AMILTON ANTNIO SILVA

AUTORIA, PESQUISA, REVISO, ORGANIZAO: JOS CARLOS DUTRA DO CARMO.

Este arquivo uma cortesia de JOS CARLOS DUTRA DO CARMO, que sempre tem por filosofia de vida ajudar o prximo da melhor maneira possvel.

SITE: www.sitenotadez.net, j acessado por mais de 17 milhes de pessoas.

E-MAILs: sitenota1000@gmail.com - sitenotadez@sitenotadez.net

109 CAPTULO.
AMILTON ANTNIO SILVA.

Ex-Diretor de Secretaria da Vara do Trabalho de Ipia.

Apesar de sua afirmao no sentido de que vrios Juzes o queriam como Diretor de Secretaria antes de o Dr. Marcelo Rodrigues Prata indic-lo para a funo, teve pssimo desempenho em Ipia e em outras Varas do Trabalho.

Chamo a ateno do leitor para a matria publicada na Revista Veja (Guia) de 14.11.2001, edio 1.726, pgina 142: 360 graus sombra. Colegas e clientes das empresas ajudam chefes a avaliar executivos.

A avaliao 360 graus surgiu nas universidades americanas. No comeo, alunos avaliavam professores. Nos anos 80, chegou s empresas. O Brasil passou a utiliz-la nos anos 90.

O mtodo adotado para medir o desempenho dos funcionrios um dos indcios mais seguros do estilo gerencial de uma empresa. Nessa rea, a grande novidade atende pelo nome pomposo de avaliao 360 graus, aquela em que o profissional no submetido apenas ao crivo do chefe imediato, mas tambm ao dos colegas de trabalho, subordinados e clientes da empresa. De acordo com pesquisa da consultoria Deloitte Touche Tohmatsu, esse sistema o que mais cresce entre as companhias brasileiras e sua adoo j atinge 27% das empresas que dispem de mecanismos formais de apreciao profissional de seus empregados.

Algumas das maiores empresas mundiais que adotam 360 graus: Alcoa, Dow Qumica, Embraco, IBM, Merck Sharp & Dohme, Philips e Promon, companhias consideradas referncias em matria de recursos humanos.

Na Yahoo do Brasil o Diretor tambm avaliado pelos gerentes que lhes so subordinados. Isso dificulta muito as injustias que podem acontecer quando a comunicao est restrita a um nico chefe.

Diante de argumentos to convincentes e inquestionveis, por que o setor pblico no faz a mesma coisa?

Sugiro Secretaria de Recursos Humanos do Tribunal Regional do Trabalho da 5 Regio fazer uma experincia nesse sentido.

A avaliao de Joo Maurcio Mariani Wanderlei Primo, ex-Diretor de Secretaria da Vara do Trabalho de Ipia, foi uma decepo, porque ele no tinha pleno conhecimento de causa para analisar conjuntamente os funcionrios. Uma avaliao paternalista e tendenciosa, na qual quase todos os servidores receberam a mesma pontuao exceto uma funcionria que, injustamente, ganhou nota mxima no pode ser levada a srio!

Para no ficar s na teoria, leitor, apresento-lhe, a seguir, uma avaliao bastante abrangente e profunda, quase perfeita, sobre o ex-Diretor de Secretaria da Vara do Trabalho de Ipia, AMILTON ANTNIO SILVA.

ASSIDUIDADE.

Nos trs primeiros anos como Diretor de Secretaria da Vara do Trabalho de Ipia, Amilton nunca foi um funcionrio muito dedicado ao trabalho. A partir do quarto ano, no entanto, comeou a faltar ao servio com bastante freqncia.

Aps ter comprado uma roa que ele chamava pomposamente de fazenda , uns seis meses mais ou menos antes de ir embora, a coisa desandou de vez. Ausentava-se demais do trabalho, s vezes durante dois dias seguidos, isso em mais de uma ocasio.

Nos seus ltimos momentos em Ipia, pouco tempo antes de se transferir para a 1 Vara do Trabalho de Ilhus, Amilton extrapolou e se machucou de vez.

Em certo dia, quase no final do expediente, um colega foi levar uma funcionria casa dela. Para surpresa e perplexidade de ambos, ao passarem em frente a um bar, numa rua conhecida como Avenida, quem avistaram por l?! Creia-me, leitor: o Diretor de Secretaria da Vara do Trabalho de Ipia, Amilton Antnio Silva, em carne e osso, enforcando mais um dia de servio!

No estava preparando despachos no barzinho, naturalmente, mas tomando cerveja e degustando pastis fritos na hora. Como agravante, nada havia comunicado aos funcionrios da Vara. Quando ligavam perguntando por ele, no sabamos o que informar sobre seu paradeiro.

Parece inacreditvel que um Diretor tenha cometido tamanha barbaridade, mas a mais pura e cristalina verdade. No h como Amilton negar o fato, porque h provas irrefutveis, testemunhas da mais alta credibilidade, que o viram com os prprios olhos (como diz a Bblia), pessoas incapazes de mentir!

E no foi s isso. Amilton aprontou mais uma!

Correu a notcia de que ele estava doente, internado na Clnica So Roque a melhor da cidade , o que era verdade.

Transcorridos alguns dias, Amilton mandou dizer a algum na Vara que o mdico lhe havia dito para ficar em repouso durante uma semana em sua casa (na dele, bvio!).

A a histria j comea a complicar e tomar contornos de fico. Ora, o modo de pensar de Amilton, nesse particular, o de que o funcionrio s estaria doente se estivesse internado (at parece piada, mas no !). Tanto verdade que, como Diretor da Vara do Trabalho de Ipia, recusou vrios atestados mdicos de colegas por causa desse seu ponto de vista inconsistente, absurdo e autoritrio.

O pattico cidado deveria se considerar um gnio, porque s a maneira de pensar dele estava certa!

Mas, v l, vamos fingir que acreditamos no conto da carochinha que Amilton nos passou!

Como a mentira tem pernas curtas, ele caiu do cavalo muito antes do que esperava!

Numa quarta-feira da falsa semana de repouso, o Coordenador de Servio da Secretaria da Vara do Trabalho de Ipia, Ubirajara Pereira Coqueiro, ligou para a casa de Amilton, perguntando por ele.

Se estiver em p, leitor, sente-se, por favor, porque seno vai cair! Do outro lado da linha, uma pessoa no identificada informou a Bira que Amilton havia ido para a fazenda dele.

E a, cad a misteriosa doena do nosso ento Diretor de Secretaria? Sumiu, evaporou-se, ou tomou um remdio milagroso?

Estou curiosssimo para saber como Amilton conseguiu atestado mdico para si mesmo, violentando suas prprias convices. Ou ser que seguiu as sbias lies de vida do grande filsofo ACM? Parodiando Toninho Malvadeza: Ao funcionrio, nada (a lei); ao Diretor de Secretaria, tudo (nem precisa de atestado mdico).

Como alguns Diretores de Secretaria se julgam os donos do mundo, que tudo podem, o que deve ter ocorrido que Amilton simplesmente assinou o ponto dos dias daquela semana em que fingiu que estava doente.

Se um servidor da Vara do Trabalho de Ipia tivesse feito a mesma coisa, seria severamente punido, inclusive teria o ponto cortado.

Um Diretor que dava chilique na Secretaria da Vara quando algum funcionrio chegava cinco minutos atrasado ao trabalho! Pura encenao e hipocrisia, para impressionar a platia (faa o que digo, mas no faa o que fao)!

Com todo o respeito hierarquia: O Tribunal Regional do Trabalho da 5 Regio deveria pelo menos chamar a ateno de Amilton, mesmo com atraso, para que fatos dessa natureza no voltem a acontecer, ainda mais praticados por quem deveria ser um exemplo de boa conduta.

