, sem prejuzo para a compreenso do texto, por:

A) porque;

B) sempre que;

C) talvez;

D) jamais.

1092. Na linha 9, o pronome nela refere-se :

A) Justia Eleitoral.

B) votao eletrnica.

C) confiana indispensvel.

D) credibilidade do nosso sistema eleitoral.

1093. Muitas vezes, a utilizao dos pronomes possessivos seu / sua pode tornar a frase ambgua. Assinale a nica frase em que NO OCORREU ambigidade, no emprego desse pronome.

A) O candidato saiu com o filho; seu nome Jos Maria.

B) A tecnologia utilizada pela Justia Eleitoral garantiu que seu empreendimento - a urna eletrnica - fosse reconhecido pelos americanos.

C) Jorge encontrou um amigo e soube que sua me viajara.

D) Voc sabia que encontrei Marta e seu irmo Lus?

1094. Na frase ''A urna eletrnica foi recebida pelo cidado'' o termo em destaque classificado como:

A) adjunto adverbial de modo;

B) objeto direto;

C) agente da passiva;

D) aposto.

1095. Sabendo que o relativo cujo no pode ligar dois termos idnticos, assinale a alternativa ERRADA.

A) O eleitor cujo encontrei no TRE sempre cumpriu seus deveres de cidado responsvel.

B) Residimos em um pas cujo eleitorado aprovou a utilizao das urnas eletrnicas.

C) A jovem, de cuja casa acabo de sair, ir amanh para a Itlia.

D) Marta, a cujas ordens obedeo, minha diretora.

1096. Complete os espaos com a - as - - s.

I. Refiro-me _______ eleies norte-americanas.

II. Dirija-se _______ senhora de azul.

III. Ontem ________ noite fomos ______ praia.

IV. Sandy e Jnior vivem ______ cantar.

Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE as lacunas acima.

A) as - - a - a ;

B) s - a - a - ;

C) as - a - - a a;

D) s - - - a.

1097. Em '' evidente que a Justia Eleitoral a maior interessada em preservar a segurana do siste-ma de votao'' (linhas 11, 12), h oraes subordinadas; respectivamente:

A) substantiva subjetiva / substantiva completiva nominal;

B) substantiva objetiva direta / adjetiva explicativa;

C) adverbial causal / substantiva apositiva;

D) adjetiva restritiva / substantiva predicativa.

1098. Aponte a alternativa em que h pontuao gramaticalmente INACEITVEL.

A) Na ltima eleio, os polticos gastaram milhes de reais em suas campanhas.

B) Um desafio do candidato a cargo pblico, descobrir, o perfil de seu eleitor.

C) Amo viver nesta terra catarina, em que nasceram meus pais.

D) Todos ns, brasileiros, somos responsveis pelo progresso do pas.

TEXTO.

01 Quem poderia imaginar que os Estados Unidos um dia reconheceriam ter alguma coisa

02 a aprender com a democracia brasileira? Depois do confuso resultado da ltima votao

03 presidencial nos Estados Unidos, o jornal The New York Times buscou no Brasil um

04 modelo exemplar de eleio.

05 'O Brasil, um pas maior que a parte continental dos Estados Unidos, realizou a primeira

06 eleio nacional inteiramente eletrnica, com retumbante sucesso', escreveu em

07 editorial o mais influente jornal americano.

1099. Os termos retumbante e influente (linha 5) podem ser substitudos, sem prejuzo para a compreenso do texto, respectivamente, por:

A) muito / famoso;

B) barulhento / insipiente;

C) estrondoso / importante;

D) duvidoso / maior.

1100. Segundo o texto, pode-se inferir que os Estados Unidos:

A) realizaram com sucesso sua primeira eleio nacional inteiramente eletrnica.

B) reconheceram, na ltima eleio, que o Brasil o pas mais democrtico da Amrica Latina.

C) buscaram, no Brasil, polticos que apurassem os votos de sua eleio presidencial.

D) tiveram problemas na apurao de votos, em sua ltima eleio presidencial.

1101. O jornal americano, segundo o texto, buscou no Brasil ''um modelo exemplar de eleio'', porque:

A) o Brasil realizou com sucesso sua primeira eleio nacional inteiramente eletrnica.

B) o Brasil ''um pas maior que a parte continental dos Estados Unidos''.

C) o Brasil jamais apresenta fraudes nas eleies que realiza.

D) os Estados Unidos reconheceram, finalmente, que h democracia em nosso pas.

1102. Em ''O Brasil, um pas maior que a parte continental dos Estados Unidos, realizou...'' (linhas 4, 5), a parte em destaque corresponde a um:

A) Sujeito simples;

B) vocativo;

C) Aposto;

D) predicativo.

1103. Assinale a alternativa que apresenta uma frase em que a concordncia verbal obedece mesma regra gramatical de ''os Estados Unidos um dia reconheceriam'' (linha 1).

A) Minas Gerais conta com uma paisagem de montanhas, vales e grutas maravilhosas.

B) As Ilhas Cayman constituem um paraso fiscal para lavagem de dinheiro.

C) Os Estados do Paran e de Santa Catarina no enfrentaram, em 2001, problemas de produo de energia eltrica.

D) Joinville, Blumenau e Brusque so algumas cidades catarinenses de colonizao alem.

1104. Marque a alternativa CORRETA quanto concordncia verbal.

A) Deu trs horas e o candidato no apareceu.

B) precarssima as condies fsicas desse prdio.

C) Houveram fraudes nas eleies americanas.

D) Quarenta por cento dos americanos votaram nas ltimas eleies para a escolha de seu Presidente.

1105. Assinale a alternativa em que h ERRO quanto regncia.

A) Aspiramos uma boa classificao neste concurso.

B) A confiana indispensvel credibilidade de nosso sistema.

C) Esqueci os documentos em casa.

D) Esqueci-me dos documentos no escritrio.

1106. As formas verbais poderia e reconheceriam (linha 1) pertencem a este tempo e modo:

A) Futuro do pretrito do indicativo.

B) Futuro do presente do indicativo.

C) Imperfeito do subjuntivo.

D) Imperativo afirmativo.

1107. A classificao dos verbos, quanto predicao, foi feita corretamente, EXCETO em:

A) Os Estados Unidos recorreram ao Brasil. - verbo transitivo indireto.

B) A Justia Eleitoral a maior interessada nesse estudo. - verbo intransitivo.

C) H, ainda, possibilidade de fraude? - verbo transitivo direto.

D) O eleitorado continua confiante na eficincia da urna eletrnica. - verbo de ligao.

1108. Assinale a alternativa em que as palavras recebem acento agudo em obedincia mesma regra ortogrfica de: ltima e eletrnica.

A) trnsito - obedincia cidados.

B) democrtico - pntano prximo.

C) assemblia - necessrio srie.

D) abdmen - hfen plen.

TEXTO.

A LIBERDADE E O CONSUMO.

Quantos morreram pela liberdade de sua ptria? Quantos foram presos ou espancados pela liberdade de dizer o que pensam? Quantos lutaram pela libertao dos escravos?,

No plano intelectual, o tema da liberdade ocupa as melhores cabeas, desde Plato e Scrates, passando por Santo Agostinho, Spinoza, Locke, Hobbes, Hegel, Kant, Stuart Mill, Tolstoi e muitos outros. Como conciliar a liberdade com a inevitvel ao restritiva do Estado? Como as liberdades essenciais se transformam em direitos do cidado? Essas questes puseram em choque os melhores neurnios da filosofia, mas no foram as nicas a galvanizar controvrsias.

Mas vivemos hoje em uma sociedade em que a maioria j no sofre agresses a essas liberdades to vitais, cuja conquista ou reconquista desencadeou descomunais energias fsicas e intelectuais. Nosso apetite pela liberdade se aburguesou. Foi atrado (corrompido?) pelas tentaes da sociedade de consumo.

O que percebido como liberdade para um pacato cidado contemporneo que vota, fala o que quer, vive sob o manto da lei (ainda que capenga) e tem direito de mover-se livremente?

O primeiro templo da liberdade burguesa o supermercado. Em que pesem as angustiantes restries do contracheque, so as prateleiras abundantemente supridas que satisfazem a liberdade do consumo (no faz muitas dcadas, nas prateleiras dos nossos armazns ora faltava manteiga, ora leite, ora feijo). No houve ideal comunista que resistisse s tentaes do supermercado. Logo depois da queda do Muro de Berlim, comer uma banana virou cone da liberdade no Leste Europeu.

A segunda liberdade moderna o transporte prprio. BMW ou bicicleta, o que conta a sensao de poder sentar-se ao veculo e resolver em que direo partir. Podemos at no ir a lugar algum, mas gostoso saber que h um veculo parado porta, concedendo permanentemente a liberdade de ir, seja aonde for. Algum j disse que a Vespa e a Lambretta tiraram o fervor revolucionrio que poderia ter levado a Itlia ao comunismo.

A terceira liberdade a televiso. a janela para o mundo. a liberdade de escolher os canais (restritos em pases totalitrios), de ver um programa imbecil ou um jogo, ou estar to perto das notcias quanto um presidente da Repblica - que nos momentos dramticos pode assistir s mesmas cenas pela CNN. estar prximo de reis, heris, criminosos, superatletas ou cafajestes metamorfoseados em apresentadores de TV.

Uma ''liberdade'' recente o telefone celular. o gostinho todo especial de ser capaz de falar com qualquer pessoa, em qualquer momento, onde quer que se esteja. Importante? Para algumas pessoas, uma revoluo no cotidiano e na profisso. Para outras, apenas o prazer de saber que a distncia no mais cerceia a comunicao, por boba que seja.

H ainda uma ltima liberdade, mais nova, ainda elitizada: a internet e o correio eletrnico. um correio sem as peripcias e demoras do carteiro, instantneo, sem remorsos pelo tamanho da mensagem (que se dane o destinatrio do nosso attachment megabitico) e que est a nosso dispor, onde quer que estejamos. E acoplado a ele vem a web, com sua cacofonia de informaes, excessivas e desencontradas, onde se compra e vende, consomem-se filosofia e pornografia, arte e empulhao.

Causa certo desconforto intelectual ver substitudas por objetos de consumo as discusses filosficas sobre liberdade e o herosmo dos atos que levaram sua preservao em mltiplos domnios da existncia humana. Mas assim a nossa natureza, s nos preocupamos com o que no temos ou com o que est ameaado. Se h um consolo nisso, ele est no saber que a preeminncia de nossas liberdades consumistas marca a vitria de havermos conquistado as outras liberdades, mais vitais. Mas, infelizmente, deleitar-se com a alienao do consumismo est fora do horizonte de muitos. E, se o filsofo Joosinho Trinta tem razo, no por desdenhar os luxos, mas por no poder desfrut-los.

1109. O primeiro pargrafo do texto apresenta:

A) uma srie de perguntas que so respondidas no desenrolar do texto;

B) uma estrutura que procura destacar os itens bsicos do tema discutido no texto;

C) um questionamento que pretende despertar o interesse do leitor pelas respostas;

D) um conjunto de perguntas retricas, ou seja, que no necessitam de respostas;

E) umas questes que pretendem realar o valor histrico de alguns heris nacionais.

1110. Nos itens abaixo, o emprego da conjuno OU (em maisculas) s tem ntido valor alternativo em:

A) ''Quantos foram presos OU espancados pela liberdade de dizer o que pensam?'';

B) ''A segunda liberdade moderna o transporte prprio, BMW OU bicicleta...'';

C) ''...de ver um programa imbecil ou um jogo, OU estar to perto das notcias...'';

D) ''...s nos preocupamos com o que no temos OU com o que est ameaado.'';

E) '' estar prximo de reis, heris, criminosos, superatletas OU cafajestes...''.

1111. O item abaixo que indica corretamente o significado da palavra em maisculas no texto :

A) ''...mas no foram as nicas a GALVANIZAR controvrsias.'' - discutir;

B) ''...comer uma banana virou um CONE da liberdade no Leste europeu.''- fantasia;

C) ''...consomem-se filosofia e pornografia, arte e EMPULHAO.''; grosseria;

D) ''...cafajestes METAMORFOSEADOS em apresentadores de TV.'' - desfigurados;

E) ''...que a distncia no mais CERCEIA a comunicao...''- impede.

1112. ''Como conciliar a liberdade com a inevitvel ao restritiva do Estado?''; nesse segmento do texto, o articulista afirma que:

A) o Estado age obrigatoriamente contra a liberdade;

B) impossvel haver liberdade e governo ditatorial;

C) ainda no se chegou a unir os cidados e o governo;

D) cidados e governo devem trabalhar juntos pela liberdade;

E) o Estado o responsvel pela liberdade da populao.

1113. ''...concedendo permanentemente a liberdade de ir, seja AONDE for.''; ''...em qualquer momento, ONDE quer que se esteja.'' ; o emprego das palavras em maisculas mostra que:

A) ONDE e AONDE so palavras equivalentes;

B) AONDE forma popular (e errada) correspondente a ONDE;

C) a diferena de formas depende da regncia do verbo da frase;

D) s ONDE representa a idia de lugar;

E) AONDE se refere a locais vagos enquanto ONDE se refere a lugares especficos.

1114. ''O primeiro templo da liberdade burguesa o supermercado. Em que pesem as angustiantes restries do contracheque, so as prateleiras abundantemente supridas que satisfazem a liberdade do consumo...'';o segmento sublinhado corresponde semanticamente a:

A) as despesas do supermercado so muito pesadas no oramento domstico;

B) os salrios no permitem que se compre tudo o que se deseja;

C) as limitaes de crdito impedem que se compre o necessrio;

D) a inflao prejudica o acesso da populao aos bens de consumo;

E) a satisfao de comprar s permitida aps o recebimento do salrio.

1115. ''No houve ideal comunista que resistisse s tentaes do supermercado''.; com esse segmento do texto o autor quer dizer que:

A) todo ideal comunista se ope aos ideais capitalistas;

B) a ideologia comunista sofre presses por parte dos consumidores;

C) os supermercados socialistas so menos variados que os do mundo capitalista;

D) o ideal comunista ainda resiste procura desenfreada por bens de consumo;

E) as tentaes do supermercado abalaram as estruturas capitalistas.

1116. '' a liberdade de escolher os canais (restritos em pases totalitrios),...''; o segmento sublinhado significa que:

A) nos pases totalitrios a censura impede o acesso programao capitalista;

B) o nmero de canais disponveis bem menor do que nos pases no-totalitrios;

C) a televiso, nos pases totalitrios, bem de que s poucos dispem;

D) nos pases totalitrios todos os canais so do sistema de TV a cabo;

E) nos pases totalitrios, a TV no sofre censura governamental.

1117. ''H ainda uma ltima liberdade, mais nova, ainda elitizada:...''; o item abaixo em que as vrgulas so empregadas pelo mesmo motivo das que aparecem nesse segmento destacado do texto :

A) ''O que percebido como liberdade para um pacato cidado contemporneo que vota, fala o que quer, vive sob o manto da lei...'';

B) ''Logo depois da queda do muro de Berlim, comer uma banana virou um cone da liberdade no Leste Europeu.'';

C) ''A segunda liberdade moderna o transporte prprio, BMW ou bicicleta, o que conta a sensao de poder sentar-se ao veculo...'';

D) '' estar prximo de reis, heris, criminosos, superatletas ou cafajestes...'';

E) ''Para outras, apenas o prazer de saber que a distncia no mais cerceia a comunicao, por boba que seja.''

1118. A frase abaixo que se encontra na voz passiva :

A) ''Quantos morreram pela liberdade de sua ptria?'';

B) ''Quantos foram presos ou espancados pela liberdade de dizer o que pensam?'';

C) ''Quantos lutaram pela libertao dos escravos?'';

D) ''O primeiro templo da sociedade burguesa o supermercado.'';

E) ''...a maioria j no sofre agresses a essas liberdades to vitais,...''.

TEXTO.

FASCISMO SOCIAL NO PAS DO SOCILOGO.

A definio dos objetivos fundamentais da Repblica Federativa do Brasil est no artigo 3 de nossa Constituio. So todos de grande nobreza e esperana. Valem como plos de concentrao ideal para o povo, como destinos a serem alcanados pelo Brasil, na permanente viagem de nossos sonhos.

O primeiro desses objetivos consiste em realizar uma sociedade livre, justa e solidria. Para ser livre, a sociedade ter liberdades pblicas asseguradas a todos. Cidadania livre cidadania sem interveno excessiva do poder. No pas das medidas provisrias, o cidado acorda tolhido, dia aps dia, com e sem ''apages'' e ''calades''. Para que a sociedade possa ser tida por justa, necessrio diminuir as distncias sociais, com pobres menos pobres. Depois que a moeda se estabilizou, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, honra seja feita, houve melhora nesse campo, mas o Brasil ainda dos mais atrasados do mundo na satisfao das necessidades sociais do ser humano.

A solidariedade proclamada no texto constitucional deve ser espontnea, colhida na conscincia de cada um e, pelo menos, da populao mais aquinhoada em favor dos que tm pouco. A solidariedade do artigo 3 da Constituio precisa, porm, ser catalisada pelo Estado para o trabalho espontneo em favor dos menos favorecidos. O objetivo social exigir da administrao pblica e de seus funcionrios que atuem em favor dos cidados, com eles e no contra eles, como se os considerassem inimigos. O desenvolvimento nacional, segunda das grandes metas do pas, tem ido bem no plano econmico. Progredimos em termos materiais, mas no o quanto baste.

O terceiro e o quarto objetivos fundamentais, previstos no artigo 3 , so projetos de um sonho estratosfrico. Erradicar a pobreza e a marginalizao e reduzir desigualdades sociais e regionais trabalho para sculos. No h nao do mundo sem faixas de miserabilidade - nem as mais ricas. A promoo do bem de todos, sem preconceito de origem, raa, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminao carece de remdio forte, como criminalizao das condutas contrrias. Sem a ameaa grave de sanes, a cobra raivosa do preconceito continuar agindo no corao de muitas pessoas.

A Carta probe a discriminao entre o homem e a mulher (artigo 5 , I , e artigo 226, pargrafo 5), contra as liberdades fundamentais, e a prtica do racismo (artigo 5 , incisos XLI e XLII). No trabalho, veda distines quanto ao salrio, ao exerccio de funes e aos critrios de admisso por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil (artigo 7 , inciso XXX). O socilogo portugus Boaventura de Souza Santos, professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, falando recentemente a esta Folha, verberou a polarizao da riqueza em muitos pases, inclusive no nosso, em condies parecidas com a dos Estados fascistas tradicionais. Exemplificou com grupos criminosos que substituem o Estado em certas regies (vide o PCC) e com a parte corrupta da polcia, colaboradora do crime organizado, no se sabendo onde acaba a administrao pblica e comea a sociedade.

