ADVOGADOS.

AUTORIA, PESQUISA, REVISÃO, ORGANIZAÇÃO: JOSÉ CARLOS DUTRA DO CARMO.

Este arquivo é uma cortesia de JOSÉ CARLOS DUTRA DO CARMO, que sempre tem por filosofia de vida ajudar o próximo da melhor maneira possível.

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93º CAPÍTULO.
ADVOGADOS.

Durante os dezesseis anos em que trabalhei na Vara do Trabalho de Ipiaú, BA, convivi com os mais variados tipos de advogados.

A maioria absoluta se constituía de causídicos honestos e competentes, como geralmente ocorre em todas as profissões e classes sociais. Feita a devida ressalva, passarei a narrar alguns episódios que envolveram advogados que não honraram o juramento feito no dia de suas formaturas, seja por má-fé ou incompetência.

Certo “Doutor”, Procurador Jurídico de um Município, pediu a aplicação da pena de revelia ao reclamante, por este ter faltado a uma audiência de instrução. O mais grave e inadmissível do ocorrido é que o dito “profissional”, com mais de trinta anos de carreira, reiterou a solicitação ao Juiz que presidia a sessão por cinco vezes consecutivas! Qualquer estagiário de Direito saberia que o pedido formulado foi intempestivo e absurdo!

Uma “advogada”, também com larga experiência profissional, que fazia suas petições numa máquina de datilografia da época da Idade da “Pedra Lascada”, afirmou, em plena audiência, com todas as letras, que trouxera seis testemunhas! A Juíza Presidente da Vara, ao ouvir tamanho disparate, retrucou-lhe, ironicamente:

— Tudo isso, “doutora”? Que horror!

Infelizmente, lamento registrar que alguns poucos advogados de Ipiaú, por incompetência e incúria, contribuíram para que seus clientes (reclamantes, no caso) deixassem de receber parcelas líquidas e certas a que tinham direito em determinada reclamação trabalhista.

Outros “profissionais” — e aí a coisa é mais grave — retinham o dinheiro do reclamante o máximo possível. Alguns ainda tinham o descaramento de pagar-lho em suaves prestações. Esse tipo de queixa, feita por cidadãos humildes, paupérrimos e por vezes desesperados, lamentavelmente chegou várias vezes ao balcão da Vara do Trabalho de Ipiaú.

O caso mais estranho, curioso e lamentável, no entanto, aconteceu comigo.

O infeliz episódio ocorreu numa ladeira de Ipiaú, quando, em certo dia, estacionei meu fusquinha quase no final do logradouro, para observar um bloco carnavalesco que passava, já que era época de micareta na cidade.

Ao dar partida na ignição do carro para sair do local, um transeunte, de forma irresponsável, tresloucada mesmo, empurrou rudemente um garoto, de aproximadamente doze anos, contra meu veículo. O jovem feriu-se gravemente, porque bateu a cabeça no pára-choque do automóvel, tendo sofrido um corte profundo numa veia do pescoço.

Levei-o imediatamente à Fundação Hospitalar de Ipiaú. Lamentavelmente, ao tentar retirá-lo do veículo à entrada do hospital, fui informado por um acompanhante de que a vítima havia falecido. O que mais me deixou traumatizado foi ouvir, durante todo o trajeto até a Casa de Saúde, o garoto suplicar várias vezes que não queria morrer.

Prestei toda a assistência moral e financeira à sua família e arquei com todas as despesas relativas ao enterro do menino.

Um fato muito desagradável, porém, ocorreu no velório. A família do garoto contratou um fotógrafo, às minhas expensas, naturalmente, para tirar dezenas de fotos dele. Até que um colega do Banco do Brasil, revoltado com tanta exploração, deu um basta em tudo.

Foi aberto inquérito policial sobre o ocorrido, que foi enviado à Justiça Comum.

Contratei como advogado um profissional brilhante, fazendeiro, escritor, muito famoso na época e que era um ícone da classe em toda a Região Cacaueira.

Ocorre que um Promotor Público da cidade, muito meu amigo, tinha sérias divergências — de natureza filosófica, presumo — com o referido causídico. Enfim, era voz corrente em Ipiaú que os dois não se davam muito bem!

Certo dia, quando ainda era funcionário do Banco do Brasil, esse Promotor chamou-me ao balcão do BB e fez-me um alerta no mínimo estapafúrdio:

Carlos, tome cuidado, porque seu advogado de defesa quer que você seja condenado!

Muito jovem ainda naquela oportunidade, minha reação foi de perplexidade. Nada entendia do que estava acontecendo. No entanto, não poderia duvidar da palavra de um Promotor Público que me tratava com distinção e muita amizade.

Para concluir o relato de tão trágico episódio acontecido em minha vida, só tenho a acrescentar que fui absolvido porque todas as testemunhas arroladas depuseram a meu favor, ou seja, afirmaram que não tive nenhuma culpa pelo infeliz incidente. Quanto ao “advogado de defesa”, mais tarde fiquei sabendo que a mãe do garoto havia sido sua lavadeira durante trinta anos! Talvez residisse nesse fato circunstancial a suspeita do meu amigo Promotor!

HOMEPAGES.

A Internet é um instrumento de trabalho de fundamental importância nos dias atuais e uma fonte inesgotável para pesquisa sobre os mais variados assuntos, inclusive os relativos ao tema Direito.