ATESTADO MDICO.

Uma grande barbaridade que Amilton cometia era recusar sistematicamente atestados mdicos de funcionrios, sob a alegao de que s teriam validade se o servidor tivesse sido internado.

Esquecia-se ele daquela mxima que diz: At prova em contrrio, todas as pessoas so honestas! Eu mesmo j tive um atestado mdico recusado por ele, tendo ouvido do prprio Amilton: Esse atestado no vale nada!

Atitude desse tipo estimula o funcionrio a simular internaes sem a menor necessidade, s para satisfazer a uma exigncia mais do que esdrxula e absurda!

Como um atestado passado por um mdico idneo nada vale?!

Amilton chegou ao cmulo de dizer que at os Juzes se submetiam a esse tipo de exigncia. Pior e mais inacreditvel ainda: que um servidor, em Salvador, ia residncia do magistrado verificar se ele realmente estava doente e internado (quem seria louco de fazer isso?!). O cidado mentia com a maior desfaatez do mundo!

Certamente, Amilton deveria achar, sob esse aspecto, que todos os funcionrios da Vara do Trabalho de Ipia eram dbeis mentais e mongolides!

AUTORITRIO.

Amilton, quando chegou Vara do Trabalho de Ipia, quis mudar tudo de uma s vez. Irritava-se muito quando algum discordava dele!

O bom senso diz que no bem assim. As coisas tm de seguir seu curso normal e as reformas devem ser implantadas de maneira paulatina e gradativa, a fim de que sejam bem absorvidas pelos funcionrios. Do contrrio, haver muita resistncia, como houve.

De certa feita, numa determinada reunio, ante a perplexidade de todos, o pretensioso e arrogante ex-Diretor de Secretaria afirmou: Estou determinando que seja assim. Eu quero desse jeito.

E haja autoritarismo!

No incio do ano 2000, se no estou enganado, atendi uma ligao telefnica da 1 Vara do Trabalho de Ilhus. Era uma funcionria, de cujo nome no me recordo, querendo passar vrias informaes sobre uma Carta de Ordem.

Quem labuta na Justia do Trabalho sabe que isso uma rotina e tem por objetivo precpuo a celeridade processual. Mas tudo tem limite.

Estava pretendendo, a bem-intencionada colega, transmitir um despacho de grande complexidade. Expliquei-lhe, detalhadamente, que o caso requeria o envio de ofcio Vara do Trabalho de Ipia.

Disse-me ela, ento, preocupada:

Mas Amilton vai puxar minha orelha, porque determinou que transmitisse o despacho por telefone.

Ponderei-lhe, incontinenti:

Fique tranqila, porque Amilton uma pessoa compreensiva e concordar comigo.

Pois , Amilton, nem sempre se deve dizer ao funcionrio: Tem de ser assim. Cada caso um caso!

Como v, mesmo de longe, no sendo mais seu subordinado, colaborei com voc. Por isso vou morrer dizendo que me considero um dos melhores funcionrios pblicos do Brasil.

BILHETINHO.

Amilton, de certa feita, pisou na bola feio comigo!

Quem j trabalhou na mesa de audincia sabe que, ao arrumar os processos, aps a sesso, notando a falta de algum documento que consta da ata como juntado, deve-se mencionar tal fato por meio de uma certido procedimento recomendado por um provimento da Corregedoria do Tribunal Regional do Trabalho da 5 Regio.

Esse ato lquido e certo, e de conhecimento de todos os funcionrios da Vara. o bvio ululante, como diria, muito sabiamente, o inesquecvel Nlson Rodrigues. Ser que o ento Diretor de Secretaria o desconhecia?!

Num fatdico dia, ao observar Dr. Marcelo despachando, vi, preso por um clipe, na folha com o despacho, um bilhetinho de Amilton, escrito de prprio punho, com os seguintes dizeres: Z Carlos, 80% (uma mentira inominvel dele!) dos processos que passam pela mesa de audincia e chegam s minhas mos esto com esse tipo de certido. Espero que isso no continue acontecendo.

Confesso que fiquei perplexo, estupefato e profundamente irritado com aquele absurdo todo, j que havia lavrado, no mximo, umas dez certides naqueles moldes.

Como pode um Diretor cometer tanta barbaridade de uma s vez?! E o pior de tudo que Dr. Marcelo foi induzido ao erro (de avaliao, no caso), ou seja, parece-me ter acreditado naquela sandice. Afirmo isso porque, ao dizer-lhe que queria falar-lhe a respeito do malfadado bilhete, respondeu-me, mal-humorado e categrico: Converse com o Diretor. Conversar o qu, afinal, se estava absolutamente certo e no havia cometido nenhum erro?!

Ser advertido por ter trabalhado com esmero e responsabilidade?!

A atitude insana de Amilton extrapolou os limites do bom senso! Ser que sua infeliz iniciativa foi queimar meu filme?

Esse negcio de bilhetinho, ainda mais fabricado, injusto e mentiroso, , no mnimo, ridculo! Para ser mais ameno e no apelar para palavras pesadas, chamarei a esse gesto condenvel de Amilton de desvio de conduta.

Se o propsito chamar a ateno do funcionrio, que se tenha coragem, honestidade e capacidade suficientes para tanto e o enfrente de peito aberto, sem subterfgios ou mesquinharias, pois estas so armas dos covardes.

BRINCADEIRA?!

Outro defeito que Amilton precisa corrigir, urgentemente, so as brincadeiras de tremendo mau gosto que s vezes faz com funcionrios na Secretaria da Vara.

Uma vez fez uma comigo, dizendo, a plenos pulmes para que todos os colegas o ouvissem , que eu precisava arranjar uma mulher. Embora tivesse demonstrado, claramente, que no gostara da sua gracinha, continuou insistindo na brincadeira, considerando-se, ainda por cima, um grande sucesso de audincia (caso tpico de autocrtica ZERO!).

Fez outra, mais forte ainda, com uma colega casada, que tambm demonstrou seu descontentamento para com tal atitude.

O fato de ser Diretor de Secretaria de uma Vara do Trabalho no confere a ningum o direito de fazer qualquer tipo de brincadeira com os funcionrios. Tudo tem limite e bom senso nunca demais.

H uma receita infalvel para que no se cometam absurdos desse tipo: tomar semancol e ligar o desconfimetro!

Mais uma lio para o inconseqente e imaturo Amilton!

CONFERIR DOCUMENTOS JUNTADOS?!

Amilton, s vezes, diz coisas de que at Deus duvida!

Por duas vezes, uma delas na presena de um colega, e outra, posteriormente, diante do Dr. Marcelo Rodrigues Prata, ex-Juiz Presidente da Vara do Trabalho de Ipia, disse-me que, quando era Secretrio de Audincia, conferia, em plena sesso, os documentos acostados pelas partes.

Mania de grandeza de Amilton e, portanto, uma mentira cabeluda! Tal procedimento inexeqvel, a menos que seja executado por um funcionrio extraterrestre.

Errar, tudo bem, humano, mas ficar dizendo asneira, heresia, pretendendo diminuir e ridicularizar o colega, tenha d!

DESPACHOS.

Segundo consta no Cdigo de Processo Civil, artigo 189, quando se d entrada de uma petio, no Protocolo de uma Vara do Trabalho, ela tem de ser despachada pelo magistrado no prazo mximo de dois dias.

Amilton, em vrias oportunidades, deixou centenas de peties acumuladas nos autos dos processos durante um ms inteiro.

Sem dvida, foi uma das faltas mais graves que cometeu como Diretor de Secretaria da instituio.