Boaventura lembra a incapacidade de redistribuio da riqueza, permitindo que o capitalismo opere contra o pobre, e no a favor dele. Chama essa situao de fascismo social. Neste pas, presidido por um socilogo, precisamos meditar sobre as insuficincias gerais e as do direito em particular, afirmadas pelo sbio socilogo portugus. Meditar para corrigi-las.

1119. Ao dizer que os objetivos fundamentais da Repblica Federativa do Brasil so ''de grande nobreza e esperana'', o autor do texto quer dizer que:

A) nossos objetivos constitucionais esto fora da realidade atual de nosso pas;

B) apesar de serem nobres, os objetivos constitucionais at hoje no foram atingidos;

C) por serem nobres, esses objetivos s podero ser alcanados com a mudana profunda da sociedade brasileira;

D) eles representam, por sua nobreza, algo que dificilmente ser atingido pelo povo brasileiro;

E) os objetivos constitucionais mostram algo nobre que funciona como ponto ideal de chegada.

1120. ''Valem como plos de concentrao ideal para o povo, ...''; o item em que aparece um vocbulo acentuado graficamente pela mesma razo do acento grfico na palavra sublinhada :

A) As riquezas no tm sido distribudas de forma justa em nosso pas;

B) O governo no pde atingir o ideal proposto pela nossa Constituio;

C) Os objetivos constitucionais no contm todas as esperanas do povo brasileiro;

D) O povo brasileiro no deve pr o ideal em lugar que no possa ser alcanado;

E) A Constituio no prov os meios necessrios realizao dos objetivos propostos.

1121. ''Valem como plos de concentrao ideal para o povo, como destinos a serem alcanados pelo Brasil, na permanente viagem de nossos sonhos.''; neste segmento do texto, os vocbulos que se aproximam semanticamente so:

A) ideal/sonhos;

B) plos/viagem;

C) povo/Brasil;

D) viagem/ Brasil;

E) concentrao/ideal.

1122. No que diz respeito aos objetivos fundamentais do Brasil, presentes no artigo 3 de nossa Constituio, podemos dizer, segundo o texto, que:

A) o primeiro dos objetivos s ser atingido se a liberdade, a justia e a solidariedade brotarem espontaneamente do povo;

B) o segundo desses objetivos j foi alcanado, apesar de algumas injustias sociais;

C) o terceiro e o quarto objetivos s sero alcanados aps um trabalho de sculos;

D) o quarto objetivo vai de encontro cobra raivosa do preconceito, que ainda age no corao de muitos;

E) para se alcanarem os objetivos constitucionais indispensvel a criminalizao das condutas contrrias.

1123. O segmento do texto que NO mostra, explcita ou implicitamente, uma crtica ao governo atual :

A) ''Cidadania livre cidadania sem interveno excessiva do poder.'';

B) ''No pas das medidas provisrias, o cidado acorda tolhido, dia aps dia, com e sem 'apages' e 'calades' '';

C) ''O terceiro e o quarto objetivos fundamentais, previstos no artigo 3 , so projetos de um sonho estratosfrico.'';

D) ''O objetivo social exigir da administrao pblica e de seus funcionrios que atuem em favor dos cidados, com eles e no contra eles,...'';

E) ''Neste pas, presidido por um socilogo, precisamos meditar sobre as insuficincias gerais e as do direito em particular...''.

1124. Os vocbulos ''apago'' e ''calado'', presentes no texto, aparecem grafados entre aspas porque so:

A) termos de cunho popular;

B) neologismos;

C) vocbulos que perderam velhos sentidos;

D) de presena comum na mdia;

E) referentes a acontecimentos recentes.

1125. ''O terceiro e o quarto objetivos...''; o caso de concordncia nominal presente neste segmento do texto encontra-se referido no item:

A) o adjetivo, quer em funo de adjunto adnominal, quer em funo de predicativo, desde que se refira a um nico substantivo, com ele concorda em gnero e nmero;

B) quando o adjetivo se associa a mais de um substantivo, o adjetivo concorda em gnero e nmero com o substantivo mais prximo;

C) se os substantivos so de gneros diferentes e do singular, o adjetivo pode concordar com o substantivo mais prximo;

D) possvel que o adjetivo predicativo concorde com o sujeito mais prximo se estiver anteposto aos substantivos;

E) no caso de uma s palavra determinada e mais de uma determinante, a palavra determinada ir para o plural ou ficar no singular.

1126. Ao apelar para o depoimento do socilogo portugus Boaventura de Souza Santos, o articulista pretende:

A) demonstrar a fora do jornal para o qual trabalha, indicando a qualidade de seus colaboradores;

B) comparar, por oposio, o pensamento de um socilogo portugus com o de um socilogo brasileiro, o Presidente da Repblica;

C) dar autoridade e credibilidade s opinies veiculadas pelo artigo;

D) condenar a discriminao de raa, sexo, cor e idade que aparecem em nossa sociedade;

E) indicar o retrocesso de nosso pas, comparando a nossa situao com a de outros pases do primeiro mundo.

1127. ''... necessrio diminuir as distncias sociais...''; se reescrevermos esse segmento do texto com a transformao da orao reduzida em forma nominal, teremos:

A) necessria a diminuio das distncias sociais;

B) necessrio que diminuamos as distncias sociais;

C) necessrio que as distncias sociais sejam diminudas;

D) h necessidade de se diminurem as distncias sociais;

E) h necessidade da diminuio das distncias sociais.

1128. ''...so projetos de um sonho estratosfrico.'' ; no contexto em que est inserido, o vocbulo sublinhado eqivale semanticamente a:

A) revolucionrio;

B) utpico;

C) superior;

D) ultrapassado;

E) superado.

TEXTO.

Seria impertinente, hoje, falar-se de feminismo ou machismo entre os que trabalham no campo do Direito. Nos fruns, homens e mulheres se misturam, num ritmo frentico, movidos pela responsabilidade de ''correr atrs'' da Justia. No h disputa de valores ou espaos, mas uma saudvel cumplicidade tcita entre os dois sexos. Se a presena dos homens ainda dominante no Poder Judicirio, a participao feminina vem aumentando progressivamente, at mesmo dentro das seccionais e subsees da OAB, a cada dia apresentando uma quantidade maior de conselheiras e diretoras.

As mulheres vm ocupando, por mrito, um crescente nmero de espaos importantes dentro das carreiras jurdicas, sem que essa escalada tenha sido marcada por reivindicaes impositivas ou convenincias polticas. Com o passar dos anos, no silncio da competncia e com desprendimento de ambies desnecessrias, as mulheres vm galgando posies, defendendo seus pontos de vista, criando, junto com os homens, uma prestao jurisdicional melhor e mais efetiva.

A mulher contempornea encontra no homem um parceiro, no enfrentamento dos desafios impostos por um Poder Judicirio com muitas falhas estruturais e que deve se preparar para entrar no Terceiro Milnio. O futuro exige de todos uma grande capacidade de renovao; o respeito entre homens e mulheres essencial para que sejam vencidos, tanto no campo do trabalho jurdico como nos demais, os desafios comuns impostos pela modernidade.

1129. Atualmente, as mulheres que trabalham no campo do Direito:

A) vm sofrendo menos discriminao do que sofriam h poucos anos.

B) travam intensa disputa com os homens, provocada por ambies desnecessrias.

C) enfrentam, juntamente com os homens, os desafios do trabalho comum.

D) so cmplices dos homens, galgando posies ao defenderem o ponto de vista destes.

E) ocupam majoritariamente os cargos de maior significao.

1130. Considerando-se o contexto, o sentido de uma expresso do texto est corretamente traduzido em:

A) num ritmo frentico = numa movimentao ensurdecedora.

B) ''correr atrs'' da Justia = despachar os processos atrasados.

C) falhas estruturais = lapsos ocasionais.

D) seria impertinente = poderia parecer arrogante.

E) cumplicidade tcita = companheirismo implcito.

1131. H a sugesto de que o trabalho das mulheres feito de modo discreto e eficaz em:

A) encontra no homem um parceiro.

B) uma grande capacidade de renovao.

C) uma prestao jurisdicional melhor e mais efetiva.

D) no silncio da competncia e com desprendimento de ambies desnecessrias.

E) no h disputa de valores ou espaos, mas uma saudvel cumplicidade tcita.

1132. Considere as seguintes afirmaes:

I. A atuao das mulheres advogadas reflete-se em sua cada vez mais expressiva participao no rgo da classe.

II. H muito o que se fazer para que o Poder Judicirio, no Brasil, supere as graves falhas de seu funcionamento.

III. No pela fora de presses ou de arranjos polticos que as mulheres vm obtendo sucesso na carreira jurdica.

Em relao ao texto, est correto o que se afirma em:

A) I, II e III.

B) II e III, somente.

C) II, somente.

D) I e III, somente.

E) I e II, somente.

1133. O emprego e a colocao dos pronomes sublinhados esto corretos em:

A) para mim partir o bolo? Farei-o com prazer.

B) Unam-se agora, e todos lhes seguiro o exemplo.

C) Eles j haviam vingado-se dela uma vez, embora eu lhe houvesse prevenido disso.

D) Por mais que venha a se esforar, no consigo os bons resultados de que ele orgulha-se.

E) O mdico receitou-a um remdio, mas ela no lhe encontrou.

1134. A concordncia verbal est plenamente respeitada na frase:

A) Uma combinao de resultados desfavorveis podem eliminar o nosso adversrio.

B) No se ouve notcias deles j h muito tempo.

C) A hesitao que eles demonstram nas horas mais difceis que os vm prejudicando.

D) Constam em nossos arquivos muita informao acerca de sua carreira.

E) justo que se homenageiem aqueles que merecem.

1135. Est correto o emprego dos dois elementos sublinhados na frase:

A) Ele costuma afirmar a todos de que trabalhou muito para chegar quele cargo.

B) Voc pode discordar de mim quanto a isto, mas no com o que lhe direi agora.

C) A arrogncia da qual sempre lhe foi caracterstica devia-se pelo fato de ser rico.

D) Nada havendo com que se satisfizesse, passou a gozar da fama de resmungo.

E) Ningum sabe onde ele vai chegar, se continuar teimando de endividar-se.

1136. Est correta a partio silbica de todas as palavras em:

A) FLU-TU-A-O ; IM-PRE-SCIN-D-VEL ; I-LU-S-RI-O.

B) PERS-PI-CAZ ; CI--MES ; MA-NI-A.

C) IN-TRI-TO ; MA-SSI-FI-CAR ; HI-A-TO.

D) VI-GIA-DO ; PRU-DN-CIA ; OP-CIO-NAL.

E) FA-TIA-DO ; AD-VO-GAR ; CE-LES-TIAL.

1137. Quanto ao emprego de maisculas e abreviaturas, est inteiramente correta a frase:

A) Ele no sabe nem o Pai Nosso e se julga mais cristo que D. Ernestina.

B) O Padre Antnio Vieira notabilizou-se por seus sermes ao tempo do Brasil Colonial.

C) O Programa de histria do Brasil ser divulgado na quinta-feira p.p.

D) A Companhia de Navegao Area ir recorrer do processo que corre nesta Comarca.

E) Venho solicitar a V.S. o envio da minha Certido de nascto.

1138. Por semelhana com outros vocbulos (paronmia), empregaram-se INCORRETAMENTE os que esto sublinhados em:

A) Pagarei a multa: o pedido de cancelamento do auto de infrao foi denegado.

B) O campo foi arroteado; espera-se farta colheita.

C) Divertem-nos suas fumaas de grandeza, seus arroubos de autoritarismo.

D) Ao proscrever o prazo para a entrada do recurso, j no haver o que preitear.

E) Um maior insumo para a lavoura uma necessidade premente.

TEXTO.

Violncia e clausura continuam fazendo parte do mtodo utilizado, na maioria das unidades da Febem, para ''recuperar'' os milhares de internos. Do lado de fora da instituio, experincias mostram que um projeto pedaggico srio, fundamentado no respeito e na liberdade parcial, d mais resultados. No choque entre as duas realidades, sobram acusaes entidade, aos juzes, aos promotores e prpria sociedade.

Um dos principais problemas da instituio a superlotao. A formao de multides deve-se tambm, de acordo com os especialistas, ao fato de medidas como a liberdade assistida e a prestao de servios comunidade no serem amplamente utilizadas pelos juzes. De acordo com o Estatuto da Criana e do Adolescente (ECA), a internao deveria atender aos princpios de brevidade e excepcionalidade.

A superpopulao, aliada a fatores como o despreparo dos profissionais e a ausncia de atividades educativas e profissionalizantes, acaba resultando em um verdadeiro depsito de menores, que saem em condies emocionais iguais ou piores quelas em que estavam quando chegaram instituio. Insatisfaes e frustraes dos internos acabam gerando a violncia que, no raro, retribuda pelos funcionrios.

''Faltam um oramento claro e prioritrio para a criana e o adolescente e polticas amplas nas reas da educao, da sade e do lazer'', acredita o padre Jlio Lancelotti, coordenador do Centro de Defesa da Criana e do Adolescente.

1139. De acordo com o texto, a superpopulao na maioria das unidades da Febem tem como uma de suas causas:

A) os mtodos disciplinares nelas empregados.

B) a falta de utilizao de medidas alternativas.

C) o atendimento aos princpios de brevidade e excepcionalidade.

D) a falta de preparo dos profissionais e a ausncia de atividades educativas.

E) o fato de serem verdadeiros depsitos de menores.

1140. Considere as seguintes afirmaes:

I. Por ''princpios de brevidade e excepcionalidade'' deve-se entender, no contexto do segundo pargrafo: por curto perodo e internao apenas em casos excepcionais.

II. O padre Jlio Lancelotti acredita que a soluo dos problemas da Febem est na adoo de novos mtodos educacionais para os internos.

III. A palavra ''recuperar'' (primeiro pargrafo) est entre aspas para ressaltar que a ao indicada por esse verbo est longe de ocorrer.

Em relao ao texto, est correto somente o que se afirma em:

A) I.

B) II.

C) III.

D) I e II.

E) I e III.

1141. H uma relao de causa (I) e efeito (II) entre:

A) I. falta de oramento claro e prioritrio para a criana e o adolescente;

II. polticas amplas nas reas da educao, da sade e do lazer.

B) I. violncia e clausura continuam fazendo parte do mtodo;

II. um projeto pedaggico srio daria mais resultados.

C) I. superpopulao, despreparo dos profissionais e falta de atividades educativas;

II. os menores saem em condies emocionais desfavorveis.

D) I. atendimento aos princpios de brevidade e ex-cepcionalidade;

II. violncia e clausura continuam fazendo parte do mtodo.

E) I. superpopulao, despreparo dos profissionais e falta de atividades educativas;

II. polticas amplas nas reas da educao, da sade e do lazer.

1142. Todas as palavras esto corretamente grafadas e acentuadas na frase:

A) O circuito do autdromo exigir extrema habilidade por parte dos pilotos.

B) O rapazinho no cessava de rir dos tregeitos em que o humorista se esmerava.

C) A absolvio do reu est na dependencia do xito da tese apresentada pelo advogado.

D) Nenhuma dotao oramentria realizada sem que o diretor a avalise.

E) Sua suspeno deveu-se m vontade que sempre exibiu em seus afazeres.

1143. A partio silbica est correta em todas as seguintes palavras:

A) O-DIO-SO ; MO-SA-I-CO ; MAR-T-RIO.

B) SU-A-VE ; BRI-O-SO ; I-RI-DES-CEN-TE.

C) CON-STER-NA-O ; QUI-A-BO ; AR-RE-PI-O.

D) MO-DO ; ES-TEI-RA ; PUS-I-L-NI-ME.

E) OB-SE-SSO ; GRA-TU-I-TO ; RE-MOER.

1144. Quanto ao emprego de abreviaturas e de maisculas, a frase inteiramente correta :

A) Vossa excia. poder comparecer inaugurao de nossa Escola?

B) Esta secretaria do Estado solicita que os snrs. Prefeitos enviem os oramentos.

C) Se Sua Sria. no puder ir, mandar seu representante Oficial.

D) Ser que o Eminente deputado se mostrar sensvel a esta reivindicao?

E) Exmo. Sr. Ministro: seguem, em folha anexa, os dados solicitados.

1145. O emprego e a colocao dos pronomes sublinhados esto corretos em:

A) Lhe envio amanh os livros e as fitas; trate-lhes com carinho.

B) Ela havia negado-me um favor, e agora quer que eu a retribua?

C) Acompanhe aquele rapaz, siga-lhe todos os passos, no o perca de vista.

D) Entrei na casa, a examinei bem e no notei-lhe nenhum defeito.

E) Deu o carro para pintarem-no, pediu o oramento e lhe achou muito caro.

1146. Todas as formas verbais esto corretas na frase:

A) Se o dinheiro de fato proviu do narcotrfico, a instituio ficar em apuros.

B) O que lhe caber fazer daqui para a frente, faa-o com o mximo empenho.

C) Se elas no o detessem, ele cometeria um crime.

D) Ao refazerem as contas do oramento, entreviram algumas irregularidades.

E) O tcnico interveio, mas os jogadores no se conteram e brigaram muito.

1147. A concordncia verbal est plenamente respeitada na frase:

A) No se notou quaisquer irregularidades neste processo.

B) Deveram-se a uma pequena minoria os tumultos que interromperam a sesso.

C) Ser que nenhum de ns os advertiram quanto ao perigo desta rota?

D) Podem ser que dem mais resultados as novas medidas que tomamos.

E) Uma soma de erros to graves no pode se atriburem a uma s pessoa.

1148. Est correto o emprego do elemento sublinhado na frase:

A) No vejo porque ele no possa nos responder.

B) O trem a cujo me referi j foi desativado.

C) A dedicao com que ele demonstra ter com ela comovente.

D) So coisas das quais ele jamais se mostra atento.

E) uma pessoa de cuja falta todos se ressentem.

TEXTO.

PACOTES, EXCLUDOS E EMERGENTES.

Considere-se a afirmao seguinte: ''Os pases atrasados anunciaram um pacote de ajuda aos miserveis.'' Considere-se agora esta outra: ''Os pases emergentes anunciaram um conjunto de medidas de ajuda aos excludos.'' Qual a diferena entre uma frase e outra? Nenhuma, quanto ao contedo. Mas como soa mais benigna a segunda, expurgada da crueza selvagem da primeira... A primeira, dita num salo, choca como palavro. Soa como vituprio de rameira em rixa de bordel. A segunda deleita como solo de clarineta. Parece discurso de doutor em noite de entrega de ttulo honoris causa. Por isso, governa-se com a segunda.