Fiz uma pesquisa entre mais de MIL advogados de todo o Brasil, pedindo-lhes que me indicassem os melhores sites jurídicos.

Reproduzo, a seguir, o resultado da pesquisa, no total de dezessete sítios, por ordem de preferência das pessoas consultadas.

JUS navigandi: www.jus.com.br

Escritório Online: www.escritorioonline.com

Consultor Jurídico: www.conjur.com.br

Direito Vivo: www.direitovivo.com.br 

DireitoNet:www.direitonet.com.br

Endividado.com:www.endividado.com.br 

FISCO Soft: www.fiscosoft.com.br

IBCCRIM-Instituto Brasileiro de Ciências Criminais: www.ibccrim.com.br

Migalhas:www.migalhas.com.br

O Neófito-Informativo Jurídico: www.neofito.com.br

Argumentum Jurídico: www.argumentum.com.br/index.php

CARTA MAIOR inFORMAÇÃO JURÍDICA: www.cartamaior.com.br

CONSULEX:www.consulex.com.br

DIREITO EM DEBATE: www.direitoemdebate.net

Direito Público: www.direitopublico.com.br

Eudes Dias-Advocacia Empresarial: www.tributario.adv.br/links.asp  

FAROL JURÍDICO:www.geocities.com/rubenjensen/pessoas/farol/farol.htm

PIADAS.

Ao pesquisar o tema na Internet, observei que as classes sociais, especialmente as representadas por algumas categorias profissionais, são vítimas de piadas irônicas, sarcásticas e muitas vezes maldosas. É o caso dos advogados.

As sete piadas abaixo relacionadas são tidas como clássicas pelos entendidos da matéria. Vejamo-las.

Dois advogados estão saindo do Fórum, quando um vira para o outro e diz-lhe:

— Vamos tomar alguma coisa?

O outro prontamente responde-lhe:

— Vamos, mas de quem?

Um cidadão suado, com as roupas sujas de sangue, entra no escritório de um advogado, esbaforido:

— Doutor, só o senhor pode salvar-me. Acabei de matar minha mulher.

O advogado, tranqüilo, consola-o:

— Calma, espera um pouco. Não é bem assim... ESTÃO DIZENDO que matou sua mulher!

O filho, advogado recém-formado, chega todo sorridente para contar a novidade ao pai, advogado titular do escritório:

— Papai, em um dia, apenas, resolvi o processo em que o senhor esteve trabalhando durante dez anos!

O pai aplica um safanão na orelha do filho e berra-lhe:

— Idiota, este processo é que nos sustentou nos últimos dez anos!

Um homem telefona para um advogado, apavorado por ter assassinado a esposa. O advogado indaga-lhe:

— Conte-me como tudo ocorreu.

O cliente:

— Doutor, após discutirmos, empurrei-a escada abaixo.

O advogado:

— Não, meu amigo, você não assassinou ninguém. Sua esposa tropeçou e, por desgraça do destino, acabou rolando pela escada, o que lhe acarretou o falecimento. Acalme-se, pois já estou me deslocando para sua residência com três testemunhas.

Chegaram juntos ao céu um advogado e um papa. São Pedro mandou o causídico  instalar-se em uma bela mansão de oitocentos metros quadrados, no alto de uma colina, com pomar, piscina, etc.

O papa, que vinha logo atrás, pensou que seria contemplado com um palacete, mas ficou pasmo quando São Pedro disse-lhe que iria morar numa kitchenette na periferia. Irritado, o santo padre disse ao Pedroca:

— Não estou entendendo mais nada! Um sujeitinho medíocre, simples advogado, recebe uma senhora mansão e eu, Pontífice da Igreja do Senhor, vou morar numa espelunca?!

Ao que São Pedro respondeu-lhe:

— Espero que Sua Santidade compreenda! De papas, o céu está cheio, mas advogado é o primeiro que recebemos!

Manoel vendeu uma vaca para Joaquim, sem saber que ela estava prenhe. Ao nascer o bezerro, qui-lo de volta, mas Joaquim discordou.

Manoel procurou um advogado e, depois de contar-lhe o acontecido, perguntou-lhe de quem era o bezerro. Ao que ouviu, como resposta:

— É seu.

Logo em seguida, Joaquim procurou o mesmo advogado, narrou-lhe o ocorrido e fez-lhe igual pergunta. Também ouviu, como resposta:

— O bezerro é seu.

A esposa do advogado, ao ouvir tudo, assustada, indagou do marido:

— Afinal de contas, de quem é o bezerro?

Seu esposo, então, disse-lhe sinceramente:

— É nosso!

O cliente liga para o escritório de seu advogado:

— Gostaria de falar com Dr. Roberto.

A secretária, pesarosa, informa-lhe:

— Sinto muito, não será possível, Dr. Roberto morreu!

O sujeito desliga e dez minutos depois faz nova ligação:

— Gostaria de falar com Dr. Roberto.

— A secretária informa-lhe novamente:

— Sinto muito, não será possível, Dr. Roberto morreu!

Pouco depois, o mesmo cliente torna a ligar:

— Gostaria de falar com Dr. Roberto.

A secretária, irritada, diz-lhe:

— Meu amigo, ligou-me três vezes e já lhe disse que seu advogado, Dr. Roberto, morreu. Por que tanta insistência?

— Ah - exclama o cliente – faz-me tão bem ouvir isso!