Com esse procedimento negligente e irresponsvel, Amilton conseguiu transformar a Vara do Trabalho de Ipia em uma autntica balbrdia. Era um suplcio, uma terrvel dor de cabea, achar alguma coisa.

Todos ns, funcionrios, soframos com tanta desorganizao e baguna e s vezes demorvamos um tempo enorme para achar um simples processo, porque estavam todos fora de ordem. Com isso, atendamos mal e demoradamente s partes por culpa exclusiva de quem tinha a obrigao de dar exemplo!

O grande problema de Amilton que, em vez de sentar-se sua mesa, concentrar-se e trabalhar, ficava jogando conversa fora, falando pelos cotovelos (contando piadas sem graa, e muitas vezes inconvenientes, na Secretaria). Como muito exibicionista e prolixo, para explicar qualquer coisa, fosse a reclamante, reclamado ou a advogado, ficava pregando no vazio durante horas.

Lembro-me de um caso espantoso, absurdo e inacreditvel de duas senhoras que lhe foram pedir informao sobre determinada causa trabalhista e Amilton passou praticamente a semana inteira explicando-lhes no se sabe o qu! Algumas vezes, inclusive, passou o dia todo com as ditas senhoras em sua sala. Porventura estaria ele ministrando-lhes aulas sobre a legislao trabalhista brasileira?

Por essas e muitas outras razes, os despachos iam-se acumulando cada vez mais, e, circular em sua sala, acredite, leitor, era o mesmo que escalar uma montanha. Precisvamos, inicialmente, estudar o local com olhos de lince, observar fendas e plataformas e s depois entrar em seu gabinete, mas com cuidado para no esbarrar em enormes pilhas de processos que se amontoavam no cho. As estantes e a mesa de trabalho dele no eram diferentes.

Prximo Carteira do Protocolo ficava uma montanha de processos, espera da boa vontade de Amilton para preparar os respectivos despachos. Faziam vergonha a qualquer um que tivesse um mnimo de senso de organizao e critrio.

Amilton, mais uma lio para voc: nosso local de trabalho a extenso, e por conseqncia, o espelho da nossa casa! Atente bem para isso.

O que no consigo entender apesar de utilizar toda a capacidade intelectual que Deus me deu como seu superior hierrquico, to exigente e rigoroso , e que me tirou o encargo de Secretrio de Audincia sem nenhum motivo, pelo menos que eu saiba permitia que Amilton cometesse todas essas barbaridades impunemente!

Seno, vejamos: a um funcionrio que foi negligente e prejudicou as partes, atrasando durante um ms inteiro, por vrias vezes, a assinatura de centenas de despachos, d-se o paraso; a outro, dedicado, competente, que tem profundo amor ao trabalho, as profundezas do inferno!

Tenho uma imensa curiosidade em saber que tipo de justia foi praticada nos casos apontados! Repito: J-U-S-T-I--A!

Como se no bastasse me vem Joo Maurcio Mariani Wanderlei Primo, tambm ex-Diretor de Secretaria da Vara do Trabalho de Ipia, dizer-me que h uma lei que probe subordinado de criticar seu superior hierrquico!

Uma lei que acoberta irregularidades e protege seu prprio descumprimento, s porque determinado funcionrio pblico ocupa um alto cargo?! Pouco sei de leis, mas penso que a dita cuja somente poderia existir no pas do Faz-de-Conta, no no Brasil.

No caso de Amilton, freqentemente se gabava de que era muito ligado Dra. Maria da Conceio Manta Dantas Martinelli Braga, Presidente do TRT da 5 Regio no binio 2000/2001. Se no estou equivocado, parece-me que algumas vezes afirmou at que era seu afilhado.

Ser que a criatura se julgava imune a qualquer tipo de punio sob este argumento? claro que sim. No entanto, se algum tivesse denunciado aquela situao, na poca, a Presidncia do TRT, no mnimo, teria chamado a ateno dele energicamente. Isso porque Dra. Conceio uma pessoa muito rigorosa e jamais admitiria tamanho absurdo.

Mas, para sorte de Amilton, no nosso meio os Diretores podem fazer as maiores barbaridades do mundo porque os funcionrios se pelam de medo deles, quanto mais denunci-los.

A Lei n 8.112, de 11.12.90, que dispe sobre o Regime Jurdico dos Servidores Pblicos Civis da Unio, das autarquias e das fundaes pblicas federais prescreve, em seu artigo 116, VI, que dever do servidor levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver cincia em razo do cargo. No inciso XII do mesmo artigo est claro que os omissos tambm podero ser punidos.

V-se, pois, que uma lei inoperante, que no produz qualquer resultado jurdico, porque, na prtica, todos sabem que o pobre coitado do funcionrio que denunciar um superior hierrquico vai ficar marcado pelo resto da vida e sofrer conseqncias terrveis, apesar do seu gesto herico e legal.

ADENDO SOBRE O ARTIGO 189 DO CDIGO DE PROCESSO CIVIL.

O que vou acrescentar nesse item no livra a cara de Amilton, que foi muitssimo indolente e irresponsvel, reitero.

Sou forado a reconhecer que o prazo de 48 horas para o cumprimento de um despacho judicial por demais exguo.

O grande mal do Poder Legislativo que elabora leis sem considerar o lado prtico da questo.

Se o parlamentar autor do referido artigo tivesse acompanhado o funcionamento de uma Vara do Trabalho, por exemplo, durante uma semana, jamais teria estipulado um prazo to escasso.

Entre o momento em que dezenas de peties do entrada no Protocolo de uma Secretaria, so juntadas, encaminhadas ao Diretor de Secretaria, que prepara seus respectivos despachos e, finalmente, vo para o Juiz assin-los, h um caminho bastante difcil e tortuoso a ser percorrido. Infelizmente, os trmites ora narrados so totalmente desconhecidos pelo legislador.

Por essa razo que se diz que muitas leis no pegam no Brasil, porque j nascem mortas!

ENFADONHO.

Amilton prolixo ao extremo. Ele mesmo, vrias vezes, j admitiu ter esse defeito! Ento, por que no se corrige logo? De nada vale reconhecer o erro e continuar repetindo-o a vida inteira!

A primeira reunio que promoveu na Vara do Trabalho de Ipia durou quatro horas e meia, acreditem! Um recorde negativo que dificilmente ser batido! Nem a maior empresa multinacional do mundo teria assunto suficiente para se alongar tanto! Ao encerr-la, ningum agentava mais nada, estavam todos os funcionrios esgotados e estressados.

O grande problema que Amilton costuma repetir a mesma coisa at dez vezes! No adianta a pessoa querer forar a barra, s para aparecer e ficar naquela lengalenga interminvel, enchendo lingia o tempo todo. Posteriormente a esse fato, quando se falava em reunio, os funcionrios j entravam em pnico!

EXIBICIONISTA.

Pouco tempo aps a chegada de Amilton e Dr. Marcelo Vara do Trabalho de Ipia, um mal-entendido provocou, posteriormente, uma situao bastante constrangedora.

Em uma reunio realizada na sala de audincia da Vara do Trabalho de Ipia, a certa altura Dr. Marcelo Rodrigues Prata, ento Juiz Presidente da Vara, sugeriu que Amilton convidasse todos os colegas para uma cervejada em sua casa (na de Amilton).

O espevitado e falastro Amilton, que adora se exibir, no perdeu a oportunidade. Virou-se para Dr. Marcelo e disse-lhe que j havia convidado os colegas da Vara para a tal cervejada. Foi nesse momento que o ex-Diretor de Secretaria se deu muito mal, quebrou a cara.