Estamos falando da arte de se valer dos eufemismos. Quando morre a me de algum, grosseiro anunciar-lhe: ''Sua me morreu''. No mnimo, a pessoa dir que a me ''faleceu''. Tambm poder dizer que ''desapareceu''. Ou ento, se ainda achar pouco, que ''feneceu'', delicado verbo emprestado s flores, com o que a morte se apresentar cheirosa como lrio, colorida como cravo. O eufemismo, como a hipocrisia, a homenagem que, na linguagem, o vcio presta virtude. Soa mais virtuoso confessar a existncia de ''relaes imprprias'' com algum, conforme frmula celebrizada pelo presidente dos Estados Unidos, do que dizer que se cometeu adultrio.

Na segunda das frases acima esto reunidos trs dos eufemismos mais correntes na vida pblica. Dois deles so universais - ''emergente'' para pas atrasado e ''excludo'' para miservel. O terceiro, ''conjunto de medidas'' em lugar de ''pacote'', fala exclusivamente sensibilidade brasileira e, mais ainda, do atual governo brasileiro. ''Emergente'' para pas atrasado ou, para ser mais exato, remediado, a ltima de uma longa linhagem de frmulas classificatrias dos pases segundo sua riqueza. At a primeira metade do sculo, quando ainda no se carecia de eufemismos, nesta rea - ou, caso se prefira, de linguagem politicamente correta - os pases eram simplesmente ricos e pobres, quando no metrpoles e colnias. Com a adoo do conceito de ''desenvolvimento'', depois da II Guerra, passaram a ser ''desenvolvidos'' e ''subdesenvolvidos''. Mais adiante, para no achincalhar a todos, indistintamente, com a pecha infamante de ''subdesenvolvido'', premiou-se os melhores com o gentil ''em desenvolvimento''. Tais pases no eram mais ''sub'', no estavam mais to por baixo. Nos ltimos anos, substituiu-se o ''em desenvolvimento'' por ''emergente'', palavra que igualmente se ope ao ''sub''. So pases no mais submersos, mas que emergem. J pem a cabea para fora.

''Excludos'' para designar os miserveis o coroamento de uma linhagem mais longa ainda de palavras com as quais se tenta melhorar a condio das pessoas na rabeira da escala social. J se recorreu a peas do vesturio, por exemplo. Na Revoluo Francesa havia os ''sans-culottes'', os desprovidos do tipo de cala - o ''culotte'' - de uso dos nobres. Na Argentina de Pern e Evita consagrou-se o ''descamisado''. Tambm j se falou - e se fala ainda - em menos favorecidos, despossudos, humildes... ''Excludo'', dir o leitor, tem um sentido diverso. aquele que o sistema produtivo exclui. Algum pode ser pobre, porque mal remunerado, mas includo, porque tem emprego e funo na produo. Se o pobre pode no ser excludo, no entanto, dificilmente algum ser miservel e includo. O que leva a concluir que, na prtica, o excludo quase sempre se confunde com o miservel.

Resta falar da sorte da palavra ''pacote''. ''Pacote'' nasceu inocentemente, na administrao da economia, talvez por imitao das agncias de turismo, que quando vendem passagens e hospedagem, tudo junto, vendem um ''pacote'', para designar no uma, mas vrias iniciativas adotadas ao mesmo tempo. Nasceu nesse sentido e nele devia permanecer: o de uma pluralidade de medidas, em vez de uma nica. Sabe-se que o governo, para enfrentar a presente crise, adotar uma pluralidade de medidas. Por que ento o horror palavra pacote, anatematizada repetidas vezes pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, que, ainda num discurso na semana passada, garantiu que ''no existe nada de pacotes''?

Ocorre, circunstncia fatdica, que os pacotes foram introduzidos na poltica brasileira pelo regime militar e costumavam ser baixados sem aviso nem consulta. Essa caracterstica acabou contaminando o conceito de pacote, e eis-nos ento de volta andina expresso ''conjunto de medidas'', com a qual se pretende conferir a tais medidas, por maldosas que sejam, um atestado de bom comportamento. O eufemismo, desde sempre, foi parte integrante tanto da arte de governar quanto da de administrar as relaes entre as classes sociais. No Brasil do sculo passado no havia escravo. Havia o ''elemento servil''. O que isso tudo quer dizer que quando difcil modificar a sociedade, ou o governo, modifica-se a linguagem. Se no conseguimos, governo e sociedade, ser mais justos ou mais democrticos, sejamos, pelo menos, mais finos

1149. Encontra apoio no texto a afirmao contida na opo:

A) o governo trata os fatos polticos com linguagem objetiva;

B) a hipocrisia homenagem prestada ao vcio pela virtude;

C) o termo ''pacote'' teve uso polissmico;

D) as empresas de turismo contribuem para a proliferao de eufemismos;

E) a linguagem do regime militar brasileiro ainda possui alto prestgio.

1150. Ao discorrer sobre o significado de ''excludos'', no 4 pargrafo, o autor:

A) identifica os ''excludos'' com os pobres em geral;

B) identifica os ''excludos'' com os trabalhadores mal remunerados;

C) chama de ''excludos'' os pais de famlia que perderam o emprego;

D) insinua que este termo equivale, na rea urbana, aos sem terra da rea rural;

E) v nessa expresso apenas mais um eufemismo com que o poder designa os miserveis.

1151. Anatematizada significa:

A) elogiada;

B)repudiada;

C) citada;

D) glorificada;

E) registrada.

1152. A expresso ''modifica-se a linguagem'' equivale a:

A) altera-se o contedo;

B) cria-se nova idia;

C) muda-se a aparncia;

D) troca-se o significado;

E) mantm-se a forma.

1153. A expresso ''em desenvolvimento'' apresenta valor:

A) adjetivo;

B) substantivo;

C) adverbial;

D) prepositivo;

E) conjuntivo.

1154. O autor comenta, ao longo do texto, a funo do eufemismo, o qual, como se sabe, serve para:

A) incentivar;

B) acentuar;

C) enaltecer;

D) amenizar;

E) criticar.

1155. O autor construiu uma frase EM DESACORDO com as regras normativas de concordncia verbal em:

A) ''Mais adiante (...) premiou-se os melhores com o gentil ''em desenvolvimento'';

B) ''Na segunda das frases acima esto reunidos trs dos eufemismos mais correntes na vida pblica.'';

C) ''At a primeira metade do sculo, quando ainda no se carecia de eufemismos (...)'';

D) ''Excludos'' para designar os miserveis o coroamento de uma linhagem mais longa ainda de palavras (...).'';

E) '' Na Revoluo Francesa havia os ''sans-culottes'', os desprovidos do tipo de cala - o ''culotte''- de uso dos nobres.''.

1156. Observe o uso das vrgulas em ''Sabe-se que o governo, para enfrentar a crise, adotar uma pluralidade de medidas.'' A justificativa para o emprego de vrgulas neste exemplo a mesma vlida para a opo:

A) ''...com a qual se pretende conferir a tais medidas, por maldosas que sejam, um atestado de bom comportamento.'';

B) ''Nos ltimos anos, substituiu-se o ''em desenvolvimento'' por ''emergente'', palavra que igualmente se ope ao ''sub''. ;

C) ''O terceiro, ''conjunto de medidas ''em lugar de ''pacote'', fala exclusivamente sensibilidade brasileira (...).'';

D) ''O que isso tudo quer dizer que quando difcil modificar a sociedade, ou o governo, modifica-se a linguagem.'';

E) ''Excludo'', dir o leitor, tem um sentido diverso.''.

1157. O autor refere-se no primeiro pargrafo ao ''discurso de doutor em noite de entrega de ttulo honoris causa'' (= por causa da honra). Ao dirigir-se ao Diretor da Faculdade que prope a homenagem, esse mesmo doutor, para exprimir-se de acordo com o padro culto da lngua e a formalidade da situao, diria:

A) Vossa Senhoria sois uma pessoa generosa;

B) Vossa Excelncia sois uma pessoa generosa;

C) Vossa Excelncia uma pessoa generosa;

D) Sua Senhoria uma pessoa generosa;

E) Sua excelncia sois uma pessoa generosa.

1158. Em ''...palavra que igualmente se ope ao ''sub'', ocorre uma forma do verbo irregular OPOR. A alternativa em que este verbo aparece incorretamente flexionado :

A) palavra que igualmente se opunha ao ''sub'';

B) palavra que igualmente se oporia ao ''sub'';

C) palavra que igualmente se oponha ao ''sub'';

D) palavra que igualmente se oposse ao ''sub'';

E) palavra que igualmente se opusera ao ''sub''.

TEXTO.

O LOBO SEMPRE DIZ QUE A CULPA DO CORDEIRO.

Sempre que tentarem destruir a imagem dos servidores pblicos, fique alerta.

Como na fbula, o lobo sempre acusa o cordeiro para poder dar o bote.

E o bote acabar com os servios pblicos.

Grandes interesses esto por trs dessa campanha, comandada pelos prprios responsveis pela deteriorizao dos servios.

Suas armas foram a ausncia de investimentos nas instituies pblicas; nomeao para cargos de chefia por critrios polticos;falta de treinamento; baixo nvel salarial, entre outras.

Anos a fio, as entidades representativas dos servidores pblicos denunciaram e tentaram mudar esta dura realidade, sem serem ouvidas.

Tudo isso pode ser comprovado por qualquer cidado. A verdade no pode ser mascarada. Os servios pblicos seriam mais eficientes se aqueles que detm o poder o quisessem.

Ainda tempo de restaurar e melhorar as instituies e seus servios em defesa da prpria sociedade.

No se deixe enganar. Voc conhece a estratgia do lobo: culpar o cordeiro para justificar o bote.

Reaja contra a destruio premeditada e criminosa dos servios pblicos.

1159. O texto faz parte de uma campanha do Movimento Nacional em Defesa do Servio Pblico e refere-se em seu ttulo (ao):

A) fama de mau que tem o lobo;

B) fbula de amplo conhecimento pblico;

C) smbolo de pureza do cordeiro;

D) valor religioso do cordeiro;

E) injustia social do pas.

1160. O item em que a palavra de ligao destacada apresenta valor corretamente indicado :

A) ''Sempre que tentarem destruir...'' intensidade;

B) ''Como na fbula, o lobo sempre acusa o cordeiro...'' - lugar;

C) ''...denunciaram e tentaram mudar esta dura realidade...'' - oposio;

D) ''...seriam mais eficientes se aqueles que detm o poder...'' - condio;

E) ''...culpar o cordeiro para justificar o bote''.- direo.

1161. Imagem palavra grafada com G; o item em que a palavra est corretamente escrita :

A) vertijem;

B) gorjeta;

C) jil;

D) jibia;

E) magestade.

1162. ''... fique alerta.'' Se trocarmos a pessoa do verbo para a segunda do singular, mantendo-se o mesmo tempo e modo verbal, a frase teria a forma:

A) fiquem alerta;

B) ficas alerta;

C) fica alerta;

D) ficai alerta;

E) fiques alerta.

1163. O plural de ''qualquer cidado'' :

A) qualquer cidados;

B) quaisquer cidades;

C) quaisquer cidados;

D) quaisquer cidados;

E) qualquer cidados.

1164. ''Grandes interesses esto por trs dessa campanha...'' O melhor sinnimo, no texto, para o elemento destacado :

A) enormes;

B) imensos;

C) grandiosos;

D) internacionais;

E) poderosos.

1165. O item a seguir em que as duas palavras citadas no so acentuadas em razo da mesma regra:

A) pblicos fbula;

B) trs;

C) prprios responsveis;

D) ausncia critrios;

E) nvel prpria.

1166. Segundo o texto, no se inclui explicitamente como arma da campanha contra o servio pblico:

A) o baixo salrio dos funcionrios;

B) falta de investimentos no setor;

C) o alto gasto com o funcionalismo;

D) interesse poltico;

E) desprezo pela formao do funcionrio.

1167. ''Anos a fio...'' A expresso significa:

A) h muitos anos;

B) h anos atrs;

C) por muitos anos;

D) por uma seqncia de anos;

E) nos ltimos anos;

1168. ''Tudo isso pode ser comprovado por qualquer cidado...'' A forma ativa dessa mesma frase :

A) Qualquer cidado pode comprovar tudo isso.

B) Tudo isso pode comprovar-se.

C) Qualquer cidado se pode comprovar tudo isto.

D) Pode comprovar-se tudo isso.

E) Qualquer cidado pode ter tudo isso comprovado.

TEXTO.

AS COMUNICAES SOB O IMPACTO DA INFORMTICA.

Um consrcio de empresas jornalsticas norte-americanas acaba de inaugurar em Boston, EUA, um avanado laboratrio de informtica, destinado no apenas a experimentar alternativas eletrnicas para o jornal impresso, como tambm imaginar estratgias que possibilitem a sobrevivncia da imprensa na prxima virada do sculo. Instalado dentro do Media Lab, importante centro de pesquisas e de inovaes no campo dos meios de comunicao, o laboratrio, batizado de News in the Future (As Notcias do Futuro), dever testar pilotos e prottipos de veculos jornalsticos informatizados, destinados distribuio pela via telefnica ou por redes de fibras ticas, e ao acesso em computadores ou dispositivos semelhantes, atravs de recursos interativos e multimiditicos hoje j utilizados no universo da informtica.

Os motivos que conduziram criao do News so fceis de se avaliar. Estatsticas recentes tm demonstrado que as geraes mais jovens (ou seja, o pblico com menos de 35 anos) lem cada vez menos jornal impresso em todo o mundo e se consideram suficientemente informadas com as notcias que recebem atravs do rdio e da televiso. Na verdade, elas no esto de todo erradas. A televiso mais rpida e mais gil no manejo das notcias, alm de trazer a informao j devidamente condensada e ajustada a uma gerao que tem pressa. Ademais, as novas geraes praticam uma linguagem que ainda estranha aos jornais e revistas semanais de informao.

Hoje se fala em realidade virtual, ciberespao, hipermdia, correio eletrnico. Os jornais, em contrapartida, ainda so objetos fsicos, distribudos todas as manhs por uma multido de jornaleiros que lembra os antigos entregadores de po e leite. Enquanto isso, estima-se que cerca de vinte milhes de pessoas em todo o mundo acessem as redes de informao on line. Um sistema informal de ligao de mais de seis mil redes de computadores - chamado Internet - coloca aos seus usurios o maior nmero de informaes j acumulado em uma s fonte. E a televiso a cabo amplia seu alcance: os novos sistemas de cabo que agora comeam a ser implantados tm capacidade para distribuir nada menos que quinhentos canais de televiso por cidade. No difcil imaginar que boa parte dos canais de cabo, dentro de algum tempo, sero dedicados exclusivamente ao jornalismo.

1169. ''Um consrcio de empresas jornalsticas norte-americanas...''; o adjetivo ''norte-americanas'' concorda com o substantivo ''empresas''. O item abaixo que apresenta um caso errado de concordncia nominal ;

A) proibido a utilizao de softwares pirateados.

B) necessrio ficarmos alerta diante das falsificaes.

C) Os computadores tm preos o mais baratos possvel.

D) Os manuais esto em anexo aos disquetes.

E) Os usurios luso-brasileiros tm dificuldades com a lngua inglesa.

1170. ''... acaba de inaugurar em Boston...''; o item abaixo que equivale semanticamente a este segmento do texto :

A) ...vem de inaugurar em Boston...

B) ...h de inaugurar em Boston...

C) ...tem inaugurado em Boston...

D) ...termina por inaugurar em Boston...

E) ...est inaugurando em Boston...

1171. ''...acaba de inaugurar em Boston, EUA, um avanado laboratrio...''; o emprego das vrgulas nesse segmento se justifica por:

A) necessidade de destacar o termo mais importante;

B) obrigatoriedade de separar as siglas;

C) mostrar uma explicitao do termo anterior;

D) destacar o vocativo;

E) indicar um ermo intercalado.

1172. A finalidade da criao do avanado laboratrio de informtica, citado no primeiro pargrafo, , segundo o texto:

A) procurar meios substitutivos do jornal impresso;

B) detectar estratgias convenientes sobrevivncia do jornal impresso;

C) montar estratgias de combate ao jornal impresso e procurar meios de substitu-lo;

D) substituir eletronicamente o jornal impresso, mantendo a sobrevivncia da imprensa;

E) pesquisar alternativas para o jornal eletrnico e manter a imprensa viva.

1173. O par de palavras do primeiro pargrafo que no recebe acento grfico pela mesma razo :

A) consrcio estratgia;

B) jornalsticas informtica;

C) sobrevivncia notcias;

D) prottipos veculos;

E) tambm j.

1174. ''...um avanado laboratrio de informtica...''; o item que no contm um vocbulo de significado equivalente ao destacado :

A) sofisticado;

B) adiantado;

C) aperfeioado;

D) progressista;

E) revolucionrio.

1175. ''... atravs de recursos interativos...''; o termo destacado se refere a:

A) uma ao recproca;

B) um trabalho constante;

C) uma leitura ininterrupta;

D) um meio tecnolgico;

E) uma atividade visual.

1176. ''...destinados distribuio por via telefnica...''; justifica-se o emprego do acento grave indicativo da crase porque:

A) ocorre a unio de uma preposio com um pronome;

B) aparecem simultaneamente um artigo e uma palavra feminina;

C) um caso de presena de uma preposio e de um artigo definido feminino;

D) uma exigncia do adjetivo ''destinados'';

E) indica a existncia de um objeto indireto formado por uma palavra feminina.

1177. ''Os motivos que levaram criao do News so fceis de se avaliar...''. O item que apresenta uma outra forma semanticamente equivalente a esse perodo, corretamente estruturada, :

A) Os motivos que levaram o News a essa criao so facilmente avaliados.

B) So facilmente avaliados os motivos que levaram o News a ser criado.

C) Os motivos, facilmente avaliados, que levaram criao do News so fceis.

D) So fceis de serem avaliados os motivos que levaram o News a ser criado.

E) Os motivos que levaram criao do News sero avaliados facilmente.

1178. O uso dos parnteses no primeiro e no segundo pargrafo do texto se deve a um (uma):

A) retificao;

B) esclarecimento;

C) traduo;

D) destaque;

E) alterao.

TEXTO.

PROCESSAMENTO DA ENTREVISTA.

A entrevista consiste em inquirir tecnicamente, de forma hbil, dentro de um plano e seqncia previamente estudados, levando o interrogado ou entrevistado a se pronunciar sobre aquilo que desejamos saber e a emitir sua opinio, muitas vezes sem que formulemos a pergunta diretamente. a maneira racional de levar algum a fornecer os informes e as informaes que possui em determinada rea.

uma tcnica de comunicao direta entre duas pessoas que possuem alguns interesses em comum. Forma de pesquisa realizada atravs de dilogo estudado e preparado dentro de um plano e seqncia previamente analisados, levando, sutilmente, o entrevistado a se manifestar sobre assuntos de seu conhecimento.

Pode ser entendida como sendo uma conversa planejada, capaz de conduzir transmisso de uma mensagem, em que o entrevistador orientou a produo e codificao das prprias mensagens por parte do entrevistado, para obter as informaes que deseja.

