JUZA DO TRABALHO. DESEQUILIBRADA E IRRESPONSVEL!

AUTORIA, PESQUISA, REVISO, ORGANIZAO: JOS CARLOS DUTRA DO CARMO.

Este arquivo uma cortesia de JOS CARLOS DUTRA DO CARMO, que sempre tem por filosofia de vida ajudar o prximo da melhor maneira possvel.

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70 CAPTULO.
ONDE FORAM PARAR OS MVEIS DA SALA DE AUDINCIA?!

O episdio aconteceu na Vara do Trabalho de Guanambi, BA e dele tomaram conhecimento todos os funcionrios. No vou citar nomes porque os fatos so por demais constrangedores e graves, apesar de reais e verdadeiros.

Primeiramente, alguns registros lamentveis relacionados a uma criatura que no regulava muito bem da cabea!

Com freqncia, trazia o resto da carne que sobrava de sua refeio em um restaurante para o sobrinho, alegando que ele estava muito magro e fraquinho!

s vezes, com a maior cara-de-pau, avanava em direo a determinado advogado, pedindo-lhe um pedao do lanche. O causdico, muito encabulado e coagido, cedia-lhe a metade do dito cujo!

Certa feita colocou uma irm, semi-analfabeta, como Diretora de Secretaria da Vara. A figura era to tapada que os servidores precisavam mostrar-lhe onde deveria apor sua assinatura em atos processuais rotineiros.

Falava muito mal do Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 5 Regio da poca, chegando a ridiculariz-lo em vrias oportunidades. Pregava, abertamente, a desobedincia funcional dos funcionrios em especial de um Diretor de Secretaria puxa-saco e sempre conivente com ela s determinaes administrativas do referido Presidente. Um exemplo? Um Boletim Estatstico que, mesmo sendo cobrado reiteradamente, inclusive com a expresso URGENTE, foi enviado ao TRT com atraso de seis meses.

Obrigava os reclamantes de aes trabalhistas contra o Municpio de Caetit, BA a fazerem acordos na raa, contra a vontade deles! Os pobres-coitados j subiam a escada da Vara afirmando, em altos brados, para quem quisesse ouvi-los, que no iriam aceitar as conciliaes.

No entanto...

A desequilibrada, ento, coagia o patrono das vtimas e mandava o Secretrio de Audincia digitar a respectiva ata de acordo com os desejos suspeitos dela. E ainda dava bronca nos indefesos e humildes trabalhadores de mos calejadas, insistindo para que assinassem tudo rapidamente.

Depois, quando se fala em controle externo da Justia do Trabalho, h pessoas que do chilique!

Por fim, o fato mais deplorvel e inacreditvel.

Os mveis da sala de audincia foram doados Vara por um Prefeito da cidade.

Como a infeliz e tresloucada personagem deste captulo se julgava dona deles, simplesmente os surrupiou em plena luz do dia!

No est acreditando, leitor?

Infelizmente, a mais pura e cristalina verdade!

Duas semanas aps ter ido embora para Salvador, estacionou em frente Vara um pequeno caminho.

Quando o motorista do veculo afirmou que fora buscar os mveis da sala de audincia, os funcionrios ficaram estupefatos, no acreditando no que estavam ouvindo. Ento, o indivduo que no sabia que seu ato era, na verdade, uma apropriao indbita do bem pblico, ou seja, furto , para no deixar nenhuma dvida em seus espantados interlocutores, afirmou que ali estava por ordem da doida varrida.

Dois colegas, morrendo de medo, ainda o ajudaram a carregar o caminho.

Nesse interregno, algum ligou para o Diretor-Geral do TRT da 5 Regio (juro, por todos os santos, que no fui eu!) e comunicou-lhe o infausto acontecimento.

A preocupao dos servidores era muito grande e tinha razo de ser, porque dentro de quinze dias haveria sesso. E a, iriam sentar todos no cho da sala de audincia?

Entrementes, o Presidente do Tribunal ligou para uma funcionria e pediu-lhe a confirmao do ocorrido, o que ela, de pronto, ratificou. Diante do impondervel, mas real acontecimento, ordenou-lhe que providenciasse a fabricao de novos mveis, com a maior urgncia possvel, o que foi feito.

Imagine, leitor, se um simples funcionrio tivesse cometido falta to grave e absurda! Seria demitido por justa causa, sem sombra de dvida!

Foi aberto inqurito administrativo, pela Presidncia do TRT, para a apurao do fato, que terminou em pizza, para variar!

Por que razo?

simples.

Os mveis, que haviam sido mandados para uma propriedade rural da irm da maluca, foram devolvidos, de forma estratgica, ao depsito de um colgio na cidade e, por essa razo, o inqurito foi arquivado. A maluca, que cometeu uma falta gravssima, no foi exemplarmente punida at hoje!