No dia seguinte, na Secretaria da Vara, todos os funcionrios se perguntavam sobre o misterioso convite de Amilton que ningum jamais havia recebido.

Evidentemente, houve unanimidade no sentido de que ningum iria comparecer sua casa.

Outra coisa que tambm chateou os funcionrios foi que Dr. Marcelo, no mesmo momento em que deu a sugesto a Amilton para que promovesse a saideira, ofereceu-se para dividir as despesas com ele. Ora, foi uma afirmativa infeliz e nada simptica do Presidente da Vara do Trabalho de Ipia, porque isso no precisava ser dito. mais do que evidente que quem convida quem paga.

S sei que fomos, no mnimo, julgados como pessoas mal-educadas e anti-sociais. Mas a culpa exclusiva de no termos comparecido quele evento foi de Amilton, que mentiu ao ento Presidente da Vara sobre um convite que nunca nos fez.

A partir de to desagradvel episdio, comeou a haver certa animosidade por parte do Dr. Marcelo contra os funcionrios da Vara do Trabalho de Ipia. Raramente dirigia a palavra a algum servidor.

Quando chegava de Salvador, entrava pela porta dos fundos e por l tambm saa, nunca passando pela porta da frente, que a entrada da Secretaria.

A coisa j atingia propores incompreensveis e inacreditveis, at que Dr. Marcelo se transferiu de Ipia para a 1 Vara do Trabalho de Ilhus. No dia em que viajou, no se deu ao trabalho, sequer, de dar um at logo aos funcionrios da Vara!

No deveria ele ter ficado magoado com os servidores da Vara do Trabalho de Ipia, porque nada lhe fizemos, muito menos desfeita. Portanto, no justo que nos atribua uma culpa que no merecemos.

O nico responsvel pelo mal-estar geral, que acabou provocando tanta animosidade, chama-se AMILTON ANTNIO SILVA, que mentiu com a cara mais limpa do mundo, em mais um de seus espetculos exibicionistas, porque tem mania de grandeza!

Uma prova incontestvel de que estou dizendo a verdade que Amilton veio vrias vezes ao meu apartamento em uma delas, inclusive, com toda a famlia tomar cerveja e jamais teve a gentileza e a educao de me convidar, por uma nica vez que fosse, para ir sua casa. Que ele assuma, ento, definitivamente, a besteira histrica que fez.

GENRICO.

Uma falha terrvel que Amilton sempre cometia nas reunies era fazer algum tipo de recomendao de ordem geral, quando poderia faz-la particularmente.

Um exemplo tpico o famoso incio da jornada de trabalho. Todos os funcionrios, inclusive os da Direo da Vara, tm conhecimento de quem so os servidores relapsos e incorrigveis, que sempre chegam atrasados, apesar das advertncias de cada reunio!

No era justo que os funcionrios pontuais, como eu, que, ao contrrio, sempre chegavam antes das oito horas, ficassem na reunio ouvindo aquela conversa fiada que no lhes dizia respeito.

No dia seguinte, aps esse tipo esdrxulo de recomendao, nos perguntvamos, com muita razo: Por que o senhor Diretor de Secretaria no chama a ateno diretamente de quem j sabe que sempre chega atrasado?

H de se ter bom senso e ser prtico: de nada adianta ficar conjeturando, falando no vazio, se j se sabe, de antemo, que o resultado daquela lengalenga vai ser completamente nulo.

Algumas vezes, alertei Amilton sobre isso, mas nunca acatou a crtica. Sempre me dizia: No, tenho de falar mesmo! Falar por falar, s para jogar conversa fora, encher lingia e satisfazer a prpria vaidade?!

No caso ora apontado, Amilton errou feio porque quis (s vezes teimoso como uma mula!).

GRAVSSIMO!

Amilton, por omisso, conivncia, incompetncia e falta de autoridade, permitiu que determinado ato processual (Mandado de Citao e Penhora) cujo endereo para cumprimento era no centro da cidade de Ipia, a menos de 300 metros da Vara do Trabalho ficasse parado durante um ano inteiro.

O leitor poder no acreditar, mas at hoje Amilton no foi punido por ter cometido falta to grave, que muito prejudicou a parte mais fraca e humilde do processo.

Amilton sabe muito bem do que se trata! Ademais, h provas documental e testemunhal sobre o lamentvel acontecimento.

Pelo amor de Deus, s queria entender: qual o critrio de justia (em sua formatura deve ter feito juramento nesse sentido!) do Dr. Marcelo Rodrigues Prata?

Bem, diante de tudo isso, s posso concluir que, por cisma e perseguio, Dr. Marcelo tirou o encargo de um funcionrio que est provando ser um dos melhores do Brasil; de forma incongruente, paradoxal e absurda, permitiu que Amilton cometesse, impunemente, uma falta gravssima!

HORRIO DE TRABALHO?!

Pode um Coordenador de Servio trabalhar apenas sete horas por dia numa jornada obrigatria e mnima de oito que a lei lhe impe?!

Pois , infelizmente tal fato ocorreu durante os dois ltimos anos em que o colega BIRA trabalhou na Vara do Trabalho de Ipia.

Os pormenores relativos a esse lamentvel acontecimento esto no captulo denominado UBIRAJARA PEREIRA COQUEIRO.

Mais uma falha gravssima que Amilton cometeu, porque se omitiu, fez vista grossa, deixou passar em branco, enfim, foi conivente e corporativista ao extremo.

Com os demais funcionrios era de um rigor irritante quanto ao cumprimento da carga horria na Vara e at dava chilique quando algum chegava apenas trs minutos atrasado!

Nas reunies, enchia a pacincia dos servidores, porque, hipcrita e infalivelmente, sempre dizia a todos: Vocs precisam atentar para o cumprimento regular do horrio de trabalho.

Ser que Dr. Marcelo Rodrigues Prata, o ento Juiz Presidente da Vara, to exigente e rigoroso, no sabia dessa absurda irregularidade? Ou foi induzido ao erro por seu Diretor de Secretaria? O leitor h de concordar comigo que pelo menos uma das duas hipteses congruente.

INVEJOSO.

J ouviu falar, leitor, alguma vez em sua vida, em dupla personalidade?

Para os que no sabem, trata-se da pessoa que tem dois comportamentos distintos: na sua presena, mostra-se cordato, educado, fino, trata-o com gentileza e s vezes at o cobre de elogios, dizendo-lhe, demagogicamente: Secretrio catiguria!; na sua ausncia, no entanto, um ser totalmente diferente, que nega a si prprio e a pessoa mais falsa do mundo.

o caso de Amilton.

Para comprovar o que lhe estou afirmando, leitor, vou contar-lhe um episdio inacreditvel!

Exatamente no ms de outubro de 2001, um vigilante da Vara do Trabalho de Ipia contou-me sobre o dilogo que teve com Amilton, envolvendo minha pessoa.

A certa altura da conversa, o vigilante, um homem ntegro e de bom carter, comentou com Amilton que eu era muito inteligente, altamente conceituado em Ipia e que fui um dos melhores professores de Matemtica da histria da cidade.

A julgar pela reao de desagrado e inveja que Amilton demonstrou naquele momento, at parece que os elogios que me foram feitos atingiram em cheio a honra do ex-Diretor de Secretaria da Vara do Trabalho de Ipia.

Quem me tratava com falsos sorrisos, demonstrou, de uma vez por todas, a outra face de sua dupla personalidade, quando disse ao vigilante que ele estava completamente enganado e que Z Carlos no era essas inteligncias todas, no!

Que coisa feia, ridcula, quanta falsidade, senhor ex-Diretor! Est percebendo como tenho amigos e sou querido por eles? muita ingratido para uma pessoa s!