Trata-se de um processo interpessoal de comunicao, com numerosas limitaes no tempo e no e no espao, pois o comportamento das pessoas varia muito. As entrevistas devem ser personalizadas e adaptadas s caractersticas do entrevistado, sua cultura, posio social, conhecimento tcnico, etc.

Existe uma grande diferena entre a entrevista e a conversa informal entre duas pessoas. necessrio saber distinguir quando o dilogo informal uma introduo e quando ela perde as caractersticas, acabando por se transformar numa palestra inconsistente, tomando tempo e prejudicando o processamento da entrevista propriamente dita.

1179. A expresso inquirir tecnicamente significa, no texto:

A) processo interpessoal de comunicao;

B) questionamento sobre assuntos de interesse;

C) conversa planejada, segundo roteiros prvios;

D) interrogatrio que leva o entrevistado a transmitir uma mensagem;

E) dilogo de manipulao do outro para obteno de informaes.

1180. Pode-se dizer que a ''forma hbil'' a que se refere a primeira linha do texto no inclui:

A) conhecimento mais amplo possvel sobre o entrevistado;

B) questionamento adequado cultura do entrevistado;

C) formas de presso sobre pontos fracos do interrogado;

D) orientao da conversa segundo os objetivos pretendidos;

E) personalizao da entrevista ou do interrogatrio.

1181. ''...dentro de um plano e seqncia previamente estudados...''; o item em que o comentrio sobre esse segmento incorreto :

A) o vocbulo seqncia est grifado antiga, pois ainda leva trema;

B) o adjetivo estudados concorda com o conjunto dos dois substantivos anteriores;

C) plano e previamente so redundantes, j que todo plano prvio;

D) todo o segmento d idia de conformidade, cuja marca a locuo dentro de;

E) o significado de previamente equivale ao de antecipadamente.

1182. O grupo substantivo + adjetivo pode ser reescrito de vrias formas; o item a seguir que no segue o mesmo modelo de reescritura dos demais :

A) ''...de forma hbil...'' - com habilidade informal;

B) ''...plano e seqncia previamente estudados...'' - estudo prvio de plano e seqncia;

C) ''...alguns interesses em comum...'' - a comunho de alguns interesses;

D) ''...uma conversa planejada ...'' - o planejamento de uma conversa;

E) ''...a transmisso de uma mensagem...'' - uma mensagem a ser transmitida.

1183. ''...sem que formulemos a pergunta diretamente...''; o item abaixo que apresenta uma pergunta indireta :

A) Voc poderia me dizer quem descobriu o Brasil?

B) Afinal, qual de vocs me pode informar isso?

C) Se voc quiser me ajudar, s me dizer o que ocorreu aqui.

D) Queria saber o nome dele, mas como desconhecido de todos ns...

E) Quem sabe como se chama?

1184. Assinale o item que se refere a uma conversa informal e no a uma entrevista:

A) inquirio tcnica;

B) forma de pesquisa;

C) contato personalizado;

D) palestra inconsistente;

E) dilogo estudado.

1185. ''... uma introduo entrevista...''; a presena do acento grave indicativo da crase se justifica porque:

A) ocorre a presena de um substantivo feminino;

B) h a unio de uma preposio com um artigo definido feminino;

C) se verifica a juno de dois substantivos femininos;

D) se trata de uma locuo adverbial com palavra feminina;

E) sempre ocorre crase antes de complementos nominais.

1186. ''...e quando ela perde as caractersticas...'';o termo destacado refere-se a:

A) conversa;

B) palestra;

C) entrevista;

D) introduo;

E) pessoa.

1187. O item abaixo em que o termo destacado tem valor semntico distinto dos demais :

A) ''...inquirir tecnicamente...''

B) ''...plano e seqncia previamente estudados...''

C) ''...formulemos a pergunta diretamente...''

D) ''...levando , sutilmente...''

E) ''... propriamente dita.''

1188. O pargrafo do texto que apresenta uma estrutura distinta da dos demais :

A) 1.

B) 2.

C) 3.

D) 4.

E) 5.

TEXTO.

TUBERCULOSE PULMONAR.

At um passado recente, a tuberculose situava-se entre as dez principais causas de morte nos Estados Unidos; hoje, graas a melhor teraputica, coloca-se em vigsimo lugar. (...) A despeito deste controle regional bem sucedido, em algumas partes do mundo a tuberculose iguala-se malria como a causa principal da mortalidade. Ainda uma das doenas infecciosas mais freqentes no Oeste dos Estados Unidos, ultrapassada apenas, talvez, pela pneumonite e pelas infeces renais; em muitas reas urbanas de baixo nvel econmico e superpopulosas dos Estados Unidos, ainda a infeco mais importante. Calcula-se que a cada caso mortal por tuberculose correspondem 10 a 20 casos de infeco ativa. Assim, ainda existe um grande reservatrio desta doena, espalhado por todo o mundo e ainda por ser descoberto. Como na absoluta maioria dos casos, a tuberculose ocorre nos pulmes, conveniente estudar pormenorizadamente a tuberculose pulmonar.

1189. Infere-se do texto uma sria de conhecimentos; o item abaixo que no se pode inferir do texto :

A) A tuberculose tem relaes com o nvel econmico dos infectados.

B) A tuberculose ocorre preferencialmente nos pulmes.

C) Na poca referida, a tuberculose equivalia-se malria como causa mortis.

D) A superpopulao das reas carentes fator que favorece a tuberculose.

E) Uma melhor teraputica levou a tuberculose da dcima vigsima posio como causa mortis.

1190. ''...hoje, graas a melhor teraputica...''; o advrbio hoje, nesse segmento, refere-se a:

A) tempo de leitura;

B) tempo de publicao;

C) tempo de escritura;

D) tempo de distribuio;

E) tempo de interpretao.

1191. ''...graas a melhor teraputica...'';''...graas melhor teraputica...''. A diferena de sentido entre as duas frases est em que se referem, respectivamente, a uma:

A) teraputica indeterminada/teraputica individual.

B) teraputica conhecida/teraputica desconhecida.

C) teraputica especfica/teraputica geral.

D) teraputica tradicional/teraputica experimental.

E) teraputica nica/teraputica variada.

1192. ''A despeito desse controle regional bem sucedido...''; a expresso a despeito de equivale a:

A) mesmo que;

B) apesar de;

C) visto que;

D) porquanto;

E) j que.

1193. O texto fala de um controle regional porque:

A) se refere exclusivamente ao Oeste dos Estados Unidos;

B) limita-se ao controle em um s pas: os Estados Unidos;

C) s controlou a tuberculose pulmonar;

D) se restringe ao tratamento da tuberculose nas reas carentes;

E) impossvel controlar totalmente a doena.

1194. O aparecimento de parnteses dentro dos quais aparecem pontos suspensivos (linha 3 do texto), indica ao leitor que:

A) h uma nota de p de pgina para o assunto tratado;

B) parte do texto original foi omitida;

C) o tradutor no pde traduzir um trecho do original;

D) ocorre a um pensamento incompleto;

E) o autor do texto omitiu dados de propsito.

1195. ''...iguala-se malria...''; a presena do acento grave indicativo da crase devido a que:

A) h a unio de uma preposio com o artigo definido feminino singular;

B) a preposio vem antes de uma palavra feminina;

C) o verbo igualar exige o uso da preposio a;

D) a palavra malria est empregada em sentido especfico;

E) ocorre o risco da ambigidade de entendimento.

1196. ''...mais importante...''; enquanto muitos adjetivos admitem variao de grau, outros no apresentam essa variao por impossibilidade lgica. Entre os adjetivos destacados a seguir, h um que no pode receber essa variao; assinale-o:

A) ''At um passado recente...'';

B) ''...dez principais causas de morte...'';

C) ''...uma das doenas infecciosas...'';

D) ''...urbanas de baixo nvel econmico...'';

E) ''...casos de infeco ativa''.

1197. ''Assim, ainda existe um grande reservatrio desta doena...''; o termo destacado introduz uma:

A) explicao;

B) retificao;

C) concesso;

D) concluso;

E) sntese.

1198. Em muitos casos ocorre a necessidade de separarem-se as slabas de uma palavra; a alternativa em que todas as palavras apresentam separao correta de slabas :

A) ex-ce-o, cre-sci-men-to, pro-fes-sor;

B) ins-tru-o, ex-ci-tar, eu-ro-pe-u;

C) ex-ce-len-te, a-vi-o, me-io;

D) pers-pe-cti-va, am-b-guo, trans-por-te;

E) rit-mo, dig-no, ap-to.

TEXTO.

MUDANA DE EMPREGO.

Thomas C. Amory, presidente do Conselho de Administrao da William H. Clark Associates, uma firma de pesquisa executiva de 20 anos, cita diversas das principais razes pelas quais os executivos deixam suas atuais empresas para fazer carreira em outras firmas:

1. Falta de desafio. Muitos executivos acham seus cargos excessivamente fceis, demasiadamente pouco exigentes. Projetos, e at crises, comeam a parecer iguais - muito rotineiros.

2. Estilo de administrao ou incompatibilidade pessoal. Freqentemente executivos muito inovadores e criativos so bloqueados pela administrao de cpula conservadora. Possuem criatividade, imaginao e ousadia - tudo para produzir resultados que os faam subir rapidamente, mas ao chegarem prximos da cpula, podem verificar que seus estilos diferem de maneira impressionante de uma alta administrao conservadora. Os choques de personalidade ou m ''qumica'' tambm conduzem rotatividade.

3. Carreira bloqueada ou retardada. Muitos administradores com aspiraes fazem mudanas na carreira quando vem que o progresso futuro est bloqueado. Alguns bloqueios podem se dar porque a empresa propriedade de uma famlia, ou porque a ''poltica'' dita uma espera de 4 ou 5 anos entre promoes, ou porque somente certos antecedentes conduzem cpula.

4. Aquisies e fuses. Ocorrem muitas incertezas quando uma empresa adquire ou se funde com outra. Os boatos alimentam rumores de transferncias, demisses, mudanas de cargo, e assim por diante. Muitos executivos tomam a deciso de passar para outra empresa ao invs de enfrentar um estado de limbo empresarial.

5. Remunerao Inadequada. A remunerao, longe de ser apenas uma considerao econmica, tambm uma forma de status. Quando a remunerao mais atraente em uma empresa concorrente, ou os administradores se sentem tratados injustamente em relao a outros na empresa, podem procurar e encontrar empregos em outros lugares.

6. Transferncia. Os administradores que sentem fortes vnculos com a comunidade local podem preferir mudar de emprego ao invs de serem transferidos por suas prprias companhias.

1199. O fato de introduzir o texto com a identificao dos responsveis pelas opinies apresentadas representa a inteno de:

A) mostrar conhecimento amplo sobre o tema tratado:

B) dar autoridade ao que vai ser veiculado;

C) isentar-se de responsabilidade pelo que vai ser dito;

D) demonstrar que o tema de preocupao mundial;

E) indicar ao leitor uma bibliografia mais vasta sobre o tema.

1200. As duas primeiras vrgulas do texto tm sua presena justificada pela finalidade de:

A) destacar um elemento do texto;

B) separar uma explicao do termo anterior;

C) indicar elementos de uma enumerao;

D) mostrar que a frase tem seus elementos em ordem inversa;

E) retificar uma explicitao dada anteriormente.

1201. As razes citadas no texto para a mudana de emprego de executivos:

A) sublinham somente a motivao do administrador em mudar de emprego;

B) so todas aquelas presentes em casos de mudana de emprego;

C) no mostram claramente a finalidade da mudana de emprego;

D) indicam que nem sempre os administradores agem com bom senso;

E) revelam razes secundrias que levam mudana de emprego.

1202. O elemento que no citado no texto como motivo para mudana de emprego dos executivos :

A) baixos salrios;

B) ambio de poder;

C) falta de desafios;

D) indefinio de poltica empresarial;

E) perda de privilgios profissionais.

1203. I. ''Freqentemente executivos muito inovadores...'';

II. ''...que os faam subir rapidamente...'';

III. ''...acham seus cargos excessivamente fceis...'';

Os advrbios destacados nos segmentos mostram os seguintes valores:

A) intensidade - tempo lugar;

B) modo meio finalidade;

C) tempo - modo intensidade;

D) meio lugar modo;

E) condio - intensidade modo.

1204. ''Freqentemente executivos muito inovadores e criativos so bloqueados pela administrao de cpula conservadora.''; na voz ativa, este mesmo segmento teria a forma seguinte:

A) Freqentemente executivos muito inovadores e criativos bloqueiam-se pela administrao de cpula conservadora.

B) Executivos muito criativos e inovadores se bloqueiam na administrao de cpula conservadora freqentemente.

C) A administrao de cpula conservadora bloqueia freqentemente os executivos muito inovadores e criativos.

D) A cpula conservadora administra e bloqueia freqentemente os executivos muito inovadores e criativos.

E) Executivos muito criativos e inovadores se bloquearam freqentemente pela administrao de cpula conservadora.

1205. A palavra freqentemente grafada com trema, como se v no texto; o trema empregado com a finalidade de mostrar ao leitor que:

A) o U uma vogal;

B) h a presena de um hiato;

C) a palavra um advrbio;

D) a vogal U tnica;

E) o U deve ser pronunciado.

1206. O choque profissional que no citado no texto :

A) Acomodao X inquietao;

B) renovao X conservadorismo;

C) ousadia X passividade;

D) segurana X insegurana;

E) Competncia X incompetncia.

1207. A remunerao, segundo o texto, alm do econmico, apresenta tambm um valor:

A) poltico;

B) psicolgico;

C) afetivo;

D) social;

E) empresarial.

1208. Em muitos casos, ocorre a necessidade de separarem-se as slabas de uma palavra; a alternativa em que todas as palavras apresentam separao correta de slabas :

A) ex-ce-o, cre-sci-men-to, pro-fes-sor.

B) ins-tru-o, ex-ci-tar, eu-ro-pe-u.

C) ex-ce-len-te, a-vi-o, me-io.

D) pers-pe-cti-va, am-b-guo, trans-por-te.

E) rit-mo, dig-no, ap-to.

TEXTO.

A ADMINISTRAO PBLICA.

Em seu sentido mais abrangente, a expresso Administrao pblica designa o conjunto de atividades diretamente destinadas execuo concreta das tarefas ou incumbncias consideradas de interesse pblico ou comum, numa coletividade ou numa organizao estatal.

Do ponto de vista da atividade, portanto, a noo de Administrao pblica corresponde a uma gama bastante ampla de aes que se reportam coletividade estatal, compreendendo, de um lado, as atividades do Governo, relacionadas com os poderes de deciso e de comando, e as de auxlio imediato ao exerccio do Governo mesmo e, de outra parte, os empreendimentos voltados para a consecuo de objetivos pblicos, definidos por lei e por atos do Governo, seja atravs de normas jurdicas precisas, concernentes s atividades econmicas e sociais; seja por intermdio da interveno no mundo real (trabalhos, servios, etc) ou de procedimentos tcnico-materiais; ou, finalmente, por meio do controle de realizao de tais finalidades (com exceo dos controles de carter poltico e jurisdicional).

Na variedade das atividades administrativas (abstraindo-se o exame daquelas de Governo, que merecem considerao parte), dois atributos comuns devem ser destacados: em primeiro lugar, o fato de essas atividades serem dependentes ou subordinadas a outras (e controladas por essas), as quais determinam ou especificam os fins a atingir (atividades polticas ou soberanas e de Governo); em segundo lugar, o de serem executivas, no duplo sentido de que acatam uma escolha ou norma anterior, e de que do continuidade norma, intervindo para a consecuo final de interesses e objetivos j fixados.

Tais atributos conduziram a que a Administrao pblica fosse identificada, essencialmente, como uma funo, ou como uma atividade -fim (condicionada a um objetivo), e como organizao, isto , como uma atividade voltada para assegurar a distribuio e a coordenao do trabalho dentro de um escopo coletivo.

1209. ''Em seu sentido mais abrangente...''; o termo abrangente corresponde semanticamente, nesse contexto, a:

A) superficial;

B) tradicional;

C) democrtico;

D) amplo;

E) restrito.

1210. Segundo o contedo do primeiro pargrafo do texto, a Administrao pblica:

A) se refere realizao das tarefas de incumbncia do Estado;

B) se relaciona s atividades prticas de interesse pblico ou comum;

C) se prende quelas tarefas administradas pela coletividade ou pelo Estado;

D) se limita s atividades de responsabilidade do Estado;

E) se efetiva nos trabalhos de interesse de toda a coletividade.

1211. No primeiro pargrafo do texto h a presena de inmeros termos que so especificados na continuidade do texto; o item em que os elementos selecionados no correspondem seqncia termo + especificao:

A) Administrao + pblica.

B) conjunto + atividades.

C) atividades + destinadas execuo concreta das tarefas.

D) interesse + pblico.

E) coletividade + organizao estatal.

1212. I - ''...diretamente destinadas coletividade estatal...''

II - ''...que se reportam coletividade estatal..''.

III - ''...concernentes s atividades econmicas e sociais...''

IV - ''...que merecem considerao parte...''

V - ''...e de que do continuidade norma...''

As ocorrncias do uso do acento grave indicativo da crase que se aproximam estruturalmente so:

A) I III.

B) II IV.

C) III IV.

D) II V.

E) I II.

1213. ''...numa coletividade ou numa organizao estatal.''; o vocbulo estatal, nesse contexto, corresponde semanticamente a:

A) nacional.

B) estadual.

C) pblico.

D) privado.

E) municipal.

1214. ''Do ponto de vista da atividade, portanto, a noo...''; o termo portanto marca uma:

A) explicitao.

B) retificao.

C) concluso.

D) concesso.

E) comparao.

1215. ''...ao exerccio do Governo mesmo...''; a frase em que a ocorrncia da palavra mesmo apresenta erro de concordncia :

A) O Governo mesmo necessita de uma boa administrao pblica.

B) As pessoas mesmas deveriam ter mais conscincia do problema da Administrao pblica.

C) Ns mesmos, diziam as moas, estudamos Administrao por cinco anos.

D) Mesmo ela no sabe definir claramente o termo Administrao.

E) Ela mesma fez a pesquisa sobre as falhas da Administrao pblica.

1216. I - ''...seja por intermdio da interveno no mundo real (trabalhos, servios, etc)...

II - ''...por meio do controle da realizao de tais finalidades (com exceo dos controles de carter poltico e jurisdicional).''

III - ''Na variedade das atividades administrativas (abstraindo-se o exame daquelas de Governo, que merecem considerao parte)...''

IV - ''...determinam ou especificam os fins a atingir (atividades polticas soberanas e de Governo).

O item em que os casos de emprego dos parnteses possuem a mesma finalidade :

A) I II.

B) II III.

C) I III.

D) III IV.

E) II IV.