Ser que se esqueceu (deve ter a memria fraca!) dos ofcios (e no foram poucos) que retoquei para voc, corrigindo dezenas de erros de portugus e, muitas vezes, reescrevendo alguns tpicos e eliminando outros?!

Se Z Carlos no era essas inteligncias todas, como disse Amilton, com muita dor de cotovelo, por que recorria a ele com tanta freqncia?!

Lembra-se dos ofcios eloqentes que fiz aos chefes das agncias dos correios da jurisdio da Vara do Trabalho de Ipia que tiveram grande repercusso?

Como muito mal-agradecido, no deve se recordar de que alguns deles o procuraram na Vara em funo da gentileza, do carinho e do respeito com que foram tratados no referido ofcio.

Com isso, provei que com cordialidade e amizade (e no com ameaas idiotas e gratuitas) muitos problemas podem ser resolvidos.

incrvel como uma pessoa, que depois de recorrer a mim reiteradas vezes para corrigir erros gramaticais, alguns grosseiros, at mesmo de simples despachos que preparava, depois tenha cuspido no prato em que comeu.

Amilton vai ter que mudar sua postura de vida depois que os colegas da Justia do Trabalho tomarem conhecimento de como errou clamorosamente na minha avaliao na Vara do Trabalho de Ipia.

Em vez de ficar zangado comigo, agradea-me, de joelhos, porque est tomando muitas aulas de Recursos Humanos de graa. E saiba, tambm, que a ingratido di fundo na alma.

Lembro-me ainda de que Amilton se esqueceu at mesmo das inmeras ocasies em que dediquei meu tempo a ele, estimulando-o a melhorar sua redao, pois no foram poucas as vezes em que o vi assassinando a pobre Lngua Portuguesa!

Se quando saiu de Ipia j no cometia mais tantas agresses ao nosso vernculo, deveria agradecer eternamente a Z Carlos.

No momento mais oportuno que teve para demonstrar isso , ou seja, quando o vigilante me colocou l nas alturas , ele, por pura inveja, dor-de-cotovelo e ingratido virou-me as costas e tratou logo de me desmerecer.

Em algum outro lugar deste livro j comentei sobre o grande conceito de que gozo em Ipia, graas a Deus.

Para refrescar a memria de Amilton, que muito esquecido, vou contar-lhe, leitor, um fato marcante, que muito me deixou feliz.

No ano de 2001, ao fazer uma arrumao em minha estante, observei que nela havia aproximadamente cem livros que meus filhos utilizaram quando se preparavam para o vestibular.

Na poca comprei as publicaes dos melhores autores de cada matria, porque s um crebro sobrenatural consegue bons resultados estudando por intermdio de uma s fonte, de um autor apenas.

Como sou uma pessoa sempre preocupada em ser til, resolvi distribuir todos os livros a estudantes carentes da cidade.

Pedi a uma Professora do Colgio Estadual de Ipia, Rosenildes dos Santos Sanches, a relao dos dez melhores alunos do segundo grau (Ensino Mdio) do referido estabelecimento de ensino e distribu eqitativamente os livros a esses estudantes, acompanhados, ainda, de um material impresso de minha autoria (MANUAL DE TCNICAS DE REDAO e DICAS PARA O VESTIBULAR), cuidadosamente organizado em um classificador.

O que quero dizer com isso que, diferentemente da atitude de Amilton, esses jovens tm demonstrado por mim uma gratido to grande, e por to pouco que lhes fiz, que at hoje sinto uma forte emoo ao lembrar das suas fisionomias!

Alm disso, tomei cincia de um fato que me deixou com o ego inflado, l nas alturas.

Quando alguns deles perguntavam s suas professoras se me conheciam, ouviam delas comentrios do tipo: Z Carlos uma sumidade, Z Carlos uma das pessoas mais inteligentes do Brasil, Z Carlos gnio.

Confesso-lhe, leitor, que na primeira vez que me transmitiram esses elogios, fiquei uma noite quase sem dormir, sonhando com os olhos abertos, marejados de lgrimas, tamanha foi minha felicidade.

Bem sei que no sou nenhuma sumidade, nem gnio, mas que existem muitas pessoas que gostam de mim de verdade. Como diz a Bblia: plantei a boa semente e, por isso, colho bons frutos.

A est mais uma aula de humildade e gratido para voc, Amilton. Deveria at cobrar-lhe um cach, no mesmo?

Tenho grande satisfao e muito orgulho de dizer, com a cabea erguida, que sou um funcionrio querido por meus colegas, porque sempre procuro ser-lhes til, sob todos os aspectos.

No final do ano de 2001, antes do recesso, presenteei a todos os colegas da Vara do Trabalho de Ipia que tm filhos em idade escolar com parte do material didtico do meu livro MATEMTICA PARA TODOS OS CONCURSOS. Digo parte porque a obra ainda se encontra em fase de elaborao.

Nesse trabalho abordo assuntos que envolvem nmeros inteiros, fracionrios e decimais, com uma quantidade imensa de exerccios e problemas. Foi por intermdio desse material que meus filhos adquiriram uma base slida em Matemtica para o resto da vida.

Amilton era uma pessoa bastante antipatizada em Ipia. Contava muitas vantagens e falava bastante pelos cotovelos! Parece-me, inclusive, que induzia as pessoas a chamarem-no de doutor em sua vida social na cidade.

Um fato marcante, ocorrido na casa de um morador de Ipia, comprova minha afirmao.

A certa altura de determinada festa, na qual se comemorava a chegada do Ano Novo, algum se dirigiu aos convidados, na virada do ano de 1999, e bradou bem alto: Agora vou passar a palavra ao Dr. Amilton.

Ele, que imediatamente deveria corrigir a bajuladora, dizendo-lhe, por exemplo, que naquele ambiente festivo no haveria lugar para nenhum doutor, respondeu criatura com a maior desfaatez do mundo: Escolheu a pessoa certa para falar!

Quanta boalidade! Quanto pedantismo! Saiba voc, Amilton, que s vezes adora vomitar grandeza , que alguns participantes daquele acontecimento, aps ouvirem tamanha tolice, simplesmente se retiraram do recinto. Portanto, veja se aprende mais uma lio!

Quando veio para Ipia, no tendo conseguido transferir o saldo de sua conta do Banco do Brasil de Barreiras para o BB daqui, e porque era muito enrolado, Amilton utilizou-se de minha conta corrente durante dois meses.

Lembra-se, mal-agradecido? Uma pena que voc, ingrato como , tenha esquecido de mencionar ao vigilante o grande favor que lhe fiz.

1 VARA DO TRABALHO DE CAMAARI.

Amilton, para no fugir ao seu baixssimo padro comportamental, continuou fazendo barbaridades em Camaari.

Certa vez, realizou uma reunio na Vara, com mais de quatro horas de durao, dentro das caractersticas rotineiras, expelindo grandeza e autoritarismo o tempo todo. Expresses do tipo eu exijo, eu determino, por exemplo, so prprias de sua controvertida e desptica personalidade, e ele as proferia por vrias vezes na quase interminvel reunio.

Por ser uma pessoa muito insegura e complexada, tem imensa necessidade de aparecer a todo custo, nem que para isso tenha de desfilar com uma melancia pendurada no pescoo!

Ressalvado todo o respeito que tenho hierarquia, deveria ser terminantemente proibido, pela Corregedoria Regional do TRT da 5 Regio, que os Diretores de Secretaria cometessem esse tipo de abuso. No h funcionrio que suporte ouvir tanta sandice durante tanto tempo!