1217. ''...procedimentos tcnico-materiais...''; o item a seguir em que o termo estacado apresenta o mesmo tipo de plural do termo ''tcnico-materiais'' :

A) O pblico-alvo da campanha era o das comunidades carentes.

B) A segunda-feira um dia indesejado.

C) O fim-de-semana momento de descanso e de lazer.

D) A situao socio-econmica do pas difcil.

E) O operrio-padro do ano foi um metalrgico do ABC.

1218. O item em que o significado da palavra destacada est dado erradamente :

A) ''...dentro de um escopo coletivo.''- finalidade.

B) ''...para a consecuo final de interesses...'' obteno.

C) ''...ou incumbncias consideradas de interesse pblico...''- responsabilidades.

D) ''...corresponde a uma gama bastante ampla de aes...''- variedade.

E) ''...no sentido de que acatam uma escolha...''- recusam.

TEXTO.

FORMAS DE ESTIPULAO.

O salrio pode ser estipulado com base no tempo, na produo, na tarefa e no lucro.

O salrio por unidade de tempo uma importncia fixa, paga em razo do tempo que o empregado permanece disposio do empregador, independentemente dos servios executados. o salrio determinado segundo a durao do trabalho. Sendo em funo do tempo gasto na prestao, no sofre influncia direta do rendimento do empregado nem do resultado obtido pelo empregador.

A hora, o dia, a semana, o ms e, excepcionalmente o ano, so as unidades de tempo que servem de base para o clculo. O salrio por hora, remunerao do trabalhador horista, comum nas atividades sem maior qualificao profissional. J o pessoal de escritrio, vis de regra, remunerado com base no ms. Difcil encontrar o salrio calculado por dia de servio, mais adequado a empregados que prestam servios, embora continuados, apenas intermitentes.

O salrio por unidade de tempo apresenta, para Pla Rodriguez, os seguintes inconvenientes: a) impreciso, porque remunera da mesma forma qualquer classe e quantidade de trabalho, tanto o trabalhador mais ativo e hbil, como o incapaz, ambos recebendo a mesma coisa; b) injusto, no s porque remunera igualmente esforos desiguais, como tambm porque se o trabalhador aumenta o esforo, o empregador beneficia-se com um preo de custo diminudo, sem que o trabalhador participe dessa vantagem; c) no favorece o rendimento porque o trabalhador no tem interesse no resultado.

Apesar da inexistncia dessa rigorosa reciprocidade entre trabalho e ganho, o salrio por tempo, segundo Guidotti, passa por uma sensvel evoluo, realizando, por assim dizer, um valor mdio, acrescentando que ''as normas do direito positivo italiano provam que o sistema mais comum, poder-se-ia mesmo dizer basilar da retribuio, o tempo''. Tambm no Brasil o mesmo ocorre, sendo de se notar, pelos processos judiciais, que esse sistema apresenta menores problemas jurdicos, evitando os inconvenientes das mdias que precisam ser encontradas na remunerao oscilante.

1219. O texto lido:

A) discute as formas de estipulao do trabalho.

B) mostra vrias vantagens da estipulao com base no tempo sobre as demais formas.

C) compara as diversas formas de estipulao do salrio.

D) analisa somente uma das formas de estipulao indicadas.

E) demonstra que todas as formas de estipulao tm vantagens e desvantagens.

1220. A afirmao que no cabe em referncia ao salrio por unidade de tempo :

A) varivel, j que no mesmo tempo o empregado pode produzir mais ou menos.

B) tem como base diferentes unidades de tempo no-concomitantes.

C) utilizado em diferentes nveis de emprego.

D) no motiva o empregado a uma maior produo.

E) a de menor incidncia de problemas jurdicos.

1221. As vrgulas empregadas na primeira frase do texto se justificam pela necessidade de:

A) indicar a presena de um aposto explicativo.

B) destacar termos importantes do enunciado.

C) separar os termos de uma enumerao.

D) mostrar que os termos citados no so sinnimos.

E) desmanchar uma ambigidade do texto.

1222. ''A hora, o dia, a semana, a quinzena, o ms e, excepcionalmente ano, so as unidades de tempo que servem de base para o clculo''.Este segmento, mantido o sentido original, mais adequadamente reescrito, de forma clara e correta no seguinte item:

A) A hora, o dia, a semana, o ms e, por excluso, o ano, so as unidades de tempo que servem de base para o clculo.

B) As unidades de tempo que servem de base para o clculo so, alm do ano, a hora, o dia, a semana, a quinzena e o ms.

C) A hora, o dia, a semana, a quinzena, o ms e o ano (de forma mais rentvel), so as unidades de tempo que servem de base para o clculo.

D) A hora, o dia, a quinzena e o ms so as unidades de tempo que servem de base para o clculo, alm do ano, uma unidade mpar.

E) As unidades de tempo que servem de base para o clculo so a hora, o dia, a semana, a quinzena e o ms (o ano s de forma excepcional).

1223. ''J o pessoal do escritrio, via de regra...'';a expresso destacada corresponde semanticamente a:

A) legalmente.

B) ordinariamente.

C) regradamente.

D) documentalmente.

E) expressamente.

1224. Trs faxineiras trabalham em diferentes casas, todas num total de seis horas em cada dia de servio semanal, mas, enquanto a primeira trabalha seis horas sem interrupo, a segunda trabalha trs horas pela manh e as outras trs na parte da tarde, ao passo que a terceira trabalha cinco horas numa semana e compensa a hora a menos de trabalho na semana seguinte. Sabendo-se que todas recebem a mesma quantia no final de cada dia, pode-se afirmar que, nesse caso:

A) s a primeira remunerada com base no tempo de servio.

B) s a segunda remunerada com base no tempo de servio.

C) s a terceira no remunerada com base no tempo e servio.

D) as trs so remuneradas com base no tempo de servio.

E) nenhuma delas remunerada com base no tempo de servio.

1225. Entre os inconvenientes da estipulao de salrio com base no tempo no est:

A) a premiao do empregado menos produtivo.

B) a falta de estmulo a uma maior produo.

C) remunera igualmente esforos desiguais.

D) beneficia injustamente o empregador em caso de maior produtividade.

E) desinteressa o empregado no resultado da empresa para que trabalha.

1226. ''Apesar da inexistncia dessa reciprocidade entre trabalho e ganho...'' A expresso apesar de equivale semanticamente a:

A) visto que;

B) contanto;

C) embora;

D) a fim de que;

E) porquanto.

1227. Duas palavras do texto que receberam acento grfico em razo de regras ortogrficas diferentes so:

A) salrio importncia;

B) ms;

C) difcil hbil;

D) inexistncia mdio;

E) diminudo jurdico.

1228. ''...porque o trabalhador no tem interesse no resultado.''A frase a seguir em que o verbo ter ou derivado conjugado e grafado de forma correta :

A) A lei no contem excees.

B) Os advogados tm cpias das leis.

C) A leitura dos documentos entreteu os advogados.

D) Quando deter o marginal, o policial ficar satisfeito.

E) Quando retm os documentos, a escola contraria as leis.

TEXTO.

VIOLNCIA NO CAMPO.

No dia 17 de abril de 1996, no estado brasileiro do Par, perto de uma povoao chamada Eldorado dos Carajs (Eldorado: como pode ser sarcstico o destino de certas palavras...), 155 soldados da polcia militarizada, armados de espingardas e metralhadoras, abriram fogo contra uma manifestao de camponeses que bloqueavam a estrada em ao de protesto pelo atraso dos procedimentos legais de expropriao de terras, como parte do esboo ou simulacro de uma suposta reforma agrria na qual, entre avanos mnimos e dramticos recuos, se gastaram j cinqenta anos, sem que alguma vez tivesse sido dada suficiente satisfao aos gravssimos problemas de subsistncia (seria mais rigoroso dizer sobrevivncia) dos trabalhadores do campo. Naquele dia, no cho de Eldorado dos Carajs ficaram 19 mortos, alm de umas quantas dezenas de pessoas feridas.

Passados trs meses sobre este sangrento acontecimento, a polcia do estado do Par, arvorando-se a si mesma em juiz numa causa em que, obviamente, s poderia ser a parte acusada, veio a pblico declarar inocentes de qualquer culpa os seus 155 soldados, alegando que tinham agido em legtima defesa, e, como se isto lhe parecesse pouco, reclamou procedimento judicial contra trs dos camponeses, por desacato, leses e deteno ilegal de armas. O arsenal blico dos manifestantes era constitudo por trs pistolas, pedras e instrumentos de lavoura mais ou menos manejveis. Demasiado sabemos que, muito antes da inveno das primeiras armas de fogo, j as pedras, as foices e os chuos haviam sido considerados ilegais nas mos daqueles que, obrigados pela necessidade a reclamar po para comer e terra para trabalhar, encontraram pela frente a polcia militarizada do tempo, armada de espadas, lanas e albardas. Ao contrrio do que geralmente se pretende fazer acreditar, no h nada mais fcil de compreender que a histria do mundo, que muita gente ilustrada ainda teima em afirmar ser complicada demais para o entendimento rude do povo.

1229. Afirmativa que est de acordo com as idias expressasno texto :

A) o governo brasileiro, ainda que com atraso, trata eficientemente da reforma agrria;

B) em todos os momentos da histria humana, houve conflito entre os que passam privaes e as autoridades constitudas;

C) a polcia militar uma instituio criada para sufocar os protestos das classes menos privilegiadas;

D) haver sempre injustias nos julgamentos realizados fora do corporativismo de uma classe;

E) a violncia fruto da distncia cultural entre as classes abastadas e as classes pobres.

1230. O fato de o texto acima ser escrito por Jos Saramago tem especial importncia porque:

A) se trata de uma autoridade do prprio governo brasileiro, o que faz com que suas crticas tenham mais peso;

B) sendo ele um escritor portugus de fama internacional, inclusive ganhador do prmio Nobel, suas palavras possuem maior repercusso;

C) um dos jornalistas brasileiros de maior conhecimento internacional;

D) um intelectual de prestgio por ser o representante do Brasil para problemas da terra junto ONU;

E) o presidente de uma ONG que se dedica a reparar as injustias cometidas pelas autoridades contra as classes menos privilegiadas.

1231. O texto mais adequadamente classificado como:

A) descritivo;

B) narrativo;

C) argumentativo;

D) expositivo;

E) informativo.

1232. Em dois momentos do texto aparece o uso de parnteses; esse emprego de parnteses, nas duas situaes, s NO tem em comum:

A) o valor metalingstico;

B) o sentido crtico;

C) observaes sobre o uso de um vocbulo anterior;

D) a marca de uma interrupo no texto;

E) a crtica m escolha de vocbulos anteriores.

1233. ''Eldorado: como pode ser sarcstico o destino de certas palavras...''; as reticncias, neste fragmento de texto:

A) indicam que o narrador ou personagem interrompe uma idia que comeou a exprimir, e passa a consideraes acessrias;

B) marcam suspenses provocadas por hesitao, surpresa, dvida ou timidez de quem fala;

C) assinalam certas inflexes de natureza emocional (de alegria, de tristeza, de clera, de sarcasmo, etc.);

D) indicam que a idia que se pretende exprimir no se completa com o trmino gramatical da frase, e que deve ser suprida com a imaginao do leitor;

E) reproduzem, no texto, uma suspenso do tom de voz, a fim de que outro personagem expresse o seu pensamento.

1234. A posio crtica do autor diante dos fatos abordados s NO aparece, de forma explcita, em:

A) ''...como pode ser sarcstico o destino de certas palavras...'';

B) ''...como parte do esboo ou simulacro de uma suposta reforma agrria...'';

C) ''...entre avanos mnimos e dramticos recuos...'';

D) ''...se gastaram j cinqenta anos...'';

E) ''...alm de umas quantas dezenas de pessoas feridas.''.

1235. Considerando-se que ironia uma figura em que os termos empregados passam a representar a idia contrria do que explicitamente expressam, o melhor exemplo de ironia no texto :

A) ''arsenal blico'';

B) ''reforma agrria'';

C) ''subsistncia'';

D) ''sangrento acontecimento'';

E) ''gravssimos problemas''.

1236. ''Naquele dia, no cho de Eldorado dos Carajs...''; o emprego de naquele, neste contexto:

A) indica que o dia referido na frase no deve ser confundido com outro;

B) mostra que o dia referido est distante no tempo;

C) assinala uma distncia de lugar;

D) identifica o dia como algo a ser esquecido;

E) refere-se a um dia que o leitor desconhece.

1237. ''...se gastaram j cinqenta anos...''; a forma verbal gastaram est no plural porque:

A) o sujeito indeterminado;

B) se refere a um grande nmero de pessoas;

C) concorda com cinqenta anos;

D) tem como sujeito avanos mnimos e dramticos recuos;

E) tem sujeito oculto.

1238. ''...a polcia do estado do Par, arvorando-se a si mesma em juiz numa causa em que, obviamente, s poderia ser a parte acusada...''; este segmento do texto afirma que:

A) a polcia do Par devia ser r e no juiz do processo;

B) a polcia do Par deveria ser o promotor da causa e no o juiz;

C) para ser juiz, a polcia do Par deveria saber a quem acusar;

D) a polcia do Par no pode julgar em causa prpria;

E) a acusao deveria estar a cargo da polcia do Par e no do juiz.

TEXTO.

DA ''LIVRE MANIFESTAO'' AO VANDALISMO.

(...) Recordo-me de um bar, no centro de So Paulo onde, na dcada de 60, nos toaletes, aparecia a seguinte inscrio: ''No risque as paredes. Se voc acredita que seu pensamento seja to original a ponto de merecer sua inscrio aqui, no se constranja. Procure a gerncia e ns mesmos nos encarregamos de autoriz-lo''.

O mesmo raciocnio vale para os pichadores. Se o que eles tm a manifestar tem algum valor artstico ou filosfico, sem dvida existiro proprietrios de muros dispostos a permitir-lhes a inscrio. Agora, pichao de bens pblicos ou de muros particulares, revelia do proprietrio, no manifestao artstica, vandalismo. E, como tal, deve ser coibido.

O dever do Estado proteger a propriedade de todos da sanha de cada um e a propriedade de cada um da sanha de todos. A pichao dos bens pblicos ou particulares viola ambos os princpios e, portanto, dever da autoridade competente tomar medidas coercitivas. Eu, como milhes de cidados, gosto de ver a minha cidade limpa. Fao minha parte, de um lado mantendo meu muro pintado e de outro pagando impostos para que a Prefeitura faa o mesmo com os nossos monumentos. Se os pichadores tm seus ''direitos'' de expressarem-se livremente, eu tambm tenho os meus de querer minha cidade em ordem e bonita. Com uma diferena: eu pago impostos para exercer a minha cidadania e eles, to-somente, adquirem uma lata de aerossol.

1239. No ttulo do texto, a expresso ''livre manifestao'' aparece entre aspas para:

A) distinguir uma citao do resto do contexto;

B) fazer sobressair termos no peculiares linguagem normal;

C) acentuar o valor significativo de uma palavra ou expresso;

D) realar ironicamente uma palavra ou expresso;

E) destacar o termo de maior valor do texto.

1240. No ttulo, os termos livre manifestao e vandalismo:

A) representam duas maneiras de encarar o mesmo fato;

B) falam, respectivamente, do aspecto ilegal e legal das pichaes;

C) so argumentos favorveis ao aparecimento de pichaes;

D) indicam o pensamento das autoridades sobre as pichaes;

E) mostram duas realidades que ocorrem simultaneamente.

1241. ''Recordo-me de um bar...''; este mesmo segmento do texto, se colocado na primeira pessoa do plural, teria como forma correta:

A) recordo-nos;

B) recordamo-nos;

C) recordemo-nos;

D) recordamos-nos;

E) recordemos-nos.

1242. ''...na dcada de 60, nos toaletes, aparecia a seguinte inscrio:...''; o comentrio correto sobre esse segmento do texto :

A) a dcada de 60 corresponde aos anos de 1961 a 1970;

B) o vocbulo toaletes mostra a influncia do ingls em nossa lngua;

C) a forma correspondente a toaletes em portugus ''vaso sanitrio'';

D) o vocbulo toaletes aparece como masculino, mas , na verdade, feminino;

E) o sujeito de aparecia est posposto ao verbo.

1243. ''No risque as paredes.''; ''...no se constranja.'';as formas de imperativo nessas duas ocorrncias do texto expressam, respectivamente:

A) ordem e conselho;

B) conselho e convite;

C) convite e splica;

D) exortao e comando;

E) splica e conselho.

1244. ''Ns mesmos nos encarregaremos de autoriz-lo.''; o comentrio INCORRETO sobre esse segmento do texto :

A) a forma mesmos est no plural porque se refere a ns;

B) a forma encarregar-nos-emos seria correta no incio da frase;

C) o pronome lo se refere a pensamento;

D) o pronome ns refere-se semanticamente a gerncia;

E) a forma mesmo pode assumir a funo de conectivo.

1245. Entre o primeiro pargrafo e a primeira parte do segundo h uma relao de:

A) oposio;

B) adio;

C) generalizao;

D) identidade;

E) semelhana.

1246. ''Se o que eles tm a manifestar tem algum valor artstico ou filosfico, sem dvida existiro proprietrios de muros dispostos a permitir-lhes a inscrio.''; s NO se pode deduzir desse segmento que:

A) algumas pichaes podem valorizar muros;

B) nem todos so contrrios a todas as pichaes;

C) algumas pichaes possuem valor decorativo;

D) os proprietrios de muros permitem pichaes de valor artstico;

E) as pichaes de valor filosfico seriam bem aceitas por alguns proprietrios.

1247. ''Agora, pichao de bens pblicos...''; o vocbulo agora INADEQUADAMENTE substitudo por:

A) mas;

B) todavia;

C) no entretanto;

D) porm;

E) no entanto.

1248. ''Agora, pichao de bens pblicos ou de muros particulares, revelia do proprietrio, no manifestao artstica, vandalismo.''; A observao INCORRETA sobre os elementos presentes nesse segmento do texto :

A) de bens pblicos e de muros particulares representam o paciente de pichao;

B) o termo proprietrio se aplica, no texto, tanto a bens pblicos como aos muros particulares;

C) a expresso revelia de significa sem conhecimento de;

D) a pausa entre agora e a pichao indispensvel ao entendimento do segmento;

E) o vocbulo ou um conectivo de valor alternativo.

TEXTO.

O SONO QUE MATA A FOME E ECONOMIZA ENERGIA.

A hibernao um estado de entorpecimento completo ou parcial a que esto sujeitas certas espcies animais no inverno. Quando hibernam, esses animais passam por uma espcie de sono letrgico, no qual se mantm completamente imveis, privando-se de alimentos e diminuindo a intensidade de sua respirao e circulao sangnea. (....) A explicao para isso que, durante o inverno, os alimentos so escassos e a diminuio dos processos normais de metabolismo e crescimento economizam energia e evitam que os animais tenham de procurar por comida. (....)

1249. Quanto ao ttulo dado ao texto, podemos dizer que:

A) se centraliza nos efeitos do sono sobre os animais que hibernam;

B) discute apenas um dos aspectos abordados no texto;

C) bastante breve, j que se trata somente de um apelo leitura;

D) apresenta a hibernao sob os lados positivo e negativo;

E) adequado j que o sono, de fato, mata a fome.

1250. Hibernao est para inverno, considerados os vrios aspectos de sua formao, como:

A) crescimento est para crescer;

B) diminuio est para diminuir;

C) mensal est para ms;

D) liberdade est para livre;

E) animao est para alma.

1251. O texto comea por uma definio do termo hibernao; toda definio deve comear por um termo geral, seguido das especificidades que individualizam o termo geral. So, respectivamente, termo geral e especificidades:

A) estado / de entorpecimento completo ou parcial a que esto sujeitas certas espcies animais no inverno;

B) entorpecimento / completo ou parcial;

C) estado de entorpecimento / completo ou parcial a que esto sujeitas certas espcies animais no inverno;

D) estado de entorpecimento completo ou parcial / a que esto sujeitas certas espcies animais no inverno;

E) entorpecimento completo ou parcial / a que esto sujeitas certas espcies animais no inverno.

1252. ''...entorpecimento completo ou parcial...''; a relao semntica existente entre os adjetivos completo e parcial repete-se em:

A) inverno e vero;

B) tranqilo e agitado;

C) paralisados e imveis;

D) branco e claro;

E) amarelo e amarelado.

1253. Os vocbulos que NO possuem formao completamente idntica so:

A) hibernao / entorpecimento;

B) parcial / letrgico;

C) explicao / diminuio;

D) intensidade / completamente;

E) sangnea / normais.

1254. ''A hibernao um estado de entorpecimento completo ou parcial a que esto sujeitas certas espcies animais no inverno.'';o comentrio correto a respeito desse segmento do texto :

A) a ordem direta da segunda orao, substituindo-se que por seu antecedente, : ''certas espcies animais no inverno esto sujeitas ( hibernao);

B) os adjetivos completo e parcial referem-se ao substantivo hibernao;

C) a forma sujeitas concorda com o substantivo animais;

D) o uso da preposio a est ligado presena do adjetivo sujeitas;

E) certas forma de adjetivo.

1255. ''...respirao e circulao sangnea.'' ; na Nova gramtica do portugus contemporneo, pgina 265, o professor Celso Cunha diz: ''(Quando o adjetivo vem depois dos substantivos), se os substantivos so do mesmo gnero e do singular, o adjetivo toma o gnero dos substantivos e, quanto ao nmero, vai: para o singular (concordncia mais comum) ou para o plural (concordncia mais rara).'' Assim sendo:

A) o adjetivo sangnea poderia tambm aparecer com a forma sangneas;

B) o autor preferiu a concordncia mais rara mais comum;

C) o autor do texto cometeu um erro de concordncia;

D) razes semnticas fazem que a nica forma possvel do adjetivo seja sangnea;

E) a nica forma correta do adjetivo sangneas.

1256. Sangnea uma forma tremada porque:

A) o U uma vogal pronunciada;

B) o U uma semivogal tona;

C) GU formam um dgrafo;

D) o U tnico;

E) o grupo GU sempre tem trema.

1257. No segmento ''Quando hibernam...'', mostra-se:

A) um tempo em que se realizam os fatos citados a seguir;

B) uma condio para que os fatos seguintes se realizem;

C) um lugar em que se realizam os fatos apontados na continuidade do texto;

D) uma situao concessiva, quando relacionada aos fatos seguintes;

E) uma explicao causadora dos fatos citados a seguir.

1258. ''privando-se de alimentos'' e ''diminuindo a intensidade de sua respirao e circulao sangnea.''; entre esses dois segmentos h uma relao em que:

A) o primeiro causa do segundo;

B) o segundo explicao do primeiro;

C) os dois so conseqncias de um fato anterior;

D) os dois so explicaes do estado de hibernao;

E) o primeiro conseqncia do segundo.

TEXTO.

DOCUMENTO.

Encontro um caderno antigo, de adolescente. E, em vez das simples anotaes que seriam preciosas como documento, descubro que eu s fazia literatura. Afinal, quando que um adolescente j foi natural? E, folheando, aquelas velhas pginas, vejo, compungido, como as comparaes caducam. At as imagens morrem, dizia Braz Cubas. Quero crer que caduquem apenas. Eis aqui uma amostra daquele ''dirio''.

''Era tal qual uma noite de tela cinematogrfica. Silenciosa, parada, de um suave azul de tinta de escrever. O perfil escuro das rvores recortava-se cuidadosamente naquela imprimadura unida, igual, que estrelinhas azuis picotavam. Os bangals dormiam. Uma? duas? trs horas da madrugada? Nem a lua sequer o sabia. A lua, relgio parado...''

Pois vocs j viram que mundo de coisas perdidas?! O cinema no mais silencioso. No se usa mais tinta de escrever. No se usam mais bangals.

E ningum mais se atreve a invocar a lua depois que os astronautas se invocaram contra ela.

1259. O ttulo do texto se refere:

A) ao caderno como documento de uma poca pessoal do autor;

B) ao caderno como fonte de informaes perdidas;

C) aos dados documentais oficiais do autor;

D) ao dirio como textos inditos de uma obra literria;

E) aos textos publicados pelo autor quando menino.

1260. ''Encontro um caderno antigo, de adolescente.'';nessa frase introdutria o autor:

A) se refere a um caderno de um adolescente desco-nhecido;

B) se refere a um tipo caracterstico de caderno;

C) se lembra de um fato passado h anos;

D) j esclarece ao leitor que fala de si mesmo;

E) declara que procurava algo importante em sua vida.

1261. ''E, em vez das simples anotaes que seriam preciosas como documento...''; a frase abaixo em que, em lugar de em vez de seria mais adequado dizer-se ao invs de :

A) Em vez de ler, preferiu dormir;

B) Em vez de churrasco, quis feijoada;

C) Em vez de sair, entrou;

D) Em vez de um caderno, encontrou um livro;

E) Em vez de anotaes, encontrou um dirio completo.

1262. ''...que seriam preciosas como documento...''; o uso do futuro do pretrito, nesse segmento do texto, indica uma ao:

A) impossvel;

B) duradoura;

C) hipottica;

D) ilgica;

E) contnua.

1263. ''Afinal, quando que um adolescente j foi natu-ral? ''; com essa pergunta, o autor:

A) deseja saber algo que desconhece;

B) questiona o leitor sobre seus conhecimentos;

C) deseja conhecer-se melhor;

D) afirma que a naturalidade no marca dos adoles-centes;

E) quer saber em que momento da adolescncia se mais natural.

1264. ''E, folheando, aquelas velhas pginas...'';nesse segmento do texto h um erro:

A) no se devia usar vrgula aps folheando;

B) no se pode comear frase com E;

C) o adjetivo velhas deveria vir aps o substantivo pginas;

D) a forma grfica correta foleando;

E) o demonstrativo aquelas deveria ser substitudo por estas.

1265. ''...vejo, compungido, como as comparaes cadu-cam.''; o verbo caducar, nesse segmento do texto, corresponde semanticamente a:

A) enlouquecer;

B) emocionar;

C) envelhever;

D) aborrecer;

E) ressurgir.

1266. A prova de que ''as comparaes caducam'' est em:

A) ''Era tal qual uma noite de tela cinematogrfica. Silenciosa, parada...'';

B) ''O perfil escuro das rvores recortava-se cuidadosa-mente...'';

C) ''A lua, relgio parado.'';

D) ''Uma? duas? trs horas da madrugada? '';

E) ''...naquela imprimadura unida, igual, que estrelinhas azuis picotavam.''

1267. O texto fala da lua como ''relgio parado'' porque ela:

A) fica imvel no cu;

B) nem sempre est presente no cu noturno;

C) encanta os namorados;

D) tambm no sabe as horas da madrugada;

E) redonda e iluminada como os mostradores dos relgios.

1268. No ltimo pargrafo do texto, o autor fala da lua como smbolo:

A) de progresso na cincia;

B) de sentimento amoroso;

C) de iluso de tica;

D) de perda de valores morais;

E) de retrocesso histrico.

TEXTO.

COM A PALAVRA.

Littera scripta manet - a palavra escrita permanece, profetizou Horcio na Roma Antiga de quase 2000 anos atrs. O espantoso que, s vsperas do terceiro milnio, com a revoluo digital em plena ebulio, a palavra escrita continua de p, revigorada pela nova tecnologia. Apesar das vrias roupagens inovadoras que a mdia vem experimentando, a palavra escrita no foi destronada da posio central que ocupa em nossas vidas. Fala-se com arroubo sobre os inesgotveis recursos de novas tecnologias, como o vdeo ou a realidade virtual, mas qualquer reflexo sobre o tema invariavelmente orbita em torno da matria-prima desta pgina - o texto.

Na verdade, a palavra escrita no apenas permanece - ela floresce como trepadeira nas fronteiras da revoluo digital. A explorao de mensagens via correio eletrnico constitui o maior surto de correspondncia j visto desde o sculo XVIII. Hoje, o mais novo desafio dos ''infonautas'' - os astronautas da informtica - justamente inundar o espao ciberntico com zilhes e zilhes de gigabytes de devaneios no novo alfabeto mundial, o ASCII (cdigo criado em 1968 nos Estados Unidos para padronizar os caracteres usados entre as redes de computadores).

1269. As palavras de Horcio, segundo o texto, soam como profecia porque:

A) a escrita est sendo substituda pela forma digital;

B) apesar do progresso, a palavra escrita continua de p;

C) a nova tecnologia desvalorizou a palavra escrita;

D) foram ditas h muitos anos;

E) eram ditas com sentido religioso.

1270. Quando, em dito popular, dizemos que as palavras faladas voam e que as escritas permanecem, estamos querendo destacar uma qualidade da lngua escrita, que :

A) a transitoriedade;

B) a universalidade;

C) a mutao;

D) a correo;

E) a eternidade.

1271. Se o autor do texto no identificou quem o Horcio, citado no texto, porque:

A) ele mesmo no pode identificar o personagem;

B) tem certeza de que todos os leitores do texto conhecem Horcio;

C) considera que seus leitores no precisam dessa explicao;

D) se trata de personagem desconhecido, de que s restou o nome;

E) quer fazer com que o leitor procure a identificao.

1272. A exploso de mensagens via correio eletrnico vem provar que:

A) a palavra escrita foi destronada pela nova tecnologia;

B) os infonautas divulgam uma nova linguagem substitutiva da escrita;

C) a palavra escrita foi revigorada pela nova tecnologia;

D) a nova tecnologia apresenta novas roupagens para a lngua escrita;

E) os homens necessitam mais de comunicao do que antes.

1273. Vocbulo que no faz parte de um novo mundo tecnolgico :

A) infonautas;

B) correio eletrnico;

C) milnio;

D) espao ciberntico;

E) realidade virtual.

1274. ''...j visto desde o sculo XVIII.''; o nome do sculo lido com numerais cardinais. O item em que o nmero em algarismos romanos deve ser lido como ordinais :

A) Pio XI;

B) Joo Paulo II;

C) Lus XVI;

D) Captulo XIV;

E) Sculo XV.

1275. ''... justamente inundar o espao ciberntico...''; o vocbulo sublinhado expressa com exagero a realidade. A frase abaixo que apela para o mesmo processo :

A) A lngua escrita continua prevalecendo em nossa civilizao;

B) A informtica substituiu todas as demais linguagens;

C) Os computadores usam um novo alfabeto, de alcance mundial;

D) A linguagem escrita tem valor universal;

E) A escrita j percorreu zilhes de quilmetros at seu estgio atual.

1276. No ltimo pargrafo do texto, o segmento entre parnteses corresponde a um(a):

A) retificao;

B) correo;

C) alterao;

D) explicao;

E) traduo.

1277. Item que no exemplifica uma linguagem figurada :

A) ''...a palavra escrita permanece...'';

B) ''...a palavra escrita continua de p...'';

C) ''...a palavra escrita no foi destronada...'';

D) ''...a palavra escrita...floresce como trepadeira...'';

E) ''Apesar das vrias roupagens inovadoras que a mdia vem experimentando...''.

1278. ''Na verdade, a palavra escrita no apenas permanece...''; o segmento sublinhado indica que, na progresso do texto, vai aparecer um segmento com valor de:

A) comparao;

B) retificao;

C) condio;

D) adio;

E) alternncia.

TEXTO.

VIVER EM SOCIEDADE.

A sociedade humana um conjunto de pessoas ligadas pela necessidade de se ajudarem umas s outras, a fim de que possam garantir a continuidade da vida e satisfazer seus interesses e desejos.

Sem vida em sociedade, as pessoas no conseguiriam sobreviver, pois o ser humano, durante muito tempo, necessita de outros para conseguir alimentao e abrigo. E no mundo moderno, com a grande maioria das pessoas morando na cidade, com hbitos que tornam necessrios muitos bens produzidos pela indstria, no h quem no necessite dos outros muitas vezes por dia.

Mas as necessidades dos seres humanos no so apenas de ordem material, como os alimentos, a roupa, a moradia, os meios de transporte e os cuidados de sade. Elas so tambm de ordem espiritual e psicolgica. Toda pessoa humana necessita de afeto, precisa amar e sentir-se amada, quer sempre que algum lhe d ateno e que todos a respeitem. Alm disso, todo ser humano tem suas crenas, tem sua f em alguma coisa, que a base de suas esperanas.

Os seres humanos no vivem juntos, no vivem em sociedade, apenas porque escolhem esse modo de vida, mas porque a vida em sociedade uma necessidade da natureza humana. Assim, por exemplo, se dependesse apenas da vontade, seria possvel uma pessoa muito rica isolar-se em algum lugar, onde tivesse armazenado grande quantidade de alimentos. Mas essa pessoa estaria, em pouco tempo, sentindo falta de companhia, sofrendo a tristeza da solido, precisando de algum com quem falar e trocar idias, necessitada de dar e receber afeto. E muito provavelmente ficaria louca se continuasse sozinha por muito tempo.

Mas, justamente porque vivendo em sociedade que a pessoa humana pode satisfazer suas necessidades, preciso que a sociedade seja organizada de tal modo que sirva, realmente, para esse fim. E no basta que a vida social permita apenas a satisfao de algumas necessidades da pessoa humana ou de todas as necessidades de apenas algumas pessoas. A sociedade organizada com justia aquela em que se procura fazer com que todas as pessoas possam satisfazer todas as suas necessidades, aquela em que todos, desde o momento em que nascem, tm as mesmas oportunidades, aquela em que os benefcios e encargos so repartidos igualmente entre todos.

Para que essa repartio se faa com justia, preciso que todos procurem conhecer seus direitos e exijam que eles sejam respeitados, como tambm devem conhecer e cumprir seus deveres e suas responsabilidades sociais.

1279. Segundo o primeiro pargrafo do texto:

A) as pessoas se ajudam mutuamente a fim de formarem uma sociedade;

B) a garantia da continuidade da vida dada pela satisfao dos desejos das pessoas;

C) a satisfao dos interesses e desejos das pessoas leva vida em sociedade;

D) no seria possvel a sobrevivncia se no existisse sociedade;

E) sem a ajuda mtua, as pessoas levariam uma vida isenta de desejos.

1280. No primeiro pargrafo do texto, se substituirmos a locuo ''a fim de que'' por ''a fim de'', a forma verbal seguinte deveria ser:

A) poderem garantir;

B) poder garantirem;

C) poder garantir;

D) poderem garantirem;

E) possam garantirem.

1281. ''...com hbitos que tornam necessrios muitos bens produzidos pela indstria,...''; o comentrio adequado estrutura desse segmento do texto :

A) a forma ''necessrios'' poderia ser substituda, de modo correto, por ''necessrio'';

B) o pronome ''que'' refere-se a ''hbitos'' e sujeito do verbo seguinte;

C) '' pela indstria'' representa o paciente da ao verbal;

D) o pronome indefinido ''muitos'' concorda com ''produzidos'';

E) o verbo ''tornar'' est no plural porque concorda com o sujeito ''bens''.

1282. Algumas preposies so empregadas de forma obrigatria devido presena de termos anteriores que as exigem; o item abaixo em que a preposio destacada est nesse caso :

A) um conjunto DE pessoas;

B) necessidade DE se ajudarem;

C) os meios DE transportes;

D) a base DE suas esperanas;

E) grande quantidade DE alimentos.

1283. ''...necessidade de se ajudarem umas s outras,...'';o acento grave indicativo da crase, neste caso, resultante da:

A) presena simultnea de uma preposio e de um artigo definido feminino;

B) necessidade de se indicar a presena de um complemento diferente do anterior;

C) combinao de uma preposio com um pronome indefinido;

D) contrao de uma preposio com um pronome demonstrativo;

E) obrigao de evitar-se a ambigidade.

1284. Vocbulos que iniciam pargrafos como ''mas''(3 ), ''para que'' (6 ) colaboram para que se mantenha no texto:

A) a coerncia argumentativa;

B) a coeso formal;

C) a argumentao lgica;

D) a organizao narrativa;

E) a estruturao enunciativa.

1285. ''...pois o ser humano, durante muito tempo, necessita de outros para conseguir alimentao e abrigo.''; a expresso ''durante muito tempo'' se refere certamente ao perodo:

A) da velhice;

B) da gravidez;

C) de doenas;

D) da infncia;

E) do trabalho.

1286. ''E no mundo moderno, com a grande maioria das pessoas morando na cidade, com hbitos que tornam necessrios muitos bens produzidos pela indstria, no h quem no necessite dos outros muitas vezes por dia.''; o item cuja substituio pelo termo proposto em maisculas inadequada :

A) no mundo moderno = MODERNAMENTE;

B) produzidos pela indstria = INDUSTRIALIZADOS;

C) muitas vezes = FREQENTEMENTE;

D) por dia = DIARIAMENTE;

E) na cidade = URBANAMENTE.

1287. ''Mas as necessidades dos seres humanos no so apenas de ordem material...''; a presena do segmento ''no so apenas de ordem material'' indica que, na continuidade do texto, haver:

A) um termo de valor aditivo e pertencente a uma outra ordem;

B) um termo de valor adversativo e pertencente a uma ordem diferente da citada;

C) um termo de valor explicativo e pertencente mesma ordem j referida;

D) um termo de valor concessivo e pertencente a uma ordem diversa;

E) um termo de valor conclusivo e pertencente ordem citada anteriormente.

1288. ''Elas so tambm de ordem espiritual e psicolgica.''; as palavras que exemplificam, respectivamente, na continuidade do texto as necessidades espiritual e psicolgica, so:

A) afeto / ateno;

B) crenas / afeto;

C) f / crenas;

D) amar / ser amada;

E) ateno / esperanas.