Na Vara do Trabalho de Ipia, quando Amilton falava em reunio, os servidores ficavam apavorados, porque j no agentavam mais sua prolixidade.

No seu caso particular, a coisa mais grave ainda, porque reincidente. J cometeu o mesmo desatino nas Varas do Trabalho de Barreiras e de Ipia.

Como o problema dele parece se revestir de toda uma sintomalogia patolgica (doentia), acredito que a nica soluo seria submet-lo a uma srie de avaliaes psicolgicas. Fica a sugesto...!

Relato, infelizmente lamentvel, de uma funcionria da 1 Vara do Trabalho de Camaari:

Amilton, assim como fez em Barreiras, criou discrdia e inimizades entre os colegas. Utilizando-se de fofocas e intrigas, perturbou bastante o ambiente de trabalho. uma pessoa antiptica, falsa, perniciosa, muito autoritria, detestada pelos servidores da Vara, exceo dos bajuladores e oportunistas de ocasio.

Uma colega, ao conversar com ele por mais de uma hora, saiu de sua sala chorando, humilhada, porque Amilton, a certa altura, passou a dialogar com ela com o dedo em riste!

Um famoso ofcio!

Fiz tudo, o possvel e o impossvel, para conseguir uma cpia de um ofcio que a 1 Vara do Trabalho de Camaari enviou ao Tribunal Regional do Trabalho da 5 Regio no primeiro semestre do ano de 2001.

Algumas pessoas que tomaram conhecimento do seu contedo uma delas, ex-funcionria da Vara do Trabalho de Ipia ficaram horrorizadas com o que leram. No tenho plena certeza, mas, entre outras coisas, com a nica inteno de tirar os encargos de alguns funcionrios daquela Vara, acusava-os de incompetentes. At a xerocpia de um documento foi anexada ao expediente para comprovar a incompetncia de um determinado servidor!

Provavelmente, deve ter sido Amilton o autor intelectual do mencionado ofcio, porque tem a mania doentia de usar a palavra incompetncia a todo o momento. Esse vocbulo sempre foi seu adjetivo preferido!

S sei que os termos do ofcio vazaram e foi aquele rebulio na Vara!

Foi convocada uma reunio (no sei por quem!), que transcorreu da forma mais cmica e decepcionante possvel, pura encenao!

Imagine que o falastro Diretor de Secretaria da 1 Vara do Trabalho de Camaari, Amilton Antnio Silva, sem nenhum pudor, com o maior cinismo do mundo, e covardemente, negou tudo. Jurou, por todos os santos, que o teor do ofcio era meramente administrativo, com as informaes de praxe que uma administrao sempre encaminha ao TRT da 5 Regio, ao assumir uma Vara.

Ser que os funcionrios da 1 Vara do Trabalho de Camaari acreditam em Papai-Noel? Foram to inocentes a ponto de crer na monumental e obscena mentira de Amilton? Por acaso tiveram a curiosidade de ir respectiva pasta onde se guardam ofcios administrativos expedidos?

Alis, essa busca seria infrutfera, porque Amilton, espertamente (quem deve, teme!), deu sumio ao famoso ofcio, ou seja, escondeu-o em lugar bem misterioso e secreto. Um colega da alta cpula da Vara tentou localiz-lo em vo para mim e no conseguiu encontr-lo de jeito nenhum. Disse-me, brincando, que nem o FBI teria xito nessa misso impossvel.

No tenho plena certeza, mas me parece que o Tribunal, na resposta que deu sobre o famigerado expediente, no concordou, pelo menos inicialmente, em retirar os encargos dos funcionrios injustamente acusados de incompetentes.

QUERO FALAR COM VOC!

Amilton precisa, urgentemente, fazer um curso de Relaes Humanas e ler alguns livros de psicologia relacionados com o tema.

Quando queria falar algo a um funcionrio, em vez de ser o mais discreto possvel, dizia-lhe, com o tom da voz bem alto: Fulano, quero falar com voc! O problema que repetia isso vrias vezes, inclusive na presena dos demais funcionrios. Se fosse ao banheiro cinco vezes por dia, por exemplo, ao passar perto do j aflito servidor, repetia-lhe, com bastante nfase: Quero falar com voc! Ora, claro que todos ficavam preocupados, angustiados e se perguntado: Que coisa grave Amilton tem para me dizer?!

Est a mais uma lio, de graa, meu caro Amilton, para aprend-la definitivamente e no cometer o mesmo erro com os colegas das outras Varas por onde passar doravante.

Esse tipo de chamamento tem de ser feito da forma mais sutil e discreta possvel, porque, caso contrrio, vai deixar o funcionrio muito preocupado, bastante estressado! No custa nada ( tambm mais simptico, didtico e sensato) chegar perto dele e dizer-lhe, baixinho e carinhosamente: Meu colega, queria falar com voc! Vivendo e aprendendo, no isso mesmo?

TERRORISMO PSICOLGICO.

De certa feita, quando estava na Carteira de Notificao, havia uma determinao a ser cumprida, mas no entendi bem o teor do despacho de Amilton.

A colega Enaide, com mais experincia no setor, tambm no o compreendeu.

Levei os autos, ento, ao Coordenador de Servio, Ubirajara Pereira Coqueiro, um servidor muito inteligente e competente, que, igualmente, nada entendeu do referido despacho.

Como no compreendamos patavina, fomos todos a Amilton. Em vez de reconhecer que seu despacho estava uma droga malfeito, truncado e com pssima redao , para espanto de todos esbravejou e ainda deu a entender que ramos todos burros!

Por essa razo, um pouco antes de sair de Ipia, dificilmente se via um funcionrio perguntando-lhe qualquer coisa, em virtude da desagradvel mania de, com sua didtica de galinheiro, querer diminuir ou ridicularizar as pessoas.

Para esclarecer uma dvida que poderia ser tirada com duas palavras, Amilton ficava meia hora lorotando, com um blablabl interminvel!

VARA DO TRABALHO DE BARREIRAS.

Sempre achei muito estranho e suspeito o fato de Amilton dizer horrores, as maiores barbaridades do mundo, sobre os funcionrios da Vara do Trabalho de Barreiras.

Jamais lhes fez um elogio sequer. Afirmava, entre outras coisas, que eram incompetentes, recusavam-se a pagar suas ligaes telefnicas particulares e eram indisciplinados, porque no cumpriam suas determinaes.

A mais grave acusao que lhes imputava era a de que pegavam dinheiro que ele deixava sobre a mesa.

Tambm dizia que havia um servidor maluco e alcolatra que acabou cometendo suicdio.

Tinha um dio especial por Manoel Evangelista Neto, ex-Diretor de Secretaria das Varas do Trabalho de Barreiras e de Ipia. Costumava cham-lo de incompetente ( a palavra que, diante de sua pobreza vocabular, mais usa), pois, segundo ele, o nico despacho que Manoel sabia preparar era vista parte contrria e que, ainda por cima, menudo, ou seja, no concursado (teria entrado pela janela no emprego).

Ao fazer um levantamento o mais abrangente possvel , da atuao de Amilton na Vara do Trabalho de Barreiras, descobri os motivos verdadeiros pelos quais tanto caluniava os dignos e sofridos colegas daquela Vara.

Vamos aos fatos reais, ento, sem subterfgios ou mentiras.

Entre os anos de 1995 e 1996, os funcionrios da Vara do Trabalho de Barreiras fizeram uma representao contra Amilton (oito deles assinaram-na).

Foi aberta uma sindicncia, conduzida por um Diretor de Secretaria de determinada Vara, que foi a Barreiras com uma secretria e ouviu todos os funcionrios.