TEXTO.

A PAZ E A LEI.

A paz!! No a vejo. No h, como no pode existir, seno uma, a que assenta na lei, na punio dos crimes, na responsabilidade dos culpados, na guarda rigorosa das instituies livres. Outra espcie de paz, no seno a paz da servido, a paz indigna e aviltante dos pases oprimidos, a paz abjeta que a nossa ndole, o nosso regmen essencialmente repelem, a paz que humilha todos os homens honestos, a paz que nenhuma criatura humana pode tolerar sem abaixar a cabea envergonhada.

Esta no a paz que eu quero. Quando peo a observncia da lei, justamente porque a lei o abrigo da tolerncia e da bondade. No h outra bondade real, Srs. Senadores, seno aquela que consiste na distribuio da justia, isto , no bem distribudo aos bons e no castigo dispensado aos maus.

E a tolerncia, que vem a ser seno a observncia da igualdade legal? Porventura temos sido ns iguais perante a lei, neste regmen, nestes quatro anos de Governo, especialmente? H algum chefe de partido, h algum cabea de grupo, algum amigo ntimo da situao, algum parente ou chegado s autoridades, que no rena em sua pessoa um feixe de regalias, que no goze de prerrogativas especiais, que no tenha em torno de sua individualidade uma guarda e defesa rgia ou principesca?

Essa excurso, Srs. Senadores, me levaria longe e poderia por si s absorver os meus poucos minutos de tribuna nesta sesso.

Nas poucas vezes em que me atrevo a perturbar a serenidade absoluta deste recinto e a contrariar os sentimentos dos meus honrados colegas, tenho conscincia, Sr. Presidente, de ter-me colocado sempre em um plano, que no se ope nem tolerncia nem paz; que , ao contrrio, o terreno onde a paz e a tolerncia se devem estabelecer, o nico terreno em que ns todos nos poderamos aproximar e dar-nos as mos, o terreno da reconciliao com a lei, com a Repblica, com as suas instituies constantemente postergadas, debaixo da poltica sem escrpulos da atualidade.

1289. Com base no texto, assinale a opo correta.

A) A paz desejada pelo autor a da servido e a dos pases oprimidos.

B) Com base nas argumentaes do autor, correto afirmar que existem, pelo menos, duas espcies de paz.

C) O tema do discurso extemporneo, uma vez que, quando o pronunciou o autor, o mundo passava por um longo perodo de paz.

D) Infere-se da afirmao ''A paz!! No a vejo.'' que o autor tinha uma grave deficincia visual.

E) Qualquer espcie de paz melhor do que a guerra.

1290. De acordo com as idias contidas no texto, assinale a opo correta.

A) Lei e bondade so dois conceitos antagnicos.

B) Ser tolerante reconhecer que os indivduos so diferentes perante a lei.

C) O nepotismo no existia no Brasil de 1914.

D) Na poca a que se refere o texto, os polticos brasileiros no gozavam de qualquer mordomia.

E) Ser realmente bom recompensar os bons e punir os maus.

1291. Em relao ao texto, assinale a opo correta.

A) Com o seu discurso, o orador desejava conquistar o apoio do Senado Federal para uma viagem que desejava fazer.

B) O autor sempre esteve em perfeita concordncia com os seus colegas senadores.

C) Em 1914, as instituies republicanas j estavam solidamente implantadas.

D) O texto primordialmente um apelo em prol do restabelecimento da paz e da tolerncia entre os senadores.

E) Infere-se do texto que, entre os senadores de 1914, imperava a paz do comodismo.

1292. De acordo com as idias do texto, assinale a opo correta.

A) No que diz respeito ao contedo, o discurso de Rui Barbosa ainda muito atual.

B) Os destinatrios do discurso so os Senadores e o Presidente da Repblica.

C) O texto essencialmente narrativo.

D) Por tratar-se de um discurso, predomina, no texto, o registro informal.

E) O texto contm muitas repeties de palavras e de estruturas sintticas, sendo correto deduzir que o autor tem um domnio precrio da lngua portuguesa e de seus recursos expressivos.

1293. No texto, haver alterao de sentido, caso se substitua:

A) ''abjeta'' por ignbil.

B) ''regmen'' por regime.

C) ''feixe'' por fecho.

D) ''deste recinto'' por desta Casa.

E) ''postergadas'' por preteridas.

1294. Os perodos abaixo foram reescritos. Assinale a opo cujo sentido diferente do encontrado no texto.

A) Outra espcie de paz, somente a paz da servido (...)

B) (...) a paz que nenhuma criatura humana pode tolerar sem, envergonhada, abaixar a cabea.

C) Quando peo o abrigo da tolerncia e da bondade, justamente porque a observncia da lei a lei.

D) (...) Srs. Senadores, essa excurso me levaria longe e, por si s, poderia absorver, nesta sesso, os meus poucos minutos de tribuna.

E) (...) que , ao contrrio, o terreno em que a paz e a tolerncia se devem estabelecer, o nico terreno onde ns todos nos poderamos aproximar e dar-nos as mos (...)

1295. Assinale a opo cujo perodo reescrito est incorretamente pontuado.

A) A paz, no a vejo!

B) A paz!! No h, como no pode existir, seno uma: a que assenta na lei.

C) Outra espcie de paz no seno a paz da servido.

D) Porventura temos sido ns, iguais perante a lei, neste regmen, nestes quatro anos de Governo, especialmente?

E) Essa excurso, Srs. Senadores, me levaria longe e poderia, por si s, absorver os meus poucos minutos nessa sesso.

1296. Assinale a opo incorreta.

A) Em '' a que assenta na lei'', o vocbulo ''a'' tem como referente ''A paz''.

B) O vocbulo ''aquela'' tem como referente ''bondade real''.

C) Em ''que vem a ser seno'', o vocbulo ''a'' tem como referente ''a tolerncia''.

D) O vocbulo ''si'' tem como referente ''Essa excurso''.

E) O vocbulo ''suas'' tem como referente ''a Repblica''.

1297. Assinale a opo em que o(s) fragmento(s) sublinhado(s) est(o) substitudo(s) incorretamente por pronome(s).

A) ''Quando peo a observncia da lei, justamente porque a lei o abrigo da tolerncia e da bondade'' / Quando peo a sua observncia, justamente porque ela o abrigo da tolerncia e da bondade

B) ''(...) aquela que consiste na distribuio da justia, isto , no bem distribudo aos bons (...)'' / (...) aquela que consiste na distribuio da justia, isto , no bem distribudo-lhes (...)

C) ''(...) H algum chefe de partido (...) que no goze de prerrogativas especiais (...)?'' / (...) H algum chefe de partido (...) que no goze delas (...)?

D) ''Nas poucas vezes em que me atrevo a perturbar a serenidade absoluta deste recinto e a contrariar os sentimentos dos meus honrados colegas, tenho conscincia, Sr. Presidente, de ter-me colocado sempre em um lano, que no se ope nem tolerncia nem paz (...)'' / Nas poucas vezes em que me atrevo a perturb-la e a contrari-los, tenho conscincia, Sr. Presidente, de ter-me colocado sempre em um plano, que no se ope nem tolerncia nem paz (...)

E) ''(...) o nico terreno em que ns todos nos poderamos aproximar e dar-nos as mos (...)'' / (...) o nico terreno onde ns todos nos poderamos aproximar e dar-no-las (...)

1298. Assinale a opo que contm o perodo corretamente reescrito.

A) A paz!! No vejo-a.

B) Essa no a paz que quero.

C) Porventura nos temos sido iguais perante a lei, neste regmen, nestes quatro anos de Governo, especialmente?

D) Essa excurso, Srs. Senadores, levar-me-ia longe e poderia por si s absorver os meus poucos minutos de tribuna nesta sesso.

E) Nas poucas vezes em que atrevo-me a perturbar a serenidade absoluta desse recinto e a contrariar os sentimentos dos meus honrados colegas, tenho conscincia, Sr. Presidente, de ter-me colocado sempre em um plano, que se no ope nem tolerncia nem paz;

TEXTO.

PELES DE SAPOS.

Em 1970 e 1971, houve, no Nordeste brasileiro, uma enorme procura por sapos, que eram caados para que suas peles fossem exportadas para os Estados Unidos. L elas eram usadas para fazer bolsas, cintos e sapatos. Isso levou a uma drstica diminuio da populao de sapos nessa regio.

O sapo se alimenta de vrios insetos, principalmente mariposas, grilos e besouros. um animal voraz, isto , comilo. Quando adulto chega a comer trezentos besouros por dia.

Sem os sapos, seus inimigos naturais, as mariposas, os besouros e os grilos , proliferaram de maneira assustadora.

Esses insetos invadiram as cidades. Mariposas e besouros concentraram-se em torno dos postes de iluminao pblica e tambm entraram nas casas, causando grandes transtornos. Os grilos, com seu cricri, no deixavam as pessoas dormirem.

Em maio de 1972, na cidade de Iati, em Pernambuco, a populao, em uma espcie de mutiro, varreu ruas e caladas, amontoando principalmente besouros, e tambm mariposas e grilos mortos, para serem levados por caminhes de lixo. Em apenas trs dias, encheram-se mais de oitenta caminhes com esses bichos!

O governo proibiu a caa de sapos e passou a fiscalizar a exportao de suas peles.

1299. O ttulo do texto, Peles de sapos, representa:

A) o motivo da invaso dos insetos nas cidades;

B) o objetivo econmico dos exportadores;

C) a razo de ter aumentado o nmero de grilos e mariposas;

D) uma riqueza importante do Nordeste brasileiro;

E) a causa da extino definitiva dos sapos.

1300. Uma informao conta com uma srie de elementos bsicos: o que aconteceu, quem participou dos acontecimentos, onde e quando se passaram, como e por que ocorreram os fatos etc. Considerando que o acontecimento bsico do texto 1 a caa aos sapos, assinale a informao que no est presente no texto:

A) onde ocorreu: no Nordeste brasileiro;

B) quando ocorreu: em 1970 e 1971;

C) para que ocorreu: exportao de peles;

D) como ocorreu: armadilhas especiais;

E) conseqncia da caada: reduo da populao de sapos.

1301. Na primeira frase do texto, Nordeste est grafado com letra inicial maiscula; assinale o item em que a explicao dada para o emprego de letra maiscula est errada:

A) ''...fossem exportadas para os Estados Unidos.'' - nomes de pases;

B) ''L elas eram usadas para fazer bolsas...'' - palavras que indicam lugares;

C) ''...na cidade de Iati...'' - nomes de cidades;

D) ''...em Pernambuco,...'' - nomes de estados;

E) ''Mariposas e besouros concentraram-se...'' - incio de frase aps ponto.

1302. Assinale a frase em que o vocbulo destacado tem seu antnimo corretamente indicado:

A) ''...para que suas peles fossem exportadas...'' - compradas;

B) ''...uma enorme procura por sapos...'' - imensa;

C) ''...levou a uma drstica diminuio da populao...'' - progresso;

D) ''Quando adulto, chega a comer...'' - filhote;

E) ''...seus inimigos naturais,...'' - adversrios.

1303. ''O sapo se alimenta de vrios insetos, principalmente mariposas, grilos e besouros.''; o emprego de principalmente nesse fragmento do texto indica que o sapo:

A) tambm come outros insetos;

B) s come mariposas, grilos e besouros;

C) prefere mariposas a grilos e besouros;

D) no come mariposas, grilos e besouros;

E) s come insetos nordestinos.

1304. ''Em 1970 e 1971, houve, no Nordeste brasileiro, uma enorme procura por sapos, que eram caados para que suas peles fossem exportadas para os Estados Unidos. L elas eram usadas para fazer bolsas, cintos e sapatos. Isso levou a uma drstica diminuio da populao de sapos nessa regio''. Nesse primeiro pargrafo do texto os elementos sublinhados se referem a outros elementos do mesmo pargrafo; assinale a correspondncia errada:

A) suas - dos sapos;

B) L - Estados Unidos;

C) elas - as peles dos sapos;

D) Isso - bolsas, cintos e sapatos;

E) nessa regio - Nordeste brasileiro.

1305. '' um animal voraz, isto , comilo''.; o emprego de isto nesse segmento do texto mostra que:

A) voraz e comilo so palavras de significados diferentes;

B) o autor empregou erradamente a palavra voraz;

C) o autor quer explicar melhor o significado de voraz;

D) comilo vocbulo mais raro do que voraz;

E) o autor no est interessado em que o leitor entenda o que escreve.

1306. Comilo uma palavra que pertence, por relao de significado, ao grupo de:

A) comcio, cmodo;

B) cncavo, convexo;

C) compadre, comadre;

D) colega, colaborador;

E) comida, comestvel.

1307. Abaixo esto colocados 5 fatos relacionados ao contedo do texto; indique o item em que esses fatos foram colocados em ordem cronolgica, ou seja, na ordem em que aconteceram, segundo o texto:

I - houve proibio da caa aos sapos;

II - houve diminuio da populao dos sapos;

III - houve exagerado aumento na populao de insetos;

IV - houve uma intensa caa aos sapos;

V - ocorreram problemas em Pernambuco.

A) I - II - III - IV - V;

B) V - IV - III - II - I;

C) I - II - III - V - IV;

D) II - IV - V - III - I;

E) IV - II - III - V - I.

1308. O vocabulrio relacionado aos humanos e aos animais varia: assim, o grilo no tem voz (como os humanos), mas cricri. Assinale o item em que a correspondncia entre vocbulos humanos e animais no est correta:

A) ps - patas;

B) mos - garras;

C) nariz - focinho;

D) boca - goela;

E) filho - filhote.

TEXTO.

LGICA DA VINGANA.

No nosso cotidiano, estamos to envolvidos com a violncia, que tendemos a acreditar que o mundo nunca foi to violento como agora: pelo que nos contam nossos pais e outras pessoas mais velhas, h dez, vinte ou trinta anos, a vida era mais segura, certos valores eram mais respeitados e cada coisa parecia ter o seu lugar.

Essa percepo pode ser correta, mas precisamos pensar nas diversas dimenses em que pode ser interpretada. Se ampliarmos o tempo histrico, por exemplo, ela poder se mostrar incorreta.

Em um dos volumes da coleo Histria da vida privada, Michel Rouch afirma, em seu artigo sobre a criminalidade na Alta Idade Mdia (por volta do sculo VI), que, se fssemos comparar o nmero de assassinatos que ocorriam naquele perodo, proporcionalmente populao mundial de ento, com o dos dias atuais, veramos que antes eles eram bem mais comuns do que so agora. Segundo esse autor, naquela poca, ''cada qual via a justia em sua prpria vontade'', e o ato de matar no era reprovado - era at visto como sinal de virilidade: a agressividade era uma caracterstica cultivada pelos homens, fazia parte de sua educao.

O autor afirma, ainda, que torturas e assassinatos, bastante comuns naqueles tempos, ocorriam em grande parte por vingana:''Cometido um assassinato, a linhagem da vtima tinha o imperioso dever religioso de vingar essa morte, fosse no culpado, fosse num membro da parentela''. Realizada a vingana e assassinado o culpado da primeira morte, a mesma lgica passava a valer para parentes deste, que deveriam ving-lo, criando assim uma interminvel cadeia de vinganas, que podia estender-se por vrias geraes.

1309. Deduz-se do texto que:

A) a violncia est presente em todas as pocas;

B) a vingana era legal antigamente;

C) antigamente a vida era menos segura;

D) devemos fazer justia com as prprias mos;

E) antigamente no havia leis contra a violncia.

1310. O uso de aspas, em alguns segmentos do texto, indica que:

A) devem ser lidos com mais ateno;

B) so reprodues do texto de outro autor;

C) foram traduzidos de outra lngua;

D) correspondem a textos antigos;

E) mostram o mais importante do contedo.

1311. ''No nosso cotidiano...''; o vocbulo cotidiano, nesse caso, corresponde a:

A) mundo atual;

B) atividade profissional;

C) relaes familiares;

D) nas notcias dos jornais;

E) dia-a-dia.

1312. Quando no texto se usa a forma da primeira pessoa do plural, em ''No nosso cotidiano, estamos to envolvidos com a violncia...'', isto se refere a:

A) todos os cidados do Rio de Janeiro;

B) cidados que foram vtimas da violncia;

C) vtimas do trnsito;

D) ele mesmo e aos leitores, em geral;

E) cidados de hoje e de antigamente.

1313. O autor citado no texto diz que os assassinatos eram bem mais comuns na poca antiga do que agora, mas isto s pode ser afirmado:

A) porque naquela poca no havia estatsticas de registro de crimes;

B) levando-se em considerao a proporo populacional das duas pocas;

C) porque hoje no mais aceita a lgica da vingana;

D) se acreditarmos no que nos dizem os mais velhos;

E) considerando-se que a populao antiga era mais violenta que a atual.

1314. ''...que, se fssemos comparar o nmero de assassinatos que ocorriam naquele perodo, proporcionalmente populao mundial de ento, com o dos dias atuais, veramos que antes eles eram bem mais comuns do que so agora.'' ; nesse segmento do texto, o vocbulo que no indica tempo :

A) perodo;

B) ento;

C) dias atuais;

D) antes;

E) proporcionalmente.

1315. '' Segundo esse autor...''; o vocbulo correspondente a segundo, nesse caso, :

A) para;

B) quando;

C) conforme;

D) se;

E) embora.

1316. ''...o ato de matar no era reprovado...'' equivale a:

A) o ato de matar no tinha aprovao;

B) merecia reprovao o ato de matar;

C) o ato de matar no era aprovado;

D) sofria reprovao o ato de matar;

E) no havia reprovao para o ato de matar.

1317. O segmento estamos to envolvidos equivale a temos tanto envolvimento; o item em que essa equivalncia dada de forma incorreta :

A) a vida era mais segura - tinha mais segurana;

B) valores eram mais respeitados - tinham mais respeitabilidade;

C) eles eram bem mais comunicativos - tinham mais comunidade;

D) o ato de matar no era reprovado - no tinha reprovao;

E) a violncia era mais intensa - tinha mais intensidade.

1318. Vingana corresponde ao adjetivo vingativo, assim como:

A) violncia corresponde a violento;

B) morte corresponde a mortandade;

C) tempo corresponde a tempestade;

D) religio corresponde a religiosidade;

E) parente corresponde a parentela.

TEXTO.

O MEDO SOCIAL.

No Rio de Janeiro, uma senhora dirigia seu automvel com o filho ao lado. De repente foi assaltada por um adolescente, que a roubou, ameaando cortar a garganta do garoto. Dias depois, a mesma senhora reconhece o assaltante na rua. Acelera o carro, atropela-o e mata-o, com a aprovao dos que presenciaram a cena. Verdica ou no, a histria exemplar. Ilustra o que a cultura da violncia, a sua nova feio no Brasil.