Quais as razes alegadas pelos servidores para representar contra Amilton? M conduta, agressividade, desacato contra os funcionrios e palavras de baixo calo na Secretaria. E, tambm, por emperrar o servio da Vara, porque deixava uma montanha de processos acumulados sem preparar seus respectivos despachos.

Ao lanar meu livro MINHA HISTRIA NA JUSTIA DO TRABALHO presto uma singela e sincera homenagem aos destemidos colegas to injustiados, mas que enfrentaram a adversidade com muita galhardia. Foram mrtires e heris, vtimas da ao nefasta de Amilton.

Trs colegas que tiveram a infelicidade de trabalhar com Amilton em Barreiras enviaram-me o relatrio abaixo.

Confesso-lhe, leitor, que fiquei perplexo e chocado com tanta baixeza e maldade.

Amilton, ao chegar a Barreiras, encontrou a Secretaria da Vara equilibrada e funcionando s mil maravilhas. Havia entre os funcionrios um senso de companheirismo muito grande e a mais perfeita harmonia. Vivamos como uma grande famlia, principalmente porque ramos de fora da cidade. A solidariedade imperava majestosa no nosso meio e Manoel Evangelista Neto foi um dos grandes responsveis pela grande amizade que reinava entre todos os colegas.

Ao contrrio de Manoel, Amilton, por ter uma necessidade doentia de aparecer, comeou a desestruturar tudo. Infiltrou-se no nosso meio, com intenes malficas. Atingiu os mais fracos e deixou todos inseguros, pois estvamos em estgio probatrio. Fez chantagem com relao s gratificaes. Inventou fofocas e colocou uns contra os outros. Dessa maneira, tornou nosso ambiente de trabalho um verdadeiro caos.

Era to desumano e cruel que, de certa feita, um colega foi obrigado a trabalhar doente, com febre, durante uma semana inteira, na mesa de audincia, at s 22h30min.

Com respeito parte funcional da Secretaria, relativamente aos atos processuais, imperava a desordem. Fomos acusados pelo ento Diretor de Secretaria de preguiosos e incompetentes reiteradas vezes.

Na Vara do Trabalho de Barreiras as audincias eram realizadas durante quinze dias alternados. No perodo em que no havia sesso, Amilton se ausentava da Vara por longos perodos e, em conseqncia, no preparava os despachos. Os processos se acumulavam em pilhas enormes dentro do seu gabinete, tornando-se impossvel encontrar algum que as partes ou seus advogados porventura desejassem.

No entanto, quando o Juiz chegava, para fazer mdia com o magistrado, por pura demagogia e bajulao, voltava a trabalhar. Entrava pela madrugada e elaborava seus despachos com datas retroativas. Utilizando-se desse artifcio desonesto e ilegal, deixava a Secretaria em pssima situao.

O Juiz, evidentemente, no era nenhum tolo: percebia a grande diferena de dias ocorrida entre a data em que assinava os despachos e aquela em que a Secretaria, ingenuamente sem se dar conta da m-f do Diretor de Secretaria , o cumpria.

Amilton, ao ser chamado a ateno pelo Juiz, em razo do grande intervalo de dias entre as datas da assinatura do despacho e do seu cumprimento, covardemente no assumiu seu erro, ou seja, o de estar preparando despachos com datas retroativas.

Colocou toda a culpa nos funcionrios da Secretaria. E a, por falta de argumento convincente e sem um mnimo de imaginao, voltou a chamar os servidores de preguiosos e incompetentes. Quando queramos justificar a razo por que tudo aquilo estava acontecendo, no ramos ouvidos e tudo isso gerou uma insatisfao muito grande.

A todo o momento ele chamava os funcionrios a seu gabinete e passava horas falando sem parar, tirando-nos do nosso trabalho, que se acumulava na Secretaria. O teor da conversa era sempre o mesmo: humilhao o tempo todo. Chamava-nos de incompetentes, que no sabamos nada e que ramos indolentes.

A colega Lusa, Coordenadora de Servio (j aposentada, por problema de sade) deixada por Manoel, viveu um grande drama. Amilton desrespeitou at sua gravidez, porque a humilhava sempre. Jogava sua auto-estima no lixo, dizendo a todos os funcionrios da Vara que a servidora desconhecia o servio, e que no entendia como ela havia passado no concurso. Lusa, no entanto, bacharela em Direito, e precisou pedir licena mdica, pois j estava correndo risco de sofrer aborto.

No havia uma funcionria sequer que entrasse para falar com Amilton em seu gabinete (apelidado de sala da tortura) que no sasse de l chorando.

Na nsia de querer provar nossa incompetncia, requereu Presidncia do Tribunal Regional do Trabalho da 5 Regio a realizao de um curso de atos processuais na Secretaria da Vara do Trabalho de Barreiras.

O Tribunal mandou para ministrar o curso, durante uma semana, Heron e sua esposa, ambos dispondo de um conhecimento processual espetacular.

Amilton, alguma vezes, chegou a participar do curso. Entretanto, como a maior faceta de sua personalidade fazer mdia e bajular, ficou mais preocupado em agradar o casal, patrocinando lanches para eles.

Enquanto isso, a Secretaria dava um show de bola.

No decorrer do curso, Heron comeou a perceber o que estava acontecendo na realidade. Orientou-nos, inclusive, a certificar, nos autos, a data de quando os recebamos para cumprir os despachos.

Quando terminou o curso, Heron e sua esposa nos disseram que tnhamos um conhecimento processual muito bom, considerando-se o tempo de existncia da Vara do Trabalho de Barreiras e o fato de sermos recm-concursados.

Um dos grandes estopins da revolta de Amilton foi ter percebido que seu tiro saiu pela culatra.

Aps o trmino do curso, comeou a intensificar suas arbitrariedades. Tachou-nos de desleais, por causa das certides que os funcionrios estavam lavrando nos autos dos processos. No se conformava, pois o recurso engenhoso, mas desleal, das datas retroativas que utilizou nos despachos foi desmascarado, no estava colando mais.

At o Juiz se manifestou contrrio s certides, mas mesmo assim continuvamos lavrando-as, pois era o nico meio de nos defender.

Aps diversas reunies, decidimos redigir um documento tornando pblicas todas as arbitrariedades cometidas por Amilton.

A idia de representao surgiu aps algumas conversas com advogados que militavam na Justia do Trabalho de Barreiras, nos quais tnhamos plena confiana.

A representao contra Amilton deu entrada no Protocolo Geral do Tribunal Regional do Trabalho da 5 Regio, em Salvador.

O relatrio conclusivo da representao movida contra Amilton recomendou seu afastamento da Direo da Vara do Trabalho de Barreiras.

O saudoso ex-colega Lus Roberto de Oliveira Figueiredo era Tcnico Judicirio na poca da antiga nomenclatura, pois fez concurso para nvel superior. Tinha formao profissional de Veterinrio. Trabalhava na Secretaria e tambm assinou a representao contra Amilton, que o perseguia demais. Como o dito cidado tem complexo de inferioridade, morria de inveja de Lus por ele ser muito inteligente.

Depois do trmino da sindicncia, dois colegas foram transferidos ex-officio: Lus para a Vara do Trabalho de Bom Jesus da Lapa e Rogrio para a de Candeias.

Antes de Lus morrer, j havia retornado Vara do Trabalho de Barreiras. Algumas vezes que falei com ele, por telefone, confessou-me que alimentava uma raiva muito grande de Amilton.

Estava estruturando-se em Barreiras, com grandes perspectivas em relao ao futuro e sua ida para Bom Jesus da Lapa lhe causou um transtorno muito grande.