Ela segue regras prprias. Ao expor as pessoas a constantes ataques sua integridade fsica e moral, a violncia comea a gerar expectativas, a fornecer padres de respostas. Episdios truculentos e situaes-limite passam a ser imaginados e repetidos com o fim de caucionar a idia de que s a fora resolve conflitos. A violncia torna-se um item obrigatrio na viso do mundo que nos transmitida. Cria a convico tcita de que o crime e a brutalidade so inevitveis. O problema , ento, entender como chegamos a esse ponto. Como e por que estamos nos familiarizando com a violncia, tornando-a nosso cotidiano.

Em primeiro lugar, preciso que a violncia se torne corriqueira para que a lei deixe de ser concebida como o instrumento de escolha na aplicao da justia. Sua proliferao indiscriminada mostra que as leis perderam o valor normativo e os meios legais de coero, a fora que deveriam ter. Nesse vcuo, indivduos e grupos passam a arbitrar o que justo ou injusto, segundo decises privadas, dissociadas de princpios ticos vlidos para todos. O crime , assim, relativizado em seu valor de infrao. Os criminosos agem com conscincias felizes. No se julgam fora da lei ou da moral, pois conduzem-se de acordo com o que estipulam ser o preceito correto. A imoralidade da cultura da violncia consiste justamente na disseminao de sistemas morais particularizados e irredutveis a ideais comuns, condio prvia para que qualquer atitude criminosa possa ser justificada e legtima.

1319. ''No Rio de Janeiro, uma senhora dirigia seu automvel com o filho ao lado. De repente foi assaltada por um adolescente...''; a passagem do pretrito imperfeito para o pretrito perfeito marca a mudana de:

A) um texto descritivo para um texto narrativo;

B) a fala do narrador para a fala do personagem;

C) um tempo passado para um tempo presente;

D) um tempo presente para um tempo passado;

E) a mudana de narrador.

1320. ''De repente foi assaltada por um adolescente...''; esta frase, na voz passiva analtica, tem como correspondente na voz ativa a frase:

A) De repente assaltou-se um adolescente;

B) Um adolescente, de repente, assaltou (a senhora)...'';

C) De repente, uma senhora foi assaltada...'';

D) De repente, um adolescente assalta (uma senhora)...'';

E) Um adolescente foi assaltado por uma senhora, de repente.

1321. ''... que a roubou, ameaando cortar a garganta do garoto.'' ; o bom uso do gerndio requer que sua ao seja simultnea do verbo principal, como ocorre nesse segmento do texto. Assim, exemplo de mau uso do gerndio a frase:

A) O assaltante gritou, abrindo a porta...'';

B) O motorista acovardou-se, abaixando o vidro;

C) O assaltante entrou, sentando-se no banco traseiro;

D) O marginal ameaou-o, mostrando a arma;

E) O motorista obedeceu, acelerando o carro.

1322. A narrativa contida no primeiro pargrafo tem a funo textual de:

A) exemplificar algo que vai ser explicitado depois;

B) justificar a reao social contra a violncia;

C) despertar a ateno do leitor para o problema da violncia;

D) mostrar a violncia nas grandes cidades;

E) relatar algo que vai justificar uma reao social.

1323. Idia no contida no texto :

A) a violncia cria regras prprias;

B) os criminosos agem segundo regras particulares;

C) a violncia aparece socialmente justificada;

D) a violncia aparece como algo inevitvel;

E) a violncia requer uma ao governamental eficiente.

1324. Segundo o texto, para que a lei deixe de ser o remdio contra a violncia necessrio:

A) que as leis se tornem obsoletas;

B) que os governos descuidem dos problemas;

C) que a violncia se banalize;

D) que os marginais se tornam mais audaciosos;

E) que a violncia crie regras prprias.

1325. ''Nesse vcuo, indivduos e grupos passam a arbitrar o que justo ou injusto...''; o comentrio correto sobre esse segmento do texto :

A) O vcuo referido o espao vago deixado pela ao governamental;

B) Indivduos e grupos passam a tomar a lei em suas mos;

C) A justia acaba sendo determinada pelos marginais;

D) A injustia acaba por elaborar as leis;

E) Passa a vigorar a lei do mais esperto.

1326. ''A imoralidade da cultura da violncia consiste justamente na disseminao de sistemas morais particularizados e irredutveis a ideais comuns...''; isso significa que:

A) na cultura da violncia todos os marginais pensam de forma semelhante;

B) a imoralidade da cultura da violncia se localiza em pequenos grupos;

C) na cultura da violncia todos saem perdendo;

D) na cultura da violncia, os ideais comuns inexistem;

E) a violncia dissemina ideais comuns irredutveis.

1327. ''O crime , assim, relativizado em seu valor de infra-o.''; uma forma de reescrever-se a mesma frase, mas com perda do sentido original :

A) O valor de infrao do crime , assim, relativizado;

B) Assim, o crime foi relativizado em seu valor de infrao;

C) O crime tem seu valor de infrao, assim, relativizado;

D) Assim, o crime , em seu valor de infrao, relativizado;

E) Relativiza-se, assim, o valor de infrao do crime.

1328. O texto acima pode ser classificado, de forma mais adequada, como:

A) narrativo moralizante;

B) informativo didtico;

C) dissertativo opinativo;

D) normativo regulamentador;

E) dissertativo polmico.

TEXTO.

DESAPARECIMENTO DOS ANIMAIS.

Tente imaginar esta cena: homens, animais e florestas convivendo em harmonia. Os homens retiram das plantas apenas os frutos necessrios e cuidam para que elas continuem frutificando; no matam animais sem motivo, no sujam as guas de seus rios e no enchem de fumaa seu ar. Em outras palavras: as relaes entre os seres vivos e o ambiente em que vivem, bem como as influncias que uns exercem sobre os outros, esto em equilbrio. (...)

Nossa preocupao (de brasileiros) no s controlar a explorao das florestas, mas tambm evitar uma de suas piores conseqncias: a morte e o desaparecimento total de muitas espcies de animais. Apesar de nossa fauna ser muito variada, a lista oficial das espcies que esto desaparecendo j chega a 86 (dentre elas, a anta, a ona, o mico-leo, a ema e o papagaio).

E a extino desses animais acabar provocando o desequilbrio do meio ambiente, pois o desaparecimento de um deles faz sempre com que aumente a populao de outros. Por exemplo: o aumento do nmero de piranhas nos rios brasileiros conseqncia do extermnio de seus trs inimigos naturais - o dourado, a ariranha e o jacar.

1329. O autor prope ao leitor que imagine uma cena para que ela funcione como:

A) um ideal a ser alcanado;

B) uma fantasia que nunca se realizar;

C) um objetivo a que se deve dar as costas;

D) uma finalidade dos grupos religiosos;

E) uma mensagem de fraternidade crist.

1330. ''...homens, animais, florestas e oceanos convivendo em harmonia.''; na continuidade do texto, o autor mostra que:

A) esqueceu-se de referir-se aos rios;

B) o homem o agente desequilibrador da natureza;

C) os animais no matam seus semelhantes sem motivo;

D) a poluio do ar tambm tem causas naturais;

E) os seres vivos vivem em equilbrio no mundo atual.

1331. O item em que o elemento sublinhado tem um vocbulo correspondente indicado de forma adequada :

A) ''...convivendo em harmonia.''- harmoniosas;

B) ''...no matam animais sem motivo,...''- impensadamente;

C) ''...influncias que uns exercem sobre os outros...''-recprocas;

D) ''...esto em equilbrio. ''- equilibradamente;

E) ''...controlar a explorao das florestas...''- ecolgica.

1332. ''Os homens retiram das plantas apenas os frutos necessrios...''; esta parte da cena proposta pelo autor defende que:

A) no deixe para amanh o que pode fazer hoje;

B) Deus prover o dia de amanh;

C) se souber usar no vai faltar;

D) a cincia prev para poder prover;

E) quem espera sempre alcana.

1333. No final do primeiro pargrafo aparecem dois parnteses com pontos; isso significa que:

A) o autor deixou de dizer outras coisas importantes;

B) o texto deixou de reproduzir uma parte do texto original;

C) parte do original do texto estava ilegvel;

D) nesse espao havia uma ilustrao que foi omitida;

E) havia originalmente trechos em outras lnguas.

1334. O que o primeiro pargrafo tenta defender :

A) o equilbrio ecolgico;

B) a extino dos animais;

C) a despoluio ambiental;

D) o reflorestamento;

E) a proteo dos rios e oceanos.

1335. ''Nossa preocupao (de brasileiros)...''; o que vai entre parnteses, nesse caso, :

A) a retificao de uma ambigidade;

B) a explicao de um termo anterior;

C) a particularizao de um significado;

D) a incluso de uma idia j explcita;

E) um comentrio para o leitor.

1336. O risco a que se refere o autor do texto com o ltimo perodo do texto :

A) a extino dos jacars, ariranhas e dourados;

B) o excesso de piranhas nos rios brasileiros;

C) a mortandade de outros peixes provocada pelas piranhas;

D) a desarmonia populacional das espcies animais;

E) a falta de alimento para o povo brasileiro.

1337. A relao entre a morte do dourado e a piranha a de:

A) causa / conseqncia;

B) efeito / causa;

C) agente / paciente;

D) fato / agente;

E) motivao / ao.

1338. Falando dos perigos que o desaparecimento dos animais provoca em nosso ambiente, o autor apela para a:

A) seduo do leitor, mostrando as belezas do mundo natural;

B) intimidao do leitor, indicando os males que da advm;

C) a provocao do leitor, desafiando-o a mudar seu comportamento;

D) o constrangimento do leitor, deixando-o envergonhado por suas atitudes;

E) a tentao do leitor, prometendo-lhe uma recompensa por seus atos.

TEXTO.

QUESTO SOCIAL.

Apesar da urgncia da organizao da sociedade para exigir segurana de fato das autoridades, a reduo da violncia exige mudana profunda no enfoque da administrao dos problemas sociais pelos governos federal, estadual e municipal.

Uma pesquisa desenvolvida pela Fundao Getlio Vargas, no ano passado, pelo pesquisador Ib Teixeira, constatou que a violncia no pas nos ltimos dez anos matou 350 mil pessoas no perodo, mais do que as guerras do Timor Leste e de Kosovo juntas, e em menos tempo.

O custo dessa violncia, segundo o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), de US$ 84 bilhes ao ano, ou 10,5% do PIB (Produto Interno Bruto).

Em So Paulo, cujo PIB nominal foi de US$ 241,58 bilhes em 1997, os custos da violncia levantados em 1998 representam cerca de 3% do PIB, segundo dados da tese do socilogo Rogrio Srgio de Lima.

1339. Segundo o texto, a reduo da violncia:

A) depende to-somente da mudana profunda no enfoque administrativo governamental;

B) de grande importncia para o progresso econmico do pas;

C) exige organizao social e mudanas governamentais;

D) derivar exclusivamente da cobrana feita s autoridades;

E) de extrema importncia no momento econmico do pas.

1340. ''Apesar da urgncia da organizao...''; nesse segmento do texto, a locuo apesar de pode ser perfeitamente substituda por:

A) no obstante;

B) entretanto;

C) visto que;

D) j que;

E) aps.

1341. ''... pelos governos federal, estadual e municipal.''; o item abaixo que exemplifica o mesmo tipo de concorncia nominal do segmento retirado do texto :

A) Vivia em tranqilos bosques e montanhas;

B) A professora estava com um vestido e um chapu escuro;

C) Passou quarta, quinta e sexta trabalhosas no Rio;

D) Viu as bandeiras brasileira e francesa;

E) Era novo o livro e a caneta.

1342. Os argumentos em que se apia o artigo do jornal para mostrar a necessidade da reduo da violncia so de cunho:

A) social e religioso;

B) educativo e econmico;

C) social e econmico;

D) religioso e educativo;

E) moral e social.

1343. O fato de as siglas presentes no texto estarem ''traduzidas'' entre parnteses mostra que:

A) regra de clareza que todas as siglas sejam explicitadas para o leitor;

B) algumas siglas do texto, segundo o seu redator, necessitam de ''traduo'';

C) os leitores de jornais pertencem classe popular, menos informada;

D) o Brasil pas de muitas siglas;

E) o texto informativo ''traduz'' todas as siglas nele includas.

1344. ''...constatou que a violncia no pas nos ltimos dez anos matou 350 mil pessoas no perodo, mais do que as guerras do Timor Leste e de Kosovo juntas, e em menos tempo.''; segundo o texto, o segmento e em menos tempo:

A) indica que as guerras citadas levaram menos de dez anos;

B) contraria a argumentao bsica do texto;

C) mostra a intensidade exagerada da violncia no pas;

D) demonstra que as guerras modernas so rpidas e extremamente cruis;

E) uma informao dispensvel argumentao do texto.

1345. Segundo o texto, em So Paulo:

A) a violncia ultrapassa a mdia estatstica nacional de custos em relao ao PIB;

B) sensivelmente menor o nmero de atos de violncia, comparado com outros estados brasileiros;

C) a violncia a mais intensa entre os estados desenvolvidos;

D) a violncia apresenta sinais de crescimento contnuo;

E) a violncia colabora para que nossos ndices, nessa rea, sejam altos.

1346. ''Uma pesquisa desenvolvida pela Fundao Getlio Vargas, no ano passado, pelo pesquisador Ib Teixeira...''; uma melhor maneira de redigir o mesmo segmento do texto :

A) Uma pesquisa desenvolvida pela Fundao Getlio Vargas, pelo pesquisador Ib Teixeira, no ano passado...

B) No ano passado, uma pesquisa desenvolvida pela Fundao Getlio Vargas, pelo pesquisador Ib Teixeira...

C) Uma pesquisa desenvolvida no ano passado pelo pesquisador Ib Teixeira pela Fundao Getlio Vargas...

D) Uma pesquisa desenvolvida pela Fundao Getlio Vargas, no ano passado, de responsabilidade do pesquisador Ib Teixeira...

E) Uma pesquisa, no ano passado desenvolvida pela Fundao Getlio Vargas, de autoria do pesquisador Ib Teixeira...

1347. Pesquisa vocbulo grafado com S, como se pode ver no texto; o item em que h um vocbulo erradamente grafado com essa letra :

A) paralisia / anlise / atraso;

B) gasoso / baronesa / arrasar;

C) besouro / adeusinho / bis;

D) braso / fregus / guloseima;

E) marqus / pesadelo / anesinhos.

1348. ''...exige mudana profunda no enfoque da administrao dos problemas sociais pelos governos federal, estadual e municipal.''; o comentrio correto a respeito desse segmento do texto :

A) o termo da administrao corresponde a um adjunto adnominal;

B) o termo dos problemas sociais corresponde a um objeto indireto;

C) federal, estadual e municipal so apresentados numa ordem crescente de importncia;

D) o substantivo governos se prende aos adjetivos federal, estadual e municipal;

E) o adjetivo profunda se refere aos substantivos mudana e administrao.

TEXTO.

O PARTO E O TAPETE.

RIO DE JANEIRO - Big nem era minha, era de um cunhado. Naquele tempo eu ainda no gostava de cachorros, pagando por isso um preo que at hoje me maltrata. Mas, como ia dizendo, Big no era minha, mas estava para ter ninhada, e meu cunhado viajara.

De repente, Big procurou um canto e entrou naquilo que os entendidos chamam de ''trabalho de parto''. Alertado pela cozinheira, que entendia mais do assunto, telefonei para o veterinrio que era amigo do cunhado. No o encontrei. Tive de apelar para uma emergncia, expliquei a situao, 15 minutos depois veio um veterinrio. Examinou Big, achou tudo bem, pediu um tapete.

Providenciei um, que j estava desativado, tivera alguma nobreza, agora estava pudo e desbotado. O veterinrio deitou Big em cima, pediu uma cadeira e um caf. Duas horas se passaram, Big teve nove filhotes e o veterinrio me cobrou 90 mil cruzeiros, eram cruzeiros naquela poca, e dez mil por filhote. Valiam mais - tive de admitir.

No dia seguinte, com a volta do cunhado, chamou-se o veterinrio oficial. Quis informaes sobre o colega que me atendera. Contei que ele se limitara a pedir um tapete e pusera Big em cima. Depois pedira um caf e uma cadeira, cobrando-me 90 mil cruzeiros pelo trabalho.

O veterinrio limitou-se a comentar: ''timo! Voc teve sorte, chamou um bom profissional!''. Como? A cincia que cuida do parto dos animais se limita a colocar um tapete em baixo?

''Exatamente. Se tivesse me encontrado, eu faria o mesmo e cobraria mais caro, moro longe''.

Nem sei por que estou contando isso. Acho que tem alguma coisa a ver com a sucesso presidencial. Muitas especulaes, um parto complicado, que requer veterinrios e curiosos. Todos daro palpites, todos se esbofaro para colocar o tapete providencial que receber o candidato ungido, que nascer por circunstncias que ningum domina. E todos cobraro caro.

1349. A associao entre o episdio narrado e a sucesso presidencial apia-se:

A) no argumento de que dos dois nascer algo de grande valia e importncia.

B) na idia de que, num e noutro caso, cumprem-se rituais que pouco interferem nos fatos, mas que tm alto preo.

C) no fato de que sempre se estendem tapetes aos lderes poderosos que esto por vir.

D) na suposio de que as emergncias so iguais por mais diferentes que paream.

E) na constatao de que a sucesso requer o envolvimento de especialistas e muita preciso.

1350. Observe as frases I e II, extradas do texto.

I. ''Big nem era minha, era de um cunhado.''

II. ''Big no era minha, mas estava para ter ninhada, e meu cunhado viajara.''

correto dizer que o narrador:

A) em I, sugere estar desobrigado em relao ao animal; em II, faz ressalva a essa desobrigao.

B) em I, afirma ser estranho ao animal; em II, reitera sua indiferena em relao a este.

C) em I, exprime desprezo pelo animal; em II, manifesta um mnimo de considerao pelo destino deste.

D) em I, nega ter vnculos com o animal; em II, critica o cunhado que se ausentou, deixando Big aos cuidados de outrem.

E) em I, mostra-se longe de ter responsabilidade pelo animal; em II, invoca a responsabilidade do legtimo proprietrio.

1351. Ao afirmar ''tive de admitir'' (final do 3 pargrafo), o narrador dos fatos est indicando que:

A) constatou a verdadeira importncia do profissional que assistira Big, em seu trabalho de parto.

B) tomou conscincia de que pagara mais do que valiam os filhotes de Big no mercado.

C) se curvou ao argumento empregado pelo veterinrio para justificar o preo de seu servio.

D) se estarreceu com o valor que um filhote pode atingir e com o preo que cobram os veterinrios.

E) pagou pelos filhotes um preo justo, j que valiam mais do que dez mil cruzeiros.

1352. ''Se tivesse me encontrado, eu faria o mesmo e cobraria mais caro, moro longe.'' O significado do perodo