At hoje no acredito na hiptese de que Lus tenha se suicidado. Conhecia-o muito bem. Tinha muita vontade de viver, com grandes planos para o futuro. Vivia em alto astral e ningum conseguia ficar triste quando estava ao lado dele. Muito brincalho e gozador, em pouco tempo conquistou muitas amizades no seio da sociedade da cidade de Barreiras. Por no acreditar que tenha cometido suicdio, acolho a primeira suspeita da polcia: a de assassinato.

Amilton no tem o direito de macular o carter e a memria de Lus, que foi um ser humano maravilhoso, fiel e leal. Era uma pessoa de bem com a vida, um profissional graduado e competente, que na poca tinha um filho com nove anos. S a inveja e a cabea doentia de algum como Amilton pode falar mal do nosso saudoso colega Lus.

Amilton um pobre coitado, infeliz, altamente recalcado, muito complexado e preconceituoso. Esfora-se para ser agradvel, mas, como extremamente falso, as pessoas se afastam logo dele. No consegue enganar ningum. Como adora ser bajulado e os funcionrios da Vara do Trabalho de Barreiras no lhe davam notoriedade, fala mal a nosso respeito at hoje.

O fato de ter dito na Vara do Trabalho de Ipia que sumia dinheiro que deixava na mesa de seu gabinete, uma mentira sem tamanho, pura infmia (conversa fiada de quem no tem argumento). O carter dele que no vale um nquel sequer! Por que no abriu inqurito administrativo para descobrir o larpio ou deu queixa polcia?

Outra grande inverdade que Amilton disse em Ipia foi sobre as contas telefnicas. Que recusvamos, sistematicamente, a pag-las. Muitos colegas faziam os pagamentos at com cheques nominais ao TRT.

Ele proibiu os funcionrios de telefonar e de receber ligaes. Colocou bloqueador de linha e quando nossos entes queridos ligavam no nos chamava. Como mente muito, sempre dizia aos nossos familiares que no estvamos.

Uma vez houve uma emergncia, ou seja, de uma parente que precisava falar com um colega, urgentemente, e ele no o chamou. Era um caso srio, grave. Quando se descobriu a canalhice de Amilton, quase bateram nele, o que seria bem merecido.

Logo aps a representao contra Amilton ter dado entrada no Tribunal, ele comeou uma verdadeira caa s bruxas, com perseguies dirias contra os colegas que a assinaram.

Em certa ocasio foi-me enviado, pelo malote, um documento particular, muito importante para mim, do qual tinha grande necessidade. Pois no que o cidado, por pura picardia, maldade e vingana, engavetou o documento, informando-me sempre que ele no havia chegado!?

At que um dia o vi em sua gaveta e, naturalmente, peguei-o. Pois Amilton, que no deve saber o significado da palavra escrpulo, foi correndo fazer fofoca para a Juza da Vara, dizendo-lhe que eu estava mexendo numa pasta dele com documentos sigilosos.

Sua atitude foi to ridcula e absurda para o fofoqueiro, naturalmente! , que a magistrada no se deu ao trabalho sequer de me chamar para conversar sobre o assunto.

Talvez Amilton queira atribuir atos ilcitos aos servidores da Vara do Trabalho de Barreiras, tentando encobrir os praticados por ele.

Ficava at altas horas da madrugada bebendo nos bares, e, o pior de tudo, dirigindo indevidamente o veculo da Justia do Trabalho.

Quando eu era oficial de justia ad hoc, uma mulher em outro carro bateu no da Justia, amassando-o na parte lateral. Fiz a ocorrncia de praxe e me dirigi oficina para fazer o oramento. A senhora preencheu um cheque no valor do oramento e deu a Amilton, que estava no momento, pois o chamei na condio de Diretor de Secretaria.

O servio nunca foi feito e o carro continuou amassado. Quando o procurava para saber dele sobre o conserto do veculo, respondia-me que o carro no poderia ficar parado porque havia muito servio.

E os mandados se acumulavam. Nunca podia sair para realizar as diligncias, pois Amilton no se desgrudava do carro, resolvendo problemas particulares.

Resultado da negligncia e da irresponsabilidade de Amilton: o veculo saiu da Vara do Trabalho de Barreiras todo amassado, veio outro, e o conserto no carro anterior nunca foi realizado.

De toda essa atrapalhada de Amilton, uma pergunta ficou no ar e est sem resposta at hoje: o que foi feito do cheque que Amilton recebeu? Onde colocou o dinheiro?

Tenho um carinho muito grande por Manoel Evangelista Neto. Acolheu-nos na Vara do Trabalho de Barreiras como se fssemos da sua famlia. Na minha vida profissional vi poucas pessoas como ele. Um funcionrio exemplar, altamente competente e com conhecimento processual enorme.

Tudo o que aprendi devo a Manoel. No sabia nem o que era um processo quando cheguei Vara. Ensinou-nos com pacincia e alegria. Dispensava a todos os funcionrios o mesmo tratamento, sem discriminar ou perseguir ningum. Manoel no era somente o chefe, mas, sobretudo, o amigo, o pai e o irmo. Motivava-nos com palavras encorajadoras a dar o melhor, a ir alm.

No toa que Dr. Agenor Calazans da Silva Filho, Juiz do Trabalho do TRT da 5 Regio, no abre mo dele por nada. Quem tem Manoel como Diretor de Secretaria fica tranqilo, seja pela alta qualidade do seu trabalho ou pelo fato de ser pessoa justa, tranqila e honesta. um lder nato, que consegue tudo dos seus subordinados na base da compreenso e do amor.

Nas correies realizadas na Vara do Trabalho de Barreiras os despachos especiais foram pouqussimos e Manoel foi elogiado muitas vezes pelos Juzes Corregedores do Tribunal Regional do Trabalho da 5 Regio pela organizao impecvel da Secretaria.

Quisera Amilton ter a qualidade, a competncia e o conhecimento processual de Manoel!

Amilton se utiliza de artifcios desonestos e inescrupulosos para se manter no cargo. No sei como pde ter o cinismo de dizer em Ipia que Manoel menudo! Manoel concursado. No sei quando ingressou na Justia do Trabalho, mas isso muito fcil de se verificar no Servio de Pessoal.

No me conformo com a idia de Amilton sair por a espalhando mentiras sobre os funcionrios da Vara do Trabalho de Barreiras, principalmente a respeito de quem no pode mais se defender. Refiro-me ao querido e saudoso colega Lus fico imaginando a dor de seus pais e de seu filho se soubessem das calnias e das covardias proferidas por Amilton.

No tenho plena certeza, mas Dra. Maria da Conceio Manta Dantas Martinelli Braga, quando foi Presidente do TRT da 5 Regio, deu uma palestra na abertura de determinado encontro de Diretores de Secretaria.

Na oportunidade, queixou-se de alguns servidores, nos quais depositara total confiana, que a decepcionaram. Afirmou, inclusive, que alguns Diretores de Secretaria tinham a mania de, a todo o momento, chamar seus funcionrios de incompetentes, e que, neste caso, o incompetente teria sido o prprio Diretor, que deveria perder o encargo.

Amilton, que vivia anunciando com empfia ser afilhado e protegido da Dra. Conceio, at hoje tem uma admirao profunda pela palavra INCOMPETENTE (aplicada aos seus subordinados, naturalmente!). Portanto, muita coincidncia...!

CONSIDERAES FINAIS.

Talvez seja a primeira vez, na histria do funcionalismo pblico brasileiro, que um servidor avalia seu ex-chefe com tanta profundidade e competncia!

Pela atuao desastrosa e catastrfica de Amilton como Diretor de Secretaria das Varas do Trabalho de Barreiras e de Ipia, no poderia dar-lhe mais que Z-E-R-O, isso porque no h nota menor!